
Maquete do Rafale
Marine (M) exposta
no Salão de Le Bourget 2007, em Paris.
(Foto Pierre Bayle)
INTRODUÇÃO
O
Rafale foi desenvolvido para ser o principal caça francês
da atualidade, podendo servir à Marinha e à
Força Aérea.
Ter o Rafale Marine como caça multimissão e responsável pela Defesa de Frota
(CDF) do
Brasil nos dias atuais seria
uma conseqüência
natural do desenvolvimento
deste moderno
aparelho de 4ª geração,
pois foi testado no Foch e, em seguida, no Charles De Gaulle, Navio-Aeródromo Nuclear que substituiu o Foch na Marine Nationale Française
no final do ano
2000.
A maioria dos testes de
desenvolvimento do Rafale M
foram feitos no hoje São Paulo (ou ex-Foch) na década de
90. Seu peso vazio é de
9.400 kg e seu peso de decolagem por
catapulta é de 19.500 kg, dentro do máximo admitido para o nosso NAe,
que é de 20.000 kg.
Rafale M no
convôo do Foch, hoje São Paulo.
(Foto Marine Nationale
Française)
Tais testes validaram a
catapultagem do Rafale com o auxílio de um mini trampolim, que
seria instalado um pouco mais tarde no Foch. Como ele possuía
catapultas de 50 m não suficientemente longas para catapultar um
avião de 20 ton, recorreu-se a esse mini trampolim a fim de
permitir a catapultagens com toda a segurança.
Rafale
Marine (M) sobrevoando o Foch, hoje São Paulo.
(Foto Dassault Aviation)
O NAe receberia um mini trampolim
colocado ao fim da catapulta de vante, a qual seria profundamente
revisada. As campanhas de testes permitiram validar os estudos sobre o
comportamento do Rafale na catapultagem pelo
hoje A-12 até o limite das condições operacionais.
No dia-a-dia operacional, o uso estaria abaixo desse
limite para não causar
desgaste à estrutura de convôo do A-12. Com esse cuidado, o Rafale M poderia ser uma magnífica opção
para ser o AF-2, de um novo
Esquadrão, o VF-2 do NAe A-12 São Paulo.
Rafale M decolando do Foch,
hoje São Paulo.
(Foto Marine Nationale
Française)
O Rafale M atenderia às
exigências de caça moderno, multimissão, e sua versão embarcada biposto
M02 seria excelente escolha
para o Brasil.
Comenta-se que a
atual modernização
do A-12 incluiria a troca das catapultas por outras com capacidade de
fazer decolar aeronaves com até 30.000 kg.
Rafale M02 (biposto) na
exposição de Le Bourget de 2001.
O Rafale Marine (M) é a versão concebida para
operar
embarcada no Nae Nuclear Charles De Gaulle.
(Foto de R. Vogelaar)
O modelo F1 do Rafale Marine tornou-se operacional na Marinha Francesa
em junho de 2004. Com isso, a Aéronavale,
Ala Aérea da Marine Nationale Française,
deu um grande passo em seu programa de modernização.
A missão de defesa aérea ou de Caça de Defesa de Frota (CDF) do NAe Charles de
Gaulle (CDG) é conduzida pelo
Esquadrão 12F com 20 aeronaves Rafale M em fevereiro de 2008.
Ele contava
então com 10 unidades do modelo F1 e 10 unidades do F2 (de uma
encomenda
de 16). Os primeiros F3 serão entregues ainda em 2008.
Dois Rafale
M (F1) do Esquadrão 12F cercado por diversas equipes
no convôo do NAe Nuclear Charles De Gaulle durante a
Operação
Héraclès, parte francesa da Enduring Freedom.
(Foto Marine Nationale
Française)
Desde 2002,
seu fabricante, o Grupo Thales, precisou fazer uma série de
modificações nos equipamentos de bordo da aeronave, em
parceria com técnico e pilotos da Marinha, a fim de atingir com
sucesso a sua implementação e emprego operacional,
conseguida dois anos depois.
Além
do Grupo Thales, estão envolvidas no programa do Rafale as empresas Dassault
Aviation, Snecma, Sagem e MBDA. Esta última testou seus produtos
com o Rafale M a bordo do CDG em dezembro de 2005.
No plano de
longo prazo da Aéronavale, o passo seguinte foi o
comissionamento do modelo F2 do Rafale M, o primeiro modelo
multimissão com a funções adicionais Ar-Terra,
cuja produção prevista é de 16 aeronaves. Houve
uma fase inicial de testes em setembro de 2004, no centro de teste de
vôo de Mont-de-Marsan.
Rafale Marine (M) pousando em teste no então Foch.
(Foto Marine Nationale
Française)
Já o
modelo F3 só teve seu desenvolvimento iniciado em 2004.
Trará importantes capacidades operacionais complementares,
incluindo o controle de
distribuição de fogo dos mísseis Ar-Terra de
médio alcance (300 km) nuclear ASMP-A e dos mísseis
Anti-Navio AM-39 Exocet.
Ilustração do míssil
nuclear ASMP-A.
(Arte Aeroespacial)
Míssil Anti-Navio AM-39 Exocet sendo
disparado
por aeronave da Marine Nationale Française.
(Foto MBDA)
Deverá
ainda acomodar o pod optrônico RECO NG e o radar RBE2, que
permite mapeamento Ar-Terra de alta resolução.
Novos
desenvolvimentos estão em planejamento para o futuro, como a
integração à aeronave do pod de
designação a laser DAMOCLES (dia/noite), além de melhorias no
sistema optrônico do setor dianteiro, na suíte de guerra
eletrônica
SPECTRA e uma antena ativa para o radar RBE2.
VÍDEO - DASSAULT RAFALE
-
TEST DU MISSILE MICA
(03:37 MIN)
Os três modelos do Rafale podem
ser entendidos por estas capacidades :
F1 = Combate
Aéreo;
F2 = F1 + Ataque
Ar-Terra; e
F3 = F2 + Ataque
Naval, Reconhecimento e Ataque Nuclear.
Somente
o Rafale F3 poderá ser considerado como Multifuncional, com
aptidões para Combate
Aéreo, Ataque
Ar-Terra, Ataque Naval,
Reconhecimento e Ataque Nuclear.
Sabe-se que o NAe Nuclear Charles De Gaulle poderá operar um
máximo de 40 aeronaves Rafale M - F1, F2 e F3.
VÍDEO - DASSAULT RAFALE
(04:10 MIN)
Foram
contratados pela Marine Nationale Française 10 F1, 16 F2 e mais 12
F3 em um total de 38 aeronaves. A última encomenda (F3) foi
anunciada em setembro de 2004.
Englobando Marinha (38) e Força Aérea (82), a demanda
é de 120 aeronaves, sendo 13 F1 em 1994, 48 F2 em 1999 e mais 53
F3 a partir de 2004 (a cada 5 anos).
Momento do
primeiro pouso do Rafale Marine (protótipo M02)
no NAe Charles de Gaulle, em 6 de julho de 1999.
(Foto Marine Nationale
Française)
Essa encomenda
de 2004 compreende 47
aparelhos para l'Armée
de l'Air, sendo destes 11 biplaces e 36 monoplaces, e 12
aparelhos
monoplaces para a Marine Nationale. As entregas
acontecerão entre 2008 e 2012.
O
total de Rafales previstos somente para a
França é de 294 aeronaves, sendo 60 para a Marine
Nationale, 95 monoplace e 139 biplaces para o l´Armée de
l´Air. A última entrega está prevista para 2019.
O modo encontrado pelos franceses de
liberar os Rafales aos poucos
- de F1
a F3 - para
operação
é comum, tanto para projetos civis quanto para militares. Os
primeiros
Rafales F1 foram entregues com as versões mais básicas de
equipamentos, acessórios e softwares embarcados, mas com o
compromisso (registrado em contrato e reconhecido pelas partes
envolvidas) de receberem "upgrade" até um determinado momento
(tempo calendário ou horas de
operação).
Rafale
Marine (M) pousando no R-99 Foch, hoje A-12 São Paulo.
(Foto Marine Nationale
Française)
RAFALE
NO BRASIL
Em abril de 2007, foi noticiado que a
FAB estaria se preparando para anunciar a aquisição de 20 caças Rafales,
devendo ser 14 monoplaces e 6 biplaces. Em agosto do mesmo ano, houve
boato que seriam 28 unidades do
Rafale, acompanhados de mais 12 Mirage 2000C/B.
Já
em 2008, o FX-2 da FAB excluiu o Su-35, colocando a
hipótese de uma aquisição conjunta de 36 Rafales
F3 para a FAB e mais 20 na versão naval para a MB como ainda
mais próxima.
(Clique na arte abaixo para
ampliação)
Alguns
detalhes do Rafale que o Brasil estaria para adquirir,
segundo a Isto É de 28 de agosto de 2007.
(Arte Revista Isto É )
CARACTERÍSTICAS
DO RAFALE
GERAIS
Envergadura : 10,90 m (com
mísseis)
Largura : 15,30 m
Altura : 5,34 m
Peso vazio : 9.400 kg (Rafale M : 9.900 kg)
Peso Máximo de Decolagem por catapulta : 21.000 kg
Peso Máximo de Decolagem :
21.500 kg
Comprimento da Pista de Decolagem : 400
a 600 m,
dependendo da carga
Turbina : 2 SNECMA M88-2 de 7,5 ton de
empuxe cada,
evoluindo para M88-3 de 9 ton e M88-4 de 11 ton
Velocidade Máxima : Mach 2.0
(2.125 km/h)
Combustível interno : 4.500
litros
Combustível externo : 7.500
litros
Cargas Externas : mais de
8.000 kg
Raio
de Ação : 2.186 km
Altitude Máxima : 20.000 m
Rafale
e Canhão DEFA 30 M 791 B.
(Foto GIAT industries)
Rafale M da Marine Nationale Française
com Meteor sob a asa.
(Foto MBDA)
FONTES &
LINKS