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PLANO BRASIL

PROGRAMA LUA DE SATURNO

INDÚSTRIA AERONÁUTICA



PARTE II

PROJETO ATLAS

CARGUEIROS MILITARES



(Clique na arte abaixo para ampliação)



Cargueiro Militar Pesado C-224.
(Arte Edilson Moura Pinto)




INTRODUÇÃO

CP-X  -  CARGUEIROS MILITARES PESADOS (C-224)

CM-X  -  CARGUEIROS MILITARES MÉDIOS (C-170)

CL-X  -  CARGUEIROS MILITARES LEVES (CL-106)




2) CARGUEIROS MILITARES

                              PROJETO ATLAS



NOVAS FAMÍLIAS DE CARGUEIROS MILITARES

AUTOR : EDILSON MOURA PINTO





INTRODUÇÃO


Num futuro não muito distante, assistiremos a conflitos armados de média e baixa intensidade, que se deflagrarão a uma velocidade espantosa para os níveis atuais.


Não seria ficção estimar que uma nação poderá efetuar um ataque a uma nação inimiga deslocando seu arsenal e tropas de tal forma a iniciar e terminar um conflito num período de 48 horas, agindo antes que seus adversários possam responder.


Forças de reação rápida já são realidade nos conflitos atuais, porém os meios utilizados para deslocamento dessas unidades ainda consiste no principal fator limitador do ponto de vista da velocidade e capacidade de transporte e deslocamento.


Somente os EUA e a Rússia dispõem hoje de aviões com capacidade de deslocamento global e ainda assim em número insuficiente. A prova disso é que a própria
USAF, em decorrência dos últimos conflitos, tem recorrido ao aluguel de aviões comerciais para transportar tropas.


Tão pouco seria um exagero considerar que a capacidade de deslocamento dos meios de defesa consistirão também em um importante fator de dissuasão de forças, pois o inimigo que detiver o conhecimento da real capacidade de deslocamento de seu adversário, saberá também que este estará pronto para responder à sua ameaça em tempo hábil, o que com certeza forçará seus estrategistas a repensarem sua ofensiva, buscando por vias diplomáticas a solução dos problemas.


O Brasil, nação que tem por necessidade projetar-se diante do cenário internacional, tal como fazem Índia e China, necessita desta capacidade, até mesmo para seu desenvolvimento social.


Sob essa perspectiva, consideraremos o deslocamento aéreo como o meio mais rápido e, nesse caso, eficaz de se implantar, seja no território inimigo ou em uma região desprotegida do seu próprio território, uma força capaz de tentar neutralizar ou mesmo extinguir tal ameaça.


As equipagens e o pessoal envolvido nesse tipo de missão devem portanto estar preparados para imediata resposta. Em tal panorama, as unidades de transporte e logística precisarão dispor de aeronaves mais velozes, mais capazes e melhor preparadas para esse tipo de missão.


É verdade que nos últimos anos temos observado que a FAB alcançou novos ares ao conseguir repotencializar e adquirir novas aeronaves, no entanto, pensando em um cenário futuro, mais especificamente para os próximos vinte anos, temos que refletir sobre as reais capacidades e necessidades de nossa Força Aérea.


Proporemos neste artigo uma restruturação dos meios e das equipagens necessárias para esse panorama, basearemo-nos no conceito de simplificação e racionalização de meios e recursos, para tornar as Forças Armadas mais aptas e velozes, capazes de responder a uma hipotética ameaça, seja ela onde, quando e de quem vier.


Neste texto então apresentaremos uma reflexão e proposição pessoal deste e de outros temas. Analisaremos e proporemos alternativas para melhoria de nossas Forças Armadas e de nossa industria aeroespacial, baseando-se numa previsão pessoal de suas atribuições futuras.


Proporemos também uma solução que, do nosso ponto de vista, levaria não somente à solução do problema da falta de equipagens e meios para as Forças Armadas, nem tão pouco acerca de sua independência tecnológica, mas também, do ponto de vista de um desenvolvimento industrial, tecnológico e econômico para o país.


Perante isso, elaboramos como possível solução um projeto que denominamos PROJETO ATLAS. Este projeto teria por finalidade a substituição em sua totalidade de todos os aviões que compõem a força de transportadores das Forças Armadas Brasileiras.


Dividido em três partes, este projeto apresentará uma hipotética adoção de três diferentes aeronaves, a saber : um supercargueiro, ou cargueiro pesado, denominado CP-X, um cargueiro médio CM-X e um cargueiro leve, CL-X, dos quais derivariam ainda inúmeras outras aeronaves que, em suas individuais versões, cumpririam diferentes missões, complementando o sistema de defesa mantenedor de nossa soberania nacional.




CLASSES DE CARGUEIROS MILITARES

DO PROJETO ATLAS



CP-X
  g Cargueiros Militares Pesados
CM-X
  g Cargueiros Militares Médios
CL-X
  g Cargueiros Militares Leves




CP-X  -  CARGUEIROS MILITARES PESADOS


EMB/ANT-CP-X

C-224



DESENVOLVIMENTO



A Força Aérea Brasileira (FAB) não dispõe nos dias atuais de uma aeronave supercargueira, o que por si só limita sua capacidade de ação no exterior; para desenvolvê-la, entretanto, demandaria altíssimos investimentos, inviáveis para um pais como o Brasil.


No entanto, uma possível solução para este problema parece ser mais fácil do que se imagina. A União Européia, assim como algumas nações individualmente, vem buscando independência tecnológica/militar e diante da necessidade de deslocar super cargas, tem partido para o aluguel dos veneráveis Antonov 124. Até mesmo a USAF
, que possui o seu também superpeso C-5 Galaxy, tem recorrido a esta alternativa.


No caso específico do ANT-124, como sabemos, são aviões extremamente confiáveis e que possuem capacidades ímpares, o que os torna aeronaves incomparáveis em muitos quesitos, sendo que um em particular interessaria especificamente ao Brasil. Estes gigantes são capazes até mesmo de pousar sem restrições em pistas de chão batido (não preparadas), ideais para regiões como o Pantanal e a Amazônia.


Sua linha de produção foi interrompida após a queda do Muro de Berlim, porém recentemente a fabricante ANTONOV marcou mais um ponto em relação aos seus concorrentes, companhias cargueiras privadas efetuaram a encomenda de cerca de 60 novas aeronaves ANT-124, as quais pretendem utilizar como cargueiros no crescente setor civil; essas aeronaves foram encomendadas em um curto intervalo de tempo de apenas seis meses.


A própria EADS manifestou interesse em realizar uma joint-venture com a Antonov para o desenvolvimento de um supercargueiro militar destinado inicialmente às nações européias baseado no Antonov 124.


Com a reabertura das linhas de montagem desse avião, surge também a possibilidade de novos projetos baseando-se em novas dele para os mais variados fins. A vantagem dessa robusta aeronave não reside somente nas suas qualidades físicas e técnicas, mas também no seu custo de aquisição, muito inferior por exemplo a de um Boeing 787 novo.


O Brasil, portanto, poderia aproveitar-se dessa possibilidade e mediante um acordo entre a Antonov, a EADS e a Embraer, participar do desenvolvimento de três novas versões dessa aeronave, uma civil e duas outras militares; dessa forma, reduziria os custos do programa e ainda obteria lucros sobre as futuras encomendas que viessem a ser feitas tanto pelo setor civil quanto militar, adquirindo de quebra novas tecnologias advindas do projeto.


C-224

C-224


A proposta poderia ser muito abrangente e poderia levar, por exemplo, ao desenvolvimento de novas asas empregando ao máximo materiais compostos e com isso diminuindo o peso da aeronave; também poderiam ser propostos novos motores; uma sugestão seria o desenvolvimento de um novo motor baseado na família Trent da General Electric ou mesmo versões ocidentalizadas das atuais turbinas empregadas por este avião.


Nova eletrônica e sistemas também poderiam ser adicionados, tais como 
FBW, FADEC, além de navegação e comunicação moderna, entre outros.


Dessa forma, seria proposta uma versão cargueira para a Força Aérea, o qual denominamos C-224, e que seria na verdade uma versão cargueira em muito melhorada do atual ANT-124.


Uma segunda versão seria então desenvolvida e destinada ao comando, lançamento e controle de veículos pilotados remotamente, os
VANTs e VANTs-C, ou simplesmente DRONES, o qual chamamos de D-224.


C-224

D-224


Para isso, esta versão seria modificada para receber em seu compartimento de carga as aeronaves, armazenando-as como em um hangar, possibilitando eventuais recargas de armamentos e trocas de sistemas e recolocação em pleno vôo.


Sua seção traseira seria modificada possibilitando a instalação de um sistema de recuperação em vôo dos Drones, o que permitiria lançá-los e recolhê-los em pleno vôo. Seu deque superior seria ocupado pelo espaço destinado à tripulação, tal como banheiros, dormitórios, assentos e, obviamente, os módulos de comando.


Para poder operar sem restrições em qualquer lugar do globo terrestre, teria que possuir também sistemas de comunicação global, possuindo ainda tanques de combustível extras, capacitando-o a executar missões de reabastecimento aéreo de outras aeronaves. Isso aumentaria em muito suas capacidades, uma vez que poderia operar com Drones por um período maior.



CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Capacidade de pouso em pistas curtas e não preparadas, e baixa dependência de infra estrutura de solo;

     g Capacidade de transporte de cargas de maior volume e pesagem;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Pressurização do compartimento de carga;

     g Capacidade de reabastecimento aéreo; e

     g Porta de embarque lateral, rampa de embarque frontal e traseira.



VERSÕES


C-224
Cargueiro Militar Pesado

D-224
Aeronave de Lançamento e
Comando de DRONES
(VANTs e VANTs-C)



ARTES


(Clique na arte abaixo para ampliação)


C-224 - Cargueiro Militar Pesado - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

D-224

D-224 - Aeronave de Lançamento e Comando
de Drones (VANTs e VANTs-C) - FAB.

  (Arte Edilson Moura Pinto)



ESPECIFICAÇÕES DOS C-224


VERSÕES


C-224

D-224

Motorização

Nº de propulsores

4

4

Modelo

General Electric  GE90-115B

General Electric  GE90-115B

Empuxo unitário

511 kN (115.000 lb.)

511 kN (115.000 lb.)

Capacidade de
Combustível interno

180 ton

180 ton

Provisão para reabastecendo do vôo

Sim

Sim

Dimensões

Extensão da Asa

74 m

74 m

Comprimento

70 m

70 m

Altura

21 m

21 m

Superfície Alar

630 m2

630 m2

Pesos

Vazio

150.000 kg

180.000 kg

Decolagem normal

200.000 kg

210.000 kg

Máximo de decolagem

420.000 kg

420.000 kg

Carga militar

180.000 kg

6 UAVs - 12 UCAVs

Desempenho

Velocidade máxima
a grande altitude

890 km/h

890 km/h

Teto operacional

12.500 m

12.500 m

Pista de decolagem

900 m

900 m

Alcance máximo com carga
total sem reabastecimento

6.000 km

12.000 km

Alcance máximo

18.500

18.500

Tripulação

2/1

2/1

Tripulação fly deck

90

24

Tropas transportadas

900

0





CM-X  -  CARGUEIROS MILITARES MÉDIOS

 

EMB/ANT-CM-X

C-170


DESENVOLVIMENTO



O envelhecimento da frota de C-130 e sua conseqüente substituição demandaria à FAB não somente a necessidade de possuir uma aeronave mais moderna mas também uma aeronave preparada e atualizada ao novo cenário mundial.


A mudança do quadro político mundial, tal qual vem ocorrendo, tem exigido das nações influentes a necessidade de projetar forças militares, seja a serviço da ONU, ou seja,  por uma intervenção militar necessária por motivo de agressão à soberania nacional.


O Brasil encaixa-se nesse grupo de nações devido à sua importância política, econômica e ao seu posicionamento geográfico  e estratégico. Portanto, para cumprir as suas atribuições perante a comunidade internacional, nosso país tem de possuir meios condizentes para tal.


Nesse ambiente, necessitaremos com urgência de uma aeronave de transporte capaz de executar missões de grande raio, transportando cargas militares de grande vulto, maiores e mais volumosas do que as transportadas pelo C-130.


Este novo avião, CM-X, terá que responder mais rapidamente às ações, diminuindo distâncias e tempo. Por motivos de racionalização de recursos, abreviação de tempo e busca de independência tecnológica, este projeto teria de ser feito a partir de uma parceria, e a empresa indicada novamente seria a ucraniana Antonov, cuja experiência nesse tipo de aviões supera indiscutivelmente suas concorrentes.


C-170

C-170


Esta nova aeronave seria então baseada no projeto do antonov ANT-70, porém com algumas diferenças como, por exemplo, substituição dos quatro motores turbohélices por dois motores a jato, que permitiriam que esta aeronave voasse mais rapidamente, mais alto e não só isso, estaria de acordo com a filosofia de maior comunalidade entre as equipagens, já que o motor proposto também seria utilizado por outros aviões da FAB.


Esta aeronave poderia ser empregada em diversas missões e poderia dispor de outras variantes além de cargueiro C-170, tais como, reabastecedor KC-170 - que viria substituir os veneráveis KC-137 hoje em uso pela FAB. Ainda derivando da versão cargueira, poderia ser desenvolvido um  avião oficina, o  OC-170, que possuiria em seu interior todos os equipamentos necessários aos reparos de quaisquer aeronaves presentes no escopo das três Forças Nacionais.


KC-170

KC-170

OC-170

OC-170


CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Capacidade de pouso em pistas curtas e não preparadas, e baixa dependência de infra estrutura de solo;

     g Capacidade de transporte de cargas de maior volume e pesagem;

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Pressurização do compartimento de carga;

     g Capacidade de reabastecimento aéreo; e

     g Porta de embarque lateral e rampa traseira.



 VERSÕES


C-170
Cargueiro Militar Médio
KC-170
Reabastecedor Médio
OC-170 Avião Oficina
 

   
ARTES


(Clique na arte abaixo para ampliação)

C-170

C-170 - Cargueiro Militar Médio - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

KC-170

KC-170 - Reabastecedor Médio - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




(Clique na arte abaixo para ampliação)

OC-170

OC-170 - Avião Oficina - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




ESPECIFICAÇÕES DOS C-170



VERSÕES

C-170

KC-170

OC-170




Motorização


Modelo

Trent 1711

Trent 1711

Trent 1711

Nº de propulsores 2
2
2

Empuxo unitário

334 kN (75.000 lbs)

334 kN (75.000 lbs)

334 kN (75.000 lbs)

Capacidade de
Combustível interno

40.000 kg

40.000 kg

40.000 kg

Provisão para
reabastecendo do vôo

Sim

Sim

sim

 

 


Dimensões

 

Extensão da Asa

45 m

45 m

45 m

Comprimento

40 m

40 m

40 m

Altura

16 m

16 m

16 m

 

 


Pesos

 

Vazio

40 ton

40 ton

40 ton

Decolagem normal

80 ton

80 ton

80 ton

Máximo de decolagem

130 ton

130 ton

130 ton

Carga militar

48 ton

48 ton

48 ton

 

 


Desempenho

 

Velocidade máxima
a grande altitude

890 km/h

890 km/h

890 km/h

Teto operacional

12.500 m

12.500 m

12.500 m

Pista de decolagem

450 m

450 m

450 m

Alcance máximo com combustível interno

9.500 km

9.500 km

9.500 km

Alcance máximo
18.000 km
18.000 km
18.000 km

Tripulação

2/1

2/2

2/6

Tropas transportadas

300

150

-

 



CL-X  -  CARGUEIROS MILITARES LEVES

 
EMB-CL-X

CL-106


DESENVOLVIMENTO



O último programa da lista de aviões cargueiros seria o projeto Embraer EMB-106 que, como os anteriormente citados, seria desenvolvido em parceria com outras empresas. Não que a EMBRAER não fosse capaz de fazê-lo independentemente, mas sim pelo fato de que, como nos outros programas, estaríamos prezando pela redução de custo e tempo.


Algumas características fariam com que
esse avião fosse bastante interessante para Países como Venezuela, Argentina, Colômbia, Chile, entre outros, até mesmo Países como Espanha (EADS) e Ucrânia (ANTONOV), pois desenvolveria e complementaria sua industria aeroespacial.


Considerando-se em
particular os Países latino-americanos, estes teriam uma oportunidade única de desenvolver e estabelecer uma indústria aerospacial e viriam a ganhar muito mais ainda com o desenvolvimento de um programa internacional como esse; vale ressaltar que Chile e Argentina já possuem industrias de inquestionável competência.


O avião em questão, segundo nossa visão, teria de ser uma aeronave
polivalente concebida em sistema modular e projetada para servir de base para diversos outros programas. Materiais compostos seriam aplicados à maior parte do projeto, de tal forma a diminuir substancialmente seu peso básico e aumentando sua resistência a impactos diretos com o solo, aumentando com isso a vida útil da célula.


A princípio, partiríamos de uma aeronave cargueira base, capacitada a pouso e decolagem em Navios-Aeródromos, que
deveria situar-se numa posição entre o EMB-120 Brasília e o EADS CASA- 295, porém de dimensões mais próximas às do Antonov-ANT-140. A partir dessa, seriam desenvolvidas outras variadas versões.


Esse avião entraria no nicho
de mercado de cargueiros militares leves, substituindo por exemplo na FAB de uma só vez todos os cargueiros leves atualmente empregados por esta Força: aviões como o Bandeirante, Brasília, Xingu, Caravan Grand, Caravan, P-110 Bandeirulha, CASA-210 patrulha e esclarecimento marítimo e posteriormente o próprio EADS-295, assim como o EMB-145, entre outros. 


Essas aeronaves seriam
substituídas a um custo razoável e ainda dentro da filosofia de baixo custo operativo por simplificação logística.


Mais ainda, teria a
capacidade de substituir aeronaves embarcadas como E-2C Hawkeye, C-2 Greyhound, S-3B Viking, P-16 Tracker, KA-6D Intruder e ainda poderia introduzir uma nova aeronave naval, um mini J-Stars.


Sua motorização poderia ser baseada em uma versão
incrementada do Alison AE 3007 utilizado no EMB-145, o qual denominaremos AE 3007-106.


A priori, as versões baseadas em
terra não necessitariam de um motor a jato, o que reduziria o custo da aeronave bem como o custo de sua utilização; no entanto, as versões navais dependeriam fundamentalmente de um motor a jato para sua melhor performance, o que permitiria decolagens e pousos mais seguros independentemente das condições climáticas, o que para os turbohélices em certos casos torna-se um fator limitante.


Dessa
forma, para racionalização de custos, todos os aviões do programa seriam baseados em uma única aeronave propulsada então por motores a jato.


As versões propostas para esse avião seriam variadas, partindo de um Cargueiro base denominado C-106, o qual poderia ser rapidamente convertido em avião de transporte de passageiros, podendo ser reconfigurado para lançar pára-quedistas ou ainda transportar veículos leves e até mesmo ser reconfigurado para uma ambulância aérea quando necessário.


Seria concebido para operar em navios-aeródromos e até mesmo a versão utilizada pela FAB poderia possuir essas características, o que lhe permitiriam maior resistência e vida útil.


Teria também uma versão
destinada ao treinamento de tripulações, denominado TC-106,  baseado em terra e em navios-aeródromos.


Seguindo-se a esse modelo, seria criada uma nova família
de aeronaves destinada à Força Naval, a saber:


C-106

C-106 e TC-106


Uma versão cargueira embarcada C-106N, do qual também derivaria uma versão de treinamento o TC-106N, seguida de uma versão de reabastecimento em vôo, o KC-106N com tanque de combustível interno removível e provisões para tanques externos.


C-106N

C-106N

TC-106N

TC-106N

KC-106N

KC-106N


Do modelo básico derivariam ainda outras duas versões, uma AWACS / ELINT / SIGINT denominada E-106N - essa aeronave deveria possuir a capacidade de suprir essas três diferentes missões, minimizando assim o custo e a logística - o mesmo se aplicaria ao R-106N, aeronave conjunta J-Stars / AGS / Reconhecimento e Foto, que se destinaria a  dotar a Força Naval de uma aeronave até agora inexistente nos navios-aeródromos.


E-106N

E-106N

R-106N

R-106N


Finalizando, a última versão seria a de Guerras Anti-Submarina, Anti-Superfície e Anti-Minas denominada N-106N*, armada com mísseis, torpedos e cargas de profundidade, também embarcada. Essa versão estaria apta a realizar uma gama de missões hoje negligenciada pelas forças armadas nacionais desde a retirada de serviço do P-16, cumprindo ainda outras missões em seu escopo.


N-106N

N-106N


Dessa forma, a Marinha disporia da mesma capacidade que a Força Aérea para ações de ataque, reconhecimento e defesa, podendo agir independentemente do ambiente e cenário.


(*) O prefixo “N” é adotado aqui no lugar do “P” usualmente utilizado para aeronaves de patrulha e guerra anti-submarina, porém este prefixo serve para demonstrar que as capacidades navais vão muito além da ASW e Guerra Anti-Superfície, incorporando também a Guerra Eletrônica, escuta e interferência eletrônica, e Anti-Minagem.



CARACTERÍSTICAS


     g Capacidade de vôo a qualquer tempo;

     g Sistemas de comando FBW;

     g Capacidade de pouso em pistas curtas e não preparadas, e baixa dependência de infra-estrutura de solo;

     g Portas traseira e lateral para desembarque de cargas de maior volume (versões cargueiras);

     g Sistemas defensivos para proteção tipo Chaff-Flares, entre outros;

     g Capacidade de pouso e decolagem de Navios-Aeródromos (para as versões navais);

     g Pressurização do compartimento de carga; e

     g Capacidade de reabastecimento aéreo.



 VERSÕES


C-106
Cargueiro Militar Leve
baseado em terra
TC-106
Treinador / Cargueiro Leve
baseado em terra
C-106N
Cargueiro Leve baseado
em Navio-Aeródromo
TC-106N
Treinador / Cargueiro Leve
baseado em Navio-Aeródromo
KC-106N
Reabastecedor baseado
em Navio-Aeródromo
E-106N
Aeronave Conjunta AWACS / ELINT /
SIGINT baseada em Navio-Aeródromo
R-106N Aeronave Conjunta J-Stars /
AGS / Reconhecimento e Foto
baseada em Navio-Aeródromo
N-106N
Aeronave Conjunta de Guerras Anti-
Submarina, Anti-Superfície e Anti-Minas
baseada em Navio-Aeródromo


 
ARTES


C-106

C-106 - Cargueiro Militar Leve baseado em terra - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




TC-106

TC-106 - Treinador / Cargueiro Leve baseado em terra - FAB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




C-106N

C-106N - Cargueiro Leve baseado em Navio-Aeródromo - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




TC-106N

TC-106N - Treinador / Cargueiro Leve baseado em Navio-Aeródromo - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




KC-106N

KC-106N - Reabastecedor baseado em Navio-Aeródromo - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




E-106N

E-106N - Aeronave Conjunta AWACS / ELINT / SIGINT
baseada em Navio-Aeródromo -
MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




R-106N

R-106N - Aeronave Conjunta J-Stars / AGS / Reconhecimento
e Foto baseada em Navio-Aeródromo - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




N106-N

N- 106-N - Aeronave Conjunta de Guerras Anti-Submarina,
Anti-Superfície e Anti-Minas baseada em Navio-Aeródromo - MB.
(Arte Edilson Moura Pinto)




ESPECIFICAÇÕES DOS EMB-106



VERSÕES

C-106

TC-106

KC-106

E-106

R-106

N-106





Motorização




Modelo

AE 3007-106

AE 3007-106

AE 3007-106

AE 3007-106

AE 3007-106

AE 3007-106

Nº de propulsores 2
2
2
2
2
2

Empuxo unitário

35 kN

35 kN

35 kN

35 kN

35 kN

35 kN

Capacidade de Combustível interno

4.500 kg

4.500 kg

4.500 kg

4.500 kg

4.500 kg

4.500 kg

Provisão para reabastecendo do vôo

SIM

SIM

SIM

SIM

SIM

SIM

 

 

 


Dimensões

 

 

 

Extensão da Asa

21 m

21 m

21 m

21 m

21 m

21 m

Comprimento

20 m

20 m

20 m

20 m

21 m

21 m

Altura

7 m

7 m

7 m

7 m

7 m

7 m

Superfície Alar

45 m2

45 m2

45 m2

45 m2

45 m2

45 m2

 

 

 


Pesos

 

 

 

Vazio

10.000 kg

10.000 kg

10.200 kg

10.500 kg

10.500 kg

10.500 kg

Decolagem normal

15.000 kg

15.000 kg

15.000 kg

18.000 kg

18.000 kg

18.000 kg

Máximo de decolagem

21.000 kg

21.000 kg

21.000 kg

21.000 kg

21.000 kg

21.000 kg

 

 

 


Desempenho


 

 

 

Velocidade máxima a grande altitude

890 km/h

890 km/h

890 km/h

890 km/h

890 km/h

890 km/h

Teto operacional

12.500 m

12.500 m

12.500 m

12.500 m

12.500 m

12.500 m

Pista de decolagem

360 m

360 m

360 m

360 m

360 m

360 m

Alcance máximo com combustível interno

4.800 km

4.800 km

4.800 km

4.800 km

4.800 km

4.800 km

Tripulação

2/1

2/1

2/2

2/6+2/6

2/6+2/6

2/3+2/3

Tropas transportadas

36

36

12

0

0

6