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PLANO BRASIL

PROGRAMA MAR DE TITÃ

INDÚSTRIA NAVAL



(Clique na arte abaixo para ampliação)
 
Submarino de Ataque

Submarino Nuclear de Ataque proposto no Projeto Kraken.
(Arte Edilson Moura Pinto)



3) COMPONENTE NAVAL

NÍVEL I - MAR PROFUNDO - FORÇA OCEÂNICA ATUALIZADO
Nível I - Mar Profundo
2007
Projeto Kraken - Submarinos Caçadores
2007
Projeto Posseidon - Navio-Aeródromo
n
Projeto Drakkar - Navios de Assalto Anfíbio
2007
Projeto Thor - Cruzadores Oceânicos
2007

NÍVEL II - PLATAFORMA CONTINENTAL - FORÇA  DE DEFESA COSTEIRA
ATUALIZADO
Nível II - Plataforma Continental
2007
Projeto Cila - Navios Cruzadores Costeiros
2007
Projeto Caribde - Navios de Patrulha Costeira
2007
Projeto Sereia - Embarcações Rápidas
de Patrulha

2007

NÍVEL III - MANANCIAL  -
FORÇA  FLUVIAL

ATUALIZADO
Nível III - Manancial

Projeto - BREVE

Projeto - BREVE

Projeto - BREVE




RECUPERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA INDÚSTRIA NAVAL.

AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


Este trabalho de Edilson Moura Pinto no
PLANO BRASIL propõe que o Brasil invista na recuperação e consolidação de sua indústria naval em um programa que se divide em 3 Níveis de Atuação e de Forças de Emprego, sendo um Nível dedicado às Forças Oceânicas, um à Força de Defesa Costeira e o terceiro dedicado à Força Fluvial, fundamental para nossos interesses na Amazônia.


O fim da Guerra Fria, após o colapso da ex-União Soviética, não trouxe ao mundo a tão sonhada “era de paz e prosperidade”, como muito foi propalado por todos os meios de comunicação.


Pelo menos no que tange à paz, o que se viu foram conseqüências contrárias, pois o mundo assistiu a uma escalada ainda maior de poder militar e de uma silenciosa corrida armamentista, que agora parece ser ocultada pelos meios de comunicação.



Essa escalada contraria totalmente a linha filosófica daqueles que, especificamente sobre o nosso país, repetidamente, afirmavam - “A partir de agora, o Brasil não precisa se preocupar com o fantasma de uma possível guerra”.


O que se viu em conseqüência foi uma considerável redução dos recursos das Forças Armadas como dividendo da paz. Muito bonito no discurso, mas insano e impraticável, dada as conjunturas internacionais, dado que ainda nos dias atuais e, possivelmente, neste novo século, a civilização humana não ultrapassará a fase de resolução de conflitos por meios violentos.



Não se pode negligenciar a possibilidade de o Brasil, devido às suas características geográficas e políticas, sofrer agressões de nações estrangeiras, cujos interesses não estejam de acordo com os nossos.


Nosso País necessita vitalmente de possuir meios dissuasivos capazes de infringir danos àqueles que tentarem ultrajar a nossa soberania. Isso não significa sonhar em ser os "Estados Unidos da América", mas sim exercer plenamente nosso direito de defesa, adotando, para tal, políticas e sistemas de defesas capazes de nos garantir a auto-suficiência e o "auto-poder" de proteção.


Os desafios são enormes e com certeza demandam muito esforço e planejamento, mas certamente sobrecairá na adoção de sistemas de defesa aéreos, terrestres e navais muito mais capazes do que os atuais em operação nas nossas Forças Armadas.



Particularmente, o Poder Naval, tema deste artigo, deverá ser considerado prioritário, e uma reestruturação das forças navais deverá ser implantada.



Devido ao seu extenso litoral e à sua posição geográfica, o mar constitui-se em um ponto fraco para a defesa do país.



A possível ameaça de uma nação estrangeira, fatalmente, ocorreria pelo mar, pois esta faria uso da extensa linha costeira e da falta de recursos necessários para a sua defesa, para iniciar operações de desembarque e bloqueio naval, a fim de neutralizar as possíveis defesas.



Não obstante a isso, pelo mar transporta-se 95 % de nossas riquezas. Isso sem contar com as inexploradas plataforma continental e fluvial, que podem vir a ser, segundo os especialistas, a maior fonte de recursos econômicos para o nosso país.



Os potenciais de exploração petrolífera, gás, fauna, flora, turística, de navegação e de transporte, sequer estão em sua fase embrionária, mais uma razão para que seja implantada uma nova política radical e inédita de defesa, preservação e manutenção de nossas águas e o que debaixo delas existam.



Nesse contexto, apresentamos o presente artigo, que denominamos PROGRAMA MAR DE TITÃ, e cuja proposta engloba uma total reestruturação da nossa
FORÇA NAVAL.


Apresentaremos este 
PROGRAMA em 3 (três) Níveis de Atuação e de Forças de Emprego, os quais classificamos:


O NÍVEL I - MAR PROFUNDO, correspondente às FORÇAS OCEÂNICAS, ou Forças de Combate com Capacidade Oceânica, as quais farão uso das forças de superfície, anfíbias e submarinas necessárias para garantir a defesa naval a distâncias globais.


O NÍVEL II - PLATAFORMA CONTINENTAL, considera a adoção de uma FORÇA DE DEFESA COSTEIRA composta por navios, aeronaves, submarinos e sistemas de defesa capacitados à guerra costeira e de defesa da plataforma continental, seus recursos, plataformas petrolíferas e navios, mas também capacitada à defesa de litoral e portos.


O
NÍVEL III - MANANCIAL, considera a adoção de uma FORÇA FLUVIAL composta por embarcações destinadas à defesa dos rios, estuários e baías.



PROGRAMA MAR DE TITÃ

NÍVEIS DE ATUAÇÃO

DAS FORÇAS NAVAIS



NÍVEL
FORÇA NAVAL
ATUAÇÃO
I FORÇA OCEÂNICA
MAR PROFUNDO
II FORÇA  DE
DEFESA COSTEIRA
PLATAFORMA
CONTINENTAL

III

FORÇA FLUVIAL
MANANCIAL



Outra demanda dessa grande empreitada nacional pela busca de uma indústria autônoma seria a da produção de navios destinados às funções civis, tais como embarcações de salvamento de submarinos, navios faroleiros, diques flutuantes e rebocadores.


PROGRAMA MAR DE TITÃ seria, sem dúvida, o mais ambicioso e caro projeto de desenvolvimento já posto em prática pelo nosso país, mas, se considerado e praticado, nos capacitaria a desempenhar plenamente nosso papel como nação soberana e pacífica.


A manutenção permanente das capacidades militares necessita fundamentalmente de pessoal, doutrina, treino e aperfeiçoamento, mas, mais do que nunca, de investimento sustentado e continuado em material.



Este planejamento demandará das administrações futuras a continuidade dos programas por um período de pelo menos 20 anos, de modo a manter os meios relevantes, quer por atualização, quer por substituição.



Os navios seriam projetados em ambiente CAD 3D, tal como faz a EMBRAER no desenvolvimento de seus aviões. Isso permitiria melhores desenvolvimentos de projetos, mais baratos, rápidos e precisos, eliminando alguns ciclos e processos de construção e avaliação de provas.



Ao longo de 20 anos, período estimado para conclusão dos projetos, desenvolvimento, produção e entrega dos meios navais, os projetos desses navios seriam coordenadas pelo  DENAPROM, a qual englobaria a atual EMGEPRON e demais estaleiros nacionais, distribuindo as responsabilidades e construções, homogeneamente, pelo território nacional, de forma a capacitar ao máximo o desenvolvimento de nossa indústria.



O primeiro passo seria a avaliação da capacidade produtiva dos estaleiros através de um senso, do qual se traçaria as estratégias, prazos e necessidades de desenvolvimento industrial da estrutura individual dos estaleiros.


Estes, por sua vez, seriam classificados de acordo com a tonelagem dos navios que seriam capazes de montar. Os grandes estaleiros seriam responsáveis pelos projetos de maior envergadura, tais com Navios-Aeródromos e cargueiros.


Os médios montariam navios de escolta e submarinos. Os intermediários montariam navios de patrulha, ficando os estaleiros leves responsáveis pela produção de embarcações menores, como lanchas e botes.




NÍVEIS DE ATUAÇÃO


Os NÍVEIS DE ATUAÇÃO acima podem ser aqui acessados :




NÍVEL I - MAR PROFUNDO






NÍVEL II - PLATAFORMA CONTINENTAL