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ALIANÇAS ESTRATÉGICAS

DE COOPERAÇÃO DE DEFESA



VP Alencar na China em 2006

Recepção ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)


INTRODUÇÃO

CHINA

ÍNDIA

RÚSSIA

ÁFRICA DO SUL

O IBSA

ALEMANHA

FRANÇA

UNASUL - AMÉRICA LATINA

ESTADOS UNIDOS

ITÁLIA

OUTRAS ALIANÇAS

FONTES & LINKS


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


O Brasil vem procurando fazer Alianças Estratégicas de Cooperação de Defesa nas áreas militar e aeroespacial com diferentes países, o que é normal, política e economicamente saudável nos dias atuais, propícios à nova ESTRATÉGIA DA CONECTIVIDADE.


Em 2002, ultimou acordos militares com a Alemanha e a Rússia, e aeroespaciais com a Ucrânia e a Índia. Já tinha uma aliança aeroespacial antiga com a China, que ainda poderia crescer (CBERS) após a visita do Presidente Lula em maio de 2004, encontrou seu limite por um bom tempo.


Existe ainda uma aliança de âmbito tecnológico e militar com a França com a construção de helicópteros para as 3 Forças e de submarinos com propulsão diesel-elétrica e nuclear para a Marinha, cuja expansão para a construção de caças e navios poderá se concretizar no futuro.


Ainda em 2003, comentou-se a formação de uma aliança defendida pelo DEFESA BR desde o seu início em 2001, quando o assunto ainda era desconhecido até da imprensa, que seria a ALIANÇA DO GRUPO BRIC, aqueles países de gigantescas extensões territoriais e enormes mercados internos ascendentes, como o próprio Brasil.


Em paralelo, em 6 de junho de 2003, surgiu o Tratado de Cooperação Trilateral do G-3, "Sul-Sul-Sul", entre Brasil, África do Sul e Índia. Os 3 países têm interesses comuns em diversos temas, como cooperação científica e tecnológica de Defesa.

 

Um encontro em outubro de 2007, que foi a segunda reunião de cúpula do fórum IBSA, em Pretória, capital administrativa sul-africana, serviu para sacramentar o G-3.


n


Em 12 de abril de 2010, Brasil e Estados Unidos assinaram em Washington, depois de 33 anos de rompimento, um acordo estratégico que prevê novas possibilidades para a área de Defesa no Brasil e estará ainda direcionando a colaboração mútua para o combate ao terrorismo.


Também em 12 de abril de 2010, Brasil e Itália estabeleceram um Plano de Ação para implementar a Parceria Estratégica de colaboração em diversas áreas, como em matéria técnico-militar e de defesa, na área espacial e ainda na área científica e tecnológica.




ALIANÇA ESTRATÉGICA BRASIL-CHINA
   

O Brasil reatou laços diplomáticos com a República Popular da China em 1971 graças à visão do Presidente Ernesto Geisel. Tem uma Aliança iniciada em agosto de 1974. Já naquela época, em visita ao Brasil, o Vice-Ministro do Comércio Exterior da China, Chen Chieh, declarou:


"A China e o Brasil, como países em vias de desenvolvimento, defrontam-se com a mesma tarefa de salvaguardar a independência e a soberania nacionais, desenvolver a economia nacional e lutar contra o hegemonismo e a política de força das superpotências."


"Nós, os países em desenvolvimento, temos mil e uma razões para nos unirmos ainda mais estreitamente e nenhuma razão para nos afastarmos uns dos outros."


Passados 30 anos, no dia 24 de maio de 2004, em Pequim, os presidentes de Brasil (Lula) e China (Hu Jintao) firmaram uma Aliança Estratégica entre os dois países, a qual ainda não se concretizou.


O comunicado conjunto assinado pelos dois presidentes selou a aproximação - política e comercial - entre os dois países: o compromisso do Brasil de avaliar a reivindicação chinesa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para que o país fosse considerado uma economia de mercado; a reafirmação pelo Brasil do princípio de "uma só China", incluindo expressamente Taiwan e Tibete, como unidade política e territorial inseparável; e o apoio chinês à tese do Brasil de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU.


Em 2005, a China retirou esse apoio por causa do Japão que, juntamente com Brasil, Alemanha e Índia formaram o G-4 para entrarem juntos no Conselho. A rivalidade e as feridas entre China e Japão (2ª Guerra Mundial) falaram mais alto.


A China de 2005 já sentia muito a falta de energia para continuar crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora líquida de 3 milhões de barris/dia de petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo 7,5 mb/dia à época.


Tratava-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia, basicamente extraídos em terra.
E continuava a crescer acima de 9 % ao ano até 2008.


Portanto, seus laços com o Brasil serão inevitáveis, mesmo sem qualquer aliança, pois somente ele poderá fornecer a ENERGIA, os ALIMENTOS e toda a
COMPLEMENTARIDADE que a China precisa para continuar crescendo no Século XXI.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante da Cerimônia)


Em 24 de maio de 2004, os Presidentes da China, Hu Jintao,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, passam em revista as
tropas formadas (PLA / PLA-N) diante do Grande Palácio do Povo,
em Pequim,
onde firmaram a Aliança Estratégica Brasil-China
.
(Foto Antônio Milena - ABr)



O documento sobre as relações bilaterais Brasil-China referia-se a 4 princípios:

     g   confiança mútua,

     g  
intercâmbio comercial,

     g  
cooperação internacional, e

     g  
contato entre as sociedades civis.


O Acordo de Cooperação Espacial entre China e Brasil colocou em órbita no final de 2003 o segundo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS-2).


Ainda em 2003, a China tornou-se o 2º maior parceiro comercial
do Brasil, perdendo somente para os EUA.



Mapa da China      
Mapa da China com seus vizinhos (atenção à Índia e Rússia).



Em 24 de março de 2006, foi inaugurada com uma primeira reunião em Xangai a COSBAN, também criada em 2004.



VP Alencar na China em 2006

Recepção ao Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)



Os meios de comunicação chineses qualificaram de parceria estratégica as relações entre a China e o Brasil, com a chegada de Alencar. Um dos protocolos da parceria teria se referido à forma como a China ajudaria o Brasil a desenvolver seu programa nuclear.


As duas partes concordaram em intensificar a cooperação nos domínios político, econômico, comercial, científico, tecnológico, energético e mineral, continuar consolidando e aprofundando a parceria estratégica China-Brasil e impulsionar a cooperação com benefícios recíprocos.
 

Na ocasião, ambas as partes decidiram incluir nesta Comissão o mecanismo de consulta política entre os dois Países e de cooperação nos domínios econômico, comercial, científico, tecnológico, cultural e agrícola, bem como em tecnologia espacial.


Esta histórica reunião foi presidida pela Vice-Primeira-Ministra chinesa Wu Yi e o Vice-Presidente do Brasil, José Alencar Gomes da Silva.


Wu Yi disse que consolidar e aprofundar a parceria estratégica sino-brasileira, com base no respeito mútuo e benefício recíproco em pé da igualdade, corresponde aos interesses fundamentais dos dois povos e favorece o fortalecimento da cooperação sul-sul.


Alencar considerou que os dois Países intensificam a cooperação, sob a nova situação, o que contribuirá para a prosperidade e estabilidade do mundo. Ele desejou desenvolver ainda mais as forças latentes na cooperação bilateral.




COMITÊ CONJUNTO DE DEFESA BRASIL-CHINA  -  CCD     


O então ministro da Defesa do Brasil, José Viegas Filho, e o ministro da Defesa da China, Cao Gangchuan, assinaram em 22 de outubro de 2004 um Acordo de Cooperação em assuntos relativos à Defesa, como também, à ciência e tecnologia, particularmente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, aquisição e apoio logístico, e troca de experiências no campo de equipamento militar.


O acordo previa visitas mútuas por delegações dos dois países, treinamento e instrução, reuniões de pessoal e de técnicos, intercâmbio de instrutores, estudantes e instituições militares, visitas a unidades das Forças Armadas, a navios de guerra e o desenvolvimento de programas de tecnologia aplicados à indústria de Defesa.


Deverá ainda ser estabelecido um Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China (CCD), cuja função será promover a implementação do acordo firmado entre os dois países. O CCD realizará reuniões anualmente e alternadamente no Brasil e na China em datas estabelecidas por ambas as partes.



Lula e Ministro Gangchuan (China)

Presidente Lula recebendo o ministro da Defesa da
China,
general Cao Gangchuan, no Palácio do Planalto,
em Brasília, no dia 22 de outubro de 2004.

(Foto Marcello Casal Jr. - ABr)



Em torno do Acordo de Cooperação de Defesa e do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-China (CCD), o presidente Lula recebeu o ministro da Defesa e conselheiro de Estado da República Popular da China, general Gangchuan, e ambos acordaram sobre a necessidade de trabalharem em conjunto em prol da estabilidade e da paz mundiais.


Lula ressaltou sua satisfação pelas relações bilaterais e a nova aliança estratégica entre as duas grandes nações amigas. O general Gangchuan afirmou que Brasil e China vêm desenvolvendo uma firme relação militar, com trocas e cooperações militares sendo expandidas e fortalecidas, continuamente.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)

Cerimônia Dragões da Independência

Em 12 de outubro de 2004, os presidentes da China, Hu Jintao, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio do Planalto, em Brasília.

Veja DECLARAÇÃO do presidente Lula.
(Foto U. Dettmar - ABr)



 
ALIANÇA BRASIL-ÍNDIA


O Brasil assinou protocolo de intenções com o governo da Índia para iniciar cooperação em pesquisa espacial. Os dois pretendem criar programas de intercâmbio nas áreas de produção e lançamento de satélites de comunicação e sensoriamento de solo, uso de bases de lançamento e orientação de satélites.


Há ainda um acordo para o desenvolvimento de tecnologia em comum para o sistema de defesa e vigilância aérea do tipo do SIVAM para o subcontinente indiano, negócio de US$ 1 bilhão. A Índia já coloca em órbita  satélites com tecnologia própria.


Há até hoje negociações para um acordo de liberalização comercial bilateral entre Mercosul e Índia, cujas negociações vêm sendo feitas desde 1999 e encontram-se bastante avançadas, mas nunca saem de fato.


Em fevereiro de 2005, a Embraer assinou um memorando de entendimento com o governo da Índia para o desenvolvimento conjunto de um sistema AEW & C, baseado na plataforma do jato ERJ 145, com a venda de 3 aeronaves e mais suporte técnico durante toda a fase de desenvolvimento do projeto.




ALIANÇA ESTRATÉGICA BRASIL - RÚSSIA


Já existe hoje uma profícua Aliança com a Federação Russa em diversas áreas, entre elas as da indústria aeronáutica e aeroespacial, passando pela área cultural (leia-se Teatro Manaus e Escola do Bolshoi em Joinville) e outras de elevada densidade tecnológica, como telecomunicações.


Uma Comissão de Alto Nível comandada pelo então vice-presidente brasileiro Marco Maciel e pelo primeiro-ministro russo Mikhail Kassianov desenvolveu os acordos por um longo período e propiciou o início de uma parceria estratégica entre os dois países, criando a Comissão Mista Governamental Brasileiro-Russa para a Cooperação Econômico-Comercial e Técnico-Científica.


O vice-presidente brasileiro José Alencar deu continuidade ao processo, com encontro em setembro de 2003, em Moscou. O Brasil tem interesse, entre outros, em tecnologia de foguetes (VLS) e mísseis e em projetos espaciais, como o do PCS e do SGB.


Além disso, o VLS sempre contou com o apoio tecnológico russo e os EUA ameaçaram-lhe sanções por proliferação de mísseis em 1995, por temerem que o Brasil construísse um míssil inter-continental, a partir dele. Só que essa cooperação é mais antiga que o Tratado EUA-Rússia.


Na área de Defesa, a assinatura do Acordo de Cooperação no Domínio de Tecnologias Militares de Interesse Mútuo Brasil - Rússia (Gazeta Mercantil de 07 de março de 2002), em Moscou, no dia 09 de abril de 2002, poderá vir a representar um dia o início de uma grande parceria na pesquisa e na produção de armamentos, já que começava a haver um forte nível de confiança entre ambos.


O Acordo acima somente teve aprovado o texto do Memorando de Entendimento pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal em 1º de setembro 2005.


O Senado Federal promulgou o Decreto Legislativo (DL) nº 922 de 2005, com a aprovação desse texto, em 15 de setembro, publicado na página 4 do Diário Oficial da União (DOU) de 16 de setembro de 2005.


Áreas e Objetivos da Cooperação :

1- As Partes promoverão a cooperação entre a República Federativa do Brasil e a Federação da Rússia nas seguintes áreas:


     B   Trabalhos de pesquisa científica e de estudos experimentais,
          visando a produção de material de emprego militar;


     B  
Cooperação conjunta com vistas a produção, aquisição,
          suprimento de material e apoio técnico em assuntos
          relativos a armamento e material de emprego militar em
          geral, em conformidade com o prescrito nas disposições
          do presente Memorando e na respectiva legislação
          nacional de cada Parte.



Veja os discursos relativos a este Acordo proferidos pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em Moscou em 14 e 15 de janeiro de 2002 e pelo então ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia em 21 de novembro de 1997, quando da assinatura dos primeiros atos: DISCURSOS.


O presidente Lula convidou o presidente Vladimir Putin para visitar o Brasil, o que ocorreu em 22 de novembro de 2004.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)


Em 22 de novembro de 2004, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda Presidencial -
Dragões da Independência - do palanque do Palácio do Planalto, em Brasília.

(Foto Ricardo Stuckert - PR)



Lula e Putin - Palácio do Planalto

Em 22 de novembro de 2004, os presidentes
Putin e Lula no Palácio do Planalto, em Brasília.

(Foto U. Dettmar - ABr)


Putin e Lula - Palácio do Planalto

Em 22 de novembro de 2004, os presidentes Putin e Lula
recebem cumprimentos no Palácio do Planalto, em Brasília.

(Foto Ana Nascimento - ABr)



O atual governo continua enfatizando que a Rússia faz parte de suas prioridades em política externa. Tanto que, após reunião com o presidente Putin no Encontro do G-8 ampliado de Evian, em junho de 2003, o presidente Lula afirmou :


"Nem o Brasil nem a Rússia podem pensar
pequeno, a relação deve ser estratégica
."


Em maio de 2003, uma comitiva brasileira, liderada pelo então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, esteve na Rússia. Além da eliminação de barreiras, integração econômica e aumento do comércio (para US$ 5 bilhões ao ano em 2005), foi discutido um acordo de Cooperação Aeroespacial.


Em 18 de outubro de 2005, os presidentes Lula e Putin fecharam em Moscou um amplo acordo para a área espacial e abriram caminho para outras áreas. A Declaração Conjunta destaca a formação de uma "ALIANÇA ESTRATÉGICA" bilateral.


O presidente
Putin celebrou a “aliança tecnológica” que seu país está construindo com o Brasil na indústria espacial. "Pretendemos caminhar na direção de uma aliança tecnológica com o Brasil", disse Putin ao receber Lula. "A assinatura do contrato constitui um passo importante nessa direção".


Por sua vez, o presidente Lula justificou a aproximação estratégica com Moscou dizendo que "nesse mundo globalizado não há Papai Noel". Para Lula, "ninguém dará presentes ao Brasil e ninguém dará presentes à Rússia. Essa é uma disputa de conhecimento, de capacidade produtiva, de competitividade. Nessa disputa, temos que procurar os parceiros mais próximos".


"Nunca houve tantas ligações entre nós", disse Lula, mencionando, além da cooperação espacial, a cooperação no setor energético, sobretudo sobre o gás e sobre "atividades nucleares com fins pacíficos".




Moscou

O presidente Lula e o ex-presidente Putin em
encontro reservado no Kremlin, em Moscou.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 130.152)



Os 2 presidentes destacaram a possibilidade de aumento da participação russa na construção de usinas hidroelétricas no Brasil e aproximação entre empresas de petróleo e gás, e na área química. Também desejam explorar o potencial de cooperação técnico-militar.


A parceria entre os 2 países na área de aviação incluiria a compra pelo Brasil de helicópteros e hidroaviões russos, especialmente do helicóptero MI-171A e do avião BE-103, já certificados no País.


A empresa Mil estaria avaliando a instalação de uma fábrica de helicópteros no Brasil, enquanto a Embraer abriria outra na Rússia para a produção do ERJ-145, em associação local.


Uma semana depois, em 24 de outubro, o Governo brasileiro anunciava seu ambicioso PROGRAMA CRUZEIRO DO SUL (PCS), que será conduzido conjuntamente pelo CTA e AEB em parceria com os russos e contará com o desenvolvimento de 5 novos foguetes lançadores de satélites até 2022.


Em 14 e 15 de dezembro de 2006, houve uma importante visita oficial a Brasília de Serguei V. Lavrov, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia. Alguns acordos foram firmados na ocasião.


E
m 2008, o Brasil adquiriu 12 helicópteros Mil Mi-35 para a FAB, como primeiro negócio.




ALIANÇA BRASIL-ÁFRICA DO SUL


Em junho de 2003, Brasil e África do Sul assinaram um Acordo de Cooperação Militar, na Cidade do Cabo. Foram representados pelos Ministros da Defesa José Viegas Filho e Mosiuoa Lekota. Concordaram em estabelecer um comitê de DEFESA CONJUNTA a fim de promover o acordo.


As áreas de cooperação incluem PD&I, suporte logístico, licitações de equipamentos militares, e troca de experiências em operações de manutenção da paz.



ALIANÇA DO IBSA


Em 6 de junho de 2003, nasceu em Brasília o G-3, uma Aliança Estratégica entre Brasil, Índia e África do Sul, também chamado de IBSA, cuja sigla vem das iniciais de India, Brazil e South Africa.


Esses Países possuem afinidades e características que os
aproximam muito, como sistemas econômicos e comerciais bastante compatíveis.


O Tratado de Cooperação denominado de G-3 teve grande avanço após a reunião entre os Presidentes do Brasil e África do Sul e o Primeiro-Ministro da Índia, no Encontro do G-8 ampliado, em Evian (França), ocorrido no dia 1º de junho de 2003. Esta reunião já adquiriu relevante dimensão histórica.


Logo em seguida, em 6 de junho, houve outro encontro em Brasília, entre os Ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, Nkosazana Zuma (África do Sul) e Jaswanth Sinha (Índia).


Nesse dia,
criaram o G-3 para ampliar o comércio e estimular a cooperação nas áreas de ciência e tecnologia, defesa e transportes. Tal reunião teve o mérito de concretizar o que antes era apenas a retórica de "Sul-Sul-Sul".


Os 3 Países possuem posições e interesses semelhantes em diversos pontos da agenda internacional e são potenciais Membros Permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a ser um dia ampliado, por serem atores importantes em suas respectivas regiões. Por esse motivo, o G-3 também deve envolver o Mercosul, a União Aduaneira do Sul da África e os Países do Sudeste da Ásia.


Serão fechados acordos de cooperação científica e tecnológica (inclusive de Defesa), saúde, transporte e de facilitação de comunicações com os demais países das 3 regiões (América do Sul, África e Ásia), o que pode vir a multiplicar os interesses e ganhos de todos.


2007


Um encontro em outubro de 2007, que foi a segunda reunião de cúpula do fórum IBSA, em Pretória, capital administrativa sul-africana, serviu para sacramentar o G-3. Participaram do fórum, os 3 líderes dos Países: Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Thabo Mbeki (África do Sul) e Manmohan Singh (Índia).


Na ocasião, foram assinados diversos tratados, e os 3 Países
anunciaram um acordo de cooperação nuclear com fins pacíficos e sob o monitoramento da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).


Os 3 líderes prometem trabalhar pelo desarmamento nuclear e pelo uso da tecnologia apenas para fins civis, enfatizando o comprometimento com o objetivo da completa eliminação das armas nucleares e expressaram preocupação com a falta de progresso na realização desta meta.


2008


O 3 países realizaram na África do Sul exercícios navais conjuntos pela primeira vez.




ALIANÇA BRASIL - ALEMANHA

Em 16 de abril de 2002, o Brasil assinou em Berlim um promissor Acordo de Cooperação Militar Brasil-Alemanha.


Já existia uma tradição informal entre os dois países, iniciada à época do Tratado de Energia Nuclear e, posteriormente, com o advento dos submarinos IKL, os quais viriam a ser construídos no Brasil.


O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA) vem desenvolvendo desde 2001, em parceria com o Centro Espacial da Alemanha (DLR), três plataformas suborbitais, sendo que o primeiro vôo ocorreu no segundo semestre de 2003. Dados da CIA sobre a ALEMANHA.




ACORDO ESTRATÉGICO BRASIL-FRANÇA



Lula e Chirac

Presidentes Lula e Chirac durante
Encontro do G-8 em
Evian - Junho de 2003.
(Foto Antônio Milena - ABr)




Desde 2003, o DEFESA BR anunciava haver uma grande possibilidade de formação de Aliança Tecnológica e Militar com a França. Um dos benefícios poderia ser com relação à tecnologia de construção de navios e submarinos para a Marinha do Brasil.


Em 15 de julho de 2005, o Brasil assinou em Paris um Acordo de Cooperação em Tecnologias Avançadas com a França, que poderá ser o ponto de partida do Brasil em uma verdadeira “ESTRATÉGIA DA CONECTIVIDADEcom o interesse na aliança tecnológica entre as 2 Nações.


Estão sendo cridos Grupos de Trabalho para cooperação nas seguintes áreas, entre outras :

B - Energia nuclear;

C - Tecnologias espaciais e suas aplicações industriais, e cooperação científica no setor espacial;


D - Tecnologias de defesa, especialmente nos setores aeronáutico, naval e terrestre.


Em 5 de janeiro de 2007, o presidente Lula promulgou, através do Decreto Nº 6.011, o Acordo para Cooperação na Área da Aeronáutica Militar, também celebrado em Paris, em 15 de julho de 2005, como parte do Item "D" do Acordo de Cooperação acima, onde versa sobre cooperação na área de defesa e no setor aeronáutico, especialmente o aeronáutico militar.



Lula e Chirac Discursando

Discursos dos presidentes Lula e Chirac no Palácio dos
Eliseus, em Paris, no dia 15 de julho de 2005.
(Foto Antônio Cruz - ABr)



Há ainda hoje uma certa tendência de a França procurar novos caminhos de independência após a grave crise com os EUA no Conselho de Segurança da ONU no caso do Iraque.


Poderemos ainda vir a concretizar um acordo tecnológico e
militar em situação que também envolveria a Alemanha. Isso seria apenas um ato na difícil tentativa de muitos países importantes contraporem-se à HEGEMONIA DOS EUA. Dados da CIA sobre a FRANÇA.


O então presidente Jacques Chirac visitou o Brasil, em 25 de maio de 2006. O presidente Lula e a primeira-dama Marisa Letícia recepcionaram Chirac enquanto 7 aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, do EDA, faziam uma apresentação aérea. Os pilotos escreveram, com manobras, as palavras "France-Brasil".



Lula e Chirac em Brasília - 2006

Em 25 de maio de 2006, os presidentes da França, Jacques Chirac,
e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assistem a uma
demonstração da Esquadrilha da Fumaça, em Brasília.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.673)



Ficou acordado que Brasil e França deverão anunciar na reunião de cúpula do G-8 na Rússia, em junho, em São Petersburgo, a criação de um Fundo Internacional para a Divulgação da Tecnologia do Etanol em países em desenvolvimento.


Integrada à finalidade do governo brasileiro de transformar o produto numa commodity e de promover parcerias para a cooperação nas economias mais pobres, a iniciativa terá o objetivo imediato de agregar valor à produção de cana-de-açúcar de Países da África e do Caribe e de reduzir a dependência dessas Nações do petróleo.


A base para a criação desse fundo foi definida na Declaração sobre Biocombustível, documento mais amplo na área energética assinado pelos presidentes Lula e Chirac.




(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante)


Em 25 de maio de 2006, os presidentes da França, Jacques Chirac, e do Brasil,
Luiz Inácio Lula da Silva, assistem ao desfile de tropas da Guarda
Presidencial - Dragões da Independência - em Brasília.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.736)



Lula recebe Chirac em Brasília - 2006

Vista da cerimônia em frente à entrada do Palácio Alvorada - residência
presidencial oficial recém-reformada por um grupo de empresas privadas.

(Foto Ricardo Stuckert - PR - 153.738)



Apesar das controvérsias entre os dois países na OMC - tanto na Rodada de Doha como no contencioso sobre açúcar, vencido pelo Brasil - o acerto sobre a criação do fundo somou-se a uma série de iniciativas internacionais.


A França foi um dos primeiros a apoiar a ambição do governo brasileiro de elevar o país à condição de membro permanente do Conselho de Segurança, no âmbito da reforma da ONU.


O então presidente francês defendeu o aprofundamento das relações entre o seu País e o Brasil para as áreas de biotecnologia e industrial, especialmente no que diz respeito a pesquisas espaciais e investimentos em fontes de energia não poluentes.


Houve a assinatura de acordos de cooperação entre Brasil e França em diversas áreas, como as de Ciência e Tecnologia, e a de Defesa.


Foi acertado pelos 2 presidentes que 2009 seria o Ano da França no Brasil, em retribuição ao Ano do Brasil ne França, ocorrido em 2005.
O evento no Brasil será particularmente consagrado aos setores científico, tecnológico e cultural franceses. Isso pode ser visto como mais uma forte prova das excelentes relações entre os dois países.


O Ano do Brasil na França foi considerado um grande sucesso, tendo tido a participação de 15 milhões de pessoas - ou seja, 25 % da população francesa. Mais de 430 manifestações culturais (dança, fotografia, pintura, edição, música, teatro e cinema) ilustrando a diversidade cultural do Brasil foram apresentadas em 161 cidades francesas.





UNASUL - AMÉRICA LATINA


No âmbito da América do Sul, costura-se uma Aliança entre todos os países, além do MERCOSUL, especialmente os Amazônicos, visando a um futuro mercado comum, que deverá englobar toda a América Latina, e até o Caribe em um segundo momento. Trata-se da UNASUL.


Busca-se ainda montar uma Aliança de Defesa em comum para preservação de soberania. O Brasil passou a comandar uma Força de Paz no Haiti com 1.500 soldados seus desde julho de 2004.


Em janeiro de 2006, foi anunciada a formação de uma Aliança entre os "Três do Sul", como se auto-intitulam Brasil, Argentina e Venezuela (Comunicado Conjunto).


Ela vinha sendo articulado nos bastidores há bastante tempo
, tendo base em uma série de estudos desenvolvidos na Escola Superior de Guerra (ESG), onde um grupo reuniu-se no Centro de Estudos Estratégicos para discutir um projeto de País que passava por uma espécie de união da América do Sul.


Faziam parte desse grupo o atual secretário-adjunto do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães, e Darc Costa, ex-vice-presidente do BNDES na gestão de Carlos Lessa, que defendeu uma tese de doutorado sobre a cooperação sul-americana como caminho para a inserção internacional do Brasil. Ainda no Governo Lula, colocaram essas idéias no centro das decisões.


Nesse sentido, Brasil, Argentina e Venezuela decidiram intensificar esforços na integração de suas cadeias produtivas em três áreas prioritárias: indústria bélica, aeroespacial e naval. Serão criados grupos de peritos para trabalhar esses temas.


T
ambém foi levantada a possibilidade de criação de uma junta de defesa, uma espécie de Conselho de Defesa da América do Sul – o primeiro passo para uma eventual integração militar no futuro.


Uma Aliança na América do Sul pode ser vista como algo para o futuro, sendo necessário muito investimento comum em P&D e a longo prazo. O ideal será aproveitar e estender os benefícios advindos da ALIANÇA DOS PAÍSES BALEIAS para toda a região, como no caso da ÁFRICA.


Se o Acordo de Integração Regional acontecer, mesmo com percalços graves com o Presidente da Venezuela, o Brasil precisará convidar os parceiros para organizarem um tipo de Força de Defesa Conjunta da América do Sul (já encaminhado), ou mesmo uma OTAS (Organização do Tratado do Atlântico Sul) com os africanos também.


Certamente, com a atitude ofensiva da Bolívia contra o Brasil e a Petrobras no caso do gás, em maio de 2006, com o franco apoio do governo da Venezuela, houve mudanças nesse panorama desde 2007.


Casos repetidos envolvendo o Equador e o Paraguai contra o Brasil mostraram que o presidente Hugo Chávez seria seu coordenador e representar tanto uma ameaça venezuelana quanto bolivariana.


n



ACORDO ESTRATÉGICO BRASIL - EUA


Uma importante REUNIÃO DE CÚPULA de junho de 2003 entre Brasil e EUA não trouxe quaisquer resultados concretos. Poderia ter culminando em uma grande aliança.


A Era Obama não trazia novidades, mas só até
12 de abril de 2010, quando Brasil e Estados Unidos assinaram em Washington, depois de 33 anos de rompimento, um acordo estratégico que prevê novas possibilidades para a área de Defesa no Brasil e estará ainda direcionando a colaboração mútua para o combate ao terrorismo.



n



PARCERIA ESTRATÉGICA BRASIL-ITÁLIA


Em 12 de abril de 2010, Brasil e Itália estabeleceram um Plano de Ação para implementar a Parceria Estratégica de colaboração em diversas áreas, como em matéria técnico-militar e de defesa, na área espacial e ainda na área científica e tecnológica.



Lula e Berlusconi

O presidente Lula e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi,
se encontraram em Washington em 12 de abril de
2010 e oficializam Parceria Estratégica.
(Foto Ricardo Stuckert - PR)



O Plano de Ação foi assinado pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, na embaixada do Brasil em Washington, capital dos EUA. Ambos participavam da Cúpula de Segurança Nuclear, encontro internacional que reúniu 43 chefes de Estado e de Governo na capital americana.




OUTRAS ALIANÇAS


As Alianças Estratégicas de Cooperação de Defesa do GRUPO BRIC, do IBSA, e mais a da França / Alemanha, são as únicas em que o Brasil poderá dispor de novas e importantes tecnologias de Defesa em muito pouco tempo, pois já são maduras.


Seria o advento de um formidável e audacioso "trampolim tecnológico" para o Brasil, alavancando seus esforços de P&D, sem desconfianças infundadas, restrições e dependências tecnológicas, especialmente as de Defesa.


Em 23 de outubro de 2003, por ocasião da assinatura do tratado de cooperação tecnológica entre Brasil e Ucrânia para o lançamento de satélites a partir do foguete Ciclone 4 do CLA, o Presidente Lula e o Chefe de Estado ucraniano, Leonid Kutchma, incluíram um memorando de entendimento sobre futuros projetos bilaterais na área espacial.


Foi incluído ainda um protocolo de intenções sobre cooperação no campo de Defesa, que criará condições para um intercâmbio de troca de equipamentos militares e de conhecimento científico e tecnológico.
Dados da CIA sobre a UCRÂNIA.


Em setembro de 2004, foi formalizada a criação por seus líderes de um G-4 entre Alemanha, Brasil, Índia e Japão, visando apoio mútuo para a plataforma comum de candidatos a membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.


O anúncio foi feito em Nova York durante a 54ª Sessão da Assembléia Geral da ONU. Posteriormente, dadas as barreiras colocadas pela China, o Japão deixou o grupo.



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