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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros



RAFALE 

MULTIFUNCIONAL



Rafale M

Maquete do Rafale Marine (M) exposta
no Salão de Le Bourget 2007, em Paris.

(Foto Pierre Bayle)







INTRODUÇÃO


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Em 7 de Setembro de 2009, os governos  Lula e Sarkozy divulgaram nota conjunta dos dois países finalmente confirmando que o Brasil iria adquirir 36 caças Rafale F3.


O anúncio oficial significaria o encerramento do processo FX-2 de seleção feito pela FAB. Poucas horas depois, foi noticiado que a concorrência ainda levaria mais algum tempo.



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Brasil - França

Uma Visão Integrada.
(Arte Centro Europeu)



O Rafale foi desenvolvido para ser o principal caça francês da atualidade, podendo servir  à Marinha e à Força Aérea.


Ter o Rafale Marine como caça multimissão e
responsável pela Defesa de Frota (CDF) do Brasil nos dias atuais seria uma conseqüência natural do desenvolvimento deste moderno aparelho de 4ª geração, pois foi testado no Foch e, em seguida, no Charles De Gaulle, Navio-Aeródromo Nuclear que substituiu o Foch na Marine Nationale Française no final do ano 2000.


n


VÍDEO - RAFALE - CRAZY LOOPS
OVER THE OCEAN (01:11 MIN)





A maioria dos testes de desenvolvimento do Rafale M foram feitos no hoje São Paulo (ou ex-Foch) na década de 90. Seu peso vazio é de 9.400 kg e seu peso de decolagem por catapulta é de 19.500 kg, dentro do máximo admitido para o nosso NAe, que é de 20.000 kg.



Rafale no Foch

Rafale M no convôo do Foch, hoje São Paulo.
(Foto Marine Nationale Française)



Tais testes validaram a catapultagem do Rafale com o auxílio de um mini trampolim, que seria instalado um pouco mais tarde no Foch. Como ele possuía catapultas de 50 m não suficientemente longas para catapultar um avião de 20 ton, recorreu-se a esse mini trampolim a fim de permitir a catapultagens com toda a segurança.



Rafale e Foch

Rafale Marine (M) sobrevoando o Foch, hoje São Paulo.
(Foto Dassault Aviation)



O NAe receberia um mini trampolim colocado ao fim da catapulta de vante, a qual seria profundamente revisada. As campanhas de testes permitiram validar os estudos sobre o comportamento do Rafale na catapultagem pelo hoje A-12 até o limite das condições operacionais.


No dia-a-dia operacional, o uso estaria abaixo desse limite
para não causar desgaste à estrutura de convôo do A-12. Com esse cuidado, o Rafale M poderia ser uma magnífica opção para ser o AF-2, de um novo Esquadrão, o VF-2 do NAe A-12 São Paulo.



Rafale no Foch

Rafale M decolando do Foch, hoje São Paulo.
(Foto Marine Nationale Française)



O Rafale M atenderia às exigências de caça moderno, multimissão, e sua versão embarcada biposto M02 seria excelente escolha para o Brasil.


Comentava-se que a atual modernização do A-12 incluiria a modernização das duas catapultas e que ambas teriam capacidade de fazer decolar aeronaves com até 20.000 kg (antes, somente a de vante era capaz). Um mini trampolim poderia garantir algum acréscimo.

       


Rafale M02 em Le Bourget - 2001

   Rafale M02  (biposto) na exposição de Le Bourget de 2001.
  O Rafale Marine (M) é a versão concebida para operar
  embarcada  no Nae Nuclear Charles De Gaulle.
(Foto de R. Vogelaar)



VÍDEO - RAFALE CARRIER
OPERATION (03:30 MIN)








RAFALE MULTIFUNCIONAL


O modelo F1 do Rafale Marine tornou-se operacional na Marinha Francesa em junho de 2004. Com isso, a Aéronavale, Ala Aérea da
Marine Nationale Française, deu um grande passo em seu programa de modernização.


A missão de defesa aérea ou de Caça de Defesa de Frota (CDF) do NAe Charles de Gaulle (CDG) é conduzida pelo Esquadrão 12F, que contava com 20 aeronaves Rafale M em fevereiro de 2008. Ele tinha então 10 unidades do padrão F1 e 10 unidades do F2 (de uma encomenda de 16). Os dois primeiros F3 seriam entregues em 2008, mas só chegaram em 2009.



Rafale M (F1) no CDG

Dois Rafale M (F1) do Esquadrão 12F cercado por diversas equipes
no convôo do NAe Nuclear Charles De Gaulle durante a Operação
Héraclès, parte francesa da Enduring Freedom.

(Foto Marine Nationale Française)



Desde 2002, seu fabricante, o Grupo Thales, precisou fazer uma série de modificações nos equipamentos de bordo da aeronave, em parceria com técnico e pilotos da Marinha, a fim de atingir com sucesso a sua implementação e emprego operacional, conseguida dois anos depois.


Além do Grupo Thales, estão envolvidas no programa do Rafale as empresas Dassault Aviation, Snecma, Sagem e MBDA. Esta última testou seus produtos com o Rafale M a bordo do CDG em dezembro de 2005.



VÍDEO - RAFALE ON CHARLES
DE GAULLE AIR CARRIER
 (07:10 MIN)







No plano de longo prazo da Aéronavale, o passo seguinte foi o comissionamento do modelo F2 do Rafale M, o primeiro modelo multimissão com a funções adicionais Ar-Terra, cuja produção prevista foi de 16 aeronaves. Houve uma fase inicial de testes em setembro de 2004, no centro de teste de vôo de Mont-de-Marsan.



Rafale no Foch

Rafale Marine (M) pousando em teste no então Foch.

(Foto Marine Nationale Française)



Já o modelo F3 é a versão adquirida pela Força Aérea Brasileira (FAB) e só teve seu desenvolvimento iniciado em 2004. O F3 traz importantes capacidades operacionais complementares, incluindo o controle de distribuição de fogo dos mísseis Ar-Terra de médio alcance (300 km) nuclear ASMP-A e dos mísseis Anti-Navio AM-39 Exocet.



Míssil Nuclear ASMP-A

Ilustração do míssil nuclear ASMP-A.
(Arte Aeroespacial)



Míssil Anti-Navio AM-39 Exocet

Míssil Anti-Navio AM-39 Exocet sendo disparado
por aeronave da Marine Nationale Française.
(Foto MBDA)



Deverá ainda acomodar o pod optrônico RECO NG e o radar RBE2, que permite mapeamento Ar-Terra de alta resolução.


Novos desenvolvimentos estão em planejamento para o futuro, como a integração à aeronave do pod de designação a laser DAMOCLES (dia/noite), além de melhorias no sistema optrônico do setor dianteiro, na suíte de guerra eletrônica SPECTRA e uma antena ativa para o radar RBE2.



VÍDEO - DASSAULT RAFALE -
TEST DU MISSILE MICA
(03:37 MIN)







Os três padrões ou modelos do Rafale podem ser entendidos por estas capacidades :

     g  F1 = Combate Aéreo;

     g  F2 = F1 + Ataque Ar-Terra; e

     g  
F3 = F2 + Ataque Naval, Reconhecimento e Ataque Nuclear.


Somente o Rafale F3 poderá ser considerado como Multifuncional, com aptidões para Combate Aéreo, Ataque Ar-Terra, Ataque Naval, Reconhecimento e Ataque Nuclear.


Sabe-se que o NAe Nuclear Charles De Gaulle poderá operar um máximo de 40 aeronaves Rafale M, sendo todos elevadas para o padrão F3.



VÍDEO - DASSAULT RAFALE (04:10 MIN)






Inicialmente, foram contratados pela Marine Nationale Française 10 F1, 16 F2 e mais 12 F3 em um total de 38 aeronaves. Até 2009, a última encomenda era a terceira, anunciada em setembro de 2004.


Englobando Marinha (38) e Força Aérea (82), a demanda até então era de um total de 120 aeronaves, sendo 13 F1 em 1994, 48 F2 em 1999 e mais 59 F3 em 2004, sempre a cada 5 anos.



CDG - Rafale

Momento do primeiro pouso do Rafale Marine (protótipo M02)
no NAe Charles de Gaulle, em 6 de julho de 1999.

(Foto Marine Nationale Française)



Aquela encomenda de 59 Rafales de 2004 compreendia 47 aparelhos para l'Armée de l'Air, sendo destes 11 biplaces e 36 monoplaces, e 12 aparelhos monoplaces para a  Marine Nationale. As entregas estão acontecendo entre 2008 e 2012. A partir de 2013 começarão as entregas para a FAB.


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Não fugindo a esta regra de 5 anos, a quarta encomenda foi anunciada em novembro de 2009. Serão mais 60 novos caças F3 para a Força Aérea e a Marinha, sendo 51 para a l'Armée de l'Air e 9 para a Marine Nationale. As quatro encomendas feitas entre 1994 e 2009 já somam então 180 Rafales. 


O total de Rafales previstos somente para a França é de 294 aeronaves, sendo 60 para a Marine Nationale, 95 monoplace e 139 biplaces para o l´Armée de l´Air. A última entrega está prevista para 2019.


O modo encontrado pelos franceses de liberar os Rafales aos poucos - de F1 a F3 - para operação é comum, tanto para projetos civis quanto para militares.


Os primeiros Rafales F1 foram entregues com as versões mais básicas de equipamentos, acessórios e softwares embarcados, mas com o compromisso (registrado em contrato e reconhecido pelas partes envolvidas) de receberem "upgrade" até um determinado momento (tempo calendário ou horas de operação).




Rafale no Foch

Rafale Marine (M) pousando no R-99 Foch, hoje A-12 São Paulo.
(Foto Marine Nationale Française)



Em 2009, a Aviação Naval recebeu seus dois primeiros aviões da terceira encomenda (59 aeronaves, incluindo 12 para a Marinha, para entrega em 2014). A quarta encomenda conta com mais 9 aeronaves para a Marinha.


Até novembro de 2009, foram entregues 28 Rafales à Aviação Naval. Nove do padrão F1 foram desativados na pendência da modernização; um décimo vinha sendo utilizado para experimentos. Dezesseis outras aeronaves foram entregues no padrão F2 e depois elevadas ao padrão F3. Duas delas foram perdidos em um acidente, em 24 de setembro de 2009.


Com os dois primeiros F3 entregues em 2009, o grupo aéreo embarcado do Charles de Gaulle passou a contar com uma frota de 16 Rafale F3. No total, a aviação naval deverá chegar a 60 aeronaves.




RAFALE NO BRASIL


Em abril de 2007, foi noticiado que
a FAB estaria se preparando para anunciar a aquisição de 20 caças Rafales, devendo ser 14 monoplaces e 6 biplaces. Em agosto do mesmo ano, houve boato que seriam 28 unidades do Rafale, acompanhados de mais 12 Mirage 2000C/B.


Já em 2008, o FX-2 da FAB excluiu o Su-35, colocando a hipótese de uma aquisição conjunta de 36 Rafales F3 para a FAB e mais 20 na versão naval para a MB como ainda mais próxima.



(Clique na arte abaixo para ampliação)


Alguns detalhes do Rafale que o Brasil estaria para adquirir,
segundo a Isto É de 28 de agosto de 2007.

(Arte Revista Isto É )


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Em 7 de Setembro de 2009, os governos  Lula e Sarkozy divulgaram nota conjunta dos dois países finalmente confirmando que o Brasil iria adquirir 36 caças Rafale F3. O anúncio oficial significou o encerramento do processo FX-2 de seleção feito pela FAB.


Houve adiamentos por detalhes comerciais e por respeito a um relatório técnico da FAB sobre os concorrentes, mas a decisão já havia sido tomada.




Rafale

Rafale Animado.




CARACTERÍSTICAS DO RAFALE


GERAIS

       g   Envergadura : 10,90 m (com mísseis)

       g   Largura : 15,30 m

       g   Altura : 5,34 m

       g   Peso vazio : 9.400 kg (Rafale M : 9.900 kg)

       g   Peso Máximo de Decolagem por catapulta : 21.000 kg

       g   Peso Máximo de Decolagem : 21.500 kg

       g   Comprimento da Pista de Decolagem : 400 a 600 m,
             dependendo da carga

       g   Turbina : 2 SNECMA M88-2 de 7,5 ton de empuxe cada,
             evoluindo para
M88-3 de 9 ton e M88-4 de 11 ton

       g   Velocidade Máxima : Mach 2.0 (2.125 km/h)

       g   Combustível interno : 4.500 litros

       g   Combustível externo : 7.500 litros

       g   Cargas Externas : mais de 8.000 kg

       g   Raio de Ação : 2.186 km

       g   Altitude Máxima : 20.000 m


ARMAMENTOS

       g   Ar-Ar : míssil Matra MICA com alcance de 50 km, míssil
             
Matra 550 Magic 2 com alcance de 5 km, futuro míssil
             
BVRAAM METEOR com alcance de 100 km

       g   Ar-Terra : bombas guiadas a laser, míssil Apache, míssil
             AS30 L guiadoa Laser,
míssil de cruzeiro SCALP-EG /
             Storm Shadow


       g   Anti-Navio : míssil AM-39 Exocet

       g   Interno: Um canhão DEFA 791 B de 30 mm com 2.500
             tiros por minuto



Canhão DEFA 791 B e Rafale

Rafale e Canhão DEFA 30 M 791 B.
(Foto GIAT industries)



Rafale M e Meteor

Rafale M da Marine Nationale Française com Meteor sob a asa.
(Foto MBDA)





Rafale Marine

Um Rafale da Marinha Francesa tocando no convôo do CVN 74
USS John C. Stennis, em 12 de abril de 2007
 (Foto US Navy por Denny Cantrell - Wikimedia Commons)



M88 TURBOFAN


Os rígidos requerimentos de performance do Rafale em combate aéreo e em penetração de baixa altitude obrigou a adoção de uma nova motorização com potência para carregar peso, extremamente baixo consumo em todos os regimes de vôo e uma vida útil muito longa.


O resultante M88-2 é leve, compacto, eficiente no consumo e produz 50kN “dry” e 75kN com afterburner. É equipado com um FADEC (Full Authority Digital Engine Control) redundante que aceita aceleração do zero até afterburner total em menos de 3 segundos.


Graças ao FADEC, o M88-2 dá ao Rafale performance impressionante e utilização sem preocupação do throttle que pode ser trazido da posição de combate para zero e jogado de volta à potência de combate em qualquer momento durante o vôo.


Para deixar o motor rodar a temperaturas muito altas SNECMA apresentou soluções inovativas e o M88 incorpora tecnologias avançadas como blisks (Discos de compressor com lâminas integrais), comustor de baixa poluição, lâminas de turbina de cristal simples de alta pressão, coberturas de cerâmica, discos de metalurgia revolucionária (revolutionary powder metallurgy) e materiais compostos.


A Snecma está trabalhando agora nas novas variantes do motor:

* M88-TCO (Total Cost of Ownership) que vai ter tempo estendido entre revisões graças ao seu compressor e turbina de alta pressão redesenhados.

* M88-X de 88kN com afterburner, que está sendo desenvolvido para o mercado de exportação.

O M88-TCO entrará em serviço com os Rafales franceses a partir de 2011 mas a Armeé de l’Air e a Aéronavale ainda não apresentaram um documento oficial com relação ao M88-X.


O motor M88-X seria o M88-3 da encomenda dos Emirados Árabes Unidos (EAU), já o M88-4 é a sua próxima geração, que poderá levar muito mais combustível e armamento, sem falar do aumento de velocidade, potência e consequente segurança para o piloto em combate.




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