
PLANO BRASIL
PROGRAMA MAR DE TITÃ
INDÚSTRIA NAVAL
(Clique na arte abaixo para ampliação)
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Submarino Nuclear de Ataque proposto no Projeto Kraken.
(Arte Edilson Moura Pinto)
3) COMPONENTE NAVAL
NÍVEL I - MAR PROFUNDO - FORÇA OCEÂNICA Nível I - Mar Profundo
Projeto Kraken - Submarinos Caçadores
Projeto Posseidon - Navio-Aeródromo
Projeto Drakkar - Navios de Assalto Anfíbio
Projeto Thor - Cruzadores Oceânicos
NÍVEL II - PLATAFORMA CONTINENTAL - FORÇA DE DEFESA COSTEIRA
Nível II - Plataforma Continental
Projeto Cila - Navios Cruzadores Costeiros
Projeto Caribde - Navios de Patrulha Costeira
Projeto Sereia - Embarcações Rápidas de Patrulha
RECUPERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA INDÚSTRIA NAVAL.
AUTOR : EDILSON MOURA PINTO
INTRODUÇÃO
Este trabalho de Edilson Moura Pinto no PLANO BRASIL propõe que o Brasil invista na recuperação e consolidação de sua indústria naval em um programa que se divide em 3 Níveis de Atuação e de Forças de Emprego, sendo um Nível dedicado às Forças Oceânicas, um à Força de Defesa Costeira e o terceiro dedicado à Força Fluvial (aqui não tratado), fundamental para nossos interesses na Amazônia.
O fim da Guerra Fria, após o colapso da ex-União Soviética, não trouxe ao mundo a tão sonhada “era de paz e prosperidade”, como muito foi propalado por todos os meios de comunicação.
Pelo menos no que tange à paz, o que se viu foram conseqüências contrárias, pois o mundo assistiu a uma escalada ainda maior de poder militar e de uma silenciosa corrida armamentista, que agora parece ser ocultada pelos meios de comunicação.
Essa escalada contraria totalmente a linha filosófica daqueles que, especificamente sobre o nosso país, repetidamente, afirmavam - “A partir de agora, o Brasil não precisa se preocupar com o fantasma de uma possível guerra”.
O que se viu em conseqüência foi uma considerável redução dos recursos das Forças Armadas como dividendo da paz. Muito bonito no discurso, mas insano e impraticável, dada as conjunturas internacionais, dado que ainda nos dias atuais e, possivelmente, neste novo século, a civilização humana não ultrapassará a fase de resolução de conflitos por meios violentos.
Não se pode negligenciar a possibilidade de o Brasil, devido às suas características geográficas e políticas, sofrer agressões de nações estrangeiras, cujos interesses não estejam de acordo com os nossos.
Nosso País necessita vitalmente de possuir meios dissuasivos capazes de infringir danos àqueles que tentarem ultrajar a nossa soberania. Isso não significa sonhar em ser os "Estados Unidos da América", mas sim exercer plenamente nosso direito de defesa, adotando, para tal, políticas e sistemas de defesas capazes de nos garantir a auto-suficiência e o "auto-poder" de proteção.
Os desafios são enormes e com certeza demandam muito esforço e planejamento, mas certamente sobrecairá na adoção de sistemas de defesa aéreos, terrestres e navais muito mais capazes do que os atuais em operação nas nossas Forças Armadas.
Particularmente, o Poder Naval, tema deste artigo, deverá ser considerado prioritário, e uma reestruturação das forças navais deverá ser implantada.
Devido ao seu extenso litoral e à sua posição geográfica, o mar constitui-se em um ponto fraco para a defesa do país.
A possível ameaça de uma nação estrangeira, fatalmente, ocorreria pelo mar, pois esta faria uso da extensa linha costeira e da falta de recursos necessários para a sua defesa, para iniciar operações de desembarque e bloqueio naval, a fim de neutralizar as possíveis defesas.
Não obstante a isso, pelo mar transporta-se 95 % de nossas riquezas. Isso sem contar com as inexploradas plataforma continental e fluvial, que podem vir a ser, segundo os especialistas, a maior fonte de recursos econômicos para o nosso país.
Os potenciais de exploração petrolífera, gás, fauna, flora, turística, de navegação e de transporte, sequer estão em sua fase embrionária, mais uma razão para que seja implantada uma nova política radical e inédita de defesa, preservação e manutenção de nossas águas e o que debaixo delas existam.
Nesse contexto, apresentamos o presente artigo, que denominamos PROGRAMA MAR DE TITÃ, e cuja proposta engloba uma total reestruturação da nossa FORÇA NAVAL.
Apresentaremos este PROGRAMA em 2 (dois) Níveis de Atuação e de Forças de Emprego, os quais classificamos:
O NÍVEL I - MAR PROFUNDO, correspondente às FORÇAS OCEÂNICAS, ou Forças de Combate com Capacidade Oceânica, as quais farão uso das forças de superfície, anfíbias e submarinas necessárias para garantir a defesa naval a distâncias globais.
O NÍVEL II - PLATAFORMA CONTINENTAL, considera a adoção de uma FORÇA DE DEFESA COSTEIRA composta por navios, aeronaves, submarinos e sistemas de defesa capacitados à guerra costeira e de defesa da plataforma continental, seus recursos, plataformas petrolíferas e navios, mas também capacitada à defesa de litoral e portos.
PROGRAMA MAR DE TITÃOutra demanda dessa grande empreitada nacional pela busca de uma indústria autônoma seria a da produção de navios destinados às funções civis, tais como embarcações de salvamento de submarinos, navios faroleiros, diques flutuantes e rebocadores.
NÍVEIS DE ATUAÇÃO
DAS FORÇAS NAVAIS
NÍVEL
FORÇA NAVAL
ATUAÇÃO I FORÇA OCEÂNICA
MAR PROFUNDO
II FORÇA DE
DEFESA COSTEIRA
PLATAFORMA
CONTINENTAL
O PROGRAMA MAR DE TITÃ seria, sem dúvida, o mais ambicioso e caro projeto de desenvolvimento já posto em prática pelo nosso país, mas, se considerado e praticado, nos capacitaria a desempenhar plenamente nosso papel como nação soberana e pacífica.
A manutenção permanente das capacidades militares necessita fundamentalmente de pessoal, doutrina, treino e aperfeiçoamento, mas, mais do que nunca, de investimento sustentado e continuado em material.
Este planejamento demandará das administrações futuras a continuidade dos programas por um período de pelo menos 20 anos, de modo a manter os meios relevantes, quer por atualização, quer por substituição.
Os navios seriam projetados em ambiente CAD 3D, tal como faz a EMBRAER no desenvolvimento de seus aviões. Isso permitiria melhores desenvolvimentos de projetos, mais baratos, rápidos e precisos, eliminando alguns ciclos e processos de construção e avaliação de provas.
Ao longo de 20 anos, período estimado para conclusão dos projetos, desenvolvimento, produção e entrega dos meios navais, os projetos desses navios seriam coordenadas pelo DENAPROM, a qual englobaria a atual EMGEPRON e demais estaleiros nacionais, distribuindo as responsabilidades e construções, homogeneamente, pelo território nacional, de forma a capacitar ao máximo o desenvolvimento de nossa indústria.
O primeiro passo seria a avaliação da capacidade produtiva dos estaleiros através de um senso, do qual se traçaria as estratégias, prazos e necessidades de desenvolvimento industrial da estrutura individual dos estaleiros.
Estes, por sua vez, seriam classificados de acordo com a tonelagem dos navios que seriam capazes de montar. Os grandes estaleiros seriam responsáveis pelos projetos de maior envergadura, tais com Navios-Aeródromos e cargueiros.
Os médios montariam navios de escolta e submarinos. Os intermediários montariam navios de patrulha, ficando os estaleiros leves responsáveis pela produção de embarcações menores, como lanchas e botes.NÍVEIS DE ATUAÇÃO
Os NÍVEIS DE ATUAÇÃO acima podem ser aqui acessados:
NÍVEL I - MAR PROFUNDO