Brasil Poderá Ter Base de Lançamento de Foguetes Longe de Alcântara
Mídia : Agência Brasil
Data : 02/07/2009
AEB estuda área fora de Alcântara para nova base de lançamentos
Roberto Maltchik – Repórter da TV Brasil
Brasília – A Agência Espacial Brasileira (AEB) deve apresentar na próxima semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um estudo de uma nova área, fora de Alcântara (MA), para a instalação de uma nova base de veículos lançadores de satélites.
De acordo com o presidente da AEB, Carlos Ganem, a proposta visa a garantir o cumprimento das metas do Programa Espacial Brasileiro, que enfrenta a resistência das comunidades remanescentes de quilombos para a ampliação da atual base de Alcântara.
“Eu não vejo motivos para ficar batendo nessa tecla de Alcântara. Vamos apresentar em dois meses para o conselho da agência duas áreas, e vamos nos fixar em uma delas”, disse.
No Maranhão, o projeto espacial sofreu um golpe no fim de 2008, quando o governo decidiu conceder a titularidade de 71,8 mil hectares às comunidades quilombolas da região. Trata-se da mesma área que seria destinada para a implantação do Centro Espacial de Alcântara, e que serviria para a instalação de sítios de lançamento comercial, contemplados por um tratado firmado em 2003 entre Brasil e Ucrânia.
Em função da decisão favorável às comunidades locais, a construção dos novos locais de lançamento foi suspensa, e o projeto foi deslocado para o Centro de Lançamento de Alcântara, uma área militar que serve de base para o Veículo Lançador de Satélites (VLS) (foguete brasileiro, que deve ser testado em 2011, e tem o primeiro lançamento previsto para 2012).
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu ontem (1º), no Senado, a ampliação da área de lançamento de Alcântara, apesar do projeto da AEB e da decisão do próprio governo de conceder as terras para os quilombolas.
“Esta é uma questão internacional e não podemos ser ingênuos. Há outros países interessados em não deixar que o Brasil seja incluído no fechado círculo dos países lançadores de foguetes”, disse o ministro.
Segundo a AEB, a área em estudo reúne as características que mantém a competitividade de Alcântara em relação aos centros internacionais de lançamento: fica próxima da Linha do Equador, o que garante a economia de até 30% sobre o consumo de propelentes, e está localizada no litoral, condição de segurança para a atividade espacial.
“São áreas quase despovoadas, sem vícios de origem ou de titularidade e que oferecem condições de infraestrutura como estradas e aeroporto”, explica o presidente da agência.
A AEB não revelou a área escolhida, que será apresentado na próxima semana ao presidente Lula. No entanto, já se sabe que tem cerca de 20 mil hectares, e fica na costa Norte-Nordeste, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte.
Nosso Comentário:
Brasil Poderá Ter Base de Lançamento de Foguetes Longe de Alcântara
Caso não seja possível o governo chegar a um acordo com o governo (!) sobre os 71,8 mil hectares dos quilombolas, que não negociam nada, nem têm suas terras desapropriadas por valor justo, a solução será mesmo partir para uma nova base de lançamento do Programa Espacial Brasileiro. Muda-se o futuro do país, mas ninguém se mete neste governo com índios ou quilombolas.
Será uma área de 20 mil hectares na costa Norte-Nordeste, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte e, perto da praia. Faltará aparecer algum turista francês ou americano alegando que aquela área lhe pertence porque passou férias ali em 1970. Veremos no que vai dar. De novo.
Roberto Silva
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É impressionante o fato de o futuro de toda uma nação ser ameaçado por alguns hectares de terra, que sabe-se lá quando, foram habitados por alguns injustiçados do passado.
Isso é uma questão de crescimento, de projeção e de desenvolvimento para o Brasil e não deve (ou pelo menos não deveria) ser interrompida pelo benefício de poucos, quando o que se visa em Alcântara é o benefício de 190 milhões de pessoas. Mais impressionante que isso, só o fato de haver pessoas que apóiem a idéia de que as terras devem ficar com os quilombolas.
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Senhores, penso que devemos trabalhar para convergência dos melhores interesses de todos os brasileiros. Afinal, somos uma cultura de várias culturas e etnias.
Mas a minha pergunta é a seguinte: por que, quando há as demarcações, essas mesmas pessoas são jogadas ao deus dará? Sem escola, sem assistência, sem dignidade…? Afinal, todos nós não somos brasileiros? Brasileiro índio, brasileiro quilombola, brasileiros…
Esta situação não é coisa só de Amazônia, aqui no Estado do Rio temos uma situação bem parecida com os índios guaranis, estão demarcando terras aqui em Niterói (Camboinhas) também! Esta democracia libertinosa está acabando com a unidade nacional.
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Jorge:
Para os brasileiros entenderem, Camboinhas é uma praia oceânica de Niterói, que nos anos 60 era deserta. Com a ponte, ela foi loteada e hoje é um bairro rico, só de mansões. A ideia dessa gente é especular e tirar a grana que for possível, tudo com os políticos inescrupulosos de esquerda de sempre por trás. Eles só vieram a Camboinhas para isso, não se sabe de onde.
Roberto Silva
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Parabéns, José Nivaldo. Até que enfim surgiu você anlisando a questão pelo viés adequado. Não são os quilombolas ou indigenas que estão no lugar errado. Eles foram injustiçados ao longo da história brasileira. Defendo de dentes e unhas o programa espacial brasileiro e o país, mas só faltam algunas dizerem que tais minorias deviam ser exterminadas!
Os governantes de fato defendem tais interesses das minorias quando lhes convém. Não significa que o governo realmente esteja tão interessado no direito de certas pessoas, mas porque haja interesse internacional em pauta. Acho que os comentaristas deveriam entender a diferença entre o desejo de genocídio e a urgência da necessidade de desenvolvimento.
Saudações.
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Carlos:
Não vi qualquer referência a genocídio dos pobres quilombolas, você está delirando? rsrs
O certo seria indenizar o pessoal com um valor justo e declarar a região como de interesse nacional, levando o grupo todo para uma outra locação, bem melhor.
Isso pode acontecer com qualquer brasileiro. Se não puder acontecer com eles, fica sendo hipocrisia do governo, que só nos leva a mais atraso.
Roberto Silva
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Desapropriam e indenizem os mesmos e façam a expansão da base…vai trazer beneficios a td nós, Brasucas..Cade o VLS ?
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Qualquer desapropriação corre o risco de ficar 10 anos na justiça, no mínimo. Agora se quiserem esperar 10 ou 15 anos para a ampliação da base e construção da nova torre apenas porque estão de saco cheio dos índios, não é a decisão mais inteligente. O mais fácil é arranjar uma nova área mesmo. Muito mais fácil! O governo mandou bem. Resolve logo.
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José Gustavo,
Não tinha ouvido ainda sobre efeitos do equador magnético, mas no caso de lançamento de foguetes o que vale é a aceleração tangencial de rotação da Terra já que o veículo mesmo “parado” antes do lançamento possui a inércia de rotação do ponto de lançamento e que é tanto maior quanto mais próximo do equador geográfico.
Até onde sei a Terra gira em torno do eixo geográfico e não do eixo magnético portanto, a princípio, no equador geográfico esta força é maior.
A localização em Alcântara ser considerada mais vantajosa pode ser ou a física de lançamentos polares que talvez em cima do equador seja mais difícil e um pequeno ângulo de latitude ajude na manobra ou Alcântara seja um sítio melhor de lançamento por razões climáticas pois no próprio Google Earth se vê que a área da foz do Amazonas costuma ter muitas nuvens e ou ventos acima na média do ano Alcântara seria melhor em disponibilidade meteorológica para as operações… Só mandando um e-mail para a AEB para tirar esta dúvida…
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A Indonésia lançou um foguete???
- Quem virá depois?
O Gabão, Botsuana, já sei os Bolivarianos (ai era o fim).
Como é que pode, nem sabia que tinha foguete na Indonésia e ele sobe de primeira (o nosso caso só pode ser sabotagem).
Quantas vezes já tentamos? (nem sei)
Imagina quem trabalha nessa área! Alguém pode culpá-los por procurar emprego no exterior???
Abraço a todos
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Gilberto Rezende,
Salvo uma falha de memória, pois o que li foi há muito tempo, não basta a base estar no equador geográfico e sim no equador magnético, por onde passa Alcãntara, não sei se há outros sítios tão bons como esse e que apresentem tão boas oportunidades.
Li no blog brazilianspace que há a vontade do governante atual em transformar aquela área em área de segurança nacional, o que, em tese deverá resolver este impasse com os quilo… ops, com o incra.
Abrçs.,
José Gustavo
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Concordo integralmente que os quilombolas devam ser objeto de uma ação do governo que repare os erros do passado: que sejam todos embarcados em navios e restituídos à África de onde vieram, contra a vontade, seus ancestrais. O que não se pode aceitar é que, em nome do passado, se prejudique tanto o presente quanto o futuro, deixando-se de lado uma enorme área que já se tem e tendo-se de partir à procura de uma outra, porque na primeira há quilombolas…
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Correcao o Brasil sempre paga alto pela ineficiencia de visao futura e por interesses particulares de políticos que nada acrescentam na sua legislatura, só visando interesses particulares.
EM RESUMO, FALTA DE PATRIOTISMO.
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Sempre expresso minha opiniao muito contundente, de forma nenhuma é possível interpretar de dupla interpretaçao. Quem é muito diplomatico em situaçoes obvias é político que tem interpretaçoes dubias e que nao condiz com atitudes de açoes concretas do qual o PaÍS PRECISA MUITO.
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Em tempo, vendo no Google Earth o MELHOR LUGAR para a base espacial DEFINITIVA do Brasil é a Ilha Mexiana na foz do Amazonas e exatamente em cima da linha do Equador e com o Oceano Atlantico livre à frente.
É uma ilha particular (só tem que indenizar um indivíduo) e já vem com uma estrutura básica de resort turístico:
http://www.braziltour.com/site/br/cidades/materia.php?estados=14&id_cidade=8411®ioes=2
Limites para ver no Google Earth:
de 49º 21′O a 49º 50′O de leste a oeste
de 0º 05′N a 0º 08′S de norte a sul
Transforma a ilha em Território Federal Espacial (deixa o Amapá prá lá), área de 100 mil hectares e tá RESOLVIDO o problema de vez…
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Gilberto :
É uma ilha gigantesca, e poderia haver outras bases nela, como a da MB, Frota do Norte.
Roberto Silva
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Acho esta questão quilombola ridícula, qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro tem direito à propriedade (ou usufruto) da terra dentro da lei brasileira.
Branco, preto, quilombola, índio, posseiro ou estrangeiro QUALQUER cidadão que seja proprietário de terra no Brasil pode perder o seu direito à propriedade se ela se encontrar no caminho de um projeto nacional que beneficie a nação em parte ou como um todo.
Pode ser uma linha de metrô, uma estrada, uma rodoviária, um aeroporto ou uma base espacial. Não INTERESSA o que for, se há decisão política que o projeto é importante para a NAÇÃO a ação é simples, desapropriar a área, retira-se os quilombolas (ou quem quer que seja) e os indenizem (igual a Raposa do Sol).
O resto é ideologia barata, seja política, legal ou antropológica. O que eu critico é o não enfrentamento do problema pelo governo atual por razões ideológicas. Acho que o atual governo não quer enfrentar o ônus político de desapropriar as áreas quilombolas e prefere perder mais tempo e mudar de área (sem a MENOR garantia que na nova área o “fenômeno” não se repetirá com índíos, outros quilombolas e etc).
Quanto ao fato do Centro Espacial de Alcântara ser ali, meus caros, o caso é simples, ele fica próximo da base militar do Centro de Lançamento de Alcântara que já estava ali instalada. Recuando no tempo, a base militar CLA foi instalada por uma “escolha de local” que atendeu a requisitos eminentemente “técnicos” pelo especialista espacial de nome José Sarney, que era o presidente à época da definição da nova base que sucederia à Base de Barreira do Inferno em Natal, que não podia mais ser ampliada e foi escolhida nos idos 1989, ano da criação do CLA Centro de Lançamento de Alcântara no penúltimo ano do sábio especialista espacial como presidente do Brasil…
O fato de ser próximo ao Equador FOI MERO ACASO FELIZ… Mais um ano a base seria em Alagoas… Se a decisão tivesse sido técnica à época de 1989 o Centro de Lançamento de Alcântara JAMAIS teria sido construído ali para começar… O Brasil SEMPRE teve condições de ter uma base espacial em cima da linha do equador (maior velocidade tangencial) e é lá que era deveria estar TECNICAMENTE.
Se onde o Equador cruza nossa costa não é mais conveniente porque é o local onde fica a cidade de Macapá, o local a ser usado é o mais adequado para o sul ou para o norte no MÁXIMO à 0,75 graus de latitude ou seja próximo a Macapá. E por último para evitar que “políticos, juristas e antropólogos” locais sejam utilizados para embaçar nossa base espacial seria conveniente retornar o Amapá para condição de Território Federal (espacial)… E chega de palhaçada…
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Boa Noite, J. Batista!
Na lista de países asiáticos que já estão na corrida espacial, que enviaste, além da China, Índia e Japão ficaram faltando o Irã e a Coréia-do-Norte. Todos esses países começaram seus programas espaciais anteriormente ao Brasil.
Do jeito que a coisa vai o Brasil será, em breve, o único do G20 a não ter enviado um foguete ao espaço.
Abraços.
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E o Brasil na arquibancada -
02/07/2009 – 04h10 – uol
Indonésia lança foguete ao espaço com sucesso
Em Jacarta
A Indonésia lançou nesta quinta-feira com sucesso ao espaço um foguete de fabricação local dentro de seu programa aeroespacial, que prevê dispor em 2012 de uma plataforma de lançamento espacial para pôr em órbita seus próprios satélites.
O foguete, denominado RX-420, decolou sem incidências às 9h locais (23h de quarta-feira em Brasília) de uma plataforma de lançamento da província de Java Ocidental, segundo o Instituto Nacional Aeronáutica e Espacial (Lapan).
A operação serviu para testar um dos elementos que serão usados na futura plataforma de lançamento espacial RPS-420, a primeira fabricada totalmente na Indonésia e que servirá para colocar em órbita os próximos satélites do país.
Os especialistas da Lapan acreditam que entre 2012 e 2014 estarão em condições de começar a utilizar a plataforma de lançamento, que colocará a Indonésia dentro da corrida espacial asiática, na qual já estão China, Índia e Japão.
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J. Batista :
Queremos humilhação maior do que essa, causada pelo governo companheiro dos sindicalistas que assaltam a Petrobras todo dia?
Roberto Silva
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Falando sinceramente, fico cada vez mais deprimido com toda essa novela de privilegios para os descendentes da etnia indigena, quilombolas e outras; na educação livros e orientações escandalosos. Suspeito ser nada mais do que uma incompetencia de se zelar pelos interesses e pela soberania de uma Nação continental como o Brasil, sendo mais facil atender minorias e resgatar injustiças milenares e continuarmos subservientes e agradecidos às Nações Soberanas e Nucleares. Viva La France; China; India; Russia; Paquistão; Coreia e Irã.
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Amigos,
O Brasil sempre paga um alto preco pela falta de visao, e nunca aprende.
Um pais com essas dimensoes, e essa gente tem que viver justamente ai, nessa area. Sera que nao existe outro pedaco de terra a uns 300 km ao Sul ou ao Norte, para relocá-los?
Depois nao adianta reclamar. Isso nao é fatalismo, e falta de planejamento e seriedade com um setor tecnologico extremamente estrategico para o Brasil.
sds.
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QUE PAÍS É ESSE!!!
Onde deixa os interesses da segurança nacional de lado…..
Pode ser levado a sério pelo mundo!?
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