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A HEGEMONIA DOS EUA

E OS BIOCOMBUSTÍVEIS



  Barack Hussein Obama - 20 JAN 2009
Presidente americano Barack Hussein Obama com sua mulher Michelle
caminhando após a cerimônia de posse em 20 de janeiro de 2009.


A HEGEMONIA DOS EUA


Hoje, os EUA têm 5 % da população, 30 % da economia e 64 % de todas as despesas militares do mundo, com US$ 670 bilhões em números de 2008, incluindo-se as guerras no Iraque e no Afeganistão, que custaram quase US$ 150 bilhões só naquele ano.


Esse valor total representava 4,8 % de seu PIB Nominal de 2007 de US$ 13,840 trilhões, que já era 10,5
vezes superior ao PIB brasileiro também de 2007 de US$ 1,314 trilhão e, de longe, o maior do mundo. Dados da CIA sobre os EUA.


O orçamento militar para o ano fiscal de 2009 foi de US$ 515 bilhões e as guerras custariam mais US$ 135 bilhões ao ano. O montante de 2009 foi de US$ 650 bilhões. Mais tropas estariam sendo enviadas à problemática frente do Afeganistão em 2010 pelo presidente Obama.



Força Tarefa US Navy

Exemplo do poderio aeronaval dos EUA.



Ressalte-se que eram ainda investidos mais de US$ 210 bilhões em PD&I, ao ano. Trata-se de uma HEGEMONIA mundial, certamente, econômica e militar, com muita capacidade.


Seu único desafio seria o retorno da Guerra Fria em um momento em que sua economia mundial passa por uma grave crise e a RÚSSIA procura ressurgir e a CHINA assumir a ponta.


Já a crescente participação do GRUPO BRIC na economia mundial deverá levar ao fim da hegemonia americana em algumas décadas. Os BRICs serão fundamentais no inevitável processo de desdolarização da economia internacional e no futuro sistema político mundial multipolar.


O IRAQUE



A grande batalha política ocorrida em 2003 no âmbito do atual Conselho de Segurança da ONU no caso da insistência pela invasão do Iraque pelos Estados Unidos deixou seqüelas, principalmente com sua antiga aliada França, desde o apoio à Independência Americana até "ontem", passando pela libertação na 2ª Guerra Mundial e os anos difíceis da Guerra Fria.


Outros países importantes que não aceitaram a invasão unilateral do Iraque, sem a autorização formal da ONU, foram a Alemanha, aliada dos EUA na OTAN, a Rússia e a China, complementados pela Índia e o Brasil.



  VC-25A - 28000

Avião Presidencial AIR FORCE ONE (VC-25A 28000)
sobrevoando o MONTE RUSHMORE NATIONAL MEMORIAL
com as imagens em granito de
George Washington, Thomas Jefferson,
Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln
(Foto USAF)




Presidentes Bush e Chirac

Presidentes Bush e Chirac durante Encontro do G-8 em Evian - Junho de 2003.



A invasão do Iraque ocorreu em 20 de março de 2003. Dois meses depois, em 27 de maio, Rússia e China formalizaram uma Aliança Estratégica. Os presidentes Vladimir Putin e Hu Jintao declararam apoio a um mundo multipolar para poder ser estável e previsível, sem menção ao problema com os EUA.


Procuram contrabalançar a preponderância global
americana, após perceberem o que dizem ter sido um caso de "Neo-Imperialismo" no Iraque.


Até um
"diálogo trilateral" entre Rússia, China e Índia (PAÍSES BALEIAS) teve início a fim de fortalecer a estabilidade e segurança regional e internacional, além de enfrentar os novos desafios e ameaças globais.


Já o Conselho de Segurança da ONU caminha lentamente para ser ampliado e remodelado algum dia, se for para continuar sua existência e a da própria Organização, com a provável entrada de Novos Membros Permanentes, como Brasil, Índia, Japão e Alemanha.


Em maio de 2005, o Senado aprovou uma verba suplementar emergencial para emprego nas operações militares no Iraque e Afeganistão, no valor de US$ 75,9 bilhões.


Em 3 anos de guerra - cravado em 20 de março de 2006 - haviam perdido suas vidas mais de 100 mil iraquianos e 2,3 mil americanos, tendo os EUA gastado US$ 254 bilhões em suas operações. No final de dezembro de 2006, já havia 3 mil soldados americanos mortos na Campanha do Iraque.


Em 2007, parecia ter chegado a hora da grande decisão : sair de vez ou continuar lá com ainda mais esforços. Esta última foi a posição do governo. O novo Congresso, de maioria Democrata, não parecia pensar assim. Em 2008, as eleições presidenciais paralisaram as decisões.


O novo governo Obama, empossado em 20 de janeiro de 2009, prometeu iniciar a retirada americana do Iraque, mas somente em tardios 16 meses, o que nos remete para meados de 2010.


A escalada no Afeganistão continuará crescendo e o Irã é uma grande incógnita, com seus complexos nucleares ameaçando o Ocidente tanto quanto a invasão de multidões islâmicas por toda a Europa.




O DÓLAR, OS DÉFICITS E A DÍVIDA


Dollar



Adotado pelo Congresso dos EUA em 1785, o Dólar ainda é a moeda mais utilizada o mundo atual. Diversos países o usam como moeda local, oficialmente ou não. É considerado até como uma moeda de uso mundial, pois 2/3 dos quase US$ 800 bilhões hoje em circulação estão em terceiros países.



Presidente Bush na ONU

Presidente George W Bush na ONU em 2003, antes da Guerra do Iraque
.




DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO (BUDGET)


O governo Obama
tem hoje como pior problema o déficit orçamentário, que rondava uma faixa "modesta" de US$ 400 bilhões entre 2003 e 2005 (sempre encerrado em 31 de setembro). Ocorre que, daí em diante, tudo se agravou.


n


A situação chegou a tal ponto que o próprio FED não tinha mais como negar que este perigoso déficit anual poderia superar US$ 1,2 trilhão em 2009. Pior, ele chegou a US$ 1,4 trilhão naquele ano fiscal, ou quase 10 % do PIB. Em janeiro de 2010, o presidente Obama prometia com um pacote reduzir o déficit do ano para US$ 1,35 bilhão, se enfrentar o problema.


O que é pouco divulgado é a mesmo a causa do problema. A arrecadação aumentou de US$ 2 trilhões em 2000 para US$ 2,4 trilhões previstos em 2009. No entanto, os gastos cresceram de US$ 1,5 trilhão em 2000 para US$ 3,8 trilhões previstos em 2009. Tratou-se de uma alta de 158% nos gastos em 9 anos, enquanto as receitas cresceram somente 20 %.



Os déficits orçamentários sucessivos alimentam uma dívida pública externa que, em janeiro de 2009, já representava a impressionante quantia de US$ 10,7 trilhões. Em janeiro de 2010 já estava em US$ 12,3 trilhões, com um experssivo aumento de 15% em apenas 12 meses.


Cada cidadão levava nas costas US$ 40 mil de dívida. A cada dia a dívida americana aumentava quase US$ 4 bilhões, sendo que a China consumia US$ 2 bilhões sozinha, isso todo dia. Veja os valores de
hoje
.



DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO DOS EUA
US$ BILHÕES


Budget

O CBO é o Congressional Budget Office, órgão
suprapartidário do Congresso dos EUA.



Em 2005, a dívida pública remontava ainda a US$ 7,9 bilhões, representando apenas 64% do PIB americano. Naquele ano fiscal, foram pagos pelo governo americano US$ 352 bilhões de juros aos detentores dos títulos dessa dívida espalhados pelo mundo e sempre assustados com o futuro da economia americana. Em 2008, foram pagos US$ 412 bilhões e em 2009 foram US$ 420 bilhões.


Como o problema de títulos podres do sistema financeiro, que o governo Obama herdou, remonta a algo tido como próximo a US$ 3 trilhões, não haverá alternativa à estatização de bancos, como os antes colossais Citigroup e Bank of America, dentre muitos outros.


Para sustentar isso e evitar a quebra do país, vêm sendo emitidos dinheiro e títulos novos, aos trilhões de dólares ainda em 2010, sem os problemas serem olhados de frente.


A dívida pública externa americana ultrapassará os 100 % do PIB em breve.  Até que o mundo desista de financiar essa farra e o grande castelo de cartas desmorone de vez.


Apenas como curiosidade, e
m setembro de 2009, o Brasil era o 6º maior detentor mundial de títulos da dívida dos EUA, com US$ 144,9 bilhões.


DÉFICIT COMERCIAL (TRADE)


Outro alerta vital são os sempre crescentes déficits comerciais mais altos da história, como o registrado em maio de 2004, de US$ 53,3 bilhões. Só com tal notícia, o EURO subiu para US$ 1,19 naquele mês.



O recorde de déficit ocorreu em julho de 2008, com US$ 77,2 bilhões. No ano de 2008, o déficit comercial americano foi de US$ 840 bilhões.



Em 2007, o ECONOMIA BR já dizia que o quadro indicava fortemente que uma grande crise estava para explodir, talvez em 2008. Ao longo de 2007, os déficits comerciais mensais continuaram em um patamar próximo a US$ 60 bilhões.


Ao longo de 2008, eles subiram para US$ 70 bilhões. Em 2009, houve redução por causa da redução da cotação do petróleo e pela desvalorização do Dólar.


Em 2008, ano da grande crise e enorme queda do Dólar, pouco do déficit havia mudado. A grande crise mostrou-se com toda força ao mundo ainda em 2008, abalando muitas estruturas antes tidas como sólidas.




MAIORES DÉFICITS COMERCIAIS
DOS EUA EM 2006 E 2008
US$ BILHÕES


PAÍS
2006
2008
VAR. %
China 232,5 268,0
 + 15,3
Canadá
72,8
78,3
+ 7,6
Japão
88,4
74,1
- 16,2
México
64,1
64,7
+ 0,9
Alemanha
47,8 43,0
- 10,0

( Fonte U. S. Census Bureau)



DÉFICIT DA BALANÇA DE
PAGAMENTOS DOS EUA
US$ BILHÕES


ANO
US$ BI
VAR. %
2001
398
-
2002
459
+ 15,3
2003
522
+ 13,7
2004
631
+ 20,9
2005
749
+ 18,7
2006
804
+ 7,3
2007
727
- 9,6
2008
706
- 2,9

A Balança de Pagamentos registra todas as transações econômicas e financeiras
de um País com outros do mundo. Compreende a conta corrente (movimento
de mercadorias e serviços, como fretes, seguros, viagens, remessas de
lucros e juros) e o movimento de capitais (deslocamento de
moeda, créditos e títulos representativos de investimentos).
(Fonte U. S. Bureau of Economics Analysis)


O DÓLAR FRACO


Antes da crise mundial, o Dólar continuava se desvalorizando frente a muitas moedas, inclusive o Real, frente ao qual chegou ter uma cotação de quase R$ 1,50 em meados de 2008. Com o advento da forte recessão americana e mundial, tudo se inverteu. Contudo, o Dólar foi voltando a se enfraquecer aos poucos em 2009.



DÓLAR MÉDIO ANUAL
2004 a 2009



ANO
R$
VAR. %
2004
2,92
-
2005
2,43
- 16,8 %
2006
2,16
- 11,1 %
2007
1,95
- 9,7 %
2008 1,90
- 2,6 %
2009 *
2,00
+ 5,3 %

(*) Previsão do ECONOMIA BR em junho de 2009.




Conclui-se que os EUA não são mais competitivos no mundo atual e a situação só tende a piorar, em parte pela realimentação contínua de sua grave crise interna, e em parte por movimentos de suas próprias corporações que produzem pelo mundo, especialmente na Ásia (China). Dezenas de grandes empresas americanas faziam parte da ameaça comercial chinesa por todo o mundo.


Assim, tal situação poderá tornar-se insustentável quando ou se, em algum momento, o mundo retirar seus investimentos em Dólar, por mais difícil que pudesse parecer há algum tempo. Tanto que Rússia e China já anunciaram há tempos que estariam trocando aos poucos suas reservas de Dólares para Euros e Ienes. Com a quebra do Bear Sterns (absorvido pelo JP Morgan) em março de 2008, e do Lehman Brothers em setembro de 2008, tudo passou a ser possível.


Nenhum país representa para os EUA a solução e a ameaça quanto a China representa hoje. Sabe-se que o déficit comercial americano com a China é maior que com a UE e tende a crescer, pois o Iuan chinês ainda é basicamente fixo frente ao Dólar por política de governo. Acredita-se que ainda esteja, artificialmente, subvalorizado em quase 40 % frente ao Dólar.


Embora
bastante pressionada a mudar sua eterna cotação de 8,28 Iuanes por U$ 1 (o Iuane está subvalorizado em 57 %), a China mantinha-se impassível. Entende-se : seu superávit comercial com os EUA em 2004 foi de impressionantes US$ 162 bilhões (30,6 % superior ao de 2003), já chegando a 2008 com US$ 268,0 bilhões.


No dia 21 de julho de 2005, terminou o congelamento do Iuan imposto pelo governo chinês, sendo a moeda imediatamente apreciada para 8,11 Iuanes por Dólar. Em maio daquele ano, a China já passara a aceitar fazer negócios com oito diferentes moedas, mas não mexera nas cotações.


Os EUA encontram-se extremamente alavancados com massivas aplicações estrangeiras - boa parte chinesas - com US$ 3 trilhões em bônus do seu Tesouro.


A catástrofe americana já é inevitável.

E a China irá junto ?


Sim, e mais Japão, Coréia do Sul e Reino Unido serão devastados, economicamente. Os 4 países detêm sozinhos 50 % - U$ 1,5 trilhão - dos títulos do Tesouro americano. E
m setembro de 2009, o Brasil era o 6º maior detentor mundial de títulos da dívida dos EUA, com US$ 144,9 bilhões.



Se apenas a China - ou mesmo o Japão - trocasse por Euros as suas reservas em Dólares, os EUA já estariam indo direto à falência. Nenhum destes 4 países acima nem o Brasil tomará essa medida, pois ela levará o mundo todo a um caos financeiro ao qual ninguém sobreviverá.


Mas já tem havido anúncios semelhantes de governantes com Hugo Chávez, da Venezuela, rica em petróleo e, óbvio, do declarado inimigo Irã.


O presidente do Instituto de Estratégia Econômica de Washington, Clyde Prestowitz, ex-conselheiro do falecido presidente Reagan, advertiu há tempos quanto a um pânico financeiro mundial que poderia ser deflagrado pela repentina venda maciça de Dólares e de títulos do Tesouro Americano, em Dólares.


Segundo sua entrevista ao jornal "The Australian", de 29 de agosto de 2005 :

"se isso acontecer, fará a Grande Depressão

dos anos 30 parecer um piquenique."



Com a quebra do Bear Sterns (absorvido pelo JP Morgan) em março de 2008, o FED precisou continuar a baixar juros, o que também ainda pode levar a vendas maciças de títulos do Tesouro americano (baixo valor do Dólar e baixos juros), pois a confiança neles não pode ser mais a mesma de antigamente por muito tempo.


O
FMI informa que o Dólar tivera perda real de bem mais de 50 % desde 2001. Portanto, esse parecia ser um processo  inexorável e tempestuoso. Porque uma perda de cada 10 % no valor da moeda vinha levando a uma melhora de apenas 0,5 % na balança comercial americana - em pouco mais de 5 anos. Isso é um resultado insignificante para um remédio tão forte.


Para onde vai o Dólar ?

Inexoravelmente, para o colapso !



Ressalte-se que o volume de Dólares em bancos estrangeiros e/ou circulando no mercado mundial supera US$ 44 trilhões. Isto significa mais de 3 vezes o PIB dos EUA. Somente nos EUA, a riqueza de todas as famílias em 2007 era calculada por volta de US$ 40 trilhões.


A forte elevação das cotações do petróleo no início de 2008 conduziu o consumidor americano para longe das compras - uma séria conseqüência, dado que 2/3 do PIB dos EUA são baseados nos gastos desse consumidor já alta e extremamente financiado pelo sistema a juros flutuantes.



One Dollar Biill

Frente da Nota de 1 Dólar em tamanho reduzido.



As previsões dos déficits orçamentários acima de US$ 1 trilhão, barreira já ultrapassada, estão a caminho de ser muito maiores, pois o próprio então e venerável Presidente do FED - Alan Greenspan - anunciou em abril de 2005 que a situação do déficit federal ficaria ainda mais séria se considerados as quase 80 milhões de pessoas da geração dos "baby boomers" - a geração de norte-americanos nascidos entre 1946 e 1964, que já vinham começando a se aposentar em massa.


O problema é que a China compra diariamente US$ 2 bilhões de títulos do Tesouro dos EUA para manter sua moeda superdesvalorizada. Quando a China tiver que parar de girar a roda da “felicidade americana”, terá então que enfrentar o boicote mundial à sua moeda e as suas vendas externas deverão implodir de uma hora para a outra.


O caos seguinte não será apenas americano, será mundial, caindo no desfiladeiro EUA, União Europeia, Japão e a China. A China cairá porque sua economia se trata de um castelo de cartas e ela não suportará uma tal bolha com seus maiores mercados consumidores afundando. Uma grande revolta interna será impossível de ser evitada, pois a insatisfação financeira e política atingirão o clímax.


O CUSTO DA GUERRA


A crise pode agravar-se com a continuidade do corte de impostos
de US$ 350 bilhões para as camadas superiores, e mais ainda com o aumento do orçamento militar para mais de US$ 500 bilhões anuais.


Isso sem considerar envolvimentos militares maiores que o já pesado do Iraque & Afeganistão, que saltaram de de US$ 6 bilhões a cada mês em 2006 para quase US$ 12,5 bilhões em 2008, com o  escandaloso montante anual de US$ 150 bilhões.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

F-117

Um esquadrão de caças-bombardeiros furtivos F-117, os lendários
Nighthawk, tidos como invisíveis aos radares inimigos.
Eram um perfeito exemplo do poderio militar
como também de excessivo orçamento.
(Foto USAF)




O Pentágono revelou em novembro de 2004 que o Exército com 110.000 homens gastava US$ 4,7 bilhões, a Força Aérea US$ 800 milhões, os Marines mais US$ 300 milhões, e a Marinha devia gastar mais de US$ 200 milhões ao mês. Isso já somava uma espantosa cifra de US$ 6 bilhões ao mês em 2004, mas era somente o início.


Em uma base anual, o custo da guerra estava próximo de U$ 70 bilhões somente para os EUA, mas em abril de 2005, houve um pedido emergencial de US$ 75,9 bilhões, aprovado pelo Senado em maio.


Sabe-se que até meados de 2005, os EUA teriam limpado suas reservas em US$ 200 bilhões com essas duas guerras. A data de 20 de março de 2006 significou 3 anos de invasão do Iraque, período em que os EUA gastaram US$ 254 bilhões em suas operações e perderam 2,3 mil soldados.


Em 2008, esse processo acumulado facilmente ultrapassou US$ 500 bilhões.
Isso porque verifica-se uma terrível escalada de custos no Iraque. No início de 2003, estimava-se um custo mensal de U$ 2,2 bilhões. Em julho de 2003, já se falava de U$ 3,9 bilhões. E em julho de 2004, o Pentágono prometia estar gastando U$ 5 bilhões, mas chegou a US$ 6 bilhões mensais em novembro daquele ano.


Estarão gastando em 2009 US$ 12,5 bilhões ao mês e indo a mais ainda em uma verdadeira escalada de gastos.


A quanto chegaria tal valor com uma possível campanha e até mesmo invasão no Irã xiita com seus complexos nucleares? Ultrapassaria US$ 1 trilhão ? E qual seria o teto com uma invasão terrestre no Irã ?



Enquanto isso, a incrível dívida pública externa dos EUA chegou em setembro de 2009 a US$ 11,8 trilhões. Veja o valor de hoje.



Presidente GW Bush

Presidente George W Bush anuncia o fim da Guerra do Iraque, a bordo do CVN 72
USS Abraham Lincoln, voltando para casa, na Costa do Pacífico, em maio de 2003.



Por outro lado, para compensar os crescentes riscos no Oriente Médio, os EUA vêm voltando sua atenção estratégica para a África, pois o Golfo da Guiné detém gigantescas reservas de petróleo, do qual são extremamente dependentes. Outra frente serão as até então preservadas reservas na plataforma continental americana.



O Pentágono

Uma das bases do poder dos EUA é a força militar do Pentágono.



O aspecto mais interessante no relacionamento entre os EUA e a China são o estrondoso e sempre crescente déficit comercial americano com os chineses e o fato destes serem os maiores detentores dos títulos da dívida pública americana em todo o mundo.


Mas o pior ainda pode estar por vir. Enquanto todos no Ocidente pensam que a China se prepara para a retomada de Taiwan, prometida para ocorrer até 2020, o verdadeiro interesse pode estar mesmo nos territórios dos EUA, do Canadá e da Austrália, para efeito de efetiva colonização de massa.



"Only countries like the United States,
Canada and Australia have the vast land
to serve our need for mass colonization."




(Clique para link)

World War III ?

War Is Not Far from Us and Is the
Midwife of the Chinese Century.





O BRASIL


Os EUA representam o maior e mais sofisticado
mercado consumidor do mundo e o Brasil tem urgência em exportar ao máximo para crescer mais e resolver seus problemas econômicos e sociais. E sua maior força e competitividade estaria no Agronegócio, principalmente nos BIOCOMBUSTÍVEIS.



Lula e Bush no G-8 2003

Presidente Lula e ex-presidente Bush durante Encontro do G-8 em Evian - Junho de 2003.



A chave para entender a posição do Brasil encontra-se na declaração do então Ministro da Fazenda, Antônio Palocci : "Onde ganhamos em produtividade, queremos que essa vantagem se expresse em comércio. Não podemos esperar pela ALCA."
 
 
Afirmou ainda que "é muito atrasada a postura dos países desenvolvidos de não aceitarem o fato de que os países em desenvolvimento conquistaram um nível de produtividade maior que o deles. Em matéria agroindustrial, o Brasil disputa com vantagem com qualquer país desenvolvido. Não podemos aceitar que os desenvolvidos desprezem esse fato e coloquem barreiras."
 
 
Uma aproximação entre EUA e Brasil é uma negociação difícil, pois envolveria vários interesses, desconfianças e receios de ambos os lados, cada dia crescentes, e ainda mais na Era Obama. Contudo, seus benefícios poderiam vir a ser bastante vantajosos a longo prazo para ambos, ainda mais com os EUA em grande crise.
 
 
Uma aliança com os EUA, baseada em mútua vontade política, poderia representar uma nova era de confiança e desenvolvimento com amplos ganhos para o Brasil. Existe um universo de 100.000 empresas brasileiras de todos os tamanhos e setores que já poderiam estar exportando produtos e serviços para os EUA, o maior mercado consumidor mundial.
 
 
Com pragmatismo, poder-se-ia construir uma ALIANÇA madura com confiança e diálogo franco. Para o Brasil, haveria mais responsabilidade na solução de problemas regionais como os da Venezuela, Haiti, Cuba, Equador e narcotráfico.


Em problemas mundiais, haveria uma maior aproximação estratégica e integração entre os dois países, com o Brasil podendo ocupar espaços deixados por antigos aliados europeus em decadência.
 
 
Isso iria requerer novos paradigmas em seus investimentos de Defesa, gerando novas perspectivas em exportações de alto valor agregado, e passando a competir com esses países.
 
 
A própria EMBRAER tentou adiantar-se e procurou implantar uma fábrica na Flórida para concorrer no mercado de defesa local, aliando-se a Lockheed, tendo vencido a concorrência do ACS para o U.S. Army em 2004. Entretanto, tudo foi cancelado pelos americanos por motivos nunca bem esclarecidos.


Caso algum dia ainda venha a ser negociado ao menos algum acordo comercial que represente o fim das atuais barreiras americanas a incontáveis produtos brasileiros, que já custam perdas anuais superiores a US$ 6 bilhões, o comércio do país com os EUA poderia triplicar para US$ 90 bilhões anuais, de acordo com estimativa do Institute For International Economics (
IIE) (2), de Washington.


Incrivelmente, o Brasil ainda era em 2006 o 15º parceiro comercial dos EUA, até mesmo depois de muitos "nanicos". Em 2009 de Obama, nada parecia mudar para melhor e seus caminhos tornaram-se ainda mais diferentes.




O  PROBLEMA DOS EUA COM O BRASIL


Qualquer aliança com os EUA é tida como impossível porque o Brasil sempre encontrou total desconfiança e sempre foi tratado como nação de 3ª classe por este país que, assim agindo, somente solidificou e até mesmo está sempre ampliando uma enorme divisão entre ambos, embora nada transpareça em discursos oficiais.


Existe lá um antigo e inabalável dogma político de que o Brasil é um estranho jamais confiável aos seus interesses.


São inúmeras e toda ordem as barreiras encontradas pelo Brasil nas últimas décadas, mesmo tendo sido um aliado na 2ª Guerra Mundial. Por ter ido lutar na Itália contra o Nazismo em nome da democracia, lado a lado com as tropas americanas, o Brasil foi relegado ao mais completo e indesculpável esquecimento como parceiro.


Enquanto isso, os EUA investiram enormes fortunas em antes ferozes e escarnecidos inimigos, como Alemanha, Japão e Itália, através de seu Plano Marshall, conduzindo-os à fantástica riqueza que hoje desfrutam seus povos.


As Forças Armadas desses três mataram na guerra centenas de milhares de soldados americanos. No fim, só receberam gratidão, flores e investimentos. Isso sempre será lembrado no Brasil.


Como barreiras contra o Brasil, servem de exemplo gritante aquelas erguidas contra tecnologias sensíveis, como as usadas em foguetes de colocação orbital, satélites e até mesmo na área de meteorologia, como ocorreu durante muitos anos nas tentativas de compras de supercomputadores.


Uma série imensa de equipamentos e componentes científicos que necessitavam de aquisição externa sempre foi barrada pelo governo dos EUA, sob a inconvincente alegação de uso para fins bélicos.



VÍDEO - 62º FPB - TECNOLOGIA MILITAR (43:44 MIN)



62º FPB - Forum de Debates Projeto Brasil
- Tecnologia Militar - A Defesa e o Novo
Plano
da Política Industrial - 17/12/2008. Relato do
brigadeiro engenheiro Venâncio Alvarenga Gomes
sobre a infinita série de embargos americanos ao Brasil.



Um exemplo foi o caso das centrifugas para enriquecimento de urânio, quando os EUA se recusaram a vender tal tecnologia ao Brasil. Isso levou os engenheiros nucleares brasileiros a perderem anos e desenvolverem uma tecnologia própria de centrífugas, bem mais barata e eficiente.


Outro exemplo até degradante foi a escolha dos radares para o SIVAM. O Brasil optou pelos radares americanos em prejuízo dos franceses porque foi criada uma falsa expectativa de venda dos A-29 da Embraer para a USAF. Só um lado cumpriu a promessa e a traição americana ficou evidente.


E quando havia necessidade de importação de material bélico, a desculpa recorrente há décadas sempre foi a preocupação de evitar-se um possível desequilíbrio regional, como se a América do Sul não passasse de um simples "quintal" da Casa Branca e o Brasil tivesse péssimas intenções que pudessem atingir os próprios EUA em casa. Este é o grande medo deles, pois sabem que serão suplantados um dia.


Os EUA não confiam em ninguém, nem mesmo em seus mais entusiamados aliados, como a Inglaterra, que encontra-se ainda pensando muito seriamente, a um passo sem retorno de desistir do Projeto do F-35, até trocando-o pelo Rafale francês.


Ocorre que os americanos recusaram-se na última hora a compartilharem sua tecnologia (share technology). Isso significa que se um JSF do Reino Unido necessitar de reparos, esses deverão ser realizados exclusivamente nos EUA.
Suas forças não teriam acesso aos códigos para armar suas aeronaves se eles participassem de missões não aprovadas pelo Pentágono.


A Inglaterra já tornou claro que sem ter sua própria soberania sobre o F-35, consideraria o cancelamento do programa.



Perda de soberania é só parte do preço de aliar-se aos EUA, pois o mais grave é a desconfiança mútua de qualquer mudança ou avanço daquele povo. E se isso acontece com a Inglaterra, berço anglo-saxão e país irmão, unha e carne, como seriam as atitudes com o estranho e indesejável Brasil ?


No campo aeroespacial, o nível de intervenção dos EUA foi ao extremo no final dos anos 80 e começo dos anos 90, quando chegaram a impor ao Brasil embargos comerciais e retaliações pela insistência em manter ativa a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) - depois incorporada ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) - que previa a construção da Base de Lançamento de Alcântara, de satélites ambientais e lançadores.


O problema só foi parcialmente contornado após a inclusão brasileira no MTCR em 1995, e a criação da Agência Espacial Brasileira (AEB), em 1994, reforçando o caráter civil das atividades.


Mesmo assim, os EUA exigiam a apresentação de detalhes dos projetos espaciais, principalmente referentes ao VLS. Algo semelhante ao que aconteceu com a unidade de enriquecimento de urânio em Resende (RJ), ou à gritante ingerência que culminou na proibição de vendas de aviões da Embraer à Venezuela, pois possuíam tecnologia americana a bordo.


Com os atrasos constantes no cronograma do VLS, o Comando da Aeronáutica chegou a adquirir sucatas de mísseis do parque bélico da extinta União Soviética para estudar sistemas de guiagem e malha pirotécnica entre outros elementos do foguete, aos quais os técnicos do CTA não tinham acesso pelas vias convencionais de aquisição. A pressão americana era impossível de ser superada.


A saída do Brasil foi afastar-se dos EUA e aproximar-se de países como a Rússia (também signatária do MTCR) e da França. Foi por isso que o Brasil deixou a Estação Espacial Internacional - EEI.


Dessa maneira, o governo brasileiro tem conseguido estabelecer parcerias técnico-científicas de grande eficácia, com menor volume de investimento em direção à sua independência tecnológica, e sem mais acréscimos à eterna desconfiança e à má vontade de terceiros, que cada dia mais se afastam e também devem ser afastados.


n


Em dezembro de 2009, o Brasil estava finalmente resolvendo um dos seus principais entraves tecnológicos impostos há 30 anos ao seu programa de lançadores de satélites: desenvolver e fabricar seu próprio sistema de navegação inercial, utilizado na estabilização de satélites em órbita e na orientação da trajetória de foguetes no espaço.


Trata-se do projeto SIA (Sistemas de Navegação Inercial para Aplicação Aeroespacial). Este tipo de sistema era considerado o Calcanhar de Aquiles do VLS brasileiro, sendo um dos componentes mais críticos de um lançador espacial, uma vez que possibilita a guiagem e o controle da trajetória do veículo, essenciais para a correta inserção da carga útil em órbita, de modo autônomo, sem auxílio de qualquer sinal externo.


A própria compra de componentes para esse projeto sofreu embargo dos EUA. Sabe-se que os sistemas inerciais de todos os protótipos de foguetes brasileiros já lançados desde meados da década de 90 foram comprados da Rússia e da França, sob fortes objeções do governo americano.


Já o sistema de controle de atitude dos novos satélites da Plataforma Multimissão (PMM) do Inpe são fornecidos pela Argentina. Já os satélites CBERS que o Brasil vem fazendo com a China levam um sistema de controle de órbita chinês.


O SIA também poderá ser usado na aviação e a aeronave Super Tucano, que depende do fornecimento de sistemas da americana Honeywell, terá uma opção nacional  de s
istemas de navegação inercial para equipar a frota da FAB.


O Super Tucano já sofreu embargo dos EUA, em 2005, quando a Embraer tentou vender a aeronave para a Venezuela, por conta dos componentes americanos instalados no avião.


Em 2008, a FAB também teve dificuldades em comprar os sensores inerciais dos aviões de patrulha marítima P-3, então sendo modernizados na Espanha pela EADS. O fabricante original do P-3 Orion é a empresa americana Lockheed Martin.


"O mais estratégico dos recursos para
a sobrevivência na guerra do Século XXI
é a tecnologia inovadora, que precisa ser
dominada a todo custo, evitando-se
dependências de terceiros."



Do Departamento de Estado, em Washington, na Era Bush, só se viam 2 governos muitos amigos na América Latina: Colômbia e El Salvador. Com outros, como Brasil, Chile e Uruguai, que tinham governos da esquerda clássica, havia boas relações, mas jamais uma sintonia.


O resto se dividia entre os que têm governos populistas — hostis "bolivarianos", como o de Hugo Chávez, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia, Correa no Equador, e Lugo no Paraguai. A Argentina dos Kirchner era uma incógnita, mas Chávez se esforçou bastante para levá-los a seu grupo.


Na Era Bush, com mais de 500 milhões de habitantes, 60 % das pessoas na América Latina tinham uma visão negativa dos EUA; e só 34 % confiavam na liderança de Washington, segundo o Latinobarómetro.


A visão positiva dos EUA no Brasil passara de 56 % no ano 2000 para 34 % em 2003, segundo o Pew Center. Depois disso, esse percentual só fez cair. Com as 7 bases americanas na Colômbias anunciadas em 2009, essa confiança deixou de existir.


Nos anos 60, encontrava-se vários governos da região com sentimentos antiamericanos. Hoje, isso já ocorre com grandes faixas de todas as populações do continente. De quem será a culpa ?



"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externos, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas". Margareth Thatcher (Primeira-Ministra do Reino Unido, 1983)

"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós. Oferecemos o perdão da dívida externa em troca da floresta". Al Gore (Vice-Presidente dos EUA, 1989)

"O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia". François Mitterrand (Presidente  da França, 1989)

"O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes". Gorbachev (Último Presidente da URSS, 1992)

"Caso o Brasil resolva fazer uso da Amazônia, pondo em risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos que estar prontos para interromper este processo imediatamente". General Patrick Hugles (Diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, 1998)

"A floresta amazônica e as demais florestas tropicais do planeta deveriam ser consideradas “bens públicos mundiais” e submetidas a uma gestão coletiva pela comunidade internacional". Pascal Lamy (Comissário de Comércio da União Européia, 2005).

“Obviamente, existem problemas de soberania, mas o desmatamento é um assunto enorme... e qualquer plano, mesmo que seja radical, é digno de ser avaliado”.
David Miliband (Ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, 2006)



É dito que, graças ao "Fator Chávez" e sua crescente aproximação militar com a Rússia, diplomatas americanos fizeram chegar ao governo brasileiro em 2008, sinalizações de que Washington não reagiria bem a uma eventual escolha russa no Programa FX-2.


A pressão teria sido velada, incluindo no rol de retaliações hipotéticas limitações de fornecimento tecnológico a empresas brasileiras como a Embraer.


E falando de Embraer o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou em Washington, em 5 de dezembro de 2008, que o Brasil recebeu um GPS "degradado" dos EUA para o Super Tucano. O GPS é peça fundamental do sistema de guia e de tiro da aeronave. No final, o problema teria sido "solucionado", graças à intervenção do embaixador americano Clifford Sobel.


Algum tempo antes, a Embraer concorreu pelo ACS, projeto de avião de inteligência e comando para o US Army. Ela estava associada à Loockheed, forneceria células do ERJ-145 e a americana faria a integração dos equipamentos. Após a Embraer ser declarada vencedora, o governo americano cancelou o projeto, alegando que a aeronave era pequena demais e não tinha capacidade para o equipamento necessário ao programa.


Atendendo às exigências da concorrência, a Embraer tinha montado uma fábrica em Jacksonville. Ela ganhou a concorrência, mas não levou, foi traída por ser brasileira. O governo americano deu uma desculpa, mas foi tudo balela. Mais um traição.


Todos esses casos, entre muitos outros, demonstram novamente o perigo da dependência dos EUA para a aquisição e manutenção de equipamentos militares adquiridos deles.


n


Nosso ministro da Defesa em 2009, Nélson Jobim, afirmou que a jurisprudência condenava qualquer negociação com os americanos no campo da concorrência do FX-2. Motivos e exemplos não faltam. E segue mais um.


O CASO BUSTANI


O diretor-geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ - OPCW) era um diplomata brasileiro, José Maurício Bustani, que havia sido reeleito para o período 2001-2005, mas foi demitido em 2002 .


Isso aconteceu porque o governo Bush fazia de tudo para forjar um relatório de armas químicas iraquianas, o qual veio finalmente a justificar a criminosa invasão ao Iraque. Bustani disse não à conspiração, além de propor que as instalações americanas deveriam ser inspecionadas pelos organismos internacionais.



O governo de FHC não o defendeu em momento algum, e o governo Bush pagou a dívida com a ONU dos países que votariam contra Bustani, o qual foi derrotado por 48 a 6, com 43 abstenções. Esses 91 votos residem até hoje na infâmia, pois viriam a selar a sorte e o crime contra o Iraque.


Bustani tinha que ser removido da OPAQ a qualquer custo em 2002, pois era um grande obstáculo para as intenções do governo Bush, que veio a invadir o Iraque em 2003. Bustani estava perto de persuadir o governo de Saddam Hussein a permitir acesso completo dos técnicos a seu arsenal de armas químicas, comprovadamente inexistente após ter sido consumada a invasão.


O embaixador John Robert Bolton foi a marionete do Bush que entrou no lugar de Bustani e produziu os relatórios falsos contra o Iraque. Ele ainda fez enorme pressão internacional sobre o enriquecimento de urânio pelo Brasil, uma clara vingança raivosa e ameaça de Bush contra o Brasil. Na administração de Bolton à frente da OPAQ, foi aberto o caminho para os EUA invadirem o Iraque.


Assumindo em 2003, o presidente Lula
convidou Bustani para ser o diplomata do Brasil no Reino Unido (2003 a 2008) e França (2009). Bustani ganhou uma causa na OIT por essa demissão, recebendo compensações morais e financeiras, as quais veio a doar. Essa infâmia não pode ser simplesmente esquecida, pois é um caso para o Tribunal Internacional de Nuremberg .


Isso só mostra mais uma vez do que os EUA são capazes. As sete bases militares que estão conquistando na Colômbia em 2009 podem seguir um processo de planejamento semelhante, que acabe por desencadear uma invasão infame aos países amazônicos, como o Brasil.




 
REUNIÃO DE CÚPULA DE 2003
 
 
Em 20 de junho de 2003, os dois presidentes e suas equipes ministeriais encontraram-se na Casa Branca, em Washington, em uma inédita REUNIÃO DE CÚPULA.


Na época, este foi considerado o mais importante encontro governamental entre os dois países desde a 2ª Guera Mundial, quando o presidente Frank D. Roosevelt conseguiu que o Brasil participasse ativamente dos esforços de guerra.
 
 
Foram agendadas sucessivas reuniões entre as diversas equipes formadas para tratarem de muitos assuntos de cooperação, não somente comércio, conforme Comunicado Conjunto dos dois governos.



Lula e Bush no Salão Oval da Casa Branca

Presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva com a Imprensa no
Salão Oval da Casa Branca em 20 de junho de 2003. "Este é o nosso terceiro encontro.
Isso mostra o quão importante é o nosso relacionamento" disse Bush.
(Foto Paul Morse -
White House)



"Eu acredito que podemos
surpreender o mundo com a
relação Estados Unidos -  Brasil".
(disse Lula ao lado de Bush)



 
Esperava-se que tal visita representasse o fim de uma era difícil entre os doispPaíses e o início de uma nova era "baseada na sinceridade entre as pessoas e na confiabilidade entre os seus dirigentes", conforme afirmou o presidente Lula à época, o que certamente não foi bem sucedido com o tempo, pelo menos em sua gestão.



Bush e Lula Jardins Casa Branca

Presidentes Bush e Lula passeiam entre as colunas
do "Rose Garden" em 20 de junho de 2003.
(Foto Paul Morse - White House)



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante da Reunião)


Reunião de trabalho ministerial em 20 de junho de 2003 comandada
pelos presidentes Bush e Lula da Silva na Casa Branca.
(Foto Ricardo Stucker - ABr)




VISITA A BRASÍLIA EM 2005


O então presidente Bush visitou Brasília nos dias 5 e 6 de novembro de 2005. Fora o sucesso habitual do Air Force One (AFO) e de um churrasco oferecido pelo presidente Lula na Granja do Torto, nenhum avanço nas relações bilaterais ocorreu (ver Meeting e Joint Statement).



Bush Brasília 2005

Chegada do casal presidencial em Brasília em 5 de novembro de 2005.
Vindo atrás, a então secretária de Estado Condoleeza Rice.
(Foto Wilson Dias - ABr 133.387)



Lula e Bush Brasília 2005

Declaração oficial à imprensa na Residência Oficial
do Torto, Brasília, 6 de novembro de 2005.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 133.670)



Bush Brasília 2005

"Reunião" informal na Residência Oficial
do Torto, Brasília, 6 de novembro de 2005.
(Foto Paul Morse - White House 20051106-1_f1g1189-1)




OS BIOCOMBUSTÍVEIS


O presidente Lula e o então presidente Bush encontraram-se em São Paulo, no dia 9 de março de 2007, quando foi assinado um Memorando Bilateral sobre cooperação em BIOCOMBUSTÍVEIS, que foi o início oficial de uma então incipiente parceria político-comercial entre os dois governos.



Memorando dos Biocombustíveis - 2007

Assinatura do Memorando de Cooperação em Biocombustíveis entre a
então secretaria de Estado Condoleeza Rice e o ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, em São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Wilson Dias - ABr - 1420WDO1120)



Esse acordo bilateral pretendeu melhorar a cooperação em biocombustíveis no setor privado, promover o uso de ETANOL na região e começar a transformá-lo em uma commodity global, com a devida padronização técnica.


Bush, que
visitou o Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, de 8 a 14 de março, veio propor uma iniciativa conjunta de novo mercado global do ETANOL, a fim de beneficiar o Hemisfério Ocidental e significar uma interessante oportunidade econômica para ambos.


Em 31 de março de 2007, Lula visitou Bush na casa de campo presidencial de Camp David, Maryland, sem mais anúncios de peso, mas com 4 horas de conversações ininterruptas (Declaração Conjunta e Transcrição da entrevista coletiva com vídeo).



Lula em Camp David com Bush

Lula é recebido pelo casal Bush em Camp David, 31 de março de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 31032007G00001)



Lula Camp David com Bush

Outro ângulo da recepção do casal Bush a Lula
em Camp David, 31
de março de 2007.
(Foto Eric Draper - White House 20070331-3_d-0275-515h)



O que também passou por uma convocação do Brasil para uma guerra de economia dos americanos contra Venezuela e Irã, tratou-se mais de uma inédita iniciativa pan-americana em torno do ETANOL.


O Brasil deverá acrescentar outros BIOCOMBUSTÍVEIS como o BIODIESEL e o BIOQUEROSENE de aviação nessa nova equação
(ver BIOCOMBUSTÍVEIS no site ECONOMIA BR).


Em 2006, o Brasil produzia em torno de 18 bilhões de litros de álcool ao ano. Para suprir a demanda americana, seriam necessários mais 130 bilhões de litros. Seria necessário aumentar a produção 8,22 vezes, ou 722 %, para 148 bilhões de litros ao ano.



PROUÇÃO DE ETANOL
EM 2006
BILHÕES DE LITROS

PAÍS
BL
%
EUA
18,5
-
Brasil
17,4
-
Sub-Total
35,9
70
Outros
15,4
30
Total
51,3
100




Os EUA precisam, com urgência, diversificar suas fontes de energia e tornarem-se menos dependentes do explosivamente caro petróleo. Além disso, pretendem minar as economias contrárias à sua por meio de investimentos nessas novas formas de energia, excelentes ferramentas para o desaquecimento global, assunto que há tempos aguardava uma devida atenção de seu governo.



Lula, Bush e o Etanol

Presidentes Lula e Bush examinam mudas de cana-de-açúcar,
utilizada na produção de etanol,
no Terminal da Transpetro
de Guarulhos, São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 1611RS03)



E o Brasil, exemplo mundial em combustíveis alternativos, por conta do sucesso de 30 anos do álcool, tornou-se assim um remoto aliado "preferencial" da Casa Branca, cujo objetivo é reduzir o consumo de gasolina em 20 % nos próximos 10 anos. Frutos políticos conjuntos também crescerão frente ao mundo ao diminuírem a agressão ao meio ambiente.


Ressalte-se aqui que os países dito mais ricos são responsáveis pela emissão de 70 % do gás carbônico no planeta - 25 % só pelos EUA, enquanto tentam de todas as formas incriminar o Brasil pela destruição da Amazônia.


Isso ocorre sabendo-se que a Europa inteira tem hoje apenas 0,3 % da mata que tinha há 8 mil anos atrás, enquanto o Brasil tem 69 %. A América do Norte toda tem 32 % somente por causa do reflorestamento do Canadá para produzir papel e celulose, o que não os absolve do histórico crime ambiental.



ETANOL - ENTRE A TAXAÇÃO E A PARCERIA


Há algum tempo, o congresso americano impôs tarifa de US$ 0,54 por cada galão - ou US$ 0,14 por litro - de etanol importado, para tentar reduzir a penetração do álcool brasileiro no mercado local.


Enquanto no Brasil, gasta-se 1 litro de diesel para produzir 8 litros de etanol à base de cana, nos EUA é necessário gastar mais que um litro de gasolina para fertilizar, colher, transportar, processar e destilar milho suficiente para produzir
UM ÚNICO LITRO DE ETANOL. Como no caso de grãos, eles subsidiam pesadamente esse etanol à base de milho.


É assim que hoje já produzem mais etanol que o Brasil (23 bl ao ano em 2007), por caminhos errados de equações que não fecham e com claras conseqüências futuras nefastas, por poluírem ainda mais o planeta para protegerem seus agricultores não-competitivos, tentando evitar uma grande invasão de gente do campo às suas grandes cidades.



O limite teórico nos EUA é de 55 bl, a fim de não abalar de vez a oferta de milho para alimentação. Toda a sua necessidade acima disso terá que ser importada. Entretanto, tal dependência dos EUA poderá um dia ser minorada com o advento do
ETANOL CELULÓSICO, desde que eles consigam competir comercialmente com o Brasil também neste campo.


Estima-se que a quebra da celulose da palha de milho nos EUA tenha um custo em US$ 2.50 por galão, enquanto o Brasil já tem hoje um custo de apenas US$ 1.00 por galão, usando a cana-de-açúcar. Como um parece então precisar do outro, resolveram aproximar-se e apostar em uma tímida parceria de desenvolvimento conjunto.


Além desse ponto, com uma difícil nova disposição do Departamento de Estado em relação ao Brasil, os EUA poderiam alcançar grandes benefícios de forma bem mais dinâmica, começando por uma maior abertura do mercado americano aos biocombustíveis brasileiros.


Entretanto, o mais significativo será o Brasil e os EUA
introduzirem e liderarem um movimento para espalhar e aprofundar o desenvolvimento de BIOCOMBUSTÍVEIS no Hemisfério Ocidental, visando fornecerem-nos a todo o planeta.


Com esse movimento, o Brasil e os EUA teriam em mãos uma inédita oportunidade de formarem uma PARCERIA ESTRATÉGICA para enfrentarem e vencerem os dois maiores desafios deste hemisfério: a insegurança energética e a pobreza.



Lula, Bush e os Biocombustíveis

Presidentes Lula e Bush após discurso sobre produção de biodiesel e etanol,
no Terminal da Transpetro de Guarulhos, São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 09032007G00002)



De início, planejaram criar juntos projetos-piloto em países da América Central, usando a comprovada tecnologia brasileira e empregando financiamentos americanos.


A médio prazo, os dois poderiam ser mais ambiciosos e virem a lançar um programa conjunto de investimentos, treinamento e pesquisa para criar capacidade de produção de biocombustíveis em toda a região e até mesmo na necessitada África.


Um programa de investimentos de grande porte poderia criar um forte mercado produtor de biocombustíveis no Hemisfério Ocidental, que estaria criando emprego e renda, aumentaria a segurança energética, e conseguiria avançar muito ainda na proteção ao meio ambiente mundial.


Entretanto, o primeiríssimo movimento brasileiro neste assunto deveria ser antes de tudo procurar entrar com força no mercado americano.


Para tanto, seria fundamental fazer reverter a taxação atual às importações de etanol brasileiro, baseando-se no fato de que os BIOCOMBUSTÍVEIS como o etanol não podem mais ser olhados como simples produtos agrícolas concorrentes, mas como importantes commodities energéticas, das quais os EUA já têm hoje uma imensa necessidade estratégica e ambiental.


Se esse foco no mercado americano prevalecesse, o Brasil deveria colocar como condição absoluta de somente seguir com qualquer acordo ou parceria com os EUA em prol do etanol se estes se comprometessem com o rápido fim da produção de seus veículos com motores de consumo elevado, como o
Hummer, de poderosa ineficiência energética e extremamente poluidores, algo que passou a acontecer em 2009, finalmente, mas no meio da crise.


A frota americana atual é de quase 230 milhões de veículos, sendo que a grande maioria faz somente 5 km/litro, verdadeiras carroças poluidoras.



O milho necessário para produzir o álcool
que abastece o tanque de uma picape
americana seria suficiente para alimentar
um indivíduo durante um ano inteiro.



Por outro lado, poderia ser instituído pelo Brasil uma taxa de exportação do etanol para os EUA, que declinaria anualmente com o sucesso do compromisso de produção de veículos de baixo consumo. Em 2009, o governo Obama apoiou a concordata da GM e diversas fábricas desses veículos foram fechadas.


Se nada disso fosse feito, seriam inválidos quaisquer esforços para salvar aquele mercado altamente gastador e poluidor, o qual permanecerá dependente do instável e sempre ameaçador Oriente Médio e demais ditaduras modernas.


"Estamos comprando a corda que
será usada para nos enforcar !"



Foi o que disse o ex-diretor da CIA, James Woolsey, quando se referia a uma hoje já consagrada percepção de que seria obrigação dos americanos economizar petróleo e assim evitar colocar cada vez mais dinheiro agora escasso nas mãos de extremistas islâmicos (via Iraque, Irã e Arábia Saudita) e autoritarismos de plantão, como ocorre com a Venezuela de Chávez e a Rússia do eterno Putin.


Este último demonstra estar cada dia mais envolvido com a Nova Guerra Fria.
Segundo Thomas L. Friedman, em recente artigo no New York Times:


"Se continuarmos financiando essa
turma com a compra de petróleo, eles
vão remodelar o mundo com seus valores."




BIOCOMBUSTÍVEIS - FOCO NO BRASIL E NO MUNDO


O foco estratégico mais interessante ao Brasil seria simplesmente contornar o mercado interno americano e ir muito além dessa pretensa e enganosa parceria, dada a jurisprudência havida. Seria como o Brasil procurar remodelar o mundo com seus biocombustíveis e se alavancar como a China.


A idéia seria somente produzir e usar veículos econômicos movidos a biocombustíveis no mercado brasileiro e exportar para o mundo inteiro os excedentes dos biocombustíveis e, acima de tudo, todo o petróleo - essencialmente refinado na forma de gasolina já misturada com álcool - que o País pudesse produzir (hoje acima de 2 mb ao dia).


O Brasil passaria a ganhar muito em pelo menos 5 (cinco) Frentes Estratégicas, a saber :


     g  Primeira Frente : estaria vendendo o produto mais caro e
          disputado, que é o petróleo beneficiado;


     g  Segunda Frente : beneficiaria toda essa energia rara aqui mesmo,
          com uma multiplicação agregada de até 40 vezes nas cotações;


     g  Terceira Frente : exportaria seu álcool à vontade, criando
          enormes dependências estratégicas espalhadas pelo mundo inteiro;


     g  Quarta Frente : vincularia todo esse comércio a uma cota de
          exportações de veículos econômicos produzidos localmente
          por capitais crescentemente nacionais (média em 50%); e


     g  Quinta Frente, mas não menos importante : estaria prorizando
          limpar e preservar seu próprio meio-ambiente antes de pensar
          no meio-ambiente daqueles que nunca se importaram com isso
          e muito menos com o Brasil.



Estima-se que, em 2025, a demanda mundial por gasolina atinja 2 TRILHÕES DE LITROS, contra mais de 1,2 trilhão, atualmente.



NOVAS ÁREAS PARA O ETANOL

MILHÕES DE HECTARES


REGIÃO
MH
MATO GROSSO
 85
AMAZÔNIA
5
NORDESTE
100
OUTROS
20
PASTAGENS
90
TOTAL
300



Tendo 300 mh de novas áreas disponíveis para plantações de cana-de-açúcar, o Brasil poderia produzir esses hoje quase impensáveis 2 TRILHÕES DE LITROS DE ETANOL, com uma média de 6,67 mil litros por hectare.


Esse volume atenderia às necessidades do mundo. Seriam 12,6 bilhões de barris anuais que, a apenas US$ 250,00, valeriam espantosos US$ 3,15 trilhões.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO
DE ENERGIA RENOVÁVEL


EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
EQUIVALENTES DE PETRÓLEO

COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50 US$ BI/ANO A US$ 100 US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200 US$ BI/ANO A US$ 250
2010
0,9
0,4
146,0
7,30 14,60
-
-
-
2015
3,0
2,0
730,0
-
73,00
109,50
- -
2020
6,0
4,8
1.752,0
-
-
262,80 350,40
-
2022
10,0
8,4
3.066,0
-
-
-
613,20
766,50
2025
12,0
 10,0
3.650,0
-
-
-
-
912,50

Projeção de ECONOMIA BR com 10 mb diários exportados em 2025, considerando-se
baixa demanda interna devido às exportações contratuais de combustíveis limpos.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.



E ainda sequer está sendo considerado o etanol celulósico, que é obtido a partir da celulose
de resíduos da agricultura. Ele promete
render até 3 vezes mais etanol que o obtido
com a cana-de-açúcar e deverá revolucionar
o campo e a energia do futuro.




Tirando os EUA, que poderão representar 41 % desse total, restará ainda 1,18 trilhão de litros (7,4 bilhões de barris anuais) para atender a 100 % do restante da demanda mundial. Para tal, a área plantada deverá ser de 177 milhões de hectares, com essa mesma média de 6,67 mil litros por hectare.



NOVAS ÁREAS PARA O ETANOL

EM 177
MILHÕES DE HECTARES


REGIÃO
MH
MATO GROSSO
 37
AMAZÔNIA
-
NORDESTE
70
OUTROS
10
PASTAGENS
60
TOTAL
177



Ressalte-se que somente o mercado interno do Brasil significará 3 % do mercado mundial em 2025, devendo estar consumindo por volta de 60 bl ao ano (3,3 vezes toda sua produção atual).


Parece ser muito mais lucrativo e muito menos arriscado investir nos 50 mais importantes mercados do mundo do que apenas no americano, que é inseguro, reconhecidamente temperamental e de futuro econômico mais incerto e perigoso a cada ano, além de jamais ter se mostrado confiável ao Brasil.


De fato, em 2007, o Governo Brasileiro passou a desenvolver um plano de expansão da produção de etanol  para exportação a nível global. O plano teve início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade de o etanol brasileiro substituir 10 % da gasolina no mercado mundial, em 20 anos. Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa posição, será necessário investir R$ 20 bilhões anuais em produção e logística.




REPORTAGENS, ENTREVISTAS E LIVROS



1) Artigo de Antônio Gouveia Jr. com uma análise importante no Pós-Guerra do Iraque :

A hegemonia dos EUA pode estar em risco

Artigo de Antônio Gouveia Jr. - Jornalista e Membro do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp
Gazeta Mercantil


2) Em entrevista, Victor Ghebali, analista internacional, afirma que a situação atual é "inquietante". A Organização das Nações Unidas (ONU) nunca passou por uma crise tão profunda como agora e a instabilidade na ordem internacional pode continuar por um bom tempo :

"Os EUA não Querem Aliados, Querem Vassalos. "

Entrevista de Assis Moreira com Victor Ghebaldi - Analista Internacional e
Professor do Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra

Gazeta Mercantil


3) Entrevista com o Cientista Social francês Emmanuel Todd, que divulga seu livro "Depois do Império: a decomposição do sistema americano", e prevê a decadência do Estado americano nos próximos 10 anos :

"Não Vejo um Longo Caminho para os EUA"


Entrevista de Catharina Epprecht com Emmanuel Todd - Cientista Social francês
Jornal do Brasil


4) Livro do controvertido e corajoso escritor e cineasta americano Michael Moore, autor de "Tiros em Columbine" (Oscar de 2003), sobre os EUA e o Governo Bush, dizendo haver algo de errado com a alma dos Americanos : "Dude, Where's My Country ?" :

Web Site de Michael Moore


5) Artigo "Brazil's Perspective on The Global Security Environment and The United States Role in That Environment".

Brazil's Perspective (pdf)

Artigo do Gen Bda Res Álvaro de Souza Pinheiro
Seminário no US Army Training and Doctrine Command - TRADOC - Maio 2004

Defesa Net


6) Livro "Seven Pillars of Wisdom" - Os Sete Pilares da Sabedoria - que vem sendo considerado como um "Manual de Combate" pelas tropas americanas no Iraque, inclusive sob recomendação do alto comando, tanto pelo aspecto das táticas de guerrilha quanto do trato com os árabes.

Seven Pillars of Wisdom

Livro de T. E. Lawrence (1888-1935) - o Legendário Lawrence da Arábia
Publicado pelo "Project Gutenberg of Australia eBooks" a partir de edições  impressas de domínio público naquele País. Favor não ler nos Países em que os direitos autorais forem aplicáveis.
Wes Jones' Readings Page


7) Interessante Editorial do Verão de 2005 de "The Magazine of Future Warfare - G2mil", sobre uma possível invasão do Irã e suas conseqüências.

The Magazine of Future Warfare - On to Iran ?

Carlton Meyer editor@G2mil.com




FONTES & LINKS


Gazeta Mercantil

JB On Line

AlterNet

CIA - The World Factbook 2009

Wes Jones' Readings Page

The Magazine of Future Warfare

US Debt Clock

Federal Budget

United States National Debt

Eyeball - The Pentagon

A Nova Democracia - O Perigo de Ter Reservas em Dólar

Public Debt - Dívida Pública dos EUA Atualizada

U.S. Census Bureau - Trade Statistics

Defesa Net - Brasil-EUA Biocombustíveis

Defesa Net - Declaração Conjunta de Camp David

The Epoch Times - War Is Not Far from Us
and Is the Midwife of the Chinese Century


UFJF - Nova Estratégia de Contenção (pdf)

FED - The Federal Reserve System (pdf - 15,24 Mb)

Auto Portal - GM Põe Hummer à Venda

Wikipedia - José Maurício Bustani

n

Wikipedia - United States Public Debt

U.S. Bureau of Economic Analysis

U. S. Census Bureau

Federal Budget

Blog Defesa BR :

       O Que Se Pode Fazer Imediatamente

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