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PLANO BRASIL

PROGRAMA MAR DE TITÃ

INDÚSTRIA NAVAL



NÍVEL  I - MAR PROFUNDO

FORÇA OCEÂNICA

PARTE I

PROJETO KRAKEN

SUBMARINOS CAÇADORES




(Clique na arte abaixo para ampliação)

KRAKEN - Pigmeu transportado por SNA

Submarino de Ataque transportando um Mini-submarino
PIGMEU do PROJETO KRAKEN.
(Arte Edilson Moura Pinto)

 
1) PROJETO KRAKEN

NÍVEL I - MAR PROFUNDO
SUBMARINOS CAÇADORES PARA O BRASIL.


AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


O PROGRAMA MAR DE TITÃ
visa a recuperação e consolidação da indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do PLANO BRASIL.


A primeira parte de seu NÍVEL I - MAR PROFUNDO, é denominada PROJETO KRAKEN, e apresenta o desenvolvimento nacional de um Submarino Nuclear de Ataque - SNA, capacitado à guerra futura.


O ano de 2006 terminou de forma tumultuada e recheado de acusações e discussões inebriantes, muitas vezes carregadas de eufemismos e levadas à mídia por Ex-Almirantes e seus colegas na Ativa.


No epicentro da controvérsia está a recente e polêmica decisão por parte da Marinha do Brasil em adquirir novos submarinos do tipo U-214 e modernização dos IKL-209, prorrogando, indefinidamente, a continuidade do projeto do Submarino Nuclear Brasileiro.


É possível que essas medidas tomadas pelo nosso governo venham a satisfazer temporariamente as necessidades (operação tapa-buraco) da nossa Marinha de Guerra. No entanto, nossa visão pessoal direciona-nos para um outro sentido, o da busca incessante pela autonomia e independência tecnológica, até mesmo porque algumas perguntas ainda carecem de serem respondidas.


Não teria sido feita a escolha dos IKL naquela dada altura justamente com o intuito de introduzir, capacitar e desenvolver nossa indústria, pessoal, maquinaria, ferramentas e sistemas?


Essa escolha então não nos capacitou a projetar e construir submarinos na forma como foi pretendida e tal qual se destina essa recente escolha pelos U-214 ? O que foi feito desse know-how ?


Ou a pergunta certa não seria? será que mais uma vez vamos adquirir sistemas, os quais em 15 anos já estarão defasados e em nada colaborarão para o desenvolvimento tecnológico, científico militar do nosso país?


E mais uma vez, daqui a 15 anos vamos novamente criar empregos em países estrangeiros, investindo vultosas quantias em suas indústrias sobre a justificativa de “capacitar nossa nação a um dia poder projetar e construir seus próprios submarinos” e manter o paradoxal círculo vicioso que há tempos assola nossas Forças Armadas.


A escolha do U-214 seria muito bem-vinda se viesse seguida da transferência de tecnologia, a qual pudesse dotar nossos submarinos da capacidade AIP e que não restringisse o desenvolvimento nacional de um submarino convencional paralelamente ao desenvolvimento de um de propulsão nuclear.


O que justifica, mais uma vez, como fator determinante e limitante nesta escolha foi a eterna falta de recursos. Falta de verbas esta que não atormenta nações social ou economicamente desfavoráveis em relação ao Brasil, tais como Índia, Rússia e até mesmo a China, cujos problemas sociais são ainda maiores que os nossos, dada a sua superlativa população.


Certamente, este assunto não está terminado e a problemática que o envolve ainda se mostrará mais difícil ainda de ser resolvida.


Somos favoráveis ao desenvolvimento nacional desse tipo de armas, ainda que para isso tenhamos que sacrificar uma geração, para que no futuro as próximas gerações não tenham o mesmo destino.


Nossas autoridades parecem viciadas em cometer os erros do passado, recorrendo a eles justamente nos períodos críticos, nos quais são necessárias mudanças profundas.


Estaríamos nós mais uma vez enterrando a possibilidade de desenvolvermos nossa indústria e mentes pensantes em detrimento da eterna falta de planejamento e ambição? Sem dúvida alguma, faz-se necessária uma mudança profunda.




PROJETO KRAKEN


Neste projeto, o qual denominamos 
PROJETO KRAKEN, apresentamos a possibilidade do desenvolvimento nacional de um submarino de ataque capacitado à guerra futura, guerra esta que lhe exigirá desempenhos ainda muito superiores aos praticados pelos atuais submarinos em operação no globo e que ainda são negligenciados por nossas autoridades.


Esse tipo de submarino terá que possuir excelentes capacidades de combate em guerra de litoral ou costeira, bem como em combates em águas azuis.


Para tanto, seu projeto deveria incorporar avanços em capacidades de poder de fogo, furtividade, sigilo, sistemas de espionagem eletrônica e comunicações.


O resultado desse projeto seria o de um Submarino Nuclear de Ataque - SNA, capaz de substituir, instalar e manter o poder de dissuasão da futura Força Naval Brasileira a partir do ano 2020 e durante o período corrente da primeira metade do século XXI.


Ele seria integrado à FSA (Força de Submarinos de Ataque), cuja doutrina de emprego se basearia em forças de submarinos compostas por um número considerável desses navios, aptos a desempenhar suas missões em quaisquer condições e em qualquer parte do globo terrestre, agindo isoladamente ou em grupos de batalha.


O Navio seria projetado e construído em sistema modular, incorporando seções modulares, que lhes possibilitariam incorporações de novos sistemas e facilitariam as futuras manutenções e modernizações.


O nível de máximo silêncio seria conseguido com a incorporação de revestimentos especiais e supressores acústico. Materiais com essas propriedades estariam presentes também nas interfaces das seções, bem como, nos compartimentos internos do navio. Isso reduziria em muito o ruído emitido pelas tripulações, o que tornaria a belonave ainda mais sigilosa.

A hidrodinâmica associada aos revestimentos externos da superfície seriam concebidas de forma a minimizar o atrito, o que associado ao grupo propulsor, permitiriam a essa nave deslocar-se a velocidades próximas a 60 km/h, quando submersas, mergulhando a profundidades de 450 m.
 


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Submarino de Ataque

Submarino Nuclear de Ataque proposto no PROJETO KRAKEN.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Esses navios, necessariamente, deveriam ser dotados de modernos sistemas de sonares, possuindo para isso um sonar principal esférico posicionado no nariz da nave; este sonar atuaria em ambos modos, passivo e ativo.


No entanto, o navio faria uso ainda de sonares rebocáveis e de seis grupos de sonares de abertura de detecção passiva, posicionados em grandes painéis de 3 em 3, distribuídos pelas laterais do submarino.


Os Navios contariam ainda com radares de navegação e de direção de tiro para mísseis de defesa Anti-Aérea.


Com a evolução natural dos sistemas eletro-óticos, novos sistemas de observação substituirão os tradicionais periscópios presentes nos atuais submarinos.


O
PROJETO KRAKEN deverá seguir a tendência mundial e incorporar tais sistemas. Esses dispositivos montados em mastros retráteis incorporariam sistemas de imageamento por TV, Infra-Vermelho - Ulta-Violeta IV-UV, e ainda deveriam incorporar telêmetros a laser ESM / GPS, cujas funções seriam as de permitir a classificação dos alvos a grandes distâncias com grande precisão, permitindo as tripulações das Naves obterem 360º de visão do campo de batalha.


As naves teriam ainda sistemas de sensores sub-aquáticos integrados a todos os outros sensores do submarino. Conectados via Enlace de Dados, esses sistemas proporcionariam conexões de dados táticos com outras plataformas,  como navios, aviões, satélites ou bases posicionadas em terra.


Os sistemas de armas dessa belonave englobariam uma plêiade de armamentos extremamente letais.


À sua frente, essa belonave teria 10 (dez) tubos de torpedos destinados ao lançamento de torpedos pesados Classe
TP-01
de 533 mm, 1.600 kg e 60 km de alcance (descritos no PROGRAMA CAVERNA DE VULCANO, Parte III, o TRIDENTE DE NETUNO), os quais teriam 8 recargas.



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TP-01 - Torpedo Pesado
 
Torpedo Naval Pesado TP-01
 


A belonave teria ainda outros 8 (oito) tubos frontais (sem recargas) dispostos ao lançamento de sua arma principal, o torpedo Super-Cavitante TPSC-01 de 533 mm, de 12 km de alcance e de 2.800 kg (também descrito no Projeto Tridente de Netuno), o qual seria baseado no torpedo super cavitante russo SHKVAL.



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TPSC-01 - Torpedo Supercavitante

Torpedo Super-Cavitante TPSC-01



Essa nova arma seria desenvolvida para operar em simbiose com o submarino de ataque. Faria uso de um sistema propulsor composto de um motor a jato capaz de impulsioná-lo a grandes velocidades, permitindo-lhe as condições necessárias para efetuar o translado em túnel supercavitante, diminuindo com isso o seu atrito hidrodinâmico, permitindo-lhe atingir velocidades próximas a 450 km/h, e constituindo-se na bala de prata das forças de ataque submarinas.


Outros sistemas de armas seriam também incorporados ao
PROJETO KRAKEN, de forma a capacitar tais belonaves ao lançamento vertical de mísseis de cruzeiro, ainda que em submersão e movimento.
 


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Seção do casco do submarino e seus silos lançadores
verticais, contendo os casulos lançadores de mísseis
de Ataque naval e de bombardeio de cruzeiro

(Arte Edilson Moura Pinto)



Para tanto, a belonave teria em sua corcova o espaço reservados para até 24 silos de lançamento de mísseis, cujas operações padrão se constituiriam em 12 sub-mísseis Anti-Navio de logo alcance MANL-360, e um misto de até 12 sub-mísseis bombardeiros de cruzeiro de médio alcance MBM-360 e ou mísseis de cruzeiro de longo alcance MCBL-3000.



MCBL-3000

Mísseis de Cruzeiro MCBL-3000



Além dessas armas, os submarinos do PROJETO KRAKEN seriam capacitados a lançarem minas navais e estariam ainda habilitados a operarem integralmente, lançando e resgatando grupos de Forças Especiais da MB  - GRUMEC.


Para isso, a belonave possuiria uma “câmara de quarentena”, destinada ao resgate e lançamento de tropas, posicionada logo à ré da vela do submarino.


Essa seção abrigaria as Forças Especiais - os GRUMEC, durante o processo de embarque e desembarque aos mini-submarinos (pigmeus) de forças especiais (também transportados na corcova do navio), o qual funcionaria como nave-mãe.



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Ilustração da posição da seção da câmara de quarentena, destinada ao resgate
e lançamento de tropas posicionada logo à ré da vela do submarino
.
(Arte Edilson Moura Pinto)



Tal seção seria construída de forma a poder recolher, ainda que em submersão, os mergulhadores que, por característica da missão, tivessem que executá-la sem o auxílio dos pigmeus.


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Pigmeu

Mini-submarino de infiltração de forças especiais -
PIGMEU do PROJETO KRAKEN.
(Arte Edilson Moura Pinto)
 


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Pigmeu transportado por SNA

Submarino de Ataque transportando um Mini-submarino
PIGMEU do PROJETO KRAKEN.
(Arte Edilson Moura Pinto)




As naves seriam capacitadas ainda à operação de mini-submarinos não tripulados destinados à guerra Anti-Mina e reconhecimento.


As dimensões dessa nova família de submarinos nacionais seriam de 120 m de comprimento por 12 m de diâmetro. Com a aplicação de tecnologias e do conceito de automação, transportariam uma tripulação muito reduzida de, no máximo, 72 tripulantes, podendo ainda transportar até 24 comandos ou até 60 náufragos.


Os maiores espaços internos, devido à redução das tripulações, proporcionariam aos usuários melhores níveis de conforto físico e psicológico.


Seriam também introduzidos no projeto sistemas e dispositivos que permitissem aos tripulantes uma maior interface homem/máquina. Com isso, suas tripulações estariam melhor preparadas para os desafios a que seriam deparadas.


A planta propulsora dos submarinos seria constituída por reatores termo-nucleares do tipo
PWR
, resfriados por circuitos fechados (circuitos primários), constituídos de bomba, gerador de vapor e pressurizador.


Os geradores de vapor produzem vapor que trabalha em um circuito fechado (circuitos secundários), constituído de turbinas, condensadores e bombas.


As turbinas seriam projetadas e constituídas de tal forma a acionarem os geradores elétricos de bordo e ainda poderem acionar diretamente a linha de eixo de propulsão ou acionarem os geradores elétricos, cuja energia alimentaria um motor elétrico de propulsão.


O grupo propulsor seria composto por dois reatores nucleares e duas turbinas capazes de produzirem 30 MW e 45.000 Hp.




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