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Marinha do Brasil  -  MB

Meios Disponíveis e Futuros


ESTALEIRO DE SUBMARINOS

ITAGUAÍ CONSTRUÇÕES NAVAIS

ESTALEIRO ITAGUAÍ



(Clique no mapa abaixo para ampliação)

Porto de Itaguaí - Expansão

Plano de expansão do Porto de Itaguaí.
(Foto  Ministério dos Transportes)



INTRODUÇÃO

NOVO ESTALEIRO EM ITAGUAÍ


OBRAS DO ESTALEIRO E DA BASE

VIZINHOS EM ITAGUAÍ

FONTES & LINKS





INTRODUÇÃO


O novo Estaleiro de Submarinos pertencerá à Marinha do Brasil, que vai cedê-lo por 20 anos, período em que será construído e operado por uma joint-venture, ou Sociedade de Propósito Específico (SPE), com 50% das cotas sob controle da Odebrecht, 49% da DCNS francesa e 1% da MB.


Essa participação do governo brasileiro na SPE será mesmo simbólica, mas ele terá uma “golden share”, o que lhe dará o direito de veto em questões estratégicas, como já ocorria na Embraer e também passou a ocorrer na Avibras desde 20 de janeiro de 2009.


O Estaleiro DCNS-Odebrecht estará apto em breve para garantir novas empreitadas de construção naval em larga escala para a Marinha do Brasil e exportações, tudo no bojo do Plano Estratégico de Defesa Nacional.


No mês de agosto de 2009, tornou-se realidade a construção da Base Naval de Submarinos e o Estaleiro da MB na área do Porto organizado de Itagauaí, pois foi criada a ITAGUAÍ CONSTRUÇÕES NAVAIS, como será chamado o Estaleiro DCNS-Odebrecht. O repasse da ordem de R$ 6,4 bilhões também foi consignado.


À época, foi noticiado que a associação franco-brasileira teria capital de R$ 10 milhões, com participação de 59% da Odebrecht e de 41% da DCNS, cujos executivos exercerão o controle da gestão. Essa divisão é diferente da originalmente divulgada (acima).
 

Para assegurar a produção das embarcações, a Itaguaí empregará 700 operários, encarregados da produção ao longo dos 15 anos de projeto. A previsão é de que o primeiro Scorpène deixe o estaleiro em 2017.
Veja detalhes no PROSUB (9 Mb em pdf).




NOVO ESTALEIRO EM ITAGUAÍ


Pela falta absoluta de espaço no AMRJ, na Ilha das Cobras, somado ao enorme custo para obtê-lo, é que o governo brasileiro optou pela construção de um novo estaleiro de submarinos em Itaguaí, na Baía de Sepetiba, Estado do Rio de Janeiro. No local, também será criada a futura base de submarinos da MB.


Nesse ESTALEIRO ITAGUAÍ, serão construídos 4 submarinos convencionais de 1.800 ton chamados de SBR (Submarino Brasileiro), baseados no Marlin, movidos a óleo diesel, e o primeiro SNA nacional, de 6.000 ton, chamado de SNBR (Submarino Nuclear Brasileiro).


O primeiro convencional deveria ficar pronto em 2014 e os demais, a cada dois anos, 2016, 2018 e 2020, a um custo unitário de US$ 600 milhões. Já o SNBR estava previsto para entrar em operação em 2020, a um valor estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão.



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Já com o cronograma da Marinha, refeito em 2010, as atividades de transferência de tecnologia e de desenvolvimento do submarino nuclear começaram em 2010.


A construção do estaleiro e da base deve ter início em 2011, quando também está previsto o início da construção do primeiro Scorpène, que deverá ficar pronto em 2015 (o último fica para 2021). A construção do SNBR deve ser iniciada em 2016, com previsão de término em 2022.


Com o objetivo de gerenciar a construção do estaleiro, dos SBRs, do SNBR e da futura base de submarinos, a MB ativou a Coordenadoria do Programa de Desenvolvimento de Submarino de Propulsão Nuclear, em setembro de 2008.


Esse conjunto será mera parcela de um gigantesco empreendimento de 1,5 milhão de m2 levantado pela Companhia Docas na região, o qual reunirá diversos estaleiros.


A Odebrecht construirá o estaleiro onde os submarinos serão montados e uma nova base naval no Porto de Sepetiba, no Rio. O contrato entraria em vigor no segundo semestre de 2009.


O primeiro submarino será em parte feito na França, em Cherbourg - os outros terão seus cascos montados no Brasil, depois de manufaturados na Nuclep. A DCNS dará assistência para o design da parte não-nuclear do submarino, a ser feita pela joint venture, e às obras para construção do estaleiro e da nova base de submarinos da MB.


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OBRAS DO ESTALEIRO E DA BASE


Em 2010, as obras no local estão limitadas ao primeiro movimento de terras na Ilha da Madeira, em Itaguaí, baía de Sepetiba, no litoral fluminense.


Ao lado das instalações da Nuclep, o braço industrial do complexo nuclear do Brasil, o grupo Odebrecht começará a obra da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, UFEM. Depois virão um avançado estaleiro e uma base de submarinos de alta sofisticação.


As áreas envolvidas somam 980 mil metros quadrados, dos quais 750 mil m² na água. O acesso ao conjunto se dará por um túnel escavado em rocha de 850 metros de comprimento e uma estrada exclusiva de 1,5 quilômetro. Haverá 2 píeres de 150 metros cada um e 3 docas secas (duas cobertas) de 170 metros.


No total, serão 27 edifícios. A dragagem passa de 6 milhões de metros cúbicos. O plano da obra prevê a geração de 700 empregos diretos. Pronta, a instalação poderá dar apoio técnico a uma frota de 10 submarinos, e terá capacidade para construir duas unidades novas simultaneamente.


Um dos prédios, destinado ao procedimento de troca do reator do navio nuclear ou do combustível, será alto, equivalente a 16 andares. Os submarinos vão circular, entrar e sair das instalações por meios próprios, movimentando-se por uma zona molhada com 340 mil m².




VIZINHOS EM EM ITAGUAÍ


Nessa área do ESTALEIRO ITAGUAÍ, encontram-se vizinhos importantes como a Nuclep, a Base Aérea de Santa Cruz, da FAB, o Complexo Industrial de Santa Cruz e o grande Porto de Itaguaí.


Em 2010, deverá começar a operar a Siderúrgica do Atlântico, na vizinha Santa Cruz. Trata-se de uma sociedade entre a Vale e a ThyssenKrup alemã. Sua capacidade de produção será de  5 milhões de ton de placas de aço ao ano.


Ao seu redor, haverá um terminal portuário, uma coqueria, e
a Usina Termelétrica de Itaguaí, uma usina térmica a carvão com capacidade para gerar 1.250 mw. Atlântico deverá produzir aços especiais para os novos submarinos.


A própria Marinha tem uma base de treinamento dos Fuzileiros Navais na Ilha da Marambaia, dentro da Baía de Sepetiba.


Em termos logísticos, existem na área a obra do Arco Metropolitano - rodovia expressa que ligará o Rio a São Paulo, a duplicação da BR-101, e a ferrovia operada pela MRS Logística.


NUCLEP


A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. - Nuclep, localizada no Brisamar de Itaguaí, junto a Rodovia Rio-Santos, é uma empresa estatal que vem crescendo, com atividades em novas áreas estratégicas.



Fábrica em Itaguaí

Vista da fábrica da Nuclep de Itaguaí, junto à Rodovia Rio-Santos, que fica
no canto inferior esquerdo. A Baía de Sepetiba fica no canto superior direito.

(Foto Nuclep)



Sua atuação tradicional está na Área Nuclear, produzindo equipamentos para as usinas nucleares da vizinha Angra dos Reis. Além disso, ela fabricou o primeiro reator nuclear naval, tornando-se pioneira em nacionalizar a tecnologia para fabricar e montar vasos de pressão com especificações nucleares.



Raetor Nuclear Iris

Na área de pesquisa nuclear, a Nuclep vem participando do Projeto
IRIS de Empresas, Laboratórios e Universidades de 10 países, que
tem como objetivo projetar um reator nuclear de quarta geração.

(Arte do corte longitudinal do gerador - Nuclep Nuclear)



Além da Nuclear, 3 novas áreas vêm se destacando, principalmente em termos de construção naval, e que serão vitais para a nova fase do AMRJ. São elas as Áreas Não-Nuclear, Off-Shore, e de Motores de Navios de grande porte.


A Área Não-Nuclear produziu desde 1993 os cascos resistentes para os submarinos Tamoio, Tapajó, Timbira e Tikuna da Marinha Brasileira.



Nuclep - Casco de Submarino

Casco resistente para submarino produzido na Nuclep

(Foto Nuclep Não-Nuclear)



A Área Não-Nuclear vem ainda se destacando em diversos segmentos industriais com equipamentos de grande porte, como as indústrias petrolífera, petroquímica, química, siderúrgica, naval, de mineração, de papel e celulose, entre outras.


Ressalte-se a produção de um
a câmara hiperbárica para o Cenpes - Petrobras, cuja aplicação principal é no sistema de exploração e de produção de petróleo em águas profundas.


A Área de Off-Shore da Nuclep construiu desde 2005 os módulos estruturais do casco da Plataforma P-51 da Petrobras, cuja tecnologia de fabricação foi totalmente desenvolvida pelo corpo técnico da Empresa.



Blocos da P-51

Construção de blocos para a Plataforma
P-51 da Petrobras na Nuclep

(Foto Nuclep Off-Shore)



Também em 2005, a Nuclep firmou acordo de licenciamento com a Wärtsilä Switzerland Ltd. para sua Área de Motores de Navios fabricar motores de dois tempos de última geração para propulsão naval, destinados a navios de grande porte, tipos Suezmax, Aframax e Panamax.



Motores de Navios

Construção de motor de navio de grande porte na Nuclep.
(Foto Nuclep Motores)



O interessante aqui é saber que a Wärtsilä está empenhada em soluções para projetos de construção naval para marinhas de guerra de diversos países (pdf), como no caso dos geradores a diesel dos futuros NAes de 65.000 ton (CVF) e dos Destróieres Type 45 da Royal Navy.


Seus trabalhos têm se destacado em embarcações complexas como Navios-Aeródromos, submarinos, navios anfíbios, navios de combate e de suporte, além de navios-patrulha.



Hélice da Wartsila

Um hélice de navio produzido pela Wärtsilä Switzerland.
(Foto Wärtsilä)



VÍDEO - WARTSILA (05:15 MIN)



Vídeo institucional da Wärtsilä Switzerland.



PORTO DE ITAGUAÍ


O Porto de Itaguaí será o primeiro Porto Concentrador de Cargas (Hub Port) do Atlântico Sul. Ele possui uma retroárea de 10 milhões de m2 de área plana, um canal de acesso com até 20 m de profundidade e cais de acostagem em águas abrigadas.


O Porto conta com infra-estrutura logística industrial e tecnologia em telecomunicações e suprimento, acessos multimodais e facilidades de transportes. Em um raio de pouco mais de 500 km, estão situados os agentes produtivos responsáveis pela formação de cerca de 70 % do PIB brasileiro.


É um porto singular entre os portos brasileiros e latino-americanos. Com características físicas competitivas, o Porto de Itaguaí tem acesso marítimo para receber navios de grande porte e de última geração acima de 6.000 TEUs.



Há 4 terminais em operação, que são os de Granéis Sólidos (com especialização em Minério de Ferro), de Carvão, de Conteineres e de Alumina. Resta ainda concluir o aprofundamento do canal de acesso, o aparelhamento do Terminal de Conteineres e o estabelecimento de rotas globais de navegação intermodal.



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Porto de Itaguaí

Vista do Porto de Itaguaí e seus 4 terminais.
(Foto  Ministério dos Transportes)



Seu administrador, a Companhia Docas do Rio de Janeiro, deverá implantar ainda um novo terminal de granéis líquidos, o qual funcionará em mão dupla, servindo tanto para a importação, como de produtos químicos, quanto para a exportação de álcool e biodiesel, entre outros produtos.


Em outubro de 2008, os governos federal e estadual anunciaram a construção de 2 novos estaleiros no Porto de Itaguaí, com uma área total de 2 milhões de m2, para atender à marinha mercante e à iniciativa privada.


Resta saber quais serão as exatas localizações do Estaleiro DCNS-Odebrecht e da futura Base de Submarinos da MB.




FONTES & LINKS


Nuclep