O Blog Defesa BR discute um Planejamento de DEFESA para o Brasil.
17 Nov
Media : O DIA
Data : 17/11/2008
Força Militar: Meio expediente a partir do dia 1º de dezembro
Marco Aurélio Reis
Rio - Acaba de ser dado o sinal verde pelo Comando do Exército para os comandantes de unidades adotarem meio expediente a partir do dia 1º de dezembro. Nove em cada 10 batalhões vão seguir a orientação, que reduz as despesas com alimentação de soldados, graduados e oficiais. No meio expediente, a tropa entra pela manhã e sai antes do almoço. Fica na unidade apenas o efetivo para garantir a segurança das instalações.
A orientação sai dois meses depois de o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, ter emitido comunicado alertando que a retenção, no Tesouro Nacional, de R$ 518,8 milhões do seu orçamento poderia provocar redução de expediente e dispensa antecipada de soldados. Por isso, o sinal verde foi recebido com preocupação pelos oficiais que tomaram conhecimento dele na última semana. A coluna levou ao Exército a preocupação expressa por esses militares. Muitos temem que a crise financeira que derruba bolsas de valores venha atrapalhar os planos federais de investimento maciço no reaparelhamento dos quartéis.
Esses oficiais começaram interpretar o aperto financeiro como um dos motivos para o anúncio do Plano Estratégico de Defesa, previsto para ocorrer no 7 de Setembro, ter sido adiado duas vezes: primeiro para novembro e agora para dezembro.
O meio expediente será seguido de dispensa antecipada de recrutas?, perguntou a coluna ao Comando do Exército. Não, respondeu a Força, que, em nota oficial, classificou a “flexibilidade para (os Comandos Militares de Área) regularem suas atividades” no fim do ano como orientação rotineira e não extraordinária.
Sobre a dispensa dos soldados, informou que a baixa do grupamento A não sofrerá alterações nas datas anteriormente previstas: 7 de janeiro, 18 de fevereiro e 24 de abril. “Sendo a última turma licenciada após quatro semanas, aproximadamente, de incorporação do novo contingente, mantendo-se o efetivo de praças do núcleo-base sempre completo”, detalha a nota, espantando para longe a volta do fantasma da penúria financeira nos quartéis e aliviando a preocupação sobre o Plano Estratégico.
Nosso Comentário :
Vejam mais este absurdo contingenciamento de R$ 518,8 milhões do orçamento do Exército Brasileiro, agora em 2008. Só no Brasil existem Forças Armadas operando em meio expediente.
E o atual governo, tão amigo dos inamistosos bolivarianos à nossa volta, ainda quer que acreditemos em Planos Estratégicos.
2 Oct
Media : O Estado de São Paulo
Data : 02/10/2008
Exército cobra verba e alerta para impasse
General previne tropa sobre medidas que tomará caso dinheiro não chegue
Tânia Monteiro
Preocupado com o contingenciamento do orçamento do Exército, que poderá levar à antecipação em mais de um mês da dispensa dos recrutas, à redução do horário do expediente e à diminuição em pelo menos 20 mil homens o engajamento de soldados para 2009, o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, encaminhou um comunicado à tropa. Ele listou as dificuldades e pediu que todos fiquem prevenidos.
A redução de recrutas pode, de acordo com oficiais do alto comando consultados, não só prejudicar o emprego do pessoal do Exército no segundo turno das eleições como até a segurança das fronteiras. O Exército pede o descontingenciamento de R$ 518,8 milhões do seu orçamento até o fim do ano, sendo R$ 445 milhões de imediato, dos quais R$ 165 milhões atenderiam a um déficit já previsto.
O comunicado do general foi encaminhado anteontem a todas as unidades militares, enquanto ele estava ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita a quartéis.
Ontem, por meio de sua assessoria, Jobim endossou a queixa de Enzo, ao informar que já alertou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre a necessidade de reforço do orçamento das três Forças.
A pressão de Enzo provocou reações de Bernardo, que reagiu irritado, dizendo que “não vai entrar em polêmica”. Bernardo lembrou que, quando Jobim aceitou assumir o cargo, fez um pedido ao presidente: que nenhum comandante discutisse orçamento com o Planejamento, mas só por meio da Defesa.
Nosso Comentário :
Se o ministro Jobim pediu mesmo ao presidente que nenhum comandante discutisse orçamento com o Planejamento, somente ele, então só pode ter desistido de lutar dentro de um governo nada comprometido com a Defesa deste país.
2 Oct
Media : O DIA
Data : O2/10/2008
Quartéis querem dinheiro
Forças Armadas se queixam de R$ 1,8 bilhão de seus orçamentos que estão retidos nos cofres do Tesouro Nacional
Ananda Rope
BRASÍLIA - As Forças Armadas começaram a primeira queda-de-braço com a equipe econômica civil após o presidente Lula acenar que o País não iria mais prejudicar as ações de Defesa Nacional cortando verbas dos orçamentos dos quartéis. O Ministério da Defesa tornou público ontem que os recursos orçamentários da Marinha, Exército e Aeronáutica retidos no Tesouro Nacional já somam R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 660 milhões da Força Aérea, R$ 520 da Terrestre, R$ 480 milhões da Naval e o restante do órgão central.
Em nota oficial, o Exército informou que “vem fazendo gestões no sentido de que haja o necessário descontingenciamento (liberação de recursos), de modo a não comprometer as atividades de preparo e emprego da Força Terrestre para o término do ano de 2008”.
Questionada sobre a partir de quando e quais ações do Exército devem ser comprometidas por conta do atual contingenciamento, a Força se limitou a informar que as orientações ainda estão restritas a sua área de comando. Militares de alta patente revelam, porém, que se o aperto financeiro for mantido há a possibilidade de redução de expediente nos quartéis e até mesmo a dispensa antecipada de recrutas do Exército, como ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso no pior momento orçamentário das Forças Armadas brasileiras.
Para tranqüilizar militares que atuam na Operação Guanabara — de segurança ao processo eleitoral do Rio — o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu ontem que não há risco de falta de verbas para essas tropas, uma vez que quem financia a ação em sua totalidade é o próprio TSE, que até o momento já gastou R$ 41,6 milhões para custear a ação em todo o País.
Marinha teme paralisar suas patrulhas
De acordo com a Defesa, o ministro Nelson Jobim — que se encontra em viagem pelo interior do País — já alertou seu colega do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre a necessidade da liberação de recursos para custeio das três Forças. O ministério esclareceu ainda que, independentemente disso, o apoio dos quartéis ao processo eleitoral está assegurado.
A Marinha informou que, caso seja mantido o atual nível de recursos contingenciados, setores da Força serão atingidos, paralisando patrulhas e inspeções navais e comprometendo a segurança das plataformas de petróleo. A Força informou ainda que o Programa Nuclear da Marinha também vai sofrer atrasos com descumprimento de contratos. A falta de recursos pode comprometer também o pagamento de faturas das concessionárias de serviços públicos.
O Comando da Aeronáutica, por sua vez, não se pronunciou sobre o assunto.
Nosso Comentário :
Forças Armadas Passando Penúria - Filme Antigo
No dia seguinte à impressionante desclassificação do Super Flanker no Programa FX-2 da FAB, o já desesperançado brasileiro tem que ler mais uma notícia que o remete a mais dúvidas sobre as reais intenções do presente governo quanto à Defesa do Brasil, não a do governo, aquela garantida pelos inúmeros jatinhos do GTE à disposição das autoridades de Brasília.
Continua a pergunta do que se pretende com caças de 4ª Geração passíveis de embargos e começando a chegar ao Brasil no distante ano de 2014. Não pretendem gastar nada com nossa Defesa.
Pergunte-se mais: isso tudo faz parte de uma mesma brincadeira com o Brasil ?
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