Brasil Agora Enfrenta “Risco de País Grande”, Diz Jobim

Mídia : Folha de São Paulo

Data : 26/12/2009

Brasil agora enfrenta “risco de país grande”, diz Jobim

Ministro da Defesa afirma que perdedores da disputa para fornecer caças podem retaliar. Jobim diz que “americano tem mania de achar que a América Latina é uma coisa só″ e defende relação com os EUA “no mesmo nível”

Eliane Catanhêde

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admite a hipótese de retaliação política dos perdedores do programa F-X2, de renovação de 36 caças da FAB, e avisa que o Brasil tem de estar preparado para elas. “Pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois”, disse ele à Folha.

Deixando claro nas entrelinhas a opção pelo Rafale, da França, que concorre com o Gripen NG, da Suécia, e o F/A-18 Super Hornet, norte-americano, Jobim disse ainda que chamou a Aeronáutica para mudar as regras da indicação técnica. Segundo ele, foi porque “a transferência de tecnologia passou a ser prioridade”.

Depois de 34 viagens internacionais no ano, disse que a América Latina deve ter uma relação com os EUA “no mesmo nível, não de baixo para cima”. Neste ano, firmou o maior acordo militar brasileiro na história recente, comprando R$ 22 bilhões em submarinos e helicópteros franceses.

FOLHA – Por que investir bilhões em armamentos num país como o Brasil, com tanta coisa por fazer?

JOBIM – Não é investir em armamento, é investir em desenvolvimento. Tudo o que a gente está fazendo em relação à Marinha e à Aeronáutica diz respeito à construção no Brasil de submarinos, de helicópteros e futuramente de caças. Um brutal avanço tecnológico, porque a empresa estrangeira associa-se a empresas nacionais e produz no país, formando técnicos, gerando expectativas, criando empregos, o diabo a quatro. Toda a alta tecnologia se desenvolve primeiro na área militar, só depois vai para a área civil.

FOLHA – E para que um submarino nuclear?

NELSON JOBIM – O território imerso do Brasil tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados e, numa faixa de Santa Catarina até o Espírito Santo, há a maior riqueza submersa do país. É preciso dissuasão.

FOLHA – Por que não usar os submarinos convencionais, que têm manutenção muito mais barata?

JOBIM – O submarino convencional tem uma estratégia de posição, ele vai a profundidades muito grandes, mas desenvolve velocidade baixíssima. Já o de propulsão nuclear tem estratégia de movimento e chega a até 60 km/hora. Para nosso litoral, não é possível escolher um ou outro, tem de ser um e outro.

FOLHA – Ao perseguir liderança internacional e os projetos na área nuclear, o Brasil caminha para modificar a Constituição e ter condições de construir a bomba, como desconfiam diplomatas estrangeiros?

JOBIM – Nem pensar. Isso é cogitação de diplomata que chega sem saber nada sobre o Brasil.

FOLHA – O governo deixou a decisão dos caças para 2010 porque os franceses não estão cumprindo as promessas de Nicolas Sarkozy?

JOBIM – O problema todo é esse: havia uma decisão política de prosseguir a aliança estratégica com a França e havia um processo de seleção estabelecido pela Aeronáutica, que chegou aos três finalistas.

A análise que tem de ser feita é quanto à plataforma, que significa basicamente o avião; à transferência de tecnologia; à capacitação nacional; ao preço e, finalmente, ao custo do ciclo de vida. A FAB faz a análise quanto à plataforma e sua adequação às necessidades do país e informa as tecnologias que as empresas estão oferecendo, inclusive detalhando as regras de cada país para aquela tecnologia.

Aqui, surge o seguinte: a França desenvolve toda a tecnologia do seu avião, depois tem a Boeing, em que toda a produção é norte-americana, e, por fim, a Saab, sueca, que tem produção americana, que é o motor, e outras europeias.

Então, tem de verificar a regra para transferência de tecnologia de cada uma dessas coisas. Não podemos iniciar o desenvolvimento de tecnologia no país e ser surpreendidos lá adiante por um embargo.

FOLHA – A FAB apresentou um relatório e o sr. devolveu, pedindo mais explicações?

JOBIM – Eu disse a eles o que eu queria. O que eles tinham era uma modelagem que vinha desde a época do governo passado, a da Copac [Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate], e eu disse ao brigadeiro [Juniti] Saito [comandante da Aeronáutica]: “Olha, mudou a modelagem. Não é mais essa aí”.

FOLHA – Foi uma forma de pedir para refazer o resultado e evitar um favorito que contrariasse a preferência do presidente?

JOBIM – Isso é presunção sua, conclusão de jornalista, partindo do pressuposto de que montei tudo para chegar à conclusão que eu quero. Não é nada disso. Quero chegar ao seguinte: isso aqui é que determinará a conclusão e não a conclusão que vai impor isso. Entendeu?

FOLHA – Não está se mudando na reta final uma regra e uma comissão que vêm há muitos anos, aliás, muito antes do governo FHC?

JOBIM – É que você teve, no meio do caminho, uma coisa que não tinha antes, a Estratégia Nacional de Defesa, que interfere em tudo, transforma a transferência de tecnologia em prioridade.

FOLHA – Na prática, o sr. vetou a FAB de indicar o favorito?

JOBIM – Não vão indicar mesmo, quem decidirá é o governo.

FOLHA – O risco de não saírem os caças é zero?

JOBIM – Praticamente zero. O presidente decide em janeiro e depois vem a negociação do contrato, que pode levar uns dois meses, como na Marinha.

FOLHA – Não é preocupante pendurar todas os contratos e equipamentos num único país fornecedor?

JOBIM – A premissa é falsa, antiga. Confunde compra de oportunidade com capacitação nacional. Se você simplesmente compra alguma coisa que não sabe fazer, sim, você fica na mão do fornecedor. Antes era assim, o que exigia uma diversidade enorme de fornecedores e o preço da logística ficava uma barbaridade. Hoje, com a premissa da capacitação nacional, é melhor produzir um tipo só, porque reduz o custo.

FOLHA – É uma defesa dos Rafale, já que os contratos são todos com a França?

JOBIM – É a defesa de quem transferir tecnologia.

FOLHA – É possível algum tipo de retaliação dos perdedores? Jurídica, por exemplo?

JOBIM – Não, porque não é uma licitação, é um processo de seleção, ou seja, com dispensa de regras previstas na 8.666 [Lei das Licitações]. Bem, pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Evidentemente, isso pode acontecer em qualquer hipótese. Se você escolher o Gripen, pode ter problemas com os franceses e os americanos. A mesma coisa se for o F-18. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois.

FOLHA – Qual o foco de reequipamento em 2010?

JOBIM – Na Marinha, nós temos interesse em navios de patrulha oceânicos, logísticos e costeiros. A Itália e a Ucrânia vão mandar gente aqui em janeiro. No Exército, o presidente autorizou R$ 43 milhões para o início do projeto do blindado sobre rodas para substituir o Urutu. A princípio, vai se chamar Guarani. Na Aeronáutica, o FX-2. E, em comum para os três, o satélite de monitoramento.

FOLHA – A nova lei de Defesa é para preparar as Forças Armadas para agir em crises urbanas, como no Rio?

JOBIM – No Exército não muda nada, porque desde 2005 ele ganhou competência de patrulhamento, revista e prisão em flagrante em caso de crimes ambientais e transfronteiriços. O que faz a nova lei? Autoriza a Aeronáutica e a Marinha a poderem fazer o mesmo.

FOLHA – Como foi a conversa com o secretário-adjunto para o Hemisfério Sul, Arturo Valenzuela?

JOBIM – Muito boa. Eu defendi que os EUA se reapresentassem à América Latina, e a reapresentação passa pela relação com Cuba. O problema americano qual é? Não é o caso dele, mas americano tem mania de achar que a América Latina é uma coisa só, e não é. Mostrei a ele que nós queremos criar uma região de paz e ter uma relação com os EUA no mesmo nível, não de cima para baixo.

Nosso Comentário:

Só espero que ninguém tenha mais qualquer dúvida de que o Rafale F3 já foi escolhido pelo governo há tempos. A entrevista está recheada de indiretas de que isso já é um fato antigo e certo, transitado em julgado (dada a sentença final, sem mais recursos). É até bem possível que o contrato já tenha sido assinado em Copenhague ou outra capital. A princípio, qualquer outra consideração já ficaria fora de época.

O ministro quer deixar claro à nação, de uma vez por todas, que depois da criação da Estratégia Nacional de Defesa, o Ministério da Defesa passou a tomar as decisões estratégicas junto com o presidente da República. Este foi o instrumento que fez o MD renascer das cinzas e passar o recriador da Defesa no Brasil, uma tarefa exeqüível a longo prazo.

Nesse caso do FX-2, a transferência de tecnologia é uma prioridade que, aliada à necessidade de se evitar embargos futuros, a real prioridade de vida ou morte de um povo, colocou a FAB na posição de emitir e reemitir relatórios técnicos e aguardar a decisão final, política (presidencial) e estratégica (ministerial).

Com retaliações sim, mas embargos jamais. Trata-se de aposta de risco de grandes nações, que é o único caminho para o Brasil Soberano.

Roberto Silva

DEFESA BR

Os comentários agora somente poderão ser feitos pelos associados do Clube Defesa BR, que apoiam a manutenção do Portal Defesa BR. Associe-se você também, junte-se a nós. Tradução disponível junto ao título de cada post e comentário (translation available).

Clube Defesa BR : http://www.defesabr.com/clube.htm

Site Defesa BR : http://www.defesabr.comhttp://www.defesabr.com.br

Economia BR : http://www.economiabr.com.br

Loja Defesa BR : http://defesabr.com/loja/

Blog : http://defesabr.com/blog

Grupo : http://br.groups.yahoo.com/group/defesabr

Fórum : http://defesabr.com/forum

TVs : http://www.defesabr.com/TV/tv_defesabr.htm

Twitter: https://twitter.com/defesabr

Facebook Twitter Myspace Friendfeed Technorati del.icio.us Digg Google Yahoo Buzz StumbleUpon

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can skip to the end and leave a response. Pinging is currently not allowed.

9 Comments »

 
  • Tadeu Mendes says:

    Roberto,

    Ainda bem que estão de olhos abertos com essa gente.

    O que eu me perguntando é o seguinte: se os militares se conformaram em aceitar toda essa “gente” de volta, e ainda por cima no controle na nação; incluindo terroristas que hoje ocupam altos cargos no governo federal, por que a esquerda vingativa não procura fazer um pacto em benefício do país?

    Eu até acho que o Lula está sendo um cara (ele é o cara); moderado e conciliador. Eu não posso acreditar que essa gente queira forçar a barra ate o ponto de transformar o Brasil em uma Iuguslávia.

    Temos que olhar para a frente, construir um país novo, sem divisões radicais, sem ressentimentos e sem mágoas.

    Somos todos brasileiros e não um bando de etnias disfuncionais e conflitantes.

    sds.

  • Tadeu Mendes says:

    Amigos,

    A melhor coisa que o Lula podera fazer para encerrar o ano com chave de ouro é demitir esse tal ministro de Direitos Humanos e nomear outro.

    Eu sou contra os abusos, venham de onde venham; mas essa estória de revanchismos, ofensas e desenterrar o passado, é um problema extremamente delicado.

    Foram os comunistas que partiram para a luta armada. Foram eles que atraíram para si a força repressiva do Estado.

    Eles sempre quiseram tomar tudo pela força, banhando a América Latina de sangue, e agora querem dar uma de vítimas.

    O nome do cara é Paulo Vanucchi, certo? É interessante notar como tem comunista e anarquista com essa ascendência italiana.

    Diga-se de passagem que eu não tenho nada contra os descendentes de italianos, muito pelo contrário; mas parece que os expoentes políticos entre eles têm uma vocação revolucionária e anarquista. Ou será que estou paranóico?

    O Stedile, Vanucchi…

    sds.

    _______________

    Tadeu:

    Você É paranóico, rsrs, independentemente do que disse acima, que está correto, rsrs

    Eles sempre fazem de tudo para parecerem para as novas gerações que foram umas vítimas, quando quiseram mesmo foi destruir o país e doá-lo aos soviéticos.

    E o sonho dessa aventura renasceu agora com os 8 anos de Lula no poder, seja em benefício da China e/ou da Rússia. Não se incomode tanto, pois está todo mundo de olhos bem abertos para com essa gente.

    Roberto Silva

  • Por falar em Jobim, essa vem do Cláudio Humberto hoje:

    _________

    Jobim põe cargo à disposição

    Publicação: 29 de Dezembro de 2009 às 00:00

    http://tribunadonorte.com.br/noticia/jobim-poe-cargo-a-disposicao/136221

    O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três Forças colocaram os cargos à disposição após o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, exigir a presença de Jobim na cerimônia do Programa Nacional de Direitos Humanos, semana passada. Teria ameaçado chamar os militares de “covardes”. O presidente Lula teve de intervir para evitar uma possível crise.

    Passado é passado

    Jobim disse ao presidente que não iria ao evento para ser coerente com sua opinião de não falar e esquecer o passado.

    Solidariedade

    O brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica) e o general Enzo Peri (Exército) prestaram imediata solidariedade ao ministro Jobim.

    Emergência

    O almirante Moura Neto (Marinha), que estava no Rio, foi chamado às pressas para discutir como agir em caso de referência aos militares.

    Silêncio

    O secretário de Direitos Humanos, que tem status de ministro, não respondeu até o fechamento da coluna.

  • Tadeu Mendes says:

    Roberto,

    É inveja pura, rsrsrsrs. Claro que as coisas estão melhores do que antes.
    Desde muito tempo atrás, eu pensava que o Brasil deveria ter um MD.

    Para falar a verdade, eu me via nesse cargo, rssrsrs. Eu me imaginava, administrando essa pasta lá por volta de 1983 ou 1984. Sonhos…

    Quando nomearam um Ministro para o cargo (Viegas?), parecia que estavamos no caminho certo, ainda que os militares não estivessem preparados para essa nova filosofia de gerenciar a defesa.

    Mas eu acho que estão produzindo algo de concreto sim, e o Jobim também tem os seus méritos na pasta.

    Só que eu pensava que o cargo iria ser ocupado por alguém com conhecimentos nas áreas de Estratégia, Tecnologia, História Militar, Administração, Estudos na Área de Segurança Nacional, ex-alunos da ADESG, ou do ECEME; menos um jurista.

    Mas tudo bem; acho que o Brasil está aprendendo uma nova matéria, um novo conceito, uma nova relação de forças e poder, dentro do ambiente militar.

    Há uma nova gestão de defesa sendo implantada no país, e isso é muito bom mesmo.

    Mas se fosse comigo, eu já ia logo mandando produzir uns 8.000 Panzers, só para começar a calar a boca de alguns vizinhos. hehehehe.

    sds.

    _________________

    Tadeu Mendes:

    Ainda bem que o tempo passou e você foi esquecido junto com seus 8.000 Panzers e um milhão de tropas na fronteira com a Bélgica, rsrs

    O Jobim está sendo importante na estruturação jurídica do MD e pela END. Depois dessa fase, os perfis acima poderão servir, mas sempre como consultores. Um MD do nível de um Vice-Presidente não seria nada mal, mas apenas com planejamento e metas a cumprir.

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Marcos,

    O que existe de errado com o meu currículo? rsrsrsrs.

    Se o Jobim tivesse exatamente esse currículo, o Brasil seria um país bem diferente do que é, e além do mais, já estaria se formando o embrião da futura potência militar.

    Mas eu tenho muitas vantagens sobre o Jobim: eu sei de coisas que ele não sabe, nunca soube, nunca escutou e jamais saberá.

    Em uma coisa ele me supera, porque teve um privilégio que eu não tive; pelo menos ainda: o de voar em um F-35.

    Não estou menosprezando a inteligência do homem, apenas ressaltando que a mesma não é compatível para o que se poderia fazer por aquele ministério.

    sds.

    _______________

    Tadeu :

    Você está exagerando ou está com inveja porque não foi escolhido para MD, rsrs, ainda.

    O Jobim é o primeiro de uma longa linhagem de MDs que resolveu fazer alguma coisa, como colocar as FFAA juntas sob uma estrutura verdadeira, e sob as suas ordens.

    Até ontem mesmo, o MD era apenas uma ficção. Cada um fazia o que quisesse, mas esse tempo acabou e não volta mais.

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Amigos,

    Só de raiva vou comprar uma modelo do F/A-18E/F Super Hornet, na escala 1:200 só para ornamentar a minha sala.

    Acho que jamais terei o privilégio e o prazer de ver esses caças na FAB, derrubando Sukhois bolivarianos.

    Eu realmente adoraria ter o trabalho do Jobim. Eu gostaria de montar a mais poderosa e sofisticada máquina de guerra dos trópicos.

    Com a vantagem de que sou anti-comunista, detesto Cuba, desprezo os bolivarianos, odeio o MST, tenho uma grande antipatia pelo PT e tenho uma vocação imperialista.

    sds.

  • marcos s says:

    As partes mais importantes (na minha opnião):

    - Na prática, o sr. vetou a FAB de indicar o favorito? “Não vão indicar mesmo, quem decidirá é o governo.”

    - Qual o foco de reequipamento em 2010? Na Marinha, nós temos interesse em navios de patrulha oceânicos, logísticos e costeiros. A Itália e a Ucrânia vão mandar gente aqui em janeiro. No Exército, o presidente autorizou R$ 43 milhões para o início do projeto do blindado sobre rodas para substituir o Urutu. A princípio, vai se chamar Guarani. Na Aeronáutica, o FX-2. E, em comum para os três, o satélite de monitoramento.

    ———-

    Podemos ver por estes pontos que o Rafale (que podem acusar de tudo, menos de não ser um ótimo caça) ganhou e o próximo passo volta-se para a Marinha novamente.

    Gostaria de chamar a atenção especial também para o “satélite de monitoramento” que, como todos sabem, não sai em um ano só e também têm um custo elevadíssimo.

    Entre fases e fases demora anos para se ter um satelite e é bom, portanto, que o governo acerte o passo.

    Vamos pensar:
    - Caças (bem ou mal) temos o F-5, AMx, etc…
    - Fragatas e Submarinos (também existem)
    - E satélites? Quantos temos hoje (nossos)?

    Em meu ponto de vista, teria começado a END pelo satélite (antes até dos submarinos).

  • Perfeito o comentário, Roberto.

    Também não creio que haja algum tipo de embargo ao Brasil, por parte de nenhum dos concorrentes, pois seria dar um tiro no pé, principalmente sob os aspectos comercial e diplomático. Retaliações? Sim, é possível.

    Jobim: “Isso é presunção sua, conclusão de jornalista.” –> A entrevista é bem interessante, mas Eliane Catanhêde demonstra claro desconhecimento sobre o que o tema representa ao país, além da presunção.

    Creio que o setor de Defesa, se for levado a sério, principalmente na questão da transferência e desenvolvimento local de tecnologia, seria uma espécie de irmão do Pré-Sal no potencial de desenvolvimento do país, na geração de riqueza e postos de trabalho de alto nível.

    _____________

    Leonardo:

    Com certeza, e a imprensa ainda não entendeu isso, pena.

    Roberto Silva

 

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

 
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.