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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


PRINCIPAIS MARINHAS 

FORÇAS DE SUPERFÍCIE


   OS NAVIOS-AERÓDROMOS

DO FUTURO



PA-2

Maquete possível do futuro NAe francês PA2.
(Arte DCNS)




INTRODUÇÃO


Os Navios-Aeródromos continuarão sendo fundamentais instrumentos político-
estratégicos neste Século XXI. A tendência ainda é de que continuem sendo grandes e de difícil operação.


Eles são importantes para as principais potências porque uma Força Aeronaval representa independência, autonomia, projeção de poder e possibilidade de coerção.


Novos projetos vêm tomando corpo a cada ano e muitos ainda estão em fase de inicial de projeto.


O Brasil em 2010 parecia ainda não ter um plano concreto sobre os sucessores do A-12, mas não poderia demorar muito a tomar uma decisão e iniciar a construção do 2 NAes que desejava possuir.


Em 2011, o Brasil parecia inclinado a adquirir um dos 2 NAes ingleses de 65 mil ton sendo construídos, da futurra Classe Queen Elizabeth, que deverão carregar entre 34 e 45 aviões e helicópteros. Outra opção seria aproveitar o programa já avançado construir seus próprios NAes sob licença.




OS PROJETOS PARA O FUTURO  


EUA


Os EUA estão concluindo a Classe Nimitz (CVN 77) e partindo para o Programa CVN-21 (antes CVNX) com o CVN 78 (2015), e o CVN 79 (2018), nova classe com 100.000 ton.



CVN 77

Arte do futuro CVN 77 George H. W. Bush.
(Arte gráfica US Navy)



A Northrop Grumman recebeu um contrato de US$ 1,386 bilhão para a construção do 1º NAe do Programa CVN-21 - o CVN 78 USS Gerald R. Ford, que foi iniciada em 15 de agosto de 2005 para um comissionamento previsto em 2015. O ex-presidente Ford faleceu em 26 de dezembro de 2006.



NOMEANDO O USS
GERALD R. FORD (02:57 MIN)







O CV 67 USS John F. Kennedy (2) foi oficialmente retirado do serviço ativo em 23 de março de 2007, no porto de Mayport (Flórida), após 38 anos de serviços à US Navy.


Com isso, restaram somente 11 NAes na ativa até o comissionamento do
CVN 77 em 2008. Mas, o CV 63 Kitty Hawk também deixou a ativa na mesma época. Assim, há 11 NAes na US Navy de agora em diante, pois os CVNs 78 e 79 somente serão substitutos de NAes atuais.




REINO UNIDO


Havia sido confirmado em julho de 2004 um requerimento da Royal Navy para a construção pelo VT Group de 2 NAes CVF com prováveis 50.000 ton, para comissionamento em 2012 e 2015, para 40 ou mais caças JSF F-35 Lightning II VTOL, operando em STOVL.


Era a insistência de basear-se em um único tipo de avião. Em 2006, os ingleses pareciam ter desistido do projeto e acordado de vez do sonho do outrora "Grande Império".


Junto, vieram as dificuldades enfrentadas em relação ao JSF, do qual os americanos se recusaram a fornecer códigos-fonte. Isso é, eles só poderão ser empregados pelos ingleses caso e quando o Pentágono e o Congresso dos EUA autorizarem. Isso tem um nome : perda de soberania.


Com isso, o Rafale, que exige NAe
CATOBAR entrou no páreo. A decisão havia sido adiada para até 2008, mas a dúvida perdurava ainda em 2010. Já em junho de 2004, foi divulgada uma aliança industrial com a França para a construção de NAes, que poderia ter sido estendida ao Rafale.


Entretanto, em segundo lugar, em janeiro de 2007, foi anunciado que boa parte da frota da Royal Navy seria retirada de serviço. Todos os novos planos pareciam ter sido cancelados.



Seu NAe Ligeiro HMS Illustrious estava para ser retirado de serviço; enquanto isso não acontecia, ficou operando como Porta-Helicópteros e Comando. Já o HMS Ark Royal foi vendido em julho de 2011 e o HMS Invincible virou sucata na Turquia.


Já em 20 de abril de 2007, a Royal Navy decidiu manter sua posição no mundo do poder militar e partir para a construção individual de 2 NAes CVF com 65.000 ton, ainda para comissionamento em 2014 e 2016.


Com a posterior recessão e necessidade de fortes economias do governo inglês, resta a dúvida se serão concluídos, podendo ser vendidos. O Brasil teria interesse em pelo menos um.



VÍDEO - QUEEN ELIZABETH CLASS
AIRCRAFT CARRIER (01:54 MIN)







Sem a aliança com os franceses, eles operarão CATOBAR com algo entre 36 e 50 caças cada, que deverão ser mesmo os JSF F-35C Lightning II.


Estariam sendo encomendadas 150 unidades a um custo total de
£ 10 bilhões, ou US$ 20 bilhões, o que representará um explosivo custo de US$ 133,3 milhões por cada F-35.


Cada NAe deverá custar a bagatela de
£ 2 bilhões, o equivalente a incríveis US$ 4 bilhões. Os 2 NAes serão tão caros que já possuem a fina nobreza em seus nomes : HMS Queen Elizabeth II (2014 a 2016) e HMS Prince of Wales (2016 a 2018).



Future CVF da Royal Navy

Provável arte dos 2 próximos NAes Ingleses, com Sky Jump e 2 inovadoras Ilhas.
Embora devessem dispor da rampa para as operações STOVL do JSF
F-35B, seu projeto foi modificado e operará aeronaves F-35C,
que requerem lançamento por catapultas e pouso
enganchado ou com barreira (CATOBAR).
(Arte Royal Navy)



(Clique na arte para ampliação)

CVF

Arte do CVF divulgada em 2005, já com 65 mil 
e em CTOL, comparado a outros NAes atuais.
(Arte MoD)



(Clique na arte para ampliação)

CVF

Mais um desenho do CVF.
(Arte Thales)



FONTES & LINKS REINO UNIDO

Defesanet - Royal Navy Será Reduzida à Metade


ITÁLIA


Foi construído um "New Major Vessel", NAe multipropósito, com características de Navio de Assalto Multipropósito - CAVOUR, que foi requisitado pela Marinha Militare Italiana em novembro de 2000 ao Estaleiro italiano Fincantieri. Sua construção teve início em 2001, o lançamento ocorreu em 20 de julho de 2004 e foi comissionado em 2009.


A princípio, receberia nome de
Andrea Doria, mas houve mudança. O nome CAVOUR foi uma escolha pessoal do presidente para homenagear um dos pais da Pátria, estadista piemontês. O nome Andrea Doria será dado a uma das fragatas que também estão sendo construídas no Estaleiro Fincantieri.


Por ter características de um
Navio de Assalto Multipropósito (NAM), encontra-se descrito no DEFESA BR na página relacionada a esse tema.
 


Arte do Próximo NAe Italiano

Arte do Próximo NAe Multipropósito Italiano, o CAVOUR.
(Arte Marinha Militare Italiana)



FONTES & LINKS ITÁLIA

Wikipedia - Cavour




RÚSSIA


Incerto por causa de seus problemas econômicos. Até 2006, o país estava mais preocupado em exportar navios, submarinos e mísseis, para sobreviver (maiores clientes são China e Índia).


Com idas e vindas desde 2007, o quadro econômico russo já mudou bastante, graças às suas volumosas exportações de petróleo. Com isso, novos projetos estão surgindo.



Ainda em junho de 2007, foi noticiado que a Rússia planeja contar no futuro com uma frota de NAes movidos a energia nuclear. O país estaria trabalhando no projeto do futuro NAe com a ajuda dos cientistas e da indústria.


Trata-se de um projeto de NAe nuclear com deslocamento de 50 mil ton, que servirá de base a cerca de 30 aviões e helicópteros de combate. Não houve mais confirmação até setembro de 2010.




ÍNDIA


A Marinha da Índia (IN), ou Bharatiya Nau Sena, adquiriu o NAe russo Admiral Of The Fleet Gorshkov - de 45.000 ton - em 20 de janeiro de 2004 - por um valor simbólico, pois estava parado há muito tempo.


Entretanto, precisaria investir quase US$ 860 milhões para tê-lo novamente em operação, o que estava previsto para 2008, sem contar com mais US$ 740 milhões só para ter a Ala Aérea com 16 MiG-29K e seus sistemas, sem contar as outras aeronaves.


O negócio todo atingia a cifra de US$ 1,6 bilhão, mas houve expressivos aumentos de custos. A conversão acabou se tornando mais cara e complexa do que se imaginada, atrasando muito o cronograma do projeto, o que acarretou em vários atritos entre ambas as partes.


De acordo com o contrato, os russos tiveram que reconstruir a embarcação, transformando-a em um Navio-Aeródromo convencional, com a construção de convôo angulado, ski-jump, nova propulsão, armas e eletrônica. A Índia espera recebê-lo até 2012 com o nome de Vikramaditya.


Ele receberá ainda um mix de helicópteros composto por Kamov Ka-28 ASW e Ka-31 AEW.



(Clique na foto abaixo para ampliação do Vikramaditya)

NAe Indiano

INS Vikramaditya.
(Foto Marinha Indiana)



A Marinha Indiana 2 tem um projeto de longo prazo de possuir 3 NAes, de modo que pelo menos 2 estejam operacionais sempre. De início, ela trabalha para contar com 2 NAes depois que o Viraat for desativado em 2010. Dizia-se que a Rússia poderia produzir para a IN um NAe de 25.000 ton, mas isso foi dementido com um novo projeto na própria Índia.


Em 30 de julho de 2004, foi noticiado um contrato de construção do novo NAe da Marinha da Índia pelo Estaleiro indiano Cochin, com o suporte completo do Estaleiro estatal italiano Fincantieri SpA. Tal contrato deverá cobrir dois anos de serviços, embora continue a vigorar até o comissionamento, previsto para ocorrer entre 2012 e 2013.


O novo NAe indiano
- conhecido como Air Defence Ship I (ADS I) - deverá ser um dos maiores do mundo com propulsão convencional. Terá um deslocamento de 37.500 toneladas e um sistema da propulsão baseado em 4 turbinas a gás LM 2500 da General Electric (total de 80 MW), muito similar ao utilizado pelo futuro NAe italiano Cavour, sendo construído pelo Fincantieri.


O Estaleiro Cochin é bastante ativo na Índia no campo de construção mercante e naval, bem como em conversões e reparos. 


Os italianos cuidarão do projeto do navio e terão a responsabilidade pela integração do sistema de propulsão, além de fornecerem auxílio na construção naval, na instalação dos motores e nas sucessivas fases de testes de integração e de mar. As especificações partiram do Design Bureau da Marinha da Índia, em Kailash Colony, Nova Déli.


O início real (primeiro corte das 20.000 ton de aço) da construção
do ADS I ocorreu em 11 de abril de 2005, com cerimônia. Após seu comissionamento, deverá ser iniciada a construção do ADS II, para que o país venha a possuir 3 NAes para suas Frotas por volta de 2020.



ADS I

Maquete provável do ADS I.



O ADS deverá operar 12 MiG-29K, 8 LCA/Sea Harrier, 10 ALH e Kamov Ka-31. Terá um comprimento de 252 m, largura de 58 m, e altura de 25,6 m de altura. Sua velocidade máxima será de 28 nós. Terá alcance de 7.500 mn a 18 nós e autonomia logística de 45 dias.


Sua tripulação será de 1.560 homens, sendo 160 oficiais. Acomodará até 30 aeronaves, sendo 17 no hangar. Suas operações aéreas poderão ser realizadas até em Estado de Mar 5. Haverá 2 pistas, sendo uma Ski-Jump para as decolagens e uma convencional de aterrisagem com 3 cabos de arresto.




CHINA


Em março de 2002, a China recebeu o VARYAG, que deveria tornar-se um Cassino. Analistas acreditavam então que poderia vir a ser usado como plataforma de pousos e decolagens. Mas uma extensa reforma e a aquisição de 50 Su-33 prometiam muito mais. A China também parecia há tempos estar contratando a Rússia para produzir um NAe.


Em março de 2007, novamente foi noticiado que o Governo chinês estaria planejando autorizar a construção em território chinês do seu primeiro Navio-Aeródromo, só que NUCLEAR.

 
Seria um NAe de 93.000 toneladas a ser construído nos estaleiros da indústria naval estatal China State Shipbuilding Corp's Jangnan, localizados no município de Changxhing Island e perto da cidade de Shangai. Este NAe nuclear seria comissionado antes de 2020.


Por volta de 2011, a PLAN - Marinha Chinesa - poderia estar recebendo um NAe convencional, que deverá ser mesmo o nosso velho conhecido VARYAG. Ele está sendo totalmente revisado e reformado na localidade marítima de Dalian para ser utilizado em missões marítimas de treinamento.



Enfim, o caso chinês é tão intrigante que mereceu da Jane´s uma reportagem especial e uma página própria no DEFESA BR:

OS NAVIOS-AERÓDROMOS CHINESES


Em 30 de dezembro de 2008, o importante jornal japonês Asahi Shimbun afirmou que a China construiria 2 NAes de até 60 mil ton, com encomenda de 50 caças Sukhoi Su-33 russos. O primeiro operaria a partir de 2015. Trata-se de uma reafirmação de antiga Reportagem da Jane's de 2002.



FRANÇA


Em junho de 2004, foram divulgados planos para a construção
em conjunto com o Reino Unido de um segundo NAe francês de 50.000 ton, porém de propulsão convencional, pois a França já teria renunciado à propulsão nuclear. Porém, em abril de 2007, o Reino Unido anunciou a construção individual de 2 NAes de 60.000 ton.


Os dois países procuravam economias de escala e de elementos comuns para a "interoperabilidade". O programa deveria ter sido lançado no fim de 2005 para
para comissionamento até 2012, quando da  revisão do CDG. Os franceses sentiam falta da venerável dupla Foch + Clemenceau.


Em 2005, revelou-se a maquete (abaixo) de um Navio-Aeródromo de propulsão convencional, o PA2, com 284 metros e velocidade de 27 nós, que levaria uma Ala Aérea de 40 aeronaves, e entre elas deverão estar 32 Rafale-M, 3 E-2 Hawkeye e 3 helicópteros NH-90.



PA-2

Maquete possível do futuro NAe francês PA2.



DCN VIRA DCNS (03:59 MIN)






A DCNS declarou em junho de 2007 continuar colaborando com empresas britânicas para que o futuro PA2 venha a ser um projeto anglo-francês, mas isso é tido como opção remota.


A empresa francesa afirma ser o PA2, com seu sistema de combate integrado, uma solução de NAe com capacidade de atuação em tempo integral. Os Enlaces de Dados Táticos L11, L16 and L22 da OTAN possibilitarão a um Hawkeye colocar as todas as unidades navais e aéreas de combate no centro da situação e em tempo real.


CARO DEMAIS


Em abril de 2008, foi divulgado que o segundo NAe francês seria caro demais para o orçamento de Defesa e perante a situação econômica francesa, que ainda pioraria bastante a partir de 2010.


Os franceses sonhavam com um PA2 de 75.000 ton, que seria menor apenas que os grandes NAes da US Navy. Tal versão levaria 48 caças Rafale-M.


Na verdade, o orçamento francês estava escorrendo pelos elevados
custos de desenvolvimento da nova classe de submarinos nucleares. Se nada mudar, o PA2 será adiado em breve.


Os programas militares franceses são normalmente afetados por longos períodos de indecisão e o próprio NAe nuclear Charles De Gaulle foi objeto de vários cancelamentos, suspensões e teve toda sorte de problemas.



CVA e PA2

Maquetes do CVA inglês e do PA2 francês expostas
no Salão de Le Bourget 2007, em Paris.

(Foto Pierre Bayle)



FONTES & LINKS FRANÇA

DCNS

Área Militar - PA2




BRASIL


Precisa começar a preparar um projeto próprio para a substituição ou até complementação do A-12. Certamente, um futuro NAe A-13 precisará contar com elevadores e catapultas maiores e mais rápidos.


As 2 atuais catapultas têm 60 metros e não lançam aeronaves com mais de 20.000 kg. O ideal seria haver catapultas maiores que 75 metros (Nimitz) e lançando aeronaves na faixa de 30.000 kg ou mais.


Os elevadores deveriam ser 4 em vez dos 2 atuais, mais largos, com maior capacidade de carga - pelo menos 25.000 kg - e bem mais velozes que as do A-12, muito lentas.



Não pode
ser descartada a remota hipótese de aquisição de algum NAe americano, mesmo nuclear, sustentada por muito melhores verbas para a sua operação e necessária modernização.



(Clique na foto para ver foto gigante dos 2 NAes)


Exercícios conjuntos de USN e MB - CVN 76
USS Ronald Reagan e A-12 São Paulo (em primeiro plano).
(Foto US Navy)



De acordo com os planos da Marinha do Brasil, em que haverá uma Frota no Rio de Janeiro e outra em São Luís do Maranhão, ambas em proteção do Pré-Sal, deverão ser construídos 2 Navios-Aeródromos de 50 mil ton.


De fato, com o advento do Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil - PEAMB, que prevê investimentos de até 80 bilhões de euros, passou-se a discutir a necessidade de 2 navios-aeródromos, 4 LHD de cerca de 20 mil ton, 30 navios de escolta, 15 submarinos convencionais, 5 submarinos nucleares, além de 62 navios de patrulha.



NAe Francês

Projeto do futuro NAe francês, que também poderá ser o do brasileiro.
(Arte Maretmarine)




FONTES & LINKS


World Navies Today

Navy Source

Sea Power Magazine

Northrop Grumman - Newport News

Russian Carrier Development

Wikipedia - Porta-Aviões




VÍDEOS


Videos do You Tube





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Segue para Os Grandes NAes Americanos

Segue para o CVN 76 USS Ronald Reagan




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