Governo Brasileiro Vira Acionista da Avibras
Mídia : Folha de São Paulo
Data : 21/01/2009
Governo vira acionista de fabricante de armamento
União terá poder de vetar decisão da direção da Avibras
Cláudio Dantas Sequeira - Da Reportagem Local
A 7ª Vara Cível de São José dos Campos concedeu ontem a recuperação judicial da Avibras Indústria Aeroespacial S/A. Nenhum dos credores apresentou objeções, o que permitiu a homologação do plano de recuperação. Com isso, o governo se tornará acionista de uma das maiores fabricantes de armamentos do país.
Além disso, terá participação estratégica por meio de uma “golden share”, ação que dá direito a vetar decisões tomadas pela direção da empresa -o governo detém “golden share” da Embraer.
Segundo o advogado da Avibras, Nelson Marcondes Machado, a participação acionária do governo será definida depois de concluídos levantamento técnico e auditoria nas contas. “A consultoria Rosemberg e Associados está fazendo o trabalho de análise da empresa, e a BDO Trevisan, a auditoria. Eles têm até o final de fevereiro para apresentar seus relatórios.”
Com base nos relatórios, serão adotados critérios para fazer a conversão dos débitos da empresa em ações que ficarão em poder do governo. A estimativa, antecipada pela Folha, é que a União fique com 30%.
O patrimônio líquido da Avibras é avaliado em R$ 1,5 bilhão. A dívida está em R$ 641 milhões, dos quais R$ 400 milhões, diz Machado, se referem a impostos e empréstimos contraídos com o governo.
“Precisamos fazer modificações do ponto de vista societário”, diz Machado. Segundo o Ministério da Defesa, o “perfil societário deverá ser adequado à relevância estratégica da empresa”.
A recuperação da Avibras é considerada pelo ministro Nelson Jobim uma prioridade, no âmbito da estratégia de reerguer a indústria bélica. A parceria com o governo deve facilitar o processo de venda e exportação de armamentos.
Há anos, a Avibras, única fabricante de sistemas de artilharia no Brasil, enfrenta dificuldades financeiras. O acionista majoritário (70% das ações) é João Brasil Carvalho Leite, filho do fundador, João Verdi de Carvalho Leite, que desapareceu em 2008, no Vale do Paraíba, em viagem de helicóptero.
Nosso Comentário:
Governo Brasileiro Vira Acionista da Avibras
Esta é a primeira empresa da área de Defesa que passa a ter o governo brasileiro em 2009.
Com a União ficando com 30% da Avibras, novos projetos serão levados adiante e o país contará com um grande usuário e ainda vendedor externo dos produtos da empresa, o governo brasileiro.
Roberto Silva
DEFESA BR
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Privatizar ou Estatizar? Eis a questão. As áreas estratégicas devem ser controladas pelo governo.
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Grande Roberto…
O AMRJ não pode ter filial (ele é uma OM, um quartel)… Não vai assumir o estaleiro de Itaguaí. Muito provavelmente será a Nuclep ou a Emgepron (esta sim pode ter filiais).
A única forma de o AMRJ assumir Itaguaí seria se mudando para lá e deixando a Ilha das Cobras.
Não havia atentado para a concessão de uso por 20 anos… Para os que ainda não tinham percebido, as empresas arcaram com custo da obra, ou seja, vão colocar o próprio dinheiro no empreendimento e vão recebê-lo ao longo dos 20 anos da concessão.
Esta é a prática da PPP (parcerias publico/ privadas)…
Alguém queria ver a rubrica dos valores para a construção de infra estrutura? Pois pensem duas vezes, pois em orçamento nenhum vai aparecer o quanto foi gasto, afinal o governo nada paga, passa para os outros pagarem. Neste caso a DCNS, e sua parceira brasieira, não recebeM nenhum centavo da obra até sua conclusão e, após seu termino, a perder de vista através de concessões.
[]´s
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Olá, pessoal, boa noite :
Eu gostaria de perguntar ao Roberto Silva se não seria possivel bloquear os milhoes de dolares dos bolivarianos e doar para levantar a Engesa e a Bernardini, a fim de construirem uns otimos tanques de guerra que estao fazendo falta pra nossas Forças Armadas?
Aliás, seria melhor doar esses milhoes de dolares pra nossas industrias do que emprestar pra caloteiros vc nao acha?
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Wilson :
Taí uma boa bandeira pra gente levantar. Faz falta sim.
Mas vamos ver o que esse primeiro semestre vai nos trazer.
Roberto Silva
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E lá vamos nós!!!…
Quanto à administração das empresas de defesa, acho que o modelo adotado pelo governo no caso da Avibrás é, momentaneamente, o ideal… Única e exclusivamente pelo momento politico… Temos que nos acostumar com a ideia de que defesa é um plano nacional e não de governo. Até lá a participação do governo garantirá alguma estabilidade à mão-de-obra.
Quanto ao estaleiro em Itaguaí, bom, dificilmente seu controle virá para o AMRJ ou para a EMGEPRON… Está mais para a Nuclep… Motivo… Tanto a EMGEPRON quanto o AMRJ são controlados pelos militares (Toda a diretoria da EMGEPRON é de pessoal da ativa e reserva da MB), já a Nuclep é dirigida por civis com indicação política (se não me engano a Nuclep é vinculada à Agencia de Energia Atômica do Brasil). Muitos dos oficiais que recomporiam os quadros de direção do AMRJ foram destacados para preparar e iniciar os trabalhos técnicos da Nuclep para a produção dos submarinos.
Quanto ao renascimento da ENGESA, esqueçam… O negócio é fazer a Imbel dar continuidade ao Osório e utilizá-lo para substituir os Leopards 1A Quanto menos frentes forem abertas neste momento, mais fácil para controlar a verba da defesa. Quando tudo estiver estabilizado ENTÃO pensa-se em criar novas indústrias.
Vide a situação dos EUA… O setor de defesa está encolhendo… Existe um enorme movimento de fusões e aquisições em andamento para redução de gastos. Putz!!… Achei algo americano de utilidade para os brasileiros!
Quanto ao orçamento para os trabalhos de construção da nova base da MB e o estaleiro, notaram que ninguém comenta o preço?
Acho um bom sinal, pois parece que sairá do orçamento da União e não da MB que poderá tocar outros projetos. Os recursos podem vir do orçamento da União ou das empresas participantes que terão direito de uso do estaleiro por algum tempo antes de repassa-lo para a MB.
Fui.. Tá ficando tarde e vou acabar virando abóbora…
[]´s
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Braz :
Pelo que li, o consórcio DCNS-Odebrecht usará o estaleiro da União por 20 anos, quando então ele será devolvido à MB.
Nesse momento, creio que o AMRJ o assumirá. Certo?
http://www.defesabr.com/Mb/mb_estaleiro_submarinos.htm
Roberto Silva
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Aos poucos o governo está tomando as medidas certas, seria interessante um incentivo fiscal para as industrias bélicas nacionais, apesar que o governo estava com esse projeto, só não sei se foi aprovado. Se alguem souber se esse projeto foi aprovado por favor me diga.
Na minha opinião, o governo tinha é que levantar de novo a Engesa e outras empresas ”mortas”, até mesmo oferecendo uma linha de crédito especial no BNDES.
Afinal, como todos nós sabemos, Defesa não é brincadeira, tomara que projetos da Engesa que antes estavam no papel por falta de verba venham a se tornar realidade.
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Shido :
Creio que o incentivo fiscal depende de projeto de lei ou, quem sabe, de uma “emergencial”, rs, medida provisória.
Roberto Silva
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Mais uma vez o governo dá um grande passo para o desenvolvimento da industria bélica nacional, querendo ou não pode ser pouco, mas já é um motivo para se comemorar.
Garantir a nossa independência tecnologica é a principal forma de garantir a ascenção do Brasil como grande potência.
Agora o governo terá que evitar os contingenciamentos, e assim nossos projetos sairão do papel.
AVANTE BRASIL!!!!
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Amigos,
Ta bem. Mas eu quero saber se o Governo Federal, já tem o orçamento pronto, e quando sera alocado o dinheiro necessario para fazer a END decolar do papel e aterrisar na realidade.
Roberto,
Na sua opnião, o que seria melhor: a estatização das industrias de Defesa ou a privatizacao das mesmas?
A Embraer e um bom exemplo da iniciativa privada.
Esta se dando bem.
A Engesa era uma grande empresa privada.
Morreu..
A Avibras tambem era privada.
Estava doente.
Qual e o melhor modelo gerencial para a inustria de defesa?
Claro que temos que levar em conta a presença do Estado dentro destas empresas, ja que as mesmas estao intimamente ligadas a seguranca nacional.
Alem do mais, a espionagem industrial é tao perigosa quanto a espionagem militar.
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Tadeu :
Não sei o que é melhor, só espero que haja uma fórmula que funcione. Um modelo misto como o da Avibras ficou bem interessante.
Também estamos vendo nascer uma grande companhia de construção de submarinos, a Odebrecht, na joint venture com a DCNS francesa em Itaguaí. O governo ficou com 1% e uma golden share. Após 20 anos, o estaleiro cai no colo do AMRJ e Emgepron, creio eu. Vai que fica sendo Odebrecht+AMRJ.
Roberto Silva
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Se não me engano todo o material, ferramental e projetos da extinta Engesa são de posse do Exército por meio da Imbel.
Não seria a hora de se reativar projetos de blindados sobre lagartas (Osório) ?
Como foi proposto no plano de defesa, a parte estatal da indústria de defesa deveria trabalhar no teto tecnológico projetando e produzindo o que as indústrias privadas não possam a curto prazo de forma rentável .
Já no caso da Avibras, o governo está se tornando dono de 1/3 da empresa, dessa forma então provavelmente projetos que estavam paralisados como ASTROS III e Matador sem dúvida sairão do papel!
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Adriano :
Nos parece então que essas empresas sendo agora agraciadas com participação estatal passarão a ter direito de contar com todo e qualquer esforço de PD&I dos órgãos oficiais.
Maravilha. Estão juntando as pontas que não funcionavam sozinhas.
Roberto Silva
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Mas voltemos a falar de defesa sim…. política e polícia é outro departamento.
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Breve comentário sobre PF:
Os investimentos começaram no governo FHC, mas calma, não foi por livre e espontânea vontade dele. Os EUA praticamente impuseram ao Brail uma reestruturação da PF, inclusive emprestando (ou doando, não sei..) cerca de 2 bilhões de dólares.
Qual o compromisso do Brasil? Evitar de todas as maneiras o envio de drogas (cocaína mais precisamente) para que os jovens do Tio Sam não fossem dizimados pelo vício. Realmente, a PF atingiu boa parte deste objetivo, atacando o tráfico internacional, mas teve isto um efeito colateral, pois boa parte da cocaína que seria levada para os EUA ficou por aqui e aqui passou a ser consumida.
Sim, caros amigos, a PF, gostem ou não, é uma das principais responsáveis pelo aumento do consumo de drogas no Brasil. Tá duvidando? Acesse os autos da CPI do narcotráfico e procure o depoimento do então Chefe da PF (geral ou de algum departamento, não lembro seu nome…) e veja com seus próprios olhos…
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Prezados,
Creio que outras empresas estão precisando de apoio do governo.
Se este apoio fosse feito há muito tempo, a ENGESA, BERNARDINI e outras mais não teriam decretado falencia e o país não estaria tão desguarnecido em matéria de aquisição e construção de armamentos.
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Amigos bom dia!
É uma excelente notícia, considerando o potencial da empresa, assim como a capacidade de desenvolver outros projetos.
Não podemos deixar acontecer o que ocorreu com a Engesa.
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Infelizmente, não foi tomada decisão semelhante na época da falência da Engesa.
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Robson :
Pois é, mas espero que agora isso seja mesmo estratégico, e tudo diz que sim.
E isso agora tem um nome : Mangabeira (ele não gosta que se use com Unger, pois soa formal, rs).
Levar um papo com esse cara deve ser algo alucinante, não? Ainda mais sendo professor de Harvard e super pé na terra.
Ele é mirabolante, e para o nosso bem.
Roberto Silva
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Mas uma vez, contrariando os comentários céticos, muitas vezes motivados por razões ideológicas, o governo adota políticas estruturantes para o Brasil.
Iniciou-se na educação superior, com a construção de novos centros universitários e tecnológicos e a ampliação dos existentes. Criou o piso de $R 900,00 para os professores do ensino básico (que ainda é muito pouco).
Reestruturou a polícia federal, com a contratação de novos agentes, peritos, delegados. O resultado todos estão vendo, com o desbaratamento de quadrilhas que atuavam em esquemas fraudulentos a anos neste país.
Foi o governo que mais abriu concursos públicos para os órgãos federais, nos três poderes, apesar das críticas da oposição. Como pode um estado desempenhar suas funções institucionais sem profissionais qualificados e mal aparelhado?
Agora, são dados passos concretos na reestruturação das nossas Forças Armadas, com a aquisição de novos equipamentos e o principal, o fortalecimento da nossa industria de defesa.
Parece que o nosso Plano de Defesa anunciado em dezembro não é apenas mais uma falácia, como muitos afirmavam.
É interessante que todas essas ações estão sendo tomadas por um dirigente semi-analfabeto, comunista e revanchista (algumas pessoas do ciclo militar utilizam este termo).
Espero que o próximo presidente não venha com idéias de privatizar (sucaterar) nossas forças armadas, alegando choque-de-gestão, e cancelem os investimentos em curso.
Mesmo contra a vontade de alguns, o Brasil finalmente está tomando seu curso no sentido de se tornar uma potência. O caminho é longo, mas os passos estão sendo dados.
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João :
Mais uma vez, você fica se prendendo a fazer campanha eleitoral do Lula e a atacar (claramente o PSDB) os outros.
Definitivamente, o Blog Defesa BR não é plataforma para campanha do PT.
Roberto Silva
DEFESA BR
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Ótima notícia, Roberto! Parece que os primeiros contornos da END começam finalmente a sair do papel.
Gostaria de ver logo as devidas mudanças na legislação no intuito de não haver mais contingências no orçamento da Defesa – estão planejadas as alterações ao longo deste ano.
Desta forma, independente da posição política do(a) nosso(a) próximo(a) presidente, a continuidade do que começa a ser realizado agora estará garantida.
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