Esquadrão Guardião Fazendo História na Amazônia

Mídia : G1

Data : 18/02/2009

“Operação de guerra” coleta imagens de desmatamento na Amazônia

Desmatamento – Aviões de reconhecimento da Aeronáutica mediram devastação. Em 450 horas de voo eles sobrevoaram área de dois Paraguais.

Iberê Thenório – Do Globo Amazônia, em São Paulo

As Forças Armadas têm ajudado o governo brasileiro a descobrir quais são as áreas de maior desmatamento no Brasil. Na última quinta-feira (12), o Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam), entregou mapas digitais do desmatamento aos prefeitos de 36 municípios mais devastados da Amazônia.

O levantamento foi feito por profissionais da Aeronáutica utilizando aviões de reconhecimento do Sipam, que também são usados em operações militares.

Nas comunidades sobre a Amazônia na rede social Orkut, o uso das forças armadas para proteger a floresta é o assunto mais discutido pelos internautas. A maior parte das pessoas defende que o governo brasileiro deveria usar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica a serviço da preservação ambiental.

“As Forças Armadas ajudariam muito a frear o desmatamento na Amazônia, até porque eles já fazem treinamentos lá”, defende o internauta Renato Monteiro em debate no Orkut. Já para Nei Duclós, somente usar o poderio militar não ajudaria o meio ambiente: “Forças Armadas não podem ser o foco da defesa. O que nos defenderia na Amazônia seriam políticas públicas focadas na população que existe marginalizada lá.”

A geração de mapas dos municípios utilizando pilotos e tecnologia da Aeronáutica atende aos anseios dos dois internautas. Além de servir para mostrar as áreas de floresta mais ameaçadas, os mapas também ajudarão os prefeitos a planejar ações para melhorar a infraestrutura dos municípios, como a construção de estradas.

Área de dois Paraguais

Não foi tarefa das mais simples obter os dados dos municípios mais ameaçados. A área total mapeada foi de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes o Paraguai. “Nunca havíamos feito uma missão em alta definição em uma área tão extensa”, relata Wougran Soares Galvão, diretor de Produtos do Censipam, órgão que gerencia o Sipam.

Toda a região foi sobrevoada com aeronaves R-99B, fabricada pela Embraer e especializada em missões de reconhecimento e vigilância. Pilotos da Força Aérea Brasileira completaram 450 horas de voo para cobrir toda a região. “O custo do projeto, só calculando o gasto das aeronaves e coleta de dados, foi de R$ 3,7 milhões”, conta Galvão.

O sinal dos radares foi armazenado em fitas, que foram enviadas para um centro do Sipam em Manaus. Lá, um software desenvolvido pela Aeronáutica processou os dados, que foram transformados em mapas de alta resolução, que mostram em detalhes todas as características dos municípios, como estradas, plantações, rios e florestas.

Nosso Comentário:

Esquadrão Guardião Fazendo História na Amazônia 

É importante ressaltar esta notícia, pois as operações do Esquadrão Guardião (2º/6º GAv) são muito pouco divulgadas em nosso país.

Colocar 3 aeronaves R-99 B em um plano de 450 horas de voo para coletar imagens cobrindo uma região semelhante a 2 Paraguais não é para qualquer país, nem qualquer Força Aérea.

Isso só mostra que esse serviço da FAB tem valor inestimável e que outras aeronaves deveriam juntar-se a elas em futuro próximo, como uma inventiva família baseada na plataforma do Embraer ERJ-190/195.

Roberto Silva

DEFESA BR

Site : http://www.defesabr.com e http://www.defesabr.com.br

Blog : http://defesabr.com/blog

Grupo : http://br.groups.yahoo.com/group/defesabr

Fórum : http://defesabr.com/forum

TVs : http://www.defesabr.com/TV/tv_defesabr.htm

 

Guardião
Guardião

 

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

7 Comments »

 
  • Antonio Oss Menatti says:

    Parabéns ao Esquadrão Guardião pelo trabalho.

  • petraki says:

    Caro Roberto que mancada a minha, esqueci do C-390
    perdoe-me.

    Meu, que coisa a se imaginar o Esquadrão Guardião equipado com o C-390 gunship armado até os dentes, botando para correr que se meter a besta em nossas tão esburacadas fronteiras.

    Uma me preocupa, são as demissões na Embraer mas, com esta crise o que se fazer!

  • Leonardo says:

    Acho que as FAs deveriam atuar de maneira mais incisiva nesta questão, se é que vc me entende.

  • Shido says:

    Roberto, não sei se vc concorda comigo, mas eu acho que a única maneira de combater o desmatamento da Amazônia é a atuação maciça das Forças Armadas pq o por mais que se multe os fazendeiros e tudo mais, eles continuam devastando, tinha é que se fazer o seguinte.

    Devastar, tomar a terra do proprietário e por aí vai, mas como tem muito politicos envolvidos nisso, ja viu né, com as atuais politica do governo, acho muito improvável eles conseguirem alguma coisa.

  • petraki says:

    Desculpa :

    Os três Super Tucanos seriam os olhos da escolta e ataque proximo ao solo.

    E os EMB seria os olhos e ouvidos de todo o grupo.

    Falha minha rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    Petraki

  • petraki says:

    Caro Roberto não sei se você concordaria comigo, mas, eu dotaria o esquadrão com pelos menos um gunship, um dos nossos C-130 convertido e armado com 2 canhões bofors de 40 mm e um giat 20 mm ou um de cal 25 mm, atirando pela lateral esquerda e usaria uma torreta com duas cal .50, outras duas na rampa traseira para defesa e pelos menos 9 ALX Super Tucanos fortemente armados e três outros equipados com flir e outros sensores que possam ser transportados em casulos. Estes três seriam os olhos dos grupo de escolta e ataque e um EMB 145 RS/AGS

    No modo de vigilância, o MTI permite que este sensor detecte e rastreie qualquer alvo móvel a baixa velocidade, no solo ou em rios. Equipado com sistemas SIGINT de alta sensibilidade, o EMB 145 RS/AGS pode também monitorar e localizar fontes de sinais eletro-magnéticos a grandes distâncias, e para complementar EMB 145 AEW&C protegendo todo o grupo de combate.

    Ou uma alternativa barata e viável seria dotar o C-130 com 8 metralhadoras cal 50 para ataque, ou 4 mag cal 7,62 e 4 cal 50 para defesa de bases fronteiriças.

    E parabens ao esquadrão Guardião.

    __________

    Petraki :

    Que C-130 o quê, rapaz ? rs

    Estamos entrando na era do C-390, aí sim.

    Roberto Silva

  • Hugo leonardo ferreira dos santos says:

    Salve, Roberto :

    Mais umas 12 R 195 B seria uma maravilha.

    Olha, Roberto, será que no FX-2 vamos ter um caça bimotor para substituir os defasados Mirage 2000 e um caça monomotor para subistituir AMX e F5 BR?

 

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.