Coréia Oferece Navios e Abre F-X Naval

Mídia : Correio Braziliense

Data : 19/11/2008

Coréia oferece navios

O presidente da República da Coréia, Lee Myung-bak, chega ao Brasil trazendo na bagagem uma oferta para a Marinha. A Hyundai, que além de montar carros é um dos cinco maiores construtores mundiais de navios, quer construir no Rio de Janeiro quatro destróieres da classe KDX2 — embarcações extremamente bem armadas e equipadas, que deslocam 5.200t — ao custo unitário de US$ 420 milhões.

Como atrativo extra, ofereceram a doação de 10 pequenas corvetas da classe Pohang, de 1.200t. São barcos empregados em missões de vigilância, que permitiriam ampliar imediatamente a capacidade nacional de fiscalização das águas territoriais. Os sul-coreanos também querem dar apoio tecnológico para a fabricação dos futuros navios-patrulha oceânicos (NaPaOc), que terão entre 1.200t e 2.000t. Há necessidade de 16 unidades com essas especificações.

A Marinha do Brasil pretende, em 2011, começar os trabalhos de construção de três unidades de até 6 mil toneladas para substituir as seis fragatas da classe Niterói, construídas, com apoio dos estaleiros britânicos Vosper, entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980. Em junho, uma comitiva da Hyundai visitou o Arsenal de Marinha e manteve conversas preliminares com a Empresa de Projetos Navais (Engepron), estatal encarregada do projeto e desenvolvimento dos navios de guerra brasileiros.

Nas reuniões, o fabricante coreano mostrou interesse em assumir as instalações da Marinha para modernizá-las, ampliá-las e empregá-las na construção de petroleiros e plataformas de produção de petróleo em alto-mar.

O Ministério da Defesa defende um projeto similar com a DCNS francesa, para fabricar três fragatas Fremm, de 6.500t, com custo unitário de US$ 600 milhões na configuração antiaérea. O projeto faz parte de um programa de intercâmbio tecnológico entre as autoridades militares de Brasília e Paris.

O trabalho envolveria a recuperação e a modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, que acaba de entregar a corveta Barroso, depois de 17 anos de trabalho — prazo extremamente longo para os padrões internacionais. A primeira unidade seria entregue em 2014, depois de três anos do início da montagem.

A Espanha também jogou sua cartada, a fragata F-100, que, além de equipar a esquadra nacional, foi exportada para a Austrália e a Dinamarca. (PPR)

Nosso Comentário :

Coréia Oferece Navios e Abre F-X Naval

Nosso colega de blog Valdir comentou que “esperamos que a visita do Sarkozy possa render frutos e serem assinados definitivamente os contratos de submarinos e fragatas FREEM, conforme noticiado. Se mais uma vez ficar na conversa, é melhor passarmos a falar de culinária.”

Calma, Valdir, talvez agora é que a coisa esteja começando a ficar interessante. Assim, agora talvez seja melhor “cozinharmos” melhor o tema, para o bem do Brasi e não dos intere$$ado$. Chegou a nossa hora? Difícil, mas quem sabe?

Vemos o projeto de construção de fragatas virando um verdadeiro F-X Naval, com “F” de Fragata em vez de “F” de Fighter, aquele F-X de Caça da FAB, o que nunca acaba e que estão querendo empurrar para o segundo mandato da Dilma, lá para 2015.

A Classe KDX2 de destróieres está sendo oferecida pelos coreanos a US$ 420 milhões a unidade, frente aos US$ 600 milhões das fragatas FREMM francesas. O contrato com os franceses já está para ser assinado, mas ainda não o foi.

Aí, entram os espanhóis e nos oferecem a fragata F-100. Nosso governo vai fechar com os franceses assim, sem qualquer concorrência? Só por trás dos panos? Não, vamos ter que abrir o processo inteiro e discuti-lo com a Nação.

Quem mais falta aparecer nesse F-X Naval? Os americanos, é óbvio. Com certeza, viriam com navios excelentes e preços astronômicos, se lá produzidos. Mas podemos apostar que sua proposta viria acompanhada de muitas gracinhas no estilo de miçangas, paetês e espelhos, para encantar os índios locais (nossos políticos).

Traduzindo, os americanos ofereceriam ao Brasil 1 NAe (o Kitty Hawk de 1961 tem sido comentado), 2 LHDs, várias fragatas e destróieres, tudo em final de carreira. Seria um pacotão daqueles, mas uma faca de dois gumes para o nosso incipiente desenvolvimento tecnológico, aquele tal de PD&I.

Agora, muito interessante na matéria acima é a revelação de um dos off-sets em disputa, que será a modernização da Ilha das Cobras para o AMRJ. Mas não devemos entregá-la a terceiros, como a Hyundai deseja. Outras propostas podem vir a ser ainda mais interessantes.

Como disse o Mario NC em seu comentário aqui no Blog, só não podemos ficar eternamente nessa eterna estória de segredos e/ou indecisões :

*PAK-FA (entramos? , não entramos?, já pagamos?, estamos fora?…)

*C-390 (vai fazer?, não vai fazer?, já tá fazendo?…)

*CAÇAS (vai comprar?, não vai comprar? é pra quando?… 2015 tá loco!)

*HELICOPTEROS DE ATAQUE (comprou? vai chegar quando?, vai servir pra que?…)

*SUBMARINO (vai sair?, quando vai sair?, em que fase está?….)

Fragatas FREMM

Fragatas FREMM

 

Brasil Potência Desperta ‘Agressividade’ em Vizinhos

Mídia : O Globo / Newsweek

Data : 19/11/2008

Brasil Potência Desperta ‘Agressividade’ em Vizinhos

O desenvolvimento do Brasil como potência econômica mundial despertou animosidades em países vizinhos, diz um artigo da revista americana Newsweek desta semana.

“Na medida em que o Brasil se torna um país mais poderoso, seus vizinhos se tornam mais agressivos”, diz a revista.

“Estes dias, os imperialistas falam português”, diz o artigo, afirmando que agora o país “marca o passo econômico da América Latina e está se tornando cada vez mais o alvo nº 1″ - posição que a Newsweek diz ter sido ocupada no passado pelos Estados Unidos.

“O rugido anti-brasileiro mais alto vem dos Andes, onde líderes populistas que marcham ao som dos tambores da ‘revolução bolivariana’ do homem forte venezuelano Hugo Chávez, tentam reconstruir suas nações através da redistribuição de riquezas e do aumento do poder dos grupos e minorias indígenas há muito negligenciados.”

A revista diz que “nos últimos dois anos, os líderes de Venezuela, Equador e Bolívia lançaram insultos contra seu vizinho dominante, e ultimamente o clima tem se exaltado”. Como exemplo, Newsweek cita o episódio da expulsão da construtora Odebrecht pelo governo do Equador.

E a reação anti-Brasil está chegando ao sul do continente, segundo o artigo. “No Paraguai, o presidente Fernando Lugo tomou posse em agosto sob a bandeira de ‘independência energética’ - código populista para extrair concessões do império’ do outro lado da fronteira.”

“Ele (Lugo) está acusando o Brasil de pagar menos pela energia que importa da usina hidrelétrica de Itaipu, e quer liberdade para vender metade do total para qualquer país que desejar.”

“Popular”

Apesar do antagonismo, o artigo diz que “ironicamente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva continua popular na América Latina”. O presidente boliviano Evo Morales “se referia reverenciosamente a Lula como seu ‘irmão maior’”, “Chávez raramente perde uma oportunidade de foto com Lula” e “a primeira viagem internacional de Lugo como presidente foi para Brasília”.

“Fazer dos brasileiros os novos gringos pode cair bem para a arquibancada, mas é arriscado política e economicamente”, segundo Newsweek.

“Até agora, o Brasil vinha sendo o maior investidor estrangeiro da Bolívia, enquanto o Paraguai se tornou o quinto maior exportador de soja graças à tecnologia brasileira”, diz a revista.

A reação do Brasil tem sido “quase de penitência ante seus vizinhos pequenos, que cada vez mais representam os habitantes de Lilliput para o Gulliver do Brasil”, diz o artigo, em uma referência aos seres minúsculos que o personagem Gulliver encontra na ilha de Lilliput no romance As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

“Embora o governo de Lula tenha sido rápido em enfrentar os países ricos - fazendo queixas formais contra os Estados Unidos e os europeus na Organização Mundial do Comércio sobre barreiras comerciais a etanol, algodão e açúcar - ofender os irmãos no hemisfério rende pouco mais do que uma repreensão”, afirma Newsweek.

Mas “a tolerância brasileira pode estar acabando”, conclui o artigo, que cita que o Brasil realizou “exercícios militares na fronteira com o Paraguai no mês passado - mensagem difícil de não se ver”.

“Não espere uma versão tropical da guerra preventiva. Mas pode ser um sinal de que o Gulliver Latino não está mais querendo enfrentar as coisas deitado”, disse o artigo da revista Newsweek.

Nosso Comentário :

Essa matéria da Newsweek é tão boa que parece sair de qualquer um dos diversos blogs, sites e fóruns que tratam de Defesa no Brasil. Digamos que trata-se de um apanhado geral da realidade bolivariana que temos acompanhado. Só parecem desconhecer o lindo projeto de poder de Mr. Chávez.

Entretanto, esse trecho é muito feliz e impagável; devemos ler e reler, de tão bem feito que é :

“A reação do Brasil tem sido “quase de penitência ante seus vizinhos pequenos, que cada vez mais representam os habitantes de Lilliput para o Gulliver do Brasil”, diz o artigo, em uma referência aos seres minúsculos que o personagem Gulliver encontra na ilha de Lilliput no romance As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.”

Pois é, acertarem ao dizer que a tolerância brasileira está acabando, pois o Gigante não está mais querendo enfrentar as coisas deitado.

Divertida charge mostrando Lula vestido de freira levando bofetadas e pontapés dos amigos.

Lula vestido de freira levando bofetadas e pontapés dos "amigos".

Divertida charge mostrando Lula vestido de freira levando
bofetadas e pontapés dos “muy amigos” bolivarianos
Correa (Equador), Morales (Bolívia) e Chávez
(Venezuela), da esquerda para a direita. Só
faltou o ex-Bispo Lugo (Paraguai).
(Charge de Iotti no Zero Hora
de 10 de outubro de 2008)

Brasil Negocia Acordos com França e Rússia

Mídia : Valor

Data : 18/11/2008

Brasil e Rússia devem pôr em prática acordo nuclear

De Brasília

Brasil e Rússia começarão a pôr em prática o acordo bilateral de cooperação em usos pacíficos de energia nuclear na visita do presidente russo, Dmitri Medvedev ao Rio, na próxima semana. As discussões para a estratégia de cooperação estão “bem avançadas”, seguindo o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que termina hoje uma longa visita à Europa. A cooperação inclui o aperfeiçoamento tecnológico da prospecção e enriquecimento de urânio, a construção de reatores atômicos de quarta geração, pesquisas multiuso da energia nuclear para fins pacíficos e formação de técnicos e cientistas.

A cooperação em energia nuclear e em tecnologia espacial também é negociada com a França, com quem, segundo o ministro, os projetos estão ainda mais avançados. Um dos aspectos dos projetos de negociação, de acordo com Mangabeira, é o esforço brasileiro para alcançar independência nesses campos, e lançar produtos em associação com esses países. Ele admitiu que, enquanto os franceses já assumiram o projeto, os russos ainda tendem a enfatizar o aspecto comercial embutido nos programas de cooperação.

“Não estamos interessados em comprar nada”, insiste Mangabeira, repetindo o que tem dito nas reuniões com autoridades. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy, que também visitará o Brasil neste ano, instruiu os ministros, que receberam os emissários do governo brasileiro das propostas e projetos em discussão. Na Rússia, a situação foi um pouco diferente, relata o ministro. “O centro do poder russo, o presidente e o primeiro-ministro têm esse interesse, mas ainda não transmitiram de forma abrangente e clara aos ministros e o segundo escalão ainda acha que vai nos vender coisas.”

Ontem, em Brasília, o segundo escalão russo esteve reunidos com autoridades brasileiras e empresários, para discutir o projeto de cooperação e também as questões comerciais, como o interesse dos exportadores de carne brasileiros, frustrados pela dificuldade em convencer os russo a ampliar as cotas atualmente impostas sobre as vendas àquele mercado. “É uma questão de sobrevivência para nós”, argumenta o presidente da Abipecs, dos exportadores de carne suína, Pedro Camargo Neto. “Se não conseguirmos cotas exclusivas como os Estados Unidos e Europa, vamos ser prejudicados, porque a Rússia está se tornando protecionista.” Ele afirma que, apesar do aumento nas vendas em outubro, as exportações de carne suína á Rússia foram reduzidas à metade nos últimos 12 meses.

Medvedev e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem discutir um plano de cooperação em matéria de defesa que, segundo Mangabeira não se baseará em negociações de venda de armamentos, como se chegou a publicar em jornais da própria Rússia. O Brasil está mais interessado em tecnologias próprias para o projeto de reforma das Forças armadas, que prevê menores contingentes com grande capacidade de deslocamento e intervenção, diz Mangabeira.

Um dos principais pontos desse projeto é a redução da dependência em relação ao sistema GPS, de sensoriamento remoto. O país quer usar o GPS em combinação com o russo Glonass e o europeu Galileo, defende o ministro. O ministro nega, porém, que o Brasil vá aderir a alguma suposta estratégia da Rússia, de aumentar a influência na América Latina como resposta à maior presença americana no Mar Negro.

“Não estamos interessados em comprar coisas nem em uma política bismarkiana de contrabalançar o poder dos EUA”, disse. “Temos ótimas relações com os Estados Unidos, que, agora deverão ficar melhores.” (SG)

 

Nosso Comentário :

Brasil Negocia Acordos com França e Rússia

Como se vê, as negociações para cooperação em energia nuclear e tecnologia espacial estão mais avançadas com a França. O caso da Rússia nesses campos está mais embrionário, digamos melhor, na estaca zero.

Interessante ver que o Brasil busca lançar produtos em associação com seus parceiros. Mais à frente, esse pode ser o caso até de um caça de 5ª Geração.

O mais interessante nesta matéria vem a ser o plano de cooperação de Defesa com a Rússia, que se basearia em tecnologias próprias para o projeto de reforma das Forças Armadas, o qual prevê menores contingentes com grande capacidade de deslocamento e intervenção. O que estará sendo negociado nesse campo?

Novidades no Defesa BR

Mídia : Defesa BR

Data : 17/11/2008

Novidades no Defesa BR

Tanto o site quanto o blog do Defesa BR estão de mudança para novo provedor e alguns comentários podem não chegar aqui durante esta semana.

Digitem o comentário e salvem-no antes de enviar. Se ele não chegar, vai ser porque a mudança estará acontecendo naquele momento. Enviem mais tarde. Assim que o processo tiver sido concluído, porei um aviso no Blog. Não tenho como saber a hora da mudança, pois depende do provedor de domínio nos EUA.

A partir de agora, o site Defesa BR pode ser acessado de dois modos :

http://defesabr.com

http://defesabr.com.br

A novidade é o domínio [.com.br], que foi finalmente adquirido. Ele vai redirecioná-lo para o domínio [.com], mais tradicional e amplamente divulgado.

O Blog tem tido um crescimento excelente em termos de comentários, e isso mostra que a turma já está mais que exigindo um chat, como bem sugeriu nosso amigo DIR. Só para vocês terem uma idéia, a última notícia no blog teve mais de 100 comentários… já está querendo virar fórum !

Vamos direcionar isso do melhor jeito possível. Estaremos estudando novas alternativas de fóruns e chats, de preferência tendo tudo em uma única plataforma.

O Google Lively ainda está em versão Beta, mas em breve será uma revolução no mercado de chats, pois poderemos ter uma ou várias salas próprias.

Para quem deseja escrever em fórum, temos um bem descomplicado que é o :

http://br.groups.yahoo.com/group/defesabr/

Basta inscrever-se, aguardar minha liberação e sair escrevendo. Só peço para darem o nome, mesmo que inventado, mas nome de gente, OK !

A turma lá é muito boa e ninguém será desrespeitado, como vemos em muitos fóruns por aí. Ali não existe sabichão. Todos só querem aprender juntos e colaboram muito com o site.

Obrigado e Boa Tarde a Todos,

Roberto Silva

Defesa BR

Força Militar: Meio expediente a partir de 1º de dezembro

Media : O DIA

Data : 17/11/2008

Força Militar: Meio expediente a partir do dia 1º de dezembro

Marco Aurélio Reis

Rio - Acaba de ser dado o sinal verde pelo Comando do Exército para os comandantes de unidades adotarem meio expediente a partir do dia 1º de dezembro. Nove em cada 10 batalhões vão seguir a orientação, que reduz as despesas com alimentação de soldados, graduados e oficiais. No meio expediente, a tropa entra pela manhã e sai antes do almoço. Fica na unidade apenas o efetivo para garantir a segurança das instalações.

A orientação sai dois meses depois de o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, ter emitido comunicado alertando que a retenção, no Tesouro Nacional, de R$ 518,8 milhões do seu orçamento poderia provocar redução de expediente e dispensa antecipada de soldados. Por isso, o sinal verde foi recebido com preocupação pelos oficiais que tomaram conhecimento dele na última semana. A coluna levou ao Exército a preocupação expressa por esses militares. Muitos temem que a crise financeira que derruba bolsas de valores venha atrapalhar os planos federais de investimento maciço no reaparelhamento dos quartéis.

Esses oficiais começaram interpretar o aperto financeiro como um dos motivos para o anúncio do Plano Estratégico de Defesa, previsto para ocorrer no 7 de Setembro, ter sido adiado duas vezes: primeiro para novembro e agora para dezembro.

O meio expediente será seguido de dispensa antecipada de recrutas?, perguntou a coluna ao Comando do Exército. Não, respondeu a Força, que, em nota oficial, classificou a “flexibilidade para (os Comandos Militares de Área) regularem suas atividades” no fim do ano como orientação rotineira e não extraordinária.

Sobre a dispensa dos soldados, informou que a baixa do grupamento A não sofrerá alterações nas datas anteriormente previstas: 7 de janeiro, 18 de fevereiro e 24 de abril. “Sendo a última turma licenciada após quatro semanas, aproximadamente, de incorporação do novo contingente, mantendo-se o efetivo de praças do núcleo-base sempre completo”, detalha a nota, espantando para longe a volta do fantasma da penúria financeira nos quartéis e aliviando a preocupação sobre o Plano Estratégico.

Nosso Comentário :

Vejam mais este absurdo contingenciamento de R$ 518,8 milhões do orçamento do Exército Brasileiro, agora em 2008. Só no Brasil existem Forças Armadas operando em meio expediente.

E o atual governo, tão amigo dos inamistosos bolivarianos à nossa volta, ainda quer que acreditemos em Planos Estratégicos.

A FAB, o Pentágono e o Bastidor do Projeto FX-2

Media : JB Online

Data : 09/11/2008

A FAB, O PENTÁGONO E O BASTIDOR DO PROJETO FX2

Marcelo Ambrosio - JORNAL DO BRASIL

Em uma segunda tentativa, o chamado projeto FX-2 de modernização da FAB caminha para uma conclusão com apenas três caças. Na concorrência anterior, no governo FH, eram cinco numa negociação na qual o poderio militar e estratégico tinha tanto peso quanto o offset, a contrapartida comercial. Para quem não sabe, em licitações dessa monta, US$ 2,5 bilhões, por alto, quem adquire o bem só o faz se o vendedor gastar o equivalente em mercadorias do país.

Comentei outro dia em um artigo que o favorito dos pilotos era o russo Sukhoi 35, dada a sua capacidade de manobra e enorme autonomia. Os jaguares de Anápolis também admiravam o pequeno Gripen, sueco, por sua maleabilidade, mas torciam o nariz pelo reduzido alcance de vôo, que os obrigaria a abastecer em vôo duas vezes caso tivessem de interceptar um intruso na fronteira com a Venezuela. Os Mirage 2000 traziam seu favoritismo baseado na longa experiência dos caçadores com esse tipo de aeronave. Com menos chances, vinham o F-16 americano e o Mig-29 russo. Como alternativa barata, corriam por fora os Kfir israelenses, espécie de Mirage genérico. De segunda mão, saiam pela bagatela de US$ 1 milhão por mês em leasing.

Lembro que, na época, o Brasil não obteve do governo americano as condições que desejava para o F-16. Queria um pacote que deixasse o país no nível do Chile, cujas esquadrilhas têm radares de longa distância e mísseis ar-ar. O Pentágono até poderia ceder o radar, mas para o armamento exigia que os foguetes ficassem sob sua guarda, como faz com a Tailândia. Para o governo, não era atraente, tanto que enquanto as negociações corriam, técnicos desenvolviam em Israel um tipo de chip barato, não reutilizável, capaz de transformar um foguete cego em um míssil inteligente, controlado pelo radar. Uma idéia genial.

Na atual concorrência, essa despesa pode ser desnecessária. Os três jatos qualificados são o Gripen, o Rafale (surpresa, por ser mais caro) e o F/A-18E/F Super Hornet. No artigo que fiz comentava da aposta da Boeing, que além de ter enviado representantes do programa há mais de um ano a Brasília - um deles eu conheci - montou uma operação sob medida para a FAB, inclusive com o deslocamento de uma engenheira brasileira, Márcia Costley, para aproximar o jato ao máximo da cultura e das exigências dos Jaguares da 1ª Ala de Defesa Aérea. Ao contrário do que houve na primeira licitação, dessa vez as portas estão abertas.

Em um dos últimos atos - pelo menos esse foi sensato - da administração Bush na área de Defesa, os EUA aprovaram a transferência completa, de 100%, de toda a tecnologia embarcada nessa aeronave, muito utilizada pela aviação naval dos EUA. Isso significa que os militares terão os radares que permitirão trazer o Brasil para um status de potência regional equivalente à sua dimensão política e estratégica - hoje somos a quarta força do continente, atrás de Venezuela, Chile e Peru. Não só saberão como operar, mas terão acesso aos secretíssimos softwares que os controlam. As conversas são em nível tal que o interlocutor americano na atual fase da concorrência é uma das mais altas patentes à frente do Pentágono. A crença é que esse status continue assim com Barack Obama no Salão Oval.

Os concorrentes, claro, não estão quietos. Esta semana, pelo menos três lobistas de altíssimo quilate circulavam pela capital federal. E lembro que o fabricante do Gripen acenou com um modelo especial para o Brasil com maior autonomia de vôo. Para os russos, que ficaram de fora, a sensação é a de que o jogo está definido a favor dos americanos. O sinal disso, garantem, foi a inédita operação de troca de reais por dólares fechada pelo Federal Reserve com o Banco Central daqui na semana passada, um mimo para adoçar a boca. Já analistas dos EUA acreditam que a Rússia perdeu o negócio pela rapidez com que equipou a força aérea de Hugo Chávez com os Sukhoi. A operação desestabilizou mais o balanço estratégico na América do Sul, fator que agora pesa nosso favor.

Nosso Comentário :

Muita esperança tem sido depositada em Barack Obama, como se ele pudesse ser um cavaleiro salvador de humanidade. Há muitos brasileiros que sonham vê-lo salvando o Brasil. Pessoal, se ele salvar a GM e a Ford nos EUA, já terá valido a pena a sua eleição.

Ainda é muito difícil acreditar nos EUA. Se vencerem com o Super Hornet, será sempre saudável ver tudo bem documentado, especialmente quanto às fortes salvaguardas de seu congresso protecionista, ainda válidas.

O Brasil não é nunca será importante para eles. Nós é que deveríamos fazer de tudo para vender-lhes cada mero parafuso aqui produzido. Estou errado? Então, perguntem a alemães, japoneses, coreanos, chineses, etc. Todos enriqueceram com moedas baratas frente ao dólar. Nenhum deles tornou-se subserviente. Seus povos passam muito bem, obrigado.

Esse FX-2 é um pesadelo, uma eterna novela sem solução. Parece que prometem, prometem e prometem, mas nada e nunca cumprem. Seguimos indefesos, com a 3ª ou 4ª defesa aérea na empobrecida América do Sul, quando devíamos ser a 1ª e ainda bastante superior a todos os outros juntos. Isso seria um direito nosso e uma obrigação do governo, ou melhor, de Estado.

Não serão 36 caças de 4ª Geração já ultrapassados em 2014 ou 2015 que mudarão algo aqui. Apenas para comparar esse absurdo atual: seria engraçado o Mirage 2000BR ter vencido o FX-1 talvez em 2006 e vermos sua estréia aqui em 2011, apenas chegando os primeiros, que fiasco.

Pois é o que estão nos prometendo, caças velhos já na hora errada, na hora da 5ª Geração. Se é para comprar caças de 4ª Geração, eles precisam ser encomendados ontem e entregues agora, em 2009.

A mentalidade de nossa sociedade é que precisa mudar. É preciso planejar 10 a 20 anos à frente e ponto final. O Brasil não precisa de planos de governos que só pensam em seus umbigos. Precisa de um plano de Estado, de toda uma Nação.

 

 

Decisão do FX-2 Só no Fim de 2009 e Caças em 2015

Mídia : Valor

Data : 06/11/2008

FAB pretende fechar compra de caças no segundo semestre de 2009

Daniel Rittner - de Brasília

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, disse ontem que a FAB pretende fechar a compra de caças de múltiplo emprego no segundo semestre de 2009 e a transferência de tecnologia para a Embraer será um dos critérios mais importantes na seleção.

Ele negou veementemente a existência de favoritismo da francesa Dassault no projeto F-X2. Boa parte do mercado acredita que, devido à associação estratégica entre Brasil e França na indústria de defesa, a escolha dos caças Rafale acabará prevalecendo sobre os outros dois concorrentes selecionados para a fase final do projeto: o Gripen NG, da sueca SAAB, e o F-18 E/F Super Hornet, da Boeing.

Saito explicou ao Valor os próximos passos da Aeronáutica no processo de seleção. As três empresas deverão apresentar suas propostas detalhadas até o dia 2 de fevereiro. “Em seguida, cada empresa será chamada a prestar esclarecimentos. Isso deve ocorrer até julho”, afirmou o comandante. A encomenda seria feita no segundo semestre. “A nossa intenção é receber os primeiros aviões em 2015″, acrescentou.

A estimativa de gastos superiores a US$ 2 bilhões para a compra dos caças, conforme cogita o mercado, não foi confirmada pelo brigadeiro. “Eu diria que é um dinheiro considerável, mas não sei quanto exatamente. De qualquer forma, é por isso que temos que fazer algo bem criterioso.”

Para 2009, a expectativa de Saito é receber um orçamento em torno de R$ 1 bilhão para modernização e reaparelhamento da FAB. Diante da crise internacional e da queda de receitas, ele se preocupa com a possibilidade de cortes. Mesmo assim, “por enquanto não houve nenhuma sinalização do governo”, afirmou.

A compra dos caças, no entanto, que pode chegar a 36 unidades em um primeiro momento, não envolve o desembolso imediato de recursos. A aquisição de equipamentos militares costuma ser financiada ao longo de vários anos. No projeto F-X original, suspenso em 2005, algumas empresas chegaram a propor financiamentos de até 15 anos.

Saito reiterou o caráter técnico da escolha da Dassault, da Gripen e da Boeing para a última etapa do F-X2. Também haviam apresentado ofertas iniciais os russos da Sukhoi (para o caça Su-35), os americanos da Lockheed Martin (F-16) e o consórcio europeu Eurofighter (para o Typhoon). “Posso garantir que não houve interferência política.”

De acordo com o comandante, a falta de transferência de tecnologia foi uma das causas para a eliminação dos russos, que surpreendeu o mercado no mês passado. “Eu não quero denegrir a imagem da Sukhoi, mas o projeto não se encaixou nas nossas necessidades”, disse Saito. Segundo ele, a inclusão da Boeing se justifica pela aparente e nova disposição dos americanos em abrir códigos-fonte e repassar tecnologia ao Brasil. “Eles prometeram isso. Agora quero ver no papel”, afirmou.

Saito afirmou que a tecnologia a ser transferida e as contrapartidas comerciais oferecidas pelos fornecedores (off-set) serão os dois aspectos mais relevantes na escolha do vencedor. “A transferência deverá ser repassada para a Embraer”, esclareceu o brigadeiro, deixando claro que a fabricante de São José dos Campos sairá beneficiada da aquisição dos caças.

Consciente de que os fornecedores não aceitarão compartilhar indiscriminadamente suas tecnologias, Saito adiantou que a Aeronáutica pretende focar a transferência em áreas como softwares operacionais e sistemas de integração de armas.

Questionado se os sintomas da crise e a esperada queda de receitas comprometem o reaparelhamento das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, desconversou: “Tudo a seu tempo”. Ele confirmou, porém, a intenção de fechar o contrato de compra dos caças em 2009 e afirmou que a crise não afetará a aprovação do Plano Estratégico de Defesa, entre o fim de novembro e início de dezembro.

 

Nosso Comentário :

O Brasil hoje fala em Plano Estratégico de Defesa, em 3 Frotas para a MB, em inovação tecnológica e indústria nacional, etc, porque o Defesa BR despretensiosamente levantou essas bandeiras e gente hoje importante acreditou nelas também, mas bem mais tarde. Estamos nessa luta desde 2001, são 7 anos.

Quem mais na internet brasileira falava e muito menos pedia 1% do PIB para Investimentos e Custeios de nossa ainda combalida Defesa? Quem falava de Plano Estratégico, 3 Frotas, inovação tecnológica, indústria forte, etc.? Ninguém, só o Defesa BR, e por aí vai.

O Plano vem aí, mas absurdos ainda acontecem muito, como o FX-2 tendo entregas a partir de 2015. Era 2014, mas agora o Comte. Saito falou de 2015. Pasmem, isso é para caças de 4ª Geração, não de 5ª. Isso é um completo despropósito, quase um ataque interno à nossa soberania. Afinal, quem é o nosso maior inimigo? Conclui-se que somos nós mesmos, mas somente os brasileiros que estão decidindo.

O Brasil tinha é que receber 36 caças de 4G em 2010 a 2012, e algoentre 100 e 300 caças 5G a partir de 2014, aí sim, poder-se-ia levar esse FX-2 e o Plano de Defesa a sério.

O governo e a FAB têm a obrigação de no FX-2 impor uma exigência fundamental para o vencedor, mais importante que todas as outras : quem começar as entregas mais cedo e em maior número levará grande vantagem na escolha! E ponto final!

Com essa exigência, daria F/A-18 E/F com código-fonte a partir de 2010! Com absoluta certeza, os outros dois (Rafale F3 e Gipen NG) não teriam mais como concorrer. E a MB teria que entrar nessa compra com algo entre 20 e 30 unidades do mesmo F/A-18 E/F! Chega de A-4 dos anos 60, devem ir para o saco ou serem doados !

Não colocar um mesmo caça na FAB e na MB ao mesmo tempo é mais um atentado absurdo contra o bom senso e a nossa inteligência.

Afinal, para que querem Plano Estratégico de Defesa? Estratégia é isso aí, o resto é coisa para inglês ver.

O Novo Plano de Defesa do Brasil

Mídia : Isto É Independente

Data : 1º/11/2008

O novo plano de defesa do Brasil

Prioridades incluem a fabricação de porta-aviões, base naval na Amazônia e privilégios à indústria bélica nacional

EXCLUSIVO - Hugo Marques

Demorou, mas a Estratégia Nacional de Defesa vai finalmente sair do papel. O presidente Lula avisou aos ministros que até o fim deste mês assina o decreto que cria o plano militar.

A minuta do decreto, à qual ISTOÉ teve acesso com exclusividade, mostra que a nova política do governo para as Forças Armadas é ousada. Como grande guinada no modelo em vigor, o projeto prevê a fabricação de porta-aviões não-convencionais, de função múltipla e de menor porte, além de uma base naval na Amazônia e outra para submarinos nucleares.

A prioridade é assegurar a soberania do mar territorial e da Bacia Amazônica. Entre outros artefatos, ganham destaque também os veículos não-tripulados de vigilância e combate (Vant), caças supersônicos, submarinos nucleares, mísseis, radares e bombas inteligentes.

Trata-se de um projeto de desenvolvimento para reorganizar as três Forças Armadas e reconstruir a indústria bélica nacional. Fora as 98 páginas do decreto, o governo está redigindo cerca de 20 projetos de lei e medidas provisórias para viabilizar a ambiciosa Estratégia de Defesa.

Os custos ainda não foram calculados, mas fala-se em dezenas de bilhões de dólares, que o governo se apressa em justificar. “É aflitivo ter que escolher entre mais hospitais, mais escolas e mais transferências sociais de um lado e mais defesa do outro lado”, diz o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. “Mas nada é mais caro no mundo que a independência nacional.”

A reorganização da indústria de defesa se dará a partir de um regime especial para as empresas que fabricam artefatos militares. Elas ficarão livres das amarras da Lei de Licitações e dos contingenciamentos de verbas do Orçamento da União.

Em contrapartida, o Estado ganha participação especial no capital dessas empresas, na forma de golden share. Estas empresas, monitoradas pelo Estado, ficarão encarregadas de fabricar, entre outros, equipamentos de guerra eletrônica e artefatos individuais para o “combatente do futuro”.

Além de garantir os investimentos, quer atrair a inteligência civil para fazer um “complexo militar – universitário - empresarial”, elo entre pesquisa e produção de materiais bélicos. Para isso, vai aumentar “decisivamente” o número de bolsistas em cursos de doutorado e pós-doutorado no Exterior, nos principais centros de pesquisa do mundo.

 O pacote de compra de caças, submarinos e helicópteros que será fechado até janeiro é a fórmula para importar tecnologia e deslanchar a indústria nacional. Os submarinos e helicópteros virão da França.

A minuta de decreto diz que uma das alternativas é comprar em escala mínima caças de “quinta geração”, com transferência integral de tecnologia, inclusive os códigos-fonte do avião, para que uma empresa nacional comece a produzir o modelo importado. Além dos aviões de combate da FAB, a Marinha vai desenvolver um avião de vigilância, defesa e ataque para seus futuros “navios-aeródromos”, de função múltipla, que serão preferidos aos porta-aviões tradicionais e de dedicação exclusiva.

O governo incluiu no contexto da defesa nacional o desenvolvimento da energia nuclear. A minuta de decreto diz que o País não aderirá ao protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

A decisão põe fim à polêmica desencadeada anos atrás, quando a Associação Internacional de Energia Atômica (Aiea) fez pressões veladas para que o governo brasileiro assinasse o protocolo, destinado a ampliar as restrições e a organizar um regime de inspeções “invasivas” ao País.

O projeto também prevê a aceleração da prospecção e o aproveitamento das jazidas de urânio, a construção de novas usinas nucleares, o uso da energia nuclear em “amplo espectro de atividades” e a nacionalização completa do ciclo do combustível. “Isso ocorrerá em pouco tempo”, garante o ministro Mangabeira Unger.

Está prevista, também, a construção de submarinos nucleares e de reatores nucleares “para uso exclusivo do Brasil”. Segundo o plano, Exército, Marinha e Aeronáutica irão operar em rede, em ligação com o monitoramento da superfície da terra e do mar, “conduzido a partir do espaço”.

Os detalhes estão em anexos sigilosos do projeto. Será criado o “Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas”, para operação unificada. As tropas terrestres e os quartéis, hoje concentrados no Sul e no Leste, serão redistribuídos para Oeste e Norte. Há uma atenção especial do governo quanto à proteção da faixa do litoral entre Santos (SP) e Vitória (ES), onde estão os grandes centros urbanos e as reservas de petróleo do pré-sal.

A nova base naval da Marinha ficará na foz do rio Amazonas e será do tamanho da Base do Rio, para expandir o poderio para o interior do País, aumentando sua presença nas bacias fluviais do Amazonas e Paraná-Paraguai. As barragens de hidrovias a serem construídas terão eclusas para assegurar a passagem de navios.

Nosso Comentário :

Parece que a revista teve acesso a algumas partes do Plano, o qual ainda aguardamos todos desde o 7 de Setembro. Lá se foram 2 meses e muitas crises pelo mundo.

Interessante o Plano vir em forma de decreto com 98 páginas, e ainda cerca de 20 projetos de lei e medidas provisórias à parte. Devem ter sido esses 20 projetos vestirem o formato de “projeto de lei” que fizeram tudo atrasar tanto no Plano Estratégico de Defesa Nacional.

Agora, essa parte abaixo é ainda mais interessante :

“Além dos aviões de combate da FAB, a Marinha vai desenvolver um avião de vigilância, defesa e ataque para seus futuros “navios-aeródromos”, de função múltipla, que serão preferidos aos porta-aviões tradicionais e de dedicação exclusiva.”

Que avião será esse de vigilância, defesa e ataque para a Marinha? Isso não parece levar a lugar algum ou será algo para 2030.

Futuros Navios-Aeródromos de função múltipla? Está parecendo algo entre a nossa E-18 e o nosso NAM, só faltando ser Trimaran. Mas aí já é querer demais da conta.

Faltou a futura base naval da Marinha no Nordeste, pois, até onde já sabemos, serão 3 Frotas.

Papel do Brasil em 2014 ?

Mídia : Jornal do Brasil

Data : 31/10/2008

Em jogo, o novo papel do Brasil no continente

Marcelo Ambrosio

A qualificação dos três caças para o projeto FX-2 mostra como o programa de reaparelhamento da Força Aérea Brasileira mudou de eixo, sobretudo pela ausência russa na reta final. Na concorrência anterior, o Sukhoi russo era favorito pela formidável combinação de poderio aéreo, aviônicos estratégicos (radar do tipo BVR, ou Beyond Visual Range, capaz de abater um alvo a 80 milhas de distância), capacidade de manobra e pacote offset (a contrapartida comercial).

Vários pilotos brasileiros que o testaram surpreenderam-se com a capacidade do jato de desafiar a física, fazendo movimentos impossíveis graças à Vetoração de Empuxo, na qual a ponta das duas turbinas mexe 45 graus para qualquer lado. Os russos fazem até cavalo-de-pau no ar com esse equipamento. Outro ponto positivo era o raio de alcance, que permitia ao Sukhoi chegar à Venezuela, interceptar e retornar a Anápolis, onde fica a 1ª Ala de Defesa aérea, encarregada desse controle.

A reviravolta mostra que os americanos fizeram o dever de casa para serem favoritos – tanto o Rafale (pelo preço) quanto o Gripen (pela pequena autonomia) tinham poucas chances antes. Há seis meses dois graduados nomes do programa F-18 Super Hornet (um deles veterano da primeira Guerra do Golfo) estiveram em Brasília para conhecer a real necessidade da FAB. Anotaram tintim por tintim, principalmente o interesse por um equipamento capaz, a esta altura, de se contrapôr aos Sukhoi 35 que a Rússia havia entregue a Hugo Chávez, fator que teria pesado na desclassificação. O F-16 oferecido antes estava, por isso, fora de cogitação.

A decisão de transferir tecnologia (BVR e mísseis ar-ar) para o Brasil se insere na contenção enxergada pelos EUA na América do Sul, na qual o Brasil passou a ter peso. Além de criar a configuração necessária, a Boeing também investiu em outro campo: deslocou uma engenheira brasileira para o programa para trazer o F-18 Super Hornet o mais para dentro da cultura brasileira. O jato é made in USA, mas feito sob medida para os padrões operacionais da FAB.

Nosso Comentário :

Papel do Brasil em 2014 ?

Interessante jogada da Boeing ao colocar uma brasileira na análise de como será que a FAB pretende ser atendida, tecnicamente.

Como será que o F/A-18 E/F Super Hornet poderá ser feito sob medida para os tais padrões operacionais da FAB?

Além de termos que ver o parto do FX-2 só dar os primeiros filhotes em 2014, também vamos ter que ficar analisando e discutindo novamente sobre opções americanas e suecas, aquelas em que podem tirar um simples parafuso quando bem quiserem, que tudo o mais vai desabar aos nossos olhos, se tanto que jamais surpresos.

Argentina Proíbe que Seus Caças Participem da Cruzex

Mídia : Folha de São Paulo

Data : 31/10/2008

Painel

RENATA LO PRETE

Sem teto 1. Causou surpresa na Aeronáutica a decisão, tomada ontem de última hora pelo Congresso da Argentina, de proibir que caças do país participem hoje, em Natal, da 4ª edição da Cruzex, maior exercício de combate aéreo da América do Sul.

Sem teto 2. A Argentina forneceria cinco dos cem aviões da operação, além de ser dela a tecnologia de gerenciamento do exercício. Participam, além do Brasil, França, Venezuela, Chile e Uruguai.

Nosso Comentário :

Infelizmente, este filme já assistimos antes : a Argentina só pode estar para, a qualquer momento, declarar moratória, novamente. Chegaram ao limite.

Eles simplesmente temem que seus aviões sejam arrestados em qualquer lugar do mundo pelos antigos credores de sua dívida externa. Um credor japonês poderia pedir arresto imediato de bens argentinos à justiça brasileira, a qual poderia ter que decidir contra a Argentina, mesmo a contragosto. E os caças não voltariam jamais.

O governo argentino esta semana mandou vender no Brasil todos os bens de seus fundos de previdência privada e repatriá-los de imediato. Foram dados apenas 3 dias para as vendas serem feitas. Isso passou pela imprensa local meio que na distração. E agora veio a decisão dos caças.