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PLANO BRASIL

PROGRAMA MAR DE TITÃ

INDÚSTRIA NAVAL



NÍVEL  I - MAR PROFUNDO

FORÇA OCEÂNICA

PARTE II

PROJETO POSSEIDON

NAVIOS-AERÓDROMOS




(Clique na arte abaixo para ampliação)

POSSEIDON - Vista lateral
 
Concepção artística do Navio-Aeródromo A-16 Amazonas
 proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte Edilson Moura Pinto).



n


A-16

Concepção artística da vista frontal do NAe A-16 Amazonas
proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte JR Lucariny).


 
2) PROJETO POSSEIDON

NÍVEL I - MAR PROFUNDO
NAVIO-AERÓDROMO


AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


O PROGRAMA MAR DE TITÃ
visa a recuperação e consolidação da indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do PLANO BRASIL.


A segunda parte de seu NÍVEL I - MAR PROFUNDO, é denominada PROJETO POSSEIDON, e apresenta a possibilidade de desenvolvimento nacional de Navios-Aeródromos - NAEs, capacitados à guerra futura.


As recentes discussões acerca do tão aguardado Programa de Reaparelhamento da Marinha do Brasil - PRM, e a conseqüente reestruturação da Força Naval Brasileira, têm levantado na mídia nacional e internacional questionamentos sobre as verdadeiras necessidades da Força Naval Brasileira, bem como as transformações pelas quais esta irá passar nos próximos 20 anos.


Depois do polêmico anúncio da retomada do desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, um tema em especial ocupa um lugar de destaque nas discussões e debates surgidos desde então: a manutenção e possível substituição do Navio-Aeródromo
A-12 SÃO PAULO.


Isso porque, caso a decisão seja favorável à aquisição de um navio dessa categoria, a escolha trará consigo conseqüências marcantes à doutrina e ao emprego de meios navais a serviço da Marinha do Brasil.


O debate acerca da aquisição de um NAe levanta questões relativas à real necessidade da Marinha brasileira operar navios de tal categoria, já que por via de regra os NAes são navios de projeção de poder, presentes em geral em marinhas de águas azuis, as quais geralmente empregam-nos independentemente ou como navios-comando de grupos de ataque compostos por uma plêiade de outros tipos de navios especializados.


Os Navios-Aeródromos ou Porta-Aviões são navios de guerra projetados para servirem de bases aéreas móveis para uma força de projeção de poder.
Aqui usamos o termo Navio-Aeródromo, ou simplesmente NAe, dado ser mais correto pelo fato de operar diferentes tipos de aeronaves.



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NAe - Vista Frontal

Concepção artística da vista frontal do NAe proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte Edilson Moura Pinto).




Além de serem usados como instrumentos de intimidação, esses navios atuam sobretudo garantindo a projeção de poder aéreo a grandes distâncias e sem auxílio de bases terrestres ou instalações fixas.


É comum encontrarmos em debates quem defenda que esse tipo de navio não se adequa às necessidades da Marina do Brasil, defendendo a adoção de uma Marinha dedicada à defesa do litoral que, entre outras características, destaca-se pelo emprego de embarcações de menor tonelagem especificamente desenvolvidas para tal fim.


É fato que a manutenção de uma força com características oceânicas e baseadas em NAes e suas escoltas demandam altos investimentos, muito acima do possível para um país como o Brasil, cujos orçamentos destinados à defesa não condizem com a sua importância e dimensões.


Uma modesta estimativa de custo de aquisição de uma força capitaneada por um NAe médio (60.000 toneladas de deslocamento) capaz de operar quarenta aeronaves modernas, e suas três ou quatro escoltas dão–nos uma idéia do quão dispendioso torna-se a operação desse tipo de navio.


n


A-16

Outra concepção artística da vista frontal (proa) do NAe A-16
Amazonas proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte JR Lucariny).




A-16

Concepção artística da vista traseira (popa) do NAe A-16
Amazonas proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte JR Lucariny).




Valores da ordem dos R$ 15 bilhões, excluindo-se os custos anuais de manutenção dessa força (o que obviamente elevaria as despesas a patamares impraticáveis), são quantias proibitivas para países de economia mediana e orçamentos parcos.


Além disso, a manutenção de uma força de ataque com essas características só se fundamentaria se eventualmente o Brasil assumisse uma posição de maior expressão no cenário mundial, posição esta que exigiria um incremento do poder militar e da adoção de um força naval dissuasora capaz de atuar em qualquer parte do planeta.



NAe São Paulo - Vistas

A substituição do NAe São Paulo deve tornar-se um dos pontos centrais
nas discussões do futuro PRM, isso porque tal decisão provocará
importantes transformações no tocante ao real papel e futuras
atribuições da Marinha de Guerra do Brasil.
(Arte
Lucariny)



Caso as decisões sobre a futura doutrina militar que consideramos sejam os alicerces do futuro PRM, esta “nova” força com capacidade oceânica teria fatalmente que contar com um número significativo de belonaves com capacidade ofensiva, autônomas e com grande poder de dissuasão. Para isso, justificar-se-ia a aquisição e continuidade do emprego de Navios-Aeródromos pela Marinha do Brasil.


Após o chamado “fim” da guerra-fria, surgiram pelo mundo todo críticas e posicionamentos contrários à sobrevivência dos grandes e caros grupos de ataque e especialmente sobre a sobrevivência dos NAes. O fato é que quase vinte anos depois, o que se vê mundo afora é que as grandes potências e as emergentes parecem apostar na continuidade de tais navios como peças fundamentais aos seus arsenais.


Um exemplo claro disso é a U.S. NAVY, que por aquela altura questionava-se sobre o futuro dos poderosos Grupos de Batalha e que, em períodos recentes, vem adotando e desenvolvendo a doutrina de guerra de litoral, mas que, no entanto, dá claros sinais através dos programas de desenvolvimento DDX e CVX, de que pelo menos nos próximos 25 anos os recém-nomeados Grupos de Ataque continuarão a ser a ponta de lança das forças navais da maior potência militar do globo.


Essa tendência vem sendo seguida também por outras nações, como França, Reino Unido, China, Índia e, mais recentemente, a Rússia, nação que sempre negou a viabilidade dos NAes por julgá-los demasiado vulneráveis e sem relativo valor militar no ambiente de uma guerra global. Ela parece agora canalizar seus esforços para a construção de uma força de choque composta por um número significativo de navios desse tipo.



NAe Nuclear - China

Concepção artística de um NAe Nuclear suposto para ser a base de uma família
de até oito navios, destinado à Marinha Popular da China. Tanto este país
como outras potências emergentes têm anunciado a sua intenção de
efetivar a operação de uma frota de navios do tipo.

(Arte Sino Defense)



Isso parece acontecer exatamente no momento em que essas nações buscam aumentar o seu poder de influência no cenário mundial, e portanto, necessitam da adoção de forças dissuasórias com capacidade de impor suas vontades em defesa de seus interesses em qualquer parte do globo.


É de se perguntar, o Brasil vai ser exceção à tendência? Na opinião do autor, não. O Brasil precisa e fatalmente vai assumir um papel mais importante no cenário mundial, devido à sua importância estratégica, o seu poder diplomático e, principalmente, pelo seu crescimento econômico e influência política.


No entanto, o novo poder cobrará do nosso país um posicionamento mais claro em relação às questões internacionais, ocasionando-nos elevadas perdas no campo diplomático, as quais serão seguidas por um aumento da beligerância e da necessidade de imposição da nossa soberania às demais nações concorrentes.


Os efeitos de tal transformação, a qual encontra-se em andamento, já podem ser sentidos. Novas doutrinas e até mesmo o tão propagado PRM são resultados da mudança em curso. Esses fatores apontam para uma nova era que se avizinha para o poder naval Brasileiro, o qual será fortalecido e ampliado, mas que também trará efeitos negativos para o nosso país.


As dimensões continentais, o extenso litoral, a importância do comércio marítimo na economia e a expansão comercial brasileira, apontam para a necessidade de uma Força naval aparelhada, adaptada à guerra futura e capacitada à defender o país, seja em águas litorâneas, seja em qualquer parte do globo, atuando independentemente, impondo e defendendo os interesses do Brasil e de seus aliados.


Na visão do autor, a expansão do poder naval brasileiro será uma conseqüência natural da expansão de suas fronteiras econômicas e a adoção de forças compostas por grupos de ataque chefiados por Navios-Aeródromos serão uma realidade a médio e longo prazos, constituindo-se em importantes meios de dissuasão e afirmação do poder naval brasileiro.



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NAe - Vista Traseira

Concepção artística da vista traseira do NAe A-16 Amazonas
proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte Edilson Moura Pinto).




Os indicadores econômicos positivos sugerem-nos que a concretização desse “sonho”, hoje impossibilitado pelo recente estágio da economia, será alcançado. E em uma outra realidade, onde o ambiente de crescimento favorável e prolongado até meados das duas próximas décadas tornará possível em médio prazo à nossa Marinha poder concretizar a incorporação e operação gradual de uma força composta por três ou quatro NAes e suas escoltas, mais especificamente a partir de 2015, coincidentemente, o período em que o São Paulo estará sendo desincorporado.


As soluções para sua provável substituição não são muitas. A título de exemplo, considerando-se a possibilidade de se adquirir navios de segunda mão, os americanos seriam talvez a melhor opção, dado que seus NAes encontram-se em melhores condições. Pesa a favor disso o fato de que Washington nunca negou essa possibilidade ao Brasil, tendo no passado por diversas vezes oferecido seus NAes convencionais recém-retirados.


No entanto, devido às suas dimensões, os navios americanos são de elevado custo operacional e se tornariam um problema de ordem logística pois não poderiam operar por muito tempo, além da metade da década de 2020.


Com mais problemas ainda estaria o remanescente russo, o KUZNOTSOV, que traria mais dores de cabeça que soluções, pois seus equipamentos e sistemas, sua idade e seu conceito, não se adequariam às condições da nossa Marinha.


Os Navios britânicos da classe INVENCIBLE estariam fora de cogitação, dado que estes deveriam operar caças STOVL, os quais a Marinha do Brasil aparentemente não está interessada. Restam então os grandes nucleares americanos e o francês CHARLES DE GAULLE, cujas disponibilidades de venda podem ser descartadas por serem naves complexas e de alto valor militar para seus países de origem e que não estarão nem sequer em previsão de retirada à época.


A segunda hipótese sobrecairia na aquisição de um navio totalmente novo e nesse contexto o programa que mais se aproxima das necessidades da Marinha do Brasil (considerando-se a manutenção de um navio
CTOL) é o franco-britânico CVF / PA2, ou mesmo de uma nova classe derivada deste.


No entanto, apesar de suas vantagens no campo técnico e político, dado que a França não mantém restrições às aquisições militares brasileiras, os altos custos de aquisição do programa
CVF / PA2 poderiam inviabilizar o processo de aquisição de uma força baseada nesse programa.


O que não parece ter solução pode ocultar na verdade uma oportunidade de ouro para a indústria de defesa e para a Marinha do Brasil. Isto porque declarações recentes vindas de várias nações emergentes dão conta de que o mercado de construção de navios com essas características pode viabilizar um programa internacional, o qual de saída poderia contar com pelo menos 10 encomendas diretas por parte das nações sócias. Isso baratearia o programa e viabilizaria a solidificação de uma indústria naval com tal capacidade.


As divulgações recentes de que nos próximos dez anos a Índia tenciona construir uma frota baseada em 3 desses navios seguidas das divulgadas pelas autoridades chinesas e russas, as quais estariam sustentando adiantados programas e estudos de desenvolvimento de uma frota composta por 8 grandes NAes Nucleares no primeiro caso e de outra composta por 4 ou 6 navios convencionais pela segunda.


Ainda que longe da realidade em termos numéricos e econômicos, aguçam a criatividade e apontam para as possibilidades de negócios nessa que poderia ser uma parceria internacional de múltiplos ganhos para o Brasil.



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CVF

Concepção artística do futuro Franco britânico CVF / PA2.
Não fossem os seus elevados custos, esse programa seria
a melhor alternativa à substituição do São Paulo.
(Arte Thales)




Dentre todos os programas declarados é de se acreditar que o russo talvez seja o mais factível, dado que estaria desenvolvendo um novo navio baseado no projeto do NAe Convencional KUZNETSOV. É muito provável que a Índia, devido aos seus laços político tecnológicos com a Rússia, acabe optando por esse programa.


Soma-se a isso o fato de que o navio em desenvolvimento muito provavelmente será concebido para operar o futuro caça russo de 5ª Geração
PAK-FA, do qual tanto Índia quanto Brasil tornaram-se signatários.

Essa poderia ser a oportunidade de ouro para um país como o Brasil que, ao ingressar num programa conjunto, poderia adquirir know-how, independência tecnológica e capacidade de construção de embarcações de tal magnitude, gerando empregos em solo brasileiro e rateando os custos do projeto, o qual seria demasiado caro para um único país.


Outro ponto positivo seria o fato de que a conseqüência desse programa seria o fato de o navio ser concebendo e adequado ao grupo aéreo nele embarcado, o que não limitaria as possibilidades de emprego de aeronaves geralmente freqüentes no caso de aquisição de navios de segunda mão.


Diante dessas conjunturas, consideramos um hipotético projeto internacional encabeçado pelos membros do famoso grupo
BRIC, o qual, sob a assessoria russa, desenvolveria um novo NAe moderno e adequado às realidades desses países hoje considerados emergentes.


A escolha da Rússia como parceiro ideal para esse tipo de associação reside não só nas necessidades comuns, mas também na sua experiência e no fato de que seu futuro NAe manterá dimensões e capacidades relativamente próximas às do KUZNETSOV.


Por si só esse fator econômico se enquadra nas necessidades e custos operacionais que a economia brasileira pode pagar. Esse novo programa traria ganhos significativos para a economia brasileira, dado que capacitaria a mão-de-obra e traria ganhos tecnológicos ao país, o que já justificaria a sua existência.




PROJETO POSSEIDON


Este programa denominamos PROJETO POSSEIDON, o qual considera o desenvolvimento nacional de um Navio-Aeródromo próprio para emprego no Século XXI.
Embora baseado no projeto do futuro NAe russo, o programa brasileiro poderia se diferenciar pela introdução de tecnologias e sistemas ocidentais.



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Projeto Posseidon

Concepção artística do NAe A-16 Amazonas descrito no PROJETO POSSEIDON.
(Arte Edilson Moura Pinto).



Poderiam ser introduzidos aí inovações e adequações às nossas necessidades, o que tornaria a nossa variante uma nave ligeiramente diferente da russa e ao máximo nacionalizada. Entre elas, os avanços e sistemas eletrônicos desenvolvidos para a escolta oceânica descrita no PROJETO THOR, entre outros apresentados no PROGRAMA MAR DE TITÃ.


A variante brasileira poderia trazer consigo o desenvolvimento de sistemas destinados à máxima automação e à conseqüente redução das tripulações necessárias à operação do navio. Isso traria consigo a redução nos problemas de manutenção de um efetivo e conseqüente diminuição dos problemas orçamentários a longo prazo.


Para os dias atuais, novas tecnologias permitem a redução em cerca de 30 % no efetivo desse tipo de navio. Tais percentagens são ainda modestas e é provável que em dez anos esse número possa bater a casa dos 50 %, reduzindo principalmente o pessoal de apoio necessário para manter os esquadrões em prontidão e operação.


A redução desse efetivo traz consigo inúmeras vantagens, sendo o ganho do aumento da proporção m3/tripulante um dos mais significativos pois, além do conforto as tripulações, permite espaço extra para transporte de cargas e suprimentos.


Baseado nisso, pode-se considerar o PROJETO POSSEIDON um navio projetado para ser operado por 600 tripulantes e mais 450 do grupamento aéreo, ou seja, um efetivo necessário bastante inferior ao do A-12 São Paulo
, ainda que, considerando-se um grupo aéreo embarcado duas vezes superior ao deste.


Este navio, no entanto, poderia estender o número de tripulantes para perto de 3.000 sendo que os 1.950 extras seriam oriundos das Forças de Infantaria da Marinha, quando em operações.



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Brasão do Amazonas
 
Brasão do hipotético A-16 Amazonas.
(Arte Edilson Moura Pinto)




SOBRE O NAVIO


É difícil estimar sua aparência física, porém é muito provável que o novo conceito em desenvolvimento pela marinha russa mantenha as dimensões e características do já venerável KUZNETSOV.


Acreditamos que o navio em questão teria 300 m de comprimento, 76 m de largura, 12 m de calado, e ainda manteria uma das mais marcantes características dos navios russos da categoria, a “baixa” silhueta. Isso traz consigo ganhos significativos aos projetos, pois diminuem a assinatura ao radar e infravermelho, e aumentam a sua segurança contra ataques de mísseis, por diminuir a superfície exposta do navio.


Embora seja noticiada pela imprensa russa o desenvolvimento de uma nave com deslocamento maior, acreditamos que as dimensões ideais para um NAe brasileiro sejam a de um navio com deslocamento na ordem das 60.000 toneladas.


No entanto, seria importante que a velocidade da nave fosse superior às atuais, dado que isso permitiria à Armada brasileira uma maior capacidade de reação, permitindo ainda à força de ataque a capacidade de cobrir áreas maiores em menos tempo. Os NAE da atualidade podem, em média, deslocar-se a velocidades máximas próximas de 60 km/h, porém não seria ficção o desenvolvimento de um navio capaz de atingir velocidades próximas de 70 km/h.


Outro fator importante a ser levado em consideração é o da disponibilidade operacional do navio, o qual deveria ser concebido para operar com um máximo intervalo entre as paradas de rotina para manutenções. O programa CVF / PA2, por exemplo, busca o desenvolvimento de um navio otimizado a operar ininterruptamente por 300 dias do ano, sem paradas para manutenções. No entanto, o advento de novas tecnologias podem permitir que os navios operem por períodos ainda superiores.


Esse fator poderia ser estendido ainda mais dependendo do tipo de propulsão do navio, dado que consideramos viável, embora sacrificada, a hipótese deles poderem ser movidos à energia nuclear, tecnologia que já possuímos. Apesar dos altos custos financeiros, tais propulsores podem facilmente ser aperfeiçoados e introduzidos num navio dessa dimensão, trazendo consigo inúmeros ganhos do ponto de vista técnico e operacional.


n


A-16

Mais um ângulo de proa e estibordo do NAe A-16 Amazonas
proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte JR Lucariny).



SISTEMAS DE PROPULSÃO


A propulsão nuclear, embora apresente problemas do ponto de vista econômicos, traz no entanto inúmeras vantagens em relação aos sistemas de propulsão convencionais. Acreditamos que se os recursos disponíveis para o desenvolvimento, aquisição e manutenção de uma frota desses navios forem suficientes, nossa Marinha deve sim adotar este sistema em detrimento de outras tecnologias.


Apesar de acreditar que esta seria a melhor solução para o nosso futuro NAE, as perspectivas econômicas mais próximas da realidade apontam para a capacidade do Brasil operar NAe de propulsão convencional. No mercado internacional, existem inúmeras combinações de sistemas de propulsão, assim como de possíveis conversões de motores. Uma alternativa pronta seria o sistema de propulsão adotado no programa
CVF / PA2, o qual se baseia nas turbinas ROLLS ROYCE MT- 30, de 36 MW de potência.


No entanto, partir para uma alternativa que buscasse maiores índices de comunalidade seria o mais racional e lógico e, mediante isso, a alternativa de basear a propulsão da frota nos motores GENERAL ELECTRIC GENX, seria a mais indicada, já que esses motores foram propostos para os Aviões Cargueiros Militares Pesados C-224, a Classe CP-X do PROJETO ATLAS.


Tal alternativa traria ainda ganhos de cunho logísticos, dado que a manutenção desses sistemas poderia ser feita nacionalmente pela empresa CELMA, cuja experiência e competência a tornam a empresa ideal e perfeitamente capaz de realizar a tarefa.


Esse sistema poderia ser adotado como padrão para a planta motriz dos demais Projetos Navais apresentados no PROGRAMA MAR DE TITÃ - NÍVEL I, de Força Oceânica. Esses navios poderiam possuir um sistema híbrido composto por três plantas propulsoras híbridas associadas a sistemas de geração elétrica a célula combustível.



Motores Rolls Royce


Sistemas de propulsão baseados na turbina a gás ROLLS
ROYCE MT-30 serão a base para a planta propulsora
dos futuros
CVF / PA2, e seriam uma ótima
opção ao futuro NAe brasileiro.
(Arte  Rolls Royce)




O navio contaria com 4 PROPULSORES AZIMUTAIS e 4 propulsores à frente, sendo 2 de cada lado, que atuariam diminuindo o torque do navio decorrente de suas dimensões. Esses propulsores de frente teriam então a finalidade de permitir melhores manobras e de permitir maior agilidade ao navio, especialmente nas operações de docagem.


O navio de propulsão convencional possuiria autonomia de 36.000 km conseguido através do acionamento do sistema de células combustíveis. Sendo assim o navio teria seu alcance estendido, permitindo sobre vida em termos de deslocamento, ainda que deslocando-se a velocidades inferiores este sistema permitiria ao navio executar operações mais sigilosas.



Azipod
 

Conjunto propulsor azimutal, este tipo de propulsão permite ao
navio maior mobilidade e agilidade especialmente em regiões
de difícil locomoção como os espaços apertados
dos portos e docas de manutenção
(Arte Fondear)




Obviamente, esse complexo sistema teria um custo operacional muito alto, mas seria uma alternativa muito mais viável que a propulsão nuclear, a qual defendemos e não descartamos por completo e que também consideramos mais confiável e adequada.


ESTRUTURA


Para a construção dos grandes navios modernos, mega-estaleiros como o Hyundai, entre outras empresas especializadas, incorporam cada vez mais inovações tecnológicas. Os grandes estaleiros produzem navios em série, construindo-se praticamente uma frota ao mesmo tempo, graças ao conceito de construção modular, a qual permite que toda a estrutura do navio seja feita quase que simultaneamente.


Em termos práticos, do ponto de vista militar, as construções modulares trazem ganhos significativos em outros pontos técnicos que não os cada vez mais rápidos prazos de entrega. Elas permitem a um navio de guerra avariado por um ataque de míssil, por exemplo, ser reparado em tempo recorde, bastando para isso a substituição dos setores danificados.


As construções modulares permitem ainda uma padronização maior de estruturas, pois pode-se construir uma frota de navios utilizando seções estruturais comuns. Essas seções podem ser, por sua vez, pré-montadas, o que lhes permite futuras remoções e até mesmo acréscimos de outros nódulos, dependendo da necessidade, permitindo também a troca, remoção ou inserção de desenvolvimentos e de novos sistemas.



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Ponte do NAe

Concepção artística da ponte de comando do NAE, este seria o centro
nervoso da Força Naval. O conforto e a ergonomia são fatores
que devem ser considerados nos futuros projetos de navais.
(Arte GEP Informatica)




A adoção de novos materiais é um conceito que não pode ser desconsiderado, e o PROJETO POSSEIDON deveria incorporar novas tecnologias voltadas à introdução de novos materiais e estruturas capazes de prover maiores índices de proteção ao ataque de mísseis e torpedos, garantindo a sobrevivência dos sistemas vitais da nave, e permitindo assim, de quebra, a redução do peso das estruturas e do navio.


No esquema hipotético apresentado, o autor sugere a adoção de uma configuração diferente para o futuro NAe da Marinha do Brasil. Tal navio seria composto por 2 pistas laterais de decolagem e 2 pistas centrais.


As laterais permitiriam o lançamento de aeronaves através da impulsão por catapultas, sendo uma em cada pista. No entanto, o lançamento das aeronaves pelas pistas centrais seria feito através de uma rampa de decolagem do tipo
SKY-JUMP.



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Posseidon Seccionado
 
Visão seccionada em módulos do NAe do PROJETO POSSEIDON.
O desenvolvimento de construção modular permitiria à indústria nacional
a entrega de navios em prazos significativamente inferiores aos atuais.
Além disso, esse método construção seria útil por permitir à frota a
utilização de seções estruturais comuns , o que versatilizaria os
processos de construção e manutenção.

(Arte Edilson Moura Pinto).




Essa configuração daria ao NAe maior índice de operacionalidade, pois problemas técnicos ocorridos nas catapultas não impediriam as operações de lançamento de aeronaves.


O desenvolvimento de catapultas eletromagnéticas deveria ser considerado, de forma a obter e estender o uso dessa tecnologia ao desenvolvimento de canhões navais e terrestres baseados, cujos ganhos operacionais são enormes, por possuírem baixas emissões de
Infravermelho, ruídos, e maiores índices de lançamentos de aeronaves por minuto.



Catapulta Eletromagnética
 
Concepção artística de uma catapulta eletromagnética desenvolvida para a nova
geração de NAes americanos do programa CVX. Esses sistemas, muito
provavelmente, também serão adotados tanto pela ROYAL NAVY
quanto pela MARINE NATIONALE e seriam uma opção
óbvia a ser considerada no projeto do futuro NAe brasileiro.




A priori, o desenvolvimento desse tipo de sistema requer investimentos altíssimos, dado que envolvem tecnologias muito avançadas, tal como o desenvolvimento de materiais supercondutores, entre outros. No entanto, os avanços adquiridos em um projeto de tal calibre tende a beneficiar muitos outros tipos de indústrias, tais como a de trem de alta velocidade.


Os princípios físicos adotados nas catapultas eletromagnéticas são os mesmos aplicados aos sistemas de propulsão de trens de alta velocidade, como o famoso MAGLEV, capaz de atingir velocidades entre 500 e 600 km/h.


Nesse caso, os trens flutuam dada a repulsão magnética de materiais supercondutores, minimizando o atrito destes. O sistema de propulsão impulsiona o trem até estas velocidades e, a partir dai, mega-eletroímãs mantêm o trem em sua trajetória e velocidade, desacelerando-o quando necessário.


No caso da catapulta magnética, a montagem dos sistemas é um pouco diferente, pois esta consiste de um engate, o qual levita por atuação do campo magnético sobre um trilho. O diferencial é que esse sistema tem que ser capaz de acelerar cargas de 40 toneladas (no caso do navio proposto no PROJETO POSSEIDON) a velocidades de 250 km/h em 2 segundos, percorrendo a pequena distância de no máximo 75 m.


O desenvolvimento de sistemas como esse colaboraria ainda para o desenvolvimento de sistemas de artilharia baseados em CANHÕES MAGNÉTICOS, aos quais são aplicados os mesmos conceitos (este tema será tratado em outros Programas do PLANO BRASIL)


Tal tecnologia, no entanto, seria muito beneficiada caso fosse adotado o sistema de propulsão nuclear, dado que o principal fator limitante reside na capacidade e no consumo elétrico por esse sistema. Para uma central nuclear, isso não é problema, já que esta possui uma capacidade quase que infinita de geração de energia elétrica.



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Posseidon - Vista Lateral Direita

Vista lateral direita do Navio-Aeródromo A-16 do PROJETO POSSEIDON.
Observa-se aí o conceito de lançamento por rampa
e do sistema de propulsão azimutal.
(Arte Edilson Moura Pinto).




Devido às suas dimensões, o NAe brasileiro seria concebido para operar 60 aeronaves, e um número maior quando embarcadas aeronaves VANT e VANT-C, sendo que estas teriam acesso ao convés principal do navio pelo intermédio de 3 grandes elevadores capazes de transportar 35 toneladas de carga cada um, o que os capacitaria a transportar quaisquer aeronaves presentes no fictício inventário das forças propostas no PLANO BRASIL.


A ponte de comando da nave ficaria situada na ilha posicionada na lateral direita da nave. Esta seria responsável pela navegação do navio, ficando a torre de controle aéreo posicionada na parte traseira da superestrutura. O NAe deveria dispor de uma central interligada via satélite aos Centros Integrados de Comando das Forças Armadas - CIC-FA. O navio deveria ser concebido para operar em ambiente de guerra centrado em rede GCR.



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Posseidon - Vista Lateral Esquerda

 
Vista lateral esquerda do Navio-Aeródromo A-16 do PROJETO POSSEIDON.
Destaca-se a ré da nave e a rampa de embarque de carga (ambas à direita).
(Arte Edilson Moura Pinto).




Quando em combate, o NAe serviria de centro nervoso de coordenação de operações da Força Naval, operando independentemente como Nau-Capitânea dos grupos de ataque desta. O navio deveria também dispor de um sistema interligado e equipado com uma estação de comando e controle para aeronaves não-tripuladas, de onde poderiam ser coordenados até 36 VANT e VANT-C.


Estes navios contariam ainda com uma doca seca e um armazém de suprimentos capazes de transportar e receber veículos de transporte de suprimentos e tropas do tipo Hovercraft, tal como o HD-60 descrito no PROJETO DRAKKAR.



DT-60

Hovercraft de desembarque de suprimentos e tropas
DT-60 do PROJETO DRAKKAR, operado pelas
unidades encarregadas do transporte logístico.

(Arte Edilson Moura Pinto)



Isto daria aos navios uma maior versatilidade e diversificação de operações, pois o embarque e desembarque de fuzileiros e cargas não dependeriam puramente dos meios aéreos ou do embarque após a docagem em portos.


O NAe contaria ainda com 4 barcos de apoio do tipo PATROL BOAT, os quais teriam por finalidade realizar o salvamento de tripulações e efetuar patrulhas e vigilância em regiões portuárias, quando os NAes estivessem se deslocando por essas regiões. Sua principal missão seria a de reduzir as possibilidades de ataques por embarcações armadilhadas e ataques de grupos de sabotadores.



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NAe Amazonas - Vista Superior

Concepção artística da vista superior do NAE A-16 Amazonas proposto para o PROJETO POSSEIDON, onde destacam-se os 3 elevadores (os retângulos
nas laterais), a pista de pouso angular, a rampa frontal de lançamento
(tracejada em amarelo) para o SKY-JUMP e as duas catapultas
laterais (com o tracejado amarelo-azul ao centro).
(Arte Edilson Moura Pinto).




DESTACAMENTO AÉREO EMBARCADO


Conectado através de sistemas de comunicações seguras, a estação central de comando de VANT / VANT-C estaria ainda interligada às demais centrais de comando dos VANT-C e aeronaves CP-X D-224, o que conferiria uma operacionalidade ainda mais eficiente e prolongada aos veículos vetorados pelo NAe.



D-224

CP-X D-224



Isso lhes permitiria prolongarem seus alcances e operarem comandados por outros postos de comando, os quais, por necessidades, poderiam assumir seus comandos.



Fast Boat
 

Embarcação BP-120 do tipo FAST PATROL BOAT, destinado às funções
de apoio, vigilância e até mesmo salvamento, ampliariam a proteção dos
NAes, especialmente em manobras em regiões portuárias.




Em missões padrão de patrulha, os NAes do PROJETO POSSEIDON poderiam contar com uma plêiade de 60 aeronaves, sendo que esses navios seriam concebidos para operar até 48 aeronaves de caça AF-50.



AF-50

AF-50




Normalmente, esses grupamentos seriam compostos por 24 caças monoposto otimizados à defesa da frota, provendo a superioridade aérea, e 24 bipostos otimizados ao ataque naval e terrestre, com capacidade secundária de superioridade aérea.


Os grupamentos de guerra eletrônica seriam compostos por um esquadrão de 4 aeronaves EF-50N e um segundo esquadrão de 6 aeronaves no total, composto por 4 aeronaves de alerta antecipado E-106N e 2 aeronaves de sensoriamento R-106N. Por último, as componentes de guerra naval, salvamento e resgate seriam completadas por 6 helicópteros NH-24N.



E-106N

E-106N




NH-24N

NH-24N



Porém, em ocasiões específicas, o navio poderia ainda suportar o embarque de outros esquadrões de aeronaves, como o caso de esquadrões de reabastecimento aéreo composto por aeronaves KC-106N, e aeronaves cargueiras C-106N e/ou helicópteros cargueiros CH-72N que operariam coordenadas pelo Comando Conjunto de Logística e Transporte Aéreo (CCLTA).



CH-72N

CH-72N



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NAVISOFT
 
Sistema virtual de treinamento como os produzidos pela empresa nacional
NAVSOFT seriam muito úteis ao treniamento das tripulações e seriam
ideais se fossem aplicados a todos os projetos englobados
no PROGRAMA MAR DE TITÃ.
(Arte Navsoft)




O emprego dos Veículos Não-Tripulados poderia ser explorado ao máximo, principalmente em missões de patrulha, onde o alto custo de operação das aeronaves convencionais poderia ser reduzido pela substituição por aeronaves menores, tais como os Drones ARD-12 (em breve) e ARDH-9N.



ARDH-9N

ARDH-9N



A componente humana do grupamento aéreo deveria ficar na faixa de 450 tripulantes, incluindo pilotos e pessoal de especializado. Isso seria conseguido através do largo emprego de tecnologias que minimizassem a necessidade das manutenções freqüentes e custos operacionais, de treinamento, manutenção e operação das tripulações.



FrontalPopa

Concepção artística da vista frontal e traseira do NAe A-16 proposto
no PROJETO POSSEIDON, com destaque para o sistema
de propulsão composto por 4 conjuntos azimute e da porta
traseira de embarque para veículos Hovercraft.
(Arte Edilson Moura Pinto).




SISTEMAS ELETRÔNICOS


Seria essencial uma padronização nos sistemas eletrônicos da futura frota da Marinha de Guerra do Brasil. Isso permitiria aquisições em grandes lotes, baratearia as compras, minimizaria custos de treinamento e operação e facilitaria a operação dos sistemas.


Sendo assim, estes navios deveriam contar com sistemas eletrônicos semelhantes aos empregados pelos demais navios do
PROGRAMA MAR DE TITÃ.


Os NAes poderiam então ser aparelhados com o sistema de radar integrado de busca aérea tridimensional Multi-Pulso, que operaria nas bandas (C-F/V e X). O sistema de busca de superfície operaria na banda (G) e faria uso de sistema de varredura eletrônica ativa.


Esse sistema seria projetado para preencher todas as exigências de controle de fogo e busca para a frota, e se assemelharia ao sistema americano (AEGIS). Isso tudo proporcionaria um aumento significativo na capacidade de detecção e seguimento de alvos, dando-lhe maior precisão e melhores condições de controle do espaço aéreo.


Instalados na superestrutura estariam os dois sistemas de radares, sendo um deles do tipo multifuncional de 480 km de alcance, e o segundo do tipo radar de busca de 600 km de alcance.



Projeção 3D

Sistemas de projeção tridimensional. A evolução dos softwares e
sistemas de projeção transformariam, definitivamente, os sistemas
de defesa dos navios, elevando-os a um patamar superior, o
qual confeririam maior eficiência e segurança.




Os sistemas de comunicação incluiriam sistema de distribuição conjunta e transmissão de dados e informação, Enlace de Dados, os quais tornariam o NAe uma nave compatível com a doutrina de guerra centrada em redes.


Seriam ainda dotadas de sonares multi-função, integrados ao sistema de defesa e seriam concebidos a operar em duas freqüências (alta e média), o que os capacitaria a detectarem desde submarinos a pequenas minas, submarinos pigmeus e até submarinos-torpedos.



UUV - Submarino-Torpedo

UUV - SUBMARINO-TORPEDO



Como contra-medidas, essas belonaves possuiriam quatro sistemas de disparo de Chaff-Flares, detectores de emissões infravermelho e sistemas de defesa anti-torpedo. O sistema de guerra eletrônica instalado seria concebido para detectar emissões de radar hostis (RWR), determinando o tipo de ameaça e sua direção.


Seriam ainda equipados com sistemas de combate e controle integrados de armas para auto-defesa e ataque à superfície processados digitalmente. Das centrais de comandos, seus operadores teriam uma visão em três dimensões por projeção holográfica das informações obtidas por todos os “olhos e ouvidos” do navio além da compilação dos dados enviados por satélites e outras plataformas integradas.



3D Google Earth

Com sistemas capazes de interligar e coordenar as informações enviadas
pelos sensores do navio e informações por satélite, seriam gerados
mapas digitais em 3D os quais seriam projetados via holografia,
o que transformaria radicalmente as operações navais,
especialmente, no emprego de forças conjugadas.
(Imagem Google Earth)




Isso capacitaria os operadores a interagirem de forma real, pois os detalhes de relevo, deslocamento de tropas e clima seriam muito mais perceptíveis, dada a possibilidade de observar em 3D todos aspectos e detalhes do campo de batalha. Pela sua importância como centro de comando da frota, esses navios, imperativamente, deveriam ser aparelhados com sistemas de guerra eletrônica, comunicação, software e computadores no estado da arte.


SISTEMAS DE ARMAS


Os sistemas de armas embarcados nos navios seriam compostos de armamentos capazes de prover a defesa em dois níveis


Para a defesa de ponto, os NAes contariam com quatro baterias de canhões hexacanos de 40 mm com cadência de tiro de 6.000 projéteis por minuto, com 6 km de alcance máximo. Esses canhões operariam conjugados aos 4 lançadores óctuplos de mísseis M-3 MAAC-30R.



MMAC-30

M-3 MAAC-30R



A defesa de ponto se faz necessária, pois esta funciona como o último escudo do navio, o qual tem a finalidade de barrar a ameaça dos mísseis cujas velocidades e poder de manobra têm aumentado substancialmente nos últimos anos, tornando-se armas altamente letais e capazes de paralisar uma força naval mal defendida.


Por essa razão, o desenvolvimento de uma defesa de ponto eficaz faz-se necessária de modo a garantir a integridade de um navio, cujo valor militar e econômico é muito alto.


Não se pode descartar ainda a possibilidade de desenvolvimento de sistemas de defesa de ponto baseada em canhões laser, dado que a ameaça dos mísseis hipersônicos faz com que sistemas de defesa eficazes como VULCAN PHALANX e GOALKEEPER tornem-se obsoletos e ineficazes.


Para defesa de longo alcance, os NAes contariam com quatro lançadores verticais sêxtuplos de mísseis de defesa Anti-Aérea de longo alcance, M-6 MDAL-600 de 600 km de alcance; esse sistema seria desenvolvido a partir do sistema de defesa S-500, o qual está em desenvolvimento pela empresa Russa ALMAZ.



MDAL-600

M-6 MDAL-600



(Clique na arte abaixo para ampliação)

CIWIS

Exemplos consagrados de sistemas de defesa de ponto, na seqüência, GOALKEEPER SGE-30, VULCAN PHALANX, AK-630 e KORTIC. É imperativo que os futuros
navios de guerra possuam armas desse tipo, pois a ameaça crescente dos
mísseis anti-navio cada dia mais mortíferos e certeiros
pode inviabilizar uso de forças navais.




Acreditamos e esperamos que essa nova doutrina de defesa que se planeja para o nosso país se consolide, baseada em isenção de influências externas, constante aperfeiçoamento, valorização e auto-sustentabilidade da indústria nacional, o que, para o autor, seria o mais adequado ao país.


FICHA TÉCNICA


Tipo: Navio Aeródromo (NAe)

Tripulação: Capacidade total 3.000, padrão 600 tripulantes + 450 integrantes do grupamento aéreo.

Deslocamento: 60.000 toneladas.

Comprimento: 300 m.

Calado: 12 m.

Boca: 48 m.

Largura do convés: 76 m.

Propulsão: 3 Turbinas a gás ROLLS ROYCE MT-30, ou 2 turbinas GENERAL ELECTRIC GENX-BR, acopladas a 1 sistema de geração elétrica do tipo célula combustível ou um reator nuclear com dois reatores mais 2 turbinas a gás.

Alcance: 36.000 km (para o sistema de propulsão convencional).

Sensores: Sistema de radar integrado de busca aérea tridimensional Multi-Pulso, bandas (C-F/V e X); sistema de busca de superfície operaria na banda (G). Os radares seriam de tipo multifuncional de 480 km de alcance e o segundo do tipo radar de busca de 600 km de alcance. Dois sistemas de sonares multi-função, integrados ao sistema operando em duas freqüências (alta e média). Sistemas de contra-medidas eletrônicas, RWR, detectores de Infravermelho, detectores de emissões infravermelho e sistemas de defesa anti-torpedo, e 4 sistemas de disparo de Chaff-Flares.

Armamento: 4 baterias de canhões hexacanos de 40 mm com cadência de tiro de 6.000 projéteis por minuto e alcance máximo 6 km, 4 lançadores óctuplos de mísseis M-3 MAC-30-A/R e 4 lançadores verticais sêxtuplos de mísseis de defesa anti-aérea de longo alcance, MDAL-600 de 600 km de alcance.

Grupo aéreo embarcado: Capacidade padrão 60 aeronaves. Geralmente embarcados com 48 aeronaves AF-50N, 4 aeronaves de guerra eletrônica EF-50N, 4 aeronaves E-106N, 2 aeronaves de sensoriamento remoto R-106N, e 6 helicópteros de guerra naval, salvamento e resgate NH-24N.

Porém, em ocasiões específicas, o navio poderia ainda suportar o embarque de outros esquadrões de aeronaves, como o caso de esquadrões de reabastecimento aéreo composto por aeronaves KC-106N, e aeronaves cargueiras C-106N, e/ou helicópteros cargueiros CH-72N, e Drones
ARD-12 (em breve) e ARDH-9N.


Embarcações de apoio: 1 veículo Hovercraft DT-60 de transporte e apoio logístico, e 4 barcos de apoio e vigilância BP-120.
 

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A-16

Mais um ângulo de popa e bombordodo NAe A-16
Amazonas proposto no PROJETO POSSEIDON.
(Arte JR Lucariny).





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