O PROGRAMA
MAR DE TITÃ visa
a recuperação e consolidação da
indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do
PLANO
BRASIL.
A segunda parte de seu NÍVEL II -
PLATAFORMA CONTINENTAL,
é denominada PROJETO CARIBDE, e apresenta o desenvolvimento nacional de um NAVIO DE PATRULHA COSTEIRA, capacitado à guerra costeira futura.
PROJETO
CARIBDE
Concebidos
para serem os futuros NAVIOS DE PATRULHA COSTEIRA -
NPC, do PROJETO CARIBDE, teriam seus conceitos
baseados na famosa e bem sucedida família de corvetas da Classe
VISBY.
Esses navios seriam construídos em conceito FURTIVO, e adotariam todos os conceitos e
avanços dos Projetos englobados no PROGRAMA MAR DE TITÃ.
O desenho dos NPC seria orientado a garantir invisibilidade aos radares
e até mesmo ao olho nu, adotando-se para tal, camuflagens
especiais. Seus sistemas de orientação e
detecção seriam concebidos para operarem em modo passivo,
permitindo assim a esses navios operarem em silêncio, quando
necessário.
Seu ruído hidroacústico também seria reduzido e
conceitos estruturais e aplicações de revestimentos e
materiais especiais garantiriam às embarcações a
capacidade de operarem de forma mais discreta e segura.
Os navios contariam com os mesmos sistemas opto/eletrônicos
empregados nos navios do PROJETO CILA,
os quais se baseiam em sistemas de comando, controle e
comunicações, conectados aos sistemas de combate e
controle de fogo.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vista
superior do NPC do PROJETO
CARIBDE.
O desenho furtivo e o
conceito aplicado nesse navio seriam similares aos empregados no
projeto sueco da corveta polivalente VISBY.
(Arte Edilson
Moura
Pinto)
Sistemas seguros de
comunicação digitalizadas e operadas via satélite
garantiriam a troca via Enlace de Dados das informações
captadas e transmitidas por outros navios.
Tais sistemas, comuns a toda a frota, permitiriam a conexão via
vídeo-conferência às redes de comando espalhadas
pela costa e integradas aos Centros de Comando Integrados das
Força Armadas.
Seu sistema de armamentos incluiria a utilização de um
reparo magnético de canhão 105 mm. Os navios
contariam ainda com 2 canhões 20 mm posicionados nas laterais
da nave.
Para defesa antiaérea, os NPC contariam ainda com 4
células verticais para lançamento de mísseis de
defesa Anti-Aérea, MAAC-30
I e R , de 18 km de alcance.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Míssil MAAC-30
No entanto, suas armas principais
seriam os 12 reparos verticais fixos para lançamento de
mísseis polivalentes Anti-Navio MANM
-120 e mísseis de ataque
direto MATM-36, empregados contra embarcações de
baixa tonelagem.
(Clique nas
artes abaixo para ampliação)
Míssil MANM-120
Mísseis MATM-36
Dois reparos fixos triplos de torpedos
leves TP-02 seriam as principais armas Anti-Submarinas
transportadas pelos NPC. No entanto, tais navios seriam capacitados a
lançarem minas e cargas de profundidade.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Torpedo Leve TP-02
Sua planta motriz seria
baseada em uma turbina a gás GEnx-75 BR, versão melhorada
e nacionalizada da turbina aeronáutica utilizada no VC-350 (PROJETO OLIMPO),
associado a um sistema AIP de 1.800 kW.
A propulsão dos NPC seria do tipo hidrojato e seu projeto seria
desenvolvido aéreo / hidrodinamicamente para deslocar-se a
velocidades de 85 km/h, o que seria perfeitamente possível dado
ao emprego do sistema combinado de propulsão.
Em ocasiões específicas, essas embarcações
acionariam o motor elétrico, o qual lhes confeririam velocidades
inferiores da ordem de 24 km e maior discreção, dada a
supressão de emissões Infra-Vermelhas IV e de
ruídos.
Todos os sistemas eletrônicos, tais como sonares, rádios e
radares seriam idênticos aos implantados nos navios do PROJETO CILA.
O NPC seria equipado com SONAR montado no casco capazes de detectar
minas, mas também operariam veículos
não-tripulados de contra-minagem.
Na ponte de comando da embarcação, o capitão e
seus subordinados teriam à disposição um sistema
conjunto de módulo multi-sensor, o qual integraria os dados
provenientes dos radares de freqüência dual e sonares de
casco ou dos sistemas implantados nos veículos
não-tripulados.
A busca aérea seria efetuada pelo radar multi-funcional 3D, cuja
operação se faria através da banda
C.
Provendo vigilância aérea e de superfície, esse
sistema garantiria ainda a detecção e
indicação de alvos para os sistemas de armas, podendo
lidar com múltiplas ameaças, simultaneamente.
A integração dos sistemas de armas seria
particionada com o radar multi-sensor, o qual possuiria ainda a
capacidade de operar nos modos I e J para controle de tiro.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
Vista
lateral do NPC do PROJETO
CARIBDE,
onde se observa a seção
frontal do navio e o seu canhão de 105 mm, a sua superestrutura
ao
centro, o hangar à ré e o heliponto. Esses navios seriam
a ponta
de lança da defesa costeira e litorânea do País.
(Arte Edilson Moura
Pinto)
As dimensões do NPC seriam de 72
m de comprimento, 18 de largura e 16 de altura, deslocaria 640.000 kg,
e teria alcance de 10.000 km.
A tripulação habitual seria de 24 homens, e o grupamento
aéreo extra seria composto por 9 integrantes.
Os patrulheiros seriam ainda capacitados a transportarem 12 integrantes
do GRUMEC, os quais os
capacitariam a serem usados em missões de
infiltração de Forças Especiais.
Em ocasiões de salvamento, um CARIBDE seria capaz de recolher e
abrigar até 24 náufragos. Sua autonomia lhe conferiria a
possibilidade de efetuar missões por até 30 dias,
ininterruptamente.
Como os demais navios do PROJETO CILA,
os CARIBDE seriam equipados com módulos especiais para a
pilotagem simultânea de até duas aeronaves
não-tripuladas - Drones - NDH-9N e ARDH-9N, da CLASSE
HORUS de Helicópteros Leves.
NDH-9N
O destacamento aéreo
padrão operado pelos NPC se constituiria de uma aeronave
não-tripulada NDH-9N; no entanto, em missões que
exigissem, esses navios poderiam abarcar facilmente em seu hangar uma
aeronave tripulada NH-24 da CLASSE
ISIS de Helicópteros
Médios.
NDH-9N
Tais navios atuariam na Futura
Força Naval, substituindo com folga os atuais patrulheiros da
Classe GRAJAÚ, as corvetas INHAÚMA, a corveta BARROSO e
demais embarcações destinada a essas missões.
Os NPC serviriam ainda de base para o projeto de Navios de Patrulha
Fluvial (NPF), cujos itens em comum seriam da ordem de 95 %. O NPF
será apresentado no NÍVEL III - MANANCIAL, do PROJETO MAR
DE TITÃ, PROJETO OXUM.