Absurdo o Prazo de 2023 Para SNBR Encostado Ser Comissionado
Mídia : Estado de São Paulo
Data : 17/05/2009
Submarino pode sair daqui a 12 anos
Marinha já encontrou terreno para sediar estaleiro que vai construir o primeiro modelo nuclear do Brasil
Alexandre Rodrigues – Rio
A Marinha do Brasil já encontrou o lugar ideal para a construção do complexo industrial naval de onde deve sair, em pelo menos 12 anos, o primeiro submarino nuclear brasileiro. Trata-se de uma área de 95 mil metros quadrados encravada na Ilha da Madeira, às margens da Baía de Sepetiba, litoral sul do Rio. A Marinha negocia a cessão do terreno, próximo ao Porto de Itaguaí, com a Companhia Docas, atual proprietária, enquanto faz os últimos ajustes no projeto.
Se forem obtidas as licenças ambientais, serão erguidos ali a nova base da força de Submarinos da Marinha, que atualmente fica em Niterói, e um estaleiro de grandes proporções, capaz de abrigar as dimensões da futura linha de produção da prioridade número um da Marinha.
No caminho para desenvolver o casco do submarino nuclear, a Marinha vai construir quatro submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica, do modelo francês Scorpène. Eles integram o pacote do acordo militar assinado entre Brasil e França no fim de 2008, durante a vista do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil. Vão se juntar à atual frota nacional de cinco submarinos da classe Tupi, construídos com tecnologia alemã.
O convênio de transferência da tecnologia do Scorpène também contempla o financiamento de um grupo de instituições financeiras francesas para todo o projeto, cujo valor ainda não foi fechado. É o que falta para que a Marinha comece a executar o plano.
“Atualmente estamos na fase de pré-planejamento, acompanhando as discussões contratuais”, disse ao Estado o almirante de esquadra reformado José Alberto Accioly Fragelli, convocado em setembro pelo comandante da Marinha, Júlio de Moura Neto, para coordenar o Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear.
Ex-chefe do Estado Maior da Armada, Fragelli negociou a compra do porta-aviões São Paulo da França, em 2000. Empolgado com a retomada da construção de submarinos brasileiros – o último, Tikuna, saiu do Arsenal de Marinha em 2006 – ele explica que a troca da plataforma alemã pela francesa é o passaporte para o casco do veículo nuclear.
Além de ter sensores e sonares mais modernos do que os Tupi, o Scorpène tem o formato arredondado inspirado no nuclear francês, o que favorece a operação a profundidades maiores. O que muda no caso do nuclear é o tamanho. Enquanto o convencional tem 6,3 metros de diâmetro e desloca 1,4 mil toneladas, o nuclear precisará de 9 metros para abrigar o reator nuclear e deslocar 6 mil toneladas.
Por isso a Marinha decidiu construir um novo estaleiro, já que o do Arsenal de Marinha, na Baía de Guanabara, não pode abrigar a linha de montagem de um casco tão grande. Fragelli acredita que as formalidades do financiamento e as licenças ambientais serão definidas ainda este ano.
Assim, o complexo naval e o primeiro Scorpène poderão começar a sair do papel no primeiro semestre do ano que vem. Dois anos depois, entra em construção simultânea o segundo. O terceiro e o quarto, iniciam os trabalhos com intervalo de um ano e meio. Mantido o cronograma, o primeiro sairá do estaleiro em 2015 e o último em 2021.
O cone de proa do primeiro Scorpène começará a ser produzido na França, enquanto são feitas as obras do estaleiro onde ele deverá ser finalizado com os módulos de aço do casco fabricados pela Nuclep, unidade industrial da Marinha que fica próxima ao local escolhido na Baía de Sepetiba. A construção da primeira unidade servirá de “universidade” para os engenheiros do centro de projetos mantido pela Marinha na Universidade de São Paulo (USP).
Um grupo passará pelo menos um ano na França estudando a fabricação do casco do Scorpène para começar a projetar o veículo nuclear brasileiro. “O projeto do submarino nuclear será totalmente brasileiro. Com o conhecimento que absorveremos da França com os convencionais vamos projetar inteirinho o casco do nosso submarino para o reator que já desenvolvemos”, ressalta Fragelli.
Só a concepção do projeto do casco vai consumir cinco anos. Por isso, apesar da prioridade que o submarino alcançou com a Estratégia Nacional de Defesa diante do incremento previsto na exploração de petróleo na costa brasileira com a descoberta do pré-sal, o submarino nuclear ainda é uma questão de tempo. Se começar a ser construído em 2015, talvez possa sair do estaleiro em 2022.
O casco é agora o maior desafio tecnológico do programa nuclear da Marinha, que começou pelo mais difícil. O reator, as turbinas e os geradores já estão prontos no Centro Experimental de Aramar, no interior paulista, aguardando o início de uma bateria de testes.
“É uma premissa da engenharia de submarinos, principalmente no caso nuclear: nenhum equipamento pode ir ao mar sem antes ser testado muito bem”, disse o contra-almirante Alan Paes Leme Arthou, superintendente de engenharia do programa.
Também em Aramar, a Marinha enriquece urânio desde 2008, mas só completará em maio do ano que vem todo o ciclo de produção do combustível numa linha que será exclusiva do submarino nuclear.
Nosso Comentário:
Absurdo o Prazo de 2023 Para SNBR Encostado Ser Comissionado
Na mesma edição, o Estado entrevistou o almirante de esquadra reformado José Alberto Accioly Fragelli. Foi perguntado se o submarino nuclear vai modificar a posição geopolítica do Brasil e se ajudará a conquistar um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Ele respondeu que serão as duas coisas. “Não é à toa que os cinco países do mundo que têm submarino nuclear são os que têm assento permanente no conselho. Quando o Brasil se tornar o sexto, será muito maior do que é hoje como nação, do ponto de vista militar e estratégico. Vai ter meios sólidos de reivindicar a cadeira no conselho”.
Outra pergunta. Doze anos para chegar ao nuclear não é muito tempo? Outros países não podem chegar na frente? “Se tiverem capacidade. Mas quem hoje tem essa capacidade? Alemanha e Japão não podem por causa da Segunda Guerra. Nenhum outro país controla o enriquecimento de urânio como nós. A Índia também está nessa corrida, mas há informações de problemas e atrasos.”
O projeto do submarino nuclear será totalmente brasileiro. Essa é a afirmação na matéria acima. Esse caminho está errado, pois demorará demais.
O incrível nessa estória é sabermos que a concepção do projeto do casco consumirá cinco anos. Ora, então, de que adianta toda essa parceria com a França? Uma parceria de verdade reduziria esse prazo para dois anos, se tanto.
De que adiantará projetar hoje um SNBR de 6 mil ton para só operá-lo em 2023 ou bem mais? É exatamente por isso que a sua construção chama-se Projeto Costado, na verdade, Encostado no Tempo. A verdade é que não existe projeto algum. Ah, se a Hyundai escuta uma estória de ficção dessas…
Roberto Silva
DEFESA BR
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Gilberto Cesar Vieira,
Voce nao esta esquecendo alguem nao?
Eu acho que o Mangabeira Unger e o cerebro progenitor da END.
O Lula esta escutando; e fazendo uso de sua prerrogativa como Chefe do Executivo. O Lula esta cumprindo uma obrigacao e nao esta fazendo favor nenhum.
A Defesa Nacional e uma obrigacao do Chefe de Estado para com o povo e a forca militar.
O Lula aprendeu a se moldar aos novos tempos, assim como os militares tambem o fizeram.
A despolarizacao da politica brasileira e a melhor solucao que dispomos, para encarar e resolver os problemas nacionais que nos afetam a todos.
sds.
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Ricardo de Mello,
Ai esta o link para o site da Just Flight da Inglaterra.
http://www.justflight.com/default.asp
Como eu mencionei anteriormente, tenho voado o DC-10-30 (inclusive da Varig) entre San Francisco e Los Angeles.
E o maior visual, porque alem de voar nessa quase perfeita replica do DC-10, eu tenho instalado no PC. um Add On Scenery da California, que vai desde San Diego/ Palm Springs ate San Francisco/Livemore. Voce ja deve ter visto (sao imagens via satelite), o que cria uma ilusao otica de que se esta voando sobre o terreno real e nao virtual.
Eu faco esses voos constantemente sobre a California (nostalgia), porque a primeira vez que vim aos EUA, foi em 1982 (estava de ferias). Tomei um voo da Aerolineas Argentinas (iiiirk) do Rio ate Miami, e depois embarquei em um jato da Pan Am (L1011-500 da Lockheed) de Miami ate San Francisco. Que visual…
Bom, se voce precisar de algo desta companhia, talvez seja mais facil para mim conseguir. Nao sei; porque com a Internet, tudo, ou quase tudo e possivel.
Divirta-se e prepare-se para ser o meu “wingman”, mas tem que ser no F-14 Tomcat. hehehehe.
[]s,
Tadeu Mendes
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Ricardo de Mello,
Essa questao importantissima de treinamento da tripulacao, e tao critica quanto ao projeto em si.
Creio que deveriamos perguntar ao Roberto e/ou ao Francisco Braz se, se eles sabem de alguma coisa nesse sentido.
Quanto ao Phenom 300 (voce e um pouco mais exigente, ou mais milionario do que eu) ,vou averiguar para voce. O Legacy e de origem britanica (eles tambem tem o ERJ145), e pode-se comprá-los por aqui.
Vou averiguar o Web site deles e passar para voce.
Quem sabe voce nao sera o meu “wingman” em nossas respectivas aeronaves? rsrsrsrsrs.
[],
Tadeu Mendes
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Tadeu,
Certamente, não basta só projetar e contruir. Temos que saber operar. Será que o treinamento não poderia ser em paralelo (via intercâmbio entre FFAA – Brasil x França)?
O Legacy tem seu charme, mas meu xodó é o Phenom 300. hehehe
Tem ele para o Flight Simulator?
[]’s
Ricardo
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verdelouro,
Prezado amigo,
Muito obrigado pela informacao adicional. Sem querer desmerecer a capacidade de nossos engenheiros, tecnicos e de todo o pessoal da MB, eu sei que um submarino é um sistema complexo e altamente perigoso (vuneravel) às condicoes subaquaticas.
Basta uma falha humana ou uma falha em algum subsistema vital (como lastro) e o sub vai a pique.
Mas eu pensava que a tecnologia da solda ja tivesse sido solucionada. La por volta de 1979, eu conversava com um amigo, e me lembro do tema de construcao de submarinos, ele me disse que o mesmo era inviavel porque nao dominavamos a tecnologia de solda no Brasil.
Agora eu te pergunto, meu nobre amigo: sera que temos a “massa critica” de fisicos, engenheiros, tecnicos, gerentes de projetos e materiais disponiveis para tal empreitada?
E me permita algo mais (voce tocou algo critico), o que eu ja sei, com relacao aos EUA, mas suspeito com relacao a Franca: até que ponto os franceses vao “transferir” essa tecnologia ?
Eduardo Simoes,
Meu caro, eu nao sei se voce sabe, mas a USAF ja tem varios esquadroes dos F-22 em status operacional. O que o Pentagono fez, foi apenas reduzir a encomenda inicial feita pela USAF.
Agora, no caso do Brasil, tem que haver uma pressao constante para que os projetos de defesa nao caiam no vazio.
Todo mundo aqui no site sabe muito bem, de que para o povo brasileiro e os politicos, o importante é o futebol, a copa do mundo de 2014 , o carnaval, as olimpiadas e por aí vai.
Só espero que os projetos da Copa do Mundo não venham a esvaziar a agenda da defesa.
sds.
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Ricardo, relaxe…. Também acho que peguei pesado!!! Me descupe; sou a favor de maior investimento; tipo, uma grande junta de especialistas trabalhando no projeto, onde várias instituições, em mais variadas áreas do conhecimento, fossem engajadas para a implementação do projeto, levando a uma redução do tempo do projeto.
Gostaria que fosse um projeto de prioridade máxima na área de defesa; tenho plena consciência da importância ímpar de um SSN, isso sem falar que já se poderia, no embalo, começar um projeto de um SSGN, submarino de ataque de cruzeiro, sendo esse tipo de submarino só operado pelos EUA e Rússia.
Tenho tanta confiança na capacidade de vocês engenheiros que tenho toda a convicção que voçes dariam esse “presente” para nossa Marinha, mas, nossos governantes não têm preocupação em nos defender, como rege a constituição; essa é a questão!!!
Abraço!!
Brasil potência!!!
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Ricardo Mello,
Obrigado pelo esclarecimento. Infelizmente, deve tomar muito mais tempo ainda, por causa to treinamento da tripulação. Você não acha?
Eu gostaria de notificar que comprei um jato Legacy. hehehehe. Sou milionário…
Já estou lendo o manual e brevemente estarei voando nessa máquina luxuosa.
No simulador, é claro.rsrsrsrsrsrs.
[]’s
Tadeu.
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Pessoal
Sem querer sair muito do tema… Devemos levar em consideração que: Há um processo de crescimento de nossa defesa, que apesar de lento, está se desenvolvendo concomitantemente à indústria, que ainda é muito insipiente, dado o tamanho de nossa economia.
Assim, enquanto essa indústria não tiver poder de persuasão através de um “Lobby legal” (projeto do Senador Marco Maciel que tramita há 10 anos), os projetos de defesa estarão sempre muito frágeis.
Sabemos que pode haver abusos por certos lobbies, vejam o caso americano do F-22, pois a indústria prioriza o que é mais rentável (caro) quando a concorrência não pode bater.
Mas por outro lado, vejam a pressão sobre o governo para que o projeto (F-22) não seja congelado! E olhem que o F-35, que é da mesma empresa, será o beneficiário direto.
Bem, isso é um processo muito lento, que uma demanda da parte do governo, gera mais receita para a indústria, que pode fazer mais pressão em sua causa.
O que temos de fazer é fiscalizar e isso será mais claro quando o lobby for legalizado e esses caras pararem de fingir que nos enganam e a gente fingir que acredita!
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Respondendo a Tadeu Mendes, 59;
Caro amigo;
O problema não é a matemática e física – portanto cálculos – não. Isso sabemos fazer e são leis universais. E os computadores ajudam.
Fica faltando somente combinar com as chapas e as soldas, para que elas aguentem o comprimir e descomprimir, normalmente bruscos.
Assim, o problema é anterior aos cálculos, e tem a ver com a altíssima tecnologia aplicada de metalurgia e solda, para que então, em segurança, possam os engenheiros, físicos e demais participantes do projeto, inclusive os computadores, partirem de uma base válida e confiável.
O que temos que adquirir é esse conhecimento. E depois desenvolver o ferramental para um casco de 9 metros de diâmetro, que mergulha fundo, muito fundo.
Respondendo a Tadeu Mendes, 68;
Caro Tadeu;
É correto quando voce diz que o sub nuclear dos franceses já existe. Existe para eles.
Mas não existe para nós. Disse em meu comentário anterior que existe um acordo entre as potências de não repassar tecnologia sensível. Isso significa PODER. E os franceses jamais romperiam isso. O acordo diz algo parecido, mas diferente. Fala em “ajuda”; “cooperação”…
Agora me dirijo a todos:
Uma das barreiras criadas com a parada técnica do nosso projeto de sub nuclear, é que a quase totalidade dos técnicos foi foçada a abandonar o projeto para se dedicar a outras atividades de forma a sobreviver, financeiramente.
E MUITO DO CONHECIMENTO QUE PRODUZIMOS, CONCENTRADO NAS PESSOAS, SE PERDEU E ENVELHECEU EM TERMOS DE IDADE.
Agora temos que recomeçar, e concordo com os engenheiros que se manifestaram de que os anos requeridos, não é um longo tempo.
_____________
Verdelouro :
E é justamente por causa desse desperdício que tenho medo de tanto tempo à frente. Se quisermos mais velocidade, podemos investir mais. Mesmo com a curva de tempo de aprendizagem, isso ajudaria bastante. É isso que eu quero.
Quero mais rápido. Vai custar mais tanto. Pagamos. Então, façam. Não essa conversa atual do governo “de vamos ver um dia”…. rs
Roberto
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Ricardo Mello,
Achei sua argumentação muito aceitável e esclarecedora. O que foi dito sobre engenheiros, sob a minha perspectiva, entendi como um desabafo quanto ao planejamento de recursos para tal projeto. Entendi desta forma, posso estar equivocado, mas tratou-se do desanimo de vários colegas (eu incluído) com um cronograma tão dilatado. Existem várias questões técnicas, de segurança, qualidade etc que não se fazem do dia para a noite e escapam a quem não é especialista.
Mas a questão em foco é: tudo isso foi levado em conta ou mais uma vez estão empurrando com a barriga, agora de uma forma que parece planejada? Mais uma vez cito a contratada nacional na empreitada (nada pessoal) mas é uma construtora civil, e com outras ramificações, que faz com maestria, mas será que ela tem a especialização para isso?
Como leigo acho que não, considerando tal hipótese não perderemos tempo (anos) com uma empresa tendo que aprender a lidar com essas estruturas tão complexas? E quanto ao AMRJ? e a Nuclep, que possui um corpo de engenheiros especializados e constrói além de vasos de pressão para usinas nucleares, também cascos para submarinos, não seria a candidata natural?
Certamente, a curva de aprendizado seria bem atalhada. São coisas que como leigo em engenharia eu talvez não perceba com precisão, mas que não deixa de suscitar uma grande desconfiança e cautela de como este programa está sendo conduzido.
Sds. cordias,
José Gustavo Lima
http://www.nuclep.gov.br/area_nao_nuclear.htm
http://www.nuclep.gov.br/area_nuclear.htm
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Parece que o General Lessa compartilha de muitos dos seus temores.
http://www.defesanet.com.br/pensamento1/gen_lessa.htm
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Tadeu,
Eu mencionei que não se tratava de uma comparação absoluta. Sei que o F-22 tem grandes diferenças tecnologicas em relação a o SNBR.
Meu ponto é que ambos os projetos são (foram) novos para quem os executam. Ainda não temos um Sub nuclear, certo? Mesmo que tenhamos um projeto, ainda não construimos e testamos um. É de se esperar que haja dificuldades neste processo.
Pena que nosso ´gap´ submarinistico seja ainda maior do que os encontrados no ramo aerospacial.
[]´s
Ricardo
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Frederico,
Realmente eu peguei o bonde andando. Azar ter embarcado no ponto errado. A mensagem isolada deu margem a outra interpretação. Desculpe-me.
[]´s,
Ricardo
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Ricardo de Mello,
Só tem uma coisa; o F-22 é um conceito novo, empregando tecnologia de ponta (cutting edge), certo?
Agora o sub nuclear não tem inovação alguma, ele já existe no CAD la na DCNS, portanto, nós não estaríamos desenvolvendo e testando tecnologia alguma e sim construindo algo que já existe.
Essa é uma grande diferença entre os F-22 e os Subs.
Alem do mais, não estamos falando de um sub balístico com 24 mísseis nucleares, não é isso, estamos falando de um mero sub cuja arma principal são os veneráveis torpedos, com um sistema de propulsão nuclear que já data 55 anos (o Nautilus da US NAVY foi o primeiro sub com propulsão nuclear e foi lançado em 1954). Portanto, vamos brincar de Revell, ou seja, é tudo o que eles vão fazer.
sds.
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Também sou engenheiro:
Civil e de Transportes
E não considero os comentários ofensivos. O assunto deve ser visto em todo o contexto (toda a conversa) e não apenas uma frase dita ou um tópico (comentário que era complemento de um anterior).
Quando li, sabendo a seqüencia, interpretei com toda a naturalidade.
O blog é um lugar para se discutir a defesa, mas também é um local de encontro de pessoas conhecidas.
A formalidade “pura” e ao pé da letra só enrijeceria o tema e afastaria o interesse de futuros leitores.
essa e minha opnião
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Ricardo Mello, não falei da profissão de engenheiro, pois meu irmão, minha cunhada e meu pai são engenheiros, portanto não é o caso (embora minha área seja a jurídica), o que eu quis dizer foi o descaso; a necessidade de se ampliar os engenheiros, se ampliar a participação de mais pessoas no projeto; se você tivesse prestado atenção no texto não teria feito esse comentário tão destoado, a crítica é na questão tão vagarosa que o projeto está sendo levado; outra, leia o primeiro comentário que fiz mais acima (esse que você cita é o segundo), saberia distinguir em que sentido eu falava.
Mas, não posso esquecer que os engenheiros entendem de cálculos, não de hermenêutica!!! rs
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Estou me sentindo um chato! hehehe
É claro que estamos sujeitos aos governos vindouros e suas vontades politicas. Mas não podemos esperar que o ciclo de projeto seja comprimido irrealisticamente para minimizar estes efeitos.
O 2023 é fruto de não termos mexido nossos traseiros no passado. Se desejassemos ter o SNBR em 2015, acho que tudo isto que esta acontecendo hoje deveria ter acontecido pelo menos há uns, sei lá, 5 a 7 anos atras.
Mesmo reduzindo o projeto do casco em 3 anos, só teríamos o bichinho por volta de 2020! hehehe
[]’s
Ricardo
___________
Ricardo :
Seja bem-vindo ao clube, rsrsrs
Mas eu falo dessa parada geral de quase 8+8 anos no projeto. Ele chegou a ser cancelado no governo Lula, o pessoal quer esquecer.
Por isso que eu temo que seu tempo já passou. Eu pensava que tínhamos o projeto de um SMB, Submarino Médio Brasileiro, com verbas, projetos e trabalhos sérios. Ele nos levaria direto ao SNB. Vejo hoje que nunca tivemos nada além de conversa fiada do governo. Entende minha decepção? Se depender de políticos, em vez de política de estado, estamos a pé mesmo.
Roberto Silva
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Roberto,
Mas 2015 é muito pouco! Principalmente considerando a integração e teste de equipamento nuclear.
Voltando ao exemplo do YF-22. Em 1981 iniciou-se o projeto ATF onde foi emitida uma especificação pela USAF que em 1986 transformou-se numa RFP respondida pela Lockheed e pela Northrop resultando num projeto de 50 meses onde foram desenvolvidos e testados os prototipos do YF-22 e do YF-23. Em 1991 o YF-22 foi selecionado e a Lockheed começou o projeto do F-22 visando sua industrialização. A previsão inicial era entregar a primeira versão operacional em 2004. O processo atrasou até final de 2005 quando ele entrou em serviço.
Bem, estamos falando em 5 anos de ante-projeto e prova de conceito mais cerca de 14 anos de desenvolvimento e teste. Sendo que a maior parte do tempo foi gasta durante os ensaios em vôo onde uma porção de problemas que variam desde não atingimento de metas de desempenho até problemas estruturais que custaram tempo e grana. Note que em 1991 o conceito (incluindo a furtividade) estava praticamente congelado. Isso sem faltar grana alguma!
Não estou comparando o F-22 ao SNBR em termos de complexidade absoluta. Mas o F-22 está para os EEUU dentro de seu estado da arte, assim como o SNBR está para o Brasil dentro do seu estado da arte. Sendo que nós temos que apelar para os franceses e estamos sujeitos a cortes de orçamento até o osso.
Por isso acho que não temos uma solução até 2015. Nem a Embaer, que domina o processo de projeto/integração de suas aeronaves faz um avião ‘completamente do zero’ em tão pouco tempo. Os ’simples’ Phenom 100 demoraram 4 anos.
E nem acho que os franceses (ou qualquer outro pais que fabrique SNs) entregariam em tão pouco tempo um submarino com nossa spec e com nossos reatores nucleares. A unica solução é comprar tudo pronto (mas de quem?). Neste caso, qual é o ganho, além do operacional?
O “Antes 2023 do que nunca” foi fraco mesmo… mas não consigo pensar em algo melhor se formos contemplar a aquisição do conhecimento tecnologico.
[]’s,
Ricardo
____________
Ricardo :
Seus argumentos são tão bons e qualificados que eu fico ainda mais desanimado com esse projeto do sub nuclear, rsrs, mas obrigado de qualquer forma.
Roberto Silva
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Roberto,
Minha visão de engenheiro diz que 15 anos são razoáveis para desenvolver um submarino nuclear, mesmo com apoio externo. A política só tenderia a atrapalhar, com os cortes de orçamento ou até mesmo num eventual cancelamento. Digo isso baseando-me em experiencias previas ou atuais como o AMX, o A-Darter
Projetos mais ’simples’ como o do A-Darter estão quase lá em termos de tempo de desenvolvimento. Incluindo nisto todas as questões politicas (que tendem a atrapalhar o trabalho técnico idealmente tocado a toque de caixa).
Qual seria a visão estratégica? Você disse:
“O projeto do submarino nuclear será totalmente brasileiro. Essa é a afirmação na matéria acima. Esse caminho está errado, pois demorará demais.”
Qual é o caminho certo?
“Uma parceria de verdade reduziria esse prazo para dois anos, se tanto”
Como os 15 anos se tornariam 2 anos? Eu não consigo uma resposta com minha visão de engenheiro… hehehe
Quanto ao “cuidado” que eu pedí, não foi no sentido de censurar… longe disso! Acho que este forum deve ser ilimitado – dentro do limite do respeito mutuo. E continuo achando que o comentario que eu citei foi ofensivo, desculpe-me se não conseguí interpretá-lo de outra forma. Talvez seja minha visão carteseana mesmo… hehe
Grande abraço,
Ricardo
___________
Ricardo :
Não, quando eu falei em 2 anos me referia ao projeto do casco, que levará 5 anos. Esse projeto já se arrastou demais e passou por muitos governos. Meu receio é esse. Em 2015, ele ainda estaria no meio do próximo governo de 8 anos. Em 2023 só Deus sabe se ainda teremos um Brasil soberano, e cortarão as verbas novamente várias vezes.
Não achei nada ofensivo de sua parte, só que não temos como cuidar de todos ao mesmo tempo, inclusive dos engenheiros, rsrs
Roberto Silva
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Tem mais…
Certamente o mundo será ‘outro’ em 2023. Não tenho dúvidas disso.
Não é esse o melhor argumento para jogar pedras no projeto e sua duração estimada (compatível com o porte da empreitada tecnica, ao meu modo de ver). Antes 2023 do que nunca.
Isso só quer dizer que acordamos tarde demais para a execução de nosso Submarino nuclear, apesar da inciativa já existir ha mais de 20 anos.
Das duas uma: ou a gente abre mão em termos esta tecnologia e botamos nossa viola no saco, comprando submarinos nas pratelerias internacionais. Ou encaramos esta de uma vez por todas e mostramos para o Mundo, mesmo que um Mundo ‘diferente’, que somos capazes de fazer o que poucos fazem.
Já demos algumas demonstracões de nossa capacidade com nossa industria aeronáutica, semeada há mais de 30 anos, e consistentemente desenvolvida. Poderiamos ter feito o mesmo com a industria naval nos submarinos… mas patinamos.
Não quero atrelar o assunto à politica. Mas creio que em qualquer país do Mundo, projetos de longo prazo (principalmente os militares) são de interesse político. Curioso, alguem achou alguma arma de destruição em massa no Iraque? Política é tudo… infelizmente (ou felizmente).
No caso atual, ‘felizmente’ pois mesmo que por caminhos eventualmente tortos, temos o vislumbre de ter os sonhados submarinos.
De fato, em breve nossos ‘preguiçosos’ engenheiros estarão aprendendo alguns truques na França, e uma mais base será construída. Depois teremos alguns Scorpènes por aí e, se tudo der certo, colocaremos nossos ’suados’ reatores nucleares utilizando nosso ’suado’ uranio enriquecido num ’suado’ casco brasileiro.
A gente pode! Vamos acreditar…
[]’s
Ricardo
___________________
Ricardo :
> Não é esse o melhor argumento para jogar pedras no projeto e sua duração estimada. Antes 2023 do que nunca.
Não é essa a melhor resposta ao não tão bom argumento, mas é o que temos, não ?
Não sou contra o SNBR, sou contra ele em 2023, aí é melhor partir para a produção de 8 Marlins em vez de apenas 4.
Claro que, se ele vier em 2015, a estória muda, e é por isso que quero brigar, rs
Há uma versão de que esses 4 marlins também receberiam reatores nucleares, de berço ou mais tarde… muita coisa não está sendo bem contada, e vários comentários nos mostraram isso… tomara que seja assim. Se não, prefiro o AIP em série.
Roberto Silva
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Lendo o blog eu lí algo que me deixou chateado:
“deve ter uma meia dúzia de engenheiros que só trabalham de 10:00 da manhã às 16:00 com duas horas de almoço e de segunda a sexta, com todos os feriados previsto e imprevistos e mais seus “imprensados” que porventura do calendário houver!”
É uma pena que haja uma visão generalizada tão superficial do trabalho de nossos engenheiros. Afinal de contas, se não fosse pelo seu trabalho (as vezes não entendido pelos leigos) estariamos fadados a sermos eternos compradores.
Devemos ter cuidado com nossos comentários pois alguns destes engenheiros ‘preguiçosos’ também participam deste forum (talvez nos momentos de extrema preguiça, ou nos feriados enforcados).
Não encaro meu trabalho desta forma. E pelo o que vejo ao meu redor, não creio que meus colegas assim o façam.
Agora, quanto ao assunto discutido aqui no Blog:
Sinceramente, não acho que seja um absurdo termos um submarino nuclear em 15 anos, considerando que toda uma infraestrutura para suportar seu projeto/construção será ainda instalada e toda uma curva de aprendizado no projeto e contrução dos subs convencionais ainda será trilhada.
Um ’simples’ missil IR como o A-Darter, cujo projeto conjunto com o Brasil começou em 2003 está previsto para entrar em serviço em 2015 (http://www.engineeringnews.co.za/article/target-date-for-missile-service-entry-revealed-2006-05-19), sem mencionar que o projeto foi especificado na Africa do Sul em 1995! Isso não o torna obsoleto.
Interessante: o YF-22 data do final dos anos 80 e inicio dos anos 90, que aviãozinho velho e desatualizado hein!
Tenologias não ‘caducam’ assim tão rapidamente (isso vale para televisores e notebooks, não para os materiais de emprego militar).
[]’s
Ricardo
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