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PLANO BRASIL

PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO

INDÚSTRIA DE SISTEMAS




PARTE  II

PROJETO PUNHO DE HÉRCULES

KITS E BOMBAS




SOAB-1

Kits SOAB-1 com bombas planadoras de guiamento autônomo.
(Arte Edilson Moura Pinto)
2) PROJETO PUNHO DE HÉRCULES

DESENVOLVIMENTO NACIONAL DE ARMAS INTELIGENTES E A CONSOLIDAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA.


AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


O PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO do PLANO BRASIL apresenta 3 (três) Projetos de armas, iniciando-se pelo desenvolvimento conjunto de mísseis, a seguir de kits e bombas, e por fim, de torpedos, sendo todos destinados ao emprego comum pelas três Forças Armadas do Ministério da Defesa do Brasil.


Esta segunda parte do programa é intitulada PROJETO PUNHO DE HERCULES. Dividido também em diferentes partes, este projeto apresenta sugestões de desenvolvimento de 4 (quatro) Kits compostos por sistemas de guiagem e superfícies aerodinâmicos, destinados às bombas que equipariam as nossas futuras plataformas de armas.



KITS DE SISTEMA DE ORIENTAÇÃO
AUTÔNOMA DE BOMBAS
SOAB



K-1 Bombas Guiadas SOAB-1
K-2
Bombas Anti-Pavimento BAPOA-1
K-3
Bombas Planadoras
SOVBOA-1
K-4
Bombas de Fragmentação BSMOA-1





PROJETO PUNHO DE HERCULES


Uma nova geração de “bombas inteligentes”, baratas e letais, que utilizam componentes de última geração, tais como mapas digitais e sistemas aprimorados de direcionamento, provavelmente, se constituirão em um aparato de armas críticas necessárias aos futuros arsenais militares de países como o Brasil.


Nossa indústria deverá acompanhar o desenvolvimento de sistemas de guiamento para bombas como os hoje empregados nas famosas bombas
JDAM, concebidas para serem utilizadas sob quaisquer condições meteorológicas, ao contrário das armas guiadas a laser.


O sistema de orientação das JDAM localiza a sua trajetória por meio de recursos avançados, que trabalham se orientando por
GPS.


O problema das armas guiadas a laser é que os alvos precisam ser indicados e marcados com raios laser, cujas propriedades requerem certos limites de utilizações. Estes raios são incapazes, por exemplo, de penetrar nuvens comuns ou de poeiras.


Além disso, necessitam de outros sistemas para as guiarem, tais como outras aeronaves, veículos não tripulados ou mesmo tropas em terra.  Esta última provou ser o método mais ineficaz de todos na 1ª Guerra do Golfo.


Por exemplo, as forças especiais americanas amargaram um negro resultado de baixas por fogo azul, devido à necessidade de posicionar as equipes em terra muito próximas às regiões bombardeadas, o que, consequentemente, resultou em baixas pesadas para a então coalizão.
 


Bomba Guiada a Laser

Esquema exemplificativo de bomba guiada a laser, cuja cabeça
engloba o sistema orientador a laser e os sistemas aerodinâmicos.

(Arte Edilson Moura Pinto)



Por sua vez, as aeronaves utilizadas para guiar tais armas precisavam voar a baixa altitude para marcar os alvos, e por vezes estiveram perigosamente expostas ao fogo antiaéreo inimigo.


O desenvolvimento de armas que navegam utilizando sinais de satélites, que possam operar em qualquer condição atmosférica e que possibilitem ainda aos pilotos voarem mantendo uma distância segura do fogo antiaéreo inimigo se faz necessário.


Essas armas necessitaram ainda possuir sistemas imunes à interferência inimiga. Tais sistemas de guiagem de última geração se basearão em kits modulares, os quais “intelectualizarão” as chamadas bombas burras.


Em sua maioria os kits similares encontrados no mercado internacional são de baixo custo, consistem em sistemas de direcionamento e sistemas aerodinâmicos, que melhoram a precisão das bombas por eles equipados e, geralmente, contêm um Sistema Inercial de Navegação / Sistema de Posicionamento Global (INS/GPS).


Essas bombas podem ser lançadas a quilômetros do alvo e confiar sua trajetória aos seguros sistema de navegação para atualizar o curso durante todo o percurso até o impacto.


No caso especifico das JDAM, logo após o disparo, a antena dessas armas passa a captar os sinais do GPS; caso haja alguma correção de trajeto, o computador ajusta as coordenadas, automaticamente, por meio de um sistema mecânico na cauda da bomba.


O único problema é que os sinais de GPS são muito fracos e fáceis de ser interceptados, além do fato que esse sistema é dominado por uma nação que, constantemente, costuma negar-nos o acesso a tais tecnologias, necessariamente, quando mais necessitamos delas.

 

JDAM

Mais barato que as bombas guiadas a laser e menos complexo em
termos de sistemas eletrônicos, o sistema JDAM consiste de um
Kit composto por um orientador a GPS e carenagem aerodinâmica
destinada a dotar bombas comuns em munições de alta precisão.

(Arte Edilson Moura Pinto)



Como em outros artigos do Plano Brasil, reafirmamos nossa posição quanto às conseqüências dessas decisões. Nada contra nossos “aliados”, mas o que devemos fazer é tentar, sempre que possível, tornar-nos independentes e desenvolvermos nós mesmos nossas tecnologias.


Neste artigo, consideramos o desenvolvimento de kits nacionais destinados a aparelhar as famílias de bombas padrão que seriam desenvolvidas para equiparem os esquadrões de caça das Forças Naval e Aérea Brasileiras, e o desenvolvimento de kits capazes de dotar tais armas com a capacidade de planarem a distâncias quilométricas, tal como se propõe o sistema
JSOW.


Diante disso, as empresas IMBEL e CBC, coordenadas pelo (DENAPROM-MDB), desenvolveriam bombas básicas baseadas em explosivos de alto desempenho, diferenciados por suas destinação.


Neste artigo, classificaremos essas bombas em quatro diferentes categorias, separadas de acordo com seus pesos, e sob as seguintes denominações:


     g  B1, 907,18 kg;

     g  B2, 453,59 kg;

     g  B3, 226,80 kg; e

     g  B4, 113,40 kg.


Suas variantes se destinariam aos diversos tipos de emprego e para isso seriam desenvolvidas :

     g  Bombas Guiadas para Múltiplo Emprego (B1-B4);

     g  Bombas Anti-Pavimento/Bunker (B2);

     g  Bombas Planadoras (B1-B3); e

     g  Bombas de Fragmentação para Emprego Geral (B1-B3).


Os referidos Kits de Sistema de Orientação Autônoma de Bombas (SOAB) serão apresentados como segue :




KIT 1 - BOMBAS GUIADAS


SOAB-1


Desenvolvido em parceria pela holding de empresas Brasileiras sob a assistência técnica da ELBIT, o Sistema de Orientação Autônoma de Bombas - SOAB-1, seria um sistema de guiamento de meio curso orientado por INS e GPS, cuja cabeça de busca terminal eletro-ótica (TV ou Infra-Vermelho IV) permitiria a transmissão simultânea de imagens do alvo para a aeronave lançadora e centro de coordenação e comando via Enlace de Dados.


Na recente Guerra do Golfo, militares dos EUA queixavam-se constantemente dos setores militares russos, alegando que estes haviam cedido aos Iraquianos sistemas de interferência de GPS, o que atrapalhava em muito o emprego de mísseis e bombas por eles guiadas.


Os sinais de GPS geralmente são fracos e sofrem a interferência constante de radiofrequência.


Ao contrário da
JDAM, o SOAB-1 não usaria apenas o GPS. Esse sistema empregaria ainda uma cabeça de busca eletro-ótica para guiar a arma na fase terminal do ataque. Tal sistema seria composto por um rastreador de imageamento IV para a sua orientação final.


O rastreador permitiria ao computador de bordo executar função de comparar as imagens captadas pelo sistema com as imagens digitais previamente armazenadas, comparando e classificando a prioridade dos alvos, tornando esta arma do tipo dispare e esqueça.


Essa capacidade de geolocalização seria muito útil, pois os sistemas adotados por essa nova geração de armas substituiriam os atuais sistemas ativos de radar e IV, que muitas vezes denunciam ao inimigo a posição das aeronaves ou tropas destinadas para o ataque.


Esse tipo de orientação de bombas utilizaria ainda a capacidade de troca de informações por enlace de dados, o que permitiria o emprego de uma bomba por orientação de quaisquer aeronaves presentes no cenário, tal qual fazem os mísseis dotados de enlace de dados.


Isso permitiria que esse tipo de arma operasse mesmo sob restrições do uso do GPS, o que lhes conferiria uma maior possibilidade de emprego no caso de restrições ou interferências.


As bombas guiadas para múltiplo emprego  seriam concebidas a serem disparadas por orientação via HMD. O SOAB-1 seria concebido de modo a poder realizar lançamentos quando a aeronave estivesse em mergulho ou mesmo em baixa altitude, cujo teto mínimo para disparo se situaria na casa dos 150 m.


No caso de ataque a alvos grandes como navios, portos e  instalações industriais, o travamento do alvo poderia ser realizado a distâncias maiores e a aeronave lançadora poderia disparar a arma acima da cobertura das defesas anti-aéreas inimigas.


Esse sistema seria composto por inteligência artificial dotada de algoritmos capazes de comparar a geometria do objeto e a intensidade da assinatura térmica, podendo com isso interpretar e estabelecer as diferenças existentes entre os alvos e os obstáculos que o rodeiam.


Por se tratar de um sistema do tipo dispare e esqueça, o SOAB-1 não precisaria de designador de alvo, muito menos de um sistema de controle contínuo, o que eliminaria a necessidade do emprego de tropas em terra para iluminarem os alvos ou mesmo do acompanhamento dos pilotos, que ficariam livres para manobrarem e quando possível realizarem outro ataque.


A cabeça de busca do SOAB-1 seria desenvolvido pelas empresas ATECH (software), MECTRON (sistemas de hardware e eletro-óticos). As estruturas aerodinâmicas seriam desenvolvidas pela AVIBRAS, ficando para as empresas IMBEL e CBC o desenvolvimento das espoletas, cargas explosivas e sistemas de fragmentação.
 


SOAB-1

Os Kits SOAB-1 dotariam bombas comuns da capacidade de
guiamento autônomo a qualquer tempo e seriam empregados nas bombas
B1 de  907,18 kg,  B2 de 453,59 kg, B3 de  226,80 kg e B4 de 113,40 kg.

(Arte Edilson Moura Pinto)




KIT 2 -BOMBAS ANTI-PAVIMENTO


BAPOA-1


O desenvolvimento da Bomba Anti-Pavimento de Orientação Autônoma - BAPOA-1, seria a arma desenvolvida para ser a sucessora natural das atuais BAPI-1 desenvolvidas pela Força Aérea Brasileira.


Essa bomba anti-pavimento/bunker seria desenvolvida para ser empregada em operações de bombardeio contra hangares, bunkers, estacionamentos e pistas de aeródromos.


Seria composta por uma cabeça de guerra, sistema de controle, espoleta, e motor foguete.


No entanto, essa nova arma faria uso de um sistema de orientação por GPS / INS, o SOAB-2, mais simplificado e barato que o sistema presente no SOAB-1.


Dada a característica do emprego e o fim a que se destina, essa bomba faria uso apenas do sistema de guiagem inercial e por GPS, visto que os alvos aos quais tais bombas se destinam a destruir estão em condições estáticas, o que melhora muito o índice de pontaria.


No entanto, a cabeça de orientação seria necessária devido à necessidade de se aumentar a precisão dos alvos, atingindo pontos sensíveis das instalações inimigas, causando estragos ainda maiores e minimizando a necessidade de emprego de mais bombas.


Para esse caso, o uso do GPS também melhoraria as condições necessárias para o ataque, visto que as aeronaves poderiam executar o lançamento por pré-programação ou mesmo por lançamento via HMD à longas distâncias, minimizando a exposição à defesa inimiga.


O sistema de propulsão da BAPOA-1 seria composto de um foguete de propelente sólido capaz de acelerar a bomba a velocidades próximas a 900 km/h, permitindo lançamentos a 30 km do alvo.


A cabeça da bomba seria composta por um cone de urânio inerte que, em conjunto com o sistema propulsor, capacitaria essa bomba a perfurar monoblocos de concreto armado a profundidades de 5 m.


A carga explosiva carregada por tal bomba seria composta por 240 kg de explosivo de alto desempenho, capaz de abrir crateras de até 300 m2.


Um sistema de detonação por retardo seria incluído na espoleta, o que capacitaria essa arma a ser usada contra fortificações, tipo casamatas e bunkers bem protegidos. Pois isso lhe permitiria perfurar o pavimento, detonando internamente nas instalações inimigas.
 


BAPOA-1

Esquema fictício do modelo da BAPOA-1,
bomba anti-pavimento sucessora da BAPI-1.

(Arte Edilson Moura Pinto)




KIT 3 - BOMBAS PLANADORAS


SOVBOA-1


Desenvolvido em parceria com a sul-africana DENEL-KENTRON, o Sistema de Orientação ao Vôo de Bombas Orientadas Autonomamente - SOVBOA-1, consistiria em um kit de armas modular, composto por sistemas aerodinâmicos de asas capazes de aumentar o alcance das armas guiadas pelo sistema SOAB-1.


Esse sistema seria ainda composto por um grupo propulsor por motor a combustível sólido, capaz de garantir às bombas planadoras energia necessária para que efetuassem o vôo a distâncias da ordem de 120 km.


O kit teria uma espoleta composta por radar passivo, cuja  função seria a de ativar a ogiva por aproximação ao alvo. Também dotaria as armas da capacidade de disparo autônomo tipo dispare e esqueça, a baixa altitude.


Os kits seriam desenvolvidos de tal forma a oferecer ao usuário uma variada gama de possibilidades de emprego, tais como: atacar bases e abrigos de aeronaves, garantir o apoio aéreo aproximado, atacar defesas aéreas e comboios de veículos, e perfurar pistas.


As estruturas aerodinâmicas dessa arma seriam desenvolvidas pela AVIBRÁS, o sistema de guiagem pela MECTRON/ATECH, e as espoletas pelas IMBEL/CBC.


As cargas de explosivos levadas por tal sistema seriam as bombas padrão B1, B2 e B3.
 


SOVBOA-1

Kits SOVBOA-1 associados aos sistemas SOAB-1 dotariam bombas comuns
da capacidade de guiamento autônomo a qualquer tempo e de capacidade
de planeio a longas distâncias. Seriam empregados nas bombas
B1 de  907,18 kg,  B2 de 453,59 kg, B3 de  226,80 kg.

(Arte Edilson Moura Pinto)




KIT 4 - BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO


BSMOA-1


Outra modalidade de armas indispensável ao aparato militar das forças de defesa de um país como o Brasil são as conhecidas bombas de fragmentação, com lançamento de sub-munição.


Essas armas são geralmente empregadas nas operações que visam debilitar e destruir unidades inimigas, tais como instalações militares, comboios de suprimentos, tropas em deslocamento e estoques de suprimentos.


No entanto, elas ganharam, recentemente, uma má fama, devido ao seu uso indiscriminado contra civis no recente conflito Israel / Hezbolah. Lá, a imprensa internacional mostrou ao mundo o lado negro do emprego dessas armas, quando as conseqüentes mutilações e baixas de crianças e idosos indignaram, contundentemente, a comunidade internacional e até mesmo os maiores defensores da ofensiva.


Esse tipo de armas não foi desenvolvido para ser empregado contra civis e sim para os usos anteriormente descritos. Portanto, se forem empregados para os fins militares, serão instrumentos valorosos e indispensáveis para a garantia da segurança e defesa das nações que delas fizerem o correto uso.


O principal problema de tais armas está exatamente na não seletividade do alvos, o que, como conseqüência, leva a constantes erros estratégicos.


Para sanar esse problema, deveria-se pensar no desenvolvimento de um sistema capaz de guiar as sub-munições, individualmente, e acionado suas detonações quando os alvos pré- selecionados estivessem ao seu alcance.


A BSMOA-1
seria projetada de forma a possuir um sistema de memória interna, o qual armazenaria as informações sobre distância, velocidade e posição do alvo previamente cedidas pelos designadores de alvo das aeronaves lançadoras. Um sistema autônomo escolheria as sub-munições e determinaria o tempo de explosão, altitude e posição.


Dessa forma, após o lançamento, a bomba se dirigiria para o alvo  e procederia, autonomamente, o lançamento e detonação das sub-munições consoante a situação, melhorando a eficiência na destruição dos alvos e minimizando as falhas e conseqüentes perdas civis.


Para exemplificar o tipo de emprego de tais armas, apresentamos um hipotético cenário, onde uma coluna de blindados inimigos apoiada por um batalhão de infantaria se dirige para um pequeno vilarejo aliado, o qual por sua vez, se constitui numa região estratégica para as forças conflitantes.


A coluna tenta atravessar um campo aberto e dominar o vilarejo, cujas forças de defesa alertam as aeronaves aliadas próximas ao local. Para má sorte dos agressores, uma aeronave R-195 da Força Aérea detecta o chamado de socorro localizando, imediatamente, a presença da força agressora.


O R-195 aciona então um elemento (duas aeronaves) de caças AF-50A,  que se encontram fazendo patrulha a 300 km do epicentro da batalha. Essas aeronaves dirigem-se ao local armadas cada uma com 8 bombas de fragmentação de 454 kg.


A aeronave líder é um monoplace e seu ala uma aeronave biplace. O operador de sistemas da segunda aeronave fica encarregado de rastrear, identificar e travar os alvos apontados pelo R-195, selecionando as bombas que irão destruí-los.


As aeronaves descem então para 600 m de altitude e viajam próximo à velocidade do som. Em pouco tempo, já a 30 km do local, o operador de armas já classificou e designou os alvos prioritários, cujos deslocamentos estão sendo acompanhados pelos sistemas de guiagem das bombas e que, ainda que em movimento, estão travados.


As aeronaves sobem então para 3.000 m de altitude e iniciam os procedimentos de aproximação e lançamento; a 9 km executam o lançamento das cargas e logo em seguida dão início aos procedimentos de evasão.


O operador de armas, no entanto, acompanha as trajetórias das bombas e dispersam-se, de acordo com a pré-programação. As bombas, por sua vez, lançam suas sub-munições (cargas de 300 mini-bombas), que se espalham pela área definida para o ataque, explodindo, individualmente, e causando o maior número de perdas ao inimigo.


O efeito destrutivo se estende por uma larga área. No entanto, as imediações permanecem intactas, pois nenhuma sub-munição caiu fora da área pré selecionada.


A pré-seleção dos alvos possibilitaria a identificação dos alvos prioritários, bem como a região a ser saturada pelas explosões das bombas de fragmentação.


Outro fator diferencial nesse sistema seria a adoção de sistemas programáveis para a detonação de tais sub-munições. Isso conferiria uma segurança maior, pois permitiria aos operadores de sistemas de armas decidirem sobre o destino e a detonação das sub-munições mesmo depois de seu lançamento.


Através de emissões de rádio, o operador de armas poderia acionar as sub-munições ainda ilesas que caíram na área pré-selecionada, detonando-as e, com isso, impedindo que elas pudessem fazer vítimas civis no futuro.



BSMOA-1
 
Sistemas de bombas de sub-munição BSMOA-1, cujas
cargas explosivas englobam 120, 300 e 600 sub-munições para as
bombas de 226,80 kg, 453,59 kg e 907,18 kg, respectivamente.
(Arte Edilson Moura Pinto)




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