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PLANO BRASIL

PROGRAMA LUA DE SATURNO

INDÚSTRIA AERONÁUTICA



PARTE IV

PROJETO PROMETEU

MODERNIZAÇÃO DA

FROTA DE TREINADORES




AT-29+

Treinador avançado proposto para a Força Aérea AT-29+.
(Arte Edilson Moura Pinto)

MODERNIZAÇÃO DA FROTA DE TREINADORES

AUTOR : EDILSON MOURA PINTO




INTRODUÇÃO


O embargo à venda de armas imposto pelos EUA a Venezuela causou um impacto direto sobre a nossa indústria. A proibição da venda dos atuais AT-29 e A-1T para a Venezuela mostrou-nos o quão vulnerável está a nossa indústria aos interesses de outras Nações.


No entanto, isso não deve ser interpretado como motivo de inimizade, pois os EUA têm direito de negar sua tecnologia a Países que consideram possíveis ameaças. Agora, cabe decidirmos se queremos depender deles no que se refere à tecnologia.


Esse fato serviu para nos mostrar que é importante e imperativo dominarmos todos os ciclos e fatores referentes à tecnologia. Cabe afirmar ainda que ninguém impediu os russos de vender aos venezuelanos armas e sistemas muito mais letais do que os que a EMBRAER se propunha a oferecer.


Com as recentes aquisições de 99 moderníssimos AT-29 Super Tucano, a Força Aérea Brasileira (FAB) ingressou no século XXI, como pode-se dizer,  com o pé direito. Sem contar o fato que a transferência tecnológica
conseqüente desse projeto gerou ganhos consideráveis à nossa indústria.


Só para se ter uma idéia, considerando a América como um todo, sua eletrônica embarcada só pode ser equiparada com equivalentes ou melhores encontradas nos EUA. Até mesmo o Canadá não a possui, porém, recentemente, colocou em marcha um programa de upgrade dos seus CF-18 Hornet.


Na América do Sul, podemos encontrar nos modernos F-16 recentemente adquiridos pelo Chile e, evidentemente nos F-5M e AMX brasileiros, que estão passando por upgrades.


A FAB dispõe agora da aeronave ideal para o cumprimento de suas missões, um treinador / ataque / interceptador leve de baixo custo. E não só isso, as tecnologias incorporadas neste projeto permitem que o aprendizado de um piloto de combate seja feito em tempo muito menor do que em seus concorrentes.


Nenhuma das propostas feitas até hoje pelas empresas concorrentes conseguiu agregar tamanhas qualidades aliadas a uma eletrônica ponta de lança como o projeto ALX. 


Há de se fazer aqui um parêntese para reafirmar nossas capacidades e de desmistificar certos preconceitos. Inequivocamente, setores de nossa imprensa, repetindo declarações de empresas concorrentes da EMBRAER afirmavam com veemência que este projeto seria um fracasso e que não acharia no mercado internacional sequer um comprador, senão a FAB.


Chegaram inclusive a declarar que a EMBRAER estaria reinventando o P-51 Mustang. O detalhe é que bastaram alguns anos para que essas mesmas indústrias que afirmaram tais barbaridades, caíssem no mundo real e depois de avaliações e amadurecimentos, copiaram e estão adotando a mesmo conceito da EMBRAER.


Muitas das quais estão propondo ao mercado uma aeronave turbohélice com capacidades de ataque / treinamento / interceptação, mas que em nenhuma das apresentadas até agora consegue bater as capacidades do ALX.


Pois este foi concebido desde o seu projeto inicial baseado no projeto JPTAS da EMBRAER / NORTHROP para ser o que o é, ao contrário dos seus concorrentes que são na verdade uma gambiarra e que não preenchem as necessidades e os requisitos necessários para esse tipo de missão.


Recentemente, o próprio governo dos EUA vem avaliando a possibilidade de um caça leve para a sua "Homeland Security" (Segurança Interna). Estariam eles agora reinventando o P-51 ?


Isso mais uma vez nos dá prova de que a nossa indústria é inovadora e criadora de conceitos e que, se estiver apoiada e sustentada por uma base política, financeira e ideológica, poderá desenvolver e propor coisas que atualmente acreditamos ser impossível.


Coisas que poderão revolucionar a nossa sociedade tal qual o fez Alberto Santos Dumont que, com seu 14 Bis, jogou para o chão todas as afirmações de que era impossível fazer voar uma máquina mais pesada que o ar. Tal feito revolucionaria não só sua época mas toda a história da humanidade.


Quantas coisas nos parecem impossíveis? Até quando admitiremos o fracasso antecipado ?



Outro exemplo de nossa potencialidade industrial foi a recente premiação da NEIVA, subsidiária da EMBRAER, pela construção do primeiro motor aeronáutico movido a álcool do mundo.


Esta foi considerada uma das 100 maiores invenções do Ano de 2005 e é uma solução que se encaixa perfeitamente nas necessidades do nosso pais. Tecnologias como esta poderiam por exemplo ser adotadas futuramente por nossa indústria militar, nos lançando na vanguarda tecnológica da sociedade moderna.


Não restam dúvidas de que estamos nos deparando com mais um divisor de águas, que contribuirá em muito para a nossa nação.


Apresentamos neste artigo, o qual denominamos PROJETO PROMETEU, a proposta de redefinição da Força de Treinadores Básicos e Avançados da FAB, os quais por volta de 2020 estariam  baseados apenas em dois aviões já existentes, os consagrados programas nacionais EMB-312 e EMB-314.


Estas novas variantes, as quais chamaremos de T-27+ e AT-29+, comporiam então a Força de Treinadores Básicos tanto da FAB como da Marinha de Guerra.


Seu projeto original poderia incorporar novos avanços tecnológicos, adicionando novos conceitos e sistemas que os tornariam ainda mais capazes de executarem suas missões. Dessa forma, essas aeronaves, a exemplo das outras, estariam em sintonia com as tecnologias incorporadas nos demais projetos propostos em artigos anteriores.





TREINADORES


EMB-312+

EMB-314+



DESENVOLVIMENTO



Este programa, ao contrário dos outros propostos até o momento, não seria um programa de desenvolvimento de novos aviões, mas  sim, um programa de reaparelhamento e de incorporação de novas tecnologias.


Por volta do ano 2020, novas tecnologias estarão disponíveis e estariam sendo incorporadas por nossas Forças Armadas, segundo nossa proposta de desenvolvimento sustentado de nossa indústria, mediante é claro uma política de defesa bem mais séria do que as que têm sido apresentadas por nossos governantes.


A Força de Treinadores da FAB e da MB, a exemplo das outras aeronaves, teriam que estar em sintonia com os avanços tecnológicos advindos de novos projetos. Algumas tecnologias, que do nosso ponto de vista seriam muito úteis a este projeto, seriam a introdução de sistemas
FBW.


Novos materiais também poderiam ser introduzidos principalmente no T-27, o que melhoraria sua performance. Poderiam ainda ser introduzidos geradores de oxigênio, tornando esses aviões mais independentes em suas operações.


A eletrônica de ambas aeronaves poderia ser padronizada, bem como comunicação, assentos ejetores  e outros equipamentos comuns, eliminando assim as diferenças entre estas.


Para ambos os aviões T-27 e AT-29 poderiam ser introduzidas novas versões nacionalizadas a álcool dos motores PT-6. Em se tratando das versões propostas, poderíamos considerar apenas 3 versões desses 2 aviões.


A primeira, baseada no T-27 Tucano, destinaria-se a substituir a atual frota de T-27 e T-25. Esta versão seria então adotada tanto pela FAB quanto pela MARINHA e seria conhecida pela sigla T-27+. Obviamente, a linha de produção desta aeronave deveria ser reaberta, pois seriam necessários novos aviões para suprir essas necessidades.


T-27+

T-27+  /   FAB

T-27N

T-27+  /  MB


A segunda seria conhecida pela sigla AT-29+, uma versão melhorada do AT-29 Super Tucano. Porém, com a incorporação das tecnologias citadas acima, esta aeronave poderia ter suas capacidades ainda fortemente acrescidas.


AT-29+

AT-29+  /  FAB

AT-29N

AT-29+  /  MB



 VERSÕES


T-27+
Treinador básico para as
Forças Aérea e Naval

AT-29+
Treinador avançado para as
Forças Aérea e Naval



ARTES


T-27+

T-27+ - Treinador básico para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



T-27N+

T-27+ - Treinador básico para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



AT-29+

AT-29+ - Treinador avançado para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



AT-29N+

AT-29+ - Treinador avançado para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ESPECIFICAÇÕES DOS TREINADORES


VERSÕES

T-27+


AT-29+

Motorização



Modelo

Pratt & Whitney BR  PT6A-27 ÁLCOOL

Pratt & Whitney BR  PT6A-29 ÁLCOOL

Nº de propulsores

1

1

Empuxo unitário-seco

950 SHP

1.800 SHP

Capacidade de
Combustível interno

1 200 l

538 kg

Provisão para
reabastecendo do vôo

NÃO

NÃO

Tripulação

2

2 / 1


Dimensões

 

 

Extensão da Asa

11,14 m

11.14 m

Comprimento

9,86 m

11.30 m

Altura

3,40 m

3.96 m

Área alar

19,40 m2

19,40 m2


Pesos
 

 

 

Peso Vazio

1.800 kg

2.420 kg

Decolagem normal

2.100 kg

3.160 kg

Peso Máximo de decolagem

3.500 kg

4.918 kg

Carga militar

Não

1.800 kg


Desempenho

 

 

Velocidade máxima

500 km/h

557 km/h

Teto operacional

10.000 m

10.670 m

Alcance

2.500 km

2.770  km

Pista de decolagem

300 m

350 m