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Ministro de Assuntos Estratégicos Fala Sobre o Plano Brasil 2022

Mídia : Istoé

Data : 08/02/2010

Samuel Pinheiro Guimarães

“É preciso ampliar o bolsa família”

Ministro de Assuntos Estratégicos adianta à ISTOÉ plano de metas para 2022 e diz que é preciso fazer mais para reduzir a pobreza

Cláudio Dantas Sequeira

GUIMARÃES:

“O benefício não pode ser só para aqueles que estão abaixo da linha da pobreza”

Elaborar uma agenda de trabalho que sirva como atalho para o Brasil se tornar uma potência global em apenas duas décadas. Essa é a tarefa delegada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Há três meses, desde que assumiu o posto, ele divide sua rotina entre reuniões técnicas e viagens pelo País. O resultado de horas de estudos e negociações é um calhamaço de aproximadamente 200 páginas, batizado de Plano Brasil 2020, a cuja sexta e última versão ISTOÉ teve acesso.

“Na área da saúde, temos que depender menos de medicamentos importados.

É uma questão de soberania, de segurança”

O documento, de caráter reservado, lista 150 metas e ações, inclusive mudanças de parâmetros do Bolsa Família, a expansão do número de salas de cinema e até a criação de uma “entidade estatal do esporte”. “É preciso ampliar o Bolsa Família. Não se pode contemplar apenas aqueles que estão abaixo da linha da pobreza”, diz. Essas e outras ideias demandam pesado investimento público, mas o ministro não está preocupado.

“Vamos financiar todas essas ações com a exploração do pré-sal”, afirma. Ex-secretário-geral do Itamaraty, onde travou algumas polêmicas batalhas por sua militância de esquerda, Guimarães, 70 anos, avisa que o “Plano” não tem cor partidária, mas pode ser usado pela ministra e pré-candidata Dilma Rousseff na campanha presidencial: “Mantenho a Casa Civil permanentemente informada.”

“No caso de Zelaya, tínhamos uma resolução da ONU e outra da OEA condenando o golpe de Estado. Sairia desgastado quem apoiasse”

ISTOÉ -

O que é o Plano Brasil 2022?

GUIMARÃES -

Trata-se de um projeto de metas e ações estratégicas para guiar o desenvolvimento do País. A data-limite é o aniversário de 200 anos da independência. Basicamente, pegamos os planos setoriais dos ministérios, identificamos os aspectos mais importantes e nos debruçamos sobre eles para consolidá-los. Todos os ministérios participam através de grupos de trabalho e a coordenação é feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com apoio da Casa Civil e do Ipea. Já fizemos as reuniões técnicas e agora vou a cada ministro para debater as metas.

ISTOÉ -

E quais são as prioridades? De que metas estamos falando?

GUIMARÃES -

Os temas são variados, desde violência urbana e defesa até agricultura, cultura, comércio e política externa. No total, são cerca de 150 metas. Dentre as prioridades estão a diversificação e a ampliação substancial da produção nacional para conseguirmos cumprir uma previsão de crescimento anual entre 6% e 7% do PIB. Com esse ritmo, poderemos tornar o Brasil a 5ª potência mundial. Outra meta importante é promover firmemente a redistribuição de renda.

ISTOÉ -

Isso significa a ampliação de programas como o Bolsa Família?

GUIMARÃES -

Estamos criando um novo parâmetro. Consideramos que o rendimento-limite é muito baixo. Hoje, recebem o auxílio aquelas famílias com renda mensal de até R$ 140. Trata-se de um critério absoluto. Estamos examinando com o ministro Patrus Ananias a possibilidade de que o patamar seja relativo e contemple não só aqueles que estão abaixo da linha da pobreza.

Quero dizer que vamos considerar a relação que existe entre os 10% mais ricos, que detêm 44% da renda nacional, e os 10% mais pobres, que têm só 1% da riqueza. Temos que reduzir essa desigualdade. Ainda estamos definindo a meta, mas certamente poderia significar um aumento de 30% a 40% do número de beneficiados pelo Bolsa Família. A isso se somará a garantia da regularidade do reajuste dos benefícios.

ISTOÉ -

Mas como financiar essa meta? A carga tributária atual já não é pesada demais?

GUIMARÃES -

Haverá uma nova fonte de receita com a exploração do pré-sal. Esses recursos abastecerão o fundo social do pré-sal. Também há um volume de despesas com a dívida pública que pode ser reduzido com a queda das taxas de juros, que hoje estão muito acima dos juros reais praticados em outros países. À medida que se reduzir isso com segurança, é possível liberar recursos para uma série de programas importantes.

ISTOÉ -

Alguns ministros defendem a criação de outros auxílios, como o “bolsa celular”. O sr. é a favor?

GUIMARÃES -

Não. Pessoalmente, acho que é preciso criar projetos que capacitem a população, que deem acesso ao cidadão que não tem banda larga, por exemplo. Como há uma disparidade de renda muito grande e a iniciativa privada só se dedica aos segmentos mais rentáveis, o Estado tem que assumir o papel de provedor de certos serviços. Isso passa por políticas de investimento, não só na indústria, mas na cultura, na saúde, na educação e no esporte. Uma das metas é incluir o Brasil entre as dez maiores potências esportivas do mundo, a partir dos Jogos Olímpicos de 2016.

ISTOÉ -

É uma meta ousada. Como pretende fazer isso?

GUIMARÃES -

Há várias medidas, como incentivar os investimentos no setor com políticas de renúncia fiscal. Mas, além disso, vamos criar uma entidade estatal de excelência no esporte, com a construção e modernização da infraestrutura esportiva.

Também vamos instituir uma rede nacional de treinamento e um sistema nacional de avaliação do esporte, baseado nos dados do diagnóstico desportivo nacional. O esporte no Brasil será dividido em três níveis: o de base, nas escolas; o de atletas federados; e o de atletas de elite, com a criação de centros regionais de treinamento.

ISTOÉ -

Essa entidade estatal do esporte será uma “Esportebras”?

GUIMARÃES -

Acho que não. Será mais um organismo de coordenação e definição desses programas.

ISTOÉ -

Qual a meta para a cultura?

GUIMARÃES -

Queremos ampliar em 30% o número de salas de cinema no País. Hoje, os cinemas estão concentrados em apenas 9% dos municípios. Significa que em 4.500 municípios do País não há cinema.

ISTOÉ -

Podem dizer que é para passar o filme do Lula.

GUIMARÃES -

Naturalmente. O fato é que qualquer produtor pode fazer um filme sobre qualquer político, desde que a pessoa tenha uma vida interessante. Também vamos elevar em 50% o número de teatros e em 70% o de salas de espetáculo. Essas metas para o esporte e para a cultura sintetizam bem o papel que o Estado deve ter, seja como indutor da iniciativa privada, seja investindo diretamente.

Um dia desses, tive a informação de que 500 municípios brasileiros não têm médicos. Então vamos pôr uma equipe médica em cada município, reduzir em 50% o déficit comercial do complexo industrial de saúde.

ISTOÉ -

Isso tem relação com a meta de diversificar a produção nacional?

GUIMARÃES -

Exatamente. Na área de saúde, temos que depender menos de medicamentos importados. É uma questão de soberania, de segurança. Vamos fazer isso com parcerias e transferência de tecnologia. Há todo um esforço na área da indústria de base, na metalurgia. Temos que parar de exportar commodities e agregar valor ao que exportamos.

No campo, por exemplo, queremos dobrar a produção de grãos, e fazer o mesmo na pecuária, sem precisar entrar na Amazônia. Isso se faz com melhoramento genético dos rebanhos e das sementes. Em grande medida, torna necessária a ampliação da Embrapa, com a contratação de pesquisadores, melhoria da remuneração.

ISTOÉ -

A indústria de defesa está sendo contemplada no plano?

GUIMARÃES -

Estive em São José dos Campos, recentemente, tratando disso. Dentro da Estratégia Nacional de Defesa, vamos priorizar algumas metas como a de aumentar em 20% o efetivo das Forças Armadas, reposicionar 25% do contingente na Amazônia e no Centro-Oeste e elevar em 40% a capacidade operativa da FAB. Nesse ponto, estamos considerando, além da aquisição do primeiro lote de caças, a construção de 12 unidades do cargueiro KC-390.

Também é prioridade a criação de duas esquadras da Marinha, uma no Norte/Nordeste e outra no Sudeste, com capacidade de propulsão nuclear. Queremos instalar mais uma brigada de infantaria de selva e 28 batalhões de fronteira, transferir a brigada de paraquedistas para o centro do País e criar um sistema de defesa antiaérea.

ISTOÉ -

Na defesa, qual sua opinião sobre as parcerias tecnológicas?

GUIMARÃES -

Acho que a indústria de defesa tem um impacto muito grande no desenvolvimento tecnológico. Então é necessário dar condições de produção e estimular programas de transferência de tecnologia de produção. Não ir apenas ao mercado. Nesse sentido, os projetos que têm sido desenvolvidos, a compra dos helicópteros, do submarino e dos caças, são importantes.

ISTOÉ -

A política externa não precisa mudar?

GUIMARÃES -

Queremos manter o que foi conquistado durante o atual governo e ir além. Assegurar a participação do Brasil na tomada de decisões que afetem diretamente os interesses nacionais, especificamente o Conselho de Segurança. Queremos alcançá-lo antes de 2022. E dentre as ações previstas está a consolidação da presença brasileira em missões de paz e o aprofundamento do papel do País nas discussões de temas globais, como energia, mudança climática, comércio internacional e desarmamento.

ISTOÉ -

Mas o Itamaraty não cometeu uma série de erros?

GUIMARÃES -

Não é bem assim. Não acho que houve escorregões. Perdemos muitas disputas, e outros países também. Mas isso não afetou nossa capacidade de participação nesses organismos. Perder a eleição para diretor-geral da OMC não reduziu nossa influência nas discussões sobre comércio internacional. Um país que não compete, não ganha.

ISTOÉ -

Mas lançamos candidaturas sem o apoio necessário.

GUIMARÃES -

Essas divisões existem em todas as regiões. Na Ásia, o Paquistão e a Indonésia não aceitam a candidatura da Índia. A China também tem restrições sobre a participação do Japão. Na Europa, a Itália e a Espanha são contra a candidatura da Alemanha. Não há necessidade de unanimidade regional. O debate é permanente.

ISTOÉ -

Em Honduras, o sr. autorizou a entrada de Manuel Zelaya na embaixada e o Brasil saiu desgastado.

GUIMARÃES -

Nem sempre se consegue o que se quer. Não acredito que houve desgaste. No caso do Zelaya, tínhamos uma resolução unânime da ONU e outra da OEA condenando o golpe de Estado. Sairia desgastado quem apoiasse o golpe, e nós fomos contra. Eu pergunto: como Lula ganharia o título de estadista do ano, se tantas ações fossem tão equivocadas como se diz?

ISTOÉ -

O plano para 2022 vai inspirar o programa de governo da ministra Dilma Rousseff?

GUIMARÃES -

Nós estamos trabalhando de forma a manter a Casa Civil permanentemente informada. Há plena interação. Pode ser que esses trabalhos sejam úteis na medida em que identificam metas prioritárias para quem estiver preparando o programa. Afinal, para que alguma coisa se realize em 2022, é preciso que algo seja feito entre 2011 e 2014.

Mas ressalto que não se trata de um plano de um partido político. Trata-se de um plano para o Brasil. É por isso que, antes de entregá-lo no final de junho, vamos submetê-lo à consulta de ex-ministros, deputados e senadores, independentemente da cor partidária.

Nosso Comentário:

Ministro de Assuntos Estratégicos Fala Sobre o Plano Brasil 2022

Concordo que é preciso fazer mais para reduzir a pobreza, mas o Bolsa-Família precisa ser mais bem estruturado e premiar famílias com menos crianças, com mais atenção dos pais. Precisa deixar de ser visto como presente do presidente da vez e ser visto como algo que pode ajudar se o trabalho com suas crianças for árduo.

E a educação tem que melhorar ainda 300%. Porque vermos multidões de crianças analfabetas funcionais no 5º ano, sem saberem ler nem escrever, é um completo desastre para a nação.

No 2º ano, uma criança já tem que saber escrever ditados e ler textos grandes em voz alta para toda a turma. Ninguém quer passar vexame frente aos colegas. Isso já seria um enorme salto de qualidade. O resto é fazer de conta que ensina e cria uma sociedade de verdade.

O Plano Brasil 2022 já existe nos porões do governo Lula há anos, sem muito sucesso. Grande parte de seu arcabouço intelectual deve-se ao ministro anterior, Roberto Mangabeira Unger. Agora, lista 150 metas e ações estratégicas para guiar o desenvolvimento do país.

Lula planeja financiar tais ações com a exploração do Pré-Sal, o que seria bem melhor que inundar os cofres de algumas dezenas de governadores e milhares de prefeitos ávidos por novidades, entendem?

O atual ministro, Samuel Pinheiro Guimarães, está certo ao priorizar projetos que capacitem a população. E isso vai passar por políticas de investimento na cultura, na saúde, na educação e no esporte. Bola branca para ele.

Lula não tem conseguido melhorar a situação dos esportes olímpicos no Brasil. Talvez seja o melhor mesmo caminho criar uma entidade estatal de excelência no esporte, com troca de experiências e forte coordenação geral, para que certas entidades não fique eternamente à vontade com amadores no comando e muito dinheiro em volta.

O ministro adverte que temos que parar de exportar commodities e agregar valor ao que exportamos. Concordo, mas o caminho é longo e tortuoso. Fazer isso sem mexer no câmbio como é hoje (livre) será como tentar enxugar gelo no verão do Rio de Janeiro. Enquanto isso, só a China faz a festa e o mundo desorientado assiste.

Ele pretende elevar em 40% a capacidade operativa da FAB. Mas o problema é que a brava FAB não tem capacidade operativa alguma, a não ser que ele esteja falando do GTE, incumbido de transportar de graça as sortudas “altas autoridades” desse imenso país, até a passeio. Nos falta ter uma aviação de caça e uma real mobilidade tática e estratégica. Para resolver isso, 40% parece brincadeira.

Todos os planos referentes à Defesa são insuficientes e mesmo assim nem metade será concluída no longínquo ano de 2022. Isso se o Plano Brasil 2022 for mesmo um Programa de Estado, e não apenas um sonho do governo da vez. Aí, a taxa de sucesso poderá ser de 20%, aquela de sempre.

Roberto Silva

DEFESA BR

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FX-2 – Governo Pretende Reduzir Ainda Mais o Preço do Pacote Francês

Mídia : Jornal do Commercio

Data : 06/02/2010

Lula avisa que ainda não fechou compra de caças

Em entrevista a um jornal gaúcho, o presidente garantiu que a aquisição dos franceses Rafale ainda não foi definida. Especula-se que o governo estaria tentando baixar ainda mais o preço dos aviões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou irritado com o vazamento da informação da redução do preço do pacote de 36 caças franceses oferecido à Força Aérea Brasileira (FAB). Para ele, o valor apresentado “ainda é alto” para fechar o contrato.

Por isso, o governo, embora insista que há uma preferência pelo modelo francês Rafale, quer continuar negociando e insiste que só fechará o contrato se o preço cair ainda mais.

Em entrevista publicada ontem pelo Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul, Lula reforçou que o martelo ainda não foi batido. Também concorrem a americana Boeing e a sueca Saab.

“Tem de reduzir mais, melhorar as condições”, afirmou um auxiliar direto de Lula ao ressaltar que essa questão “é muito mais que preço e contrapreço”. Por conta dessa insatisfação, que poderia levar os franceses “a se acomodarem”, o presidente avisou que as negociações podem levar ainda algum tempo.

O argumento do governo brasileiro é que esse negócio tem de ser bom para os dois lados. O Brasil precisa do avião e quer a transferência de tecnologia. Além disso, Lula já classificou a França como o “parceiro estratégico” do Brasil, revelando a preferência pelo caça da Dassault.

O Brasil tem um trunfo para baixar o preço. É que, embora o pacote inicial seja de 36 aeronaves, a ideia posterior é de se chegar a 120 caças.

No relatório preparado pela Comissão da aeronáutica, entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, em janeiro, os preços apresentados pelas empresas foram de US$ 8,2 bilhões (Dassault), US$ 5,7 bilhões (Boeing) e US$ 4,5 bilhões (Saab). De posse destes valores, o governo saiu em campo para reduzir o preço dos Rafale e teria chegado a US$ 6,2 bilhões, mas quer nova redução.

Na entrevista ao jornal gaúcho, Lula disse que, no momento, o Ministério da Defesa está examinando as propostas apresentadas.

“Quero afirmar que, até o momento, não há qualquer decisão tomada em relação à compra dos caças. Trata-se de uma escolha muito importante para o governo e para o Brasil. Vou decidir somente depois de tomar conhecimento dessa análise, depois de ouvir o Conselho de Defesa Nacional e tendo em conta as diretrizes da estratégia Nacional de Defesa”, disse.

Nosso Comentário:

FX-2 – Governo Pretende Reduzir Ainda Mais o Preço do Pacote Francês

Claro que Lula e Jobim e vão continuar negando. O governo ainda pretende cozinhar os 3 concorrentes por mais algum tempo, para que os franceses reduzam ainda mais o preço do pacote e o negócio seja concluído.

Por que não negociam logo de uma vez as 120 ou 150 unidades, com o máximo de produção no Brasil, pela Embraer? O custo unitário poderia cair bastante assim.

Enquanto isso, o tempo passa e os caças escolhidos levarão ainda mais tempo para começarem a voar sob as cores da FAB.

O jornal Correio Braziliense publicou que os americanos enviarão ainda em fevereiro um Navio-Aeródromo para o litoral do Rio de Janeiro com pelo menos 15 aviões Super Hornet usados pela marinha americana para demonstração dos caças. É hora do circo.

Roberto Silva

DEFESA BR

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Governo Bate o Martelo, Escolhe o Rafale F3 e Encerra o FX-2

Mídia : Estado de São Paulo

Data : 04/02/2010

Após revisão do preço, Planalto teria decidido por caça francês

Redução de quase R$ 4 bi no custo das aeronaves teria garantido a decisão brasileira em favor do Rafale

SÃO PAULO – O governo brasileiro já teria decidido pelo caça francês Rafale, depois que a fabricante Dassault aceitou reduzir o preço o final do pacote de 36 aviões que serão adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB).

A informação, publicada na edição desta quinta-feira, 4, do jornal Folha de S. Paulo, foi negada pela assessoria do Ministério da Defesa, que indicou que a decisão final sobre a compra das aeronaves será anunciada somente após o Carnaval.

Segundo o jornal, a Dassault teria aceitado rever o preço das aeronaves, reduzindo de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), depois de uma revisão concluída no último sábado, 30, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou por Paris na volta de uma viagem a Israel.

A assessoria do Ministério da Defesa indicou, no entanto, que a decisão sobre a compra dos caças ainda não foi tomada. O ministro Jobim ainda não entregou seu relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual leva em consideração, além do preço, também os critérios de transferência de tecnologia e estratégia de defesa.

Segundo o Ministério, o relatório deve ser entregue a Lula nos próximos dias. A assessoria confirmou, no entanto, que o ministro esteve diversas vezes na França recentemente. A justificativa das viagens é a necessidade de acompanhar os diversos projetos ligados ao Ministério da Defesa que estão sendo desenvolvidos em parceria com o país.

Em nota publicada nesta quinta-feira, pela manhã, a FAB informou que o Comando da Aeronáutica não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o assunto.

Mais caro

Apesar da redução de preço concordada pela Dassault, que baixa em quase R$ 4 bilhões o custo da compra das aeronaves, o caça Rafale segue sendo mais caro do que os concorrentes, o norte-americano F-18 e do sueco Gripen, que custavam respectivamente US$ 5,7 bilhões e US$ 4,5 bilhões.

O presidente Lula já havia declarado sua preferência pela aeronave francesa, cuja compra se encaixaria em um projeto maior de defesa do governo, que envolve uma parceria estratégica com a França.

O vazamento de um relatório confidencial de setembro de 2009 revelou a insatisfação da FAB, que teria ressaltado as desvantagens do preço e do custo da hora de voo do Rafale em relação aos concorrentes.

Nosso Comentário:

Governo Bate o Martelo, Escolhe o Rafale F3 e Dá por Encerrado o FX-2

É verdade que a própria Folha de São Paulo anunciou ontem a vitória do Rafale, já dando o assunto como encerrado e martelo batido. Como sempre, a Folha reclamou e esperneou contra o Rafale, sempre colocando-se a favor do sueco Gripen NG, claramente por motivos comerciais e políticos de praxe.

Se um adversário anuncia sua própria derrota com tanta ênfase, a notícia deve ser forte mesmo. O DEFESA BR vem insistindo que o Rafale já tinha vencido lá em 7 de setembro de 2009. Faltavam algumas negociações, agora concluídas em Paris.

Mesmo tendo o ministro Jobim conseguido reduzir o valor do pacote francês de US$ 8,2 bilhões para US$ 6,2 bilhões (menos US$ 2 bilhões), este ainda é um montante assustador para apenas 36 caças. Dará US$ 172,2 milhões por unidade.

A proposta americana era de US$ 158,3 milhões por unidade, apenas 8% inferior à francesa. Mas a nossa soberania custando apenas um pouco mais de 5% é um excelente negócio. A proposta sueca nem pode ser considerada, pois o avião ainda sequer existe, só havendo estimativas, fora o fato de ter motor americano.

Mas o custo de US$ 172,2 milhões por unidade não será relativo apenas ao custo de um caça em si. Estão incluídos no pacote agora fechado com os franceses todos os armamentos e logística, além de todo o custo da vital transferência tecnológica, o qual embute claramente a oportunidade de a Embraer vir a fabricar o Rafale aqui no Brasil logo à frente.

Os 36 caças adquiridos no processo FX-2 serão produzidos na França. Durante esse processo e a partir desse ponto, a Embraer poderá finalmente começar a fabricar Rafales F3 no Brasil. Fala-se de uma frota total de 120 a 150 unidades.

Certamente, o custo de produção e de outro pacote a partir da 37ª unidade está sendo acordado entre o governo e a Embraer em bases bastante diferentes. Será interessante um dia termos acesso à planilha de custos final de todo o conjunto apenas iniciado pelo FX-2, enfim encerrado. Ufa !

Roberto Silva

DEFESA BR

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Ditador-Presidente Chávez Vai Ficando Isolado no Poder Até o Fim Chegar

Mídia : Estado de São Paulo

Data : 03/02/2010

Venezuelanos nos EUA pedem reação americana a Chávez

Grupos de oposição e direitos humanos condenam ‘atropelos’ do presidente à democracia e à liberdade

Palácio de Miraflores/Efe

Chávez passou a enfrentar forte oposição desde o fechamento da RCTV

MIAMI – Três organizações venezuelanas de Miami solicitaram a vários congressistas dos EUA nesta quarta-feira, 3, que condenem os “atropelos” contra a liberdade de expressão e o contra o movimento estudantil na Venezuela, segundo informa o diário venezuelano El Universal.

Os grupos de oposição Independent Venezuelan-American Citizens (IVAC) e Todos por Venezuela, e o de direitos humanos Venezuela Awareness, solicitaram à embaixadora dos EUA na Organização dos Estados Americanos, Carmen Lomellin, que estude a aplicação da Carta Democrática à Venezuela, já que afirmam que a democracia foi violada de “forma reiterativa”.

“O espírito que deve conter a democracia de um país como bem descreve esse documento, a Venezuela não o respeita nem o pratica”, disseram as organizações em um comunicado conjunto direcionado ao senador George Lemieux e aos deputados Ileana Ros-Lehtinen, Mario Díaz-Balart, Lincoln Díaz-Balart e Connie Mack..

As entidades expressaram sua preocupação pela “repressão desatada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como resposta aos protestos pacíficos realizados pelo povo venezuelano e pelo movimento estudantil motivados pelo fechamento do canal RCTV Internacional, ocorrido no dia 23 de janeiro”. A suspensão do canal, acrescentam, é “uma grave violação da liberdade de expressão assim como tantos outros abusos contra a Constituição”.

O documento ainda ressalta que Chávez, em vez de ordenar as investigações ante os “excessos policiais” durante as manifestações estudantis, minimiza-os publicamente e “promove, dando ordens, o uso desproporcional das forças de segurança e o uso de armas proibidas com o único fim de acabar com o direito constitucional dos protestos pacíficos”.

As organizações ainda falam da “extrema gravidade” do fato de que não exista intenção de investigar esses “atos de violação dos direitos humanos e castigar os responsáveis, bem como proibir o uso de novas armas que não estejam de acordo com os padrões internacionais”. Segundo os grupos, o mandatário manifestou publicamente o desejo de “aumentar a repressão ao movimento estudantil até eliminá-lo, sem se importar com as consequências”.

Assim, pediram aos congressistas americanos que “apresentassem uma resolução ante o Congresso e ao Senado dos EUA uma condenação aos atropelos que estão ocorrendo na Venezuela nos momento atual contra o movimento estudantil e a liberdade de expressão”.

Chávez desmentiu as denúncias de “repressão brutal” e de “atropelos” contra os estudantes que se manifestaram em várias cidades da Venezuela em protesto a sua gestão e ao fechamento da RCTV Internacional.

O presidente afirmou que muitas denúncias se baseiam em fotografias de jornais que mostram agentes da Guarda Nacional com garras de ferro que, segundo o mandatário, são usadas para retirar pneus incendiados que bloqueiam estradas e ruas, e “não para golpear”.

Nosso Comentário:

Ditador-Presidente Chávez Vai Ficando Isolado no Poder Até o Fim Chegar

Para quem não conhece onde sempre termina a aventura doentia e ao mesmo tempo esperta do comunismo, é preciso ler e reler até aprender que “funcionários, familiares e boliburgueses (burgueses bolivarianos) saquearam administrações, ministérios, prefeituras e empresas do estado venezuelano, sob o mando e consentimento de Chávez.

Agora, após tantos e tantos abusos sem fim, até grandes ex-aliados do ditador-presidente Hugo Chávez, como antigos ministros, militares e congressistas, estão pedindo sua renúncia. Afirmam que Chávez “não tem autoridade moral e material para governar, pois ele não responde à satisfação das exigências do povo”, como consta em vários jornais.

Entre esses ex-chavistas, destacam-se o ex-chanceler Luis Alfonso D’Ávila, o ex-chefe militar e ministro da Defesa Raúl Baduel e os ex-altos comandantes militares Yoel Acosta e Jesús Urdaneta, que apoiaram a tentativa de golpe de Chávez em 4 de fevereiro de 1992.

A cada dia a situação só piora para Chávez, que jamais deixará o poder sem lutar até o fim. Portanto, um desfecho trágico já se pronuncia na Venezuela.

Ele é mais um aliado de Lula, como o louco Ahmadinejad, e com a sua derrocada na América Latina, novos tempos de democracia deverão vir por todo o continente.

Não serão tempos de ataques e golpes à democracia, como o decreto de direitos humanos, que visa criar o embrião de um estado comunista sem direitos individuais nem patrimoniais, onde somente uns poucos controlariam todo um povo a ferro e fogo.

Não serão tempos de ataques e invasões de propriedades, como a da Cutrale, por organismos guerrilheiros travestidos de organizações populares (MST) financiadas pelo próprio governo e lideradas por conhecidos políticos do PT, os quais praticaram destruições e saques, agora comprovados, com requintes de uma quadrilha.

Com a inevitável queda do ditador-presidente Hugo Chávez a qualquer momento e a saída de Lula do poder em janeiro de 2011 com seu PT e demais alianças mais radicais, o fantasma do comunismo travestido de socialismo (até a tomada definitiva do poder por uns poucos) pode ser de uma vez por todas extinto do continente americano.

Que o Brasil não perca esta oportunidade única de acabar com tantas variações de saqueadores espertos, e de negar de vez que venham a ditar os rumos da nação e seu livre povo.

Roberto Silva

DEFESA BR

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Irã Lança Foguete ao Espaço e Anuncia Fabricação de 3 Satélites

Mídia : G1

Data : 03/02/2010

Irã lança foguete ao espaço e anuncia fabricação de 3 satélites

Da EFE – Javier Martín.

Teerã, 3 fev (EFE).- O Irã anunciou hoje que deu mais um passo em seu programa aeroespacial com o lançamento de um modelo avançado de seu foguete Kavoshgar (Explorador), equipado com uma cápsula especial na qual viajam seres vivos.

Segundo a televisão estatal “PressTV”, as nave partiu nesta quarta-feira de um ponto não revelado do país levando m rato, duas tartarugas e vários vermes a bordo.

Equipado com um sistema de recebimento e envio de dados telemétricos, de imagens ao vivo e de outro tipo de informações, o Kavoshgar-3 é a versão modernizada do foguete lançado em outubro de 2008.

“O laboratório de pesquisa ambiental e as imagens ao vivo permitirão avançar nos estudos dentro da cápsula biológica, que transporta seres vivos”, explicou um responsável da Organização Aeroespacial iraniana, citado pela rede de televisão.

“PressTv”, da mesma forma que as demais televisões estatais, divulgou imagens dos animais e vermes sendo colocados dentro do foguete.

Analistas iranianos revelaram que este é o primeiro passo em direção a um dos principais objetivos do Irã, enviar um homem ao espaço nos próximos anos.

Minutos após a divulgação da notícia, o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, inaugurou três novos projetos para a construção de satélites de telecomunicações, batizados “Tolou”, “Navid” e “Mesbah 2″.

Ao lado do ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, o líder exibiu a maquete da “primeira plataforma de lançamento de satélites construída integralmente pelo Irã”, chamada Simorg (Ave Fénix, em persa).

“Superamos já a capacidade originária e a partir de agora só se trata de desenvolver os lucros obtidos”, afirmou o líder iraniano.

Como exemplo citou a própria plataforma de lançamento, que segundo suas palavras “pode lançar satélites a cerca de 500 quilômetros de altura. O objetivo dos cientistas é ampliar o alcance primeiro a 700 quilômetros e depois para mil quilômetros”, assinalou.

“Quando conseguirmos lançar satélites a uma distância de mil quilômetros não tenderemos limitações e poderemos enviá-los para onde quisermos”, recalcou.

Vahidi ressaltou que o programa aeroespacial iraniano é de natureza pacífica, e advertiu que seu país não tolerará “uso algum do espaço que não seja pacífico por parte de outros países”, em alusão a Israel.

Os novos projetos são conhecidos um ano após o Irã lançar ao espaço seu primeiro satélite de pesquisa de fabricação nacional, denominado Omid, que girou durante vários meses no ano passado a cerca de 250 quilômetros de altura.

Segundo os analistas, o “Mesbah 2″ é um satélite similar de telecomunicações que viaja na órbita inferior e que de acordo com a televisão estatal é capaz de dar uma volta no planeta a cada duas horas.

A rede detalhou que o “Mesbah 2″ está sob construção e que ainda não foi fixada a data para seu lançamento.

O anúncio ocorre em um momento crucial para a República islâmica, que enfrenta em 11 de fevereiro o 31º aniversário de sua fundação, imersa em uma delicada encruzilhada que indica um futuro incerto, precisando de notícias estimulantes.

Os protestos populares que se repetem há sete meses pela controvertida reeleição do presidente Ahmadinejad, a divisão política e social que gerou a violenta repressão das mesmas e a crise econômica do país colocaram o Irã em momento delicado.

A isso se soma a queda-de-braço do regime iraniano com a comunidade internacional sobre seu programa nuclear.

Países como os Estados Unidos, Israel, França, Alemanha e o Reino Unido acusam o regime iraniano de esconder, sob seu programa civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo é a aquisição de um arsenal nuclear, alegação que o Irã rejeita.

O conflito se agravou no final do ano passado depois que Teerã rejeitasse uma proposta de Washington, Paris e Moscou para enviar seu urânio enriquecido a 3,5% ao exterior e recuperá-lo depois enriquecido a 20%, nas condições necessárias para manter em operação seu reator nuclear civil na capital.

Os Estados Unidos ameaçaram impor novas sanções ao Irã, em particular às empresas que vendem gasolina, opção que conta com o apoio de países como o Reino Unido, França e Alemanha.

No entanto, outras nações como a China, consideram que o diálogo com Teerã, com o objetivo de conseguir uma solução global.

Nosso Comentário:

O programa espacial brasileiro fica cada dia mais distante de inúmeros países. Agora, o muçulmano Irã lança seu avançado foguete Kavoshgar (Explorador) simplesmente com uma cápsula especial na qual viajam seres vivos e programa enviar homens ao espaço.

Quando Mahmoud Ahmadinejad afirma que, “quando conseguirmos lançar satélites a uma distância de mil quilômetros não tenderemos limitações e poderemos enviá-los para onde quisermos”, não resta dúvida a ninguém quanto às intenções belicosas do programa, vindo de quem vem.

O Brasil de Lula vem procurando obter alguma tecnologia iraniana, envolvendo-se com ditadores perniciosos, como sempre fez com Chávez e Fidel Castro. Mas investir em seus próprios cientistas por anos a fio não parece ter ainda entrado na mente limitada dos decisores políticos brasileiros, sejam eles de quais partidos forem. Continua valendo aqui a velha e consagrada “Lei da Vantagem”, de Gerson.

São muito espertos esses brasileiros, é como eles acham que o mundo os vê, mas ocorre exatamente o oposto.

Roberto Silva

DEFESA BR

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A Marinha Canadense Não Quer Mais Comprar Americano

Mídia : Le Portail des sous-marins

Data : 26/01/2010

A Marinha Canadense Não Quer Mais Comprar Americano

As restrições americanas sobre as tecnologias podem levar a atrasos

Pelo Redator-Chefe

Publicado em 26 de janeiro de 2010, atualizado em 26 de janeiro de 2010.

Face aos atrasos e restrições sobre o que pode ou não ser feito com as tecnologias americanas, a marinha canadense decidiu, para modernizar suas fragatas, utilizar o máximo de materiais não americanos quanto for possível para os sistemas chaves dos navios.

O departamento canadense da defesa estipulou que os sistemas de comando e controle instalados durante a modernização das fragatas estejam isentos de toda regulamentação americana, afirmaram executivos da Lockheed Martin no Canadá, a companhia que recebeu o contrato.

No passado, a rigorosa aplicação pelo governo americano de restrições tecnológicas da lei “International Traffic in Arms Regulations” [1] (ITAR) adiou a entrega ao Canadá de equipamentos militares.

Além disso, em 2006, funcionários americanos tentaram limitar a determinadas categorias o tipo de canadenses capazes de trabalharem em programas de defesa do Canadá, pedindo explicitamente que os nascidos em determinados países ou que tenham dupla cidadania com alguns países, não possam ter acesso às tecnologias americanas. Tais limitações não são permitidas pela lei canadense.

Portanto, os radares, sensores e softwares devendo ser instalados nas fragatas da Classe Halifax virão do Canadá, Suécia, Israel, Alemanha e Holanda.

“Este é o desejo do cliente”, disse Don McClure, vice-presidente de desenvolvimento da Lockheed Martin, Canadá, explicando a decisão de utilizar tecnologias não sujeitas às restrições ITAR.

“O ponto principal é que, durante a duração da vida do navio, há necessidade de modificar certas táticas, ou adicionar alguns sensores, e que a marinha não queria estar limitada a dever pedir uma autorização aos EUA para isso.”

McClure indicou que o sistema de comando e controle será desenvolvido em cooperação com a Saab Electronics Systems, da Suécia, e que ele não teria qualquer restrição à exportação para os EUA.

Isso também irá permitir à companhia vender esse sistema a outras marinhas, sem ver necessidade de pedir uma autorização americana.

Algumas armas instaladas nas fragatas canadenses utilizam tecnologias americanas e há outros componentes de fabricação norte-americana que não são cobertas pela ITAR sobre os navios.

Uma porta-voz do departamento canadense da defesa, Jocelyn Sweet, sublinhou que o departamento não havia exigido que os equipamentos instalados durante a modernização das fragatas fossem isentos de restrições ITAR.

Mas ela acrescenta que “o departamento exigiu que toda proposta concernente ao sistema de combate integrado inclua como a indústria iria ter em conta o risco de atraso na entrega se o sistema incluísse equipamentos ou serviços vindos dos EUA e sujeitos às restrições ITAR”.

A Thales Canada Defence and Security, com sede em Ottawa, e que também trabalha na modernização das fragatas, tem observado um desejo maior por materiais não sujeitos às restrições ITAR, vindo do departamento canadense da defesa e de parte de outras forças militares do mundo, disse um executivo da empresa, Conrad Bellehumeur. “Dizer que não há qualquer restrição ITAR provoca um grande interesse” no departamento “, acrescentou.

McClure observou que companhias europeias começam a tirar vantagem em alguns mercados devido às restrições americanas ITAR.

As restrições ITAR foram parcialmente responsabilizadas por atrasos na entrega às forças canadenses do novo helicóptero marítimo, o Cyclone, que está atrasado há vários anos.

Os EUA usam o ITAR como uma maneira de impedir que tecnologias sensíveis caiam nas mãos de países como a China ou o Irã.

Mas, reservadamente, alguns executivos de companhias canadenses que trabalham no setor de defesa, reclamam que os EUA usam a ITAR de forma seletiva, para dar aos equipamentos fornecidos por empresas americanas uma vantagem ao exportar.

Eles explicam que houve casos em que o Departamento de Estado dos EUA usou a ITAR para impedir que produtos canadenses fossem vendidos no exterior, porque eles usavam tecnologias americanas, enquanto que, ao mesmo tempo, dava sua aprovação para que empresas americanas vendessem os mesmos componentes no mesmo mercado externo.

NOTAS :

[1] Regulamentação do comércio internacional de armamentos.

Tradução do Francês por Roberto Silva para o DEFESA BR.

Nosso Comentário:

Qualquer semelhança com os vários casos enfrentados pelo Brasil e suas Forças Armadas não poderá ser mera coincidência. As situações apenas se repetem mundo afora. E que fique claro que essas situações acontecem com seus irmãos canadenses e até ingleses, aqueles que sempre abanaram o rabinho no primeiro assobio do mestre.

Os americanos podem ter lá seu direito de preservar tecnologias sensíveis de olhares e mãos tidas como inimigas ou com enorme potencial para tal, mas clientes ocidentais tradicionais que pagam direito por suas encomendas também devem ter lá seu direito de procurarem novos fornecedores e nunca mais voltarem a comprar dos americanos.

O problema é que o mundo hoje não é um ambiente tão fácil de ser analisado. Não basta dizermos “Fora Yankees, etc”. É preciso atentar a fatos e linhas políticas  perigosas em prática dentro de certos países por demais liberais em plena “Guerra Santa Islâmica” contra os cães infiéis, normalmente aqueles cristãos.

Na Inglaterra, há mais de 100 mil muçulmanos freqüentando as melhores universidades com absoluta liberdade, até mesmo para discutirem abertamente sobre formas de terrorismo. Alguns deles vêm sendo acusados de participar de atos como o ”11 de setembro de 2001” e o fracassado ataque à bomba a um avião americano em 2009. Com certeza, este século XXI não é o admirável mundo novo.

Roberto Silva

DEFESA BR

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Embaixador Americano: Brasil e EUA Continuarão Se Esbarrando Pelo Mundo

Mídia : Folha de São Paulo

Data : 24/01/2010

EUA se dizem “agradecidos” por papel do Brasil em relação ao Irã

Novo papel global brasileiro fará com que país “esbarre” mais nos EUA e relação vai requerer “criatividade”, diz novo embaixador em Brasília, Thomas Shannon

Sérgio Dávila – De Washington

O novo embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, disse que seu país estava “agradecido” aos brasileiros por terem transmitido de maneira direta ao Irã as preocupações da comunidade internacional com a falta de transparência do programa nuclear de Teerã.

“O Brasil achou uma maneira de entregar algumas mensagens realmente importantes, e elas não são mensagens dos EUA, são amplamente compartilhadas e têm a ver com a importância de obedecer a acordos internacionais e respeitar direitos humanos, não só políticos, mas de liberdade religiosa”, disse Shannon anteontem, em Washington.

“Também a importância de a comunidade internacional endereçar a grande falta de confiança na transparência do programa nuclear [do Irã]“, continuou. “Somos agradecidos aos brasileiros por terem podido entregar essas mensagens de maneira direta.”

A afirmação é a mais positiva até agora a vir da diplomacia do governo Barack Obama desde a aproximação recente entre o Brasil e o Irã, que culminou na recepção do iraniano Mahmoud Ahmadinejad pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em novembro, ambos fatos que elevaram a tensão entre Brasília e Washington.

Confirma ainda teor de carta que Obama tinha escrito a Lula dias antes do encontro, em que, segundo relatos, pedia ao brasileiro que repassasse a posição americana em relação ao Irã, de maior engajamento desde que o regime dos aiatolás esclareça suas intenções nucleares e dê acesso ao seu programa.

“No fim, o teste de nossa diplomacia, não só dos EUA mas a brasileira, e o esforço internacional maior de lidar com o Irã serão julgados não por nosso engajamento ou pelos processos que usamos, mas por nossos resultados”, disse. “E é isso que eu chamo de ter uma diplomacia movida a fatos. Nós temos de determinar o que funciona e o que não funciona.”

Em encontro anteontem com os embaixadores dos EUA para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, promovido pelo Brazil Institute do Wilson Center, Shannon disse ainda que os EUA estavam “encantados” com a presença no Conselho de Segurança da ONU do Brasil, que ocupa um assento provisório desde o dia 1º e luta por uma vaga permanente.

O diplomata americano começou a dizer que o país era uma potência emergente e depois se corrigiu: “O Brasil já emergiu; é um ator global, uma potência global”. Nessa nova capacidade, afirmou, é normal que o país e os EUA “esbarrem” mais em assuntos inéditos.

“Um dos desafios que tanto o Brasil como os EUA têm, principalmente nossos corpos diplomáticos, é como vamos nos entender conforme vamos esbarrando um no outro em partes do mundo onde nós na verdade nunca tínhamos nos esbarrado antes”, afirmou.

Em sua fala inicial, Shannon havia mencionado que o novo patamar do relacionamento bilateral trará “desafios”: “Isso é uma coisa boa para a relação. Mas vai requerer alguma criatividade; vai requerer a reimaginação do possível”.

Nosso Comentário:

Embaixador Americano: Brasil e EUA Continuarão Se Esbarrando Pelo Mundo

O embaixador Thomas Shannon apenas demonstra que Brasil e EUA se esbarrarão em muitos assuntos pelo mundo, onde antes isso não aconteceria. O Brasil vem redesenhando seu papel geopolítico e incomodando a potência hegemônica como um ator global.

O assunto do Irã pode ter sido um desencontro por um lado e um jogo em comum por outro. Nunca se sabe o que está exatamente acontecendo e, talvez, os dois governos também pensem assim.

Já no caso do Haiti, os esbarrões têm sido diários. O Brasil está se projetando sobre alguns erros dos americanos, que ficam nervosos. Com o tempo, o Brasil ainda aprenderá a dar o contragolpe a cada golpe americano, e na mesma moeda.

Eles só não podem ser deixados a sós no Haiti para obterem sem resistência a completa submissão dos hatianos aos seus propósitos políticos e econômicos.

Roberto Silva

DEFESA BR

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Forças Brasileiras Fazem Ampla Operação Para Reafirmar Comando

Mídia : Estado de São Paulo

Data : 23/01/2010

Forças brasileiras fazem ampla operação para reafirmar comando

Soldados distribuem alimentos no Palácio Nacional e, em discurso, general adota tom de recado aos EUA

Leandro Colon

As tropas brasileiras no Haiti deram uma resposta ontem ao movimento militar dos EUA no país. O batalhão brasileiro montou uma megaoperação de distribuição de 10 toneladas de comida e 22 mil litros de água em frente ao Palácio Nacional pela manhã para abastecer 5 mil haitianos.

Num gesto simbólico de poder em Porto Príncipe, foram hasteadas duas bandeiras do Brasil diante do palácio, que foi arrasado no terremoto do dia 12. Todo o alto escalão militar brasileiro no Haiti esteve presente.

Cerca de 20 carros militares brasileiros, entre eles 10 blindados, além de 150 homens, foram levados ao palácio. A opção não foi à toa. Na terça-feira, 20 helicópteros Black Hawk dos EUA aterrissaram no mesmo local, uma atitude que incomodou os militares brasileiros, oficialmente responsáveis pela segurança do Haiti.

Ontem, aliás, o Brasil passou por um constrangimento. Durante a entrega da comida, dois helicópteros americanos pousaram no local. O vento chegou a derrubar uma das bandeiras brasileiras.

O general Floriano Peixoto Vieira Neto, chefe das forças de paz da ONU no Haiti, não escondeu que a entrega dos alimentos serviu para, além de ajudar os haitianos, o Brasil “marcar posição”, segundo palavras dele, em relação ao controle da segurança em Porto Príncipe. O general comanda uma tropa de 7 mil militares de vários países. O Brasil tem o maior contingente, com 1.266 soldados.

Em seu discurso, Floriano Peixoto adotou um tom de recado aos EUA. “Eu, general Floriano Peixoto, sou o comandante. Meu papel é de grande articulação. Aqui tem um brasileiro, um chefe da Minustah (nome da missão da ONU).

A parte de segurança cabe a um general brasileiro. Não podemos perder a oportunidade de mostrar isso ao Brasil. Temos o maior contingente de tropas”, afirmou. “A participação deles (EUA) é temporária”, ressaltou, referindo-se ao acordo entre ONU e EUA, segundo o qual, teoricamente, os americanos cuidarão apenas da ajuda humanitária.

Em entrevista ao Estado na terça-feira, o chefe civil da missão da ONU, o guatemalteco Edmond Mulet, afirmou que a presença dos EUA no Haiti é “temporária” e “limitada”. Diante do palácio, uma enorme praça abriga milhares de haitianos desabrigados. “O Brasil é o responsável por essa área. Aqui é o centro do poder”, reforçou o coronel João Batista Bernardes, que comanda as tropas brasileiras. Para hoje, está programada uma distribuição conjunta de alimentos. Será uma ação para tentar mostrar que a situação é pacífica, apesar do mal-estar entre os dois países em Porto Príncipe.

Na quinta-feira, três oficiais americanos, entre eles um do setor de inteligência, fizeram uma visita ao general João Batista Bernardes. Eles discutiram os termos da parceria e foram cobrados a dar explicações sobre o pouso dos 20 helicópteros no gramado do palácio.

O comando militar dos EUA disse que tudo não passou de um treinamento de resgate de sobreviventes. Nas ruas da capital, patrulhas americanas circulam com timidez.

Nosso Comentário:

É claro que o general Floriano Peixoto agiu estritamente sob ordens do governo brasileiro, dando mostras de que a “guerra fria” entre Brasil de Lula e os EUA de Obama no Haiti está sendo intensificada.

Interessante é sabermos que o pouso dos 20 helicópteros no gramado do palácio haitiano não teve como alvo o atendimentos de emergência dos flagelados, pois o comando militar dos EUA mesmo afirma que o evento circense se tratou de um mero “treinamento” de resgate de sobreviventes.

Claramente, a operação aérea da US Navy para o governo foi um deliberado ato lesivo à soberania do povo haitiano. Foi feito para demarcar território, como os cães fazem com as árvores e os postes, uma mensagem aos brasileiros, ontem respondida.

Um treinamento ali é motivo razoável e é para se bater palmas? Trata-se do mais puro cinismo americano, que há tanto nos acostumamos a ver pelo mundo. Vai ficando claro que se trata de mais uma invasão, de tantas mundo a fora.

Nesse contexto haitiano, podemos entender porque os helicópteros americanos levantaram poeira ontem nos mesmos jardins. E de raiva, riram muito ao fazerem o vento derrubar uma das bandeiras brasileiras.

Obama pode estar insatisfeito com Lula pelo apoio ao ditador Ahmadinejad do mesmo jeito que estamos no caso do decreto dos direitos humanos, atentador à nossa democracia e esboço perigoso de uma ditadura comunista.

Esse perigo no Brasil não existe hoje, pois o povo brasileiro abomina comunismo e suas ditaduras feitas para privilegiarem camaradas e matarem centenas de milhões de dissidentes.

Mas o Haiti não deveria ser palco de tanta trapalhada da Casa Branca. Há outros fóruns para as trapalhadas de sempre, como as de Lula mesmo. O mais engraçado é vermos os dois presidentes trocando telefonemas, sem os lados esboçarem trocas de visitas. Lula deve andar sonhando com sua época Bush, por pura saudade dos bons tempos.

Roberto Silva

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Palácio do Governo Haitiano Antes do Terremoto

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Close do Palácio Hoje

Chávez Acusa os EUA de Testarem o HAARP, Causando o Terremoto no Haiti

Mídia : Jornal do Brasil

Data : 22/01/2010

Chávez: máquina dos EUA causou abalo

Para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o terremoto que devastou o Haiti foi obra dos americanos. Em um comunicado divulgado na rede estatal de TV Vive, o líder bolivariano afirmou que “o sismo do Haiti foi um claro resultado de um teste da Marinha americana”. Segundo Chávez, o abalo foi provocado por uma espécie de máquina de terremotos.

O presidente garante ter provas do que diz. Segundo ele, existe um relatório preparado pela Frota Russa do Norte, segundo o qual o “terremoto experimental dos EUA devastou o país caribenho”. As informações são do jornal espanhol ABC.

De acordo com o texto, a Frota do Norte “monitorou os movimentos e as atividades navais americanas no Caribe desde 2008, quando os EUA anunciaram sua intenção de restabelecer a Quarta Frota, dissolvida em 1950”.

O relatório citado por Hugo Chávez compara “o teste de duas dessas armas de terremoto” realizados na semana passada pela Marinha americana. A experiência realizada no Pacífico teria provocado um terremoto de magnitude 6,5 em Eureka, na Califórnia, sem vítimas, “enquanto o teste realizado no Caribe provocou a morte de pelo menos 140 mil inocentes”.

Segundo o texto russo, “é mais que provável” que Washington “tivesse conhecimento total do catastrófico dano que esse teste de terremoto poderia ter sobre o Haiti e por isso posicionou seu comandante do Comando do Sul, o general P.K. Keen, na ilha para supervisionar os esforços de ajuda, caso fosse necessário”.

Em relação ao objetivo de Washington com os testes, o relatório afirma que “no resultado final dos testes dessas armas está o plano dos EUA da destruição do Irã através de uma série de terremotos pensados para derrubar seu atual regime islâmico”.

Chávez afirma ainda que “o Departamento de Estado, Agência Americana de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e o Comando Sul dos EUA começaram a invasão humanitária ao enviar pelo menos 10 mil soldados e empreiteiros” para controlar o Haiti.

Nosso Comentário:

Chávez Acusa os EUA de Testarem o HAARP, Causando o Terremoto no Haiti

Tal acusação de Hugo Chávez, de que o terremoto que devastou o Haiti foi obra dos americanos, baseia-se em informações que lhe teriam sido passadas pelos russos. A imprensa chavista faz o jogo (1 2). Ou baseia-se na loucura de sempre, ninguém pode afirmar se é um ou outro caso. Talvez um misto de ambos seja um tanto lógico com o propósito de sempre.

Entretanto, é uma acusação séria que precisa ser investigada pela comunidade internacional, pois eventos estranhos já aconteceram sobre Moscou e ainda 30 minutos antes de um grande terremoto na China, em 2008.

Ele está falando do projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program, Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência), uma investigação financiada pela Força Aérea dos EUA, a US Navy e a Universidade do Alaska.

O propósito oficial de tal programa seria entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância.

O projeto HAARP teve início em 1993 para uma série de experimentos durante vinte anos. É similar a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico que servirão para melhorar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.

O mundo especula que o projeto HAARP seria uma terrível arma dos EUA capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes, como o terremoto no Haiti.

O HAARP fixo fica localizado próximo à Gakona, Alasca (lat. 62°23′36″ N, long 145°08′03″ W), ao oeste do Parque Nacional Wrangell-San Elias, onde foi estabelecida uma rede de 180 antenas.

O principal componente de HAARP é o Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI), um aquecedor ionosférico. Trata-se de um sistema transmissor de alta frequência (HF) utilizado para modificar temporariamente a ionosfera.

Durante o processo de investigação ionosférica, o sinal gerado pelo transmissor envia-se ao campo de antenas, as quais a transmitem para o céu. A uma altitude entre 100 e 350 km, o sinal absorve-se parcialmente, concentrando-se numa massa a centenas de metros de altura e várias dezenas de quilômetros de diâmetro sobre o lugar.

Essas 180 antenas seriam capazes de criar uma potência de 4,6 MW, sem contar que a ionosfera tem a capacidade de amplificar essa potência até 1.000 vezes. Este projeto já teria custado mais de US$ 200 milhões.

Muitas das investigações do projeto HAARP baseiam-se nos trabalho de Tesla, de origem sérvia, que emigrou para os Estados Unidos, onde faleceu em 1943. Este cientista dedicou-se, sobretudo, ao estudo da eletricidade e das ondas eletromagnéticas.

Em 1898, ele colocou um pequeno oscilador num pilar de um prédio, o que produziu uma oscilação de todo o edifício, pensando as pessoas tratar-se de um tremor de terra. Ele acabava de demonstrar o efeito de ressonância.

Ele é ainda o inventor da corrente alternada, do radar, da transmissão de energia sem fio, do rádio, das ondas estacionárias, etc, tendo depositado mais de 700 patentes.

Vídeos do You Tube sobre HAARP:

HAARP explicado oficialmente

Strange Cloud Formation – HAARP Over Moscow (ORIGINAL)

30 minutos antes del terremoto en china 2008

Terremoto en China Causado por HAARP?

HAARP y Terremotos – Documental

HAARP: La Caja de Pandora

Roberto Silva

DEFESA BR

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HAARP

Brasil no Meio de Campanha Contra Rafale Francês – Qual Será o Objetivo?

Mídia : Blog do Noblat

Data : 21/01/2010

Parcerias estratégicas

De Merval Pereira:

A disparidade de preços do Rafale francês em licitações em andamento em países como a Índia e os Emirados Árabes está introduzindo uma nova variável na concorrência brasileira para a compra dos caças da FAB, que já estava na berlinda diante da informação de que a Aeronáutica prefere o avião sueco Gripen, por ser o mais barato de todos.

A explicação oficial de que a compra brasileira seria decidida não por critérios de preço, mas sim por adequação a uma estratégia de política externa brasileira, fica abalada pela diferença de preços oferecido pela França ao Brasil e aos outros países.

A Índia está comprando nada menos que 126 aviões pelos mesmos US$ 10 bilhões que o Brasil está pagando por 36, sendo que desses 108 serão produzidos na Hindustan Aeronautics no próprio país, com programa de transferência de tecnologia até onde se sabe igual ao prometido ao Brasil.

Os Emirados Árabes, por sua vez, estão comprando 60 jatos Rafale, num negócio estimado entre US$ 8 a US$ 11 bilhões.

A prevalecer essa diferença de preços, estaríamos diante de um “parceiro estratégico” que se aproveita de nosso interesse para cobrar mais caro pela parceria.

O governo brasileiro, que já deixou claro, através do próprio presidente Lula, sua inclinação para comprar os jatos da empresa Dassault, resolveu fazer uma consulta formal à França para saber quais são as diferenças entre o pacote brasileiro e os outros que justificariam preços tão desiguais.

A única explicação seria o pacote tecnológico, mas as primeiras informações são de que a Índia também terá um programa de transferência de tecnologia.

Para complicar o jogo, que já parecia definido, a Boeing está oferecendo para a Embraer a participação no programa de desenvolvimento do avião, chamado de Global Super Hornet, o que significa uma mudança de atitude inédita no governo americano em matéria de transferência de tecnologia.

Também o Congresso americano, que tem que aprovar os programas de transferência de tecnologia, deu a autorização prévia em setembro.

Nosso Comentário:

Brasil no Meio de Campanha Contra Rafale Francês – Qual Será o Objetivo?

Para começar, creio que tem muita gente comentando o assunto sem sequer ter base para tal. Em muitos casos, as mentiras também são espalhadas aos ventos e vão aos poucos se tornando verdades absolutamente incontrariáveis. Quando o ascensorista informa que comprou ações na bolsa, venda tudo que você tiver porque a alta acabou.

A intenção de certo povo é deixar o presidente Lula sem saída, forçando-o a tomar uma decisão desastrosa para a soberania do país (comprar aviões com componentes americanos).

Pagar US$ 10 bilhões por 36 Rafales F3 significaria pagar US$ 278 milhões por caça. Isso não existe, é invenção. Além do mais, parece que o fato da Força Aérea da Índia já ter rejeitado o Rafale não é conhecido.

Ainda por cima, aparecem “experts” cheios de diplomas na parede com a interessante declaração de que a França não honrará seu programa de transferência de tecnologia a um parceiro estratégico como o Brasil e que o Gripen NG é tudo de bom (sem sequer existir). Nem Mãe Sinhá teria tanta ousadia assim de prever o futuro.

Aí só digo três coisas. Primeiro, temos que aprender a ler sempre nas entrelinhas quem se beneficia com artigos e declarações bombásticos para entender seus objetivos. Segundo, temos que ser frios e sentar com os franceses. Baixou, baixou, não baixou vamos para outra solução.

Terceiro, só não recomendo nada com procedência americana, pelos velhos motivos conhecidos de todos e que nem vou repetir.

Gostaram da campanha contra o Rafale ser feita bem no Brasil e não na Índia? Por que será? O Ibrahim Sued dizia que “cavalo não desce escada” e também tinha uma outra frase bem interessante para esse momento: os cães latem e a caravana passa.

Por último, aviso aos navegantes adoradores de americanos que o Global Super Hornet deverá estar voando em 2025. Ainda bem.

Roberto Silva

DEFESA BR

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