Eles podem
executar operações aeromóveis, acomodando
aviões VSTOL e helicópteros tais como o Av-8B Harrier II,
o JSF e o NH-90 TTH, que controlarão o espaço
aéreo, além de protegerem e darem suporte aos fuzileiros
navais sendo desembarcados e avançando da cabeça de praia
para o interior.
(Clique
na foto abaixo para ampliação)
BPC Tonnerre no Rio de
Janeiro em junho de 2007,
com vista do Corcovado ao fundo.
(Foto Edson Lima Lucas)
Tais navios
são capazes ainda do transporte de unidades operacionais.
equipamentos, materiais e suprimentos diversos,
apoio logístico às forças em terra,
operações humanitárias, etc. Para executar a
gestão de crises e o comando geral das
operações, dispõem de uma área exclusiva de
50 operadores, com 800 m2.
Como no caso do Haiti, as missões costumam ser executadas em
meio a crises que podem durar meses e a Classe Mistral é
bastante flexível no posicionamento prévio de tropas.
BPC Mistral ainda em fase de testes.
(Foto DCNS)
Cada NTCD é
avaliado em um custo
de projeto e construção de apenas US$ 350
milhões, devido aos padrões civis utilizados, mais
econômicos.
VÍDEO - JOURNÉE
PRÉSENTATION
MARINE BPC MISTRAL (01:56 MIN)
Cada Mistral
mede 210 x 28 metros e sua tripulação é de 160
marinheiros, com capacidade para 450 tropas. Seu deque de vôo tem
5.200 m2 com 6 helipontos. Leva até 22 aeronaves VSTOL e
helicópteros, sendo 16 no hangar de 1.800 m2. Possui ainda um
hospital com área de 850 m2. Sua propulsão é
totalmente elétrica.
Em dezembro de
2008, o ministro da defesa francês, Hervé Morin, indicou
que permitiria a encomenda antecipada de uma terceira unidade da Classe
Mistral.
A um custo estimado em 300 milhões de euros, o estaleiro de
Saint-Nazaire (agora STX França, com 33% de
participação do governo) terá a totalidade da
construção.
(Clique
na arte abaixo para ampliação)
Esquema da Classe Mistral.
(Arte DCNS)
FONTES
& LINKS
DO MISTRAL
Noticiário
Naval - Entrada do L-CAT no Mistral
ITÁLIA - CLASSE CAVOUR
Em 20 de julho de 2004, houve uma cerimônia no tradicional
Estaleiro estatal italiano Fincantieri
SpA , localizado em Riva Trigoso (Gênova), para o
lançamento do Navio-Aeródromo (Portaerei) - com
características de Navio de Assalto Multipropósito - CONDE DE CAVOUR,
que foi requisitado pela Marina
Militare Italiana em
novembro de 2000.
Sua construção teve início em 2001, foi entregue
em 2006, fez a primeira prova de navegação em
março de 2008 e comissionado em 2009.
(Arte Marinha Militare Italiana)
O CAVOUR é um
elemento chave no programa de renovação da frota italiana. Possui um deslocamento
de 27.100
ton com
carga máxima, comprimento de 244 metros, largura de 39 metros,
e calado de 8,7 metros, podendo alcançar uma velocidade
sustentada
de 28 nós.
Com uma autonomia de 7.000 milhas náuticas navegando a 16
nós, equivalente a 18 dias de cruzeiro, poderá realizar
operações de alcance estratégico. Suas quatro
turbinas General Electric-Avio geram 88.000 kW e, segundo os italianos,
conferem-lhe o título do NAe não-nuclear mais poderoso
construído no mundo em décadas recentes.
O CAVOUR pode acomodar até 1.210 pessoas - sendo 451 da
tripulação, 203 do grupamento aéreo, 140 do
comando da força-tarefa anfíbia, e 325 do Regimento San
Marco, e com espaço para mais 91 tropas, se necessário.
Terá alojamentos para cada 4 pessoas e cabines individuais para
os oficiais, conseguido graças á larga experiência
em construção de navios de cruzeiro da Fincantieri. Com
todo esse luxo, o CAVOUR terá um preço
muito alto, de aproximadamente, US$ 1,100
bilhão (€ 900 milhões).
Lançamento do Portaerei
CAVOUR em 21 de julho
de 2004, no Estaleiro Fincantieri de Riva Trigoso.
(Foto Fincantieri)
Deverá
realizar, principalmente, operações aéreas.
Porém, além de aeronaves, seu hangar poderá
acomodar até 100 veículos terrestres e anfíbios -
desde 100 veículos comuns e blindados leves a 24 tanques Ariete
de 60 toneladas. Será equipado com rampas de acesso para emprego
dos veículos em
missões militares e civis.
O CAVOUR poderá embarcar todo o leque de aeronaves usadas pela
marinha, desde helicópteros
(EH 101, NH 90 e 3D SH) a aviões de asa fixa (Av-8B e
o futuro JSF).
O nome CONDE
DE CAVOUR foi uma escolha pessoal do presidente para homenagear
um dos pais da Pátria, um estadista piemontês. O nome
Andrea Doria, anteriormente escolhido, será dado a uma das
fragatas que também estão sendo construídas no
Estaleiro Fincantieri.
Processo de montagem da proa
ao resto do CAVOUR em 2004,
sobre dique flutuante do Estaleiro Fincantieri de Riva Trigoso.
(Foto da Fincantieri)
Processo de montagem do casco
do CAVOUR concluído.
(Foto da Fincantieri)
(Clique
na foto abaixo para ampliação)
O CAVOUR já
comissionado à Marinha italiana.
(Foto Marina
Militare Italiana)
EUA - CLASSE LPD 17 SAN ANTONIO
A fim de substituir todos os antigos LPDs Austin e LSDs Anchorage da
frota da US Navy, foi criada a Classe de
LPDs San Antonio (2
3 4), que teria
12 navios (LPDs 17 a 28) mas talvez consiga chegar só a
10 unidades.
A Classe LPD San Antonio foi
projetada
para embarcar, transportar e levar à terra elementos de uma
força de desembarque de Marines em um assalto por
helicópteros, hovercrafts, veículos anfíbios e uma
combinação desses métodos, próprios
às missões de guerra anfíbia.
Podendo se projetar e se retirar rapidamente, é tida como uma
ferramenta multimissão para reação a crises do
Século XXI.
Conceito da Classe LPD 17 com
VLS.
(Arte
Divulgação Northrop Grumman)
O primeiro da
classe, o LPD
17 USS San Antonio, começou a ser construído em
junho de 2000 pela Northrop Grumman Ship Systems (NGSS),
já teve
seus testes completados e foi comissionado no 2º semestre de
2005 com muitos problemas, sendo muitos ainda não resolvidos em
2007.
Teste em 29 de abril de 2005 no
Golfo do México.
(Foto Divulgação Northrop Grumman)
Os
próximos 3 navios da nova classe, New Orleans, Mesa Verde e
Green Bay deveriam ser comissionados entre 2006 e 2007. O último
seria incorporado a partir de 2012.
Trata-se de um
LPD de grandes dimensões (25.296 ton) e com capacidade de operar
com independência ou com extrema interoperabilidade dentro de um
grupo anfíbio devido a seu robusto sistema de Comando e Controle
(C4ISR).
Deverá operar em conjunto com alguns dos 24 navios entre os 7
LHD da Classe WASP, os 5 LHA da Classe Tarawa, os 4 LSDs da Classe
Harpers Ferry e os 8 LSDs da Classe Whidbey Island.
A Classe LPD 17 permitirá aos US Marine Corps (USMC) acomodarem
2 Hovercrafts LCAC (Landing Craft Air
Cushioned), 700 tropas e 14 modernos AAAVs. Ressalte-se que cada
LCAC é capaz de levar 60 ton de carga e veículos à
velocidade de 40 nós e existem mais de 70 em atividade e outras
na reserva.
Desenho
em corte com detalhe do hangar.
(Arte Divulgação Northrop Grumman)
Seu deque de
pouso na popa poderá acomodar 2 helicópteros Sikorsky
CH-53E Sea Stallion, 6 Bell AH-1W Super Cobra, 4 Boeing CH-46 Sea
Knight ou 2 aeronaves VTOL tiltrotors Boeing Bell MV-22 Osprey.
Operação
dos V-22 Osprey a partir da Classe LPD 17.
(Arte Divulgação Northrop Grumman)
É furtivo e
possui tecnologia siginificativa, como a dos largos mastros feitos de
material composto, tendo os radares por dentro.
Seus extensos
problemas de projeto e
construção são comentados no Blog
CDR Salamander, que o considera um fiasco sem desculpas.
De fato, o Departamento de Inspeção da US Navy declarou
que o navio estava incompleto depois de feitos os testes finais, tendo
encontrado 15.000 deficiências.
O orçamento de construção estourou, saindo de US$
1,4 bilhão para US$ 1,8 bilhão e, mesmo assim, o navio
possui muitos problemas, como de corrosão,
ventilação inadequada, locais sem
ventilação estocando produtos químicos
tóxicos, mal cabeamento, peças e equipamentos mal
construídos ou simplesmente faltando, etc.
Todos
esses problemas vêm se arrastando
desde 2005 e, agora em 2007, o navio ainda está comissonado mas
incompleto.
Mesmo assim, a US Navy conseguiu mais US$ 13 bilhões para
construir
outras 9 unidades.
Apenas para dar uma idéia do problema, inspetores foram fazer
testes de mar em março de 2007, mas o navio nem sequer
pôde deixar
o porto por problemas eletrônicos.
Isso ocorre tendo sido gasto US$ 1,8 bilhão. Trata-se da mais perfeita aplicação da mais
comhecida Lei de Murphy.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Arte do
futuro Navio de Assalto Anfíbio Multifuncional - LHA - da US Navy.
Será a futura base para os F35B JSF (Joint Strike Fighter)
e os MV-22 Osprey tilt-rotor do USMC.
(Arte Northrop
Grumman Corporation /
U.S. Navy 050718-O-0000X-001)
ESPANHA - BPE
Em 20 de maio de 2005,
teve início com o primeiro corte de aço a
construção nos Estaleiros Ferrol-Fene do Navio de
Projeção Estratégica (BPE - Buque de Proyección
Estratégica), que será o maior da Marinha da
Espanha.
Arte do BPE / Navio de
Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
Encomendado
pela Marinha da Espanha em 2003 a um custo de US$ 434 milhões, o
BPE é um LHD de porte médio.
A fim de reduzir custos, modelos construtivos comerciais serão
usados sempre que possível, exceto em áreas
críticas e de segurança.
Importará em uma
carga de trabalho de 3,1 milhão de horas de
produção e de 775.000 horas de engenharia. Ele
deverá estar pronto em novembro de 2007 e ser entregue à
Marinha em dezembro de 2008.
O Navio de
Projeção Estratégica foi projetado
com o objetivo de possibilitar a projeção de
Forças de Infantaria da Marinha e do Exército de acordo
com seus elementos e formas próprias de ação e
servir como plataforma eventual para a aviação embarcada,
assim como a participação em tarefas de Ajuda
Humanitária.
Esta missão requer um
navio de caráter polivalente que
será capaz de operar de diferentes maneiras mas não
necessariamente de forma simultânea.
O navio é monocasco, construído em aço, com a ilha
a estibordo. Em um primeiro nível, dispõe de um deque na
popa. Na proa se situa a garagem
de veículos e/ou material pesado.
Visões superior e lateral do BPE /
Navio
de Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
Acima desses
espaços, se encontra o deque principal de
habiltação, que contém alojamentos, complexo
hospitaleiro, cozinhas, refeitórios e estoques.
Acima, se situa o hangar de
aeronaves que se prolonga até a proa con a garagem de
veículos e/ou material leve.
Resumidamente, ele
tem uma seção inferior com 3.000 m2 sendo metade alagada
para 4 lanchões de
desembarque de tropas e 4 lanchas de assalto. A outra metade é seca, onde cabe uns 40 tanques
pesados. Acima dessa
seção, tem os
alojamentos para até 1.200 tropas, enfermarias, salas cirurgicas, etc.
Acima disso tem outra seção de 3.000 m2, com outra
garagem para 80
veículos menores entre blindados leves, caminhões, jipes,
obuseiros, etc. À frente disso,
fica o hangar para 6 a 8 helicopteros
medio-pesados.
Esquema completo do BPE / Navio de
Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
O BPE tem
acomodações para uma dotação de 243
pessoas, um Estado Maior de 103 pessoas, uma Unidade Aérea
Embarcada de 172 pessoas, um Grupo naval de praça de 23 pessoas
e 902 pessoas de Força Embarcada (20 % pessoal feminino).
O navio dispõe de uma
planta propulsora / geradora do tipo elétrica situada em duas
casas de máquinas independentes, separadas entre si por dois
compartimentos e 2 unidades propulsoras tipo POD. Os elementos
principais de propulsão são:
1 Grupo Turbogerador de 19.750 BkW.
2 Grupos Diesel-Geradores de 7.680 BkW
c/u.
2 unidades POD de 11 MW c/u.
2 Propulsores Transversais na proa de
1500 kW c/u.
1 Grupo Diesel-Gerador de
Emergência de 1200 kW.
Está disposto um
convôo corrido de popa a proa com um comprimento aproximado de
202,3 metros e uma largura de 32,0 m, tendo uma
pista de vôo e um Ski
Jump com um ângulo de
subida de 12º, que permitem as operações de
decolagem e aterrissagem de aviões VSTOL do tipo AV-8B e JSF.
Seu peso com carga
máxima será de 27,5 mil toneladas.
Outra arte do BPE / Navio de
Projeção Estratégica da Espanha.
(Arte NAVANTIA)
O convôo
dispõe de 6 pontos de pouso permitindo que 6 helicópteros
possam realizar operações simultâneas de
aterrissagem e decolagem. Dois elevadores para os aviões ligam o
hangar com o convôo.
O navio dispõe
também de um deque com capacidade para
4 embarcações de desembarque tipo LCM 1E e 4 Supercat,
simultaneamente.
O Sistema de
Navegação do BPE é composto por :
Radar de navegação de
tipo LPI (baixa Probabilidade
de Interceptação).
Sistema de navegação de
precisão GPS/GALILEO.
Sistema de Navegação
Inercial, Corredeiras e sonar.
Sensores Meteorológicos
(vento, temperatura,
pressão e humidade).
Sistema de Distribuição
de Dados de Navegação.
Sistema AIS (Automatic Identification
System).
Sistema ECDIS.
Os sensores do Sistema de
Combate são :
Radar Aéreo Tridimensional para
vigilância, controle de
aeronaves e autodefesa.
Radar de Controle de
Helicópteros de tipo LPI (Baixa
Probabilidade de
Interceptação).
Radar de Aproximação de
Aeronaves (PAR).
Sistema de Vigilância
Eletro-Ótico.
Sistemas ESM/ECM radar para defesa
antimíssil (reserva de
espaço e peso).
Sistema ESM de
comunicações para interceptação e
monitorização de
emissões.
Sistema IFF.
Enlaces Táticos de Dados (Links
11, 16 e 22).
O BPE dispõe do
seguinte Sistema de Armas :
Sistema de defesa antimíssil de
ponto (reserva de espaço e peso)
4 canhões de 20 mm e duas
metralhadoras.
Sistema de torpedo (Nixie).
Sistema de defesa contra minas (reserva
de espaço e peso).
Sistema lançachaff (6
lançadores).
AUSTRÁLIA
- NOVA CLASSE
A Austrália aprovou em agosto de 2005 um projeto de US$ 2
bilhões para a construção de 2 Navios
Anfíbios para serem utilizados em uma larga gama
de situações, como operações de combate,
alívio de desastres regionais, ajuda humanitária,
missões de paz, e assistência a operações
policiais ou militares.
Construtores navais australianos serão convidados para uma
concorrência que envolverá dois tipos de projetos, com a
escolha final de um ou de ambos :
- O navio de projeção estratégica espanhol BPE (LHD/LHA) da
NAVANTIA (ex-IZAR) de
aproximadamente 27.000 ton.; e
- O navio LHD francês MISTRAL da DCNS com capacidade
adicional
de transporte de tropas, com 21.000 ton.
Arte do LHD
da NAVANTIA.
O Governo
já deu a aprovação inicial ao projeto e destinou
US$ 30 milhões para a Fase de Desenvolvimento de Projeto. Com
isso, tanto a Navantia como a Armaris já estão
desenvolvendo suas listas de requerimentos, incluindo aspectos
técnicos, de meio-ambiente e de segurança australianos.
O navio espanhol teria maior capacidade de
carga, mas a construção do primeiro navio começou
agora. Já o navio francês tem capacidade um pouco menor,
mas já está construído e encontra-se em fase
avançada dos testes finais conduzidos pela Marinha Francesa.
A
concorrência será aberta para a indústria naval
australiana no 2º trimestre de 2006. Caso não seja
alcançado um preço competitivo localmente, será
então considerada a opção de
construção no exterior. Para um construtor australiano, o
contrato sairia no início de 2007, com o comissionamento
ocorrendo em 2012.
Cada navio deverá ter, preferencilamente, a habilidade
até 1.000 pessoas, ter seis locais de pouso de
helicópteros, e provisão para um misto de
helicópteros de transporte de tropas e de reconhecimento armado.
Também deverá transportar até 150
veículos, incluindo os tanques M1A1 Abrams e veículos
blindados.
Cada navio será equipado com instalações
médicas, como duas salas de cirurgia.
FONTES & LINKS
Tenix / Navantia - LHD
Fav-Club
News - 3 Navios de Assalto Anfíbio para a Venezuela
Poder
Naval Online
- BPC Tonnerre Visita o Rio
DCNS
- Mistral
LHD
Área
Militar -Navios Logísticos
VÍDEOS