O Blog Defesa BR discute um Planejamento de DEFESA para o Brasil.
3 Sep
Media : O Estado de São Paulo
Data : 03/09/2008
Eurocopter, dona da Helibras, vai fabricar no Brasil o modelo EC 725
Andrei Netto - PARIS
A Eurocopter, empresa do grupo franco-alemão EADS, vai fabricar no Brasil e vender ao Ministério da Defesa helicópteros militares EC-725 Cougar, com capacidade para até 31 pessoas. A confirmação foi feita ao Estado ontem, em Paris, por uma porta-voz da companhia. A quantidade de aeronaves e o valor da transação não foram revelados. A produção será feita no País e incluirá a transferência de tecnologia, uma das condições do governo brasileiro.
As informações confirmam a vigência do acordo anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho, e reforçam a parceria estratégica militar firmada com o governo da França em fevereiro passado. Além disso, não contradizem, em tese, as especulações de que a União fecharia um outro acordo para compra de aeronaves Mi-35, de fabricação russa.
Conforme a Eurocopter, o acordo de parceria com o Brasil prevê investimentos para a construção de uma nova fábrica em Minas Gerais.
Para pôr em funcionamento a nova fábrica, a empresa investirá entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em sua subsidiária brasileira, a Helibras.
O modelo a ser produzido no país será o EC-725 Cougar, um derivado mais avançado da família Super Puma/ Cougar. A aeronave tem papel de transporte tático de tropas e tem capacidade para 29 soldados e dois pilotos.
Os helicópteros EC-725 Cougar são em média 30% mais caros que os aparelhos AS 523 SC e AS 523 AL, dos quais derivam. O preço de cada unidade, porém, pode variar de acordo com as especificações exigidas pelo comprador. Em fevereiro, durante visita oficial a Paris, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o governo estudava a aquisição de 50 aparelhos, com entrada em operação progressiva a partir de 2010.
Na mesma época, o presidente do Conselho de Administração da Helibras, o ex-governador do Acre Jorge Viana, disse que a Aeronáutica tinha interesse em 20 helicópteros, mas que outros 30 poderiam ser vendidos para o Exército, a Marinha e para a Petrobrás. Segundo a Eurocopter, o início da produção na subsidiária brasileira ainda depende da reorganização nas linhas de produção.
A confirmação não anula as especulações em torno da compra, por parte das Forças Armadas, de 12 helicópteros Mi-35, de fabricação russa, uma transação avaliada em US$ 250 milhões. A aproximação com os fabricantes e com o governo russo foi confirmada pelo ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Já os acordos com os franceses têm sido defendidos por Jobim.

EC-725
Nosso Comentário : Finalmente, começam a aparecer quais serão os usuários dos 50 EC-725, indo 20 para a FAB, talvez 20 para o EB, e 10 para a MB. Haveria ainda mais 20 da versão civil EC-225 para a Petrobras, que ajudou a compor esse grande negócio que nos traz uma fábrica moderna em Minas Gerais. E os Mi-35 seguem em paralelo. Tomara que seja tudo assim, aguardemos.
Adendo em 09/09/2008 : Serão 51 unidades de EC-725 divididas pelas três Forças Armadas, sendo que cada uma receberá 17 helicópteros a partir de 2010 - caso o cronograma original seja mantido. E a Petrobras deverá encomendar os 20 EC-225.
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10 Responses for "Brasil Define Encomenda de Helicópteros"
boa notícia até porque minha espectativa era que fosse o caracal e não o cougar.
muito bom pois este é muito mais avançado e poderoso.
estou começando a achar que as coisas vão mesmo mudar por ai pelo Brasil
Mencionei no tópico sobre o PAK-FA o que acho desse negócio envolvendo o Cougar. Reconheço porém que se trata de uma grande aeronave, mesmo sem uma rampa traseira como a do Mi-17. Não devemos ser ingênuos e acreditar que esses senhores querem o melhor para o Brasil. Trata-se de lobby e poder. Essas compras em pequenas quantidades servem só para política. No entanto, essa diversificação de fontes é até interessante e os responsáveis acertaram ao comprar a versão mais sofisticada do “Hind”. Transporte francês e ataque russo. Os indianos fizeram o mesmo só que com os caças. Só gostaria de saber quem manda realmente, o Unger, o Jobim ou alguém mais.
João :
“Só gostaria de saber quem manda realmente, o Unger, o Jobim ou alguém mais.”
Taí uma dúvida interessante. Se houvesse uma votação, eu escolheria o nome da Dilma Rousseff, que é quem realmente governa o país hoje, a grande executiva.
O Lula decide, mas fica mais liberado para a parte política. Essa experiência dela deve fazer grande diferença na próxima eleição presidencial.
Um dado interessante é que o Unger foi trazido por livre arbítrio da cúpula, já o Jobim caiu de pára-quedas em um momento de crise, a aérea. Não sei se o digeriram ainda.
Perfeita a sua pergunta João, quem manda mais…o interessante é que cada um puxa sardinha para um lado, o Jobim para os franceses e o Unger para os russos…daqui a pouco a Dilma vai querer aeronaves suecas no páreo!
Até o momento muito se especula sobre a compra dos caças da FAB, helicópteros de ataque, submarino nuclear e VBT`s para o Exército, mas fica uma pergunta que até hoje não encontrei em nunhum dos sites que costumo ler, e os caças da Marinha? Para a aviação de asa fixa da Marinha, não vai nada?
A Dilma puxando a brasa pros suecos foi ótima, hehehe
Só nos faltava essa, mas creio que ela vai quere ficar acima disso, como Salomão em uma difícil decisão : comprem 12 Rafales 3 e 12 Su-35. E esqueçam o resto.
Esse é o meu medo, pois o plano é de 120 unidades, o que ainda será muito pouco com o advento do Pré-Sal, ainda bastante sub-avaliado.
O fato é que o País mudou de paradigma. Ninguém vai poder dizer em 2010 que temos que ir de “Kafir” porque as coisas estão difíceis.
Verdade, eu também estranho muito não tomarem uma decisão sobre o fim dos A-4 na MB e trazerem algo que valha a pena.
Quem sabe não saia daí um prêmio de consolação aos F/A-18 E/F ? Eu sou contra. Aí preferia o Rafale M. Talvez essa consolação já esteja reservada a eles, hehehe (FX-2 = Su-35). Mas meu sonho é ser tudo Flanker = FAB + MB.
Li hoje que vamos construir 6 Fragatas FREMM no AMRJ. Talvez um novo NAe fique mais para a frente e suas aeronaves idem.
Vejam vocês onde chegamos : um filósofo de Harvard e um advogado definindo a estratégia de defesa do Brasil do século XXI!
Mas se houver lisura no processo está bom demais. Só espero que não seja mais um capítulo de incompetência e corrupção na história deste país.
Mas a minha maior preocupação é outra : se realmente haverá o adensamento da cadeia produtiva da indústria aeronáutica brasileira, ou seja, se eles pensam em produzir no Brasil componentes com alto valor tecnológico agregado.
Se for só para montar componente importado e produzir localmente “latinha prensada” agradecemos e rejeitamos a ENGANAÇÃO!
Abraços a todos
Iuri
As questões ainda não estão fechadas, mas a Thales está analisando a produção dos sistemas aí no Brasil.
Vale ressaltar que esta variante adota o conceito de glass-cockpit e estará apta a operações noturnas.
Quanto aos motores, seria muito bom que fossem montados no Brasil.
Agora cabe especular : não seria vantajoso o desenvolvimento de uma nova variante do AH-2A ROOIVALK, utilizando sistemas comuns aos dois?
É só uma suposição.
Cavalheiros.
Fico feliz em contribuir com este site que acompanho a tanto tempo e agradeço os comentários. Os argumentos aqui postados fazem todo sentido e, para reforçar a discussão, precisamos lembrar da padronização das forças principalmente na área da caça, seja com Rafale ou Flanker, que também influirá na aquisição ou projeto de porta-aviões brasileiros.
Nas asas rotativas ainda mais gritante pois envolve o EB, e projetos de navios como fragatas e patrulheiros que sejam capazes de suportar operações de helicópteros. De uma coisa porém eu não tenho dúvida: precisamos urgentemente de projetos de engenharia reversa em todas essas áreas.
Como já foi citado pelos senhores o Brasil é cheio de gente capacitada e se começarmos agora podemos ter uma indústria que sustente nossas necessidades iniciando o ciclo de redução de custos=aumento de encomendas=menor dependência estrangeira=desenvolvimento. Israel fez isso. A China faz. Os japoneses fizeram em quase todos os setores civis e vários militares.
Quanto a resposta para minha pergunta, espero não descobrir da pior maneira. A questão do Rooilvalk é bem interessante principalmente se, adquirida a aeronave, for designada para o EB.
A encomenda a EADS dos 725, com construção confirmada na Helibras é uma boa notícia. Não entendo porém o assunto Mil Mi 35. Uma plataforma obsoleta com projeto da década de 60. Operar equipamentos tão diversificados aumenta os custos e requer treinamento diferenciado, assim como logística distinta. Uma plataforma de ataque, para apoio do exército e talvez fuzileiros pode ser atendida com mais inteligência. Pergunta se os Mil Mi 35 Hind serão fabricados no Brasil? Acho que não.
Nesta última escaramuça no Cáucaso, eles apareceram, mas sempre na história enfrentaram forças deficientes e qdo enfrentaram forças mais capazes foram vencidos. A assinatura de radar e IR destes aparelhos deve ser do tamanho do maracanã. Aparelhos equipados com misseis modernos/torpedos como os panther com algumas modificações poderiam superar em muito este dinossauro.
Caros companheiros que acreditam no Brasil, o EC-725 é uma grande aeronave, porém submeter-se unicamente a um fornecedor estrangeiro para as aeronaves de primeira linha, porta-aviões de segunda mão e fragatas, mesmo que fossem bons financeiramente, contrapõem-se ao interesse nacional.
Mais valia que o estado encomendasse um projeto de nova aeronave à Embraer, já que o número inicial de 50 mais as possíveis vendas à América Latina compensaria tal empreitada.
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