Exército Brasileiro Negocia Compra de Sistema Antiaéreo Russo

Mídia : Notícias Terra

Data : 25/11/2009

Exército brasileiro negocia compra de sistema antiaéreo russo

O Exército Brasileiro negocia com a Rússia a aquisição de um sistema de defesa antiaéreo para o país, segundo afirma o jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira.

Segundo o jornal, caso seja concretizada, a aquisição pode mudar a capacidade de defesa do Brasil, além de elevar a “temperatura” na América Latina, em virtude do processo de armamento no continente gerando possíveis respostas dos Estados Unidos.

Nessa quarta-feira, acontece em Brasília uma reunião na qual técnicos russos explicarão melhor o funcionamento do sistema Tor-M2E, que é considerado um dos melhores sistemas deste tipo para abater “aviões, helicópteros, armas de alta precisão e mísseis, usando radar”, diz o jornal.

O Brasil possui 200 canhões (projetados nos anos 50), 112 lançadores russos e outros franceses. “Como sabemos, nossas demandas de maior importância são grandes. Mas sim, do ponto de vista de defesa antiaérea, estamos desguarnecidos”, disse o diretor de Material do Exército, general Sinclair Mayer, ao jornal. Ele afirmou que ainda não há recursos para a compra.

O sistema deve custar pelo menos US$ 300 milhões, mas segundo o jornal, pessoas próximas à negociação acreditam que créditos adicionais ou financiamentos de longo prazo podem ser incluídos no orçamento.

Nosso Comentário:

Uma rede de sistemas de defesa antiaérea baseada no russo Tor-M2E montada em grande quantidade e estrategicamente espalhada pelo país ajudaria a resolver talvez o maior calcanhar de Aquiles da Defesa brasileira na atualidade.

Entretanto, com US$ 300 milhões só daria para adquirir por volta de 12 sistemas, baseando-se no preço de tabela de US$ 25 milhões a unidade.

O sistema Tor-M2E foi apresentado ao mundo na MAKS Airshow de 2007 e 2009, sendo a mais nova variante do sistema de mísseis Tor, o qual existe desde 1986.

Tal variante aperfeiçoou a cobertura radar de controle de fogo, e apresenta quatro canais de orientação, permitindo que até quatro mísseis possam ser guiados a alvos distintos a qualquer momento. Cada sistema dispõe de 8 mísseis 9M331 prontos para disparo e colocados em 2 contêineres dispostos ao largo do terreno (ver abaixo).

O Tor-M2E ainda oferece a opção de um chassi sobre rodas, bem como um novo sistema de computador digital e um sistema ótico de rastreamento, efetivo sob quaisquer condições meteorológicas.

Em julho de 2008, a Venezuela adquiriu mais 10 sistemas da variante Tor-M1, passando a contar então com 11 sistemas Tor-M1, e já havendo versões de que já teria um estoque de 30 sistemas em 2009. Este sistema custaria por volta de US$ 10 milhões a unidade.

Roberto Silva

DEFESA BR

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29 Comments »

 
  • Tadeu Mendes says:

    Edison,

    Aqui para nós, hein; os F-16I e os F-15I (versões israelenses) são superiores aos originais americanos e, possivelmente, aos F-18 SH
    (espero que nem o Roberto e nem o Braz escutem essa confissão), rsrs.

    Israel tem seus méritos nesse quesito, pois não somente é o maior porta aviões do mundo, como também possui o maior número de Phds per capita do planeta.

    Quanto aos equipamentos russos, devo acrescentar que foram pilotos russos os que voaram em Migs da Força Aérea Síria lá na guerra do Yom Kippur em 1973, e vejam no que deu.

    Quanto aos americanos, é bem possível que tenham forçado a barra ao tomarem chumbo nesse exercício aéreo (não estou dizendo que eles são os melhores pilotos do mundo; esse título pertence aos israelenses). Mas tudo é possível quando o Pentagono quer uma nova arma.

    Roberto,

    Tio Jobim wants you…hehehe. Parece que vamos ter um Tio Sam tropical debaixo do Equador. hehehehe.

    Se o Tio Jobim comprar os S-500 eu vou até votar no cara.

    sds.

  • Tadeu Mendes says:

    Roberto,

    Ta bom Roberto, chega de cacas americanos. Nem que a Lockheed Martin ofereca os F-35 com TT para o Brasil, eu prometo nao interceder mais a favor das maquinas Made in USA. rsrsrsrs.

    Grande Braz,

    Finalmente uma luz no fim do tunel: voce concordou comigo em alguma coisa.hehehehe. Nem tudo esta perdido.rsrsrs.

    sds.

    ______________

    Tadeu:

    Desculpe destruir ou pelo menos reduzir seu entusiasmo com os “adoráveis” americanos, mas a Lockheed Martin só vai oferecer os F-35 com TT para o Brasil quando tivermos TT de discos voadores para oferecer em troca, quer dizer, sairíamos perdendo sempre.

    Além disso, um obscuro deputado do Oregon iria fazer um terremoto danado contra a “maravilhosa oferta” americana, bem no estilo: “não damos é nada e vamos tomar o que queremos”, no que seria acompanhado por toda a “brava & democrática” nação americana, rsrsrs

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Edison,

    Eu ainda acho extremamente necessário que o Brasil possua uma sistema antiaéreo de longo alcance, como o S-300, por exemplo.

    Quando mencionei o Crotale da Franca, é porque eu pensei que talvez pudéssemos comprar uma boa quantidade desse sistema, como parte de um pacote, incluindo total transferência de tecnologia.

    Uma força combinada de S-300 (ou S-500) e Tor-M2E seria um sonho.

    Concordo contigo que o Tor já é um bom começo, só que o Brasil possui muitos alvos de alto valor estratégico, e os mísseis de longa alcance, como os S-300, são de necessidade vital para proteção da infra-estrutura nacional.

    Ah…tem outra coisa. No ataque ao ex-futuro reator sírio Al Kibar, em 2007, realizado pela IAF com seus F-15I (versao israelense), os sistemas de defesa antiaérea da Síria consistiam de S-300.

    Não foi preciso usar caças com características furtivas (F-22s) para neutralizar o sistema deles.

    sds.

    • Edison says:

      Concordo contigo quanto à necessidade de sistemas e longo alcance, Tadeu, mas ainda tenho minhas desconfianças em relação a comprar certos equipamentos avançados, cuja manutenção e know how demandados limitam bastante sua capacidade real de uso, e pra mim o S-300 é um deles, embora reconheça as óbvias virtudes do equipamento russo.

      O problema é que ninguém sabe ao certo o quão efetivos mesmo são os S-300. O episódio do reator sírio foi um exemplo. Já vi creditarem o feito exclusivamente à habilidade dos pilotos israelenses, ou às melhorias de seus F-15 ou até mesmo a uma ação brilhante do Mossad que impediu que o sistema estivesse operante naquele momento preciso.

      Eu acho que, sem desmerecer os russos, mas o F-15 é um avião fantástico, juntamente com o F-16 (e vc não vai gostar, mas tenho muito mais simpatia por eles do que pelo irmão caçula F-18, rs). Mas daí vem os próprios militares dos EUA e falam que o F-15 está obsoleto, que os israelenses tiveram sorte em 2007, etc.

      Por exemplo, recentemente, houve um treinamento conjunto na India envolvendo pilotos dos EUA, onde teriam a oportunidade única de confrontar desde velhos Migs até o temido Sukhoi. Pois bem, o resultado foi assustador pros ianques: teve até F-15 abatido por Mig-21, auxiliado por um Flanker próximo operando como avião-radar! Daí vieram as desculpas, os pilotos dos EUA eram inexperientes, não contavam com apoio de radar, os indianos eram muito bons, etc.. Ok, mas daí leio que a mídia dos EUA interpretou aquilo de outra forma: uma tentativa de desmerecer os F-15 para convencer o Congresso a aceitar de uma vez sepultá-los para trazer o pacote de F-22! Em suma, teria sido tudo maracutaia, embora isso seja negado terminantemente pelos militares dos EUA.

      Olha, não dá pra saber em quem acreditar. É claro que os S-300 operados POR RUSSOS são mortíferos, assim como Migs e Sukhois mas, por alguma razão, quando esses mesmos equipamentos são operados por países de Terceiro Mundo, perdem muito de sua operacionalidade. E olha que eu sou fã das armas russas, e reconheço que eles fizeram miséria quando abateram aquele F-117 na Sérvia. Eu tenho minha teoria, a doutrina deles é distinta, pilotos são muito dependentes de radares terrestres, os aviões não eram auto-suficientes (até pra não deixar o cara desertar), por isso caças espetaculares como o Mig-29 apanhavam feio dos ocidentais, eram vetores cegos na prática.

      Mas só recomendarei um sistema avançado como o S-300 para o Brasil se nos passarem os segredos. Infelizmente, não dá pra saber em quem confiar, se os S-300 fossem mortíferos mesmo como os EUA afirmam, já teríamos um histórico bem mais convincente em prol deles. Ou então vamos acabar levando gato por lebre, como o metido a esperto do Chávez. Na dúvida, ainda fico com os Tor, por enquanto, e vamos esperar pra ver o resto que eles nos têm a oferecer.

      abraços

  • marcos s says:

    Roberto

    O texto está lá sim (procura direito – rsrsrrs). Na verdade, está aqui também veja só:

    http://moraisvinna.blogspot.com/2009/11/fx-2-deixa-o-homem-trabalhar-lula-ja.html

    Só não está mais entre as mais recentes.

    Mas eu acredito na parte que fala que o Lula já está com o relatório (ESSA PARTE QUE ACHEI INTERESSANTE).

    Abraço


    p.s: você conhece o Vinna é? Mundo pequeno…

    _________________

    Marcos S:

    Obrigado; não pessoalmente; agora sei de quem é o texto, rsrs, cortina…

    Roberto Silva

  • Edison says:

    Salve pessoal

    Em primeiro lugar, temos de comemorar sim a notícia. Dado o estado de depauperamento de nossas FFAA, qualquer incremento, por menor que seja, em nossa defesa merece ser elogiado. Agora, pra quando vai ser, é que é o problema..

    Sobre as críticas do Tadeu Mendes, concordo com a opinião dele que deveríamos ter optado pelo sistema francês Crotale, já largamente utilizado ao redor do mundo. Em termos de custo, o sistema francês é até mais barato, embora seja um pouco inferior ao novo modelo russo.
    De todo modo, essa seria uma forma de fortalecer ainda mais a parceria com os franceses, a meu ver a mais promissora atualmente para nossas Armas.

    Mas discordo da comparação desfavorável com o S-300 da Venezuela. São sistemas que atendem a finalidades bastante distintas. O S-300 foi desenvolvido antes do Tor e se destinava a interceptar mísseis balísticos e aviões a grande altitude e distância. O Tor veio justamente para suprir a deficiência dos russos na defesa contra armas mais avançadas, como mísseis de cruzeiro de baixa altitude, VANT’s, helicópteros, etc. O ideal seria que tivéssemos os 2 sistemas, mas na impossibilidade disso agora, o Tor já é um excelente começo.

    Creio que nessa aquisição potencial, o Brasil almeja transferência de tecnologia, muito mais do que o mero incremento de nossa defesa anti-aérea. Já temos vasto know-how nessa área, que tem tudo a ganhar caso o pacote envolva o componente tecnológico também.

    Pra dizer o óbvio, é isso que nos difere da estratégia de Chávez (adquirir tudo do bom e do melhor dos russos, mas sem se preocupar em aprender a usar e produzir), que a meu ver é um tanto quanto imbecil. Digo isto porque pelo que li em revistas especializadas da Rússia inclusive, o potencial dos sistemas S-300 contra caças como o F-22 é bastante reduzido, embora ele possa fazer um belo estrago contra caças de 4ª geração.

    Segundo os russos, a celeuma criada pelo Congresso dos EUA contra exportação de S-300 se deve menos ao perigo real do armamento russo e mais à necessidade desesperada dos fabricantes do F-22 venderem seus caríssimos aviões ao governo antes que o F-35 os tornem precocemente obsoletos.

    Na verdade, num modelo de guerra assimétrica, sistemas como o Tor e os lançadores manuais de mísseis AA Strela e Igla são armas bem mais úteis. Sem dúvida, precisamos de um sistema de longo alcance para a proteção de nossos campos de petróleo e pólos industriais e energéticos no sul-sudeste do país, mas na região amazônica e na extensa fronteira oeste penso que o que precisamos mesmo é de helicópteros e sistemas mais flexíveis como esses citados.

    Esses sistemas são também muito mais baratos e de fácil manutenção e operação que sistemas de longo alcance. Se tivéssemos um punhado deles em RR, o sono de Chavez seria bem menos tranquilo. Quem sabe em breve não transformamos esse pesadelo dele em realidade.

    • Braz says:

      Opa, opa, opa…

      Devagar, Edison, devagar… Crotale? Negativo, amigo… Sistema direcionado por fio para defesa de área? Ah, qual é!

      É para manter a parceria com os franceses? Tudo bem… Defesa de ponto, MICA e/ou ASTER 15… Defesa de área ASTER 30.

      Mas quando comparam S-300 com o TOR-M2E estão comparando laranjas e bananas… Embarcando em fanfarronices do nosso falastrão de plantão.

      S-300 é eficiente à grande distancia e altura, vulnerável a ataques de cruisers, helicópteros e voos rasantes (por isso os russos criaram o TOR-MX). A zorra que os americanos estão armando com a Rússia pelos sistemas para os iranianos é show para os otários sentirem-se protegidos pelos sistemas e, pimba! Tomarem na cabeça sem nem terem como responder. Idem para o pato local.

      Quanto ao Brasil, o interessante não é o sistema, mas o conceito.

      Notaram o tipo de lançador? Você não precisa de um veículo lançador, mas apenas um de comando e um transporte. Os conteiners, descartáveis, são dispostos pelo terreno, ligados ao veículo comando (pode ser até um jipe Maruá). Um jipe controlando 8 ou 16 mísseis dispostos pelo terreno por um caminhão com guincho e você tem uma bateria AA de grande cobertura.

      O custo está no veículo de vigilância… Transfira-o para uma central via link e a vigilância pode vir de UAVs, radares móveis (tipo SABER 60 dispostos em grande área), CAPs, etc… Bom, as possibilidades são enormes. E tudo isso só porque os mísseis são disparados de conteiners descartáveis.

      A idéia não é tão ruim assim… Simples, fácil e terrivelmente mortal.

      Agora para os fãs do EB… Parece que o Lula autorizou a produção de 3 MIL Guaranis (Urutu III) com o gasto de R$ 6 bi em 20 anos.

      Pode até ser uma fofoca, mas que fofoquinha boa, não?

      []´s

      __________

      Braz:

      Não é fofoquinha não, rs:

      http://defesabr.com/blog/index.php/27/11/2009/exercito-tera-3-mil-blindados-urutu-iii-agora-guarani/

      Roberto Silva

      • Edison says:

        Braz, se não me engano, as últimas versões do Crotale operam por rádio e não mais por cabos.. Até a Coréia do Sul gastou US$ 300 milhões nesse sistema recentemente e não acredito que eles comprariam algo mais obsoleto do que os comunistas usam no norte. Mas, enfim, concordo que ele ainda é inferior ao Tor M2E. Minha opção pelos franceses está embasada exclusivamente na idéia de custo menor e no futuro a possibilidade de fabricação interna dos componentes, num acordo militar mais abrangente.

        De resto, apreciei bastante seu comentário, concordo e assino embaixo. O Brasil poderia adaptar esse sistema e desenvolver tecnologias e capacidades próprias, sua flexibilidade é a maior vantagem. Que venham os Tors! Mas ainda acho que podíamos aproveitar a xepa e trazer uns Iglas e Strelas também e distribui-los por nossos batalhões de fronteira, nem que seja só pra botar um “calorão” nos nossos vizinhos chatos, hehehe

    • Braz says:

      Grande Edilson…

      O ruim da xepa é que, uma vez tapado o buraco, para que comprar algo enquanto o “emproviso” está funcionando?

      Algo que poderia ser perfeito para a amazônia hoje, solução brasileira de domínio e execuções próprias, seria a combinação Maruá comando equipado com SABER 60 e reboque lançador (4 mísseis MAA-1B/A-Darter). Acho que forneceria boa proteção de ponto para unidades em desdobramento do EB e da FB e pequenas embarcações da MB.

      O único aspecto ruim é que não teria etiqueta… O brasileiro ainda não dá valor ao produto brasileiro.

      []´s

  • Gilberto Rezende says:

    Caro Roberto,

    A questão aqui é se o governo federal será justo com o Exército Brasileiro e considerará na futura compra a proteção e cobertura das principais instalações econômico-estratégicas que necessitam desse nível de defesa anti-aérea no país, ao preço unitário por sistema de bateria de defesa local de US$ 300 milhões, falar em negócio de menos US$ 3 bilhões (ou seja, 10 sistemas de bateria completos) é melhor nem comprar nada.

    Com gastos de US$ 5 bilhões no FX-2 e US$ 20 bilhões nos submarinos e navios da Marinha, comprar dois ou três sistemas é um insulto à inteligência e não vale o esforço.

    Quando divulgarem o número de sistemas pretendidos pelo Brasil é que dará para avaliar se é uma compra militar de verdade ou se é só para ter um sistema no inventário como as unidades de Astros II.

    ___________________

    Gilberto:

    No Wikipedia, é dito que 1 sistema custa US$ 25 milhões. Na reportagem, é dito que custa US$ 300 milhões. Com US$ 300 milhões, produzimos uma fragata e a enchemos de mísseis, rs, mas quem sabe?

    Na Jornal da Globo ontem à noite, falaram de 5 grupos de artilharia do EB, que precisariam de 3 sistemas cada. Pela matéria, eu entendi que estavam em jogo 15 sistemas, o que, a um custo total de US$ 300 milhões, estaria saindo cada um a US$ 20 milhões.

    Será essa a compra ou somente o ideal?

    Roberto Silva

  • Braz says:

    Ah, sim!… Os colombianos estão estranhando que os vizinhos não estão tendo reação alguma às ameaças e atitudes belicistas do maluco local (tô de saco cheio de escrever o nome dele).

    Por que será que eu acho que eles têm razão?

    []´s

    P.S.: Tive uma noite de sono ruim… Pra falar a verdade… Não lembro de ter dormido. Tô com um humor do cão.

  • marcos s says:

    Roberto

    Boas notícias (só não para o Tadeu). rsrsrs

    —————–

    O “Festejado” relatório da FAB sobre o programa FX-2 já está com o Presidente Lula

    fonte: By Vinna com informações da Revista Exame

    Em audiência com o Presidente Lula no ultimo dia 23 de novembro o Ministro da Defesa Nelson Jobim tratou da promoção de Oficiais Generais e efetivou a entrega do relatório técnico final elaborado pela Força Aérea Brasileira sobre os três caças supersônicos que disputam a concorrência da Aeronáutica denominada FX-2.

    Os Oficiais da FAB – Força Aérea Brasileira já havia concluído o relatório no final de Julho deste ano, porém novas informações foram solicitadas e novas propostas foram apresentadas. Tal fato obrigou a comissão a emitir um novo relatório que agora será submetido à análise Presidencial. A preferência política já foi anunciada repetidas vezes pelo Ministro Jobim e pelo Presidente da República e na opinião destes o Rafale Francês.

    Entretanto especula-se que o relatório final não abre muito espaço para manobras em favor do Rafale. Segundo o publicado na revista exame a Saab da Suécia, que produz o Gripen tem hora de voo em torno dos 4.000 dólares, contra 10.000 do F-18 americano e 14.000 dólares do Rafale Francês.

    Os pilotos da Força Aérea (que na licitação do “finado” FX-1 eram favoráveis ao agora desclassificado na primeira fase do FX-2 Sukhoi Su-35 Russo) em já declararam informalmente a preferência pelo F-18 o caça que participou dos três últimos conflitos que os americanos se envolveram. O problema do avião é que a análise pregressa deixa dúvidas sob a capacidade dos americanos realmente transferirem tecnologia sem restrições.

    O comando da Aeronáutica (leia-se os “engenheiros da FAB”) e a Embraer, que será a parceira nacional de qualquer um dos envolvidos, preferem Gripen. Que custa metade do preço do francês e oferece maior acesso a novas tecnologias. Entretanto o avião não passa de um protótipo e a idéia de “aprender fazendo” não agrada muitos já que o avião poderá ter seus custos revistos.

    Pessoas que freqüentam a alta roda do planalto e do ministério da Defesa aventam que será difícil o Rafale não lograr êxito na intentada da FAB por conta dos interesses políticos envolvidos dentre eles o franco apoio Francês ao ingresso do Brasil no conselho de segurança da ONU.

    A conclusão do programa depende da decisão política, decisão essa que poderia demorar entre uma e duas semanas, entretanto o anuncio recente do Ministro da Defesa de que a escolha só ocorrerá depois do Natal (leia-se 2010) trazem duvidas sobre o deslinde final da questão.

    ——–

    P.S: Será que será o presente de natal da FAB???

    ________________

    Marcos S:

    Mas de qual Vinna você está falando como fonte? Primeiro que ele não escreve tão mal assim, com inúmeros erros, segundo que eu não encontrei este texto lá (de tão ruim, fui procurar). Fora isso, não acredito em uma única vírgula do texto acima, rsrs

    http://moraisvinna.blogspot.com/

    Roberto Silva

    • Braz says:

      Cara… Tava tudo tão “calmo”, tudo tão “tranquilo”… Já tinhamos outros assuntos para pegar no pé do Tadeu Mendes e, se não que de repente, eis que surge o “fantasma” do FX-2 DE NOVO!!

      Vou desengavetar meu velho estilingue, arrumar umas mamonas e vou acampar lá em Brasília… Cada vez que um mineral daqueles mencionar o FX-2… Pimba!… Mamona na nuca dele! Pelo menos vou me divertir um pouco.

      []´s

      P.S.: Onde arranjo tanta mamona assim?

  • Tadeu Mendes says:

    Amigos,

    Ai esta uma comparacao visual dos dois sistemas.

    O Tor M2E que o Brasil pensa em adquirir…talvez em 2022.
    http://en.wikipedia.org/wiki/File:Tor_M2E_maks2009.jpg

    E o S-300 do Hugo e sua empobrecida Venezuela.
    http://en.wikipedia.org/wiki/File:S-300PMU2_complex.jpg

    Da vontade de chorar…de raiva.

    sds.

    ____________________

    Tadeu:

    Tá bom, então vou pedir pro tio Jobim comprar uns S-500, aceita esse?

    http://en.wikipedia.org/wiki/S-500_missile

    S-500 missile

    The S-500 is a Russian surface-to-air missile system, currently under development by the Almaz-Antey company.

    The S-500 is a new generation surface-to-air missile system, designed for intercepting short- and intermediate-range ballistic missiles with ranges up to 3,500 km (2,175 mi) and for defense against Airborne Early Warning and Control, Airborne Warning and Control System, and jamming aircraft. It is an upgraded version of the S-400. With a planned range of 600 km (373 mi), the S-500 will be able to detect and simultaneously engage up to 10 ballistic supersonic targets flying at a speed of 5 km/s.

    As of 2009, the system is currently under design stage development at Almaz-Antey, and is planned to be completed in 2012. There is also a version of the system called S-1000, but it is not known what the difference between the two versions is.

    S-500 will reportedly be able to outperform both the S-400 as well as the U.S. Patriot Advanced Capability-3 system.

    Roberto Silva

    • Wagner Lima says:

      Tadeu

      Para uma eficiente defesa aérea com mísseis, seria necessário ter os dois sistemas (Tor M2E de curto alcance e S-300 de longo alcance).

      Pois os dois modelos são usados tanto pela Rússia quanto pela China. Tendo por essa lógica a possibilidade de compra do M2E pelo EB, não seria inferior à da Venezuela, pois são de empregos diferenciados.

      rsrsrs …. o S-300 tem mesmo uma aparência que demonstra mais poder, isso tem….rsrsrs

  • Tadeu Mendes says:

    Roberto,

    Desculpe, mas era só para enfatizar o alcance dos mísseis para o Marcos.

    Porque o Chavez havia dito que os mísseis S-300 que ele possui têm um alcance de 300 km.

    Agora, vejam bem a diferença de tamanho, potência e alcance.

    http://en.wikipedia.org/wiki/S-300_(missile)

    Ou seja, o Hugo adquiriu um sistema superior ao que o Brasil ainda pensa em comprar.

    Estamos em desvantagem, outra vez.

    sds.

  • marcos s says:

    Roberto

    A venezuela possui uma versão mais antiga desse sistema (pelo menos 11) o que mostra, perfeitamente, que o Brasil tem condições de adquirir essa versão atual.

    O problema agora é o custo, sabemos o valor desse sistema (US$ 25 milhões a unidade) e como será adquirido?

    Recursos próprios do exército (quais)? Financiamento pelo governo?

    O que quero dizer é: onde está o plano de reaparelhamento das forças armadas???

    Muito se falou dele e o Jobim estaria avaliando as propostas e compatibilizando todos os orçamentos das forças.

    Mas, onde está? Nada se comenta? Ninguém sabe?

    Acredito que a prioridade agora seja pré-sal (tudo bem que tenham que aprovar novas leis para esse setor).

    Mas, as forças não podem esperar para sempre.

    ________________

    Marcos S:

    Acho melhor não dizer o que penso, rsrs, não desta vez.

    Roberto Silva

    • Braz says:

      Relaxem… Do jeito que as coisas estão acontecendo atropeladamente, aqui e lá fora, as verbas vão começar a aparecer.

      Quanto à quantidade, bom… Começamos com um lote de 12 helicópteros, agora são 16 com centro de manutenção local (inclusive do motor). Acho que se subir para 36 (+20), algumas peças começarão a ser produzidas aqui e por mais 12 (total de 48 ou 44 FAB + 4 EB) todas as peças serão produzidas aqui e qualquer outro lote terá sua produção local.

      Numero grande? Não se pensarmos que, fora os 4 do EB, os demais foram para a FAB. O EB vai precisar de pelo menos 36 deles, coloca uma linha de produção de 32 helicópteros.

      Já a PF teria ótimo uso para uns 24 deles para trânsito de prisioneiros de alta periculosidade, combate ao narcotráfico, contrabando e destruição de pistas clandestinas… Hummm, aumentou a linha para 56. Depois é só encomendar uns 24 MI-26 para (fora as atividades militares) transporte amazônico, assistência humanitária e combate a incêndios florestais.

      Quanto aos mísseis, bem, vamos ver se os russos aprenderam a lição. Vamos ver o que nos oferecem dentro do escopo da compra.

      Os americanos vão ficar é mais que pianinhos… Ainda não sabem como vamos retaliar os subsídios do algodão. Se pegarmos alguma patente sensível… Nossa! Os ônibus espaciais vão voltar lotados!!

      []´s

  • Brasao RJ says:

    Mais um boa noticia! Resta saber se vai acontecer! Esse sistema poderia fazer evoluir nosso ASTROS!

    Mudando um pouco de assunto, parece que nosso FX-2 está querendo se tornar FX-3! Acho que se não decidir esse ano poderemos dizer adeus ao FX-2!

    Mas o próximo presidente (e não presidenta) poderia comprar de prateleira mesmo! Aí as chances dos concorrentes iriam melhorar, o Gripen NG poderá ser o vencedor (já temos toda uma estrutura para receber esse caça com produção local) Os EUA voltariam a oferecer o F35 e os russos já estarão voando o Su-35!

    Mas se for realmente cancelado esse FX-2, será lamentável! Como pode um governo que quer um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, um governo que tem a pretensão de amansar um Irã e liderar a América do Sul, com alguns países contando hoje com vetores já superiores aos nossos, agir dessa forma?

  • Tadeu Mendes says:

    Marcos s,

    Esse é o alcance de todo o sistema (autonomia), não o alcance dos mísseis. Os mísseis têm um alcance de 12 km.

    sds.

    _________________

    Tadeu:

    Estamos falando a mesma coisa 2 vezes, rsrs, eu respondi no comment dele mesmo, rs, mas valeu.

    Roberto Silva

  • marcos s says:

    Roberto

    Qual é o alcance desse equipamento???

    _______________

    Marcos S:

    O alcance operacional de engajamento do míssil 9M331 é de 12 km, já o alcance operacional ou autonomia do próprio sistema é de 500 km.

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Roberto,

    Ja que estamos no ano da Franca (eu diria seculo-rsrsrs) por que nao negociaram com os franceses a compra de misseis anti-aereos Crotale?

    http://en.wikipedia.org/wiki/Crotale_missile

    sds.

    ___________

    Tadeu:

    Talvez isso ajude a explicar. O alcance operacional de engajamento do míssil 9M331 é de 12 km, manobra até 30 Gs e pode alcançar alvos voando a até Mach 2 com seu pico de Mach 2.8.

    Como fazem os mísseis franceses?

    Roberto Silva

    • Braz says:

      Porque os crotales estão fora de produção… Serão substituidos pelos sistemas MICA e ASTER. Existem 2 versões do crotale… A mais antiga giada por fio e a mais nova por radar, mas ambos para pequenas distâncias (máximo de +/-15 mn). São de defesa de ponto.

      []´s

  • Esta é a matéria original da Folha:

    Brasil negocia a compra de sistema antiaéreo da Rússia

    Acordo pode elevar tensão militar na América Latina e criar atrito com os EUA Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar da Rússia; Chávez comprou um modelo mais antigo

    IGOR GIELOW
    SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    O Exército brasileiro negocia com o governo da Rússia a aquisição de um sistema de defesa antiaérea inédito no país. Se realizada, a compra mudará o Brasil de patamar em termos de capacidade de defesa, acrescentará temperatura ao processo de militarização da América Latina e poderá provocar reações em Washington.

    Uma comitiva brasileira esteve em agosto na Rússia para avaliar o sistema, o Tor-M2E. Uma equipe de dez técnicos russos irá expor mais detalhes de sua proposta em uma reunião hoje no Quartel-General do Exército, em Brasília.

    O Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar desenvolvido na antiga União Soviética. É considerado o mais eficaz modelo em operação no mundo. Ele serve para abater aviões, helicópteros, armas de alta precisão e mísseis, usando radar. Sendo de curto alcance, visa proteger cidades e instalações estratégicas.

    Hoje, a defesa antiaérea quase inexiste no Brasil, sendo restrita a menos de 200 canhões com projeto dos anos 50, 112 lançadores portáteis russos Igla e alguns franceses Mistral. Não há meios para abater mísseis e, se um avião supersônico penetrar perigosamente o espaço aéreo brasileiro, irá ser confrontado apenas por aviões como o Mirage-2000 ou o F-5.

    O diretor de Material do Exército, general Sinclair Mayer, confirma o interesse, mas diz que o negócio ainda está na fase das “tratativas” e que depende de recursos hoje inexistentes: “Como sabemos, nossas demandas de maior importância são grandes. Mas sim, do ponto de vista de defesa antiaérea, estamos desguarnecidos”.

    Sistema caro

    O Tor é uma arma cara. Uma bateria completa, com quatro lançadores, um veículo de comando, carros de apoio, logística e mísseis não sai por menos de US$ 300 milhões (R$ 520 milhões). Mas como a tradicional anemia orçamentária militar brasileira está numa fase de reversão, envolvidos no processo acreditam que o dinheiro poderá aparecer via créditos adicionais ou financiamentos de longo prazo a serem incluídos no Orçamento. No projeto de lei do Orçamento enviado ao Congresso, só R$ 640 milhões dos R$ 24 bilhões destinados ao Comando do Exército são para investimentos.

    O exemplo mais recente dessa reversão foi o acordo militar com a França, no qual o Brasil comprará submarinos e helicópteros de Paris a um custo de mais de R$ 22,5 bilhões.

    Está na reta final também o negócio para a aquisição dos novos caças da FAB, 36 unidades a cerca de R$ 10 bilhões. Novamente, aqui os franceses com seu Rafale são os escolhidos pelo governo, como disse novamente ontem o ministro Nelson Jobim (Defesa) -embora os concorrentes sueco e americano ainda tentem reverter a decisão política.

    Do ponto de vista militar, dependendo de sua alocação, o sistema de mísseis mudaria o patamar de defesa aérea do Brasil, embora não altere o balanço estratégico regional. U-ma dúzia de países usa modelos Tor. A Venezuela comprou 12 unidades duma versão anterior à oferecida ao Brasil, o Tor-M1, cujos primeiros lançadores serão entregues em 2010. O Chile já opera há mais tempo um sistema menos capaz, francês, para proteger suas bases aéreas.

    Politicamente, há possibilidade de uma eventual compra transformar-se em mais um capítulo dos assuntos espinhosos a serem tratados com os EUA.

    No estágio inicial da licitação dos caças, um dos motivos que desclassificou o russo Sukhoi foi uma pressão velada de Washington, que não gostaria de ver um mercado de armas de Moscou montado na região -por conta de embargo americano, o venezuelano Hugo Chávez comprou bilhões de dólares em armas da Rússia. De todo modo, o Brasil fez posteriormente um negócio com os russos, comprando helicópteros.

    Uma venda recente de modelos Tor-M1 para o Irã foi duramente criticada pelos EUA. O sistema pode dissuadir um ataque com aviões de Israel a centrais nucleares iranianas.

    Mesmo que tenha sido discreto sobre as intenções do Exército, o general Mayer deu a senha sobre os interesses na negociação. “O problema desses sistemas é que eles se desatualizam rapidamente”, disse, defendendo a necessidade de dominar novas tecnologias.

    E citou também a China como país promissor no campo de defesa antiaérea. Jobim acaba de voltar de uma viagem ao país asiático justamente para discutir parcerias militares.

 

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