O PROGRAMA
CAVERNA DE VULCANO do PLANO BRASIL
apresenta 3 (três) Projetos de armas, iniciando-se pelo
desenvolvimento conjunto de mísseis, a seguir de kits e bombas,
e por fim, de torpedos, sendo todos destinados ao emprego comum pelas 3 Forças
Armadas do Ministério da Defesa do Brasil.
Esta primeira parte do Programa, denominada PROJETO
MARTELO DE THOR, apresenta as propostas de 8 (oito)
famílias de mísseis a serem desenvolvidas por nossa
indústria, e que seriam executados a partir da próxima
década.
FAMÍLIAS DE
MÍSSEIS
| M-1 |
Mísseis Hipersônicos
|
MANL-360
MBM-360
MARL-360
|
M-2
|
Mísseis
de Médio Alcance
|
MAAM-200
MDAM-120
MARM-120
MANM-120 |
M-3
|
Míssil
Ar-Ar de Curto Alcance de 5ª Geração
|
MAAC-30
MAAC-30R
|
M-4
|
Míssil
Anti-Carro
|
MPACA-9 |
| M-5 |
Míssil
Tático Bombardeiro de Cruzeiro Furtivo
|
MCBL-3000
|
M-6
|
Míssil de Defesa Anti-Aérea de Longo
Alcance
|
MDAL-600
|
M-7
|
Míssil Portátil de Emprego Pessoal
Terra-Ar
|
MDACP-6
|
M-8
|
Míssil Ar-Terra
|
MATM-36
|
PROJETO MARTELO DE THOR
FAMÍLIA
M-1
Desenvolvido em conjunto sob as assessorias russa e indiana, a
Família M-1 seria o vértice de uma família de
Mísseis Hipersônicos destinada às três
Forças Armadas.
Neste projeto, as empresas envolvidas seriam, obviamente, a AVIBRAS, MECTRON, ATECH
e IMBEL,
conforme proposto, anteriormente, na
introdução do projeto.
Concebido a partir do conceito dos mísseis Yakhont e Brahmos,
esse míssil hipersônico seria baseado em
um míssil padrão modular, cujas características
lhe permitiriam ser reconfigurado de acordo com a missão.
Entre outras qualidades, tal míssil deveria voar
a uma velocidade de 6.000 km/h, pois no cenário da guerra
futura (próximos 30 anos), a evolução dos sistemas
de defesa exigirá que as armas tenham desempenhos superiores
aos atuais.
Seria impulsionado por um grupo propulsor composto de dois
estágios : o primeiro consistiria de um motor de propelente
sólido, o qual seria responsável por acelerar o
míssil a velocidades supersônicas; a partir daí,
tal estágio seria descartado e o míssil então
seria impulsionado por um motor scramjet, a combustível liquido.
Dependendo da missão, o sistema de guiagem do míssil
reduziria ou aumentaria sua velocidade, automaticamente.
A tecnologia de motores scramjet deveria ser incrementada e
desenvolvida nacionalmente ou por parcerias com países que a
detenham.
Os alcances dos mísseis Classe M-1 seriam de 360
km, quando lançados do ar e seus pesos máximos se
situariam na faixa de 810 kg. Suas dimensões seriam de 3,6 m de
comprimento, 0,36 m de diâmetro e 0,6 m com as asas abertas.
Entre os sistemas disponíveis para todas as versões,
estariam os sistemas de GPS , INS e Enlace de Dados.
Todas as variantes seriam concebidas de forma a poderem
voar por pré-programação, pilotados remotamente
ou ainda por vôo autônomo. Isso lhes garantiria boa
navegabilidade e precisão sobre o terreno.
Seria introduzido no seu programa básico um altímetro a
laser, que permitisse ao míssil corrigir sua trajetória
no transcurso do vôo. Isso lhe permitiria acompanhar o terreno
durante manobras e travamento dos alvos.
Para melhoria de sua performance, seriam introduzidos no projeto
tecnologias como supressores de fumaça e minimizadores de
emissão de Infra-Vermelho.
Os materiais empregados na fuselagem dos mísseis
poderiam ser do tipo Material Radar Absorvente (MARA), o que
lhes
conferiria certa invisibilidade aos radares inimigos.
Suas variantes difeririam umas das outras, principalmente, por suas
cabeças de guerra e espoleta diversificadas.
As variantes do míssil M-1 derivariam todas da versão
Anti-Navio de alto desempenho / hipersônico. Outras variantes
seriam desenvolvidas para efetuarem as funções de
míssil de cruzeiro / bombardeio Anti-Radar / AWACS.
Todas essas variantes seriam concebidas e capacitadas a
serem lançadas de plataformas na superfície, baterias
montadas em caminhões para defesa costeira, como os
caminhões do sistemas ASTROS II e
III, navios, aeronaves e
submarinos. As versões sugeridas são as seguintes:
MANL-360
O MANL-360 seria o míssil
padrão de ataque naval de longo alcance, empregado a bordo dos
navios de superfície da Força Naval, acomodado em casulos
sêxtuplos de lançamento vertical.
Lançado a partir de belonaves submersas, tais mísseis
seriam acomodados no interior de um casulo/foguete, cuja
função seria a de proteger o míssil da
água, levando-o até a superfície, onde
então o casulo seria descartado
e o foguete de estágio 1 do míssil seria acionado,
permitindo assim ao míssil efetuar sua missão.
Esse casulo, o qual denominamos aqui CLMSM-01, seria padrão a
todos os mísseis lançados em submersão.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Concepção
artística do lançamento do míssil
MANL-360 disparado de um submarino.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
O sistema de guiagem do
MANL-360 seria composto de um radar ativo de busca, um
radar-altímetro, antenas e um computador digital.
Sua ogiva transportaria até 300 kg de explosivos, e seria
acondicionada em uma estrutura de aço removível dividido
em seções. Isso facilitaria a conversão de
versões em caso de necessidade.
A cabeça de busca seria composta por sistemas de
imagem Infra-Vermelho de alta definição e estaria
associada a softwares de classificação de alvos.
Para aumentar sua letalidade e eficácia no ataque a alvos em um
ambiente congestionado próximo à costa, seriam
introduzidos no projeto sistemas de guiagem por GPS e
de navegação inercial, o que lhe permitiriam uma
acentuada capacidade de guiagem de longo alcance. Seus sistemas
deveriam incorporar sensores capazes de distinguir deformidades no
relevo litorâneo de seus alvos, bem como
identificação de engodos ou táticas de autodefesa.
Seria concebido para operar dificuldades em diversos tipos de
ambientes, atacar desde navios patrulhas, bateria de mísseis ou
canhões posicionados em terra, até
embarcações ancoradas em penínsulas ou mesmo
portos repletos de outros navios.
Isso faria desse míssil a arma. Indiscutivelmente,
elegível consoante o combate e defesa costeira na chamada AMAZÔNIA AZUL, arma
imprescindível na defesa litorânea (plataforma
continental) ou em mar aberto (águas profundas).
(Clique na arte abaixo para ampliação)
MANL-360,
concepção artística da versão Anti-Navio do
M-1.
(Arte
Edilson Moura Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
CLMSM-01, casulo
transportador padrão para todas as
versões de mísseis
lançados por submarinos.
(Arte Edilson Moura Pinto)
MBM-360
Concebido para ser um míssil
bombardeiro de cruzeiro, a variante MBM-360 seria o sucessor natural
dos atuais AV-MT-300 MATADOR. Essa variante complementaria nas
Forças Armadas os mísseis táticos de cruzeiro de
longo alcance descritos na Família M-5
(adiante).
O MBM-360 empregaria uma variada carga bélica, transportaria
cargas de sub-munições, auto-explosivo, e até
bombas de fragmentação, o que propiciaria uma
versatilidade e conseqüente melhora na logística.
Dotado de inteligência eletrônica, tal míssil seria
guiado por um sistema digital de navegação (como o GPS),
que o permitiria procurar e localizar eletronicamente seus alvos.
O sistema de guiagem do míssil carregaria um sub-sistema
composto de um software avançado capaz de analisar os contornos
do relevo durante o vôo sobre a superfície na qual o alvo
se encontrasse.
O míssil deveria conter um mapa tridimensional da rota, assim o
sistema de guiagem poderia comparar a imagem do solo com os dados em
sua memória para ajustar a sua trajetória. Isso lhe
permitiria manter sua hipervelocidade à baixa atitude, evitando
a detecção pelos radares inimigos.
Dentre outras novidades, esses mísseis poderiam alocar
internamente câmeras Infravermelho
e Ultravioleta IV-UV e de
vídeo
de alta definição, as quais proporcionariam a
obtenção
e envio para os centros de comando de imagens da região e do
alvo em tempo real.
Isso contribuiria para uma atualização dos mapas no
teatro de operações, permitindo uma melhor
avaliação dos danos causados pelo ataque e até
mesmo a reprogramação do míssil em caso de
necessidade, direcionando-o a outro alvo.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Míssil
de
cruzeiro MBM-360
(Arte Edilson Moura
Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Míssil MBM-360 lançado a partir de
baterias de defesa de
costa sobre um LANA do sistema ASTROS da AVIBRAS.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
MARL-360
A variante Anti-Radiação,
desenvolvida a partir do míssil M-1, seria a resposta à
necessidade por parte das Forças Armadas de dotarem-se da
capacidade de guerra eletrônica Anti-Radar de longo alcance.
Tal míssil destinaria-se a compor as forças de
supressão de defesa e apoio aéreo aproximado das
Forças Aérea e Naval.
O conceito MARL-360 seria o de um míssil tático do tipo
ar-superfície Anti-Radiação de
longo alcance.
Seu guiamento seria do tipo passivo por radar com múltipla
opção de banda e se destinaria ao ataque a sistemas de
defesa Anti-Aéreas baseadas em terra ou em plataformas
marítimas.
A cabeça de guerra seria composta por um radar destinado a essa
específica missão, bem como da espoleta composta por 240
kg de explosivos de alto desempenho e uma carga de 3.000
sub-munições de tungstênio, totalizando 60 kg.
O sistema de detecção do míssil deveria ser capaz
de identificar radares de baixa potência a distâncias
superiores a 900 km.
Seria concebido para operar em ambiente saturado de guerra
eletrônica e para tanto seu sistema de controle deveria ser
composto de sub-sistemas de Inteligência Artificial capazes de
detectar, avaliar, selecionar e guiar o míssil até o
alvo, desviando e ignorando possíveis táticas de defesa e
sistemas de engodo.
Seria empregado especialmente pelas aeronaves de guerra
eletrônica EF-50-A/N das Forças Aérea e Naval.
(Clique
na arte abaixo para ampliação)
MARL-360,
míssil Anti-Radar
(Arte Edilson Moura
Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Concepção
artística da configuração básica do EF-50
armado com quatro mísseis
Anti-Radar MARL-360.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
Considerações finais :
Todas as versões até aqui apresentadas da
Família M-1 teriam em comum um grande percentual de componentes.
Seriam mísseis modulares, o que permitiria facilmente as
conversões de uma variante para outra, otimizando ao
máximo
a logística, o emprego e a interoperacionalidade das
Forças
Armadas.
Dotariam o Ministério da Defesa de um único vetor de
longo alcance hipersônico (determinadas missões), arma
secreta, cujo emprego dificultaria a detecção
e interceptação por parte dos sistemas de defesa inimigos.
FAMÍLIA M-2
A Família M-2 contempla o desenvolvimento de uma Família
de mísseis de médio alcance baseada em um míssil
modular da categoria do EADS-METEOR, o qual teria como projeto base
os avanços alcançados no projeto RAFAEL-DERBY, atualmente
em operação na Força Aérea Brasileira e
DENEL R-DARTER.
Esse míssil seria desenvolvido em parceria entre
as empresas RAFAEL, DENEL, MECTRON, AVIBRÁS, IMBEL e ATECH.
Partindo de um modelo padrão Ar-Ar Além do Alcance visual
(AAV), desenvolver-se-iam outras variantes, destinadas às
funções de defesa Anti-Aérea, Ataque Naval, e
Anti-Radar.
Seu projeto exigiria progressos ainda maiores no campo de
desenvolvimento de tecnologia de mísseis.
Todas as variantes utilizariam como grupo propulsor um motor de
propelente sólido de melhor performance do que os atuais modelos
empregados nos mísseis Derby.
A capacidade de super manobrabilidade deveria ser acrescida, de forma a
enquadrar-se nas exigências da guerra futura. Para isso, seria
considerada a adoção de tubeiras de
vetoração (TVC), as quais poderiam seguir o conceito dos
pequenos defletores
no tubo de saída presentes nos mísseis A-DARTER.
As superfícies de controle aerodinâmicas seriam compostas
de quatro pequenas aletas estabilizadoras posicionadas acima do escape
do motor e outras quatro aletas bem maiores ao longo da parte
central do míssil. Tal sistema teria como função,
permitir ao míssil a capacidade de realizar manobras a elevados
G, possibilitando disparos à ré da aeronave .
As variantes a serem desenvolvidas seriam :
MAAM-200
O MAAM-200, míssil ar-ar
de médio alcance (AAV), seria um míssil guiado por radar
com capacidade de engajar múltiplos alvos, tais como
caças, bombardeiros, mísseis de cruzeiro e
munições guiadas a qualquer tempo. Seria um míssil
do tipo dispare e esqueça, de guiamento autônomo. Seria
concebido para ser a “bala de
prata” dos esquadrões de interceptadores das Forças
Aérea e Naval.
Seria projetado para o combate futuro em ambiente saturado por
emissões eletromagnéticas de Guerra Eletrônica. O
projeto desse míssil teria de incorporar tecnologias de
contramedidas eletrônicas capazes de distinguir o seu alvo em
quaisquer condições, mesmo diante de
saturação do espectro, interferência de sinais e do
lançamento de Chaffs / Flares.
O MAAM-200 seria projetado para lutar no cenário
além do alcance visual da ordem de 200 km.
O sistema de controle do míssil seria concebido de tal maneira
que, na fase de pré-lançamento, o alvo
seria designado pelo piloto da aeronave lançadora, após
o lançamento múltiplos alvos poderiam ser priorizados,
e dependendo da ameaça, trancados e abatidos.
Os disparos seriam efetuados pelos métodos tradicionais :
inicialmente, guiado inercialmente, e à medida que o
míssil fosse se aproximando do alvo, o guiamento seria melhorado
pela comunicação, correção e escolha da
trajetória via datalink.
Tal míssil poderia assim operar em modo passivo,
com seu radar desligado, o que lhe conferiria certa invisibilidade,
processando as informações recebidas por outros
mísseis,
aviões, veículos de terra, aeronaves AWACS e
navios,
acionando o seu radar somente quando em momento crítico do
engajamento.
O cenário futuro exigirá que mísseis como esses
tenham capacidade de interceptar alvos voando a velocidades
próximas à 4.000 km/h, entre 25 m do solo e 30.000 m de
altitude.
Tais mísseis terão que ser concebidos a realizarem
manobras acima de 100 G, com capacidade de engajamento à
ré. Isso demandaria a adoção de um grupo propulsor
composto por um motor ramjet de propelente sólido e de um
sistema de TVC para sustentar alta velocidade e alta agilidade
contra alvos super-manobráveis.
O sistema de guiagem seria baseado em um radar ativo multimodo que
permitisse o uso em qualquer tempo nos modos dispare e esqueça
com grande capacidade de contra-contramedidas.
A ogiva do míssil levaria a bordo uma carga composta de mais de
3.000 esferas de tungstênio ou urânio inerte, equivalente a
30 kg, cujo acionamento seria feito através de
espoleta de impacto ou aproximação, quando
necessário.
O peso total do míssil se enquadraria na faixa de 150 kg. Suas
dimensões seriam 3,6 m de comprimento, 0,3 m de
diâmetro e 0,6 m com as aletas.
(Clique
na arte abaixo para ampliação)
MAAM-200
(Arte Edilson
Moura Pinto)
MDAM-120
Destinado as funções de
defesa Anti-Aérea de médio alcance, o MDAM-120 seria um
míssil padrão para todas as Forças, empregado
pelas unidades dos batalhões de defesa Anti-Aérea,
veículos, postos fixos de Artilharia e navios da Força
Naval.
Suas dimensões seriam as mesmas que as da versão Ar-Ar.
No entanto, devido às condições de
operação, seu desempenho diferiria da sua variante Ar-Ar;
especificamente,
seu alcance seria reduzido. Isso porque tais mísseis seriam
empregados em condições Zero-Zero, ou seja, zero de
velocidade e zero de altitude.
Assim, o míssil precisaria gastar mais energia devido a
necessidade inerente de romper a inércia e acelerá-lo
para sua velocidade de cruzeiro. Seu alcance poderia enquadrar-se na
faixa de 120 km.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
MDAM-120
(Arte Edilson Moura
Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Sistema misto de
Defesa Anti-Aérea de médio alcance baseado
no míssil MDAM-120 e no
canhão de heptacano de 40 mm.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
MARM-120
Destinada à guerra Anti-Radar e
Anti-AWACS, o MARM-120 seria o sucessor natural da atualmente em
desenvolvimento família MAR-1 da MECTRON, cujo projeto
destina-se a dotar a FAB de um míssil Anti-Radar de médio
alcance.
Apesar dos sucessivos embargos ao acesso de tecnologias
sensíveis impostos por nossos “aliados”, muitos avanços
foram alcançados no desenvolvimento do MAR-1.
Esse míssil é fruto de um desenvolvimento
puramente nacional, o que nos garantirá uma vantajosa
independência no que se refere ao desenvolvimento desse tipo de
armas.
No entanto, muitos desafios ainda precisão ser vencidos,
principalmente no que se refere ao alcance desses mísseis, cujas
especificações apontam para um alcance em torno de 25 km,
o que é muito pouco comparado com o poder de
interceptação de mísseis Solo-Ar como o sistema
SPIDER da RAFAEL, PATRIOT ou S-300/400.
Esse limitado alcance do MAR-1 exige que a aeronave lançadora
aproxime-se demasiadamente do alvo, expondo-a e aumentando a
probabilidade de seu abatimento pelos mísseis de Terra-Ar
inimigos.
Sendo assim, uma evolução desse míssil seria
necessária e ele imperativamente deveria possuir maior alcance,
classificando-se na categoria dos mísseis além do alcance
visual (AAV) baseado no projeto M-2 o MARM-120, cuja principal
diferença em relação às suas versões
irmãs seria a cabeça de guerra adotada, a qual
transportaria um radar diferenciado especificamente dedicado para as
suas funções.
Essa cabeça de guerra alojaria também uma
carga bélica maior com cerca de 60 kg de explosivo e uma
ogiva de fragmentação de 30 kg. Tal míssil seria
ligeiramente mais pesado que as outras versões, possuindo cerca
de 180 kg e seu alcance se situaria na faixa de 120 km, quando
lançado
do ar.
Seria operado como arma Anti-Radar padrão dos VANT, ARD-12A/N,
os caças leves AT-29 e AT-60, podendo também ser operado
pelos AF-50 e EF-50 A/N. Sendo assim, as forças armadas poderiam
dispor de dois mísseis dedicados a essa função,
empregando-os de acordo com as exigências do ambiente.
O MARL-360 seria empregado em situações onde fosse
necessário um míssil de longo alcance ou de maior poder
de destruição e o MARM-120 destinado a missões a
menor distância.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
MARM-120
(Arte Edilson
Moura Pinto)
MANM-120
Versão destinada
à guerra Anti-Superfície, o MANM-120 teria o mesmo
alcance que a versão Anti-Radar, 120 km quando lançado do
Ar e cerca de 90 km quando lançado de plataformas, navios
ou veículos posicionados na costa.
Seria complementar aos pesados MANL-360, sendo empregado em
embarcações de menor tonelagem, plataformas,
veículos de Defesa-Costeira e aeronaves como os VANT-C, cujas
dimensões e limitações de peso o exigiriam.
Sua cabeça de guerra incluiria uma ogiva de 90 kg de explosivos
de alto desempenho.
Suas características o tornariam ideais para a guerra fluvial e
litorânea. Substituiria os atuais MM-40 EXOCET, possuindo uma
cabeça de guerra de menor carga bélica, porém mais
precisa e destinada ao ataque embarcações menores, como
navios de defesa litorânea e de patrulha.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
MANM-120
(Arte Edilson
Moura Pinto)
Considerações finais :
Todos os mísseis desta família fariam uso
do mesmo motor propelente. Isso permitira uma maior intercambiabilidade
de sistemas, dependendo da necessidade ou do tipo de missões
estes mísseis poderiam ser reconfigurados com a
colocação das cabeças de guerra específicas
para o tipo de missão.
Isso lhes conferiria uma interoperacionalidade nunca antes
experimentada pelas Forças Armadas nacionais.
FAMÍLIA M-3
MAAC-30
A Família M-3 contempla o
desenvolvimento em cooperação internacional envolvendo a
sul-africana DENEL-KENTRON e a plêiade de empresas brasileiras
anteriormente citadas neste artigo.
O projeto visaria desenvolvimento e evolução do atual
DENEL/MECTRON A-DARTER recentemente escolhido pela Força
Aérea Brasileira para ser o seu futuro míssil Ar-Ar de
curto alcance de 5ª geração.
Denominado MAAC-30 esta nova
variante do A-DARTER, deveria incorporar a evolução
tecnológica adquirida no decorrer dos próximos 10
anos.
Para tanto, o MAAC-30 seria concebido e otimizado para combate
aproximado (~300 m) sem o sacrifício da perda de desempenho em
longo alcance (30 km).
Equipado com TVC,
tal míssil seria concebido de forma a executar
curvas superiores aos atuais 100 G, conseguidas pelo uso de um sistema Fly-By-Wire de nova geração, que lhe
conferiria precisão e superagilidade, quando em engajamentos.
Seria projetado de forma a poder mudar de sentido em 180º em menos
de 1,5 s, o que conferiria ao piloto a possibilidade de literalmente
disparar para trás e com menor tempo de resposta.
Sua propulsão seria confiada ao uso de um motor foguete de
estágio único, que no seu projeto deveriam ser
consideradas tecnologias como supressão de fumaça e
redução do Infravermelho. Isso lhe garantiria certa
discreção, dificultando a detecção visual.
A cabeça de guerra seria composta por um sensor de banda dupla
Infravermelho e Ultravioleta IV-UV, cujo alcance de
detecção deveria situar-se na faixa de 20 a 30 km.
O MAAC-30 seria dotado de enlace de dados e um sensor que permitisse
engajamentos de 90º no ângulo de visada.
Sua cabeça de guerra seria de alta resolução com
contramedidas eletrônicas multimodo e seria concebido
de forma a identificar engodos e adotar procedimentos de auto-defesa
a esses tipos de sistemas.
Isso o tornaria um míssil ainda mais preciso, letal e com grande
resistência a contramedidas.
Seria empregado em conjunto com o uso de radar e / ou mira no capacete
HMD, presentes nos caças, cargueiros e helicópteros das
Forças Armadas. Seu peso estaria situado na faixa de 96
kg, suas dimensões se situariam na faixa de 3 m de comprimento,
0,16 m de diâmetro e 0,5 m de largura.
Uma versão guiada por radar MAAC-30R,
derivada do míssil MAAC-30 seria desenvolvida e destinada
à defesa de ponto, Anti-Aérea de curto alcance.
Operando conjuntamente com a versão IV, essa variante dotaria os
veículos leves, embarcações de patrulha e de
desembarque de menores dimensões de um Sistema de Defesa
Anti-Aérea adequado ao seu emprego.
A versão IV por sua vez consistiria na arma Ar-Ar de curto
alcance padrão a todas as aeronaves presentes no
inventário das Forças Armadas.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Míssil
Ar-Ar
de curto alcance guiado por IV, MAAC-30
e a variante guiada por radar semi-ativo MAAC-30R,
desenvolvimento do projeto A-DARTER.
(Arte Edilson Moura Pinto)
Sistema de Defesa
Anti-Aérea de curto alcance baseado no
veículo 4x4, dotado de
mísseis MAAC-30 e MAAC-30R.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
Considerações finais :
Dentre os programas de mísseis sugeridos, o MAAC-30 seria o de
mais fácil realização, visto que na verdade esse
programa baseia-se no já em andamento projeto A-Darter, o qual
dotará a Força Aérea e possivelmente a
Força Naval de um míssil de 5ª Geração
extremamente moderno, mas que, na evolução
tecnológica natural, exigirá novas
incorporações e atualizações no projeto
base.
FAMÍLIA M-4
MPACA-9
A Família M-4 apresenta a
proposta para o desenvolvimento de um míssil Anti-Carro
padrão para as Forças Armadas destinado às
funções Anti-Carro e de infantaria, projetado para abater
veículos blindados, fortificações e
helicópteros.
Seus pesos e dimensões seriam reduzidos de forma
a permitir o transporte por um único integrante de forças
de infantaria.
Tal sistema seria projetado para ser lançado a partir do ombro
de um soldado, em postos de tiro estático, veículos
leves, helicópteros de ataque e do tubo dos canos dos
canhões dos futuros Carros de Combate.
Seria um míssil polivalente, projetado para engajar e atingir
alvos em movimento no ar, no mar ou em terra. Seu alcance, quando
disparado do ar, seria de no máximo 9.000 m. Sua velocidade
seria de 1.800 km/h e o peso de 15 kg.
Ambos os mísseis seriam compatíveis com sistema de mira
por HMD.
Suas dimensões seriam: comprimento de 1,2 m, diâmetro de
0,2 m, envergadura (após o disparo) de 0,75 m.
Sua cabeça de guerra poderia transportar até 5 kg e
alojaria diferentes tipos de carga de ataque, variando desde sistemas
do tipo carga oca até munições de
auto-fragmentação.
Seriam desenvolvidas duas versões deste míssil. A
primeira seria guiada a laser - o MPACA-9L, destinado principalmente
para as forças de infantaria, as quais também seriam
lançadas via HMD.
Teria a cabeça de guerra composta por um designador
eletro-ótico combinado com o detector de emissões laser.
Esse sistema seria baseado no sistema desenvolvido para o guiamento do
míssil 1.2 da MECTRON,
porém, seriam adicionados
melhoramentos, aumentando sua capacidade de visão e de
precisão.
Além do telêmetro a laser, seria introduzido um sistema de
memória cuja função seria carregar as
informações referentes ao trajeto, desvio e
distância, entre outras, para o sistema de guiagem do
míssil. A partir daí, o sistema de
detonação da espoleta poderia ser programado para
explodir cronometricamente no ar.
Essa variante de fragmentação seria empregada pelas
forças de infantaria em operações de
guerra urbana contra forças inimigas escondidas pelo relevo
ou construções.
O sistema de disparo manual empregado por integrantes das forças
de infantaria seria composto por um telêmetro e uma mira
óptica com capacidade de visão noturna.
A variante guiada por radar-semiativo - o MPACA-9R, teria seu emprego
dependente do radar diretor. Esse sistema seria similar ao sistema
AH-64 Long Bow-APACHE/HELLFIRE. Os principais usuários dessa
arma seriam as aeronaves AH-20T/N. Os demais helicópteros e
Caças das forças Armadas empregariam tal arma em conjunto
com seus sistemas de radar ou mesmo via enlace de dados por guiagem
comandada por outras aeronaves.
A variante MPACA-9R seria do tipo dispare e esqueça e, para
isso, utilizaria um radar semi-ativo combinado com um sistema de
guiamento inercial.
MPACA-9L/R
(Arte Edilson Moura
Pinto)
Helicóptero AH-20T armado
internamente com uma
carga mista de mísseis
Anti-Carro MPACA-9R/L.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
Considerações finais :
A versatilidade das cargas e do tipo de guiagem do míssil
tornariam-no a arma ideal para operações militares em
ambiente urbano ou mesmo combate em bosques e florestas de pouca
vegetação.
FAMÍLIA M-5
MCBL-3000
Concebido para ser um míssil
tático bombardeiro de cruzeiro furtivo (stealth),
MCBL-3000 seria o míssil de maior alcance em
operação nas Forças Armadas Brasileiras.
Construído em material MARA e dotado de tecnologia de
supressão de fumaça e de minimização de Infravermelho IV,
este míssil seria invisível aos
radares e sistemas de defesa inimigos.
Tal arma seria empregada nas missões de bombardeio de longo
alcance a partir de navios, submarinos, caças-bombardeiros e
veículos terrestres.
Dotados de câmeras Infravermelho
e Ultravioleta IV-UV e de
vídeo de alta definição, eles fariam o
reconhecimento do terreno durante o vôo, enviando,
simultaneamente, informações sobre sua trajetória
e imagens atualizadas do campo de batalha, colaborando para a
atualização dos mapas do teatro de
operações, bem como permitindo a melhor
avaliação dos danos causados, o que possibilitaria
mudanças nas táticas e decisões a serem tomadas.
A velocidade de cruzeiro a baixa altitude (30 m do solo) seria de 1.200
km/h, porém, quando necessário, este míssil
poderia voar a velocidades próximas a 2.400 km/h.
Seria impulsionado por um grupo propulsor composto de um motor a
combustível líquido.
Seu alcance, quando lançado a partir de submarinos, navios ou
plataformas terrestres, seria de 3.000 km. Quando lançado do ar,
atingiria a casa dos 3.200 km.
Seu peso total seria de 3.000 kg e suas dimensões : 4,8 m de
comprimento, 0,6 m de diâmetro, 0,8 m com as asas fechadas e 3,5
m quando abertas.
Tal míssil seria guiado por pré-programação
ou mesmo por orientação via GPS, INS e Enlace de Dados,
auxiliados por um altímetro a laser.
Seria ainda dotado de Inteligência Artificial baseada em
softwares de última geração capazes de analisar e
corrigir a rota do míssil, autonomamente, desviando de contornos
e de irregularidades do relevo ou de construções sobre a
superfície, como postes de luz ou edifícios.
Sua espoleta transportaria até 900 kg de explosivos ou ainda uma
variada gama de cargas bélicas.
E seria compatível aos sistemas de lançamento ASTROS,
casulos de lançamento submarinos CLMSM-01, e contêineres
de lançamento a partir de navios de superfície,
plataformas terrestres e caças bombardeiros AF-50A/N presentes
nas Forças Armadas .
MCBL-3000 -
Míssil supersônico de cruzeiro
furtivo com as asas abertas e
recolhidas.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
Considerações finais :
A adoção de uma arma com essas capacidades tornaria mais
eficaz ainda a defesa do nosso País, seria uma arma de
dissuasão imprescindível no inventário das
Forças Armadas. Fazendo uso de suas características mais
marcantes, como carga bélica, longo alcance, velocidade e
invisibilidade, essa arma desmotivaria todas e quaisquer forças
agressoras.
Lançadas a partir do ar via aeronaves AF-50 ou futuros
Bombardeiros Estratégicos, o alcance desses mísseis seria
aumentado ainda muito mais, o que garantiria certa segurança aos
veículos lançadores.
Suas capacidades seriam também ampliadas quando lançadas
a partir de silenciosas belonaves submersas, atingindo o inimigo,
inesperadamente, e sem chance de defesa.
FAMÍLIA M-6
MDAL-600
No cenário atual em que se
encontra o Brasil, um hipotético e possível
ataque aéreo de uma força invasora demandaria aos nossos
sistemas de Defesa uma resposta rápida e eficaz.
No entanto, devido às dimensões continentais do
País, à distância entre as poucas Bases
Aéreas existentes e à concentração dos
meios de defesa, formou-se no conjunto uma perigosa armadilha no que se
refere à Segurança Nacional.
As unidades de defesa Anti-Aérea, por sua vez, não
dispõem dos meios necessários para realizar essa
estratégica missão. Piorando ainda mais a já
assustadora situação, os Sistemas de Defesa
Anti-Aérea de que dispomos são inadequados e ainda
baseados em canhões e mísseis de curto
alcance comparáveis aos sistemas utilizados na antiga Guerra
da Coréia.
Essa dura realidade, resultado da falta de visão
de nossas autoridades, exige mais do que nunca uma
solução imediata e contundente.
As unidades de defesa Anti-Aérea precisam ser emergencialmente
aparelhadas e dotadas de armas de longo alcance, capazes de detectar,
engajar e destruir alvos em curto espaço de tempo, respondendo
à ameaça invasora antes que consiga infringir danos
á nossa infra-estrutura.
Nessa realidade dura e tenebrosa, não bastasse o
alto custo de aquisição e manutenção
de baterias completas desse tipo de armas, o embargo e a tal
proibição de aquisição de armas de alta
tecnologia fatalmente nos atingiria em cheio, ainda que o
cenário econômico colaborasse.
A necessidade latente da aquisição de um Sistema de
Defesa Anti-Aérea de longo alcance, fatalmente,
forçará em um futuro próximo a
consideração desse tipo de armas por parte do
Ministério da Defesa do Brasil.
A busca da independência tecnológica e a
capacitação industrial passaria, obrigatoriamente, pelo
desenvolvimento nacional desse tipo de sistema.
O Sub-Projeto M-6 contempla o desenvolvimento nacional de um
míssil de longo alcance baseado nos Sistemas de Defesa
Anti-Aérea Russos S-400, considerados por especialistas e
até
mesmo por setores da OTAN como o
melhor sistema de mísseis de
defesa Anti-Aérea atualmente em operação.
O Sistema de Mísseis de Defesa Anti-Aérea
MDAL-600 seria desenvolvido conjuntamente pelo conglomerado AVIBRAS
/ ATECH / IMBEL / MECTRON, sob a supervisão da empresa
russa ALMAZ SCIENTIFIC PRODUCTION ASSOCIATION, projetista do programa
S-400.
Seria a evolução dos atuais sistemas de mísseis S-400
e incorporaria novas tecnologias capazes de torná-los os
sucessores dessa bem sucedida família de sistemas
antiaéreos, desenvolvido para ser um sistema Anti-Mísseis
balísticos, contra aeronaves “invisíveis”, mísseis
de cruzeiro de pequeno porte e veículos sistemas de armas
lançados do espaço.
Seu alcance se situaria na faixa dos 600 km e seria possibilitado a
operar em altitudes de 45.000 m. Sua velocidade máxima
seria de 18.000 km/h.
Devido às suas enormes dimensões, comprimento de 7,2 m,
diâmetro de 0,6 m, envergadura de 1,2 m e peso de
1 800 kg, esses mísseis seriam operados a partir de plataformas
de maiores dimensões.
Seriam as armas de defesa dos futuros Navios-Aeródromos e de
Assalto Anfíbio da Força Naval, dos navios de escolta e
de baterias dos sistemas de defesa Anti-Aérea transportados por
veículos 12X12, empregados para a defesa de Bases Militares e
construções de alto valor estratégico.
O radar tridimensional do sistema teria o alcance de 600 km para
aquisição do alvo e de 600 km para rastreio, e o sistema
de guiagem dos mísseis seria do tipo semi-ativo com alcance de
450 km.
As baterias de defesa Anti-Aérea seriam concebidas a operarem
interconectadas com os Sistemas de Controle e de Defesa Aérea,
bem como das Centrais de Comando Integrado de Defesa
Anti-Aérea (CCIDAA) do
Ministério da Defesa, de onde
obteria passivamente informações sobre o espaço
aéreo.
O sistema de disparo seria concebido para ser efetuado no modo
vertical. Isso conferiria aos mísseis a capacidade de
engajamento de alvos em qualquer quadrante com muito mais
precisão.
Os contêineres utilizados para acomodar os mísseis seriam
padrão para os sistemas transportados por belonaves
e por veículos terrestres. Isso conferiria uma maior
interoperacionalidade e racionalização de recursos.
As baterias de MDAL-600 seriam concebidas a operar em conjunto com
todos os Sistemas de Defesa Anti-Aérea presentes no
inventário do Ministério da Defesa.
Seriam concebidos a operarem além do seu alcance
de visão, por exemplo: uma aeronave AWACS em seu vôo
de rotina detectaria uma aeronave invasora voando baixo para evitar
a detecção.
Depois disso, o AWACS acionaria um navio de guerra posicionado a 1.000
km da costa, que por sua vez passaria a vetorar um MDAL-600
disparado por um veículo posicionado no litoral desprovido
de radar diretor. O míssil seria então guiado até
interceptar a aeronave intrusa, que se posicionaria entre o navio e
o litoral.
Mesmo que o navio perdesse o sinal com o míssil,
este poderia ser guiado pela aeronave AWACS. Dessa forma, seria quase
impossível a fuga do agressor, e o Sistema de Defesa
Anti-Aérea
funcionaria como uma teia de aranha.
(Clique
na arte abaixo para ampliação)
MDAL-600
(Arte Edilson Moura
Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Bateria de lançamento
MDAL-600, composta de radar, central elétrica,
sistema diretor, e sistema lançador sêxtuplo de
mísseis de defesa.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
FAMÍLIA
M-7
MDACP-6
A Família M-7 contempla o
desenvolvimento de um míssil portátil de emprego pessoal
Terra-Ar, destinado a substituir os mísseis atualmente
empregados pelas Forças Armadas Brasileiras, que são o
IGLA de fabricação russa empregado pela FAB e
Exército Brasileiro, e o francês MISTRAL empregado pela
Marinha do Brasil, mas especificamente, o Corpo de Fuzileiros Navais.
O desenvolvimento de tal míssil poderia ser efetuado por
indústrias nacionais e viria completar a defesa
Anti-Aérea das Forças Armadas, suprindo a necessidade de
adoção de um míssil Ar-Ar de emprego em
nível de Pelotão.
A cabeça de busca, cuja tecnologia é determinante e
imprescindível para o andamento de um projeto como este, poderia
ser desenvolvida a partir dos sistemas empregados pelo MAA-1 PIRANHA,
da MECTRON. Esta tecnologia já dominada por esta empresa nos
garantiria a auto-suficiência no projeto.
O míssil em questão seria do tipo Superfície-Ar
portátil guiado por Infra-Vermelho
IV, usado para a defesa
Anti-Aérea de curto
alcance, capacitado a ser disparado de pequenos barcos,
helicópteros e aeronaves não-tripuladas.
No entanto, sua função principal seria a de equipar os
pelotões de infantaria de uma arma Anti-Aérea manualmente
transportada por até dois homens.
O míssil teria 15 kg, e suas dimensões seriam 1,6 m de
comprimento por 0,12 m de diâmetro; com as aletas
abertas, sua envergadura seria da ordem de 0,2 m. Seria impulsionado
por um motor de propelente sólido de dois estágios. O
míssil atingiria 3.600 km/h em 7 s e seu alcance se situaria
na faixa dos 6 km com um teto operacional 6.000 m.
A ogiva contendo 3 kg de explosivo de auto-fragmentação
transportaria 1 kg de pequenas esferas de tungstênio e seria
acionada por uma espoleta de proximidade designada a laser e um sistema
de autodestruição cronometrada.
O controle do míssil seria feito através
de aletas que se abririam após o disparo.
Seria empregado de duas maneiras diferentes :
No sistema de disparo simples, o operador utilizaria um HMD conjugado com o lançador manual de 3
kg, o qual ele próprio transportaria junto com o míssil;
essa carga se situaria na faixa de 20 kg.
No sistema de disparo composto, dois homens seriam necessários
para transportar o míssil e posto de tiro.
O sistema completo pronto para o disparo deveria pesar no máximo
35 kg, excluindo-se o peso do míssil de recarga de 15 kg, e
seria também efetuado via engajamento por HMD.
O primeiro operador transportaria o posto de tiro de material composto
de cerca de 10 kg, que seria formado por um assento, um
suporte tripé e uma unidade de controle de tiro ligado a
uma unidade de bateria e refrigerador, mira e sistema de disparo.
O segundo operador transportaria o sistema de mira HMD e duas unidades
do míssil. Os refrigeradores seriam necessários para
calibrarem a sensibilidade ao Iinfra-Vermelho IV da cabeça
de busca do míssil.
Esse sistema seria concebido de tal forma a se adequar e equipar
veículos leves, bem como lanchas e embarcações de
dimensões reduzidas. Sistemas de Identificação
Amigo-Inimigo poderiam ser acrescidos ao posto de tiro, adotando-se
para isso o uso de antenas especiais.
O visor HMD do artilheiro seria dotado de visão noturna, o que
garantiria uma operacionalidade ainda maior.
O posto de tiro seria concebido de forma a poder ser montado e
desmontado em menos de 60 s, o que aumentaria a segurança dos
atiradores.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
MDACP-6
(Arte
Edilson Moura Pinto)
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Míssil MDACP-6 e o posto
individual de tiro.
(Arte Edilson
Moura Pinto)
Considerações finais :
Esse míssil estaria em operação já a partir
dos próximos 10 anos, dotando as forças de infantaria de
uma arma letal e ideal para as funções Anti-Aéreas
de curto alcance de emprego pessoal.
Seu desenvolvimento basearia-se em projeto e tecnologias já
dominados por nossa indústria, o que ainda contribuiria em muito
para nossa soberania e independência tecnológica.
FAMÍLIA M-8
MATM-36
Ultimo sistema considerado neste
artigo, o míssil da Família M-8 contempla o
desenvolvimento de um míssil Ar-Terra destinado aos ataques
contra alvos terrestres, como bunkers, fortificações e
veículos blindados, da categoria do míssil
norte-americano MAVERICK.
O sistema de guiagem de tal míssil dependeria da
versão; no entanto, se basearia em guiamento por TV, IV e
Laser.
Seu alcance máximo seria da ordem de 36 km. O MATM-36 seria um
míssil Ar-Terra tático concebido para suporte
aéreo de curta distância.
As variantes desses mísseis se caracterizariam pelos diferentes
tipos de guiamento e de espoletas.
O MATM-36I por exemplo seria concebido para ser guiado por
Infra-Vermelho, pesaria 360 kg e seu sistema seria otimizado para
rastreio de navios. Transportaria uma ogiva penetrante de 148 kg de
duplo estágio acionada por contato, cuja finalidade é a
de penetrar no alvo utilizando para isso a sua energia cinética
acumulada.
A variante MATM-36L seria guiada por laser e teria a cabeça de
guerra composta por um designador eletro-ótico combinado com o
detector de laser. O míssil pesaria os mesmos 360 kg,
porém, sua carga bélica seria composta por uma espoleta
de 120 kg.
A variante guiada por radar - MATM-36R, utilizaria a mesma
cabeça de busca presente nos mísseis do projeto M-4,
teria um peso total de 360 kg e sua carga bélica seria de 90 kg.
O sistema de propulsão de todos os mísseis seria baseado
em um motor foguete de propelente sólido de mono
estágio. Suas dimensões seriam de 2,4 m de comprimento,
0,4 m de diâmetro e 0,75 m de envergadura.
Seriam empregados pelos aviões e VANT-C de ataque das
Forças Aérea e Naval.
MATM-36
(Arte Edilson Moura
Pinto)
ARD-12N Armado com
mísseis Ar-Terra MATM-36
de guiamento por IV e por
Radar variantes I e R.