A
US Navy parece estar passando nos dias atuais por uma certa crise dimensional.
Há reclamações de que o tamanho de sua frota vem
caindo fortemente nos últimos anos e a tendência futura
não é de melhoria clara.
De 594 navios em 1987 -
época da Guerra Fria, havia somente pouco mais de 290 navios
de todos os tipos em 2005, e de 280 navios em 2009, o que representaria
o menor estoque desde
1917.
Como só tem havido encomendas de 6 navios ao ano, teme-se que a
quantidade total caia ainda mais para uma frota de apenas 180
navios até 2024, enquanto continua a haver difíceis
anseios internos para que
cresça para quase 400 navios.
Planos oficiais
desde 2006 remetem a uma frota de 313
navios
para 2035, em que seriam gastos mais de US$ 53 bilhões
anualmente por 30 anos, considerando-se reposições de
combustível nuclear de NAes e submarinos.
(Clique na
foto para ver imagem gigante do CV 63 Strike Group)
Foto do Kitty Hawk Carrier
Strike Group nos exercícios JASEX 05
no Pacífico Ocidental em
13 de agosto de 2005. Em primeiro plano, o Navio de
Assalto Anfíbio LHD 4 USS Boxer.
Em seguida, constam o
destróier
DDG
54 USS Curtis Wilbur, o cruzador
CG
62 USS
Chancellorsville, o destróier
DDG
62 USS Fitzgerald e, por último, o NAe Convencional
CV
63 USS Kitty Hawk. Os 2 destróieres são da Classe
Arleigh Burke
flight I e o
cruzador
é da
Classe Ticonderoga
baseline
3.
Todos, exceto o Boxer, estão baseados em
Yokosuka,
Japão, onde a
7ª
Frota da US Navy mantém 17 navios de
guerra.
(Foto U.S. Navy 050813-N-8492C-230)
Desde 2002, foram desativados 5
cruzadores Ticonderoga
Non-VLS (Vertical Launching System), 9
destróieres Spruance e 6 fragatas Oliver Hazard
Perry
(5+9+6=20),
ainda existindo 24 em 2010. Os
22
Ticonderoga restantes sofreram upgrade.
Os últimos 3 Spruance foram descomissionados em 2005, terminando
esta classe de destróieres que já teve 31 unidades.
Os cruzadores da Classe Ticonderoga CG
47 Ticonderoga / CG
48 Yorktown / CG
49 Vincennes / CG
50 Valley Forge, já foram descomissionados em 2004 e 2005. O
CG
51 Thomas S. Gate foi descomissionado em 2006.
Restarão 22 unidades de baseline
2, 3 e 4.
(Clique na
foto para ver imagem gigante do CG 70)
Foto do cruzador Classe
Ticonderoga CG 70 USS Lake Erie em Pearl Harbor,
Havaí, em
2 de julho de 2004, exibindo sua âncora de
proa dourada, que simboliza tripulação a bordo.
(Foto U.S. Navy
040702-N-4304S-006)
Deduzindo-se esses 23 navios
desativados, restariam 74 (antes eram 110), contando-se
os 28 destróieres
Arleigh Burke I e II para toda
a US Navy.
Contudo, terão sido
comissionados mais
34 Arleigh
Burke - flight IIA
até dezembro de 2010 (vide quadro acima), totalizando 108
navios.
Durante a Guerra Fria, eram mais de
300 navios de combate à disposição.
De 2002 para 2003, a tonelagem
caiu de 881.700 para 731.400,
significando uma perda de 150.300 toneladas (superior
a tudo que a França
possui). Com novos destroyers Arleigh Burke IIA, a tonelagem voltou a
crescer novamente em outubro de 2004 para 832.600.
Em junho de 2006, contando-se entradas e saídas mais recentes, a
tonelagem cai fortemente para 765.800 para atender suas 5
Frotas. Em dezembro de 2010,
voltará a 885.400 toneladas.
(Clique na
foto para ver imagem gigante do DDG 92)
Destróier Classe
Arleigh Burke
DDG 92 USS Momsen sendo escoltado em sua chegada à
Cidade do Panamá,
Flórida, para ser comissionado em 28 de agosto de 2004.
(Foto U.S. Navy 040820-N-2354M-005)
Vê-se que os EUA
dispunha há pouco de programas muito
caros e sofisticados de desenvolvimento e construção,
tanto para
Navios-Aeródromos, quanto para
escoltas. Porém, as coisas começaram a mudar em 2008, com
inevitáveis cancelamentos
Para os NAes, pretendem
concluir a Classe Nimitz (CVN
77), e partir para o CVNX, nova classe com 100.000
ton, com a produção
do CVN 78 em 2013 e do CVN 79
até
2018.
As escoltas do futuro seriam
baseadas no Projeto da Classe
DD21. Porém, em 2001, houve uma mudança radical e passou-se a projetar uma nova
categoria conhecida como DD(X),
que seria a base da nova geração de futuros destróieres, cruzadores e
navios
costeiros.
(Clique
na arte para ampliação)
(Arte
Navysite)
Em abril de 2006, foi revelado que
o primeiro destróier DD(X) seria designado DDG 1000. Como navio
lançador da nova classe, ele foi nomeado em homenagem ao
antigo Chefe de Operações Navais (CNO - Chief of Naval
Operations) Almirante Elmo R. "Bud" Zumwalt, Jr.
A princípio, deveriam
ser investidos mais de US$ 60 bilhões na
construção de 20 unidades
de DDG 1000 Zumwalt
Class Destroyer e cada navio custaria incríveis US$ 3
bilhões (US$ 1,4 bilhão na época do projeto), que
foram sendo revisados para US$ 3,3 bilhões.
Fontes confiáveis elevavam essa projeção a mais de
US$ 4
bilhões por navio.
Depois disso, a US Navy reduziu suas pretensões para apenas 7
unidades, o que ainda custaria US$ 23,1 bilhões, oficialmente.
Em meados de 2008, com o agravamento da crise econômica, a US
Navy resolveu cancelar todo o programa, vindo a manter somente 3
unidades, as quais deverão remontar a um custo
absurdo de US$ 12 bilhões.
Com o cancelamento, serão construídos mais DDG 51
Arleigh Burke. Os nomes das quatro primeiras de uma nova encomenda
seriam William S Sims(DDG 113); Callaghan (DDG 114); Scott (DDG 115)
and Chandler (DDG 116).
A tecnologia do DDG 1000 será incorporada nos DDG
51, elevando seu custo oficial de construção de US$ 1,3
bilhão para US$ 1,7 bilhão. Os custos operacionais destes
deverão cair de US$ 25 milhões para US$ 21 milhões
ao ano.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
O DDG 1000 tem 14.264
ton e dispõe de avançada capacidade de ataque terrestre.
(Arte Northrop Grumman)
O armamento dos DDG 1000 são
uma revolução à parte no combate naval. Dois
canhões
de último tipo, com calibre de 155 mm, serão montados em
2
torres discretas, com baixa assinatura de radar.
Cada canhão desses dispara um projétil guiado por GPS do
tipo
LRLAP, que é um projétil guiado de ataque a alvos
terrestres,
com alcance de 109 km (no futuro de 180 km). Eles conseguem uma taxa de
tiro
da ordem de 10 tiros por minuto.
É montada ainda em todo perímetro do casco do
navio
uma linha de 20 lançadores verticais quádruplos de
mísseis
multifuncionais, capazes de lançar os costumeiros Tomahawks,
mísseis
SM3 standard e a nova versão do Sea Sparrow ESSM.
Tal
lançador
da Raytheon é designado de MK 57 VLS. Para defesa aérea
de
ponto, serão instalados 2 canhões automáticos de
57
mm BAE MK110.
ESPECIFICAÇÕES
DDG 1000
COMPRIMENTO: 182 m
ALTURA: 24 m
DESLOCAMENTO: 14.264 ton
PROPULSÃO: Turbina a gás
VELOCIDADE: 30 nós
TRIPULAÇÃO: de 95 a 150 tripulantes
ARMAMENTO: 20 lançadores verticais quádruplos PVLS MK-57
para
mísseis de cruzeiro Tomahawk, mísseis antiaéreos
SM-3
Standard e ESSM, além de foguetes anti-submarino de
lançamento
vertical ASROC. 2 Canhões AGS de 155 mm; 2 canhões MK-110
de
57 mm antiaéreos
AERONAVES: 2 Helicópteros Sikorsky SH 60 LAMPS ou 1
Helicóptero
Sikorsky MH 60 R e 3 VANTs VTUAV RQ-8 A Fire Scout.
SENSORES: Radar AN/SPY 3 (MFR); Radar de busca (VSR); Sonar de dupla
freqüência
(HF/MF)
CUSTOS: A duas unidades custaram mais de US$ 3 bilhões cada.
(Clique na
arte abaixo para ampliação)
O DDG 1000 poderá
operar 2
SH-60.
(Arte Northrop Grumman)
Já está todo
furado programa de modernização da Força
de Combate de Superfície
da US Navy
até 2020. Enquanto isso, comissionaram
em outubro de 2012 o último destróier
da Classe Arleigh Burke da encomenda flight
IIA DE 2002, para unir-se
às
61 (I/II/IIA) já em operação, de um total de 62
belonaves.
A 1ª de todas (nome da
classe)
pode ser vista no alto desta
página. Em 2010, foi anunciada a
modernização de 11 unidades das 62, ao custo
unitário de US$ 34 milhões
(Clique na
foto para ver imagem gigante do DDG 93)
Destróier Classe
Arleigh
Burke DDG 93 USS Chung-Hoon no Golfo do México, em janeiro
de 2004, realizando testes de mar do
fabricante, Northrop Grumman Ship Systems,
de Pascagoula, Mississipi. Comissionado em 18 de setembro de 2004, no
Havaí.
(Foto U.S. Navy
040126-N-0570I-011)
Já o Littoral Combat System, LCS, infelizmente, também está
tendo um fim triste. Seus dois
concorrentes puderam construir os primeiros
navios para uma posterior decisão visando uma encomenda de 50
unidades.
Chegaram a ser construídos os LCS 1 e 2, só que o LCS 2
teve
seus custos apresentando forte alta.
Por isso, em março de 2007, a USN cancelou a
construção do LCS 3 da Lockheed, repetindo a
ação em novembro com o LCS 4, dado que a General
Dynamics, a qual tinha um inovador conceito TRIMARAN,
também não conseguiu reduzir
custos.
O LCS Trimarã na
versão da General Dynamics.
(Arte GD)
Os 50 LCS programados já
caíram no esquecimento. Dá para entender a US Navy,
se um orçamento unitário inicial saltar de US$ 220
milhões para US$ 600 milhões, quase o triplo.