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PLANO BRASIL

PROGRAMA LUA DE SATURNO

INDÚSTRIA AERONÁUTICA



PARTE VI

PROJETO ATOM

ASAS ROTATIVAS



(Clique na arte abaixo para ampliação)

S-72A

SH-72A - Versão da Classe Osiris destinada às
operações de Combate-SAR - FAB
(Arte Edilson Moura Pinto)




INTRODUÇÃO

CLASSE OSIRIS (H-72)

CLASSE ISIS (H-24)

CLASSE ANUBIS (AH-20)

CLASSE  HORUS (H-9)




6) ASAS ROTATIVAS - PROJETO ATOM


PROGRAMA DE CONSOLIDAÇÃO DA INDÚSTRIA DE ASAS ROTATIVAS NO BRASIL

AUTOR : EDILSON MOURA PINTO





INTRODUÇÃO


Criada no fim da década de 70, resultado da iniciativa dos militares de possuírem uma forte indústria de materiais de defesa, a HELIBRAS tornou-se ao longo dos anos um importante fornecedor de aeronaves, tanto para o mercado de defesa quanto civil.


No anos que se sucederam, o mercado civil de helicópteros particulares cresceu acima da média mundial e o Brasil tornou-se possuidor de uma das maiores frotas de helicópteros particulares do mundo, tendência esta que, pela previsão de especialistas no assunta, continuará.


Com o passar dos anos, também os governos que se seguiram, salvo em algumas exceções pontuais, praticamente viraram as costas ao setor de indústrias de defesa; a HELIBRAS, como muitas outras, não escaparia ilesa desse deslize.


Como resultado, muitos programas importantes para o desenvolvimento do nosso país também foram atrasados e em sua maioria abandonados. Entre esses programas, encontrava-se o sonho de possuir um parque industrial capaz de desenvolver e fornecer toda a gama de helicópteros necessários aos organismos militares.


As iniciativas do Exército, por exemplo, que pretendia adquirir diversas famílias de helicópteros, foram proteladas e finalizadas após a aquisição de cerca de menos de 1/3 do número helicópteros pretendidos, inicialmente.


Recentemente, a FAB e o EB adquiriram à indústria dos Estados Unidos um lote de UH-60L Black Hawks, aeronaves de fabulosas características, mas que, por filosofia e política do País produtor, estão sujeitas às restrições de tecnologias, ao uso e vendas posteriores; o que fere nossa soberania e ainda atrapalha o desenvolvimento e interesses do nosso país.


Aeronaves com tais características poderiam muito bem ter sido produzidas no Brasil se ao longo desses anos tivéssemos adotado políticas sérias. Sem dúvida alguma, estaríamos hoje gozando de uma indústria aeroespacial muito mais representativa e dinâmica.


Esse importante setor e seu crescente mercado devem ser levados em consideração, tratados de forma mais séria e acompanhados com mais responsabilidade.


Embora, entretanto, a HELIBRAS seja atualmente para o atual Ministério da Defesa do Brasil o maior fornecedor desse tipo de aeronaves, o número de aeronaves pretendidos e necessários pelas três Forças está muito aquém do necessário e ainda, devido às políticas de defesa adotadas até então, torna-se impossível diante da irregularidade de aquisições, manter adequadamente um parque industrial e pessoal necessário a esse vultoso investimento.


A salvação da HELIBRAS veio então do mercado civil, graças à capacidade criativa dos seus administradores, sua visão empreendedora e a implantação de um sistema que buscou ao longo dos anos a diversificação dos serviços e do sistema produtivo.


Com idéias inovadoras, a HELIBRAS tem conseguido superar tais obstáculos e sobreviver a este catastrófico período da nossa história. Do nosso ponto de vista, as conjunturas internacionais apontam para um período muito importante da nossa história e que talvez seja a última oportunidade de, definitivamente, alçarmos vôo.


Precisamos atacar em todos os campos, e o setor industrial não pode ser novamente negligenciado, especificamente o setor de desenvolvimento e produção.


A HELIBRAS precisa portanto ser amparada por uma política de defesa que vise à sua consolidação como tal, baseada em alguns preceitos tais como, a regularidade de compras e de apoio à exportação dos seus produtos, além da diminuição de carga tributária, entre outras.


Infelizmente, os governantes brasileiros ainda não despertaram para a realidade do cenário mundial que se avizinha para este século e mais uma vez fazemos jus ao título de país do futuro, pois todas nossas esperanças estão lá e nada tem sido feito cá para que possamos um dia alcançá-lo.


Nosso gap tecnológico em relação às nações mais desenvolvidas é imenso e cada vez mais estamos nos distanciando. Nossa estrutura social deve ser mudada e adequada aos avanços do nosso tempo, do contrário, permaneceremos um gigante adormecido, um país socialmente imaturo e atrasado.


Ainda não despertamos para o fato de que o mundo está constantemente mudando e que não podemos ficar parados esperando algo acontecer. Nem mesmo após o fim da guerra fria entre EUA e URSS, período este em que ficou ainda mais latente a discrepância de poder e de controle ao qual o mundo está submetido.


A queda da URSS trouxe consigo ainda mudanças radicais em relação a trocas tecnológicas por parte das nações desenvolvidas, e o que se tem observado é que as nações tecnologicamente desenvolvidas estão cada vez mais reticentes em ceder determinados conhecimentos aos seus “Aliados”, vide o programa JSF, que tem sido motivo de embates ferozes entre os EUA e seu principal aliado, o Reino Unido.


Até mesmo este termo “Aliado” precisa ser revisto, pois os conflitos recentes tem demonstrado que amigos e colaboradores históricos, transformaram-se da noite para o dia em inimigos eternos e os inimigos agora podem ser qualquer um e a qualquer momento, diferentemente do período da guerra fria, onde inimigo e aliado eram perfeitamente distinguíveis.


No cenário futuro, estes fatores tendem a piorar com o surgimento das novas potências e divisão de poder, pois essas disputas não passarão longe dos nossos domínios, ao contrário do que se tem pregado.


Portanto, faz-se necessário desde já uma mudança total em nossa sociedade, ou, pela última vez, deixaremos passar o derradeiro bonde da história, enterrando para sempre o tão sonhado desejo de tornarmos-nos a nação do futuro. 


Nos artigos que antecederam a este, foram apresentadas propostas para programas destinados ao desenvolvimento de aeronaves visando suprir as necessidades do Ministério da Defesa do Brasil. Nossa indústria aeronáutica, a exemplo dos seus sucessos, já deu provas mais do que suficientes de que é perfeitamente capacitada a enfrentar os desafios tecnológicos que o futuro exigirá.


No entanto, precisará mais do que nunca do apoio de nossa sociedade, políticas de longo prazo, aporte financeiro e incentivos ao desenvolvimento de meios tecnológicos que sejam capazes de impulsionar o seu desenvolvimento e sustentá-lo, consolidando assim nossa nação como país de destaque.


Neste artigo, o qual é denominado PROJETO ATOM, apresentamos uma proposta alternativa para o desenvolvimento de aeronaves de asas rotativas no Brasil, cujo desenvolvimento baseia-se na consolidação de um parque industrial capacitado a desenvolver e produzir tais aeronaves.


Este Projeto será apresentado em diferentes sub-programas, os quais levam em consideração a proposta da criação de uma companhia fruto da fusão de três companhias brasileiras : AVIBRAS, EMBRAER e HELIBRAS.

 
O conceito básico adotado é o de aeronaves híbridas, tal como o projeto levado a cabo pela Sikorsky, a qual propõe o desenvolvimento de toda a sua nova geração de helicópteros.


Essa nova aeronave seria na verdade uma revolução no desenvolvimento do Helicóptero e o nascimento de um novo tipo de aeronave, cujas principais características são: rotores duplos sobrepostos como os encontrados nos Kamov KA-31 e KA-50, asas de envergadura maiores que as comumente encontradas em alguns helicópteros, e um rotor de cauda voltado para a ré.


Os ensaios feitos pelo Departamento de Defesa dos EUA demonstraram que essas aeronaves possuem características de vôos melhores em relação ao helicóptero puro, como, por exemplo, podem atingir velocidades cerca de duas vezes maiores que a de um helicóptero comum, também podem voar mais longe e transportar cargas maiores.


Suas características o classificam como a melhor alternativa aos vertóis como o V-22 Osprey, cujos custos muito elevados os tornam proibitivos às nações que não os EUA. Por se tratar de uma tecnologia renascida há pouco tempo, poucos países estariam em condições de competir com um novo programa como este que, certamente, por volta de 2015 estaria apto a entrar no mercado e perfeitamente viável do ponto de vista tecnológico.


Este extenso programa poderia receber a assessoria ou mesmo a participação no projeto de empresas européias como a EUROCOPTER, ou mesmo as Russas Mil MI e KAMOV. Outras nações, como África do Sul, Índia, China, Argentina e Venezuela, poderiam também participar.


O desafio tecnológico a ser vencido seria imenso e certamente necessitaria ser dividido. Outras tecnologias obviamente poderiam ser incorporadas, como
FBW ou mesmo tecnologias como a recentemente desenvolvida e testada pela EUROCOPTER, o supressor dinâmico de ruído, que reduz drasticamente o ruído provocado pelo rotor do helicóptero.


Deveria-se aplicar ao máximo os materiais compostos, bem como a comunalidade dos sistemas eletrônicos, entre outros. Seriam concebidos em filosofia modular de tal forma a facilitar manutenções, trocas de componentes e upgrades.


Deveria também ser considerado o desenvolvimento de novos motores nacionalizados ou mesmo nacionais, mais silenciosos e com menores consumo de combustível. Também poderiam fazer parte deste Projeto, a adoção do conceito de motores a álcool para helicópteros.


Diante disso, seriam desenvolvidas quatro famílias ou classes de helicópteros destinados às três Forças Armadas.


A primeira classe proposta é a de uma helicóptero pesado que se enquadraria na categoria dos helicópteros russos Mil MI-26 Halo, a qual denominamos CLASSE OSIRIS, e que apresenta o H-72, cujas versões seriam um helicóptero pesado armado destinado à Força Aérea para o cumprimento das missões de
C-SAR, cuja sigla aqui neste artigo é apresentada como SH-72 (S de salvamento).


Uma variante também armada destinada ao transporte de carga, transporte logístico, evacuação médica e assalto destinado à Força Aérea, Força Naval e Força Terrestre, denominada CH-72 (C de Cargueiro) e uma outra destinada as missões de oficina concebida a operar se necessário a bordo de navios OH-72 (O de oficina) destinada a FAB.


A segunda família de helicópteros contemplaria a CLASSE ISIS, cujo programa se destinaria a substituir nas Forças Armadas quase todos os  atuais helicópteros empregados. O desenvolvimento partiria de um helicóptero, cujas dimensões e pesos se situaria entre o UH-60 Black Hawk e o EH-101 Merlin, que se destinaria a uma gama variada de funções.


Teria uma versão desarmada para a Força Aérea destinada ao transporte VIP, designado VH-24 (V de VIP). Para as Forças, Aérea, Naval e a Terrestre seria desenvolvida uma versão destinada às missões de assalto, ataque, helitransporte e evacuação médica, o MH-24 (M de Manobra), e uma última versão seria desenvolvida para Força Naval, destinada às Guerras Anti-Submarina, Anti-Superfície, Anti-Minas, evacuação médica, helitransporte e assalto, chamada de NH-24 (N de naval).


A CLASSE ANUBIS apresenta a proposta de um helicóptero com características semelhantes às do KA-50-2 Werewolf, destinadas às missões de ataque, anti-tanque, reconhecimento e escolta armada, que serviria tanto à Força Naval quanto à Força Terrestre. Sua designação seria AH-20 (A de ataque).


A CLASSE HORUS apresenta a proposta de uma aeronave modular destinada ao treinamento, denominada TH-9, da qual derivam outras destinadas ao combate não tripulada, denominada DH-1 (D de Drone). Com dimensões e pesos reduzidos de forma a lhes propiciariam operações a bordo de quaisquer navios, barcos ou aeronaves de transporte existentes.


Na Força Aérea, a versão ARDH-9 (A de ataque e R de reconhecimento) executaria e cumpriria as missões de C-SAR, escolta armada, ataque e reconhecimento, e a versão SDH-9 executaria as missões de resgate
SAR.


Nas Forças Terrestres e Navais, a versão ARDH destinaria-se ao cumprimento das missões de escolta armada, Anti-Tanque, ataque e reconhecimento. A Força Naval operaria ainda uma versão modificada do ARDH-9, denominada NDH-9, que se destinaria às Guerras Naval e Fluvial.


As tecnologias desenvolvidas e aplicadas a uma classe seriam naturalmente transferidas às demais.



CLASSES DE ASAS ROTATIVAS

DO PROJETO ATOM



OSIRIS
  g Helicópteros Pesados
ISIS
  g Helicópteros Médios
ANUBIS
  g Helicópteros de Ataque
HORUS
  g Helicópteros Leves




OSIRIS  - HELICÓPTEROS PESADOS


H-72


DESENVOLVIMENTO


O H-72 seria, sem sombra de dúvidas, o programa mais complexo de todos os apresentados até agora, podendo ser desenvolvido em parceria com uma empresa estrangeira.


Como é evidente e tem sido regra, as empresas americanas não poderiam ser consideradas, pois devido às restrições impostas pelo governo dos EUA, não nos interessaria construir um helicóptero que não pudéssemos vender para este ou aquele cliente. Tão pouco nos interessaria adquirir tecnologia defasada, pois isso não desenvolveria em nada nossa indústria.


Seria muito mais barato comprar diretamente um veículo de características semelhantes produzido pelos europeus ou mesmo pelos russos. Diante do atual cenário industrial e projetando-se para o futuro, por volta do ano 2020, poderíamos cegamente apostar que apenas duas empresas preencheriam os requisitos necessários para o desenvolvimento conjunto deste superpesado: a européia EUROCOPTER e a russa Mil Mi (representada no Brasil pela Rosoboronexport).


Ambas tencionam desenvolver um super helicóptero; a primeira para suprir as necessidades de suas forças, que constituem um mercado futuro muito tentador; já a segunda necessitará oferecer em breve ao mercado mundial uma alternativa ao seu Mil Mi-26 que, por volta de 2020, precisará ser substituído ou reformado.


Entre outras vantagens que podemos assinalar desta classe está o fato de que poderemos participar desde o seu começo, adquirindo todo o conhecimento e experiência desenvolvido no seu decorrer. A Mil MI, mais do que nenhuma outra, tem experiência nesse tipo de aeronaves, haja visto que seu produto, o Mil MI-26, embora muito bombardeado pela concorrência, não encontra um adversário à sua altura, inclusive pela sua capacidade de carga inigualável.


A Mil MI foi contratada pelas Forças Armadas dos EUA para recuperarem seus CH-46 Chinooks e CH-53 Super Stalion sinistrados. Um MI-26 pode transportar quase o dobro de carga de um Chinook ou Super Stalion, capacidade esta igualável, por exemplo, a de um C-130. É natural que esta companhia seja a assessora principal no programa desta CLASSE OSIRIS.


A EUROCOPTER, por sua vez, já participa na HELIBRAS e tem, mediante a EADS, contato direto com a EMBRAER, fator que facilita em muito as trocas de experiência.


Essa companhia também tem como trunfos os recentes programas em desenvolvimento, muitos deles incorporando tecnologias inovadoras e que seriam muito bem-vindas a todos os programas de classes em curso no PROJETO ATOM.


O helicóptero em questão seria um HÍBRIDO com capacidade de carga superior aos modelos atuais, enquadrando-se na categoria do Mil MI-26; deveria ter dimensões reduzidas de tal forma a poder ser embarcado em navios-aeródromos e de assalto.


Teria seus rotores sobrepostos, diminuindo assim a área ocupada por estes quando em giro. Através de um sistema telescópico, suas distâncias seriam diminuídas, permitindo assim sua hangaragem em navios.


Teria que poder içar cargas de cerca de 24 ton, o que o permitiria transportar, simultaneamente, um blindado de combate e sua tripulação. Em suas versões de combate, teriam introduzidos no queixo um canhão automático 30 mm padrão a toda a frota de helicópteros.


Esta arma se faz necessária a esse tipo de helicópteros, haja visto as recentes derrubadas de helicópteros no Afeganistão e Iraque, onde nem sempre estão disponíveis helicópteros de escolta para defendê-los, tendo estes que agir por conta e risco em determinadas missões.


Os H-72 estariam ainda armados com 2 metralhadoras calibre .50 posicionadas em ambos os lados; seria concebido de tal forma a poder levar sobre as asas armamentos de variados tipos e tanques de combustível, deveria ser capaz de transportar 72 soldados completamente armados, dispondo de uma rampa traseira para desembarque de veículos e tropas de forma mais rápida e segura.


O helicóptero deveria ser blindado de tal forma a permitir maior sobrevivência no campo de batalha. Os artilheiros posicionados lateralmente teriam uma câmara especialmente blindada de tal forma a lhes propiciarem maior segurança.


Esta máquina apostaria tudo em sua capacidade de introduzir e retirar tropas a uma velocidade e alcance superior às dos helicópteros atuais. Para isso, o conceito de rotor propulsor traseiro, sua aerodinâmica e suas asas deveriam ser concebidos de tal forma a lhes proporcionar  velocidades duas vezes maiores que a de um helicóptero comum.


Sua velocidade e capacidade de carga estariam confiados aos poderosos motores D-136 BR, evolução mais econômica, potente e menos ruidosa dos atuais motores do Mi-26, que poderiam ser produzidas no Brasil via joint venture. Seu alcance seria incrementado, adotando-se para isso sondas de reabastecimento.


Todas as aeronaves poderiam ser desenvolvidas a partir de uma versão destinada a operar em Navios-Aeródromos, possuindo, por exemplo, a capacidade de dobrar as asas, cauda, sonda de reabastecimento e rotor, recolhendo-os automaticamente; isso permitiria que todas as aeronaves disponíveis pudessem ser transportadas e empregadas em quaisquer tipos de missões, o que aumentaria a letalidade das três Forças.


O H-72 teria em seu projeto sensores de última geração, sistemas defensivos e materiais compostos aplicados em larga escala. Deveria ser projetado em conceito modular de tal forma a poder ser convertido em menos de uma hora de um helicóptero de carga em uma heliambulância, por exemplo.


As versões inicialmente disponíveis para as Forças Armadas Brasileiras seriam :


Uma versão de Combate-SAR SH-72A armada com mísseis, foguetes, canhão frontal de 30 mm disponível em todas as versões, 2 canhões de 20 mm postos lateralmente e provisão para tanques de combustível e armas que variariam desde mísseis ar-solo, ar-ar de curto alcance Anti-Tanque, até foguetes.


SH-72A

SH-72A


Poderia transportar um esquadrão de forças especiais e ainda possuir internamente uma mini-UTI para socorro imediato dos feridos. Esta aeronave deveria ainda dispor de uma suíte de guerra eletrônica inigualável, bem como capacidade de comunicação global.


A versão OH-72A destinada a helioficina seria também empregada pela FAB, estando disponível às outras Forças sempre que necessário; seria uma versão sem o canhão de 30 mm, mas que poderia receber metralhadoras .50. Estaria destinada às funções de socorro mecânico, e concerto de peças e equipamentos em regiões de difícil acesso, e estaria também apta a operar embarcada em navios.


OH-72A

OH-72A


O CH-72 seria a versão de carga proposta para as três Forças - CH-72A, CH-72N e CH-72T; possuiria as mesmas características do SH-72A, com exceção dos sistemas destinados às específicas missões de Combate-SAR. Seria no Brasil equivalente em uso ao Chinook da US-ARMY e ao Super Stalion da US Navy.


CH-72A

CH-72A


CH-72N

CH-72N


CH-72T

CH-72T




CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Capacidade de vôo pairado automático e de baixa altitude
         a qualquer tempo
;

     g Capacidade de pouso em água, para operações anfíbias;

     g Velocidade e alcance superiores aos dos similares;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Comunicação global;

     g Grande capacidade de carga; e

     g Blindagem para proteção.



 VERSÕES


SH-72A Helicóptero de Combate-SAR para a Força Aérea (A)
OH-72A
Helicóptero de Socorro Mecânico para a Força Aérea (A)
CH-72A
Helicóptero Cargueiro para a Força Aérea (A)
CH-72N
Helicóptero Cargueiro para a Força Naval (N)
CH-72T
Helicóptero Cargueiro para a Força Terrestre (T)



ARTES


(Clique na arte abaixo para ampliação)

S-72A

SH-72A - Helicóptero de Combate-SAR para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

OH-72A

 OH-72A - Helicóptero de socorro mecânico para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)
 
CH-72A

CH-72A - Helicóptero cargueiro para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

CH-72N

CH-72N - Helicóptero cargueiro para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)
 
CH-72T

CH-72T - Helicóptero cargueiro para a Força Terrestre - EB.
(Arte Edilson Moura Pinto)
 


ESPECIFICAÇÕES DOS H-72



VERSÕES

CH-72 A/N/T

SH-72

OH-72

Motorização







Modelo

D-136 BR

D-136 BR

D-136 BR

Nº de propulsores

3

3

3

Potência  unitária

7460 KW (10.000 shp)

7460 KW (10.000 shp)

7460 KW (10.000 shp)

Capacidade de
Combustível interno

9.600 l

9.600 l

9.600 l

Provisão para
reabastecendo do vôo

Sim

Sim

Sim

Tripulação

2+2+72

2+2+12

2+6

Dimensões




Comprimento total
com rotores girando

30 m

30 m

30 m

Comprimento da fuselagem

24 m

24 m

24 m

Comprimento com
cauda encolhida

20 m

20 m

20 m

Altura total

9 m

9 m

9  m

Altura com os rotores encolhidos

6 m

6 m

6 m

Capacidade do
compartimento de carga

170 m3

170 m3

170 m3

Pesos





Peso Vazio

15.000 kg

15.000 kg

15.000 kg

Decolagem normal

20.000 kg

20.000 kg

20.000 kg

Peso  Máximo de decolagem

45.000 kg

45.000 kg

45.000 kg

Carga militar interna

20.000 kg

20.000 kg

20.000 kg

Carga militar içada

24.000 kg

24.000 kg

24.000 kg

Desempenho






Velocidade máxima

480 km / h

480 km / h

480 km / h

Velocidade com carga externa

300 km / h

300 km / h

300 km / h

Teto operacional

6.000 m

6.000 m

6.000 m

Alcance Máximo com 50 % carga

2.400 km

2.400 km

2.400 km

Alcance Máximo com carga total

1.200 km

1.200 km

1.200 km





ISIS  -  HELICÓPTEROS MÉDIOS

 

H-24


DESENVOLVIMENTO



As aeronaves de asas rotativas atualmente empregadas pelas Forças Armadas Brasileiras são de variados modelos e procedência. A logística, treinamentos, aquisição de peças e manutenção para tão diferentes helicópteros é um problema considerável.


No futuro, quando nossas Forças forem adquirir novas aeronaves isso não poderá passar desapercebido. A guerra do futuro exigirá de uma Força a resposta rápida e eficaz; para tanto, todos os sistemas operados terão obrigatoriamente de ser simplificados.


Essa diversidade de aparelhos gera também inúmeros problemas de ordem operacional, não bastasse o número inapropriado de vetores, os quais as nossas Forças operam, outro fator é ainda mais agravante, a limitação de algumas aeronaves a operarem armamentos e sistemas vitais.


Helicópteros como o Lynx por exemplo, utilizado para ataque a superfície, não operam mísseis Anti-Navio da categoria do HARPOON ou EXOCET, o que limita sua operacionalidade e ainda forçosamente exigem a adoção de um helicóptero mais pesado como o SH-3 Seaking para suprir essa limitação.


Os Panteras da Força Terrestre, por sua vez, são máquinas fantásticas, mas também sofrem problemas de limitação em alcance e carga. Os Esquilos utilizados pelas três Forças apresentam limitações em muitos outros quesitos, o que torna a força operativa ineficaz em determinados tipos de missões.


Como proposta para solução desse problema, apresentamos a
CLASSE ISIS, que se baseia no desenvolvimento de uma aeronave comum para todas as três Forças, o H-24.


Este helicóptero seria uma aeronave intermediária em dimensões e pesos ao EH-101 e o UH-60. Necessariamente, deveria ser um helicóptero dessa categoria, visto que precisaria deslocar cargas e armamentos, os quais um helicóptero menor não poderia.


Seria uma plataforma multimissão, a qual desempenharia todas as missões hoje executados pela atual força de asas rotativas. Substituiria os Cougar, UH-01 Hiroquios, UH-60 Black Hawk, AH-01 Lynx, SH-3 Sea King, MH-01 Pantera e UH-50 Esquilo presentes nas três Forças Armadas.


Caracterizado como um helicóptero médio, suas versões, assim como o H-72, seriam desenvolvidas de tal forma a operarem em navios, seriam também blindados e possuiriam o mesmo canhão de 30 mm para auto defesa posicionado no queixo.


As versões propostas se destinariam ao cumprimento das seguintes missões:


Todas as versões, inclusive a VIP, teriam sistemas de recolhimento e dobra de rotores e cauda para armazenamento em aviões cargueiros e navios; todas as versões também adotariam sondas de reabastecimento.


A primeira versão seria também blindada - a VH-24A - mas se destinaria à missão VIP, não operaria armas e seu interior seria adaptado para receber até 8 passageiros na configuração VIP ou até 18 passageiros em configuração de alta densidade. Lançaria mão de eletrônica e comunicações de ponta, tais como as citadas no PROJETO OLIMPO.


VH-24A


VH-24A


A versão naval NH-24N destinada à Marinha cumpriria as missões de Guerras Anti-Submarina, Anti-Superfície, Anti-Mina, Evacuação Médica, Guerra Eletrônica, Patrulha, SAR e Ataque. Possuiria também canhão de 30 mm no queixo para auto-defesa e destruição de alvos, como minas entre outros.


NH-24N

NH-24N


Seria capacitado a transportar sobre suas asas, tal como todas as outras versões do H-24, uma gama de mísseis ar-ar, ar-solo, ar-mar, foguetes, torpedos e cargas de profundidade.


Teria também provisões para receber dois postos de metralhadoras calibre .50, uma em cada lado. Sua eletrônica se diferenciaria pela adoção de sistemas como sonares de mergulho retráteis e fixo no ventre, entre outros sistemas necessários para a guerra naval.


Essa aeronave seria apta a operar tanto a bordo dos navios da Força Naval quanto baseados em terra, deslocando-se para o mar ou rios quando necessário.


A ultima versão desse helicóptero, denominada MH-24, seria concebida para executar missões de ataque, aerotransporte, assalto, incursão de grupos de forças especiais e resgate. Cumpriria as missões hoje efetuadas pelos Black Hawks da US-ARMY, entretanto, suas semelhanças se adequam ao conceito Russo do MilMi-35.


O MH-24 seria um helicóptero multitarefa das Força Terrestres (MH-24T) e Naval (MH-24N). Substituiria os atuais Cougar, Black Hawk, Pantera, Super Puma e Esquilo em suas missões, e na Força Aérea (MH24A) operaria também em missões Combate-SAR.


MH-24T

MH-24T


MH-24N

MH-24N


MH-24A

MH-24A



CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Capacidade de vôo pairado automático e de baixa altitude
         a qualquer tempo
;

     g Capacidade de pouso em água, para operações anfíbias;

     g Velocidade e alcance superiores aos dos similares;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Comunicação global;

     g Capacidade intermediária de carga; e

     g Blindagem para proteção.



VERSÕES


VH-24A Helicóptero VIP para
a Força Aérea (A)
NH-24N
Helicóptero de Guerra Naval
para a Força Naval (N)
MH-24
Helicóptero de Manobra para as
Forças Aérea (A), Naval (N) e Terrestre (T)


   
ARTES


(Clique na arte abaixo para ampliação)

VH-24A

VH-24A - Versão do helicóptero VIP para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

NH-24N

NH-24N -  Versão do helicóptero de Guerra Naval para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)
MH-24A -  Versão do helicóptero de Manobra para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

MH-24N  - Versão do helicóptero de Manobra para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

MH-24T

MH-24T -  Versão do helicóptero de Manobra para a Força Terrestre - EB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




ESPECIFICAÇÕES DOS H-24



VERSÕES
 

VH-24

NH-24

MH-24

Motorização







Modelo

Klimov BR-3000

Klimov BR-3000

Klimov BR-3000

Nº de propulsores

2

2

2

Potência  unitária

2 x 1.865 KW
(3.000 shp)

2 x 1.865 KW
(3.000 shp)

2 x 1.865 KW
(3.000 shp)

Capacidade de
Combustível interno

4.500 l

4.500 l

4.500 l

Provisão para
reabastecendo do vôo

Sim

Sim

sim

Tripulação

2-6 (VIP)

2+3/ 6

2+2+24

Dimensões







Comprimento total com
rotores girando

21 m

21 m

21 m

Comprimento da fuselagem

18 m

18 m

18 m

Comprimento com
cauda encolhida

14 m

14 m

14 m

Altura total

6 m

6 m

6 m

Altura com os
rotores encolhidos

4.5 m

4.5 m

4.5 m

Capacidade do
compartimento de carga

30 m3

30 m3

30 m3

Pesos







Peso  Vazio

5.600 kg

5.600 kg

5.600 kg

Decolagem normal

9.600 kg

9.600 kg

9.600 kg

Peso Máximo de decolagem

15.000 kg

15.000 kg

15.000 kg

Carga militar interna

5.400 kg

5.400 kg

5.400 kg

Carga militar içada

6.000 kg

6.000 kg

6.000 kg

Desempenho







Velocidade máxima

560 km/h

560 km/h

560 km/h

Velocidade com carga externa

350 km/h

350 km/h

350 km/h

Teto operacional

6.000 m

6.000 m

6.000 m

Alcance Máximo

1.800 km

1.800 km

1.800 km

Alcance Máximo
com carga total

1.200 km

1.200 km

1.200 km





ANUBIS  -  HELICÓPTEROS DE ATAQUE

 
AH-20


DESENVOLVIMENTO


A CLASSE ANUBIS contempla o desenvolvimento de um helicóptero de ataque polivalente que poderia ser desenvolvido a partir do H-24; sua motorização, rotores e sistemas poderiam ser os mesmos.


Este programa poderia também ser desenvolvido em parceria internacional, e mais uma vez poderíamos contar com a participação de países como Venezuela, Argentina, Chile, África do Sul, Índia e China, e como obviamente necessitaríamos de assessoria técnica, poderíamos contar com a participação da EUROCOPTER e da ROSOBORONEXPORT, via KAMOV.


Esta aeronave deveria possuir sistemas de guiagem de mísseis infravermelhos e radar. Seu armamento básico seria o canhão 30 mm padrão, mas poderia carregar uma gama de foguetes e mísseis, tais como anti-carro e ar-ar.


Seria concebido, assim como todos os helicópteros do PROJETO ATOM, a operar a bordo de navios. Para diminuir o arrasto aerodinâmico e a assinatura eletromagnética e infravermelha, seu armamento principal seria transportado internamente em um paiol concebido para transportar mísseis e foguetes.


Sua cabine teria posicionamento em tandem par minimizar o arrasto aerodinâmico e aumentar sua velocidade.


O AH-20 seria operado pelas Forças Naval (N) e Terrestre (T), e suas funções seriam de apoio aéreo aproximado, Guerras Anti-Tanque e Anti-Radar, reconhecimento armado, escolta e ataque.


AH-20N

AH-20N


AH-20T

AH-20T



CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Capacidade de vôo pairado automático e de baixa altitude
         a qualquer tempo
;

     g Velocidade e alcance superiores aos dos similares;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Comunicação global; e

     g Blindagem para proteção.



VERSÕES


AH-20 Helicóptero de Ataque para as
Forças Naval (N) e Terrestre (T)



ARTES


(Clique na arte abaixo para ampliação)

AH-20N - Versão para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



(Clique na arte abaixo para ampliação)

AH-20T

AH-20T - Versão para a Força Terrestre - EB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ESPECIFICAÇÕES DO H-20



VERSÃO

AH-20 N/T

Motorização



Modelo

Klimov BR3000

Nº de propulsores

2

Potência  unitária

2 x 1.865 KW (3.000 shp)

Capacidade de Combustível interno

4.500 l

Provisão para reabastecendo do vôo

Sim

Tripulação

2

Dimensões



Comprimento total

 18 m

Comprimento da fuselagem

16

Comprimento com cauda encolhida

13 m

Altura total

6 m

Altura com os rotores encolhidos

4.5 m

Capacidade do compartimento de carga

30 m3

Pesos



Peso Vazio

5.600 kg

Decolagem normal

9.600 kg

Peso Máximo de decolagem

15.000 kg

Carga militar interna

5.400 kg

Carga militar içada

6.000 kg

Desempenho



Velocidade máxima

560 km/h

Velocidade com carga externa

350 km/h

Teto operacional

6.000 m

Alcance máximo

1.800 km





HORUS  -  HELICÓPTEROS LEVES

 

H-9


DESENVOLVIMENTO



A escolha de um vetor de treinamento para as três Forças reside acima de tudo na necessidade da formação básica de suas unidades.


O primeiro contato do ser humano com algo novo deixa impressões e marca para sempre o seu caráter e formação. No meio aeronáutico isso também é verdade, um piloto em formação necessita em seus primeiros anos de curso de um aprendizado sólido e consistente, para que no futuro possa estar capacitado a desempenhar seu papel.


O treinamento básico das unidades militares é, portanto, peça fundamental na estruturação de Forças Armadas. No caso específico da formação das forças de asas rotativas, a escolha do vetor ideal para o treinamento e formação das futuras tripulações deve, portanto, ser levada em consideração.



Atualmente, as Forças Armadas empregam para o treinamento de suas tripulações helicópteros desenvolvidos inicialmente para o mercado civil. A proposta que apresentamos neste artigo vai de encontro a essa necessidade, porém, considera o desenvolvimento de um helicóptero genuinamente dedicado ao treinamento básico, o TH-9.



O modelo em questão seria um helicóptero leve com cabine em tandem, teria provisões para poder transportar foguetes e armamentos utilizados no treinamento das tripulações e seria o modelo padrão das três Forças :


     g TH-9A - Treinamento para a Força Aérea;

     g TH-9N - Treinamento para a Força Naval; e

     g TH-9T - Treinamento para a Força Terrestre.


TH-9A

TH-9A


TH-9N

TH-9N


TH-9T

TH-9T


Seguindo a filosofia implantada nos outros programas, seria concebido em materiais compostos, em concepção modular, e teria sua turbina desenvolvida localmente propulsada a álcool.


Desse helicóptero derivaria uma nova família de Veículos Não-Tripulados designados DH-9 (D de Drone). Esses veículos seriam 
os VANTs e VANTs-C, ou  simplesmente DRONES, desenvolvidos para as três Forças:

     g ARDH-9A - Drone para a Força Aérea;

     g ARDH-9N - Drone para a Força Naval; e

     g ARDH-9T - Drone para a Força Terrestre.


Na Força Aérea, essas aeronaves ARDH-9A (ataque, reconhecimento) operariam em apoio às unidades Combate-SAR, armadas com até 4 mísseis Anti-Tanque e 2 casulos de 7 foguetes ar-solo, operariam também um canhão 30 mm padrão a toda a força, seriam plataformas diretoras de tiro, designando alvos, e fazendo reconhecimento aéreo e escolta armada.



A Força Aérea operaria também uma versão especial do TH-9, designada aqui por SDH-9A, que seria na verdade uma versão pilotada remotamente desse helicóptero concebida para as missões SAR.



SDH-9A

SDH-9A


Uma situação hipotética simula o ambiente em que uma aeronave foi abatida e seus pilotos sobreviventes encontram-se em uma região muito bem defendida e totalmente dominada pelo inimigo. O comando central avalia a situação e conclui que seria demasiado arriscado enviar as aeronaves SH-72 ou MH-24 para resgatar a tripulação sinistrada.


Como resposta, um grupo misto de Drones é destacado para resgatá-los; esses veículos são habitualmente empregados para dar suporte aéreo às aeronaves maiores nesse tipo de missão, porém agora terão de efetuá-la isoladamente.


O grupo é composto por ARDH-9 e SDH-9 que, após levantarem vôo, viajam a apenas alguns metros das copas das árvores a uma velocidade de cerca de 500 km/h, penetrando no território inimigo sem serem detectados e sem porem em risco as tripulações das unidades SAR.


O SDH-9 poderia voar pilotado remotamente por uma equipe situada no centro de comando ou até mesmo por vôo pré-programado, o qual asseguraria sua operacionalidade em ambiente de guerra eletrônica, impedindo possíveis interferências até a sua chegada ao ponto de resgate.


Ao chegar ao local de salvamento, seriam dados os procedimentos de reconhecimento da tripulação, decorridos todos os protocolos e, em caso afirmativo, a tripulação estaria autorizada a entrar na aeronave de salvamento e o resgate seria efetuado.


Se os membros da tripulação resgatada estivessem demasiadamente feridos ou se não tivessem condições de pilotar o veículo, este poderia fazê-lo, automaticamente, por pilotagem remota ou mesmo por vôo pré-programado, retornando para casa voando novamente rente à copa das árvores.


Os pilotos então resgatados seriam levados a salvo para o seu destino sem, entretanto, colocarem em risco tripulações e outras aeronaves SAR. Cada aeronave estaria capacitada a resgatar 2 tripulantes e poderia ser configurada de acordo com a missão.



Obviamente, em determinadas situações, seria necessário empregar os SH-72 ou mesmo os MH-24, pela simples necessidade de operarem com as forças especiais ou grupamento médico destacado para dar suporte à tripulação resgatada; entretanto, estes drones poderiam apoiar e em certos casos até mesmo substituir estas aeronaves, proporcionando maior segurança.


Na Força Terrestre, esse mesmo veículo seria utilizado para apoiar as unidades de cavalaria ou infantaria quando em deslocamento, dando suporte aéreo, escoltando grupos terrestres ou aéreos, dando apoio aproximado, atacando veículos ou tropas e fazendo reconhecimento armado.



Uma missão na qual esses veículos se destacariam seria, sem dúvida, no senhor da guerra urbana, onde expor veículos maiores e mais caros é um erro estratégico.


Nas recentes guerras do Golfo e Afeganistão, o U.S. ARMY tem freqüentemente tido baixas em seu destacamentos de AH-64 Apaches. Isso ocorre porque esses veículos não forma projetados para combaterem no ambiente urbano. Armadilhas e até mesmo o terreno são obstáculos imensos a esses veículos e o inimigo se aproveita bem disso.



As forças de infantaria ou veículos blindados que entrem nesse campo necessitam de suporte aéreo, pois estão constantemente expostos ao imprevisível.


A aeronave ideal para esse cenário teria que operar pairando sobre o ar, pois poderia se esconder melhor e aproveitar também o terreno para se ocultar e deflagrar o seu golpe no momento oportuno.


No entanto, arriscar tripulações humanas nesse cenário é inviável e os DRONES podem desempenhar muito bem esses papéis, pelo fato de não porem em risco a vida das tripulações. Outra vantagem reside em suas dimensões, pois minimizam possíveis detecções, dificultam o ataque por armas de mão e, de quebra, podem se esconder em locais menores.



Dessa forma, o ARDH-9 seria o veículo ideal a ser empregado nesse tipo de missão, tanto pela Força Terrestre (ARDH-9T), quanto pelos Fuzileiros Navais (ARDH-9N).



ARDH-9A

ARDH-9A


ARDH-9N

ARDH-9N


ARDH-9T

ARDH-9T


A Força Naval, por sua vez, utilizaria ainda uma outra versão desse veículo destinado à Guerra Naval, o NDH-9N. Sua diferença básica seria a introdução de alguns sistemas necessários para essa função.


Estaria apta a operar torpedos leves, por exemplo, e seriam empregados a bordo de navios de guerra, patrulha e anti-minas, e apoiariam de igual forma unidades de Guerra Fluvial.




CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Capacidade de vôo pairado automático e de baixa altitude
         a qualquer tempo;

     g Velocidade e alcance superiores aos dos similares;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares (versões
         de combate);


     g Comunicação global; e

     g Blindagem para proteção (versões de combate).



VERSÕES


TH-9 Helicóptero de Treinamento Básico para as
Forças Aérea (A), Naval (N) e Terrestre (T)
SDH-9A
Drone Especial de SAR para a Força Aérea
ARDH-9
Drone de Ataque e Reconhecimento para as
Forças Aérea (A), Naval (N) e Terrestre (T)
NDH-9N
Drone de Guerras Naval e Fluvial
para a Força Naval (N)


   
ARTES


TH-9A

TH-9A - Helicóptero de Treinamento Básico para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




TH-9N

TH-9N - Helicóptero de Treinamento Básico para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



TH-9T

TH-9T - Helicóptero de Treinamento Básico para a Força Terrestre - EB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



SDH-9A

SDH-9A - Drone Especial de SAR para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ARDH-9A

ARDH-9A -
Drone de Ataque e Reconhecimento para a Força Aérea - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ARDH-9N

ARDH-9N -
Drone de Ataque e Reconhecimento para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ARDH-9T

ARDH-9T - Drone de Ataque e Reconhecimento para a Força Terrestre - EB.
(Arte Edilson Moura Pinto)


NDH-9N

NDH-9N - Drone de Guerras Naval e Fluvial para a Força Naval - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)



ESPECIFICAÇÕES DOS H-9


 
VERSÕES


TH-9/SDH-9

ARDH-9

NDH-9

Motorização







Modelo

Klimov BR-3000

Klimov BR-3000

Klimov BR-3000

Nº de propulsores

1

1

1

Potência  unitária

1.865 KW (3.000 shp)

1.865 KW (3.000 shp)

1.865 KW (3.000 shp)

Capacidade de Combustível interno

1.800 l

1.200 l

1.200 l

Tripulação

2

0

0

Dimensões







Comprimento total

 10 m

 10 m

 10 m

Comprimento da fuselagem

9 M

9 M

9 M

Altura total

4,5 m

3,5 m

3,5 m

Altura com os rotores encolhidos

2,7 m

 2 m

 2 m

Pesos







Peso Vazio

1.600 kg

1.200 kg

1.400 kg

Decolagem normal

2.400 kg

2.000 kg

2.100 kg

Peso Máximo de decolagem

5.000 kg

4.000 kg

4.000 kg

Carga militar interna

600 kg

600 kg

600 kg

Desempenho







Velocidade máxima

560 km/h

580 km/h

580 km/h

Teto operacional

6.000 m

6.000 m

6.000 m

Alcance máximo

1.200 km

1.500 km

1.450 km





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