Entrevista Com o Ministro da Defesa Nelson Jobim

Mídia : Jornal de Brasília

Data : 14/06/2009

Entrevista com o Ministro da Defesa Nelson Jobim

Como foi a criação do Ministério da Defesa?

Criado em 1999, o Ministério da Defesa teve um início um pouco complicado. Dois personagens foram importantes na criação do Ministério, os generais Alberto Cardoso (chefe do Gabinete de Segurança Institucional no governo Fernando Henrique) e Benedito Leonel, que era o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

Com a criação do Ministério e de seus comandos, encerrou-se o processo de transição. Do fim do governo Fernando Henrique ao início do governo Lula, começou o processo de consolidação democrática, que se dá pela subordinação dos militares à autoridade civil, princípio estabelecido na criação do Ministério da Defesa, e com a definição das políticas.

Um momento importantíssimo de consolidação nesses dez anos foi a aprovação, pelo presidente Lula, do Plano – que levamos um ano elaborando – de Estratégia Nacional de Defesa.

Quais são as prioridades definidas na Estratégia Nacional de Defesa?

São três grandes prioridades: a primeira é reorientar e reorganizar as Forças Armadas; a segunda, privilegiar a indústria nacional de defesa; e a terceira, tratar da questão do efetivo militar, do serviço militar obrigatório.

Por decisão política do presidente Lula, adotou-se uma visão diferenciada em relação ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica. Nosso problema não são os inimigos – o Brasil não tem inimigos e não tem nenhum problema de fronteira. Estes foram resolvidos até o início do Século 20.

Então, qual a estratégia para as Forças Armadas?

Hoje, a Defesa precisa se capacitar na grande estratégia decisória. Temos dois elementos fundamentais da estratégia: primeiro, um enorme país, com águas jurisdicionais em torno de 4,5 milhões de quilômetros quadrados, com extensão das 200 milhas para 350 milhas, por meio da fixação da borda externa da plataforma continental brasileira.

Com isso, temos um dado real: é impossível a presença do Exército, da Marinha e Aeronáutica em todo o território nacional. Aí, é preciso fazer opções e a opção básica é monitoramento e controle. O presidente da República fixa na Defesa o monitoramento e o controle como primeiro elemento estratégico para todo o conjunto.

Depois, vem a mobilidade, porque leva a presença. São 16,88 mil quilômetros de fronteira, inclusive na Amazônia, onde temos de estar presentes. As prioridades para a Amazônia são presença e monitoramento.

No geral, temos o monitoramento, mobilidade e presença. O monitoramento é feito a partir do espaço. Daí a importância do desenvolvimento do Projeto Alcântara (no Maranhão) de lançamento de satélites brasileiros para monitoramento do território e das águas. Não há como enxergar isso, a não ser do espaço, que precisa ser monitorado, com os soldados comunicando-se com suas forças e as forças entre si.

Daí, uma mudança fundamental prevista na Estratégia Nacional de Defesa, que é o fortalecimento do Ministério da Defesa, com a criação do Estado-Maior Conjunto da Defesa.

E como vai ser a atuação desse Estado-Maior da Defesa?

Vai fazer a integração das chefias de estado-maior das diversas forças para sairmos do modelo de ações singulares e passarmos a ações conjuntas.

Se o monitoramento é a nossa necessidade, e a mobilidade para a presença é uma condição, a mobilidade tem de ser concedida pela Força Aérea.

A ideia é usar os pelotões de fronteira na Amazônia e, no Exército, o módulo brigada, que se compõe de um complexo com capacidade de deslocamento rápido, como temos em Goiânia e no Rio de Janeiro.

O trabalho conjunto das Forças é fundamental. A Marinha, pelas suas funções básicas: de monitoramento, de controle, pela projeção de poder e negação do uso do mar.

Mas não existiam condições de ter centros de competência nas três Forças. Se tratássemos as três modalidade de forma igual, teríamos mediocridade em cada uma delas.

Depois de uma longa discussão, fixamos como prioridade da Marinha – e o presidente aprovou – a negação do uso do mar. Daí a estratégia da Marinha priorizando a negação do uso do mar, combinada com as demais formas.

Com isso, quais as necessidades que serão colocadas para as Forças Armadas?

Se existe necessidade de mobilidade e de ações conjuntas, a Força Aérea precisa de uma estrutura de deslocamento rápido. A aposta do Brasil é no projeto KC 390 da Embraer, um substitutivo do avião C-130, conhecido como Hércules, que tem capacidade para transportar 19 toneladas.

Temos um projeto com a França para construção do helicóptero 725. O raciocínio é de desenvolvimento da indústria nacional. Por isso, o helicóptero vai ser feito no Brasil, assim como há um projeto de construção de um submarino. Vamos construir no País os mecanismos de transporte.

O senhor fez uma redesenho do papel e da atuação das Forças Armadas. Isso implicará aumento de demanda de recursos orçamentários?

Temos algumas avaliações sobre os recursos necessários para construção dos submarinos, que vão custar de 6,6 milhões a 6,7 milhões de euros, mas é bom ressaltar que se trata de um projeto de 25 anos.

Além do projeto dos helicópteros com financiamento francês, temos o do novo Urutu, carro de combate que está sendo desenvolvido pela Fiat Iveco, em Sete Lagoas (MG).

Tudo isso requer investimento orçamentário, mas não é no orçamento deste ano ou do ano que vem. Estou falando de longo prazo.

A questão fundamental é que, até então, as ações e programas eram definidos pelos militares. Eram programas meramente setoriais e não havia comprometimento do governo com eles, uma vez que nós, civis, não queríamos saber de Defesa.

Lembro bem disso na Constituinte de 1988: falar em Defesa era falar em perseguição política. Esse tempo já passou, está superado. Agora, o poder civil assume sua função na estrutura de Defesa e, com isso, as ações de defesa deixam de ser setoriais e passam ser programas de governo. Muda, inclusive, a visão do problema orçamentário.

O presidente já assinou o contrato dos helicópteros e do submarino. E assinaremos, em 7 de setembro, com a visita do presidente (Nicholas) Sarkozy, os contratos finais. Estou indo à França na segunda-feira para acertar alguns detalhes.

O senhor esteve com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tratando dessa operação do submarino. O que ficou decidido?

A aquisição do submarino não depende apenas de recursos orçamentários, é uma operação de financiamento internacional. Tem um PL (projeto de lei) em um crédito especial, que será enviado ao Congresso, e também uma alteração de resolução da Cofiex (Comissão de Financiamento das Exportações). Tratei com o ministro do Planejamento dos problemas de contingenciamento de recursos orçamentários.

No caso dos helicópteros e do submarino, nosso prazo é 7 de setembro. Quem vai financiar a parte francesa é um conjunto de bancos. Esse problema está equacionado. O que temos que equacionar este ano, em que há uma restrição orçamentária forte, devido à queda da arrecadação, é a necessidade de alargar alguns prazos.

A grande percepção é que a Defesa não é mais um assunto exclusivo dos militares. O assunto está na mesa do presidente e do Congresso. No caso da indústria da defesa, teremos que alterar a legislação. Vamos ter que criar uma política da indústria de defesa do Brasil.

E quais serão essas políticas?

Deverá ter diferenciação na questão das contas públicas. Hoje não podemos, por exemplo, colocar chineses concorrendo com empresas brasileiras. Precisamos incentivar o desenvolvimento da indústria nacional. E tem algo que está na base disso tudo, que é a integração dos institutos de pesquisas militares entre si e com as universidades.

Temos tecnologia e estrutura industrial para esse desafio?

Temos. Os empresários estão animados. Temos que pensar que é na indústria da defesa que se fazem as grandes pesquisas. Evidentemente, a indústria da defesa não vive de vendas ao Estado, mas ela tem um braço de defesa, e esse braço de defesa é que viabiliza as pesquisas para investimento e desenvolvimento na parte civil.

Nós temos indústria de aço e outras indústrias que vão servir de matéria-prima. É com essas empresas que se pretende contar?

Não estamos falando só dos insumos, das commodities de maneira geral. Estamos falando também de tecnologia. Por exemplo, o Brasil tem urânio e capacidade de fazer o enriquecimento do urânio. Ou seja, essa tecnologia nós dominamos.

Na operação de resgate dos destroços do avião da Air France, as Forças Armadas deram uma grande demonstração de logística. Pouca gente tinha ideia do que era uma operação a 1.300 quilômetros da costa. Qual foi o aprendizado nessa operação conjunta?

Quando ocorreu o acidente, eu estava na Namíbia. Antecipei a volta ao Brasil e fui diretamente para Recife, onde me reuni com a Marinha e a FAB (Força Aérea Brasileira) lá no Cindacta 3 para examinar a situação. A FAB já tinha montado todo o processo logístico e foi definido o programa da Marinha. A montagem de tudo mostra que temos capacidade, cabeça.

Mostramos agilidade, integração e capacidade decisória. A primeira coisa que se esclareceu na reunião foi que temos um compromisso internacional de salvamento e resgate na área do chamado ACC Atlântico (centro de controle de voo responsável pelas rotas oceânicas), que já é além das nossas águas territoriais, onde ocorreu o acidente. Com isso, o custo para o cumprimento desse compromisso é nosso.

A operação mostrou também que precisamos ter uma base naval no Norte do País. A base naval brasileira hoje é exclusivamente no Rio de Janeiro. Temos que estabelecer uma base no Norte, tanto que uma das fragatas que se encontra operação saiu de Natal, no Rio Grande do Norte.

Qual é o custo de uma operação dessas?

Ainda não tenho esse custo. Como eu estou indo à França, pedi um levantamento aos nossos comandos da Marinha e da Aeronáutica. Já temos cerca de 100 horas de voo. Pedi também o número de milhas percorridas pelos navios.

Na operação, contamos com 12 aeronaves, sendo dois helicópteros. O acerto que se tem é que, para o resgate de corpos, que são trazidos pelos navios da Marinha até 250 milhas de Fernando de Noronha, e de lá são resgatados pelos helicópteros.

Outra informação do Comando da Marinha é que já estão aparecendo corpos além da área sob responsabilidade brasileira, ou seja, já sob a responsabilidade de Dacar (capital do Senegal). Mesmo assim, esses corpos estão sendo resgatados, e a operação continua.

Tudo que foi feito na operação de resgate dos corpos também demonstrou que as Forças Armadas precisam se modernizar em termos de equipamentos, ter embarcações mais ágeis, por exemplo. Precisam de uma tecnologia mais avançada?

A operação mostrou que precisamos nos capacitar mais, ter mais R99 (avião da FAB equipado com radar), que é vital. Precisamos também desse projeto de fabricação dos helicópteros, que é fundamental, o do Super Cougar. Temos intenção de produzir no Brasil 50 Super Cougar. A estratégia para o equipamento das forças está vinculada à capacitação nacional. Isso significa um enorme arrasto de tecnologia para o País.

E como está a nossa imagem internacional? O senhor acha que mudou a percepção sobre o Brasil?

Não tenho dúvida disso. Hoje o Brasil tem o respeito dos demais países por sua capacidade de organização. Um exemplo é que nós praticamente organizamos a Força Naval da Namíbia. Quando fui à Namíbia, foi curioso ver que, no país, cuja língua é o inglês, grande parte da Marinha fala português. Isso porque, entre marinheiros e oficiais, 146 pessoas estudaram na Academia Militar do Rio de Janeiro.

É evidente que isso nos exige pensar grande. Se pensarmos pequeno, nos encasulamos. O mundo está nos chamando a pensar grande. É um momento em que necessitamos ser audazes para avançar. Pensar grande é pensar como uma nação.

Não tem mais isso de conversar com o presidente Obama como se fôssemos sênior e júnior. É olho no olho. Não há nenhuma possibilidade de exigir do Brasil posições que não interessem ao País. Só fazemos o que nos interessa e temos autoridade moral para isso.

Nosso Comentário:

Podemos ressaltar alguns pontos da entrevista do ministro Jobim, e comentando entre parênteses :

Defesa não é mais assunto exclusivo dos militares, e sim política de governo. “O assunto está na mesa do presidente (Lula) e do Congresso”. (a sociedade teria acordado para o tema Defesa)

Um momento importantíssimo de consolidação do MD nesses dez anos foi a aprovação, pelo presidente Lula, do Plano – que levamos um ano elaborando – de Estratégia Nacional de Defesa. (a END consolidaria o MD)

O presidente da República fixa na Defesa o monitoramento e o controle como primeiro elemento estratégico para todo o conjunto. (da Defesa e das Forças Armadas)

No geral, temos o monitoramento, mobilidade e presença. O monitoramento é feito a partir do espaço. Daí a importância do desenvolvimento do Projeto Alcântara. (ele fala do lançamento dos satélites geoestacionários, do Programa SGB, aparentemente esquecido pelo governo atual)

O Estado-Maior Conjunto da Defesa vai fazer a integração das chefias de estado-maior das diversas forças para sairmos do modelo de ações singulares e passarmos a ações conjuntas. Se o monitoramento é a nossa necessidade, e a mobilidade para a presença é uma condição, a mobilidade tem de ser concedida pela Força Aérea. (os meios para a mobilidade da FAB serão prestigiados nos orçamentos futuros)

Depois de uma longa discussão, fixamos como prioridade da Marinha – e o presidente aprovou – a negação do uso do mar. Daí a estratégia da Marinha priorizando a negação do uso do mar, combinada com as demais formas. (a Marinha irá priorizar a negação do mar, mas não escapará de combinar isso com monitoramento, controle e projeção de poder no Atlântico Sul)

Se existe necessidade de mobilidade e de ações conjuntas, o Brasil apostará no projeto KC-390 da Embraer e no helicóptero EC-725 da Helibrás, com foco no desenvolvimento da indústria nacional. (esses dois serão os principais vetores da forte mobilidade que virá)

Tudo isso requer investimento orçamentário, mas não é no orçamento deste ano ou do ano que vem. Estou falando de longo prazo. Agora, o poder civil assume sua função na estrutura de Defesa e, com isso, as ações de defesa deixam de ser setoriais e passam ser programas de governo. Muda, inclusive, a visão do problema orçamentário. (finalmente, fala-se em programas de governo, como sendo do estado em si, com orçamentos montados a longo prazo, tendo continuidade e passando por vários governos)

A grande percepção é que a Defesa não é mais um assunto exclusivo dos militares. O assunto está na mesa do presidente e do Congresso. Teremos que alterar a legislação, (para) criar uma política da indústria de defesa do Brasil. E tem algo que está na base disso tudo, que é a integração dos institutos de pesquisas militares entre si e com as universidades. (seria uma integração dos isolados institutos com universidades e indústrias, gerando massa crítica a médio e longo prazos, com PD&I buscanndo tecnologias avançadas de emprego DUAL, civil e militar, tudo planejado e comandado pelo governo)

A operação de resgate dos destroços do avião da Air France trouxe ensinamentos para o País. Temos que estabelecer uma base no Norte, tanto que uma das fragatas que se encontra operação saiu de Natal, no Rio Grande do Norte. (a END prevê 3 Frotas com 2 novas Bases Navais no país, mas será que ele fala do Norte como algo geral, e a primeira base será no Nordeste, em Natal?)

A operação mostrou que precisamos nos capacitar mais, ter mais R 99, que é vital. A estratégia para o equipamento das forças está vinculada à capacitação nacional. Isso significa um enorme arrasto de tecnologia para o País. (por que não prestigiar a Embraer então, trazendo à tona novamente o projeto de Inteligência que a FAB encomendou sobre a plataforma 190/195 há alguns anos?)

O mundo está nos chamando a pensar grande. É um momento em que necessitamos ser audazes para avançar. Pensar grande é pensar como uma nação. Não há nenhuma possibilidade de exigir do Brasil posições que não interessem ao País. Só fazemos o que nos interessa e temos autoridade moral para isso. (veremos isso com o tempo, mas a nova atitude é corretíssima, pois a época de país vira-latas já passou, e a nova época será guiada pela epopeia do Pré-Sal)

Roberto Silva

DEFESA BR

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30 Comments »

 
  • Edmar says:

    Caros Amigos.:

    Aparentemente, os politicos estão acordando e vendo a situação das “Forças Armadas” , o que é muito importante.

    Nossos vizinhos estão se armando (Venezuela e Chile), alguns estão com projetos de modernizando de seus equipamentos (Peru e Argentina), e por isso é fundamental as nossas forças também se armarem rápidamente.

    Agora, o principal é a chegada dos novos caças do FX2, que será um passo importantíssimo.

  • BRASÃO RJ says:

    Observei que alguns comentaristas aqui já entenderam que o Rafale venceu nosso FX! O Marcos s. e o Romildo! Eu espero que sim, pois não aguento mais ver meu pais tão desarmado! A vantagem do Rafale é ser tambem um caça naval!

    Romildo, você tem razão em lamentar a aprovação do serviço militar facultativo. Eu mesmo, em 1988, não queria servir de jeito nenhum, mas fui obrigado a servir no EB (GRAÇAS A DEUS). Até hoje sou grato ao meu pais por ter sevido no 19º BTL Marechal Bitencurt.

    Inicialmente, eu torcia pelo SU-35, mas esse foi retirado da concorrencia, então passei a torcer pelo F18 (acho esses dois caças intimidadores). Mas se der Rafale será muito bem-vindo ao Brasil!

  • BRASÃO RJ says:

    Já estou sabendo que, alem dos ingleses, os alemães agora tambem pretendem bagunçar com nossa defesa. No caso dos alemães é devido ao cancelamento do excelente submarino alemão U214!

    Achei de fato que isso foi uma grande mancada das autoridades brasileiras, afinal os alemães sempre nos passaram tecnologia! Eu sempre defendi aqui que deveríamos manter os alemães em paralelo com os franceses, que deveríamos ter no minimo 15 subs convencionais, sendo 10 a diesel e 5 AIP e mais 5 nucleares! Mas não…. agora os alemães engrossam as fileiras dos ingleses contra nós!

  • Tadeu Mendes says:

    Romildo,

    Se eles (MD) oferecerem um bom soldo, um plano de carreira com a profissionalizacao da tropa, digamos, um contrato que pode ter opcoes entre, servir por 1,2,3 ou 4 anos, com os devidos incentivos monetarios, incluindo bolsa de estudos; a coisa vai funcionar.

    Temos milhoes de jovens brasileiros com aptidao militar, e outros milhoes que servem por obrigacao. Eu prefiro a primeira opcao.

    Os EUA tem todo o seu efetivo formado por voluntarios. Ninguem aqui serve por obrigatoriedade.

    sds.
    ___________

    Tadeu :

    Tem muita gente que desconhece que, para milhões de jovens pobres, a vida só dá 2 chances : ser jogador e servir o exército. Fora isso, nada. Torço que, qualquer que seja o modelo, funcione bem para eles e para quem queira servir.

    Roberto Silva

  • Romildo says:

    Roberto,

    Nao, no END sao definidos TRES Eixos Estrategicos, o Terceiro é exatamente:

    - Política de composição dos efetivos das Forças Armadas.

    (Copiado do Blog)- O terceiro eixo estruturante versa sobre a composição dos efetivos das Forças Armadas e, conseqüentemente, sobre o futuro do Serviço Militar Obrigatório. Seu propósito é zelar para que as Forças Armadas reproduzam, em sua composição, a própria Nação – para que elas não sejam uma parte da Nação, pagas para lutar por conta e em benefício das outras partes. O Serviço Militar “Obrigatório” deve, pois, funcionar como espaço republicano, no qual possa a Nação encontrar-se acima das classes sociais.

    Serviço Militar “Facultativo” foge totalmente da filosofia do Plano de Defesa. É interessante notar que o Plano foi apresentado no Congresso, foi debatido com a Comissao das Forças Armadas naquela Casa, foi ENDOSSADO por eles, e aí aparece uma anomalia desta. Será que isso não seria “revenge” do Romero Jucá por causa da demissão do parente da Infraero-PE? Muita das vezes, nossos politicos agem apenas por interesses próprios, nunca no interesse maior, da Nação.

    Romildo

    _____________

    Romildo :

    Em vez de “muitas vezes” eu diria “sempre”, rs

    Curioso isso tudo, não ? Veremos no que vai dar…

    Roberto Silva

  • Romildo says:

    Caro Roberto,

    As coisas começam a acontecer, uma a uma, infelizmente, contra o END. Ontem, A CCJ do Senado aprovou um dispositivo tornando o serviço militar “facultativo”, ou seja, só servirá quem quiser.

    A triade do END estará quebrada quando esta “lei” for à votaçao no plenario, e possivelmente, aprovada. Tentaram amenizar estendendo a idade do serviço militar entre 19 e 45 anos, mas acho que para forças armadas profissionais na funçao primeira, já estamos no prejuízo.

    Romildo

    ____________________

    Romildo :

    Não me lembro bem, mas não é isso que a END propõe?

    Roberto Silva

  • Romildo says:

    “O presidente já assinou o contrato dos helicópteros e do submarino. E assinaremos, em 7 de setembro, com a visita do presidente (Nicholas) Sarkozy, os contratos finais. Estou indo à França na segunda-feira para acertar alguns detalhes.

    Amigos, a mim parece que os Rafales ganharao o FX-2 da FAB, parece-me que a França será nossa principal parceira na área militar e tecnológica. Bem, se for, que seja bem-vinda, que aconteça o melhor para o Brasil. Só sei que precisamos urgentemente de meios militares capazes de intimidar quaisquer países que queiram nos ameaçar.

  • philip says:

    Uma boa intrevista e com otimos argumentos. Espero fervorosamente que todos as palavras do senhor Jobim se concretizem, assim teremos nossas forças armadas correspondendo com o que esta escrito na END.

    Quando ao que falaram aqui sobre pressão contra nosso sub nuclear, dessa eu nao sabia, mas ja era algo de se esperar né. Infelizmente.

    abraço a todos

  • Shido says:

    Roberto me explique por favor o que o Ministro quis dizer com a negação do uso do mar. Não entendi
    _________

    Shido :

    Segue interessante link sobre o assunto :

    http://piratininga.wordpress.com/2008/08/11/a-negacao-do-mar-ou-projecao-de-poder-sera-uma-jeune-ecole-a-brasileira/

    Roberto Silva

  • xd says:

    @Tadeu Mendes

    Támbem acho que não iria dar certo uma base lá.
    Há uma diversidade de espécies marinhas, algumas já estão sendo prejudicadas pelo aumento constante de população e turismo. Com uma base então…
    Há outras soluções, como o Roberto disse.

  • Tadeu Mendes says:

    Roberto,

    Tai um poder de barganha poderoso. Ou eles nos “ajudam”, ou nós os ajudamos a nos ajudarem (no tapa).

    Esse é o problema, meu caro. Ninguem quer ter concorrente. Ninguem quer enfrentar um pais dotado de poder belico nuclear. Por isso, vao cozinhar essa transferencia/capacitacao em banho maria.

    Vamos ter que aprender a chantagear, como a Coreia do Norte faz; vamos ter que aprender a desenvolver tecnologia na enrustida, como o Irã faz; como o Paquistao fez, vamos ter que aprender a copiar descaradamente como os chineses fazem e, finalmente, aprender engenharia reversa, como os americanos, russos, italinos, franceses, ingleses, israelenses…

    Quem for livre de pecado (espionagem), que atire a primeira pedra.

    sds.

  • marcos s. says:

    A única referência que achei foi positiva aliás e não negativa.

    “CRE: França garante tecnologia militar e nuclear ao Brasil”

    RELAÇÕES EXTERIORES

    Boletim da CRE / Senado, Nº 07 — 15 de junho de 2009 Diplomacia Parlamentar França garante tecnologia militar e nuclear ao Brasil

    “O Presidente do Senado da República Francesa, Gérard Larcher, garantiu apoio político do Congresso de seu país aos programas de reequipamento das Forças Armadas que constam da Estratégia Nacional de Defesa brasileira. Em visita à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal (CRE), ele afirmou que há plena disposição para transferir tecnologias sensíveis ao Brasil.

    — “A França é um país independente, com indústria de defesa própria e que, por isso, pode transferir tecnologia sem nenhum problema, inclusive os códigos-fonte (programas de computador que controlam equipamentos militares modernos, como aviões de caça). Estamos prontos a colaborar com os projetos do Brasil, seja na Marinha, no Exército e na Aeronáutica” — ressaltou. Ele estava acompanhado por seu Vice-Presidente, Roland du Luart (que preside o grupo de amizade França-Brasil); e do Presidente e dos Secretários da Comissão de Relações Exteriores, da Defesa e das Forças Armadas, Josselin de Rohan, Jean-Louis Schroedt-Girard e Olivier Delamare Debouteville, respectivamente. O Brasil irá construir helicópteros e submarinos (inclusive nuclear) com tecnologia francesa. Um avião de caça, o Dassault Rafale F3, participa do programa F-X2 da FAB.Larcher também destacou a possibilidade de cooperação na exploração pacífica da energia nuclear:— “Temos reatores de nova geração que reduzem a produção de dejetos radiativos. Oitenta por cento de nossa matriz energética hoje vem de usinas nucleares. Para conseguirmos a aprovação da opinião pública, ampliamos a segurança de nossas plantas, que também produzem menos rejeitos.

    Também privilegiamos o desenvolvimento de energias limpas, como a eólica e a obtida por biomassa, e que oferecem campos interessantes de cooperação entre nossos países”. Guiana

    Integravam a comitiva os senadores Jean Besson, Vice-Presidente do grupo de amizade França-Brasil, Georges Patient e Jean-Etienne Antoinette. Os dois últimos representam o Departamento Ultramarino da Guiana no Legislativo francês. Eles participaram de uma reunião preliminar com parlamentares da Amazônia e com o Vice-Governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho.

    Na ocasião, levantaram a possibilidade de se criar um grupo interparlamentar para analisar a situação dos brasileiros na Guiana.

    A província ultramarina francesa, que abriga o Centro Espacial de Kourou, tem uma população de 200 mil. Desse total, 60 mil são brasileiros, um terço deles em situação irregular. A grande maioria trabalha em garimpos ilegais. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy assinaram uma parceria estratégica em fevereiro de 2008. Dentre as propostas a serem implementadas está a construção de uma ponte sobre o Rio Oiapoque, que ligará os dois países. Graças à Guiana, o Brasil é o país que compartilha a maior fronteira terrestre com a França.”

    ____________

    Marcos :

    O presidente do Senado Francês, Gérard Larcher, esteve ontem no Senado.

    > Graças à Guiana, o Brasil é o país que compartilha a maior fronteira terrestre com a França.”

    Que interessante essa abordagem da matéria…

    Roberto Silva

  • Al Carvalho says:

    Antonio Alvaro Guedes

    Sr. Antonio A. Guedes, parabéns pelo comentário!!! Se me permite, só discordo um pouco na ordem das coisas; acho que o nacionalismo, civilismo, sem xenofobia, fundado na cidadania e capitalista como base econômica, precede a tudo, para que o Brasil esteja acima de tudo, exceto de Deus!!!

    Aliás, o Brasil é um grande presente de Deus e justamente por isso, nossa responsabilidade sobre os destinos da nação e do País é majestosa e nobre. Faço minha as suas palavras, mas Viva o povo brasileiro e o Brasil!!!…rs…rs…

    Sds. verde-amarelas!!!
    Um grande abraço

  • marcos s. says:

    Roberto

    Você sabe alguma coisa sobre essa pressão da europa para o Brasil não ter seu submarino nuclear?

    Não me parece vir boa coisa por aí.

  • Tadeu Mendes says:

    Amigos,

    O que o Braz mencionou (pressao dos Ingleses), eu ja havia reportado sobre o mesmo aqui no site. So que, alem dos ingleses, o Uniao Europeia, ta colocando mosca na nossa sopa, por causa dessa transferencia/capacitacao, na construcao do sub nuclear.

    Estamos num mato sem cachorro. Vamos ter que fazer como as potencias fizeram e ainda fazem: espionar, copiar, fazer engenharia reversa, corromper funcionarios estrangeiros (prometendo uma casa em Buzios e uma garota do Luciano Huck como amante, rsrsrs), extorsao, infiltração, ou seja, vale tudo, quando o assunto e obter tecnologia sensivel.

    Para me corromper, basta apenas uma garota do Luciano Huck, hehehehe.

    sds.

    ________

    Tadeu :

    Basta anunciar que se não concordarem com nossos planos voltaremos a construir bombas atômicas…. rapidinho eles sentam na mesa e negociam 10 submarinos nucleares, com todo mundo ajudando no que puder e não puder.

    Roberto Silva

  • Tadeu Mendes says:

    Amigos,

    Diga-se de passagem que a pista la em Fernando de Noronha foi construida pelos americanos durante a Segunda Grande Guerra.

    Quem sabe, o que é no momento um paraíso turístico, também não passe a ser ponto estratégico, dentro dos planos da END???

    sds.

    ______________

    Tadeu :

    Os ambientalistas (sempre eles) iam chorar horrores e cair em cima do governo. Mas a opção pode ser ir em frente e mandá-los praquele lugar, rsrs

    Quem sabe uma solução não seria construir uma base naval na Baía do Sancho ou a Praia do Atalaia ?

    Sinceramente ? Aquilo lá é lindo demais pra se estragar com uma base naval de verdade, hehehe

    Agora, talvez não custasse nada deixar uns 4 caças interceptadores de prontidão lá, a turma de bermudas, uma rede, um coco, mulheres a rodo, hehehe, muita birita, kkk… também não ia dar certo…

    Roberto Silva

  • BRASÃO RJ says:

    Fiquei preocupado com esse comentário do Braz!

    (Acho que o Jobim também desconhece o risco de que a assistência francesa para a construção do SNB vá por água abaixo por pressão dos ingleses, que não querem submarinos nucleares sul-americanos patrulhado o Atlântico Sul. Acredito que tenham medo de uma nova aventura argentina nas ilhas Malvinas/Falkland com apoio brasileiro, que bloquearia o Atlântico Sul com nossos SNB.)

    Se essa desgraça se concretizar será uma grande demonstração de fraqueza do nosso governo! Afinal, somos uma democracia, nunca atacamos nenhum pais sem motivo, não queremos nada com as Malvinas. É muito abuso dos ingleses essa intromissão. E sabemos que tambem não é nenhuma novidade os franceses recuarem após alguma pressão, assim como fizeram com a Argentina e Israel! Espero que a França seja digna de nossa amizade e demonstre lealdade! Espero que a França use de sabedoria e inclusive entre no projeto PAK-FA junto com Brasil, India, Russia e China!

  • alano gurgel says:

    Braz. Concordo contigo, mas não foi erro do ministro em dizer que o Brasil não tem inimigos. Foi política de boa vizinhança com os “amigos” bolivarianos.

    Quando nossos amiguinhos tiverem armas para a guerra aí sim vamos ver até onde vai esta amizade. Não ouvi o ministro falar sobre FX-2 e quanto ao submarino me deixou preocupado a questão inglesa.

    O Brasil não deve e não pode se meter nunca na questão das Ilhas Malvinas. Argentinos que resolvam seu problema britanico. Isto não pode ser motivo para França não fechar logo este contrato dos submarinos.

    Até quando vamos esperar o resultado destes projetos FX, Sub, fragatas, etc? Até os amiguinhos terem tudo isso antes de nós?

  • Carlos Hayata says:

    Venho analisando este site há muito tempo! Já virou rotina observar os comentarios e Está todo mundo de parabéns! e peço a vcs que prestem muita atenção no comentário do Antonio Alvaro Guedes, muito bom e plausível! Todo brasileiro tem que ler as palavras desse cidadão!!Estratégia está em curso…

    Ditadura Militar Deu Lugar A Ditadura Politica!!Brasil só irá para frente no dia em que esse regime politico for à falencia!!

    Estrategia infinita tem que ser implementada para garantir nossa soberania para um todo sempre !Essa END é pura baboseira do senhor Jobim e cia politica!!O Brasil tem que fazer um planejamento para longo prazo (infinito).

    Nao se esqueçam disso a gente só vai precisar de (UNIÃO) DE TODOS BRASILEIROS OU NO MINIMO SUA MAIORIA PARA CONQUISTAR ESSE LUXO SUPREMO!!

    Quando eu for o chefe da nação, rs… a primeira coisa que vou fazer é prender BRASILIA PARA AVERIGUAÇÃO! Prender todos os politicos ladrões!!

    Roberto Silva….Ditadura Politica é pra Tu analisar e lança no Defesa Br!!Vamos divulgar e alertar o Brasil Sobre DITADURA POLITÍCA!!!

    DIGA NÃO À DITADURA POLÍTICA !!!

  • Douglas says:

    Só uma perguntinha… cade o Braz??? E os seus cometários dignos de jornalista de primeira???
    __________

    Douglas :

    Foi só você perguntar, que o Braz reapareceu em grande estilo, rs, eu também estava sentindo falta dos comentários dele.

    Roberto Silva

  • Francisco Braz says:

    Bom… Vamos aos fatos.

    A entrevista, além de obviamente direcionada, demonstra a dificuldade de Jobim fornecer informação sem entrar em detalhes delicados. O acidente, como já disse em outros comentários, longe de demonstrar um país preparado, mostrou mais uma vez a nossa capacidade de adaptação e improviso, além de mostrar a capacidade de resposta de nossos mal pagos e mal equipados militares. Foi excepcional! Coisa de gente que vive e respira verde-amarelo.

    A importância das patrulhas constantes de nossas águas na fronteira das internacionais também ficou clara. Nosso primeiro navio a chegar no local do acidente foi um navio da classe “Grajaú” em menos de 24 horas após o sinistro. Cá entre nós que ninguém nos ouça… Foi uma tremenda sorte, afinal de contas não temos tantos navios quanto precisamos e a presença de um deles na região foi uma tremenda coincidência. Talvez as coisas melhorem com a entrada em serviço dos novos navios de 500 toneladas (classe Macaé). Talvez.

    Outro improviso… O R-99… Meu amigo, não fazia idéia de que o radar de vigilância dele fosse tão eficiente no mar, mesmo assim a sorte novamente manifestou-se a nosso favor. O EMB-145 (aeronave base do R-99) não foi projetado para longas patrulhas em área tão extensa nem tão distante da costa, como a região em que aconteceu o acidente. Qual o fator sorte? A proximidade da base de Fernando de Noronha.

    Operando na Amazônia, o R-99 conta com inúmeros aeroportos para reabastecimento. No mar, as coisas se complicam demais. Se suas missões fossem lançadas da costa brasileira, o R-99 não ficaria tempo suficiente para localizar nada.

    Muitos acreditam que a FAB pagou o maior mico comprando os P-3 Orion em detrimento do P-99 (novamente o EMB-145 para patrulha marítima). Grande engano. O P-99 só poderia efetuar patrulhas, a exemplo do P-95 (Banderulha), próximas da costa, pois não tem autonomia de vôo nem volume de carga para dar cobertura na mesma área que o P-3.

    SE aprendemos algo com esta sucessão de improvisos e ondas de sorte, a FAB começará a trabalhar com a Embraer em um projeto usando o EMB-190. Diga-se de passagem que a falta de espaço do EMB-145 foi que causou o cancelamento da concorrência das aeronaves de inteligência e controle que a Embraer/Lockheed Martin venderiam, se me lembro bem, para o US Army. O negócio deu para trás porque o EMB-145 não tinha capacidade de acomodar todos os equipamentos que seriam necessários. Ganhou, mas não levou.

    Acho que o Jobim também desconhece o risco de que a assistência francesa para a construção do SNB vá por água abaixo por pressão dos ingleses, que não querem submarinos nucleares sul-americanos patrulhado o Atlântico Sul. Acredito que tenham medo de uma nova aventura argentina nas ilhas Malvinas/Falkland com apoio brasileiro, que bloquearia o Atlântico Sul com nossos SNB. Eles sabem bem que tipo de estrago uma embarcação dessas pode fazer com a sua frota. Talvez Sarkozy não tenha boas noticias para nós no tão propalado 7 de Setembro.

    Quanto às três frotas da MB, há quem diga que na realidade serão duas. No Nordeste e no Rio de Janeiro. Mas isso ainda é só especulação. O posicionamento das duas outras frotas planejadas, o mais lógico, seriam Recife e Belém (ou Manaus). Caso confirme-se que a localização da frota do Nordeste será sediada em outro lugar que não Recife ou Fortaleza, bom, digam adeus à terceira frota.

    Jobim comete um outro engano na entrevista. O Brasil não tem inimigos. É… Pelo menos não declarados, mas as atitudes de nossos vizinhos não tem sido nada amigáveis. Se existe uma onda de revisionismo de contratos assinados legalmente em outros governos, o que nos garante que não irão revisar os tratados de fronteiras?

    Notem como o Paraguai tem evocado a guerra que eles começaram e perderam. As coisas ainda não ficaram mais feias porque eles precisam desesperadamente de nós e, mesmo em frangalhos, nossas forças armadas ainda dão banho em todos eles juntos. Mas esta situação não perdurará para sempre e aí é que quero ver se não temos, realmente, disputas de fronteira.

    Não discordo da forma que o governo tem tratado alguns desatinos de vizinhos ruidosos, pois no momento que abusarem da sorte ninguém poderá dizer que o Brasil não tentou de tudo para evitar um “pega-pra-capar”. É bom lembrar que forças armadas eficientes são construídas em tempos de paz e não no calor da batalha.

    Mas em um ponto concordo com Jobim (não dá para discordar de tudo). O Brasil forma vários militares estrangeiros. Principalmente africanos e sul-americanos. O AMRJ, ainda que caindo aos cacos e sobrevivendo de um ou outro programa de atualização ou de reparos em navios da Petrobras (ou a serviço dela), vira e mexe recebe uma comitiva estrangeira lá. Nossas academias militares não formam apenas brasileiros.

    Em resumo… Não podemos contar com a sorte e o improviso o tempo todo. Temos compromissos internacionais e, se queremos ser ouvidos em questões mundiais, devemos estar prontos para agir como potência. Já não é uma questão de pensar grande ou pequeno, mas de agir de acordo com a posição que almejamos.

    Bem, por hoje é só pessoal!

    []´s

  • Antonio Alvaro Guedes says:

    Roberto, precisamos de um PAC realmente acelerado para nossas FFAA.

    Temos de pensar em reduzir ao máximo nossa dependência tecnológica, reavivar nossa indústria bélica, nossos serviços de inteligência e informação. Aumentar e melhorar nosso nível educacional, acrescentnado o espírito cívico e patriótico.

    URGENTEMENTE!!!

    ______________

    Antonio :

    Concordo, é tudo urgente. Li que a ABIN está sendo reformulada e vai partir para o mundo, finalmente.

    Com um orçamento em 2008 de R$ 220 milhões, a ABIN só tem adidos na Argentina, Colômbia e Venezuela. Ela sofre com sucateamento e com enorme falta de pessoal. De 1,6 mil funcionários, ela deverá saltar para algo como 6 mil.

    A reformulação do sistema brasileiro de inteligência é necessário porque a sua política nacional data de 1999, na era FHC, um outro Brasil.

    Roberto Silva

  • Antonio Alvaro Guedes says:

    Não podemos descartar a engenharia reversa. Nossas embaixadas deveriam ter um adido, enrustido, com formação técnológic e científica para trazer informações para o Brasil. Acredito que o Brasil está há um bom tempo, em guerra. O Gen. Gélio Fregapani (que entende do assunto) e outros estudiosos assim o afirmam.

    É a guerra de quarta e quinta gerações. Uma guerra de inteligência. O principio do divide et impera. Conquistar sem dar um tiro sequer.
    Seus instrumentos são a cooptação, corrupção, influência cultural, infiltração, guerra suja etc.

    Usam mais das chamadas Ciências Humanas: psicologia, antropologia, neurolinguística, propaganda, propaganda subliminar etc. São armas, tão poderosas como as de destruição em massa.

    Conquistam os espíritos e os tornam servos até mesmo irracionais já que nem a lógica, a crítica, o método científico, os alcança. O transporte para tal desígnio é a mídia (meios, mensagens e as pessoas que as controlam), a internet, institutos, políticos, Ongs, etc. A chamada “Elite do Poder” (a elite branca de olhos azuis do Lula?) seus controladores e cúmplices.

    Não é uma guerra de países, mas das grandes corporações em suas sedes, onde estão os seus senhores. Seu objetivo é a conservação e ampliação do seu domínio econômico.

    A ambição desmedida e inconseqüente veio á tona no governo Bush e seus quase iguais que ainda estão no poder, principalmente na Europa. A Otan é seu instrumento da guerra “convencional”. Quem é seu inimigo?

    A Rússia só não está na Otan por causa da China. Funciona como um país tampão.
    Os bons princípios humanísticos como: Democracia, Direitos Humanos, Meio Ambiente e, mais recentemente, a Luta Antiterrorismo são manipulados de forma que mesmo um espírito menos crítico pode entender.

    Guantânamo, Arábia Saudita, Irã, 70% da emissão de CO2, armas nucleares, a maior população carcerária do mundo, bancos lavadores de dinheiro, pesca predatória em alta escala, históricos de genocídios, destruição do meio ambiente, extinção de espécies, colonialismo,as plantations, o ópio e as drogas, armamentismo, racismo, preconceitos etc, é a folha corrida destes senhores que tentam passar a culpa e o ônus dos seus crimes históricos e atuais às suas vítimas.

    A desqualificação dos que ousam denunciar tais questões, são classificados como adeptos das teorias conspiratórias. Iguais aos que acreditam em invasores Ets, no Monstro do Lago Ness, no Pé Grande etc.

    O Brasil está sob grave ameaça. Está sendo atacado. Somos a maior potência energética do mundo, inclusive a alimentar, a mais cara de todas as energias, tem ainda como bonificação as proteínas. Podemos alimentar o mundo sem nenhum ufanismo idiota. Único país capaz da autosuficiência por muitos séculos.

    Falta-nos as coisas que nos foram e ainda são negadas: educação, patriotismo, tecnologia, espírito nacionalista pragmático sem xenofobia e prepotência, civismo e civilismo.

    Água, sol e terra, minerais de todos os tipos e agora imensas jazidas de petróleo.

    Podemos ter um padrão de vida sustentável muito superior aos países ricos e insustentáveis que aí estão a nos “embromarem”. Seu subsolo contém os minerais mais raros, 97% do Nióbio; p. ex., é brasileiro mas controlado por outros.

    Encontramos a 3ª maior reserva de potássio do mundo que poderá nos tornar auto suficientes em fertilizantes, onde na nossa balança de pagamentos no agronegócio, corresponde a 40% dos custos, uma economia de US$ 15 bilhões. Não é justo que os donos destas riquezas, o povo brasileiro, vivam em indigência e ignorância, manipulados.

    Saudações patrióticas. Viva o Brasil!

  • Esdras Souza says:

    Roberto, no último paragrafo da sexta pergunta o ministro fala de assinar os contratos finais em 7 de setembro. Não sei não, mas está parecendo que o Rafale está mais perto do que nunca de ter a nossa bandeira…
    ____________

    Esdras :

    “O presidente já assinou o contrato dos helicópteros e do submarino. E assinaremos, em 7 de setembro, com a visita do presidente (Nicholas) Sarkozy, os contratos finais. Estou indo à França na segunda-feira para acertar alguns detalhes.”

    Creio que ele falou em assinar os contratos finais em 7 de setembro, mas dos helicópteros e submarinos… mas quem sabe?
    ;)

    Roberto Silva

  • Fabiano says:

    Eu detesto este Ministro da Defesa. Não sabe nada sobre soberania nacional. Primeiro quero criticar as prioridades definidas nesta Estratégia Nacional de Defesa.

    Para mim, a primeira prioridade é reequipar as forças-armadas brasileiras, não reorientar e reorganizar. Este cara está maluco??? E na hora do combate, como é que fica?? Cadê os óculos de visão noturna para os soldados do Exército Brasileiro?? Cadê os novos fuzis de assalto para substituir estes jurássicos Para-Fal??? Cadê os novos tanques de guerra com blindagem reativa, para realmente suportar um impacto de calibre grosso??? Cade o novo programa de modernização do soldado ( LAND WARRIOR)???

    A segunda prioridade não é privilegiar a indústria nacional, mas sim desenvolve-la e prioriza-la sempre!!! Os americanos tem uma doutrina “Buy America”. Recentemente, cancelaram o vencedor da licitação para um novo avião reabastecedor, porque foi da marca EADS européia. Fantástico!!! Deram a vez para a BOEING, americana!!! Que exemplo!!! Mais uma coisa. Priorizar não é dar vantagens somente para uma fabricante. Eu me refiro á EMBRAER. E a AVIBRAS??? E a MECTRON??? E a ENGEPROM???

    Com relação á terceira pergunta, é uma piada o próprio Ministro da Defesa da República Federativa do Brasil reconhecer que é impossível manter a presença das forças-armadas em todo o território. BUSQUE MAIS INVESTIMENTOS!!! BUSQUE MAIS RECURSOS!!! Existem aqui em Santa Catarina, Batalhões de Infantaria que ficam localizados no litoral do estado, aqui na minha cidade, Joinville, existe o 62º Batalhão de Infantaria… Transfira-os para a Amazônia!!!! É simples!!! Mande estes batalhões de infantaria para as áreas sensíveis, e não para ficarem acumulados aqui próximo da fronteira com a Argentina!!!!

    Com relação á 5ª pergunta, as necessidades das forças-armadas brasileiras são as seguintes:

    1º: 195 caças supersônicos de 5ª geração ( PAK-AF)
    2º: 130 aviões-bombardeiros para substituir estes AMX ( SU-34 FULLBACK )
    3º: Sistemas de defesa-aérea com mísseis SAM de curto, médio e longo alcance ( IGLA, TOR-M1, S-300 e S-400 TRIUMP )
    4º: 4 frotas para a Marinha do Brasil, todas elas com submarinos de ataque com propulsão nuclear e pelo menos 2 porta-aviões dotados com caças SU-33 para toda a Marinha
    5º: Novos tanques de guerra principais T-90 para substituir estes LEOPARDS que parecem serem feitos de papel, seriam totalmente desintegrados por mísseis HELLFIRE!!!
    6º: Novos veículos blindados de transporte de tropas do tipo BTR-90
    7º: Sistemas de artilharia auto-propulsados do tipo MSTA-S
    8º: Lançadores Múltiplos de Foguetes do tipo BM-21 GRAD ou BM-27 URAGAN
    9º: Novos fuzis para equipar o soldado individual ( KALASHINIKOV )
    10º: Novos navios-destroyers da classe SOVREMENNY
    11: Novos navios-fragatas de classe PYOTR VELIKY
    12º: Novos mísseis anti-navios hipersônicos da classe MOSKIT

    Com relação á 6ª pergunta, as forças-armadas brasileiras, de acordo com o tamanho do país, a sua população e sua riqueza, necessita de um orçamento anual de US$ 95 bilhões para ativar a máquina militar.

    E por último, com relação á ultima pergunta, a imagem do Brasil está degradada, os países da América Latina não estão nem aí para nós, pintam e bordam em nossos interesses estratégicos.

    Os Estados Unidos e a Europa Ocidental estão por trás da maior conspiração mundial, ao dar uma idéia de que o Brasil nunca terá inimígos, para que daqui a 50 anos, encontrem as portas abertas para se apossarem de nossos ricos recursos!!!

    Abraços!!!!

  • nando says:

    Amigos, será que esse terrível desastre que houve no Atlântico acendeu uma luzinha no governo e solidificou a END, será! sds
    ____________

    Nando :

    Confesso que sinto orgulho quando vejo dois oficiais, um da MB e outro da FAB, dando entrevista juntos e a turma toda delas matando a cobra das buscas imensas a pau, a todo custo.

    Teve um piloto da FAB que falou logo no início ter dito à sua tripulação que procurassem os corpos pensando como se fossem seus próprios filhos. Só para dar uma ideia de como eles estão se dedicando.

    Roberto Silva

  • jpm says:

    Em resumo, hoje somos dono do próprio nariz.
    ___________

    JPM :

    Sei não, talvez, a princípio, tudo tem preço, tomara, rsrs

    Roberto Silva

  • Paulo Renato says:

    Nossa Defesa está indo para o caminho certo. Demorou, mas foi escolhido o ministro certo para a Defesa. Ele tem uma grande capacidade e soube se impor diante das dificuldades. Com o tempo, estaremos bem equipados.

    Abs.

  • marcos s. says:

    “O mundo está nos chamando a pensar grande. É um momento em que necessitamos ser audazes para avançar. Pensar grande é pensar como uma nação. Não há nenhuma possibilidade de exigir do Brasil posições que não interessem ao País. Só fazemos o que nos interessa e temos autoridade moral para isso.”

    O Discurso de Jobim mostra muitos dos traços relatados pela fala do Mangabeira Unger.

    - Mostra que os dois andaram muito tempo debatendo e montando a END e se ajustaram.
    - Mostra que chegaram a um consenso.
    - Mostra, finalmente, planejamento de longo prazo.

    p.s: se eu visse só este trecho do discurso não saberia qual dos dois estava falando.

    __________________

    Marcos :

    > p.s: se eu visse só este trecho do discurso não saberia qual dos dois estava falando.

    hehehe, verdade nua e crua… e falando em audácia então… tomara que essa unidade seja mesmo promissora.

    Espero que o Lula esteja formando um tripé, embora eu me assuste quando ele fala pelos bolivarianos e até pelo
    gaiato lá do Irã. Se bobear, ele abre a boca para externar sua admiração pelo ditador da Coreia do Norte.

    Roberto Silva

  • Sergio says:

    Roberto,

    Parabens, precisamos de loucos visionários que possam dar a dimensão de País e de Nação que queremos nos tornar.

    Provavelmente, muito do que foi postado aqui serviu de base para essas novas orientações.

    Continue sonhando grande.

    Abraços.

 

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