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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros



PRINCIPAIS MARINHAS 

FORÇAS DE SUBMARINOS


PARTE 2



Sub



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Tikuna)

Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos, em 6 de maio de 2006. Atenção à Fortaleza
da Barra Grande
, que teve importante papel no conjunto de defesa instalado no
canal de acesso à Baía de Santos, na época das invasões piratas.
Ela está situada na Ilha de Santo Amaro (Guarujá).
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



PRINCIPAIS MARINHAS
FORÇAS DE SUBMARINOS
ESTÁ DIVIDIDO EM 2 PARTES:


PARTE
1
2


PARTE 2


O MUNDO SUBMARINO FUTURO

FONTES E LINKS


VÍDEOS



O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.



Sub





O MUNDO SUBMARINO FUTURO


A tecnologia de construção de submarinos militares sempre foi restrita a poucos países que os projetam e constroem há muito tempo. Os pioneiros foram EUA, França, Itália e Alemanha.


Existem ainda outras nações que conseguiram evoluir e construir submarinos a partir de projetos fornecidos pelos primeiros. Nesse início do Século XXI, isso tudo está em uma enorme mudança por todo o mundo.



Grandes mudanças vêm ocorrendo nesse mundo submarino. Muitos países que projetam e constroem, diminuíram a quantidade de submarinos e até levaram muitos programas ao fim, devido aos crescentes custos de desenvolvimento e aquisição desses novos sistemas de armas a cada geração e também às mudanças das ameaças. Enquanto que outros aprenderam com o tempo e hoje despontam.



HOLANDA E ITÁLIA


Dois países com enorme
tradição em projeto e construção de submarinos deixaram o clube dos desenvolvedores deste tipo de arma. A Holanda concluiu os dois barcos Classe Walrus (com alguma participação da indústria francesa) e a Itália (com a Classe Nazario Sauro) deixou de projetar submarinos, encerrando-se uma longa tradição.


A Itália já exportava submarinos 90 anos atrás, como ocorreu com a recém-criada Flotilha de Submersíveis da Marinha do Brasil. A Itália passará agora somente a participar dos projetos dos IKL alemães. No momento, a Fincantieri constrói 2 submarinos U212A para a Marinha Italiana.


SUÉCIA


A
Suécia parecia ser o próximo País a deixar a lista dos desenvolvedores de submarino. Mas, quando a Classe Gotland precisar ser substituída, poderá estar chegando o A-26, que se parecerá muito com a cancelada Classe Viking, de 1.700 ton, só que bem mais avançado.



Classe Viking

Concepção de Submarino da Classe Viking.
(Arte Cockums AB, afiliada do Grupo alemão HDW)



De qualquer modo, ela se preocupa em ter os melhores submarinos, como os três da Classe Gotland, que foram os primeiros submarinos a possuírem sistema AIP de berço (Stirling engine), e é derivada do Tipo A-17 - Classe Vastergotland dos anos 80 (10 anos mais antiga que a Classe Gotland) .



Gotland

Classe Gotland.
(Arte Cockums AB, afiliada do Grupo alemão HDW)



Classe Gotland

Submarino Type A-19 da Classe Gotland, da Suécia, um
dos melhores convencionais da atualidade, com AIP.
(Foto Cockums AB, afiliada do Grupo alemão HDW)



A experiência foi tão bem sucedida que 2 Vastergotland foram modernizados, recebendo sistema AIP, o que aumentou substancialmente sua eficiência operacional. Tiveram também os cascos aumentados em 12 metros, atingindo o comprimento dos modernos Gotland, de 60,6 m.


O estaleiro alemão HDW (submarinos IKL) e sua afiliada Cockums da Suécia passaram a oferecer ao mercado duas opções de sistemas AIP, Sterling (Gotland e 209-1400) e Célula a Combustível (214 e 209-1400)
com um sistema da Siemens conhecido como PEM (Proton Exchange Membrane).


Em outubro de 2004, nasceu oficialmente a ThyssenKrupp Marine Systems AG (TMS), tendo o Thyssen Group alemão englobado a HDW, a ThyssenKrupp Werften, a Kockums sueca e outras subsidiarias.


REINO UNIDO, ALEMANHA


Assim, a Europa tende a ter apenas três fabricantes no futuro : 
Reino Unido, Alemanha e França.


Com seu Programa MUFC (2) (Maritime Underwater Future Capability), o Reino Unido planeja ficar com uma frota futura de 12 submarinos SSN. Os submarinos MUFC substituiriam apenas 4 dos 7 submarinos da Classe Trafalgar até 2016.


Haverá mais investimentos na Classe Nuclear
Astute 2 para substituir as 5 naves da Classe Swiftsure entre 2007 e 2010. Serão construídas 3 unidades sob projeto e supervisão geral da Electric Boat Corp., dos Estados Unidos.


O primeiro Astute foi lançado em junho de 2007 no Estaleiro da BAE Systems. Eles podem disparar mísseis Tomahawk, Trident e Harpoon.



VÍDEO - ASTUTE SUBMARINE (08:37 MIN)






MUFC

Conceito revolucionário para o projeto do MUFC.
  BAE Systems Concept Submarine.
(Arte BAE Systems)




UUV

Conceito ainda mais revolucionário para o pequeno UUV
(Unmanned Underwater Vehicle - Veículo Submersível
Não-Tripulado) a ser transportado pelo MUFC.
(Arte BAE Systems)




Ainda não se sabe se os 4 submarinos SSBN Trident ingleses da Classe Vanguard 2), que foram projetados na Guerra Fria, comissionados entre 1994 e 1999 e custaram US$ 17 bilhões, serão substituídos por uma caríssima nova classe ou transformados em SSGN, como ocorre com a Classe Ohio da US Navy. Os 16 Tridents que cada um carrega são SLBMs.


A Alemanha é a mais tradicional exportadora de tecnologia de submarinos diesel-elétricos, com os famosos IKL. Hoje produz seus IKL-212 e o exportável IKL-214 (2), ambos com AIP, do novo Grupo TKMS.



VÍDEO - ABOARD THE IKL-212, THE QUIETEST
SUBMARINE IN THE WORLD (09:32 MIN)







Um primeiro IKL-214 deveria ter sido entregue à Marinha da Grécia em 2006, mas os defeitos eram muitos; o recebimento foi cancelado. Isso ocorreu logo depois de o Brasil ter anunciado a construção de um 214 no AMRJ. Outros 2 continuavam sendo construídos na Grécia em 2007.



IKL-214 na Grécia


Montagem de um IKL-214 na Grécia.
(Foto HDW - Howaldtswerke-Deutsche Werft)



O Estaleiro HDW (Howaldswerke-Deutsche Werft GmbH) foi adquirido em janeiro de 2005 pelo tradicional grupo industrial alemão ThyssenKrupp Werften AG, vindo a formar o TKMS (ThyssenKrupp Marine Systems Group), que também engloba a sueca Kockumus.



IKL-214

Arte do IKL-214 da HDW.
(Arte HDW - Howaldtswerke-Deutsche Werft)



A Alemanha deveria ter no futuro somente 4 IKL-212A - U-30 a U-33 (ver vídeos). Porém, em setembro de 2006, encomendou mais 2 IKL-212A, que serão equipados para o emprego de forças especiais e passarão a operar até 2013.


FRANÇA


Sua agência de aquisição de armamento, a DGA, anunciou em 22 de dezembro de 2006 a assinatura de um contrato com o grupo DCNS e a empresa associada Areva TA para 6 novos submarinos nucleares de ataque à Marinha Francesa, para substituir a Classe Rubis.


O programa de 20 anos deverá chegar a € 8 bilhões. A cargo da DCNS ficará o navio, enquanto a Areva TA fornecerá a propulsão nuclear da Classe BARRACUDA, projetada para uma disponibilidade de até 240 dias/ano.



SNA Barracuda

Arte de SSN da Classe Barracuda.
(Divulgação 
DCNS)



O submarino terá um deslocamento de 4.765 ton quando submerso, comprimento de 99 m, e poderá transportar até 20 armas lançadas de tubos, incluindo uma mistura de torpedos pesados, mísseis de cruzeiro MDCN (Scalp Naval) e mísseis antinavio SM39 Exocet.


Sua velocidade máxima será superior a 25 nós, e além dos 60 tripulantes poderá também transportar 15 passageiros (como mergulhadores de combate e forças especiais). A entrega do primeiro
BARRACUDA ocorrerá até 2016.


Somente em julho de 2007 as 6 naves da Classe Barracuda foram oficialmente nomeadas. O primeiro será o Suffren, sendo seguido pelos Duguay-Troin, Dupetit-Thouars, Duquesne, Tourville e De Grasse.



(Clique na arte abaixo para ver imagem gigante)

SSN Classe Barracuda

Esquema dos SSN Barracuda.
(Divulgação 
DCNS)



A França vem competindo com a Alemanha e vencendo seguidamente no mercado de submarinos diesel-elétricos com boas vendas de seus submarinos Scorpene,  da DCNS, com um Sistema Anaeróbico chamado MESMA, tendo negociado até 2006 10 unidades, sendo 2 para o Chile, 2 para a Malásia e 6 para a Índia.


O Scorpene teria vencido o IKL-214 na Índia devido aos mísseis anti-navio, indisponíveis na opção alemã à época.


O Scorpene possui AIP com autonomia de 50 dias e emprega mísseis anti-navio Exocet SM-39, que podem destruir grandes alvos navais ou em terra a até 50 km de distância.


Opera ainda torpedos pesados franco-italianos de nova geração Black Shark,
produzidos pelo consórcio DCNS / Whitehead Alenia Sistemi Subacquei-Wass, que ainda deverá ser certificado para emprego pelo IKL-214.



Black Shark

Torpedo pesado Black Shark.
(Foto
Finmeccanica)



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Família Scoorpene

Família Scorpene, que tem AIP com 50 dias de autonomia.
(Arte DCN)



As dificuldades de relacionamento entre a francesa DCNS e a espanhola NAVANTIA levaram à separação da Espanha do programa Scorpene. Em 2006, os franceses divulgaram um programa separado chamado de S-80, de concepção totalmente francesa, que foi batizado de Marlin.


O mercado considera, entre as 3 alternativas de AIP, a alemã PEM, a sueca Stirling e a francesa MESMA, como sendo mais eficiente a alemã.


ESPANHA


A Espanha foi
co-desenvolvedora com a França (DCN / NAVANTIA) no Scorpene, mas não deverá ter no futuro previsível capacidade para um programa 100 % nacional. Se os submarinos ficaram mais caros e complexos de serem desenvolvidos, é natural que isso tenha gerado impacto sobre a sua eficiência, e realmente gerou.


Para entender esse impacto, basta
olhar a realidade das marinhas sul americanas. Até o início dos anos 80, o grosso dos submarinos em operação na América do Sul eram Classes Guppy americanos e Oberon ingleses.


Esses submarinos na época nem de longe poderiam representar uma ameaça real a uma marinha de primeira linha como a americana, a soviética ou a inglesa, como se viu nas Malvinas/Falklands. Porém, as coisas mudaram muito com os ciclos de compras de alguns Países da região.


A NAVANTIA deverá procurar criar um submarino convencional com apoio técnico dos americanos (que não mais os constroem há décadas), já que tem sido recorrente a integração de sistemas eletrônicos destes em navios de guerra espanhóis.


Como é notório, o interesse dos EUA estaria em vender os famosos 8 submarinos convencionais para Taiwan, obtendo aí o parceiro ideal. Só que a Espanha vai arriscar-se a perder a "amizade" da China.



BRASIL


Como é sabido, a Marinha do Brasil vinha sofrendo com a extrema
escassez e contingenciamentos de verbas para seus mais importantes projetos. O Submarino Convencional S-MB-10, o Projeto SNAC-1, e o Submarino Nuclear Brasileiro, SNB - Pojeto SNAC-2, foram cancelados.


O projeto do SNB foi cancelado em novembro de 2006 e um novo projeto teve início em meados de 2007. Para tal, o Brasil passou a contar com o auxílio da França na construção do SNBR, graças ao acordo de cooperação na área de Tecnologias Avançadas.


Como parte do acordo, o Brasil passou também a construir localmente 4 unidades do
SBR, que não será nem o Scorpène (modelo desenvolvido em conjunto com a espanhola Navantia) e nem o Marlin (basicamente, um Scorpène 100% francês), e sim um novo modelo com especificações da Marinha Brasileira.


O que é pouco divulgado e quem sabe ainda duvida é que todos os SBR serão nuclearizáveis, ou seja, bastará mais à frente retirar o motor diesel e as baterias, e alongar o submarino através da adição de uma nova seção com o futuro reator.


n


Prosub



VÍDEO - SUBMARINOS DA MARINHA
DO BRASIL (04:07 MIN)





VÍDEO - FORÇA DE SUBMARINOS (06:05 MIN)





O país já enriquece urânio, mas precisava desenvolver pesquisas para a construção de um casco apto a suportar elevadas profundidades. Com o acordo, agora será possível uma aquisição gradual de diversas tecnologias para a construção do submarino nuclear.


Hoje, a frota do Brasil  2 é composta de 5 submarinos convencionais com características de emprego no litoral.


Possui 4 IKL-209-1400, da Classe Tupi 2 e
o S-34 SB Tikuna 2 3, um Tupi aperfeiçoado (IKL-209-1500). Ele foi comissionado em 2005, tendo sua construção iniciado em 1991 no AMRJ. Foram 14 sofridos anos de construção coroados de cortes e atrasos de verbas, o que demonstra como as Forças Armadas são tratadas no Brasil.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante do Lançamento do Tikuna)


Lançamento do S-34 SB Tikuna no AMRJ do Rio de Janeiro, em 9 de março de 2005.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - ABr 87.279)



(Clique nas fotos abaixo para ver imagens gigantes do Tikuna)

Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos em 6 de maio de 2006.
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



Tikuna - Tona

Submarino S-34 Tikuna em Santos em 6 de maio de 2006.
(Foto José da Silva para o DEFESA BR)



Ele trouxe diversas novas tecnologias desenvolvidas pela MB, como na geração de energia, sistema de direção de tiro e sensores.



SH-3 e Submarino Classe Tupi da MB

Helicóptero SH-3 Sea King e Submarino Classe Tupi da Marinha do Brasil
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)



VÍDEO -  BRASIL VAI CONSTRUIR
SUBMARINO NUCLEAR (02:26 MIN)




Reportagem do Bom Dia Brasil, em 29 de setembro de
2008, sobre a futura construção do SNA brasileiro.
(Vídeo Globo Vídeo)



VÍDEO -  ALEXANDRE GARCIA FALA
SOBRE CONSTRUÇÃO DE
SUBMARINO NUCLEAR (01:59 MIN)




Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil de 29 de setembro de
2008, falando sobre Ciro, Rei da Pérsia, e o SNA brasileiro.
(Vídeo Globo Vídeo)


n


Em 9 de agosto de 2012, o Diário Oficial da União trazia a sanção presidencial da Lei 12.706, criando a Amazul - Amazônia Azul Tecnologias de Defesa, nova empresa estatal responsável pelo Programa Nuclear da Marinha Brasileira, que inclui a construção do primeiro submarino a propulsão atômica do país.


A Amazul tem o nome derivado do entendimento de que a costa brasileira possui biodiversidade similar à da Amazônia e foi criada a partir de uma cisão da estatal Emgepron, também ligada à Marinha.


Segundo a Lei 12.706, a Amazul tem como objeto "promover, desenvolver, absorver, transferir e manter tecnologias necessárias às atividades nucleares da Marinha do Brasil e do Programa Nuclear Brasileiro - PNB", além de lidar diretamente com os submarinos.


O submarino nuclear brasileiro será construído em Itaguaí (RJ). No entanto, a Amazul terá sede em São Paulo (SP).




Am. Azul

Amazônia Azul



ARGENTINA


A frota da Argentina 2 3 é composta de 2 TR-1700
de fabricação do estaleiro alemão Thyssen Rheinthal e 1 IKL-209-1200 também alemão. Este último é de versão mais antiga, porém foi modernizado em 1995. Aguarda-se a continuação da construção do S-43 ARA Santa Fé (+ 20 %), e do S-44 ARA Santiago Del Estero (+ 80 %), ambos TR-1700.


Com a reativação do Estaleiro Domecq García em 2 de setembro de 2004 (desativado por 10 anos), não só o S-43 poderá ser concluído, como também o reparo de submarinos voltará a ser feito na Argentina. Este é o caso do reparo de meia vida do S-42 ARA San Juan (2º dos TR-1700). O reparo no S-41 ARA Santa Cruz (1º) foi realizado com sucesso pelo AMRJ há alguns anos.


CHILE


O Chile recebeu em setembro de 2005 seu primeiro submarino Scorpene, o O'Higgins, e em dezembro de 2006 o Carrera, segundo e último. Com isso, a marinha chilena tem hoje em operação dois dos submarinos diesel-elétricos mais sofisticados do mundo, mas sem AIP.


Entretanto, operar o Scorpene ainda representa certo risco. O O'Higgins teve um sério acidente nos primeiros testes, quando ele praticamente girou sob o eixo longitudinal, que é tido como um dos acidentes mais graves que podem ocorrer em um submarino.



Classe Scorpene

Modelo do Scorpene.
(Arte da DCN International)



Mesmo assim, estes submarinos operados pelos 3 Países acima, especialmente os brasileiros, já mostraram em exercícios que podem neutralizar a grande maioria dos objetivos navais, dependendo do cenário de emprego. Resumindo, o salto qualitativo na América do Sul foi enorme.


Outros países que têm melhorado em muito a qualidade de suas forças submarinas são Japão 2, Índia 2, Austrália, China 2 e Taiwan 2.


JAPÃO


O Japão vem discretamente construindo uma moderna frota de 22 (11+7+4) submarinos convencionais entre 2.750 e 4.200 ton submersos, principalmente da Classe
Oyashio, que conta com 11 submarinos (SS590 a SS 600) de 4.000 ton, comissionados entre 1998 e março de 2008.


O mais novo dos 7 submarinos da Classe
Harushio (SS583 a SS589) de 2.750 ton - o SS 589 Asashio, foi convertido para testes com sistema de propulsão AIP.



SS 589 Asashio - Classe Harushio

Membro da Classe Harushio - o SS 589 Asashio, convertido
para testes com sistema de propulsão AIP.
(Foto Runneko)




Já a Classe Soryu é uma clase derivada da Oyashio, com 4.200 ton. Seu primeiro exemplar foi lançado ao mar em dezembro de 2007. Esse aumento de 200 ton deve-se à incorporação do sistema AIP Stirling, da Kockums sueca, que o forneceu sob licença para montagem no Japão. Entre março de 2008 e março de 2012 espera-se a incorporação de 4 unidades.



Soryu Class

Cerimônia de lançamento do primeiro submarino japonês produzido com
AIP, da Classe Soryu - o SS 501 Soryu, em dezembro de 2007.
(Foto Divulgação Mitsubishi)



ÍNDIA (2013)


A Índia obteve
via leasing de 10 anos um submarino nuclear russo da Classe Akula-II (Projeto 971), o INS Chakra, tendo  ficado pronto no Estaleiro Amur (em Komsomolsk-on-Amur) em 2007 e entrado em serviço no fim de 2009 na Marinha Russa.


Ele foi comissionado na Índia em abril de 2012. Há planos de obterem mais uma unidade pelo mesmo sistema. Ele tem 8.140 ton de deslocamento.




Classe Akula-II - Projeto 971

Dois exemplares do SSN russo da Classe Akula-II (Projeto 971),
que seria considerado superior à Classe Los Angeles.
(Foto Submarine)



INS Chakra

O Akula-II já como INS Chakra em serviço na Mainha Indiana.



O projeto do submarino nuclear próprio teve andamento por 2 décadas. A Rússia ajudou a resolver seus problemas técnicos (reator de água pressurizada). O INS Arihant foi lançado ao mar em julho de 2009. A construção desse SSBN fez da Índia o 6º país do mundo a dominar a tecnologia de construção de submarinos nucleares. Seu comissionamento se daria no final de 2013 e haveria ainda a intenção de construir outras 3 unidades.


Os mais antigos dos 10 submarinos indianos da Classe Sindhugosh (Projeto 877 - Kilo) passaram por reforma de meia vida no estaleiro russo Zvezdochka em Severodvinsk (São Petersburgo ) desde 1999, recebendo um módulo de lançamento vertical para o míssil Klub-S. Em 2013, ainda estavam na ativa.


Em setembro de 2005, foi confirmada a construção na Índia de 6 submarinos franceses Scorpene (com AIP para autonomia de 50 dias e mísseis anti-navio Exocet SM-39) de 1.500 ton, para seu Project 75 (2).


Tal construção será em Bombaim, no estaleiro estatal Mazagon Dock Limitd, com assistência e transferência de tecnologia da Armaris. O custo da encomenda era avaliado em US$ 3,5 bilhões, o que daria US$ 583 milhões por unidade. Cada unidade deveria ser incorporada entre 2012 e 2017.


Fechando a frota de 16 submarinos em 2013, restavam ainda 4 unidades de U209 alemãs da Classe Shishumar construídas localmente e que já estarão em fase final de atividade em 2015.


De qualquer forma, sabe-se que a Índia pretende obter um total de mais 20 submarinos para a sua frota até a próxima década, mantendo então uma excepcional frota de até 30 unidades.


AUSTRÁLIA


A Austrália tem hoje 6 submarinos da
Classe Collins, de projeto sueco. Eles são modernos e capazes, porém com problemas em seu sistema de combate a serem ainda resolvidos. Veja Vídeo do SSG 78 HMAS Rankin.
 


(Clique na foto para ver imagem gigante deste Classe Collins)

SSG 78 - Classe  Collins - Austrália

Foto do Submarino Australiano SSG 78 HMAS Rankin da Classe Collins
atracado ao pier da Base Naval de Pearl Harbor, Havaí, em 2 de julho
de 2004, antes de participar dos exercícios multinacionais RIMPAC 2004.
(Foto U.S. Navy 040702-N-4304S-160)



CHINA


A China
2 opera alguns submarinos nucleares e cinco dezenas de convencionais a diesel, mutos deles já obsoletos.


A PLA Navy parece possuir hoje uma força de 55 submarinos comissionados, incluindo 1 SSBN da Classe Xia (Projeto 092), 5 SSN da Classe Han (091), 4 da nova Classe Kilo (636), 7 Songs (039), além de 16 Mings reformados (035) e 22 Romeos obsoletos (033).  Um Ming pegou fogo em maio de 2005.


Foram construídos 84 Romeos pela China entre 1962 e 1984, os quais vêm sendo desativados, estando os últimos sendo utilizados para treinamento de tripulações.


Está construindo 4 a 6 SSBN - Projeto Classe 094 (2 3), em Huladao para comissionamento por volta de 2010 no lugar de seu 092.



Classe 094

Concepção artística do SSBN Projeto 094 da PLA Navy.



094 Class

Esquema do SSBN Projeto 094 da PLA Navy.



Encontram-se em teste 2 de 4 SSN Projeto Classe 093 (2 3) para substituir os 091. E vem com a nova Classe Yuan convencional com AIP (ver abaixo), para surpresa dos analistas internacionais.



093 Class

Esquema do SSN Projeto 093 da PLA Navy.


A China decidiu com todo afinco preparar-se com submarinos para uma possível luta por Taiwan contra Navios-Aeródromos, situação em que dificilmente teria como perder. Bem antes de 2010, terá por volta de 40 submarinos capazes de operarem em oceano aberto, sejam nucleares ou SSK's com AIP.


Além disso, desde 2002, existe um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Rússia para o fornecimento de 8 submarinos diesel-elétricos da nova Classe Kilo 636, que vêm se juntando (6 unidades já foram entregues) aos 2 Improved Kilo então existentes na PLA Navy.


Estes submarinos serão equipados com os avançados mísseis hipersônicos anti
navio Klub. Provavelmente, também receberão sistema AIP, pois a China já converteu seus submarinos Ming e Song para AIP.



(Clique na foto para ver imagem maior do esquema)


Nova Classe Kilo - Projeto 636

Visão seccional do largo casco do Projeto 636, a nova Classe Kilo.
(Arte Rubin)



Nova Classe Kilo - Projeto 636

Um submarino do Projeto 636, a nova Classe Kilo.
(Foto Rubin)



O Estaleiro chinês Wuhan lançou um submarino diesel-elétrico convencional de nova geração, que foi nomeado de Classe Yuan pela CIA (!), podendo já haver 3 unidades. Possui clara influência da Classe Kilo.


Estima-se que o programa tenha começado em 2002, com o primeiro barco tendo sido lançado em maio e o segundo em dezembro de 2004. Os Yuan já contam com AIP e também deverão possuir os mísseis Klub. 



Classe Yuan

Comemoração pelo Lançamento da
nova Classe Yuan da PLA Navy.



"There are 400 submarines in the world today.
China now has a larger force than the US' and in 10
years China will have twice as many submarines as
the US. By 2025, the gap will rise to three-to-one."

Recente previsão de um oficial reformado da US Navy.



TAIWAN


Enquanto tudo isso ocorre na China, os EUA firmaram em 2003 um compromisso com Taiwan (Subs) de obter a construção em algum lugar de 8 submarinos convencionais (SSK) por US$ 4 bilhões, o que parece não ter ainda saído do papel ainda devido ao Congresso.


Os EUA não constroem mais SSK há décadas e nenhum outro País deverá desejar a inimizade da China, com possível corte ou congelamento de relações diplomáticas e comerciais. Taiwan procura adquirir ainda um esquadrão de 12 aeronaves anti-submarinas P-3C Orion.


PAQUISTÃO E IRÃ


No futuro
próximo existe a perspectiva de melhorias das forças de mais dois países, Paquistão 2 e Irã 2.




FONTES & LINKS

A Brief Guide to Russian Submarines

FAS - Federation of American Scientists

Global Security

US Navy - The Submarine

US Navy - Submarine Warfare Division

Undersea Warfare Magazine





PARTE
1
2