No Último Minuto, a Boeing Reduz Sua Proposta de Preço no FX-2

Mídia : Valor

Data : 30/06/2009

Boeing refaz proposta para o F-X2

Virgínia Silveira – São José dos Campos

A Boeing reduziu o preço do caça F-18 Super-Hornet na proposta final enviada este mês para a Força Aérea Brasileira (FAB), dentro do projeto F-X2, que prevê a aquisição de 36 caças supersônicos de última geração.

Nesta última fase do projeto, denominada BAFO (do inglês Best and Final Offer), as empresas finalistas da disputa (Boeing, Dassault e Gripen) tiveram a oportunidade de melhorar suas propostas, com base nas informações repassadas pela gerência do F-X2.

Segundo o vice-presidente do programa F-18 da Boeing, Robert Gower, está previsto para hoje o término da avaliação de todas as ofertas pela FAB e também a recomendação da empresa vencedora, pela equipe que coordena o projeto F-X2, para o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

A Aeronáutica não confirma a informação, embora tenha anunciado oficialmente que a avaliação final das respostas das empresas aconteceria até o fim deste mês.

“Em meados de julho a FAB deve submeter a indicação do vencedor a avaliação do Ministro da Defesa, que encaminhará ao Conselho de Defesa Nacional, a quem caberá a decisão final”, explicou o executivo da Boeing.

O nome da empresa vencedora deverá ser conhecido no mês de agosto e a assinatura do contrato de compra das novas aeronaves, segundo Gower, está prevista para acontecer ainda no segundo semestre deste ano.

Na oferta final encaminhada pela Boeing à gerência do F-X2, segundo Gower, foram incluídos 28 projetos com 25 empresas brasileiras, que poderão resultar em cinco mil empregos diretos e indiretos para a indústria nacional.

“Acreditamos que através desses projetos e da transferência de tecnologia, que neste caso estamos autorizados a passar, o Brasil terá mais acesso ao mercado de defesa americano”, afirmou.

Gower cita as empresas Northroop e General Electric como possíveis parceiras das brasileiras no projeto do F-X2, caso venha a ser a vencedora.

Entre as áreas autorizadas pelo governo americano para a transferência de tecnologia para o Brasil o executivo cita a parte de integração de sistemas aviônicos, radares e armamentos, além de testes e logística integrada.

“Queremos trabalhar juntos com a indústria brasileira e a FAB no desenvolvimento da aeronave e na integração dos seus sistemas, armamentos e software.” Gower disse que a Boeing ficou surpresa com o alto nível de qualidade e capacitação das empresas brasileiras.

Nosso Comentário:

No Último Minuto, a Boeing Reduz Seu Proposta de Preço no FX-2

Pergunta-se se somente a Boeing reduziu seu preço na proposta final. Havia 3  propostas entre US$ 4 e 6 bilhões  (R$ 8 e 12 bilhões) sobre a mesa do governo brasileiro, todas muito acima do propalado entorno de US$ 2 bilhões pelos 36 caças.

Pelo jeito, não teriam sido os franceses que deram o maior preço, mas a própria Boeing. Ou então ela teria ficado bem no meio, com algo como US$ 5 bilhões. No intuito de resolver de vez a contenda, terá ela reduzido sua proposta para menos de US$ 4 bilhões nesse último minuto do interminável processo FX, hoje um FX-2? Teremos um vencedor dessa vez ou outro cancelamento?

O vice-presidente do programa F-18 da Boeing, Robert Gower, afirmou que, integração de sistemas aviônicos, e radares e armamentos, estariam entre as áreas autorizadas pelo governo americano para a transferência de tecnologia para o Brasil.

Será que isso tudo já está combinado com o difícil congresso americano? Claro que não. Ao sul do Equador, não pode haver ilusões a esse respeito.

Roberto Silva

DEFESA BR

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37 Comments »

 
  • Francisco Braz says:

    Grande Tadeu Mendes…

    A Saab, além da ligeira pressão no FX-2, sabe bem da competência dos engenheiros e técnicos aeronáuticos brasileiros. Os modelos comerciais atestam esta expertise. Também sabem que o Brasil aponta, como ponto fraco do NG, a quantidade de aviônicos de origem americana. É exatamente esta dependência dos americanos que, desenvolvendo em conjunto com os brasileiros, os suecos querem eliminar.

    Os suecos começaram por substituir os radares com componentes americanos por um desenvolvimento conjunto com os italianos. Notem que também procuram independência dos franceses quando evitam a Thales.

    Desenvolvendo com os brasileiros da Aeroeletrônica (controlada pela Elbit israelense), a AKAER, Mectron e Atech (a Atech muito provavelmente fornecerá os softwares de integração dos equipamentos, sua especialidade) os suecos estarão aprendendo tanto quanto estarão nos ensinando. Eles nos passam as manhas do projeto de caças e absorvem tecnologia para projetos civis.

    Já notou que a característica dos jatos comerciais da Embraer são semelhantes aos caças suecos? Modularidade e acoplamento de equipamentos de vários fornecedores diferentes?

    Vou enumerar algumas destas características (comuns aos jatos da Embraer e aos caças da SAAB):

    - Modularidade;
    - Fornecedores diversos para diferentes partes dos aviões;
    - Facilidade de manutenção;
    - Baixo custo de manutenção/operação;
    - Pequena dependência de apoio de terra;
    - Alto índice de disponibilidade;
    - Versatilidade na operação.

    Estas são as características mais marcantes… Existem outros pontos em comum.

    Acho que esta associação transcenderá os caças NG. Não só em um projeto de caça de 5ª geração, mas também na produção de aviões civis. Qual seria a aceitação de um avião com a chancela da Embraer/SAAB nos principais mercados do planeta?

    Analisem o grau de rejeição de um equipamento produzido com independência por dois países não alinhados.

    O único ponto que os dois ainda deverão enfrentar dificuldades é a motorização. Ainda assim acho que o Brasil poderá criar, com a Volvo, uma nova empresa que se associaria às fabricantes de motores russos. Esta associação seria nos mesmos moldes do utilizado no projeto do caça.

    Os russos tem ótimos projetos de motores aeronáuticos, tanto supercruiser como vetorados, mas carecem de qualidade na fabricação e continuidade de fornecimento de peças. Produzir estes potentes motores no Brasil eliminaria o medo quanto à qualidade e continuidade dos mesmos.

    Quem não gostaria disso nem um pouco seriam os americanos, canadenses e ingleses (tradicionais fornecedores de motores aeronáuticos para o Brasil) além, é claro, dos franceses. Acho que até aí poderia sair um acordo para um motor francês, se tentarmos a produção licenciada dos que equipam o Mirage 2000.

    A viabilidade desta empreitada se daria porque o NG é mais leve que o Mirage e a proporção peso/potência seria ótima para o desempenho do velho motor com o novo caça. Também seria uma forma de iniciar uma nova empresa no país para servir aos projetos da Embraer. Claro que, no processo, haveria algumas melhorias no projeto da turbina da SENECA (francesa).

    Com o apoio da Volvo, que já produz motores da GE sob licença, poderíamos passar a projetos de novas turbinas. Talvez esteja sonhando alto demais, mas acho que devo abrir as possibilidades.

    Na revista que mencionei (“Força Aérea”), o sueco mencionava a produção local de HUD e equipamentos de visão noturna pela Aeroeletrônica para os projetos F-5M e A-1M. Os suecos já estão demonstrando que, para atender ao Brasil, eles farão qualquer negócio e gozam de credibilidade suficiente para nos dar segurança na empreitada.

    Os americanos quando querem alguma coisa com o Brasil sempre acenam com a possibilidade de nossa entrada no mercado de defesa americano. Até hoje nunca vi esta promessa se concretizar.

    Os franceses ganharam foi muuitaaa grana com a manutenção dos Mirages IIIBR. Fico de pé atrás com eles, mas tem o grande negocio dos submarinos com a MB. Todos esperam que o Sarkozy assine a venda dos Rafales em 7 de Setembro. Mas, talvez ele venha para assinar os contratos das FREMM.

    É… Até que a decisão seja tomada (se é que já não foi) tudo o que podemos fazer é especular. Ainda acho que deveríamos comprar 108 caças (36 de cada) e aproveitar todas as vantagens oferecidas. Depois de atestadas as operações de off set, encomendava mais 120 do melhor fornecedor.

    O que seriam (+-) R$20 bi para quem empresta US$10 bi para o FMI?

    Bom, fui nessa.

    []´s

  • marcos s. says:

    Estou surpreso!!!

    Tadeu Mendes???

    Defendendo o Gripen ainda seria possível. Pois ele também quer o melhor para o Brasil e dependendo do pacote ele até aceitava. rsrsrsr

    Mas a possibilidade de comprar caças russos (tá registrado preto-no-branco):

    “Comprariamos os Flankers para a FAB; pois gracas à sua ampla autonomia, serviriam como defensores da Amazonia, e da area da Triplice Fronteira, mas tambem, como um projetor de forca, para alem dessas fronteiras”

    by Tadeu Mendes

    Essa eu não achava que ia viver para ler. rsrsrsrsr

    O que houve, Tadeu? Você está bem ou existem espiões suecos e russos aí com você?

    Abraço

    ____________

    Marcos :

    Acho que ele está querendo ser recebido pelo Mangabeira lá em Harvard, daí vem essa inédita menção dos Flankers, rsrsrs

    Só pode ser isso, kkk

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Nobres Amigos,

    Roberto e Braz; nao é porque as garotas do Leblon nao olham mais pra mim…eu uso oculos; e que eu seja um cara mal e inflexivel.rsrsrsrs.

    No, no, no.

    Eu tive tempo suficiente para ler sobre essas maquinas, e confesso que acabei sofrendo de multipla personalidade.

    Acho que cada um desses cacas, tem um papel a cumprir na protecao deste vasto territorio/litoral; do nosso Continente Brasil.

    Eu ja havia dito anteriromente que a diversificacao e fundamental para a sobrevivencia da FAB, MB, EB e assino embaixo.

    Braz, voce disse que o Gripen NG, sera um programa desenvolvido conjuntamente entre Suecia e Brasil, certo? Isso e verdade?

    Se a resposta for positiva; entao vamos sair do buraco negro tecnologico em que nos encontramos.

    Deixei os Rafales de fora, porque entre esses cacas e os Flankers, eu fico com os Flankers.

    Penso que os Flankers do Dimitri poderiam ser parte da nossa futura Forca Aerea Estrategica, ou seja, cruzar a fronteira e bombs away…

    So agora vejo claramente, como poderiamos equipar a FAB e MB, com esses 3 vetores, que sao tao especificos para teatros operacionais diversificados.

    Pensando bem, o FX-2 foi estruturado com uma final da Copa do Mundo, ou seja, por que temos que ter somente um finalista (campeao) e pronto?

    Por que esse FX-2, nao levou em consideracao as necessidades da forca aeronval da MB?

    Por que esse FX-2, nao levou em consideracao que a FAB necessita de cacas para defesa do espaco aereo das grandes metropoles, como tambem, de cacas com grande autonomia, para as missoes estrategicas extra-territoriais?

    So de uma coisa eu nao abro mao, Braz: uma sueca com a aerodinamica mais curvilinea que a dos Gripen. rsrsrsrs.

    A senhora Braz nao tem porque saber dessa predilecao que eu tenho pelas meninas, do tipo ABBA.

    sds.

  • Francisco Braz says:

    He,he,he… Tadeu Mendes parcialmente convertido ao Gripen… Mas não vá pensando que vai ganhar alguma sueca, tá? he,he,he… Ganhei o dia!!! :) :)

    Só devo corrigir um ponto… O Brasil não vai comprar o Gripen, vai partir direto para o NG, cujo projeto já parte do anterior.

    []´s

    P.S.: Enquanto os demais competidores aguardam, os suecos já mostram ao que vieram. Por isso confio nos suecos.
    ______________

    Braz :

    Eu também tremi quando li o Tadeu Mendes confessando seu carinho todo especial pelo Gripen, rsrs

    A SAAB me enviou esta nota hoje, mas mudei o título para o blog:

    http://defesabr.com/blog/index.php/03/07/2009/equipe-brasileira-da-akaer-integra-se-ao-programa-gripen-ng/

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Jeder,

    Muito bom comentario. Eu tenho minhas preferencias, por razoes tecnologicas; mas do ponto de vista estrategico e de longo prazo, os Gripen e a subsequente producao e desenvolvimento da versao NG no Brasil, resultaria em um salto quantico para a industria aeronautica brasileira.

    Meu sonho sempre foi ver o Brasil criar seu Complexo Industrial Militar; (incluindo armas nucleares) mas ja fui muito criticado por isso. Sempre me taxaram de louco e irresponsavel. Mas eu sei que um dia isso vai mudar.

    O Brasil nao tem alternativa a nao ser; se militarizar pesadamente.
    Criar centros (Think Tanks) de estudos estrategicos e militares.

    Criar uma industria de defesa que se nutra internamente, e que o governo lhes garanta o consumo de seus produtos.

    No momento temos que aceitar o que vier, e o que for melhor para nossos interesses.

    Comprariamos os F-18SH para equipar as bases aeronavais da MB. Deixariamos esse caca, com a missao unica de proteger nosso mar territorial e a infra-estrutura petroleira ultramrina.

    Comprariamos os Gripen, para equipar a FAB. Deixariamos os Gripen com a missao de proteger o espaco aereo de nossas grandes metropoles.

    Comprariamos os Flankers para a FAB; pois gracas à sua ampla autonomia, serviriam como defensores da Amazonia, e da area da Triplice Fronteira, mas tambem, como um projetor de forca, para alem dessas fronteiras.(voce me entende?) Os Flankers seriam nossos bombardeiros estrategicos. Alvos: Argentina, Paraguai, Bolivia, Equador e Venezuela.

    Tres grandes cacas, com tres grandes missoes.

    Diversificacao e independencia, e ponto final.

    sds.

  • Jéder says:

    Parabéns pelo site, muito bem organizado e traz assuntos de absoluta relevancia ao escopo da defesa nacional.

    Não tenho muito a acrescentar às opiniões tão bem alinhavadas aqui. Apenas deixarei a minha sensibilidade sobre o assunto.

    Acredito que a proposta dos americanos possa ser a que traz o melhor vetor, teoricamente pensando. Quero dizer: se todo a tecnologia fosse transferida, se não houvesse bloqueios do congresso americanos, se o jogo fosse 101% claro, etc.

    Como isso não acontecerá, estou seguro de que a proposta americana representa um risco ao nosso programa de renovação da Força Aérea.

    O papo de acesso ao mercado de defesa americano é a maior balela que já ouvi na vida!!! Acho que nem o Costinha contaria um piada melhor que essa.

    Vejam bem: o orçamento de defesa dos EUA representa mais ou menos um terço do nosso PIB! Alguém consegue explicar porque um mercado de defesa que enfia tanto dinheiro na sua própria indústria vai “abrir suas portas” à “indústria de defesa” brasileira??? Aliás, esta última é insignificante nesta comparação, correto?

    Bom, não tenho muito a tecer sobre os franceses. Vetor que mal colou por lá deverá ter vida curta. E a exemplo dos americanos, não acredito em completa transferência de tecnologia. Além disso, já somos muito dependentes militarmente de um país que não é necessariamente vanguardista no espectro geral da indústria de defesa, embora devamos reconhecer o seu peso em um cenário internacional tão polarizado e desbalanceado pelos americanos.

    Finalmente, o acordo com o Saab parece ser o que mais nos aproxima do ideal: ter um projeto próprio de um caça e com liberdade de escolhas tecnológicas, produção, configurações, amplo acesso a todos os elementos tecnológicos e garantia de produção local. E tudo isso nos livrando do inominável desafio de começar a projetar um caça de última geração do zero, o que seria virtualmente impossível.

    Por isso, torço para aquele que tem o maior potencial de nos dar independência e equilibrio de forças no soturno cenário sul americano e do hemisfério sul em geral: Gripen BR.

    Saudações a todos.

  • marcos s. says:

    Vejam só a balança pendendo um pouco para a SAAB:

    Como gosta o BRAZ:

    A empresa de defesa e segurança Saab assinou um memorando de entendimento não-vinculante com a fornecedora brasileira de estruturas integradas de aeronaves Akaer, prevendo a participação desta no programa de desenvolvimento do Gripen NG.

    Este memorando cobre sua participação no projeto, desenvolvimento e produção de partes do Gripen NG. A Akaer tomará parte, entre outras várias atividades, no projeto básico, no projeto de detalhamento, na análise estrutural, na análise de carga e tensões e no projeto ferramental.

    Como resultado imediato da assinatura deste memorando, uma equipe de 15 a 20 engenheiros brasileiros da Akaer mudarão para a Suécia, com a finalidade de trabalhar junto com as equipes integradas de desenvolvimento do Gripen NG.

    Este programa oferece uma oportunidade única para a Akaer de participar do desenvolvimento de um caça de última geração, desde os estágios iniciais do projeto até sua fabricação.

    As competências da Akaer complementarão as da Saab e o resultado desta relação criará sinergias tangíveis, que proporcionarão benefícios para as duas empresas.

    De acordo com Lennart Sindahl, Vice-Presidente Executivo e Presidente do Grupo de Negócios de Aeronáutica da Saab: “Esta é a primeira prova do firme compromisso que estamos assumindo com uma duradoura parceria entre as indústrias aeroespaciais da Suécia e do Brasil”.

    “Vemos esta parceria como uma grande oportunidade para nossa empresa, que levará o setor aeroespacial brasileiro a um novo e mais alto patamar”, complementa César Augusto da Silva, presidente da Akaer.

    A Saab atende ao mercado mundial com produtos, serviços e soluções, líderes de mercado, abrangendo desde a área de defesa militar até a de segurança civil. A Saab mantém operações e funcionários em todos os continentes e constantemente desenvolve, adota e aperfeiçoa novas tecnologias, com a finalidade de atender à evolução das necessidades de seus clientes.

  • Adriano Mattos says:

    Faz um tempinho que não comento nada, mas sempre verifico os tópicos e os comentários do pessoal do blog, e sei de antemão que todos são patriotas do mais alto nível então faço a pergunta a vocês.

    Qual dos atuais participantes finalistas do FX-2 precisa realmente de uma divisão de gastos e de esforço tecnológico para conclusão e aprimoramento de seu produto? Este em meu ponto de vista deve ser o vencedor do FX2 : GRIPEN NG.

  • Dias says:

    Saudações a todos,

    Primeiramente, antes de entrar na discussão, gostaria de salientar alguns pontos (posso estar totalmente equivocado, pois não sou nenhum especialista como vários membros deste fórum e peço que me corrijam caso esteja errado, o meu intuito é apenas iniciar o debate).

    Pelo meu entendimento, as tecnologias de um caça se baseiam em alguns pilares básicos que, com o passar do tempo, vão se alternando em grau de importância. Basicamente, estes pilares são (ordem aleatória):

    1) Motorização: turbinas com alto rendimento, baixo consumo, baixa manutenção, etc..

    2) Radar: hoje é talvez o item de maior importância devido ao cenário futuro. Com o AESA sendo o mínimo aceitável em caças modernos.

    3) Sistemas de Comunicações: para troca de informações situacionais, enlace de dados, entre outras.

    4) Sistemas de Armas: inclui todo o armamento e a troca de informações entre o radar e sistema de comunicações e o armamento.

    5) Design: no design eu incluo o design propriamente dito e o nível de RCS, com as possíveis soluções para minimizar o mesmo como revestimento, materiais, etc…

    6) Blindagem e Sistemas de Sobrevivência

    7) Materiais Compostos: que são basicamente a chave de tudo, desde radares, fuselagem, armas, etc…

    O resto dos componentes, acredito eu, não são tão diferentes em relação a um jato comercial.

    Em minha opinião, acredito que as tecnologias que hoje têm maior importância estratégica visando apenas defesa seriam o radar, sistemas de comunicações e sistemas de armas. Posso estar chovendo no molhado, mas acredito que o MD esteja pensando da mesma forma, pois nos últimos anos iniciamos com o SIVAM, R-99, A-Darter, Link BR2 e provavelmente vários outros projetos.

    Também li, acho que aqui, que a Petrobrás também estava desenvolvendo uma turbina a gás para funcionar como gerador de energia e que a tecnologia é quase idêntica, seria algo a se pensar.

    Na verdade, tenho a mínima idéia de quais tecnologias o MD está solicitando no FX-2, mas o Sr. Gower cita “Entre as áreas autorizadas pelo governo americano para a transferência de tecnologia para o Brasil o executivo cita a parte de integração de sistemas aviônicos, radares e armamentos, além de testes e logística integrada.”

    Será que o MD está objetivando apenas ter liberdade de integração nos seus caças? Ou está pensando somente no segmento de defesa?

    Não tenho a mínima idéia do que seja, mas imagino que sem a transferencia de alguma tecnologia importante para o Brasil, mesmo que não seja o estado da arte, de materiais compostos a proposta seja inerte. Mesmo não sendo uma tecnologia top, tem muita coisa ainda a ensinar para as empresas brasileiras e que pode direcionar o desenvolvimento de várias outras tecnologias, principalmente na exploração do pré-sal, que será um voraz consumidor de nanotecnologias.

    Por essas e outras, não tenho certeza se o Brasil está comprando um vetor ou basicamente tecnologia para desenvolvimento em outras áreas, não podemos nos esquecer que as tecnologias militares são o berço de vários produtos que conhecemos hoje, como fibra de carbono, celulares, kevlar, wi-fi e várias outras que não me lembro agora e/ou não tenho conhecimento.

    Temos que nos lembrar que o custo da exploração do pré-sal é monstruoso e tenho certeza que estão de olho em algumas áreas específicas para poderem minimizar o custo de exploração do mesmo.

    Apenas para citar um caso que participei com uma empresa francesa, eles conseguiram alinhar moléculas de argila e microalgas, de forma que esse produto seria usado para tampar microporos de materiais de forma a criar um produto absolutamente vedado e de maior resistência, que poderia ser usado para:

    - aumentar a validade da embalagem tetrapak (leite longa vida) em mais de 30%

    - aumentar a resistência de vidros e plásticos

    - ser utilizado em sondas de exploração para aumentar o vácuo e diminuir a resistência.

    E tem várias outras utilidades, apenas para citar a importância economica que as vezes um material que é desenvolvido pode ter.

    Imagino que, em um caça, deva ter centenas destes materiais, claro que vários deles devam ser economicamente inviáveis para o setor civil. Mas também acredito que se o MD criar algumas patentes e repassar ao setor produtivo poderia ser uma forma eficiente de financiamento de uma parte dos custos de P&D que tanto necessitamos.

    Mas como tudo isso é apenas achologia, imagino que em breve teremos uma resposta para este almejado programa.

    Abraços a todos.

    _____________

    Dias :

    Se você não for um especialista, não sei o que essa palavra possa significar, rsrs

    > Também li, acho que aqui, que a Petrobrás também estava desenvolvendo uma turbina a gás para
    > funcionar como gerador de energia e que a tecnologia é quase idêntica, seria algo a se pensar.

    Foi aqui mesmo.

    Roberto Silva

  • verdelouro says:

    Caro Roberto;

    Por que a Alemanha pode exportar US$ 7 bi para o irã e nós não?

    Primeiro porque o que a Alemanha faz é legal e claro, e o que nós iríamos fazer não é ou não foi, pelo menos, divulgado. É nebuloso.

    Não sei se a Alemanha, ou qualquer outro país, tem negócios secretos com o Irã. Se tem, não foram pegos ou divulgados. Aí está a diferença. Fazem direito até o que é errado.

    Segundo: porque a Alemanha teve e tem no seu comando homens sérios, como o velho Konrad Adenauer, que em 10 anos, depois da guerra e a Alemanha ser arrasada, a tornou – ainda dividida em quatro – a maior potencia industrial e a maior economia da Europa, tendo feito com que o Marco Alemão fosse a moeda mais sólida do mundo. Depois veio Ludwig Eckart, von Lübeck, Willy Brandt, Helmut Kohl que fez a reunificação, e agora Angela Merkel.

    E nós quem tivemos? Exceto Juscelino, Dutra americanizado, Goulares enfraquecidos, Castelos Brancos enquadrados, Costas e Silvas, Medices, Sarneys imortais (acredito nisso, o cara não desencarna de jeito nenhum); Collores nariz, Itamares Francos e seu sobrinho Ariosto, que morava com ele no Alvorada e morreu de overdose durante uma visita oficial à Colombia, FHCs que até hoje não disse porque quis criar a Guiana Americana, DANDO nossa base de Alcântara para os americanos por 30 dinheiros, os mesmos que Judas vendeu Jesus (o pior é que se arroga de patriota), e Lula – nosso atual presidente Ítalo-retirante – caso único na história da humanidade, onde um mandatário NO CURSO DO MANDATO, assume outra cidadania, não sabe de nada, a não ser do etanol. Quem sabe é seu inteligentíssimo filho, quase Gênio.

    Essa é a diferença. O EXEMPLO DESCE, NÃO SOBE.

    Além disso a Alemanha, país rico e desenvolvido, não propicia ao seu funcionalismo as benesses , salários, pensões, aposentadorias, vantagens, que nós pobres e subdesenvolvidos propiciamos SEM QUE ELES TENHAM CONTRIBUÍDO O SUFICIENTE PARA TAL. Eles investem em educação, saúde, transporte, defesa, etc…

    Nós temos 13,4 salários para 11 meses trabalhados; licença prêmio, licença meio ano maternidade, abono assiduidade para funcionários públicos (essa é hilária….obrigado por ter vindo trabalhar) etc…coisa de país riquíssimo? Não…isso simplesmente não existe em lugar algum.

    Tudo isso escrito acima é factual. Não emiti juizo de valor.

  • Soldado says:

    Olá, vejo que o pessoal daqui tem amplo conhecimento na área militar, pena que não são voces que estão no Ministério da Defesa.

    Bom, para começar, o que falta para o Brasil é a importância da Defesa, estamos ainda no tempo das questões sociais. Quando se refere a defesa e tecnologia o Brasil é extremamente lento e não da a devida importância, ainda mais com vai e vem de governos, enquanto não tivermos uma politica voltada para a área militar, como a China teve nos últimos anos, vamos ser sempre meros compradores de prateleira deste cenário, EX. Submarino Núclear, Base de Alcantara e etc…

    Perdemos muito tempo e não chegamos a lugar algum, até hoje dependermos dos EUA para venda dos Tucanos é quase Hilário. Por que os EUA investem tanto na área militar? Mesmo se dizendo quebrados para mim eles emitem dinheiro feito loucos, eles podem ter a maior economia mas tb gastam como loucos.

    Enfim, podemos debater dias e noites mas no final ou ficaremos a mercê dos EUA, franceses ou suecos.

  • verdelouro says:

    Leiam o que o Marcus, o Fabiano e o Patriota escreveram. Faz sentido.

    Países importantes não compram, desenvolvem.

    Os americanos não são confiáveis. Sabem que somos os únicos no hemisfério a poder competir com eles. Estão tramando, como sempre.

    Mais existe uma outra variável importante, talvez. Se o Lula tiver poder para decidir, e ele estiver “pressionado”, com o “rabo preso” pelos americanos, vai dar F-18.

    O que quero dizer com isso? É que até hoje não consegui entender o que o Lula foi fazer nos EEUU, no auge da crise de corrupção do mensalão, quando foi “convidado” a passar um fim de semana em Camp David com o GWBush.

    Quando voltou, não disse nada. Nenhum comentário. Será que GWB não disse a ele Lula que sabe e tem o rastro dele, do lulinha, et pt caterva? Um único pio da mídia lá nos EU e aqui iria ferver….especialmente agora que o jogo da sucessão se aproxima?

    Ou será que GWB adorava a companhia do Lula? Será? Se era assim por que nunca mais o convidou? “amigos” de uma única visita.

    Que o jogo é bruto, sabemos…uma palinha disso está no livro do Kissinger. Se assim for, por causa de uns ladrões, vai pro ralo nossa soberania: quer dizer, nossa possibilidade de não sermos soft-powered ocupados.

    Se não for assim, vai dar França.

    Outra coisa: o fato do “acordo” Brasil-Irã ter vindo a público, justo nessa hora, desencadeará toda a mídia mundial, controlada pela colônia, contra o governo do pt e a sua candidata. Para acalmar, e mostrar alinhamento, compram dos americanos.

    São muitas as variáveis, tanto técnicas, como comerciais e também geopolíticas.

    A melhor opção seria desenvolvermos o nosso próprio caça. Centenas deles.
    ________________

    Verdelouro :

    Muita gente concorda que o Lula foi devidamente enquadrado pelo GWB e agora é “o cara” de Barack Obama.

    Naqueles tempos, ele estaria a ponto de tentar colocar o Brasil no eixo da Revolução Bolivariana, ao lado de Chávez.

    Isso não seria permitido nem nos EUA nem aqui dentro, de modo algum.

    Não sei se será necessário alinhamento no caso do Irã. A Alemanha exporta US$ 7 bilhões para lá, por que nós não? Mas brincar com fogo pode queimar.

    Roberto Silva

  • paulo ferreira says:

    É uma pena que os codigos fontes para inclusão de novos armamentos não tenham sido incluídos, pois para ser incluídos tem que ser pago, que vantagem é essa?

  • Fernando (FGRpapa) says:

    Roberto, meu nobre colega,

    Fico feliz que o site vai de vento em popa em uma semana cheia de notícias, é fim de ano fiscal em boa parte do mundo e as empresas estão querendo ganhar as negociações!

    Antes de escrever mais nada é bom eu deixar claro que prefiro o Rafale. No entanto, acho que não ganharíamos nada em termos de aprendizado com o desenho, não receberíamos nenhum know-how do projeto de um caça e ficaríamos mais dependentes da França.

    Em nenhum momento eu ví nenhuma afirmação da Dassault de que os aviões seriam produzidos aqui (isso me preocupa).

    Mas ainda assim eu acho que o Rafale tem mais futuro, acho que ele é realmente “o caça” que a França vai utilizar na linha de frente até a metade do século (ou mais) e eu não acredito que o SH vai continuar no mercado por mais de 20 ou 25 anos, a menos que a sua linha de montagem prove que o preço pode ir lá embaixo e a Boeing continue aplicando algumas melhorias como já fêz com o F18 Growler e com o F15 silent eagle; que poderiam dar uma sobrevida ao SH.

    Lembrei que o acordo de venda do SH para a Austrália cita que a Boeing não pode vender o SH para ninguém por um preço mais baixo do que venderam para a Austrália… mas é claro que a Boeing pode falar que a configuração é diferente, o pós venda vai ser feito por empresas brasileiras, etc… o que diminuiria muito o preço final do produto.

    Até que seria uma boa, primeiro colocamos tudo preto no branco nos contratos só para ter certeza que não tem engodo quanto às transferências de tecnonogia, produção local, know-how para integração de armamento “no Brasil”, offsets (que precisam de ser bem pensados), etc.

    Depois disso, até seria interessante acertamos com o SH, podíamos até virar fornecedores para a USN, nossos aviões tem reconhecida qualidade internacional, nossa mão de obra por enquanto é mais barata e só teríamos que alinhavar alguns “ótimos” acordos, afinal os EUA não compram armamento produzido no exterior, certo?

    Como eu falei, acho que eles ainda vão utilizar o SH por uns 20 anos ou mais, o F35 não existe, ainda está em testes e dependendo do preço final pode acabar sofrendo o mesmo boicote do F22.

    Já que a SAAB vai entrar no negócio do KC390, pode sair daí o outro tão comentado negócio da compra das ações da SAAB pela Embraer. Como parceiros da SAAB teríamos ambos (SH e NG) com motores GE, poderíamos montar o NG com o mesmo motor do SH e teríamos um caça leve a outro pesado.

    O mais importante seria mesclar os conhecimentos, tendo duas plataformas diferentes com um mesmo motor (o que diminuiria os custos de manutenção), seria uma ótima oportunidade de aprendizado para desenho de um caça de aerodinamica instável, produção, manutenção, logística e integração de armamentos.

    O conhecimento destas duas plataformas distintas, somando o aprendizado da Boeing americana ao da BAE britânica e da SAAB sueca seria uma verdadeira alavanca para elevação do potencial tecnológico nacional.

    Este conhecimento nos daria a capacidade para a produção de um novo caça para o mercado mundial, tupiniquim, preparado para cobrir grandes extensões sobre o continente ou sobre o oceano, talvez com combustíveis alternativos, de baixo custo para aquisição e manutenção… venderíamos o pacote completo; helicópteros, caça e KC390 para transporte de tropas e REVO, o ideal para os países emergentes do continente africano.

    Abraços,
    Fernando

  • Francisco Braz says:

    Dizem que DEUS é brasileiro… Começo a achar que é mesmo.

    Coincidentemente, hoje comprei a revista “Força Aérea” (ano 14, Nº 58, jun/jul 2009) e na página 62 vem uma reportagem da proposta final da SAAB (Gripen NG, meu favorito), em linhas gerais, fornecida pelo chefe do programa, aqui no Brasil, Bengt Janér.

    Antes uma pequena introdução. A mesma revista, em sua página 16 sob a manchete “Modernização do Scipio”, informa a contratação da Mectron (brasileira), pela FAB, para a modernização e integração do radar SCP-01, novo radar que equipará os A-1M. Este radar será multi-funcional (ar-ar, ar-mar, distância e mapeamento do solo). Está sendo desenvolvido pela Mectron em associação com a Selex Galileo (italiana).

    Anteriormente, já havia comentado que a SAAB estava se associando com a mesma empresa (Selex Galileo) para desenvolver um radar AESA para o Gripen NG com base no radar Vixen 500 da empresa italiana.

    Todos sabemos como os italianos trabalham… O Xavante e o AMX são frutos de parcerias com empresas italianas. A Iveco já trabalha o projeto do Urutu III e, ao que parece, o programa está no prazo e no orçamento.

    Além de salientar a vantagem de participar de um projeto de desenvolvimento de um caça em todas as suas etapas, também trouxe ao conhecimento dos colegas, o fato de que a SAAB estava procurando minimizar a influência de equipamentos americanos no projeto do seu caça.

    Para não reproduzir a reportagem (4 paginas), vou resumir a proposta (a extensão da “transferência” tecnológica dos suecos).

    Primeiro: O desenvolvimento é conjunto (Brasil e Suécia), o que dará ao Brasil parte da propriedade intelectual do projeto. Isso significa dizer que vamos aprender fazendo nosso próprio caça de 4++ geração. Um pulo para a quinta. Segue o texto da reportagem:

    “O sistema Gripen NG é um projeto da SAAB e será desenvolvido em parceria com a EMBRAER. As duas empresas deterão, conjuntamente, a propriedade do sistema completo. Portanto, todas essas capacidades estarão sob controle brasileiro e sueco.” (pagina 64)

    Segundo: A participação no projeto não se limita a Embraer, envolve, também, a Atech, Mectron, Akaer (esta eu não conheço) e Aeroeletrônica (subsidiária da Elbit, israelense).

    Terceiro: Estas empresas não serão responsáveis apenas pela integração mas pelo desenvolvimento e produção de todos os equipamentos da aviônica do caça. Iremos determinar quais fornecedores estarão envolvidos no programa para os nossos caças independentemente de como os suecos vão equipar os deles.

    Quarto: O NG foi, inicialmente, desenvolvido para atender a uma concorrência na Noruega, que acabou optando por continuar com o programa JSF-35. A proposta sueca é de definir, com base no projeto inicial, as necessidades da FAB e desenvolver um “Gripen BR”.

    Quinto: Será a FAB quem determinará quais armas serão integradas ao novo caça, sejam de procedência americana, israelense, sul-africana ou nacional.

    Bom, em resumo, esta é a proposta dos suecos. Agora vamos juntar algumas das informações dos americanos e rever a conduta deles em outras oportunidades.

    A Boeing foi logo avisando que a integração de qualquer equipamento ou armamento não-americano, seria integrado ao F/A 18 às custas da FAB, ou seja, seria fora do presente contrato.

    Os americanos acenam com 5.000 empregos diretos e indiretos, mas não se comprometem com a qualidade deles. Podem, muito bem, criar 5.000 vagas de faxineiros ou copeiros. É o que queremos?

    Bem, todos conhecem minha posição. Nada contra os americanos, mas eles lá e nós aqui.

    Mas eu pergunto: O que nos obriga a escolher entre um e outro? Por que não compramos 108 caças e usufruímos das três propostas? Seriam, no máximo, US$18 bi. Não é tanto assim para um país que tem US$ 205 bi em reservas e empresta US$10 bi para o FMI.

    Agora, esta estorinha de que a aquisição dos F/A 18 vai abrir as portas do mercado de defesa americano para o Brasil, pelo amor de DEUS! Outra vez não, né? Cair nesta esparrela de novo?

    A Alenia se associou à Boeing para vender os C-17 Spartan para os americanos. O projeto foi cancelado pela metade e ainda teve que abrir fábrica nos EUA (acho até que deve estar do lado da fabrica da Embraer).

    Bom… Acho que dei meu recado.

    []´s

    P.S.: Este foi mais esticadinho para compensar as duas “curtinhas” que deixei na matéria sobre o Unger.:)

  • Sergio says:

    Roberto

    Acredito que existam vários indicadores (a maioria já postado e discutido no site, BRIC, PRE-SAL, LIDERANÇA SEM HEGEMONIA, DEFICIT ENERGÉTICO e outros) que sinalizam por uma mudança, na visão estratégica dos americanos.

    Com toda a certeza, somos avaliados e vistos de outra forma pelos americanos. Dos países que compõem os BRICs, somos os únicos confíaveis para o desenvolvimento de politicas em parceria.

    Então por que não repassar tecnologias com alguns anos de defasagem para manter um aliado ?

    Abraços.

  • Tadeu Mendes says:

    Amigos,

    Negocio e negocio. E agora ou nunca. Se a Boeing tem essa intencao de formar joint-ventures com companhias brasileiras; quem vai sair ganhando? Se a Northrop Grumman e a GE tambem vao entrar na roda; melhor ainda.

    Essas transferencias tecnologias nao afetam em nada a seguranca nacional dos EUA. Eles estarao transferindo tecnologias importantes, mas nao tao sensiveis, portanto, a possibilidade é real.

    Alem do mais, os russos estao chegando com tudo no mercado de armas latino americano.

    Voces ja pensaram os F-18SH num racha com os Sukhois do Huguito?

    Sei que vao chiar, rsrsrsrs, mas eu sou mais Super Hornets.

    sds.

  • philip says:

    Pelo visto, a Boeing não dormiu no ponto, e está querendo mesmo essa disputa. O importante é o Brasil não se deixar fazer de bobo e colocar tudo o que foi falado no “preto no branco” (contrato) com terriveis sançoes para produtos americanos, caso esse contrato seja violado.

    Ainda nao sabemos o que exatamente cada contrato tem e devemos esperar até chegar a decisão final, pois, será avaliado pela aeronautica e pelo ministerio da defesa.

    Tomara que dessa vez o Brasil nao fique se deixando levar por miçangas e paetês. rsrs

    Abraço a todos

    ________________

    Philip:

    > com terriveis sançoes para produtos americanos, caso esse contrato seja violado.

    Taí uma medida que só doeria a quem estivesse tramando uma traição, mais uma, rsrs

    Roberto Silva

  • marcos s. says:

    O texto como foi escrito é meio confuso. Ao afirmar que a Boeing modificou sua proposta (e não mencionar a atuação das concorrentes) dá a entender que a empresa teria sido “indiretamente” informada que perderia a disputa.

    E fez no momento final (BAFO) sua alteração de custos e/ou propostas. Deste ponto, podemos interpretar:

    - Hipótese 1: A Boeing foi aconselhada a reduzir seu valor, pois alguém tem interesse na sua vitória (talvez para não depender 100% da França?).

    - Hipótese 2: A Boeing possui contatos e, ao invés de ter sido orientada, teve informações que a favoreceram. Mas como ela sabia que no último momento as outras não reduziriam seus valores também?

    Se ela esta sendo conduzida à vitória por interesse do Estado, basta escolher a sua proposta. Pois o governo compra de quem quer sem precisar de satisfação.

    Se ela ficou sabendo das propostas concorrentes, as outras (SAAB e DASSAULT) também ficariam sabendo da sua. E todas baixariam seus valores (não só a Boeing).

    Pela interpretação “minha” do texto, acredito que a hipótese 1 é a mais provável. Isso indicaria interesse do Brasil com os EUA.
    _____________

    Marcos :

    Se a sua hipótese 1 estiver correta, as outras duas já podem acusar o governo de marmelada, não? Veremos no que dá isso.

    Roberto Silva

  • Fabiano says:

    Espero, do fundo do meu coração patriota, que o F/A-18 SUPER HORNET não vença esta concorrência do FX-2. E nem o JAS-39 GRIPEN. São todos caças suscetíveis a embargos americanos, como o que ocorreu com a Venezuela, que está com a sua frota de F-16 quase inutilizada.

    A vitória do F/A-18 SUPER HORNET ou do JAS-39 GRIPEN irá declarar o fim da indústria aeronáutica brasileira. Ao menos, anteriormente, conseguimos participar do projeto AMX que, embora seja muito ruim, abriu as portas para a EMBRAER criar sua linha de jatos regionais.

    Na verdade, eu acho que o Brasil deveria mesmo é fazer como a China, que com o auxílio técnico de israelenses e russos, projetou, desenvolveu e incorporou o J-10, que é uma aeronave impressionante, que está deixando os estrategistas taiwaneses ficarem sem dormir!!!

    Outra coisa impressionante feita pelos chineses, embora sendo anti-ético, foi ter criado uma versão indígena do SU-30, que é chamado localmente de J-11. Foi uma jogada incrível!!!!

    A China, em 1 década, criou uma armada-aérea que acabou com a superioridade-aérea da Frota Americana do Pacífico, tanto que os Estados Unidos destacaram para o Japão um esquadrão inteiro de F-22 RAPTOR’s!!!!!

    O Brasil deveria encerrar este FX-2, e começar a projetar um avião-caça 100% nacional!!!! Seria o passo decisivo para o Brasil se tornar uma potência mundial!!!!!

  • Patriota says:

    Boa tarde senhores!

    Os norte-americanos não se mostraram confiáveis em matéria de transferência tecnológica, na àrea de defesa, até o momento. Não os culpo já que querem manter para si a vantagem tecnológica que conquistaram até agora.

    Os franceses e russos precisam de parceiros para se manterem no nível norte-americano. Já aos ianques, por terem dinheiro suficiente para tocarem projetos sozinhos, interessam mais em boicotar projetos alheios para impedir que os alcancem e assim manterem sua hegemonia.

    Também não lhes agrada ver uma nação americana ficando independente em seu quintal. Compraz-me também que o Brasil ajude na formação de um mundo multipolar e por isso bem mais salutar.

    Já que os russos estão de fora, que venham os franceses.

    Abraços.

  • bulldog says:

    Andei lendo que a Rússia ofereceu um pacotão de equipamentos e treinamento para as FFAA da Bolívia (provavelmente pensando nas fontes energéticas de lá). Seria o segundo grande parceiro na América do Sul (depois da Venezuela), já que o Perú tem poucos aviões (MIG 29, se não me engano).

    Esse tipo de aproximação pode fazer com que o governo Obama pressione o congresso americano para “facilitar um estreitamento” militar com o Brasil, evitando que o flerte entre Brasil e Rússia vire namoro.

    A história mostra que confiar nos americanos é fazer papel de bobo…mas desde 11 de setembro de 2001 A HISTÓRIA VEM MUDANDO. Aqui nos trópicos…sobraram Chile e Colômbia como parceiros firmes dos ianques que, se quiserem manter aquela hegemonia de antes, vão ter que baixar a bola para o Brasil.

    Resta saber até onde a França está disposta a ir no FX-2 (e com a marinha). Estrategicamente, é muito interessante para os franceses essa enorme aproximação…é incrível, mas somos o país com maior fronteira terrestre com a França (Guiana). Briga boa na concorrência dos aviões. E ainda tem a Suécia..bem… a vantagem aí seria “tocar junto” o projeto do caça NG, já que ainda não está pronto.
    sds

  • Boa tarde, Roberto!

    Acho que agora vai, com os russos tomando de assalto a maior parte do mercado de armas da america do sul, só poderia dar nisso. Baixar os preços não é tudo, a transferencia de tecnologia e algo ainda meio vago, se hoje não temos sequer condições humanitarias descentes para alguns ou todos os pelotões de fronteiras.

    Exemplos não nos faltam, pois na Amazônia chega-se ao cumulo de faltar agua pótavel para os reservistas, e geladeira chega a ser objeto de puro luxo, como vamos absorver esta tecnologia há tempos tão comentada?

    Ainda sou a favor do GRIPEN N/G, pois seria um avião de boa qualidade, ainda em desenvolvimeto, que poderiamos com o passar do tempo absorver uma tecnologia que hoje ainda é tratada como projeto, seriam dois projetos ao mesmo tempo, desenvolvimento da aeronave e das nossas próprias bases intelectuais.

  • verdelouro says:

    Primeiro: Um dia alguém se dará conta de que tecnologia não se transfere “por bem”, pelo simples motivo de que o sinônimo de tecnologia é: PODER, e ninguém transfere poder, ainda que “assine” mil contratos….sempre terá o pulo do gato… já passamos por isso antes e não aprendemos…

    Segundo: Dos 100% que o governo federal arrecada, 3,5% pagam o serviço da dívida; 1,5% é para investimento, e pode ser contingenciado. O resto, 95% é para pagar o custeio da máquina, salário, aposentadoria e pensões dos ditos “servidores”…

    De resto, é utopia.

    O perigo hoje, iminente, é a balcanização da america do sul.

    O Chavez, pelo menos, comprou 100 mil Kakasnikov. Nós, nem isso.

  • General says:

    Tem alguma coisa errada aí………..

  • Marco Antonio Lins says:

    Nesta licitação, tambem não poderia ter sido revisto a proposta da Rússia, como em cima da hora a Boing baixou o preço?

    ____________

    Marco:

    Claro, se isso valeu para a Boeing, ela não terá nada a reclamar à frente.

    Roberto Silva

  • Pelo Marcos s., trazendo de outro tópico :
    _________

    Mais novidades:

    “Segundo o vice-presidente do programa F-18 da Boeing, Robert Gower, está previsto para HOJE o término da avaliação de todas as ofertas pela FAB e também a RECOMENDAÇÃO da empresa vencedora, pela equipe que coordena o projeto F-X2, para o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

    A Aeronáutica não confirma a informação, embora tenha anunciado oficialmente que a avaliação final das respostas das empresas aconteceria até o fim deste mês.”

  • Pelo Marcos s., trazendo de outro tópico :

    _________

    Mais novidades:

    “Segundo o vice-presidente do programa F-18 da Boeing, Robert Gower, está previsto para HOJE o término da avaliação de todas as ofertas pela FAB e também a RECOMENDAÇÃO da empresa vencedora, pela equipe que coordena o projeto F-X2, para o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.

    A Aeronáutica não confirma a informação, embora tenha anunciado oficialmente que a avaliação final das respostas das empresas aconteceria até o fim deste mês.”

  • Antonio Alvaro Guedes says:

    Roberto,

    É demais pensar na possibilidade de um programa de tranferência tecnológica FX2/A e outro concorrente FX2/B?
    Por exemplo: um consórcio da Embraer com outras empresas X Avibrás (fortalecida) com outras empresas.

    Uma concorrência interna não garantiria uma absorção de tecnologias e seu posterior desenvolvimento autóctone?

    Custaria mais caro num primeiro momento, mas estariam garantidos milhares de empregos de qualidade e uma inserção exportadora de maior valor agregado.

    Comparando com países detentores destas tecnologias, seriam cerca de 50.000 empregos diretos e a promoção de um dinamismo econômico gerador de milhões de empregos (incluindo as FFAA).

    Defesa e soberania do Brasil!

  • Alexandre says:

    Em primeiro lugar, meus parabens pelo site!!

    Não sou nenhum profundo conhecedor do mercado militar, mas em minha opinião, o que deve ser discutido não é qual modelo de caça que será comprado, se ele inclui participaçao para futuro desenvolvimento de um caça de 5ª geração, ou até mesmo o preço que sera pago por esses 36 caças.

    O que deve ser levado muito a sério é a parte da transferencia de tecnologia, o que realmente o Brasil vai ter acesso em novas tecnologias, para que nosso pais possa ser independente no desenvolvimento dessas tecnologias e aproveita-las e emprega-las não so no meio militar, mas civil tambem, trazendo excelencia em varias areas e o real desenvolvimento tecnologico para nosso pais.

    Podemos citar os Tucanos, que fomos proibidos pelos EUA de vender para a Venezuela, porque partes dos seus sistemas são fornecidos por empresas americanas. Precisamos dominar todo o processo, desde o projeto até a montagem final de qualquer equipamento que seja, para termos a liberdade de vende-lo para quem nos interessar.

    Já perdemos muito tempo e pessoal qualificado (cientistas) sem investimentos no desenvolvimento de tecnologia, e a compra desta tecnologia poderá nos dar um avanço nesse sentido e a partir dai podermos andar com nossas proprias pernas.

    Nosso pais tem material humano e materias primas diversas para sermos liderem em qualquer area, so falta a vontade politica para os investimentos corretos. Pode-se comprovar isto em qualquer área que tiver o minimo de planejamento e investimento, dai surgem inovaçoes tecnológicas diversas.

 

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