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PLANO BRASIL

PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO

INDÚSTRIA DE SISTEMAS



PARTE  III

PROJETO TRIDENTE DE NETUNO

TORPEDOS



(Clique na arte abaixo para ampliação)

TPSC-01 - Torpedo Supercavitante

Ilustração do Torpedo Super-Cavitante TPSC-01, empregado
pelas Forças de Submarinos de Ataque da Força Naval.
(Arte Edilson Moura Pinto)
3) PROJETO TRIDENTE DE NETUNO

DESENVOLVIMENTO NACIONAL DE ARMAS INTELIGENTES E A CONSOLIDAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA.


AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


O PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO do PLANO BRASIL apresenta 3 (três) Projetos de armas, iniciando-se pelo desenvolvimento conjunto de mísseis, a seguir de kits e bombas, e por fim, de torpedos, sendo todos destinados ao emprego comum pelas três Forças Armadas do Ministério da Defesa do Brasil.


Esta terceira parte do Programa, denominada PROJETO TIDENTE DE NETUNO, apresenta as propostas nacionais de 3 (três) tipos de Torpedos
Navais, a fim de equiparem nossas forças de submarinos, navios de superfície e plataformas aéreas.



TIPOS DE TORPEDOS


T-1 Torpedo Pesado TP-01
T-2
Torpedo Leve
TP-02
T-3
Torpedo Supercavitante
TPSC-01






PROJETO TRIDENTE DE NETUNO


Em um possível confronto entre uma grande potência e uma média, a vitória total por parte da mais desfavorecida pode ser considerada muito difícil de ser obtida.


No entanto, se a mais fraca delas estiver dotada de armas e sistemas de combate capazes de infligir danos consideráveis à sua rival mais poderosa, a possibilidade de ocorrência desse conflito será em muito minimizada.



Nessa perspectiva, ao projetarmos nossa Força Naval para o futuro próximo de 20 anos, teremos que levar em consideração as suas capacidades, dotando-a com sistemas de armas muito mais eficazes e condizentes com o desafio que terão de enfrentar.



Entre outras características, os sistemas de armas futuros deverão possuir capacidades de contramedidas e de engajamento em estado da arte.



Neste Projeto intitulado TRIDENTE DE NETUNO, consideramos o desenvolvimento nacional de três modelos de torpedos navais, os quais equipariam nossas forças de submarinos, navios de superfície e plataformas aéreas.



Serão divididos em três tipos de torpedos, onde TP-01 considera o desenvolvimento de um torpedo pesado, que seria empregado unicamente pelas Forças de Submarinos de Ataque (FSA) da Força Naval.



O tipo de torpedo TP-02 considera o desenvolvimento de um torpedo leve, que se destina ao uso das Forças de Superfície, Oceânica (FSO), Costeira (FSC) e Fluvial (FSF), bem como aviões, helicópteros, VANT e plataformas estáticas dispersas pelo litoral brasileiro.



O último tipo de torpedo, intitulado TPSC-01, considera o desenvolvimento, via parceria, de um torpedo supercavitante nacional destinado a equipar as unidades da FSA.



As empresas brasileiras envolvidas neste projeto, via DENAPROM, seriam ATECH (software), MECTRON (eletrônica e projeto), EMGEPRON (projeto e desenho), CBC (explosivos), CELMA (turbinas e motores), AVIBRAS ( propelentes e combustíveis especiais, sistemas optrônicos).





TIPO 1 - TORPEDO PESADO


TP-01


O torpedo TP-01 compreende o desenvolvimento nacional de um torpedo pesado de 533 mm de diâmetro, 6 m de comprimento e peso total de 1.600 kg, cujo sistema de orientação seria baseado numa cabeça de busca composta por diferentes sistemas e que seria guiado por cabo de fibra óptica.


Sua cabeça de guerra teria em sua espoleta uma carga 300 kg de explosivo de alto desempenho, o que eqüivaleria em peso a 600 kg de TNT e cuja tecnologia empregaria o conceito de “energia direcionada”.



Essa tecnologia consiste em direcionar a energia da onda de choque provocada pelo acionamento da carga explosiva, concentrando-a para uma determinada direção (especificamente à frente do torpedo), aumentando assim a energia no impacto frontal com o alvo e, consequentemente, multiplicando o fator destrutivo da arma.



Tal tecnologia é possível de ser desenvolvida, bastando para isso construir o receptáculo da carga explosiva aplicando materiais de diferentes resistências mecânicas.


Como pode ser observado na figura abaixo, 
as duas seções do torpedo estão representadas pelos números 1 e 2. Suas resistências mecânicas diferem umas das outras, sendo que a seção 1 representa a estrutura com menor resistência mecânica e a seção 2 a de maior resistência.
 


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Representação do Efeito Direcional

Ilustração da campo de propagação da energia concentrada da explosão do torpedo.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Ao ser detonada a carga explosiva, a tendência natural da energia liberada pela expansão dos gases liberados pela combustão, bem como a onda de choque resultante, é a de escapar pelo ponto de menor resistência (seção 1 frontal do torpedo). Sendo assim, o efeito devastador causado pela detonação da carga bélica se propagara direcionalmente para a frente do torpedo.
 


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Representação do Ataque de dois Torpedos

Representação do ataque de dois torpedos a uma seção do casco de um submarino, onde:
em verde, apresentamos a explosão de um torpedo tradicional, cuja propagação da onda
de choque se dispersa radialmente, em vermelho, a representação da propagação
direcional da onda de choque, cujo efeito concentra uma maior energia em uma
área menor e que, consequentemente, aumenta o fator destrutivo da arma.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Associando-se a isso tecnologias como a detonação cronometrada e a aplicação de propelentes especiais, o poder de destruição direcional do torpedo seria em muito aumentado.


Esse torpedo teria ainda um sistema de aquisição de alvos desenvolvido de forma a minimizar a vulnerabilidade a ECM
e ESM, reduzindo as possibilidades de interferências e contra-medidas inimigas, e realçando a eficácia e travamento dos alvos.


O torpedo operaria guiado por cabo de fibra ótica e seria composto por uma cabeça múltipla de aquisição, atuando nos dois modos, ativo e/ou múltiplo homing, tendo a possibilidade de engajar alvos no modo passivo.



Os sistemas de guiagem seriam baseados em um avançado sistema composto por sonar, receptor análogo do Sonar, um pré-amplificador e sistemas de hidrofones posicionados na cabeça de busca do torpedo. Isso daria ao torpedo a habilidade de transmitir e receber informações sobre o alvo mesmo depois do lançamento, transmitindo essas informações via Enlace de Dados.



Os sistemas seriam desenvolvidos para operarem até mesmo na possibilidade de rompimento do cabo de fibra ótica. Para tanto, o sistema diretor do torpedo assumiria, automaticamente, o seu comando. Atualizaria as informações até então recebidas e controlaria a sua trajetória, ativando para isso os sistemas ativos de sonar.



O sistema de propulsão seria do tipo hélices contra-rotativas acionadas por motores movidos a combustível líquido, cujo desenvolvimento basearia-se em técnicas e conceitos destinados a minimizar o ruído, permitindo-lhe uma aproximação silenciosa ao alvo e, consequentemente, dificultando os alertas dos sistemas de detecção e, com isso, aumentado a letalidade da arma.




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TP-01 - Torpedo Pesado
 
Ilustração do Torpedo Naval Pesado TP-01, empregado
pelas Forças de Submarinos de Ataque.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Essa arma seria projetada para ter um alcance máximo de 75 km e velocidade de deslocamento submerso de 90 km/h, sendo capacitados a engajar alvos a profundidades de 600 m.


Devido às suas dimensões, só seriam operados unicamente pelos Submarinos de Ataque da Força Naval, onde atuariam como arma de longo alcance das Forças de Submarinos de Ataque (FSA).





TIPO 2 - TORPEDO LEVE


TP-02


Com dimensões e pesos menores, o TP-02 seria um torpedo de categoria leve, o que se pode chamar de irmão menor do TP-01.


Essa arma teria um diâmetro de 323,7 mm, 3 m de comprimento e pesaria 360 kg; teria um alcance máximo de 30 km e viajaria a uma velocidade máxima de 95 km/h.



Seria concebido para operar em águas rasas, desviando-se das irregularidades do relevo, mas também seria capaz de engajar alvos a profundidades de 600 m, o que o tornaria o torpedo adequado para operações navais lançadas de aeronaves e de navios de superfície.



Seu sistema de orientação e de propulsão, bem como, todos os conceitos tecnológicos aplicados, seriam variantes dos sistemas encontrados no programa TP-01.




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TP-02 - Torpedo Leve

 Ilustração do Torpedo Naval Leve TP-02
(Arte Edilson Moura Pinto)



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NH-24 Armado com TP-02

NH-24 armado com um par de torpedos TP-02
(Arte Edilson Moura Pinto)




TIPO 3 - TORPEDO SUPERCAVITANTE


TPSC-01


A utilização de armas mais capazes que os atuais torpedos convencionais deverá ser considerada pela Futura Força Naval Brasileira como prioritária, porque as táticas e tecnologias empregadas pelas futuras Forças Navais restringirão o uso e a eficiência dos atuais torpedos convencionais.


Como é sabido, no decorrer do ano de 1995, uma revelação feita pelos russos chocou o mundo: eles haviam desenvolvido um torpedo supercavitante capaz de deslocar-se submerso a velocidades de 360 km/h.


Tratava-se de um aniquilador de submarinos sem equivalentes no ocidente, imune a quaisquer tipos de contra-medidas e sistemas defensivos até então desenvolvidos.



Tal “besta” marinha foi batizada com o nome de SHKVAL
, o qual opera em sistema de disparo direto ao alvo, locomovendo-se em linha reta até sua presa.



 Shkval

SHKVAL
Míssil Submarino Supercavitante



Este fato deu ao mundo a luz do desenvolvimento de uma nova geração de armas submarinas baseadas no fenômeno físico da supercavitação, o qual pode ter alterado por completo as estratégias e táticas navais, bem como o paradigma da guerra naval.


Como é sabido, para se obter o efeito de supercavitação, é necessário que o corpo (torpedo), o qual se acelera para viajar, tenha de dispor de um sistema propulsor capaz de lhe conferir uma potência descomunal, dado que o atrito hidrodinâmico produzido pela água é cerca de mil vezes superior ao atrito aerodinâmico produzido pelo ar em contato com a superfície do corpo; e mais, esse atrito aumenta progressivamente com a velocidade.



Quando um corpo se desloca sob a água, a componente da velocidade tangencial à superfície do corpo diminui na parte frontal e aumenta na parte posterior, enquanto que a pressão exercida pelo fluido (água do mar) em contato com a superfície do corpo, assume um comportamento contrário.



Se o aumento da velocidade causar uma pontual queda de pressão suficientemente intensa, o líquido muda de estado, vaporizando-se e mudando para a fase gasosa; com isso são formadas minúsculas cavidades de vapor de água adjacentes ao corpo e que surgem caoticamente em pontos localizados.



O fenômeno da cavitação é normalmente evitado pelos engenheiros e construtores navais por causar perda de eficiência na propulsão, desvio de rota e mesmo erosão e/ou desgaste das superfícies.



A supercavitação é um caso especial em que o fenômeno da cavitação é levado ao extremo. Nele, são considerados que o corpo em movimento desloca-se totalmente envolvido por uma cavidade de gás de baixa pressão, como se navegasse protegido por um escudo de gás, o que reduz drasticamente o atrito hidrodinâmico.



Uma vez formada, a cavidade pode ser mantida e aumentada, injetando gás produzido pelo sistema de propulsão, de modo a evitar o contato do líquido circundante (água do mar) com a superfície do corpo (torpedo).



Essa utilização artificiosa do fenômeno físico da cavitação só é possível através de um processo de análise extremamente complexo, dado que se trata de um problema de escoamento bifásico (o escoamento envolve, simultaneamente, duas fases, líquida e gasosa, sobre a superfície do corpo).



Outro fator importante, no que se refere  à supercavitação, afere diretamente no desenho e geometria do “nariz” do torpedo e ao dispositivo de controle da cavidade, visto que a formação caótica do túnel de gás sobre o torpedo pode comprometer drasticamente a sua trajetória, debilitando seu rendimento e alterando por completo o seu comportamento.


Isso sem contar que tal tipo de armas necessita vitalmente de sistemas de propulsão e de orientação topo de linha, dada a complexidade do controle de sua trajetória (estes serão tratados posteriormente).



Atualmente, a Rússia é a líder mundial na tecnologia e desenvolvimento de armas submarinas baseadas na supercavitação. Sem dúvida alguma, a tecnologia russa encontra-se fundamentada em décadas de investigação.


Teve como conseqüência prática a produção do torpedo SHKVAL e, mais recentemente, o desenvolvimento de torpedo de igual performance anunciado pelas autoridades iranianas em decorrência do exercício naval Espada do Profeta III.



Durante décadas, a US Navy buscou, incessantemente, desenvolvimentos tecnológicos da guerra submarina, mas encontra-se, em muitos aspectos, décadas defasada em relação à Rússia, quando o assunto é o desenvolvimento de armas supercavitantes.



No entanto, o alerta já foi dado, e por isso seus engenheiros e seu parque industrial estão recorrendo às capacidades e recursos do país no campo da mecânica de fluidos computacional e dinâmica de fluidos computacional (CFD – Computational Fluid Dynamics) para simular os escoamentos bifásicos ordenados em torno de objetos, com o intuito de desenvolverem muito em breve uma arma de igual capacidade.



Pegando carona no projeto russo do SHKVAL tal qual o fez o Irã, propomos o desenvolvimento nacional de uma arma de igual categoria, sob a orientação dos escritórios russos, e tratar-se-ia de um desenvolvimento de uma nova versão do 
SHKVAL.


As empresas nacionais envolvidas seriam basicamente as já citadas (MECTRON, AVIBRAS, ATECH, CELMA, CBC e EMGEPRON) e estariam sob a administração e a coordenação do DENAPROM.



Esse novo torpedo supercavitante faria uso dos mesmos sistemas de orientação presentes no TP-01 e teria as seguintes dimensões: 533 mm de diâmetro, 6 m de comprimento, peso total de 2.800 kg e alcance máximo de 12 km.


Sua velocidade máxima em trajetória retilínea seria de 500 km/h. Sua cabeça de guerra levaria uma espoleta de 300 kg de explosivo de alto desempenho, também concebida sob o conceito de energia direcionada, tal qual os demais torpedos aqui tratados.


 
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TPSC-01 - Torpedo Supercavitante

Ilustração do Torpedo Super-Cavitante TPSC-01, empregado pelas
Forças de Submarinos de Ataque da Força Naval.
(Arte Edilson Moura Pinto)



O projeto em si demandaria ainda muitos desafios tecnológicos, os quais capacitariam nossas indústrias a desenvolverem novas tecnologias, que poderiam ser posteriormente transferidas para o mercado civil de bens de consumo.


Entre esses desafios, podemos citar as dificuldades inerentes a impedir o contato do torpedo com a água durante as curvas, visto que essa versão seria concebida de forma a poder manobrar, dando menos chance de evasão aos alvos.



Outro problema a ser solucionado é o de colocar os transdutores e sensores acústicos de busca em contato com a água do mar, sem prejudicar o rendimento das superfícies que produzem a supercavitação.



A geometria do torpedo, em especial a do “nariz”, apresenta-se como um desafio descomunal, dado que neste encontrariam-se as câmaras de injeção de gás, e nelas a problemática de ter que injetar e manter bolhas de gás de mesmas dimensões e distribuições sobre a superfície envolvendo, homogeneamente, a superfície do torpedo ao longo da trajetória.



Um outro problema a ser considerado refere-se ao sistema de orientação da arma, pois é necessário que este seja capaz de, durante eventuais alterações de trajetória (por exemplo, numa fase de busca terminal), manter o contato com a fase líquida minimizado, pois de outra forma o torpedo pode perder a estabilidade ou mesmo desintegrar-se.



A orientação pode ser efetuada alterando a geometria do nariz da arma, usando para isso aletas móveis (tal como demonstramos na figura representativa do torpedo), garantindo assim a estabilidade do torpedo durante sua trajetória no interior do túnel de gás.



Existe além disso, o problema de dotar os futuros torpedos supercavitantes com sistemas de sonar ativo para aquisição de informação sobre o alvo, bem como o contato com o água dos hidrofones e sensores que, imperativamente, deveriam ser colocados exatamente no nariz do torpedo, região esta que sofrerá maiores interferências acústicas devido ao extremo atrito e pressão.



Finalmente, existe o problema da propulsão, pois, para atingir velocidades em regime de supercavitação, é necessário dispor de sistemas de propulsão de grande potência. Os sistemas aparentemente mais promissores recorrem a turbinas de gás ou propulsão a jato, queimando combustíveis metálicos e utilizando a água como oxidante e fluido de resfriante.



O desenvolvimento de armas submarinas supercavitantes com grande alcance e orientação por cabo de fibra ótica de busca autônoma, (homing) poderá ter um impacto enorme em futuras operações navais.


Sistemas como radares, equipamentos ESM/ECM e sonares, adquirem informação a uma velocidade muito superior à das armas de ataque e defesa, sejam mísseis, peças de artilharia ou torpedos. Com essa nova geração de armas submarinas, tal situação seria drasticamente invertida.



Dando a essas armas a possibilidade de atingir o alvo antes do eco dos sonares chegar aos hidrofones o que, consequentemente, inviabilizaria o uso das atuais contramedidas, forçaria o desenvolvimento de uma nova geração de sistemas de detecção e de contra-ataque.



Indubitavelmente, o impacto conseqüente do desenvolvimento desse tipo de armas poderá atingir proporções inimagináveis até então, as quais aumentarão os níveis de vulnerabilidade das grandes forças navais, incluindo-se aqui a utilização dos poderosos grupos de batalha capitaneados por navios-aeródromos, seguidos de navios de apoio a grandes operações anfíbias, tradicionalmente, usadas para desencadear operações militares de grande escala em cenários distantes.



As grandes potências terão que se adequar à nova realidade e até mesmo repensar o uso desse tipo de tática de guerra em detrimento da não exposição de sua força naval ao perigo mortífero do uso contra si de armas supercavitantes.



Por outro lado, a guerra submarina e anti-submarina poderá sofrer enormes alterações em nível tático, o que pode vir a por em causa alguns dos atuais desenvolvimentos tecnológicos nessas áreas. Transformando o tradicional jogo de “gato e rato”, comumente caracterizado por um combate silencioso entre dois submarinos, em combates ferozes, rápidos e ruidosos, nos quais a estratégia será a de atirar antes de perguntar.



Em todo caso, parece evidente que o desenvolvimento de tal tipo de armas aumentaria, significativamente, o fator de dissuasão, o qual nossa Força Naval poderia dispor sem muitos investimentos.


Como reserva, aumentaríamos muito o valor estratégico de nossos submarinos, como elementos decisivos de dissuasão, na proporção em que os demais meios navais (incluindo os grandes NAes) tornariam-se, potencialmente, mais vulneráveis aos ataques súbitos e letais das devastadoras armas supercavitantes.





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