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PLANO BRASIL

PROGRAMA MAR DE TITÃ

INDÚSTRIA NAVAL



NÍVEL  I - MAR PROFUNDO

FORÇA OCEÂNICA



(Clique na arte abaixo para ampliação)
 
Submarino de Ataque

Submarino Nuclear de Ataque proposto no Projeto Kraken.
(Arte Edilson Moura Pinto)

AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO



O NÍVEL I - MAR PROFUNDO, correspondente às FORÇAS OCEÂNICAS, ou Forças de Combate com Capacidade Oceânica, as quais farão uso das forças de superfície, anfíbias e submarinas necessárias para garantir a defesa naval a distâncias globais.


Nesse caso de FORÇA NAVAL, o elevado valor unitário da aquisição de plataformas de combate torna essa demanda ainda mais dolorosa, necessitando mais do que nunca o planejamento correto e antecipado de aquisição de novos meios que, por necessidade, devem contar sempre que possível com tecnologias que não dependam de razões externas.



Será necessária a criação de comissões compostas por membros do governo, militares, setores da indústria de defesa e da sociedade civil, cuja finalidade será o planejamento das Forças Armadas. Isso permitirá, de forma interativa, manter atualizadas as prioridades de investimento e do andamento dos projetos.


Assim, em períodos cíclicos, tal comissão se reuniria para rever os programas em andamento, avaliando as novas necessidades e sugerindo soluções para os problemas encontrados.



As características dessa nova força se sobressairiam pela adoção de conceitos inovadores.



As belonaves seriam concebidas de forma a operarem de modo independente o máximo possível, atuando, se necessário, isoladamente dos grupos navais.



As operações navais, sejam no mar aberto, nos estuários dos rios ou em águas litorais, expõem de maneira muito mais perigosa a vulnerabilidade dos meios navais. Por isso, as embarcações do futuro, necessariamente, terão de dispor de sistemas capazes de diminuir ao máximo as assinaturas radar e de infravermelhos. Suas estruturas abarcarão internamente os sistemas de antenas radares, artilharia e lançadores dos mísseis e torpedos.



Sua superfícies serão revestidas de Materiais Radar Absorvente (MARA) e suas geometrias serão projetadas para refletirem, caoticamente, os sinais provenientes destes.



Sua hidrodinâmica será projetada de forma a minimizar o ruído proveniente das praças de máquinas, deslocamento na água e de pessoal a bordo.



Os sistemas de detecção deverão ser concebidos a operarem em sistema passivo, diminuindo suas emissões e ocultando a posição das embarcações.


Tal como o fazem o sistema Sea Spotter da israelense RAFAEL, baseado na detecção passiva de radiações Infra-Vermelhas IV, é capaz de detectar a aproximação de meios aéreos e navais sem revelar sua presença ao inimigo.



As belonaves de grande porte seria concebidas a possuírem sistemas
C4ISR, utilizando para tal sistemas integrados de rede conectados via satélite, capazes de efetuar atualizações dos dados e trocas de informações com outras Forças Navais, Terrestres e Aéreas, bem como belonaves menores.


Os sistemas fornecerão maior proteção às forças e possibilitarão ataques de precisão com mísseis e artilharia guiada, defesa contra ataques de mísseis táticos ou balísticos, e ainda a capacidade de ataque em cooperação por vetoração de mísseis ou bombas lançadas por outras plataformas.



Os projetos dos navios do futuro deverão incorporar os sistemas de disparo vertical de mísseis incorporados à estrutura das plataformas; isso lhes garantiria menor assinatura aos radares e Infra-Vermelho IV.



Seriam adotados sistemas de artilharia compostas por canhões retráteis, também incorporadas à estrutura dos navios, cuja tecnologia incluiria os sistemas de disparo magnéticos e que fariam uso de munições guiadas.


No caso das escoltas pesadas, seriam empregados canhões de 155 mm, semelhantes aos da artilharia terrestre, o que reduziria o custo do desenvolvimento e aumentaria a intercambiabilidade dos sistemas.



Os sistemas de artilharia seriam compostos por mísseis, torpedos e canhões de baixo calibre, 20 e 30 mm. Capazes de efetuar ataque e defesa em quaisquer condições meteorológicas e de terreno.



Os sistemas de defesa Anti-Aérea seriam concebidos a abaterem mísseis balísticos na sua fase descendente, enquanto ou mesmo a distâncias de 500 km.



As componentes aéreas embarcadas seriam desenvolvidas para operarem com o máximo de fator comum com as suas congêneres terrestres.



Os Navios-Aeródromos e de Assalto Anfíbio seriam concebidos de forma a operarem o máximo possível sobre o mar, armados e atualizados com os melhores sistemas de defesa e ataque.



As Forças Anfíbias seriam dotadas de plataformas mais velozes e versáteis que as atuais, capazes de operar isoladamente em uma missão de ataque e infiltração de forças.



As forças de submarinos seriam igualmente concebidas para operarem com capacidade autônoma e isoladamente, capazes de lançarem mísseis de cruzeiro e de ataque naval, e capazes de detectarem minas.



As estruturas desses navios seriam em sua maioria concebidas em materiais compostos (fibras, resinas e cerâmicas) capazes de conferir maior resistência mecânica e à corrosão, mas também capazes de diminuir a assinatura por radar. Construídas em sistemas modulares, permitiriam melhores manutenções e trocas de seções danificadas por ataques de mísseis ou outros tipos de armas.



Teriam de ser construídos adotando sistemas autônomos de manutenção, operacionalidade e rearmamento, de forma a reduzir o número de integrantes de suas tripulações para menos de 1/3 do número de tripulantes necessários atualmente.



Conceitos como TRIMARÃS e CATAMARÃS deveriam ser avaliados pelos laboratórios de teste, de forma a conceber navios mais estáveis e resistentes a impactos laterais de armas, bem como reduzindo sua área superficial exposta à superfície.



O PROGRAMA MAR DE TITÃ, que visa a recuperação e consolidação da indústria naval brasileira, parte inicial do Componente Naval do Plano Brasil, seria então iniciado aqui pelo NÍVEL I - MAR PROFUNDO - FORÇA OCEÂNICA.


A primeira parte desse NÍVEL I, denominada PROJETO KRAKEN, apresenta o desenvolvimento nacional de um Submarino Nuclear de Ataque - SNA, capacitado à guerra futura.


A segunda parte é denominada
PROJETO POSSEIDON, com os Navios-Aeródromos - NAE. A terceira parte é denominada PROJETO DRAKKAR, com Navios de Assalto Anfíbio - NAA. A quarta parte é chamada PROJETO THOR, com Cruzadores Oceânicos.
 


FORÇA OCEÂNICA


PROJETOS
MEIOS
KRAKEN
SUBMARINOS
CAÇADORES
POSSEIDON NAVIOS-
AERÓDROMOS
DRAKKAR
NAVIOS DE
ASSALTO ANFÍBIO
THOR
CRUZADORES
OCEÂNICOS






PROJETOS NAVAIS - NÍVEL I


Os Projetos Navais do Nível I -
FORÇA OCEÂNICA, podem ser aqui acessados:



NÍVEL I - MAR PROFUNDO - FORÇA OCEÂNICA


1) PROJETO KRAKEN









2) PROJETO POSSEIDON



NAe Amazonas


3) PROJETO DRAKKAR