Duas Fragatas Multimissão FREMM italianas.
(Divulgação DCNS)
PARTE 3
NOTÍCIASFRANÇA
TIPOS
CLASSES
Nº
TON
TON TOTAL
CRUZADORES
JEANNE D´ARC
TRAINING / HELO
1
12.365
12.365
DESTRÓIERES
TOURVILLE
2
5.885
11.770
FRAGATAS
2
4.500
9.000
GEORGES LEYGUES
7
4.350
30.450
5
3.280
16.400
FRAGATAS
LEVES
FLOREAL
6
2.950
17.700
TOTAL
-
23
-
97.685
Os planos franceses são de construção de seu segundo Navio-Aeródromo, só que convencional. O NAe Nuclear R-91 Charles De Gaulle (CDG) já custou mais de US$ 3 bilhões aos contribuintes franceses e vinha sendo chamado de "Belo Antônio".
Para as escoltas, há somente o "Horizon Project" (2) de nova fragata com a Itália, a Classe Forbin. São apenas dois navios e serão entregues até 2009, sendo que a primeira unidade foi lançada em 10 de março de 2005. Terá 6.700 ton e servirá para defesa aérea de ponto. Seus sistemas de armas estão entre os mais avançados.
Seus destróieres da Classe Suffren estavam em final de vida útil, tendo o último sido descomissionado em 2005. O CDG poderá vir a ficar dependente da escolta de navios ingleses, humilhação máxima para o orgulho francês.
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Fragata francesa F710 da Classe La Fayette.
(Foto Marine Nationale Française)
Em outubro de 2005, foi anunciado um pacote de reformas de meia-vida pela DCNS envolvendo o Porta-Helicópteros Jeanne D'Arc, os 2 destróieres Tourville, e 1 das 7 fragatas da Classe Georges Leygues, a D644 Primauguet.
França e Itália associaram-se no projeto das Fragatas Multipropósito FREMM (do francês Frégate Multi-Mission e do italiano Fregata Multi-Missione).
Trata-se de um navio projetado pala DCNS e pela Fincantieri com capacidade para operar em Guerra Anti-Aérea, Anti-Submarino, e Anti-Superfície, além de possuir ainda a capacidade de ataque contra alvos terrestres, com 16 mísseis de cruzeiro Scalp Naval, disparados de sistemas verticais Sylver A-70 e com o alcance de 1 mil km do Tomahawk americano.
(Clique na arte abaixo para ampliação)
Foram encomendadas pela França 8 unidades, sendo 6 para ASW e 2 para para ataque terrestre, embora houvesse um projeto anterior de encomendar um total de 17 unidades (em 8/9). Tal contrato é avaliado em € 3.5 bilhões, com entregas entre 2011 e 2015. A Itália deverá incorporar 10 fragatas, sendo 6 ASW e 4 multi-propósito.
(Clique na foto abaixo para ampliação)
Mencione-se ainda uma resposta francesa à agora terminada Classe DDG 1000 Zumwalt (sobraram dois), que é o Swordship, o qual é TRIMARAN e também será armado com canhões de 155 mm de longo alcance e avançado desenho furtivo.
VÍDEO - DCNS SWORDSHIP - TRIMARAN (00:51 MIN)
Outra novidade da DCNS, apresentada no segundo semestre de 2008, é a família de fragatas FM 400, que deverá substituir o tipo La Fayette. Trata-se de uma fragata modular média, com 4 versões entre 3.500 e 4.500 ton, baseada no programa das FREMM. Seu comprimento será de 125 m e a largura de 17,5 m.
A FM 400 poderá levar um helicóptero pesado, como o NH 90, ou dois leves, como o Pantera. Mas a novidade estará nos seus drones, que poderão ser aéreos, de superfície e até submarinos.
FONTES & LINKS FRANÇA
TIPOS
CLASSES
Nº
TON
TON TOTAL
DESTRÓIERES
DELHI
3
6.700
20.100
RAJPUT (KASHUN)
5
4.950
24.750
FRAGATAS
TALWAR (MOD KRIVAK)
3
3.780
11.340
BRAHMA PUTRA
(IMPROVED GODAVARI)
1
4.300
4.300
GODAVARI
3
4.300
12.900
NILGIRI (LEANDER)
3
3.250
9.750
TOTAL
-
18
-
83.140
Em termos de NAes, a Índia possui hoje o Viraat e aguarda o ex-Admiral Gorshkov que foi comprado à Rússia em janeiro de 2004 para ser reconstruído (refit).
A Marinha Indiana 2 (IN) ou Bharatiya Nau Sena , tem um projeto de longo prazo de possuir 3 NAes, de modo que pelo menos 2 estejam operacionais sempre. De início, ela trabalha para contar com 2 NAes depois que o Viraat for desativado em 2010. Dizia-se que a Rússia poderia produzir para a IN um NAe de 25.000 ton, mas isso foi desmentido com um novo projeto na própria Índia.
Em 30 de julho de 2004, foi noticiado um contrato de construção do novo NAe da Marinha da Índia pelo Estaleiro indiano Cochin, com o suporte completo do Estaleiro estatal italiano Fincantieri SpA. Tal contrato deverá cobrir dois anos de serviços, embora continue a vigorar até o comissionamento, previsto para ocorrer entre 2012 e 2013.
Também sonham em encomendar diversas escoltas, como os destróieres Sovremennyy, acompanhando a Marinha Chinesa. Mas sempre ocorrem as previsíveis faltas de verbas.
Entretanto, três fragatas da Classe Talwar (Mod Krivak) foram entregues em 2003 e 2004 pela Rússia, tendo sido construídas nos Estaleiros Baltisky em São Petersburgo. O contrato pelas 3 fragatas de 3.780 ton custou US$ 1 bilhão à Índia.
DESIG.
NAVIO
COMISSIONADO
F 40
INS TALWAR
18 JUN 2003
F 43
INS TRISHUL
25 JUN 2003 F 44
INS TABAR
19 ABR 2004
A 3ª e última produzida foi a fragata F 44 Tabar, que foi comissionada em abril de 2004 e esteve no Rio de Janeiro entre 22 e 25 de junho.
As Talwar são armadas com o Míssil Hipersônico Klub, que pode levar ogiva nuclear, e podem ter um helicóptero Kamov KA-28 ASW e um Kamov KA-31 AEW. Baseadas no projeto russo Project 1135.6 dos anos 80, sofreram extensas modificações e reprojetos, incorporando alterações de desenho na superestrutura, com características furtivas (stealth).
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Fragata indiana F 44 Tabar da Classe Talwar, ainda recém comissionada.
Atracada no Porto do Rio de Janeiro entre 22 e 25 de junho de 2004.
(Foto Luiz Padilha)
Seus destróieres Classe Delhi (3) são navios multitarefa, com significativa capacidade de guerra AS e AA. Levam 2 Sea King (AS). São armados com um variante menor do MOSKIT, o KH-35 subsônico, com alcance de 130 km.
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Fragata F 48 Bosísio da Classe Greenhalgh.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Bosísio na ADEREX I 2006
TIPOS
CLASSES
Nº
TON
TON TOTAL
FRAGATAS
GREENHALGH
3
4.400
17.600
PARÁ
1
3.560
7.120
NITERÓI MODERNIZADA
6
3.700
22.200
FRAGATAS
LEVES
INHAÚMA
4
2.350
9.400
BARROSO
1
2.350
2.350
TOTAL
-
17
-
58.670
Pensando em ter um moderno Navio-Aeródromo (Leve, ao custo de US$ 600 milhões) para substituir o antigo Minas Gerais, a MB precisou contentar-se, com o Foch, então recém-desativado pela França, e que demandou extensa reforma.
Trata-se do Navio-Aeródromo A-12 São Paulo. Tendo sido incorporado em 15 de novembro de 2000, chegou à sede da Esquadra no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 2001. Após um longo processo de modernização que durou 5 anos (2005 a 2010), o A-12 poderá continuar em serviço até 2020, no máximo.
(Clique na foto para ver imagem gigante do A-12)
Veja em detalhes o NAe São Paulo - A-12 - da Marinha do Brasil.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Esse NAe permite à MB reconstruir sua Aviação Naval Embarcada de Asa Fixa do ZERO. E isso é um processo que leva muito tempo (superior a 10 anos). Veja detalhes em ALA AÉREA.
A MB sofria também por não poder construir modernas fragatas, não poder sonhar em construir destróieres e até por ter tido dificuldades em concluir uma única corveta. E a SITUAÇÃO (2) vinha sempre piorando um pouco mais a cada dia.
Ela dispõe hoje de 3 fragatas da Classe Greenhalgh (Type 22 - ASW) e de 6 da Classe Niterói (AAW), além de 4 fragatas leves (Corvetas da Classe Inhaúma).
Em 2005, foram substituídos os mísseis Exocet MM-38 das Greenhalgh por Exocet MM-40 Block 2 OTH, que podem destruir grandes alvos navais a até 70 km de distância. Em uma baia de MM-38 cabem 4 mísseis MM-40, sem aumento de peso.
Com isso, ficaram padronizados na MB (Classes Niterói e Greenhalgh) o modelo de míssil SSM de emprego anti-navio de longo alcance.
No final de 2003, foi feito o batismo e lançamento da Corveta Barroso, que vinha sofrendo grandes contingenciamentos de verbas. Seu comissionamento só ocorreu em meados de 2008.
Os 4 contratorpedeiros - destróieres - antigos da classe Pará foram considerados como desativados. A fragata F-47 Dodsworth, da Classe Greenhalgh, foi colocada na reserva em 2004 por falta de verbas.
Pode-se contar apenas com 9 fragatas e 4 fragatas leves para cobrir uma extensão de costa de 7.400 km e uma área marítima de 4,5 milhões de km2, a justamente chamada Amazônia Azul, totalizando uma das maiores extensões de todo o Planeta?
Isso é impossível e bastante negligente por parte do Governo Federal, com tais extremas limitações de meios para a MB.
Uma extensa modernização de meia vida foi realizada em suas fragatas da Classe Niterói, chamado de Programa MODFRAG (2) pela empresa EMGEPRON no AMRJ, tendo sido a última das 6 unidades - a Constituição (F42), modernizada e entregue em fevereiro de 2006.
PROGRAMA MODFRAG
DA CLASSE NITERÓI
Substituição dos mísseis superfície-ar "SEACAT" por "ASPIDE", de maior alcance;
Substituição dos canhões de 40 mm controlados manualmente por canhões de 40 mm automáticos,
em versão específica para emprego contra mísseis;
Substituição dos sistemas de controle tático e de direção de tiro desenvolvidos na Inglaterra, pelo
"SIstema de CONtrole TÁtico e de Armas" versão II (SICONTA MK II 2), desenvolvido no Brasil,
dotado com recursos incomparavelmente mais eficazes;
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Tela do SICONTA MK II.
(Imagem Emgepron)
Substituição da totalidade dos sensores (radares, IFF, equipamento MAGE (2) sonar e rastreador
optrônico) por equipamentos de desempenho superior, utilizadores de técnicas digitais de processamento
de sinais;
Substituição do antigo sistema analógico de controle da propulsão e das máquinas auxiliares pelo novo
sistema (SCMPA);
Ampliação da capacidade de guerra eletrônica pelo acréscimo de um equipamento de CME e de um
lançador de despistadores de mísseis (SLDM), ambos desenvolvidos no IPqM (Instituto de Pesquisas
da Marinha);
Instalação de um sistema de comunicação digital, interiores e exteriores, repetidora de radar e hodômetro; e
Tratamento magnético do casco, instalação de caldeiras auxiliares, revisão de turbinas, implantação de
sistemas digitais de monitoramento do controle de avarias e para a obtenção de oxigênio e água potável
a partir da água do mar, e instalação de sistema de osmose reserva.
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Outra vista aérea do AMRJ pelo ângulo oposto à anterior.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
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Teste de míssil AAW guiado semi-ativo Aspide com o
Sistema Albatros pela Fragata F-41 Defensora
(Classe Niterói Modernizada) em 2004.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
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Fragata F 44 Independência da Classe
Niterói Modernizada da Marinha do Brasil.
Construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
CLASSE NITERÓI
MODERNIZADA
6 NAVIOS
FRAGATA
NOME
ATUAL
F 40
NITERÓI
MOD
F 41
DEFENSORA
MOD
F 42
CONSTITUIÇÃO
MOD F 43
LIBERAL
MOD
F 44
INDEPENDÊNCIA
MOD
F 45
UNIÃO
MOD
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Fragata da Classe Niterói Modernizada.
(Arte Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Mesmo com todas adversidades, a MB conseguiu a façanha de ter hoje os melhores centros de pesquisa e convênios com universidades e institutos, principalmente, para o desenvolvimento do tão sonhado Submarino Nuclear de Brasileiro (SNB) e de Guerra Eletrônica de caráter nacional.
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Modelo do novo míssil anti-navio Exocet MM-40 Block 3, que
também permitirá ataque costeiro, como o famoso HARPOON.
(Arte MBDA)
Com todas as limitações impostas pelo governo atual, trata-se de uma Força de pronto emprego (ver ADEREX II/05) e bem administrada, cujo exemplo deve ser seguido. É a partir desse esforço que deverão surgir nossas maiores conquistas em Defesa para um futuro bem próximo.
De fato, com o advento do Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil - PEAMB, que prevê investimentos de até 80 bilhões de euros, passou-se a discutir a necessidade de 2 navios-aeródromos de 40 mil a 50 mil ton, 4 LHD de cerca de 20 mil ton, 30 navios de escolta, 15 submarinos convencionais, 5 submarinos nucleares, além de 62 navios de patrulha.
Projeto do futuro NAe francês, que também poderá ser o do brasileiro.
(Arte Maretmarine)
Depois de ampliar a área de atuação do Projeto Calha Norte, incluindo entre as áreas de ocupação a Ilha de Marajó e os Estados do Acre e Rondônia, até o limite com o Mato Grosso, a Marinha inaugurou em 2004 um novo comando naval da Amazônia Ocidental, na Ilha de São Vicente.(Clique na foto para ampliação)
Em 28 de maio de 2004, partiu da Ilha de Mocanguê (Rio de Janeiro) o primeiro Grupo-Tarefa de Paz (2) da MB levando 146 veículos e reboques, além de efetivos do EB e do FFE / CFN para o Haiti, onde o Brasil passou a comandar com 1.200 homens a Força de Paz composta por diversos Países, como Argentina e Uruguai.
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Vista aérea da Ilha de Mocanguê, na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, com o primeiro
Grupo-Tarefa de Paz para o Haiti composto pelo Navio de Desembarque de Carros de
Combate Mattoso Maia, o Navio de Desembarque-Doca Ceará, a Fragata
Rademaker e o Navio-Tanque Gastão Motta. A partida foi em 28 de
maio e o retorno em 14 de julho de 2004.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
SIR GALAHAD
Em abril de 2007, a Marinha anunciou a aquisição de oportunidade (meio usado) junto ao Reino Unido do navio de apoio logístico Sir Galahad, que foi comissionado na Royal Navy em 1988 e teve baixa em 2006, com apenas 18 anos de emprego, podendo servir ainda mais 17 anos.
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The Royal Fleet Auxiliary, Landing Ship Logistic RFA
Sir Galahad transportando suprimentos para o Iraque.
(Foto Royal Navy)
Trata-se de um reforço considerável para o aspecto de logística da MB, onde servirá como um NDCC, renomeado de G29 Garcia D'Ávila. Une-se ao NDCC G28 Mattoso Maia e aos NDD G30 Ceará e G31 Rio de Janeiro.
O NDCC G29 Garcia D'Ávila aumentará bastante a capacidade da MB de transporte e desembarque de tropas para suporte a operações anfíbias, além de transporte logístico de material, veículos e pessoal.
Seu deslocamento é de 8.751 ton, raio de ação de 13 mil milhas a 14 nós, uma velocidade máxima de 17 nós, carrega 3.440 ton de suprimentos e até 537 tropas, além de possuir 2 convôos para operações aéreas de asa rotativa, sendo um para Sea King e outro para Sea King, Lynx ou Chinook.
O G29 é capaz de carregar 16 MBTs ou 33 veículos de 8 ton e 62 Land Rovers em um só deque. Em outro deque, ainda podem seguir mais 33 veículos de 8 ton, 74 Land Rovers e mais 40 contêineres de 20 pés.
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Visão da capacidade de carga do então L 3005 Sir Galahad.
(Foto Royal Navy)
AERONAVES
Ainda em 2008, foi fechado contrato com a Embraer para a modernização de 12 aeronaves de asa fixa AF-1, usadas no A-12. Foi feita ainda a compra de 4 helicópteros multiemprego UH-60L Black Hawk (SH - 70), da Sikorsky, por US$ 32,78 milhões cada.
A MB optou por fazer a modernização de 12 Super Lynx no Brasil, a ser executada pela Westland. Deverá ser construído um navio hidrográfico e outras 4 embarcações do tipo "aviso" para atuarem no projeto Cartografia Amazônica.
Em 2 de setembro de 2008, a Eurocopter, empresa do grupo franco-alemão EADS, anunciou que iria fabricar no Brasil, na Helibrás, e vender ao Ministério da Defesa helicópteros militares de transporte de tropas EC-725 Super Cougar.
Finalmente, no anúncio do contrato, em 23 de dezembro de 2008, foram revelados quais serão os usuários dos 50 EC-725 :
O EC-725 é a versão militar do EC-225.
(Foto Eurocopter)
FAB - 18 unidades (sendo 2 para o GTE);
EB - 16 unidades; e
MB - 16 unidades.
SIR BEDIVERE
Em meados de 2008, a Marinha anunciou mais uma aquisição de oportunidade junto ao Reino Unido do navio de apoio logístico Sir Bedivere, que foi comissionado na Royal Navy no distante ano de 1967 e teve baixa em fevereiro de 2008, com 41 anos de emprego. Ele é bem mais velho que o Sir Galahad, que é um derivado seu.
A MB pagou R$ 31,5 milhões, incluindo treinamento de operações e manutenção, fornecimento de suprimentos, sobressalentes e serviços relacionados ao gerenciamento da reativação do navio, preparação e entrega.
O L 3004 Sir Bedivere esteve na Guerra das Malvinas, em
1982, tendo sido pouco danificado por aviões argentinos.
(Foto Royal Navy)
A modificação efetuada no Sir Bedivere nos anos 90 transformou-o no mais moderno dos navios da classe e por isso a sua desativação estava prevista apenas para 2011. Ele será incorporado à MB em 2009.
Este tipo de navio, que tem uma porta de proa, que se abre para que o navio encalhe na praia e permita colocar veículos directamente em terra. Tem capacidade para transportar 16 tanques pesados, 33 veículos de vários tipos, entre veículos de transporte e blindados leves, e pode ainda transportar até 534 militares.
Baseados em especificações civis, os navios da classe foram inicialmente concebidos como navios Ro-Ro (Roll on Roll Off), apenas como apoio de forças em terra, não em situações de combate. Por isso o navio tem muitas das suas estruturas em aluminio, e divisórias internas extremamente finas, sem qualquer tipo de blindagem.
NAVIO POLAR ALMIRANTE MAXIMILIANO
O navio polar norueguês Ocean Empress foi transformado em navio laboratório na Alemanha. Sua aquisição em 2008 custou R$ 23 milhões. Já os laboratórios e seus sistemas eletrônicos custaram outros R$ 25 milhões. Com a reforma, o custo total foi a R$ 71,5 milhões, sendo R$ 69 milhões bancados pela FINEP.
Ele veio substituir o Navio de Apoio Oceanográfico - NApOc - Ary Rongel nas operações na Antártida, em apoio à Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira na ilha Rei George, litoral da península Antártica.
Construído em 1974, no estaleiro Todd (EUA), foi comissionado como navio de apoio (Supply Vessel) às plataformas de petróleo no Mar do Norte e, posteriormente, em 1988, no estaleiro Aukra (Noruega), foi convertido em navio pesqueiro (Stern Factory/Processing Trawler), quando obras de grande vulto foram executadas, a ponto de ter sido preservada apenas a quilha como parte original, o que, segundo a Classificadora Lloyds Register, torna o ano de 1988, na prática, como o seu novo ano de construção.
O H 41 Almirante Maximiliano chega ao Rio de Janeiro em
7 de abril de 2009, já participando de um Desfile
Naval nas águas da Baía de Guanabara.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
O ex-Ocean Empress, ex-Naeraberg, ex-American Empress, ex-Maureen Sea, ex-Scotoil I, ex-Theriot Offshore I foi construído pelo estaleiro Todd Pacific Shipyards Corp., em Seattle, Washington, onde o então casco n.º 58 teve a sua quilha batida em 20 de agosto de 1973, foi lançado ao mar em 13 de fevereiro de 1974 e foi entregue em junho de 1974, mas só iniciou suas operações comerciais em 19 de dezembro de 1978.
Construído como navio de apoio a plataformas marítimas off-shore, recebeu em janeiro de 1974 o nome de Theriot Offshore I, com bandeira norte-americana. Em 19 de dezembro de 1978 foi renomeado Scotoil I e mudou a bandeira para Inglaterra.
Em 4 de julho de 1979, foi renomeado Maureen Sea. O navio sofreu uma reconstrução em 1988 no estaleiro Aukra da Noruega, e, em 1989 foi reclassificado como Traineira de Pesca de Arrasto Industrial, com casco classificado como Ice-C, certificado pelo Lloyd´s Register, Det Norske Veritas e American Bureau of Shipping.
Em 1º de fevereiro de 1989, foi novamente renomeado, recebendo o nome de American Empress, e voltou a ter bandeira norte-americana e callsign WRYY. Em setembro de 1998, foi vendido a Norway Seafoods, da Noruega, e depois, em janeiro de 1999 a AKER ASA, também da Noruega.
Em 19 de junho de 1999 mudou a bandeira para Vanuatu e callsign YJRH2, e em 14 de março de 2000, foi mais uma vez renomeado, recebendo o nome de Naeraberg (IMO 7391264), operando como Traineira de Arrasto Industrial. Em 1º de novembro de 2002, o Naeraberg mudou a bandeira para Ilhas Faroe, com porto de registro em Klaksvik e callsign OW2176.
Em março de 2001, foi vendido para um proprietário desconhecido e em dezembro de 2004 passou para a JFK Seafood, das Ilhas Faroe. Finalmente, recebeu o seu ultimo nome, Ocean Empress, em 25 de março de 2008, antes de ser adquirido pela Marinha do Brasil.
O navio tem capacidade para acomodar 106 pessoas. Possui autonomia no mar de 90 dias e passou a dispor de equipamentos para a coleta de água, areia e lama no fundo do mar. Também conta agora com cinco laboratórios para pesquisa e espaço para operar com 2 helicópteros.
Tendo recebido aqui o nome de navio polar de pesquisa oceanográfica Almirante Maximiano, esse novo navio do Programa Antártico Brasileiro teve de retornar mais cedo de sua primeira viagem ao continente gelado, em novembro de 2009, pela 28ª edição da Operação Antártica. Ele voltará à Antártida e fará efetivamente pesquisa na região polar, podendo inclusive navegar por campos de gelo fino.
Com problemas no sistema de bordo que transforma água salgada em doce, o Tio Max, conforme foi apelidado, teve de regressar a Ushuaia, na Argentina, para ainda se reabastecer. Como o outro navio do programa, o Ary Rongel, também teve de voltar, pesquisadores ficaram trabalhando na estação sem o apoio das embarcações.
UM F-X NAVALEsta foi a primeira temporada do programa antártico em que a Marinha levou dois navios ao continente gelado. O Ary Rongel nunca passou de um navio de apoio, já o Tio Max é uma estação de trabalho flutuante, com três laboratórios a bordo, com larga capacidade de desenvolvimento de pesquisa em diversas áreas.
Enquanto o Rongel desloca até 1.982 ton, o Almte. Maximiliano transporta 5.450 toneladas. O Rongel tem 75,3 m de comprimento, 13 m de boca e 6,2 m de calado - contra 93,4 m de comprimento, 13,4 metros de boca e 6,2 metros de calado do Tio Max.
Enterprise
Mesmo com o problema que abreviou sua viagem de estreia, o navio agradou os integrantes do programa antártico. Pesquisadores acostumados com o veterano NApOc Ary Rongel, que embarcaram no Max pela primeira vez, gostaram do que viram. A chamada praça d'armas, onde ficam o refeitório e a sala de estar, é ampla. Para o lazer, há uma TV de plasma e vários filmes e discos à disposição.
Nas quatro refeições, café, almoço, jantar (18h) e ceia (21h), nada de sentar-se à mesa em frente ao relógio. O lugar, como manda a tradição naval, está reservado ao comandante.
Do ponto de vista técnico, a grande novidade é o passadiço do navio. A sala de controle, entre os oficiais da marinha, já ganhou um apelido, "Enterprise", mesmo nome da nave do seriado "Jornada nas Estrelas". Além de controles modernos - que permitem ao navio ficar parado no mar sem necessidade de jogar a âncora, a visão do alto é de 360 graus.
Nos fundos, sobre o convés, outra novidade: um hangar climatizado para dois helicópteros. A instalação tirou um pouco espaço dos laboratórios, o que foi objeto de reclamações de cientistas - já que, afinal, trata-se de um navio de pesquisa. Mas, segundo a Marinha, a possibilidade de abrigar duas aeronaves ajudará nas operações antárticas, transportando pessoas e equipamentos e chegando a locais de difícil acesso.
Para os cientistas, na prática é só na temporada 2010/2011 que o navio polar oceanográfico será definitivamente testado. Estarão então a bordo do Max guinchos, estação meteorológica e todo um conjunto de equipamentos essenciais para a pesquisa de ponta.
Uma estrutura de 12 toneladas será acoplada ao casco do navio e ficará submersa. Nela serão instalados, entre outros equipamentos, um ecobatímetro (aparelho que mede a profundidade do mar), um perfilador de correntes (que registra o fluxo de água em várias profundidades) e outros sensores.
O H 41 Almirante Maximiliano atracado no Rio de Janeiro.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
O nome Almirante Maximiano é uma homenagem ao Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca que, como Ministro da Marinha, ao adquirir o Navio de Apoio Oceanográfico Barão de Teffé abriu o caminho para a presença do Brasil na Antártida, permitindo a realização da primeira Expedição Antártica Brasileira e o estabelecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz.
Esta estação, a partir de então, marca a presença do Brasil naquele continente, na condição de membro do Tratado Antártico, o que lhe dá direito a voto nas decisões que dizem respeito ao futuro da região.
Em novembro de 2008, passamos a ver o projeto de construção de fragatas virando um verdadeiro FX Naval, com “F” de Fragata em vez de “F” de Fighter, aquele FX de Caça da FAB. As FREMMs italianas chegaram a ser escolhidas em 2010 e seriam construídas 18 unidades no Brasil, mas foi tudo cancelado por motivos políticos de baixo nível.
MARINHA DA CHINA
Em uma entrevista em maio de 2009, o ministro Nelson Jobim declarou que existe uma aproximação com a China e que ela está mais voltada para a Marinha. Segundo ele, os chineses querem que a Marinha do Brasil seja o elemento de ligação para a criação da Marinha Chinesa como organização militar.
FONTES & LINKS BRASIL
Brasil - Marinha do Brasil - MB
World Navies Today (Hazegray)
Strategy Page
Blog Defesa BR :
Brasil: Depois dos Submarinos, as Fragatas?
Marinha Construirá 33 mil Lanchas de Ação Rápida Para Estudantes
Brasil Ajudará a Criar Marinha da China. Parceria à Vista?
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