No Último Minuto, a Boeing Reduz Sua Proposta de Preço no FX-2
Mídia : Valor
Data : 30/06/2009
Boeing refaz proposta para o F-X2
Virgínia Silveira – São José dos Campos
A Boeing reduziu o preço do caça F-18 Super-Hornet na proposta final enviada este mês para a Força Aérea Brasileira (FAB), dentro do projeto F-X2, que prevê a aquisição de 36 caças supersônicos de última geração.
Nesta última fase do projeto, denominada BAFO (do inglês Best and Final Offer), as empresas finalistas da disputa (Boeing, Dassault e Gripen) tiveram a oportunidade de melhorar suas propostas, com base nas informações repassadas pela gerência do F-X2.
Segundo o vice-presidente do programa F-18 da Boeing, Robert Gower, está previsto para hoje o término da avaliação de todas as ofertas pela FAB e também a recomendação da empresa vencedora, pela equipe que coordena o projeto F-X2, para o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.
A Aeronáutica não confirma a informação, embora tenha anunciado oficialmente que a avaliação final das respostas das empresas aconteceria até o fim deste mês.
“Em meados de julho a FAB deve submeter a indicação do vencedor a avaliação do Ministro da Defesa, que encaminhará ao Conselho de Defesa Nacional, a quem caberá a decisão final”, explicou o executivo da Boeing.
O nome da empresa vencedora deverá ser conhecido no mês de agosto e a assinatura do contrato de compra das novas aeronaves, segundo Gower, está prevista para acontecer ainda no segundo semestre deste ano.
Na oferta final encaminhada pela Boeing à gerência do F-X2, segundo Gower, foram incluídos 28 projetos com 25 empresas brasileiras, que poderão resultar em cinco mil empregos diretos e indiretos para a indústria nacional.
“Acreditamos que através desses projetos e da transferência de tecnologia, que neste caso estamos autorizados a passar, o Brasil terá mais acesso ao mercado de defesa americano”, afirmou.
Gower cita as empresas Northroop e General Electric como possíveis parceiras das brasileiras no projeto do F-X2, caso venha a ser a vencedora.
Entre as áreas autorizadas pelo governo americano para a transferência de tecnologia para o Brasil o executivo cita a parte de integração de sistemas aviônicos, radares e armamentos, além de testes e logística integrada.
“Queremos trabalhar juntos com a indústria brasileira e a FAB no desenvolvimento da aeronave e na integração dos seus sistemas, armamentos e software.” Gower disse que a Boeing ficou surpresa com o alto nível de qualidade e capacitação das empresas brasileiras.
Nosso Comentário:
No Último Minuto, a Boeing Reduz Seu Proposta de Preço no FX-2
Pergunta-se se somente a Boeing reduziu seu preço na proposta final. Havia 3 propostas entre US$ 4 e 6 bilhões (R$ 8 e 12 bilhões) sobre a mesa do governo brasileiro, todas muito acima do propalado entorno de US$ 2 bilhões pelos 36 caças.
Pelo jeito, não teriam sido os franceses que deram o maior preço, mas a própria Boeing. Ou então ela teria ficado bem no meio, com algo como US$ 5 bilhões. No intuito de resolver de vez a contenda, terá ela reduzido sua proposta para menos de US$ 4 bilhões nesse último minuto do interminável processo FX, hoje um FX-2? Teremos um vencedor dessa vez ou outro cancelamento?
O vice-presidente do programa F-18 da Boeing, Robert Gower, afirmou que, integração de sistemas aviônicos, e radares e armamentos, estariam entre as áreas autorizadas pelo governo americano para a transferência de tecnologia para o Brasil.
Será que isso tudo já está combinado com o difícil congresso americano? Claro que não. Ao sul do Equador, não pode haver ilusões a esse respeito.
Roberto Silva
DEFESA BR
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Olá, nos exercícios da Red Flag feitos nos EUA, nenhum caça gripen foi abatido nem pelos f18 ou rafale e tds completaram suas tarefas
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Didinho, ambos os aviões andaram bombardeando o Afeganistão e eles jamais combateram um ao outro, portanto, não existe superioridade.
O Rafale só existe na França. Ele é um avião muito mais novo, O F18 é mais antigão, o SH é o velho F18 com algumas modificações de estrutura e raio de ação, mas também já ouví falar que chamam o super-hornet de super-lento.
O Super Hornet só existe nos Estados Unidos, os SH que a Austrália comprou… bem, esses você não pode contar com esses porque não houve uma concorrência, foi uma compra necessária porque a Austrália está na fila de espera do F35, que não chega nunca. Então, eles foram obrigados a complementar os velhos F18 e suprir outros aviões que foram retirados de serviço. A Austrália compra o que os EUA mandarem ela comprar.
Ou seja, até agora o SH também não ganhou nenhuma concorrência e você está falando bem dele, ele está no FX-2 do Brasil e na concorrência da Índia, e nessas duas concorrências ele está contra o Rafale e contra o Gripen NG, vamos ver no que vai dar. Eu gostaria de saber que o Brasil comprou um lote de Growlers, acho uma versão interessante desse avião, a Austrália pediu metade do lote com as contra-medidas eletrônicas, vamos ver o que eles vao receber, mas já sabemos que a versão de exportação é bem inferior à utilizada nos Estados Unidos.
Se eles vendem uma versão bem inferior para um parceiro vassalo como a Austrália… o que eles venderiam para o Brasil?
Se não me engano, o Rafale ganharia no Marrocos, mas a França passou a obrigar a compra de diversos outros produtos e o Marrocos preferiu ficar com os F16 da Martin, os franceses perderam a oportunidade e ferraram com a Dassault. Acho que eles não querem perder a oportunidade de novo no Brasil.
Creio que o SH e o Rafale até se equivalem, sendo que o Rafale tem um desenho mais atualizado e muito menos assinatura de radar; em contrapartida o SH tem o radar AESA já testado (o Rafale deve começar a usa-lo a partir deste ano), no resto, ambos pousam e decolam de navios aeródromos e como eu já comentei, ambos andaram bombardeando as terras do oriente.
O Rafale usa armamento francês e armamento da OTAN e o SH usa o armamento americano.
A Dassault e o governo francês já confirmaram que entregarão o conhecimento para a integração dos nossos armamentos.
A Boeing também confirmou, mas não o governo americano, e isto ainda tem que ser votado no congresso gringo (e eles já vetaram outras coisas tão importantes quanto, para o Brasil).
Não me sai da cabeça um problema com a camada externa de metal de proteção de nossos foguetes e a base que eles iam colocar em Alcântara (com o acordo do sr FHC).
Eu entendo que a sua preferência é a Boeing, mas não precisa forçar a barra, os nossos F5 aemricanos estão aí numa boa e são Northrop, os mais avançados aviões americanos são da Lochheed Martin… a Boeing tinha o F18 que estava ficando velhão, então deram uma recauchutada nele e criaram o SH.
A França também deu uma recauchutada no Mirage 2000 e continua vendendo esse avião no mercado mundial, mas… “na França”, eles estão substituindo todos os Mirages por Rafales, com grande economia de equipamento e de pessoal, A França comprou mais de 250 Rafales, os gringos compraram quase 500 SH, mas nem dá para comparar as proporções dos dois países, nem as suas marinhas.
Tenho cá a minhas reservas com o SH baseado em terra, acho que para um avião baseado em terra ele poderia ser bem mais leve pois não necessita de toda a preparação extra para pousar no navio aeródromo, mas o que a FAB decidiu já tá decidido.
A escolha que o nosso governo fizer (politicamente) deve ser bem feita porque a Força Aérea “já selecionou tecnicamente os três melhores, ou mais apropriados aos interesses dela”: o SH, o Rafale e o Gripen são portanto os mais adequados para a FAB.
Isso quer dizer que a FAB já deixou para o governo acertar políticamente qual deles é mais benéfico em termos de tranferência de conhecimentos, fortalecimento de nossa base industrial, offsets, pressão política internacional para o acento na ONU e naturalmente, proteção de nossa nação e de nossos interesses.
Abraços,
Fernando
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F-18 Super Hornet (comprovado em situações de guerra real) supera Rafale (é tão bom que só é usado na frança, nunca participou de nada real) e Gripen NG (não existe). E com transferÊncia de tecnologia, só não vai ser Boeing se os interesses políticos, mais uma vez no Brasil, superarem os técnicos.
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O Brasil tem que continuar investindo para que nao aconteça outro episodio de sucateamento. No entanto, as maquinas de guerra que melhor protegeriam o pais: super hornet e rafale.
Se comprarem outro é bobagem. Parabéns para a Força Aérea Brasileira que, mesmo sucateada, faz bonito em um evento tao importante como a Red Flag.
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Que novela!
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Amigos,
Estamos vivendo na era Obama e Unger.hehehehehe.
Meu xodó com os F-18SH é de natureza tecnologica, somente. Os Super Hornets foram projetados para o ambiente naval. Por isso, eu os vejo como um grande vetor para a MB.
Os Gripens, por sua pouca autonomia, seriam ideais para defesa de espacos aereos metropolitanos.
Os Flankers do Dimitri tem o seu lugar no meu coracao, rsrsrsrs, mas para missoes estrategicas de longo alcance. Ja que essa maquina é um posto de gasolina voador, por que nao usa-lo tambem, como um vetor de penetracao extraterritorial?
Roberto, foi o programa FX-2 que nos forcou a pensar e um so vetor; ou seja, a miopia estrategica do MD, nos colocou em uma dificil posicao de “escolher” os cacas.
Voce nao acha que poderiamos usa-lo (Flanker) como um caca estrategico?
Quanto ao Unger; vou levar uma garrafa de Vodka para ele, acho ja sera suficiente para quebrar o gelo e falarmos sobre a END. hehehehe.
sds.
______________
Tadeu :
Poderia ser uma decisão mista, com 36 Rafales F3 e o Brasil entrando também no projeto do Gripen NG…
Se os russos voltarem será uma surpresa geral. Mas a dica do Jobim (sobre os Su-35) é de que a escolha pode ser dupla. Uma sairia do FX-2 e outra não.
Roberto Silva
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Caros Amigos.:
Tudo está indicando que o “Dassault Rafale F-3″ sejá o vencedor.
Parece que os Militares estão com pé atrás no assunto “Transferencia de Tecnologia Americana”.
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