Governo Bate o Martelo, Escolhe o Rafale F3 e Encerra o FX-2

Mídia : Estado de São Paulo

Data : 04/02/2010

Após revisão do preço, Planalto teria decidido por caça francês

Redução de quase R$ 4 bi no custo das aeronaves teria garantido a decisão brasileira em favor do Rafale

SÃO PAULO – O governo brasileiro já teria decidido pelo caça francês Rafale, depois que a fabricante Dassault aceitou reduzir o preço o final do pacote de 36 aviões que serão adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB).

A informação, publicada na edição desta quinta-feira, 4, do jornal Folha de S. Paulo, foi negada pela assessoria do Ministério da Defesa, que indicou que a decisão final sobre a compra das aeronaves será anunciada somente após o Carnaval.

Segundo o jornal, a Dassault teria aceitado rever o preço das aeronaves, reduzindo de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), depois de uma revisão concluída no último sábado, 30, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou por Paris na volta de uma viagem a Israel.

A assessoria do Ministério da Defesa indicou, no entanto, que a decisão sobre a compra dos caças ainda não foi tomada. O ministro Jobim ainda não entregou seu relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual leva em consideração, além do preço, também os critérios de transferência de tecnologia e estratégia de defesa.

Segundo o Ministério, o relatório deve ser entregue a Lula nos próximos dias. A assessoria confirmou, no entanto, que o ministro esteve diversas vezes na França recentemente. A justificativa das viagens é a necessidade de acompanhar os diversos projetos ligados ao Ministério da Defesa que estão sendo desenvolvidos em parceria com o país.

Em nota publicada nesta quinta-feira, pela manhã, a FAB informou que o Comando da Aeronáutica não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o assunto.

Mais caro

Apesar da redução de preço concordada pela Dassault, que baixa em quase R$ 4 bilhões o custo da compra das aeronaves, o caça Rafale segue sendo mais caro do que os concorrentes, o norte-americano F-18 e do sueco Gripen, que custavam respectivamente US$ 5,7 bilhões e US$ 4,5 bilhões.

O presidente Lula já havia declarado sua preferência pela aeronave francesa, cuja compra se encaixaria em um projeto maior de defesa do governo, que envolve uma parceria estratégica com a França.

O vazamento de um relatório confidencial de setembro de 2009 revelou a insatisfação da FAB, que teria ressaltado as desvantagens do preço e do custo da hora de voo do Rafale em relação aos concorrentes.

Nosso Comentário:

Governo Bate o Martelo, Escolhe o Rafale F3 e Dá por Encerrado o FX-2

É verdade que a própria Folha de São Paulo anunciou ontem a vitória do Rafale, já dando o assunto como encerrado e martelo batido. Como sempre, a Folha reclamou e esperneou contra o Rafale, sempre colocando-se a favor do sueco Gripen NG, claramente por motivos comerciais e políticos de praxe.

Se um adversário anuncia sua própria derrota com tanta ênfase, a notícia deve ser forte mesmo. O DEFESA BR vem insistindo que o Rafale já tinha vencido lá em 7 de setembro de 2009. Faltavam algumas negociações, agora concluídas em Paris.

Mesmo tendo o ministro Jobim conseguido reduzir o valor do pacote francês de US$ 8,2 bilhões para US$ 6,2 bilhões (menos US$ 2 bilhões), este ainda é um montante assustador para apenas 36 caças. Dará US$ 172,2 milhões por unidade.

A proposta americana era de US$ 158,3 milhões por unidade, apenas 8% inferior à francesa. Mas a nossa soberania custando apenas um pouco mais de 5% é um excelente negócio. A proposta sueca nem pode ser considerada, pois o avião ainda sequer existe, só havendo estimativas, fora o fato de ter motor americano.

Mas o custo de US$ 172,2 milhões por unidade não será relativo apenas ao custo de um caça em si. Estão incluídos no pacote agora fechado com os franceses todos os armamentos e logística, além de todo o custo da vital transferência tecnológica, o qual embute claramente a oportunidade de a Embraer vir a fabricar o Rafale aqui no Brasil logo à frente.

Os 36 caças adquiridos no processo FX-2 serão produzidos na França. Durante esse processo e a partir desse ponto, a Embraer poderá finalmente começar a fabricar Rafales F3 no Brasil. Fala-se de uma frota total de 120 a 150 unidades.

Certamente, o custo de produção e de outro pacote a partir da 37ª unidade está sendo acordado entre o governo e a Embraer em bases bastante diferentes. Será interessante um dia termos acesso à planilha de custos final de todo o conjunto apenas iniciado pelo FX-2, enfim encerrado. Ufa !

Roberto Silva

DEFESA BR

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11 Comments »

 
  • marcos s says:

    Senador americano ameaça Irã com ataque militar
    Fonte: EFE

    O senador americano Joe Lieberman ameaçou hoje o Irã com um ataque militar caso não ceda às pressões da comunidade internacional sobre seu polêmico programa nuclear.

    “Devemos nos decidir. Ou aplicamos duras sanções econômicas para que a diplomacia funcione ou nos veremos perante uma intervenção militar”, disse o influente senador americano na Conferência de Segurança de Munique (Alemanha).

    O legislador contou que a cúpula militar americana já tem planos concretos para o caso de não se chegar a uma solução diplomática. A opção, segundo ele, “ninguém deseja”, mas “acabará acontecendo” se não for feito algo “além de falar”.

    Lieberman qualificou ainda de “irrisórias” as declarações do ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, que para ele mentiu e se esquivou quando era questionado em Munique sobre o programa nuclear de Teerã.

  • marcos s says:

    Todos pensam na Europa como mais avançada e desenvolvida, mas ao longo do tempo eles não fizeram bem o dever de casa.

    Agora é mesmo o início dos BRICS???

    ——-

    ‘Risco Europa’ já é maior que o do Brasil
    fonte: Agência Estado

    O crescente temor sobre a situação fiscal de vários países europeus – que voltou a castigar os mercados globais ontem -, aliado à melhora das condições macroeconômicas brasileiras nos últimos anos, transformou em realidade algo impensável há não muito tempo: os investidores temem mais um calote de Portugal, Espanha, Irlanda, Itália e Grécia do que do Brasil. É o que revelam os dados da medida de risco mais usada no mercado global atualmente. Trata-se do prêmio expresso nas negociações de um instrumento derivativo chamado de CDS (do inglês, credit default swap). Em uma definição coloquial, o CDS pode ser traduzido como um seguro anticalote.

    Exemplo prático: um banco empresta dinheiro para um país e, ao mesmo tempo, compra um CDS de um investidor. Se o tal país não honrar seu compromisso, o banco vai ao investidor cobrar o prejuízo. No auge da crise global, em outubro de 2008, o prêmio do Brasil chegou a 355 pontos – ou seja, o investidor que comprava seguro contra eventual inadimplência brasileira pagava 3,55 pontos porcentuais a mais de juros sobre o CDS dos Estados Unidos, referência do mercado.

    Na mesma época, o CDS de Portugal era de 85 pontos, da Espanha, 82, da Irlanda, 113, da Itália, 117, e da Grécia, 134 pontos. Ontem, esses valores eram, respectivamente, de 150 (Brasil), 227, 165, 169, 155 e 415 pontos. Há duas explicações para a melhora do risco brasileiro em comparação com o desses países: de um lado, o Brasil saiu fortalecido da crise e tem boas perspectivas de crescimento; de outro, essas nações europeias enfrentam enorme desafio fiscal, explicou a economista-chefe do banco ING Zeina Latif.

  • marcos s says:

    Tadeu

    No Brasil, a mentalidade de alguns empresários é a de que sua responsabilidade é só manter os impostos em dia.

    Se ele está nesta categoria, está fazendo a sua parte e contribuindo com o governo.

    Não vê o que pode se desenvolver “em conjunto” lucrando inclusive com parcerias.

  • Tadeu Mendes says:

    Marcos,

    Fico muito feliz em saber dessas notícias do “front tecnológico”.

    Não somente pela produção de CIs. no Brasil, mas especialmente, com a formação continua de mão de obra capacitada, reconhecida e certificada internacionalmente.

    Só não entendo o porque da iniciativa privada não manifestar interesse em investir nessa área, ainda mais, sendo que a mesma é altamente subsidiada pelo governo federal.

    Quanto ao RFID. Execelente também. Mas eu tenho uma sugestão para o emprego de RFIDs em outra área de rastreamento e controle.

    Não me importa se a OAB ou os Direitos Humanos vão cair matando em cima de mim, mas eu gostaria que implantassem RFID tags em traficantes, assasinos e outros transgressores mais.

    Então, se poderia colocar os “leitores de tags” espalhados em pontos estratégicos das grandes cidades, e se esses transgressores entrassem em áreas proibidas, poderíamos rastreá-los, detectar a localização deles, e uma vez feito isso, deixaríamos o trabalho para o ED-209 Droid, para triturar à bala esses vermes sociais.

    http://en.wikipedia.org/wiki/ED-209

    Marcos,

    Parece que o Lula ainda não fechou com os Rafales. Que confusão…

    sds.

    _____________

    Tadeu:

    No Brasil, não se tritura bandidos. Pelo contrário, cada facínora preso que
    tiver filho menor agora ganha a BOLSA MARGINAL, de R$ 752,12 do INSS.

    Já existe na Inglaterra um programa parecido com o seu, mas de
    identificação de rostos.

    Roberto Silva

  • marcos s says:

    Brasil inaugura sua primeira fábrica de circuitos integrados

    FONTE: Ministério da Ciência e Tecnologia

    Brasil inaugura sua primeira fábrica de circuitos integrados: Fábrica da Ceitec, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul
    Créditos: DivulgaçãoO ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o presidente Lula participam hoje (5/2) da inauguração da fábrica de circuitos integrados do Centro de Excelência e Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), em Porto Alegre (RS). Os chips serão produzidos pela empresa buscando-se assim capacitar o País em conhecimento tecnológico e recursos humanos qualificados no setor, além de colocar o Brasil na rota internacional da microeletrônica.

    Criado em 2008, o Ceitec é uma empresa pública federal ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que tem como objetivo o desenvolvimento da indústria eletrônica nacional por meio da implantação de semicondutores. A empresa tem duas unidades: a fabril, que hoje é a única fábrica comercial de circuitos integrados no País e na América Latina, e um centro de pesquisa e desenvolvimento.

    Os engenheiros já desenvolveram projetos comerciais de grande complexidade, como o chip de modulação para o sistema brasileiro de TV Digital (ISDB-T), o chip de identificação por radiofrequência para colocação em animais voltado para rastreabilidade bovina (Chip do Boi) e uma família de circuitos integrados de utilização na identificação eletrônica de bagagens, automóveis e medicamentos.

    O Chip do Boi está em fase de testes de campo em 10 mil cabeças de gado e, em breve, deve ser comercializado.

    Este ano, o Ceitec prevê contratar 120 engenheiros, incluindo mestres, doutores, profissionais com experiência na indústria de semicondutores e recém-formados. A fábrica deve empregar cerca de 40 profissionais altamente especializados.

    A indústria eletroeletrônica representa o maior setor industrial nas economias avançadas. Este ano, mais de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial serão gerados por este setor, de acordo com a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE). No Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a indústria eletro-eletrônica representava 4,3% do PIB, em 2008.

    INDÚSTRIA ELETROELETRÔNICA GANHA IMPULSO

    O setor de microeletrônica do País ganha outro impulso hoje (5/2), com a inauguração da fábrica de circuitos integrados do Centro de Excelência e Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), em Porto Alegre (RS).

    A empresa pública federal já tem um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Design Center) com a atuação de engenheiros altamente qualificados e, agora, passa a ter condições de produzir inovações em grande volume e escala comercial. É a primeira empresa da América Latina especializada da no desenvolvimento e produção de chips (circuito eletrônico miniaturizado composto principalmente por dispositivos semicondutores).

    A estatal, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), foi criada por decreto presidencial em novembro de 2008. O investimento do governo tem o objetivo de desenvolver a indústria de semicondutores, atraindo novos fabricantes, gerando as condições para a consolidação da indústria microeletrônica avançada no País. Além da receita gerada pela comercialização de chips, a Ceitec tem papel importante ao manter no Brasil a propriedade intelectual de todos os produtos desenvolvidos pelos seus engenheiros.

    Os dados consolidados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica mostram ainda que o déficit da balança comercial de produtos do setor eletroeletrônico foi de US$ 17,5 bilhões, em 2009, superando as previsões anteriores de US$ 16,8 bilhões. Para este ano, a previsão é que o déficit atinja US$ 19,5 milhões. Grande parte deste déficit resulta da reduzida fabricação no País de semicondutores e do alto volume de importações para atender a demanda por produtos eletroeletrônicos.

    As exportações brasileiras decorrente da produção de componentes discretos e do encapsulamento, montagem final e testes de componentes semicondutores, em geral de baixa complexidade, cresceram 50% entre 2000 e 2008, passando de US$ 50 milhões em 2000 para US$ 76 milhões em 2008, retornando ao patamar de US$ 57 milhões em 2009. As importações, por sua vez, cresceram 94,1% no mesmo período (média superior a 8% ao ano). Em 2000, eram de US$ 2 bilhões, chegando a US$ 4 bilhões em 2008 e US$ 3,2 bilhões em 2009.

    O déficit nacional em componentes semicondutores também tem crescido, em decorrência da pequena produção e do crescente aumento no uso de circuitos integrados na indústria eletroeletrônica. A relevância dos componentes semicondutores para o setor eletroeletrônico, não só como insumo, mas também como agente indutor de inovações, motivou a inclusão do tema entre as prioridades nos planos e programas do governo Federal.

    INVESTIMENTO

    Só o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) investiu quase R$ 500 milhões em ações e projetos voltados ao setor de microeletrônica no período de 2002 a 2009. Na avaliação do ministro Sergio Rezende, o Ceitec é estratégico para o incremento da economia nacional. “Estamos pegando o bonde da microeletrônica que, por muito tempo, foi esquecido. Representa a volta do Brasil à indústria da microeletrônica”, afirmou.

    A implementação e a operação do Ceitec é uma das linhas de ação e das medidas previstas na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), em 2004. A partir de 2007, passou a integrar o Plano de Ação em Ciência Tecnologia e Inovação 2007-2010 (PAC,T&I) e, logo em seguida, foi incorporada no Programa de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançado em 2008.

    CENTROS DE TREINAMENTOS

    No País, existem hoje dois centros de treinamentos na área de microeletrônica. Um na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e outro em Campinas (SP), no Centro Nacional de Tecnologia (CNT) – ex-Centro de Pesquisa Renato Archer (CenPRA). Essas ações estão inseridas no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PAC,T&I 2007-2010). Os investimentos públicos no setor devem chegar a R$ 500 milhões. O financiamento destas ações visa ao fomento tecnológico das indústrias de eletrônica e de semicondutores, do setor softwares e serviços, bem como, o de telecomunicações.

    O programa CI Brasil opera em cooperação com a empresa Cadence Design Systems Inc. A meta é capacitar até 2011 cerca de 1,5 mil projetistas, visando atender a demanda atual e futura das empresas nacionais, incluindo as DHs em processo de formação, e multinacionais operando no País, ou que aqui se instalarem. Além da formatação de mão de obra, a proposta objetiva a criação de mais dois centros de formação, um na região Sudeste e outro na Nordeste. Para isso, o orçamento do MCT, em 2007, previa uma verba de R$ 80 milhões.

    CAPACITAÇÃO

    De acordo com o diretor do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e coordenador do Programa CI Brasil, Jacobus Willibrordus Swart, a formação de projetistas tem o caráter de suprir as necessidades do Ceitec e também das demais empresas instaladas no País, que trabalham com o desenvolvimento de circuitos. “É de extrema importância o investimento do governo federal por meio do MCT no fomento ao mercado de circuitos integrados. Só assim conseguiremos trabalhar em uma tecnologia que não é de ponta, mas que é de suma importância”, destaca.

    Jacobus disse que até agora já foram formados cerca de 340 projetistas. “Com os investimentos do governo, que chegam a R$ 10 milhões anuais, devemos formar em torno de 200 profissionais todo ano”, comenta.

    O coordenador do programa salienta ainda a necessidade de o País incentivar seus jovens a ingressar na área da engenharia elétrica. “Precisamos trabalhar para estimular nossos jovens a que busquem essa carreira. O Brasil precisa formar mais engenheiros. Se comparado com outros países do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China -, por exemplo, a Rússia forma anualmente 120 mil engenheiros; a China, 300 mil; a Índia, 200 mil e o Brasil, apenas 30 mil por ano”, informa.

    O profissional formado pelo programa é reconhecido como projetista de CIs de nível internacional, sendo certificado pela empresa Cadence Design Systems, apontada como um dos maiores fornecedores mundiais de ferramentas EDA (Electronic Design Automation) e de soluções em microeletrônica.

    O coordenador geral de Microeletrônica do MCT, Henrique de Oliveira Miguel, diz que o ministério coordenou o desenvolvimento e a execução do programa de formação de projetistas com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com a concessão de bolsas, e também da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que selecionou a instituição para implantar o programa. “Com esta formação, queremos fomentar a criação de empresas de projetos no País, como também ter recursos humanos treinados, o que possibilita a atração de mais empresas e até a oferta de serviços para o exterior”, destaca.

    Miguel lembra ainda que a formação dos projetistas faz parte das ações do MCT na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). “O ministério tem outras duas ações em software e telecomunicações. Esses processos se completam”, diz.

    A EMPRESA

    O Ceitec é uma empresa especializada no desenvolvimento e produção de circuitos integrados de aplicação específica (ASIC’s). Entre suas principais metas está inserir o Brasil no mercado global como produtor de semicondutores por meio da implantação de empresas competitivas em microeletrônica.

    O Ceitec é um complexo de 14.600 m², construído em uma área de aproximadamente 5,6 hectares, na Estrada João de Oliveira Remião, 777, bairro Agronomia, em Porto Alegre (RS). O Centro é formado por dois prédios interligados. Ele produzirá chips nas áreas de telecomunicações, energia, automação comercial, informática, segurança, energia fotovoltaica, e outros.

    Em pouco tempo de existência, a Ceitec já tem produtos desenvolvidos. O Chip do Boi está em fase de teste de campo, em Minas Gerais. Serão mais de 10 mil brincos aplicados em rebanhos no Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e outros estados. Também usando a tecnologia de RFID, foram criados produtos para rastreabilidade de automóveis, automação de aeroportos, rastreabilidade de medicamentos e derivados de sangue e o passaporte eletrônico. Estão em desenvolvimento, chips para modulação (recepção) de TV Digital e para a última milha de transmissão de banda larga via Wi-Max.

    ——–
    p.s: Tá vendo TADEU o Brasil rumo a modernidade. rsrsrs

  • marcos s says:

    Quem está certo?

    Fonte: Panorama Global

    Na moita, a Marinha do Brasil abriu concorrência para a compra de cinco Navios Patrulha Oceânicos (NaPaOcs). Oito empresas de sete países entraram na disputa.

    Enquanto isso, a Aeronáutica não fecha consenso. Em setembro o ministro Nelson Jobim recebeu TODOS os pilotos que testaram os aviões e a opinião deles, em muitos pontos, não bate com a dos engenheiros da COPAC. O Gripen NG ficou em terceiro em termos de desempenho, depois do Rafale e do F/A-18E/F. O relatório da “Gerência” foi extremamente criticado pelo Alto Comando que modificou o vencedor.

    Sim, o relatório que chegou ao Jobim e ao Presidente Lula NÃO TRAZ o caça sueco como vencedor. Sabe porque? Os pilotos morrem de medo de um novo AMX pela proa. O programa de fabricação do avião projetado pela Aeritalia (hoje Alenia) e pela Aermacchi deveria custar US$ 700 milhões. Ficou por US$ 3,5 bi e quase faliu a Embraer. Em 1994, fiz uma visita melancólica à empresa. No pátio, quatro aviões prontos.

    A Força Aérea Brasileira não tinha como pagá-los (deveriam custar US$ 10 milhas e o preço saltara para US$ 32 milhões). Oito estavam em diversas fases de finalização na linha de montagem vazias.

    O resultado desse programa caótico foi uma frota desigual, com quatro padrões diferentes de painéis e equipamentos. Diga-se de passagem: de projeto brasileiro, pouco há. Na versão brasileira nossos engenheiros introduziram dois pontos para tanques ejetáveis nas asas e, por causa de um embargo norte-americano, substituíram o canhão Vulcan de 20mm por dois DEFA de 30mm.

    A vibração dos canhões maiores descalibrava todos os radares testados no aparelho, até que os italianos da Galileo conseguiram desenvolver uma versão do Scipio capaz de aguentar o tranco. Com isso, o avião ficou sem equipamento de detecção, que só será integrado na modernização prevista a partir deste ano.

    A falta de critério da COPAC ficou evidente na semana passada. Os russos foram expulsos do F-X2 porque sua proposta “não apresentava garantias”. A desculpa era que o Su-35BM, modelo oferecido pela Rosoboronexport, ainda era um protótipo sem encomendas.

    No momento da decisão, havia cinco aparelhos voando. Os geniais engenheiros da FAB selecionaram o Gripen NG da SAAB, que não passa de um demonstrador. Cabe uma explicação: um protótipo é representativo do aparelho em produção. Um demonstrador não passa de uma gambiarra que antecede o protótipo. O protótipo do caça sueco deverá voar neste ano. É preciso ressaltar que o Su-35 tem dois modelos de radar integrados, ambos de varredura eletrônica. O de varredura passiva (PESA) tem um alcance de 220km. O de varredura ativa chega a 250km. São os mais potentes disponíveis no mercado. O do Gripen NG está em desenvolvimento pela SELEX, empresa escolhida depois que a Raytheon, a Thales e a Elta pularam fora do programa…

    De lá para cá, o governo da Federação Russa encomendou 48 Su-35BM. A proposta russa previa a venda de 36 Sukhois Su-35BM, de 4ª geração, e a transferência de tecnologia crescente a partir da 37ª célula, até chegar a 100% de nacionalização a partir da 72ª unidade. O preço unitário pelos Su-35BM seria de € 40 milhas.

    Para baratear e garantir o suprimento de componentes, a Rosoboronexport instalaria um armazém alfandegado em Viracopos com peças suficientes para manter os aviões voando por 30 anos. Como atrativo adicional, previa a participação brasileira no PAK FA T-50, o único caça de 5ª geração desenvolvido fora dos Estados Unidos. Os geniais engenheiros da COPAC decretaram que esse era um sonho impossível, apesar de dois países, Rússia e Índia, estarem comprometidos com o projeto, que conta com mais de 500 opções de compra. A KNAAPO, fábrica responsável pelo desenvolvimento, não estaria capacitada para a tarefa.

    Para azar da Gerência F-X2, o PAK FA T-50 voou na última quinta-feira! Tem três protótipos prontos, dois voando e um terceiro em ensaios estruturais em Moscou. Ou seja, a proposta sem garantias colocou dois modelos de avião diferentes no ar, um deles de 5ª geração, enquanto a proposta garantida só possui um demonstrador no ar sem radar!

    E o que é pior: não passa de um caça de 4ª geração, potencialmente obsoleto antes mesmo de voar. A data prevista para a entrada em fabricação do T-50 é 2013. Tem um radar AESA revolucionário (são cinco antenas espalhadas pela fuselagem, cobrindo todos os ângulos de ataque). É interessante observar que os dois aviões de combate russos compartilham motores, computadores de bordo e radar (no caso do Su-35BM, a antena de proa), o que facilitaria a manutenção.

    MARINHA

    Comparando a atuação da Aeronáutica com a da Marinha dá para observar uma grande diferença no modus operandi. A Força Naval teve aprovado três programas, de tecnologia francesa, para a construção de um estaleiro e a fabricação de 4 submarinos convencionais e 1 de propulsão nuclear. Foi mais além. Sem despertar o interesse da mídia, contactou mais de dez estaleiros internacionais para a construção de cinco (três unidades firmes com duas opções adicionais) NaPaOcs.

    Sete deles responderam. Dois alemães, Thyssen e Fassmer; um britânico, BAe; um chileno, ASMAR; um coreano, Daewoo; um espanhol, Navantia; um francês, DCNS; e um italiano, Fincantieri.

    A Fassmer e a Asmar vão trabalhar em conjunto. Ofereceram uma versão atualizada do OPV-80. Duas unidades operam na Marinha do Chile, onde é conhecida como classe Piloto Pardo, que pretende comprar mais quatro. Argentina e Colômbia também selecionaram o modelo. Dentro do governo, que trabalha na integração do continente, esse é um argumento de peso.

    Os requerimentos da Marinha do Brasil preveem navios com velocidade igual ou superior a 20 nós, armados com um canhão de 76mm, capazes de receber helicópteros Linx, Pantera ou Esquilo.

    O deslocamento ficaria entre 1.850 e 2 mil toneladas. Os preços variam entre US$ 30 milhões (preço do Piloto Pardo) e US$ 100 milhões (projeto Gowind, da DCNS, e Avante 1400, da Navantia). Coloquei abaixo alguns links para que possam examinar os modelos em licitação (não consegui descobrir qual o modelo oferecido pela Daewoo).

    ——-

    p.s: neste caso, A FAB tem muito que aprender. Eu nem sabia que o NAPAOC estava caminhando já. :)

    __________

    Marcos S:

    O Pepê lembrou bem essa estória do AMX, que poderia ser repetida com o tal Gripen : deveria custar US$ 700 milhões, ficou por US$ 3,5 bi e quase faliu a Embraer.

    Mete malho nos engenheiros da COPAC, rsrs. E lembrar que o Super Flanker dançou por puro preconceito dessa gente atrasada…

    Essa parte é bem interessante:

    “Em setembro o ministro Nelson Jobim recebeu TODOS os pilotos que testaram os aviões e a opinião deles, em muitos pontos, não bate com a dos engenheiros da COPAC. O Gripen NG ficou em terceiro em termos de desempenho, depois do Rafale e do F/A-18E/F.”

    Isso a MD Eliane Catanhede não diz, né? rsrs

    Roberto Silva

  • marcos s says:

    Suecos e americanos também oferecem desconto nos caças
    fonte: folha online

    As empresas sueca e americana que disputam o fornecimento dos novos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) reclamam o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa Igor Gielow em reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha.

    Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a francesa Dassault, conforme revelado ontem pela colunista Eliane Catanhêde, da Folha. Segundo a reportagem, a Dassault baixou em US$ 2 bilhões a oferta pelo pacote de seu caça, o Rafale.

    Na reportagem de hoje, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, diz que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da FAB por ser mais barato, além de transferência de tecnologia.

    Já o representante da norte-americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet.

    Ontem, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, também saiu em defesa da Boeing, que segundo ele ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à FAB.

    Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões caças que serão adquiridos pelo governo federal. O ministério admite, porém, que vai levar em conta no momento da escolha não somente critérios técnicos, mas “informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes”.

    “Desde 06 de janeiro, realizam-se, por órgãos competentes do Ministério da Defesa, análises dos aspectos políticos, estratégicos e financeiros do referido pacote tecnológico. Tais análises têm como parâmetro a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008. O Ministério da Defesa levará em consideração, também, outras informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes”, diz a nota.

    Segundo o Ministério da Defesa, o ministro Nelson Jobim vai submeter as conclusões sobre a compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    _______________

    Marcos S:

    Podem baixar, chorar e espernear, mas o Rafale já foi escolhido. O problema da decisão não é o preço mais baixo dos outros dois, mas sim o escolhido desde o início (setembro) é que estava caro ainda.

    Roberto Silva

  • marcos s says:

    Roberto

    Pelo que eu me lembro, haviam comentado que seriam 6 rafales feitos na frança e os 30 restantes já “montados” no Brasil.

    Será que isso mudou de novo ou era conversa fiada, essa parte?

    _________________

    Marcos S:

    É que eu não me lembrei do aspecto “montar aqui”, rsrs

    Contudo, vejamos a confirmação de como será isso, pois as últimas negociações podem ter alterado algo aí.

    Roberto Silva

  • Helio Correa says:

    Replicando um post.

    Que vergonha…toda a mídia dá como verdade as palavras da ÚNICA ENTIDADE QUE TEM COMPRADO CAÇAS de boca para fora, sim pois o verdadeiro comprador nada fechou, numa verdadeira fofoca, irresponsável, A FOLHA e sua ilustre reporter MINISTRA DA DEFESA E PRESIDENTA DO BRASIL, “Eliane Cantanhêde” .

    Pelo visto, ela se destaca em seu papel de desinformar e contaminar todo o processo livremente ao desarvorar-se da ética e anunciar aos quatro ventos suas fofocas de bastidores, com alguma araponga lhe cantando nos ombros. Veja nas notícias o propósito em atrair nossas atenções ao nojento projeto dos direito humanos, também torto, feito a facão pelos imbecís que não seu se proposital ou não, fizeram a maior “C” com este texto inoportuno, populista, e péssimamente redigido sobre os direitos humanos.

    Quando pensei que olhávamos para frente, veio um retardado com cargo de ministro a reviver todas a desgraça que foi nosso nascimento com nação democrática. Aqui novamente relembro o Gal. Figueiredo: vocês sentirão falta de mim…olha aí…aceito a democracia sim, mas ainda está um verdadeiro lixo seus participantes.

    ________________

    Hélio:

    Pelo texto de hoje (abaixo), pelos de ontem e por toda a campanha, fico impressionado com essa Sra. Eliane Cantanhêde. Tento imaginar qual seria seu propósito e do jornal. Você parece coberto de razão em classificá-la jocosamente de “MINISTRA DA DEFESA E PRESIDENTA DO BRASIL”.

    Roberto Silva

    _________________

    Nas estrelas

    Eliane Cantanhêde
    Folha SP – Brasília

    BRASÍLIA – Como estava escrito nas estrelas (e previsto pelos quatro estrelas do Alto Comando da Aeronáutica), Jobim, Amorim e uma fila de autoridades negaram a informação de ontem da Folha de que o presidente Lula e o ministro da Defesa já tenham batido o martelo a favor dos caças Rafale. Mas isso já iria acontecer mesmo e finalmente aconteceu depois que a francesa Dassault aceitou um desconto de US$ 2 bi no seu pacote, que inclui 36 aviões, logística, armamento e transferência de tecnologia para transformar o Brasil em futuro produtor de aviões supersônicos. Como também prometiam a Suécia e os EUA, mas com menores preços, entre outras vantagens.

    Vale a pena até registrar o cuidado da Aeronáutica para “desmentir” sem mentir. Diz a sua nota que não houve “comunicado oficial” -o que não exclui um comunicado pessoal e verbal sobre a decisão. A questão é que os desmentidos foram protocolares, e nem o governo americano, nem o sueco, nem a Boeing, nem a Saab são bobos. Se o Brasil mandou renegociar só o preço dos franceses, depois de fechada toda a etapa de propostas e avaliações, os outros dois, a Suécia e os EUA, também querem.

    Se, como dizem Jobim e Amorim, não há decisão e tudo ainda está em estudo, que se mantenha o teatro, ops!, o ritual de dar as mesmas chances, iguaizinhas, para todos. Assim são processos de seleção sérios e justos, de países sérios e justos. E que se arrogam líderes.

    O resultado é que a decisão já está tomada, mas a agonia continua, com Jobim quebrando a cabeça e manejando a pena para criar argumentos lógicos, racionais e convincentes para explicar por que foi um e não o outro, indicado por quem entende desse riscado.

    Ele vai precisar de muita imaginação. Do contrário, é melhor justificar a decisão numa única linha: “Vão ser os Rafale e pronto”. Ou mais curto ainda: “Porque eu, Lula, e eu, Jobim, queremos”.

 

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