O DEFESA BR é uma
SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter
a soberania sobre suas
riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um
conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
A partir da vitória
da US Navy contra a marinha do Japão na
2ª Guerra Mundial, em que os Navios-Aeródromos demostraram
sua superioridade tática e estratégica, ficou evidente
a sua importância para as grandes marinhas.
O poder militar do NAe resulta da qualidade das aeronaves embarcadas,
como as de interceptação, de ataque a navios e ao solo do
inimigo, de reconhecimento e de controle.
Seus aviões serão os primeiros a defender a força
naval de um ataque aéreo ou naval e farão
incursões centenas de quilômetros adentro de quaisquer
continentes do planeta, pois o Navio-Aeródromo é capaz de
mover-se 1 mil km ao dia durante meses.
(Clique na
foto abaixo para imagem gigante do A-12)
O NAe A-12 São
Paulo da Marinha do Brasil,
com 4 aeronaves AF-1 A-4 Skyhawk no convôo.
(Foto Serviço de
Relações Públicas da Marinha)
O Navio-Aeródromo A-12 SÃO
PAULO foi adquirido da França em 2000, por cerca de US$ 12
milhões, tendo sido incorporado em 15 de novembro daquele ano,
no Porto de Brest, na França.
Chegou à sede
da Esquadra no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 2001 para tornar-se
sua nau capitânia. Com
alonga reforma feita entre 2005 e 2010, o
A-12 poderá continuar em
serviço até 2020, quando a MB deverá receber seu
segundo NAe de propulsão nuclear. Veja mais detalhes
sobre NAes.
Como era um antigo anseio da
Força poder realizar a defesa aérea das forças
navais a partir de aeronaves de asa fixa embarcadas, o A-12
vem permitindo à MB reconstruir sua Aviação Naval Embarcada de Asa Fixa do ZERO. E isso é um
processo que leva
muito tempo (superior a 10
anos). Veja detalhes em ALA
AÉREA.
O
Navio-Aeródromo A-12 São Paulo em sua chegada ao
Rio de Janeiro
nas primeiras horas de uma manhã ensolarada de 17 de
fevereiro de 2001.
À esquerda, vista parcial de Copacabana. À direita, o
.Pão-de-Açúcar
(Foto Serviço de Relações Públicas da
Marinha)
Pensando em ter um moderno
Navio-Aeródromo (Leve, ao
custo de US$ 600 milhões, que seria encomendado) para substituir
o antigo Minas Gerais, a MB
precisou contentar-se, com o ex-FOCH (R-99),
então recém-desativado pela França para a entrada em serviço
do NAe Nuclear Charles De Gaulle.
O batimento de quilha do Foch
foi em 1955, com
comissionamento em 1963, passando
por diversas
experiências, mas sempre sendo poupado como
Porta-Helicópteros, em
detrimento do desgaste do
irmão mais velho Clemanceau (R-98), descomissionado
em 1997, já em péssimo estado.
A Cerimônia
de Incorporação do NAe A-12 São Paulo à
Marinha do Brasil.
(Foto
Serviço de Relações
Públicas da Marinha)
De início, o A-12 sofreu
pequena reforma de suas caldeiras e passou a
conseguir atingir
até 32 nós. Somente os NAes
da US Navy conseguiam atingir
mais de 30 nós, sendo que os seus nucleares
podem atingir 33 nós, mas a 110 % da
potência
de seus reatores.
Ele queima 250 ton de óleo mazout por dia, muito denso,
betuminoso, e leva 3.600 ton em uma viagem, o que lhe garante uma
autonomia de 14 dias sem contar com reabastecimento.
Suas 6 caldeiras
conseguem gerar
126.000 SPH, oferecendo ao
navio excelente aceleração. Isso faz com que seja
considerado hoje o NAe convencional mais potente da atualidade, em
termos
relativos.
Mesmo a Classe Nimitz
-
nuclear - tem uma potência total de 260.000 SHP para 98.000
toneladas, enquanto o A-12 tem 126.000 SHP para
33.000 toneladas. A razão potência / peso da Nimitz
é de 2,6 e a do São Paulo é de 3,8, ou quase 50 %
superior.
Suas duas catapultas a vapor
- de vante e lateral - são
iguais, Mitchell-Brown BS5 inglesas, e têm capacidade para 20.000
kg, podendo ser modificadas
para 24.000 kg (+ 20 %). A lateral apenas
encontra-se regulada para
15.000 kg, mas pode sofrer aumento de potência.
Isso permitiria operar com Rafale Marine (F1), MiG-29K e F/A-18 E/F Hornet, contando-se
também ou somente com redução de
combustível e de armamentos (no caso de apenas 20.000 kg).
VÍDEO -
DASSAULT RAFALE (04:10 MIN)
Na década de 90,
vários testes validaram a catapultagem do Rafale F1 a partir do
Foch com o
auxílio de um mini trampolim, com toda segurança.
Para sua operação no A-12, seria necessário
somente efetuar a troca dos cabos de
retenção e a colocação de um SKI-JUMP
(rampa de ski ou, mais apropriadamente "salto
para o
céu"),
além dos já feitos reforma e reforço das
catapultas, adaptando-se à aeronave. As catapultas podem ter
ficado 20 % mais potentes (de 20.000 para 24.000 kg).
Fácil e potente
decolagem do FLANKER Su-33 com o
auxílio da rampa Ski-Jump do NAe russo Kuznetsov.
Em termos de caças de seu
grupamento aéreo, o São Paulo só perde para os NAes americanos, pois pode transportar até 30 caças, o
mesmo que o CDG francês,
mais que o Kuznetsov e muito acima de todos os
outros da atualidade.
Em seu melhor
adestramento, o NAe São Paulo é
capaz de lançar 2 aviões ao ar num intervalo de 2 minutos
e meio.
A-12
São Paulo visto de lado.
(Foto
Serviço de Relações
Públicas da Marinha)
A
aviação do São Paulo ainda está sendo
montada e só
estará operacional por
volta de 2013, quando estarão chegando os 12 AF-1
A-4 Skyhawks modernizados na Embraer, com entregas a partir de 2012 e conclusão em
2014. Eles são
uma
escala de aprendizado doutrinário e a MB
está preparando até 40 pilotos
capacitados.
VÍDEO - DECOLAGEM DO AF-1
DO NAE SÃO PAULO (00:14 MIN)
Os aviões para
Emprego Geral, AEW
e REVO já foram escolhidos
e suas aquisições vêm acontecendo. O futuro
caça o AF-2,
de um
novo Esquadrão, o VF-2, deverá ser o último passo,
dependendo do término
da formação do quadro de 40 ou mais pilotos qualificados.
Ele deverá
desempenhar a contento missões de ataque
no solo e no mar, apoio a tropas e, principalmente, interceptação como um Caça
de Defesa
de Frota (CDF).
A função AEW no A-12 será exercida pelos 4 S-2
Tracker recentemente adquiridos da Austrália, os quais
serão modificados para S-2T pela americana Marsh Aviation, como
previsto há tempos. Será criado o Esquadrão VR-1
para a sua operação.
Clique
na arte abaixo para
ampliação.
Projeto do Turbotracker AEW
para a MB.
(Arte Embraer)
As funções COD
(Carrier Onboard Delivery) e REVO (Reabastecimento em Voo) no A-12
serão exercidas por 4 das 8 células de C-1 Trader (uma
variante de carga do Tracker), adquiridas por US$ 234,8 milhões
em bom estado nos EUA. Os 4 demais serão usados como fontes de
peças estruturais. Como COD, os Trader irão transportar
pessoal e material entre bases em terra e o Navio-Aeródromo.
Estas funções de AEW, COD e REVO para o A-12 não
podem ser exercidas por aeronaves novas, atuais, pois este antigo NAe
é pequeno e somente aceita aviões menores. Portanto,
estes também antigos aviões modernizados com motores,
aviônica e radares todos novos terão ainda muitos anos
pela frente, dado seu excelente estado estrutural.
Quando os 2 futuros NAes nucleares chegarem um dia – a MB prevê
construção de dois na faixa de 50 mil ton – as
tripulações estarão aptas a receberem o que de
mais moderno existir na sua época. E isso não tem
preço, ou melhor, tem todo um longo custo de sacrifício e
um longo aprendizado de anos a fio. Nenhuma Marinha do mundo consegue
isso da noite para o dia.
Dupla de AF-1 no
convôo do A-12 São Paulo.
(Foto
Serviço de Relações
Públicas da Marinha)
Os radares do
São Paulo são os mais modernos da
MB. Há 9 radares diferentes, sendo
2 deles em 3D. Seus sistemas
são
os mesmos utilizados no processo
de modernização - MODFRAG
- das
Fragatas de Classe Niterói.
Suas
dimensões são de 267
m de comprimento, 52 m de largura na boca e cerca de 20 andares de
altura, a partir da língua d'água. No total, da quilha ao
mastro, são 72 m de altura. Possui 15 andares de verdade
e 1.882 cômodos, que incluem dormitórios, praças de
máquinas, cozinhas, sala de recreação, home-theater, academia de
ginástica, quadra
de basquete e futsal.
Dimensões:
266 m de comprimento;
52 m
de boca e 8,2 m
de
calado;
Altura :
72 m com 15
conveses;
Convés
de Vôo : 259 m
(superfície de 8.800 m2), com pista
oblíqua inclinada a 8º medindo 165,5 m x 29,5
m, e pista axial
medindo 93 m x 28 m;
Velocidade
: máxima = 32
nós / de
cruzeiro = 14
nós;
Autonomia
: 7.500 milhas a
18 nós; 4.800 a
24 nós e 3.500
a 32 nós;
Catapultas:
2 Mitchell-Brown tipo BS-5
a vapor, de 53 metros.
A dianteira tem capacidade de lançar aeronaves de
até 20 ton
a
110 nós, e a lateral tem capacidade de 15 toneladas,
lançando-as
a
até 150 nós.
Perfazem ciclos de 6 mil lançamentos;
Aeronaves:
30 caças, mais 7
aeronaves de asa fixa e 2
helicópteros;
Hangar :
180 m x 22 a 24 m x 7 m
(superfície de 3.300 m2),
acomodando até 37 aeronaves, sendo 34 de asa fixa
e 3 de
asas rotativas;
Tripulação
do navio :
1.274 praças, 64 oficiais, e mais 582 de
aviação, somando 1.920 tripulantes;
Elevadores
: 2 para até 15.000
kg cada, medindo o de vante
(dianteiro) 17 m x 13 m e o de boreste (lateral
atrás da ilha)
16 m x 11 m, sendo ambos fora da linha central do convôo;
operam em 9 segundos;
Propulsão
: 6 caldeiras
francesas La Valle (3
à frente e 3
à ré),
gerando
vapor a 45 kg/cm²
a uma temperatura de
450° C; 2
grupos de turbinas a vapor Parson de 92.640 kW (126.000
SHP / CV), com duas hélices;
Combustível
: 3.720 ton de óleo naval (betuminoso) e 1.800 m³
de combustível de aviação;
Sistema
Elétrico: 16.000 kW de
potência, que alimentam
desde os sistemas de refrigeração e
pressurização aos sistemas
de acoplamento dos motores e eixos; 2 alternadores Turbo
(a 2.000 kW cada) e 6 alternadores a Diesel (a 2.000 kW cada); e
Sistema
de Processamento de Dados
Táticos Navais : SICONTA
Mk1; Link YB compatível com o CAAIS das fragatas
Niterói.
A-12
São Paulo visto pela popa.
(Foto
Serviço de Relações
Públicas da Marinha)
Totalmente
informatizado, o São Paulo tem sistemas capazes de fazer
contatos com organizações militares localizados em
qualquer ponto do País.
Sua tripulação compreende, aproximadamente, 1.300 homens
(80 oficiais e 1.220 praças). Esse número pode ser
elevado para 2.000 homens, em face da composição do DAE, que varia
de acordo com a natureza e propósito das missões
atribuídas à Força-Tarefa à qual estiver
integrado.
O Brasil tem uma extensa
experiência com Porta-Helicópteros,
que é a forma
básica como o antigo
NAeL A-11 Minas Gerais foi utilizado por décadas, mas está
engatinhando com as operações de uma força de asa fixa (antes proibida por lei -
somente o 1º GAE da FAB operava), além de ser embarcada em uma Navio-Aeródromo de recursos
muito superiores, e que
serve hoje como escola preparatória para
os futuros projetos da
Aviação Naval da MB.
SH-3
A Sea
King no A-12 com alguns AF-1 ao fundo.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Para defesa
aérea do A-12 contra
ataques simultâneos de caças, mísseis e
helicópteros, a empresa sul-africana Denel ofereceu à MB seu
míssil de lançamento vertical de alta velocidade com IR infra-vermelho
Umkhonto-IR.
Disparo
do míssil antiaéreo Umkhonto.
(Foto
Denel, ex-Kentron)
MODERNIZAÇÃO
O A-12 passou
por uma extensa reforma com
alguns componentes de modernização, que teve
início no 2º semestre de 2005 e estaria se
completando somente com os testes ao longo de 2009, após muita
falta de verbas
e atrasos que
alongaram seu
tempo de permanência no estaleiro. Ele deverá
voltará a ser
operacional no primeiro semestre de 2010.
Em outubro de 2007 a
maior parte dos reparos havia sido concluída e o navio chegou a
reiniciar as operações, mas logo o eixo propulsor direito
apresentou problemas e precisou ser substituído.
Apenas essa operação consumiria mais de um ano e
aí a MB aproveitou para modernizar a planta propulsora dos
caças e revisar equipamentos como as duas catapultas que
impulsionam os aparelhos na decolagem. As redes de vapor que as
alimentam foram recompostas e duas caldeiras tiveram todos seus 1,5 mil
tubos trocados. Cerca de R$ 80 milhões foram gastos na
manutenção.
Foram 4 anos com o A-12 parado. O maior atraso foi devido à
vibração em um eixo
que provocou a troca da peça em 2007. Os
trabalhos foram
feitos pelo AMRJ com a participação da Atech
e outras
empresas nacionais.
A princípio, somente estariam sendo trocados os cabeamentos e o
sistema de válvulas de compressão, sendo feita a
manutenção dos níveis 3 e 4 nos motores e eixos, e
sendo realizada uma adequação das catapultas. O acidente
que ocorreu em 2005 deveu-se a um estouro da tubulação de
vapor da catapulta de vante.
VÍDEO - SEA HAWKS 2007 - AF-1
NO NAE SÃO PAULO (03:29 MIN)
Fora isso, foi
observada a colocação de novo piso antiderrapante no
convôo, com material empregado pelos NAes Nimitz americanos,
e com esquema de marcação totalmente diferente do
anterior
francês.
De fato, houve a
substituição
do esquema com a pintura amarela francesa no centro da área de
pouso
do convôo por outra branca e a retirada do famoso tridente do fim
da
pista de pouso.
Já a pintura dos limites da área de pouso permanece
amarela.
Esta cor seria de uso consagrado em Países que têm inverno
rigoroso
(exceto US Navy), uma vez que sob condições de
visibilidade
reduzida devido a forte nevoeiro ou precipitação nival a
cor
branca e quase todas as nuances de cinza praticamente desapareceriam.
Existia ainda um tridente francês
no
final da pista de pouso que, na realidade, era uma seta bipartida e
segmentada.
Esta seta tinha fundamento na sinalização de
advertência
ao piloto de que a partir da ponta da seta acabou-se a pista e
água.
Dependendo da posição do sol e/ou das
condições
de visibilidade, a altura de visada de um piloto a bordo de uma
aeronave
embarcada pode levá-lo a uma visão difusa do que seria o
final
da pista, imaginando que ainda tem alguns metros quando, na realidade,
a
pista acaba mais cedo. A pintura no formato de seta segmentada expressa
claramente
o decréscimo de comprimento de pista, que está terminando
(realmente)
na ponta da seta.
Mesmo que a visibilidade da superfície da pista esteja
prejudicada
(com nevoeiro, mar picado, reflexo do sol ou da lua, ou baixa
luminosidade
por tempo fechado), a diminuição da seta (de sua base
para
a ponta) representa uma indicação mais fácil e
segura
para o piloto de que a pista acaba na ponta da seta, e que é
melhor
ele colar mais o manche na barriga ou começar a se preparar para
uma
ejeção. Tal tridente francês era uma
tradição
na Classe Clemenceau e não mais faz parte da era CDG.
(Clique na
foto abaixo para ampliação)
O NAe A-12 São
Paulo da Marinha do Brasil, em solenidade comemorativa do
Almirante Tamandaré, na
Baía de Gauanabara, no dia 8 de
setembro
de 2007.
O NAe A-12 recebeu ainda um sistema
de contramedidas eletrônicas.
Foram introduzidos também dois SIMBAD,
lançadores duplos de mísseis Mistral de defesa anti-aérea anteriormente
instalados no A-11, e com alcance
de 5 km.
Ambos foram colocados a bombordo (lado oposto da ilha de
comando), na proa e na popa junto à pista
de pouso. Isso poderia indicar que,
futuramente,
o NAe deverá dispor de outro sistema para sua defesa a boreste.
Em 27 de abril de 2006, o
Serviço de Relações Públicas da Marinha
(SRPM) comunicou ao DEFESA BR,
com exclusividade, o andamento das seguintes obras no A-12, algumas
como complemento do recente MODFRAG:
Inspeção e reparo
das Turbinas da
Propulsão de Bombordo;
Manutenção de condensadores;
Retubulação de caldeiras;
Reparo de dois Compressores de Alta Pressão;
Aquisição de sobressalentes e revisão
do Diesel Gerador
de Corrente Alternada;
Manutenção de bombas, válvulas, redes e
itens estruturais;
Aquisição de dois separadores de Água e
Óleo;
Aquisição e instalação de duas
Unidades de Resfriamento de
Água;
Revisão e modernização da
Fábrica de Oxigênio;
Reparo estrutural e tratamento de tanques de óleo de
combustível;
Substituição do selo mecânico do eixo de
boreste;
Substituição do Sistema de Processamento de
Dados Táticos
Navais (SICONTA);
Pintura do convôo, com revisão de
búricas e cruzetas (pontos
de amarração das aeronaves e equipamentos
no convôo);
Manutenção do Aparelho de
Parada;
Modernização da Unidade de Processamento
Eletrônico do
Sistema Ótico de Pouso;
Revisão da Catapulta Lateral; e
Revalidação da Catapulta de Vante.
O SICONTA MK II é um sistema de combate
que permite
adquirir e apresentar
ao operador,
em tempo real, um cenário tático.
O sistema recebe, processa, integra e apresenta
informações provenientes de diversos sensores de bordo,
além de permitir a troca de informações
táticas entre os navios das forças amigas.
Tela do SICONTA MK II.
(Imagem Emgepron)
No segundo semestre de 2007, o A-12
iniciava seu
programa de recertificação, tanto do navio quanto da
tripulação, para ser reincorporado e voltar a participar
das operações e exercícios da MB.
No Bono
Especial Nº 736/2007, o comandante
da Marinha comunicava a
realização do primeiro suspender do NAe "São
Paulo", dentro da programação de experiência de
máquinas, após um período
de cerca de dois anos de imobilização, onde foram
executadas
obras de grande vulto e modernizações em importantes
sistemas
do navio.
Entre essas obras estiveram as turbinas de propulsão e
engrenagem
redutora do eixo de bombordo, caldeiras, condensadores principais,
sistema de geração de energia, equipamentos
eletrônicos de detecção e
comunicação, pintura do convés de vôo, obras
estruturais em conveses internos e externos, catapultas, bem como a
substituição
de cerca de 2.000 m de redes de água, vapor e combustível
do
navio.
Em outubro de
2007, alguns serviços foram concluídos e o
A-12 iniciara suas provas de mar, quando foi constatada uma avaria no
eixo propulsor de boreste, cujo reparo culminou na sua
substituição.
Na época, o Vice-Almirante Othon
Luiz Pinheiro da Silva (R1) revelou que o A-12 já estava
habilitado para receber novamente sistemas de defesa anti-aérea
de ponto e curto alcance.
A MB estava integrando uma arma tipo gatling gun
(metralhadora de canos múltiplos) contra alvos próximos
(exemplo, mísseis anti-navio Sea Skimmer) e um sistema com
mísseis de defesa de ponto, possivelmente, o Aspide conteirado,
já usado nas fragatas Niterói Modernizadas.
VÍDEO
-
2ª DOCAGEM DO NAE SÃO
PAULO NO AMRJ (07:58 MIN)
Observar todo o trabalho para que o A-12 possa entrar pela segunda vez
no Dique Almirante Régis do AMRJ, no início de 2008.
SITUAÇÃO
EM AGOSTO DE 2010
Com a avaria no
eixo propulsor de boreste, em
outubro de 2007, a sua
substituição acabou levando a outros serviços
delicados.
O período de tempo necessário
ao serviço do eixo, cerca de um ano, permitiu a
execução de outros serviços de
manutenção e a modernização de alguns
sistemas componentes da planta propulsora e catapultas.
De um modo
simplificado, podemos resumir as obras, em cinco grupos, assim
discriminados, todas concluídas até julho de 2010:
I - Praças de Máquinas - revisão das turbinas de
propulsão do eixo de bombordo; reparos de turbo-geradores, que
são as principais fontes de energia elétrica; e reparo da
maioria das bombas principais do Navio.
II - Praças de Caldeiras - duas caldeiras foram retubuladas
completamente. Para se ter uma idéia, são cerca de 1.500
tubos por caldeira. Uma delas ficou pronta no fim de abril e a outra em
julho de 2009.
III - Catapulta lateral - a catapulta lateral sofrendo uma
revisão geral com a troca de inúmeras peças do seu
aparelho de força, aquele que impulsiona a aeronave;
reforço em sua estrutura; e verificação de todo
circuito vapor. O reparo foi concluído em julho de 2010.
IV - Condensadores principais - sendo realizados serviços de
reparo no engaxetamento (vedação) dos 19.700 tubos,
pertencentes aos dois condensadores principais do Navio.
Concluído em julho de 2010.
V - Outras obras - foram modernizadas as quatro unidades de
resfriamento principais, para melhorar o sistema de condicionamento de
ar do navio. Foram, também, substituídos três
motores de combustão, responsáveis por parte da
geração de energia, bem como foram instalados grupos de
osmose reversa, responsáveis pela produção de
água doce.
Durante um período longo de manutenção, todo navio
da MB é submetido a um criterioso programa de adestramento, que
culmina em rigorosas inspeções, com o propósito de
preparar a tripulação para executar suas tarefas no mar,
a qualquer tempo, com segurança.
Esse período é variável de acordo com o tipo e a
missão do navio. No caso do NAe "São Paulo", vem sendo
executado um Programa de Adestramento específico para cada um
dos diversos setores de bordo em
período de 3 meses para a realização do
adestramento da tripulação no mar e para iniciar a
qualificação de aviadores a bordo.
Após tal
período, o navio iniciará seu Ciclo de Atividades
Operativas, cumprindo diversas missões de treinamento com os
demais navios da Esquadra.
VÍDEO
- CERIMÔNIA NO A-12
SÃO PAULO
EM AGOSTO DE 2010 (14:48 MIN)
Cerimônia de passagem do
cargo de Comandante de Operações
Navais / Diretor-Geral de Navegação a bordo do NAe A-12
São Paulo, na manhã de 19 de agosto de 2010.
Excelente filmagem feita pelo Poder
Naval.
CATAPULTAS
O processo mais importante a bordo de um Navio-Aeródromo
é a decolagem de suas aeronaves que, no A-12, é realizada
através de lançamento por catapultas a vapor, as quais
podem perfazer
ciclos de 6 mil
lançamentos de
aeronaves.
Maquete
do Rafale
Marine (M) exposta
no Salão de Le Bourget 2007, em Paris.
(Foto Pierre Bayle)
Havia especulação
nunca confirmada de que haveria uma troca
das 2 antigas catapultas a vapor Mitchell-Brown BS-5 por outras mais potentes e modernas, que
elevariam a capacidade do NAe São Paulo de 20.000 kg (dianteira)
e 15.000 kg (lateral) para até 30.000 kg em ambas.
Na relação acima, vê-se algum indicativo :
Revalidação da
Catapulta de Vante.
A revalidação pode mesmo significar uma
transição para capacidade maior da catapulta dianteira,
mesmo sem troca. Com isso, novas aeronaves ainda a serem adquiridas
seriam lançadas somente dessa catapulta, enquanto a lateral
lançaria os A-4, basicamente.
As catapultas do A12
são curtas e falta espaço para decolagem.
O ideal seria obter-se algum aumento do comprimento dessa catapulta
de vante, dos atuais 50 m (as da classe Nimitz têm 75 m),
problema por demais complicado de ser resolvido, como pode ser visto na
maquete abaixo.
Reparo da Catapulta Lateral do
A-12.
(Foto ODIA)
Com isso, seria
fácil fazer
decolar Rafales. Mais sonhado ainda passa
a ser a versão média
do futuro T-50 PAK FA de
possíveis 20.000 kg,
que deverá operar em Navios-Aeródromos. Em abril de 2008,
o
Brasil teria se associado a este projeto de Caça
Furtivo de 5ª Geração, transação
depois cancelada.
A opção que resta é aproximar-se da
solução dos russos, com a instalação de um SKI-JUMP e mais um apropriado reforço da
catapulta de vante.
Esta maquete
mostra bem a posição
dos elevadores do A-12, sendo o dianteiro
junto à catapulta de vante e o lateral logo
atrás da ilha. Observar ainda a
catapulta lateral na pista axial, o espaço que os pilotos
têm para arremeter
em caso de insucesso de conseguir enganchar os cabos de frenagem,
e a linha pontilhada em branco e vermelho.
Em sua história, o AMRJ
já executou antes uma elevação de pressão
da catapulta Mitchell-Brown BS 4 do antigo NAeL A-11 Minas Gerais.
Desde 2001, o A-12 vem realizando
poucas missões. A mais distante foi a Operação ARAEX 2002,
na
Argentina, em que viabilizou a manutenção da
qualificação dos pilotos de sua Armada. Na
ocasião, o
AEW S-2 Turbo Tracker e os
caças Super Etendard argentinos operaram
a partir do São Paulo.
Em
2002 e 2003, houve as operações URUEX-02 (com a Armada do
Uruguai), TEMPEREX-02, TROPICALEX-02, TROPICALEX-03, ASPIRANTEX-03, e
CATRAPO
II/HELITRAPO II.
Em maio de 2004, foi realizada a Operação ADEREX e em
junho a Operação PASSEX (ver abaixo). Em agosto de 2004,
participou da Operação ESQUADREX, à qual
compareceu o Presidente Lula.
O A-12 conseguiu na época
realizar a qualificação e requalificação de
pilotos de helicópteros e de aviões, com cerca de 500
catapultagens até agosto de 2004, e os primeiros
exercícios da MB relativos às operações de
ataque a partir de um
Navio-Aeródromo.
O
A-12 atracado
no AMRJ, Baía de Guanabara, Rio de Janeiro.
(Foto
Luiz Padilha)
Em 17 de maio de 2005, quando se
preparava para uma de suas raras comissões de adestramento em
direção a São Paulo, houve um acidente a bordo.
Ao ser comunicado vapor
para o aparelho de catapulta,
responsável pelo lançamento de aeronaves, houve o
rompimento de uma tubulação na padaria, liberando
vapor superaquecido junto a um quadro elétrico, operado por
militares em serviço. Houve uma morte de imediato e 10
tripulantes
ficaram feridos com queimaduras, vindo dois deles a falecerem algumas
semanas depois.
Depois disso e ainda em 2005, o A-12 entrou na fase de
modernização, que pode ser mesmo uma reforma de
meia-vida. A história recomeçará em 2010, quando
ele completará 50 anos.
Operador de Vôo do
São Paulo.
(Foto ODIA)
PASSEX - USS RONALD REAGAN
No dia 8 de junho de 2004, a Marinha do Brasil - com o NAe A-12
São Paulo, realizou
exercícios da Operação PASSEX junto à US
Navy - com o CVN 76 USS Ronald Reagan, em passagem pelo Brasil para sua nova base
do Pacífico.
(Clique na
foto para ver imagem gigante dos 2 NAes)
Operação
PASSEX - Exercícios
conjuntos de USN e MB em 8 de junho.
CVN 76 USS Ronald Reagan e A-12 São Paulo (ao fundo).
No
convôo do CVN 76, vê-se F/A-18 E
e F dos "Black Aces" (VFA-41).
Ambos aguardando decolagem.
(Foto US Navy 040608-N-7130B-501)
Durante os exercícios,
oficiais da MB estiveram a bordo do CVN 76, observando as
operações de vôo do mais novo
Navio-Aeródromo de Propulsão Nuclear da US Navy. Na
ocasião das manobras, 6 aeronaves AF-1 A-4 praticaram toques e
arremetidas em seu convôo.
Em troca, um pequeno grupo de oficiais do Reagan também passaram
um dia a bordo do São Paulo, para conhecer a vida no mar em um
NAe estrangeiro.
(Clique na foto para
ver imagem gigante dos 2 NAes)
Operação
PASSEX - Exercícios
conjuntos de USN e MB em 8 de junho.
CVN 76 USS Ronald Reagan e A-12 São Paulo (em primeiro plano).