O Blog Defesa BR discute um Planejamento de DEFESA para o Brasil.
8 Dec
Mídia : Valor
Data : 08/12/2008
Marinha estuda encomenda de 32 navios
Francisco Góes, do Rio
A marinha do Brasil tem um ambicioso programa de construção de navios-patrulha que atuarão na vigilância de plataformas em campos petrolíferos, inclusive no pré-sal. O planejamento da marinha prevê construir, em estaleiros privados nacionais, 32 navios-patrulha até 2016 em um investimento estimado em R$ 2,97 bilhões. As encomendas, para serem realizadas, dependem da garantia de recursos orçamentários. Mas a marinha busca também “parceria estratégica” com a Petrobras para tornar viável a construção de parte desses navios. Procurada, a estatal não comentou o assunto.
Das 32 unidades previstas, 27 são navios-patrulha de 500 toneladas de deslocamento, orçados em R$ 2,16 bilhões. As outras cinco embarcações, com investimentos previstos de R$ 815 milhões, correspondem a embarcações maiores, de 1.800 toneladas cada uma. Dois navios-patrulha de 500 toneladas cada estão em construção no estaleiro Indústria Naval do Ceará (Inace), em Fortaleza, e devem ser entregues em 2009 e 2010.
Os navios-patrulha são como carros de polícia nas cidades. Não são embarcações de combate mas fiscalizam as águas jurisdicionais brasileiras para evitar atividades ilegais como narcotráfico e terrorismo, incluindo eventuais ataques a plataformas. Também podem ser usados em salvamento e apoio a atividades do Ibama e da Polícia Federal.
O Inace é um dos poucos estaleiros do país com histórico na construção de navios para a marinha. “Aprendemos a forma de como fazer navios de guerra”, diz Elisa Bezerra, superintendente do Inace. Ela disse que em janeiro o estaleiro deve fazer a entrega de um navio-patrulha de 200 toneladas para a Namíbia. O Inace é um dos participantes de licitação aberta pela marinha para construir quatro navios-patrulha de 500 toneladas.
As embarcações fazem parte do pacote de 27 unidades previstas para serem entregues até 2016. O estaleiro Mauá, de Niterói (RJ), também entrou na concorrência cujos envelopes com as propostas seriam abertos hoje. A marinha confirmou que a pedido de alguns participantes da licitação adiou, pela segunda vez, o prazo de entrega das propostas, agora para 8 de fevereiro.
A instabilidade provocada pela crise financeira estaria dificultando a cotação de preços de materiais como aço e motores. Além dos dois navios-patrulha em construção no Inace e dos quatro em licitação, a marinha pretende contratar outras seis unidades de 500 toneladas dependendo dos orçamentos futuros. Chegaria-se assim ao total de 12. Para completar 27, restariam 15 que seriam incluídos no cronograma até 2016 após a definição da fonte de recursos necessária à construção das embarcações.
“Essa seria a necessidade mínima de navios para ter nas bacias de Campos e Santos, de maior tráfego e produção de petróleo, um navio-patrulha 24 horas por dia, 365 dias por ano”, diz o contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, coordenador do programa de reaparelhamento da marinha. Nas demais bacias não haveria necessidade de manter navios em tempo integral.
Carneiro disse que a estratégia da marinha é repassar as encomendas aos estaleiros nacionais para a construção dos navios, com aumento dos índices de nacionalização. Ele reconheceu que para ter um maior interesse dos estaleiros é preciso ter fontes de recursos firmes no orçamento da marinha. “Dessa forma os empresários poderão ter confiança na solidez do programa de reaparelhamento e fazer os investimentos necessários em suas empresas para atender à marinha.”
A lei orçamentária anual (LOA) para 2009 prevê R$ 2,7 bilhões para a marinha, valor que inclui custeio e investimentos. Em 2008, a previsão orçamentária era de R$ 1,97 bilhão. Segundo dados disponíveis, o contingenciamento no orçamento da marinha situa-se este ano em R$ 183 milhões enquanto os investimentos da diretoria geral de material, responsável por construções e modernizações, soma R$ 461 milhões. O número é maior do que o de 2007, de R$ 293 milhões.
O contra-almirante entende que é importante que as empresas participem das licitações abertas pela marinha e criem capacidade nos estaleiros para atender a demanda, inclusive associando-se a estaleiros estrangeiros para ter tecnologia. A construção de navios de guerra, associada à indústria bélica, poderia se desenvolver à semelhança do que ocorreu com a construção naval por meio do programa de modernização da frota lançado pela Transpetro, a subsidiária de logística da Petrobras, compara Carneiro.
Nosso Comentário :
A matéria é um interessante quadro da situação atual da Marinha. Ressalte-se que o contingenciamento caiu bastante em 2008.
Estão sendo confirmados 5 navios de 1.800 ton, em uma encomenda prevista em R$ 815 milhões.
22 Sep
Media : O Estado de São Paulo
Data : 22/09/2008
Na costa do Rio, jogo de estratégia
Em simulação, submarino tenta conter frota de navios
Alexandre Rodrigues, RIO
A missão do submarino Timbira durante a Operação Atlântico é impedir o movimento, no litoral do Rio, da esquadra formada por quatro navios de transporte apinhados de fuzileiros navais, escoltados por uma dezena de corvetas e fragatas com a tarefa de simular um ataque anfíbio à costa capixaba nesta semana. O porta-aviões São Paulo, que está em manutenção, não participa.
Equipado com sofisticados sonares, o submarino tem condições de mapear a disposição da esquadra a ponto de identificar até o número de pás de um navio e surpreender ao mirar no elemento de maior valor para o inimigo. Navios de guerra equipados com canhões e mísseis podem se partir ao meio em poucos segundos com um único torpedo de um submarino.
O efeito inibidor que um submarino como o Timbira provoca seria muito maior no caso de uma unidade nuclear. A propulsão atômica dá uma velocidade muito superior à diesel-elétrica dos submarinos convencionais, que precisam subir à superfície para recarregar baterias.
É nesse momento que os navios de guerra podem abatê-los para ir em frente. A ilimitada autonomia do reator nuclear lhe dá condições de pousar “invisível” no fundo do mar, por quanto tempo for necessário, e de se deslocar rapidamente por toda a costa. No entanto, ele é mais ruidoso, o que faz mais difícil o desafio da ocultação.
VERBAS
A Operação Atlântico dará mais um argumento para o pleito dos militares por mais recursos para a aquisição de meios para garantir a soberania da exploração das riquezas dos 8,5 mil quilômetros de costa da Amazônia Azul.
O Brasil prospecta mais de 80% do seu petróleo e gás no mar, via de quase todo o comércio exterior. A pesca é um setor estratégico de potencial ainda inexplorado, assim como o extrativismo mineral para além do petróleo.
Em vários países, depósitos de minerais como ouro, manganês, ferro, níquel e cobre são explorados no mar. Na vertente ambiental, os militares também enxergam valor na diversidade biológica do mar e o seu estudo.
O Ministério da Defesa quer que a Petrobrás e outras exploradoras de petróleo contribuam com o reaparelhamento da Marinha, estimado em R$ 5,8 bilhões. A Força já fica com 15% dos royalties da produção, mas tem se queixado do contingenciamento e quer ampliar a cota com o pré-sal.
Nosso Comentário : Nessa década de 10 que se avizinha, o Brasil terá que exportar alimentos e energia para todo o mundo, usando diversas rotas marítimas.
Essas rotas precisarão estar cobertas pela Marinha do Brasil em uma escala ainda não compreendida sequer pelo Ministério da Defesa, e muito menos pela mídia nacional.
Não precisaremos defender somente a costa, como a grande maioria pensa ou é levada a pensar.
16 Sep
Media : Economia BR
Data : 16/09/2008
Em setembro de 2008, a PETROBRAS tinha se planejado para extrair e processar somente uma pequena parcela do potencial de até 12 bilhões de barris de petróleo dos poços de Tupi e Iara. A empresa já os via como um desafio.
Mas esses dois poços estão localizados no mesmo bloco BM-S-11, o que ainda é somente a “ponta do iceberg” do Pré-Sal. Localizados na Bacia de Santos, eles representam apenas 25% dos oito poços trabalhados ali pela Petrobras e seus sócios.
Tal gigantesca mega-província petrolífera teria 160 mil km2 ou mais e abraçaria as Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Ela poderá fazer o Brasil superar a marca de 100 bilhões de barris em reservas, vindo a exigir muito mais esforços.
A Petrobrás anunciou, em 15 de setembro de 2008, a contratação de 10 novas plataformas para o Pré-Sal da Bacia de Santos. As duas primeiras serão afretadas e chegarão ao Brasil somente entre 2013 e 2014 para testes de produção, e custarão US$ 1,5 bilhão cada.
As outras oito serão construídas no estaleiro Rio Grande (RS) e serão instaladas entre 2015 e 2016. Deverão custar US$ 1,8 bilhão cada e pertencerão a Petrobras. As 2 primeiras produzirão 100 mil barris por dia, enquanto os oito navios-plataforma terão capacidade para produzir 120 mil b/dia, o que somará 1,160 milhão de b/dia em 2016.
Para cada sistema produtivo (plataforma e equipamentos de apoio), serão necessários investimentos em torno de US$ 7 bilhões. Não se sabe ainda quantos sistemas o Pré-Sal exigirá, mas a empresa prevê que ultrapassem 60. E ela sozinha não conseguirá financiar nem levantar US$ 420 bilhões, e muito menos operacionalizar todos esses sistemas.
Portanto, esse esforço ainda é lento e muito limitado para a dimensão de todo o Pré-Sal brasileiro. Obviamente, a Petrobras sozinha só dará conta de uma pequena fração do que se espera desse potencial e não se pode exigir dela mais que isso, até pelo fundamental fator de segurança.
Por maior que ela seja, ainda será pequena para abraçar a empreitada sozinha. Em 2016, o Brasil já deveria estar processando algo como 9 milhões de barris de petróleo ao dia no Pré-Sal, quase 8 vezes mais do que ela planeja produzir ali no período.
Com a criação da estatal PETRO-SAL, a Petrobras deixará de ditar o ritmo que o país deseja para os próximos anos. Muitas outras empresas de todo o mundo serão chamadas e somente todas UNIDAS sob a firme tutela do Estado poderão vencer o imenso desafio à frente.
Resolvido esse problema mais logístico e temporal, o país poderá tratar de algumas poucas máximas do pensamento dos brasileiros a respeito de qual tipo de aproveitamento se deverá obter do Pré-Sal :
1) Não repetir os erros que outros países produtores de petróleo cometeram nas épocas de fartura, deixando suas populações na pobreza quando o óleo acabou;
2) Ser um exportador de produtos refinados misturados com etanol, fortalecendo o biocombustível nacional com essa venda casada;
3) Ser um exportador de produtos advindos da indústria petroquímica, o que levará o valor adicionado do óleo a crescer 40 vezes sobre o valor do petróleo bruto;
4) Apostar pesado na educação, de modo a revolucionar essa área; e
5) Desenvolver uma forte base industrial mecânica e naval, para atender localmente à pesada demanda de equipamentos, sondas, plataformas e navios.
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3 Sep
Media : Economia BR (Defesa BR)
Data : 03/09/2008
Desde 2007, o Brasil desenvolve um plano de expansão da produção de etanol para exportação a nível global. O plano teve início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade de o etanol brasileiro substituir 10 % da gasolina no mercado mundial, em 20 anos.
Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa posição, será necessário investir R$ 20 bilhões anuais em produção e logística. A estratégia é exportar gasolina já misturada com etanol, em até 25 %, como no mercado doméstico.
Vídeo : Brazil and the Energy Tomorrow
Nessa linha, as novas descobertas do Pré-Sal ganham uma surpreendente dimensão estratégica para o Brasil, pois suas gigantescas reservas de petróleo leve serão exploradas e refinadas internamente, conduzindo o País a um grande crescimento da produção de etanol para exportação de ambos misturados a nível global.
A primeira extração do Pré-Sal ocorreu em 2 de setembro de 2008 no poço 1-ESS-103A, no Campo de Jubarte, que estará interligado à plataforma P-34. Este poço está localizado a 70 km da costa do Espírito Santo, com o óleo sendo extraído a 4.700 metros de profundidade. A previsão é que o poço tenha vazão de até 18 mil barris de petróleo por dia.
No mesmo dia, foi noticiado que a balança comercial do petróleo tivera déficit de US$ 5,44 bilhões nos primeiros 8 meses de 2008, valor maior que o dobro do mesmo período em 2007: US$ 2,38 bilhões. A corrente de comércio do petróleo (soma das exportações e das importações) foi de US$ 36,94 bilhões.
26 Aug
Media : Defesa BR
Data : 26/08/2008
O objetivo central do Plano é mudar a concepção de defesa nacional e redirecionar as prioridades das três Forças. Como principal parceiro teria sido escolhida a França, por garantir a melhor transferência de tecnologia para o Brasil. Os franceses venderiam desde submarinos convencionais, passando por helicópteros e indo até os caças supersônicos de superioridade aérea previstos no FX-2.
FAB
Tem sido dito que o País irá construir caças Rafale, da Dassault, com participação da Embraer no projeto, para absorver a tecnologia. De início, poderão ser importados de 12 a 36 Rafales F3, com entrega a partir de 2010. Na esteira, seriam produzidos no Brasil de 84 a 108 unidades, somando-se as 120 aeronaves que o Brasil sempre almejou com o projeto FX original.
Em 15 de abril de 2008, os Governos do Brasil e da Rússia assinaram, em Brasília, memorando de entendimento de cooperação para o lançamento de satélites, construção de foguetes e o desenvolvimento conjunto do Caça Furtivo de 5ª Geração T-50 PAK FA.
Esse acordo visando o PAK-FA vai acabar no mesmo canal da compra dos IKL-214 ? Ou seja, morreu ? Trocaram um futuro de 5ª Geração por Rafales de 4ª ou os 2 projetos seguirão em paralelo ? Fica difícil acreditar que o governo agora terá tanto dinheiro e empenho.
Em julho de 2005, o Comando da Aeronáutica encomendou à Embraer um estudo sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo avião de patrulhamento marítimo baseado nos jatos Embraer 190 e 195, que viria a ser conhecido genericamente como P-190. Uma versão do C-390 resolveria essa questão de vez.
A FAB deveria, a partir de agora, concentrar-se somente em defesa aérea e quase nada em transporte. Um exemplo do desvio funcional que ocorre hoje é o GTE em Brasília, super atarefado para atender a tantas e tantas autoridades. Este serviço deveria simplesmente ser civil, com exceção da Presidência.
MB
Para a Marinha, o Brasil poderá construir 3 submarinos convencionais Marlin (Scorpène sem os espanhóis), em parceria com a DCNS. Em seguida, poderá incorporar a tecnologia de casco da DCNS para produzir seu primeiro submarino de propulsão nuclear, o SNB. Esse projeto completo de submarinos chegaria a uma cifra inicial de US$ 7 bilhões, que ainda pode vir a ser alimentado pelo advento do Pré-Sal e sua necessidade de proteção.
Os 27 navios-patrulha que vem sendo divulgados para vigiar a costa e as plataformas não podem cumprir funções de fragatas e destróieres, e essa é uma área ainda nebulosa nos planos do governo. O mesmo pode-se dizer de um substituto moderno para o NAe A-12 São Paulo e para as suas poucas e ultrapassadas aeronaves A-4, sobreviventes da era do Vietnã.
EB
Deverá ser criado na Amazônia um elemento inovador chamado Exército Móvel, que conterá diferentes brigadas dotadas de grande mobilidade e forte capacidade logística. Para emprego delas, deverá ser construída em Sete Lagoas, Minas Gerais, pela Fiat-Iveco, a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média de Rodas (VBTP-MR).
Essa nova família de blindados será uma espécie de Urutu III composta de diversas versões como : viatura de reconhecimento; transporte de pessoal; ambulância, oficina; comunicações; posto de comando; diretora de tiro; morteiro de 120 mm; e outros.
O VBTP-MR, em seu modelo básico, é um carro de combate blindado de 25 toneladas, anfíbio, aerotransportável, com tração nas 6 rodas e capacidade de conduzir 10 tropas e 1 motorista. O projeto será desenvolvido em parceria com os engenheiros militares do Exército e a montadora, visando o desenvolvimento e a absorção de tecnologia pelo EB.
As brigadas móveis terão sua logística aérea atendida pelos cargueiros médios C-390 da Embraer que, finalmente, sairão da prancheta e do imaginário com essa encomenda.
Falta saber se esses aviões serão operados pelo próprio Exército através de sua AvEx, algo bastante aguardado. O ideal é que os soldados confiem que são a única prioridade dos seus transportadores.
Porém, o modo mais eficaz de resolver isso é criar um Comando Conjunto de Aviação que englobe o transporte em aeronaves de asas fixas e rotativas das 3 Forças, visando atingir uma integração orgânica com SINERGIA, o que pregamos há tempos no DEFESA BR.
O Exército Móvel ainda poderá contar com 50 helicópteros Cougar EC 725 da AvEx, capazes de transportar 28 tropas e 3 tripulantes. Uma operação com 20 deles poderá colocar 560 homens em qualquer ponto em terra de um só golpe.
Os Cougar serão fabricados em Itajubá, pela Helibrás, em consórcio com a Eurocopter. A fábrica atenderá também as 2 demais Forças, sinalizando uma positiva padronização.

26 Aug
Media : Defesa BR
Data : 26/08/2008
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentará à Nação, no festivo Dia da Independência (7 de setembro), o tão aguardado Plano Estratégico de Defesa.
Chegam notícias de que o Plano trará um aumento no Orçamento da Defesa, mas voltado para custeio e investimentos, de mais 1 % do PIB. Isso afastaria de vez o problema previdenciário, que vem impedindo o necessário crescimento e mesmo a sobrevivência operacional de nossas Forças Armadas.
Haverá ainda a falada criação do imposto sobre as grandes empresas que atuam em infra-estrutura estratégica, que seriam os primeiros alvos do País. As áreas mais visadas em um primeiro momento de ataque seriam as usinas de energia (hidrelétricas e nucleares), siderúrgicas, minas, estradas, aeroportos, portos, plataformas, gasodutos, pontes, e navios cargueiros com suas rotas, entre muitos outros.
Outra novidade é que Jobim deverá pressionar o governo para que a empresa escolhida para explorar o petróleo na Mega-Província do Pré-Sal - seja a Petrobras ou uma nova estatal - pague uma taxa extra por serviços prestados pela Marinha na proteção das reservas, pois a Marinha presta serviços relevantes e merece ser remunerada:
Os Royalties da Marinha bloqueados pelo Tesouro nacional já chegaram a R$ 3 bilhões até o início de 2008.
Resumindo: se o aumento de 1 % do PIB no Orçamento de Defesa for confirmado, o governo estará atendendo a uma antiga reivindicação do DEFESA BR. O mesmo ocorre para as Novas Origens de Recursos. Aguardemos o anúncio oficial, “porque cavalo não desce escada”, como diria o colunista Ibrahim Sued.
Com esta evolução no Orçamento Anual de Defesa, o País estará apto a iniciar seu caminho para 2022, com desenvolvimento econômico e social, grande incremento científico, desenvolvimento tecnológico nacional, ativação de diversas indústrias e estaleiros, geração de dezenas de milhares de empregos, elevada expansão nas exportações de produtos e sistemas de Defesa e, acima de tudo, a dissuasão de ameaças à soberania e à liberdade do povo brasileiro.
20 Aug
Media : DEFESA BR
Data : 20/08/2008
Nova Origens de Recursos Para Defesa são uma antiga bandeira do Defesa BR.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou ontem, 19 de agosto de 2008, que o governo discute reaparelhar as Forças Armadas com a ajuda das grandes empresas que atuam em infra-estrutura estratégica, que seriam os primeiros alvos do País sob um futuro e previsível ataque militar, dado todo seu vasto patrimônio mineral, petrolífero (pré-sal), industrial, agrícola, e acima disso tudo, o seu rico meio-ambiente com muita água doce (Amazônia).
As áreas mais visadas em um primeiro momento de ataque seriam as usinas de energia (hidrelétricas e nucleares), siderúrgicas, minas, estradas, aeroportos, portos, plataformas, gasodutos, pontes, e navios cargueiros com suas rotas, entre muitos outros.
Para tal, deverá ser criado algum imposto sobre o faturamento ou lucro dessas empresas sob o conceito de que, se as Forças Armadas estarão sempre protegendo e contribuindo com isso para a valorização dessas empresas e a segurança dos investimentos de seus acionistas, a área de Defesa deverá então ser uma forte beneficiária com o financiamento de meios e equipamentos necessários à execução da gigantesca empreitada.
A Petrobras, a Vale e a Eletrobras são três mega-empresas que cairão nessa rede e serão ainda mais valorizadas com essa estratégia. Mas o rol é vasto e pode chegar a centenas de grandes empresas.
Já o Presidente Lula, também em 19 de agosto, anunciou que o Brasil irá mesmo utilizar os recursos advindos da exploração de petróleo dos campos de pré-sal para investir em educação e ampliou esse correto emprego em mais uma área fundamental, a saúde. “Esse dinheiro é do povo brasileiro, que esperou muito tempo por uma chance de resolver esses problemas”, disse Lula.
Ainda na mesma data, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o governo ainda busca avaliar a real extensão da mega-província de petróleo do pré-sal. Segundo ele, já se fala de um “pré-sal estendido “, hipótese em que a área seria maior do que se imagina hoje, passando de 100 mil km2 para 160 mil km2, com 800 km de extensão e 200 km de largura, indo do Espírito Santo até Santa Catarina.

Juntando-se todas essas informações e tendências, o DEFESA BR conclui que o caminho a ser seguido pelo governo para garantir a integridade do imenso território brasileiro e a soberania sobre as Amazônias Verde e Azul no futuro presente é o de planejar a longo prazo e aportar recursos para a DEFESA, advindos tanto de um imposto sobre as empresas de infra-estrutura, como ainda dos Royalties com o próprio pré-sal, junto com educação e saúde.
Ressalte-se que o país estará criando uma empresa estatal em 2009 para administrar toda a grande aventura do pré-sal, saindo os grandes investidores internacionais da jogada e dos grandes lucros, e que a mega-província pode mesmo estar vindo desde as Guianas e descendo por toda a costa brasileira até a Patagônia argentina.
Com o primeiro campo do pré-sal sendo inaugurado pelo presidente Lula em 2 de setembro, com toda e devida pompa e circunstância, a Petrobras estará lançando encomendas não de uma ou duas, mas de 55 plataformas de exploração em alto-mar. Mas quem irá proteger todo esse presente de Deus contra a certa e líquida cobiça internacional ?
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