Aviões dos Esquadrões
Adelfi da FAB (A-1), Falcões da MB
(A-4) e Pif-Paf
da FAB (F-5M) com o pessoal formado em frente ao lendário e
único
hangar de dirigíveis existente no mundo, na Base Aérea de
Santa
Cruz (BASC), Rio de Janeiro, em 2009. O hangar tem
240 m de comprimento e 70 m de altura.
(Foto ComForAerNav)
ComForAerNav
AVIAÇÃO NAVAL
ESTÁ DIVIDIDO EM 2 PARTES:
PARTE
1
O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o
Brasil
poderia fazer para manter
a soberania sobre suas
riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um
conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
AVIAÇÃO
NAVAL - ASA FIXA
O FUTURO CAÇA AF-2
AEW COD E REVO PARA O A-12 DA MB
AVIÕES ANFÍBIOS MULTITAREFA
FONTES & LINKS
INTRODUÇÃO
A história
da Aviação Naval Brasileira se inicia em 1911,
apenas 5
anos após a invenção do avião por Santos
Dumont, tida em 1906. Naquele ano,
a
Marinha do Brasil patrocinou o curso de seu primeiro piloto
na
França.
Em 23 de agosto
de 1916, o presidente
Wenceslau Braz assinou o decreto de
criação da Escola de Aviação Naval (EAvN), sendo ela a primeira
escola de
aviação militar do Brasil e, portanto, o berço de nossa aviação militar.
Nesses mais de 90 anos de
existência, a Aviação Naval vem traçando um trajetória marcada pelo
pioneirismo e bravura. Em 1916, a MB já fazia história com a
aeronave Curtiss F 1916, iniciando a conquista
da operação
aérea em proveito dos meios da Esquadra.
Fatos que vão desde a
realização do primeiro deslocamento aéreo no Brasil, passando pela
participação na 1ª Grande Guerra, integrando o 10° Grupo de
Operações de Guerra da RAF, até os dias atuais,
nas operações
com asa fixa embarcada no NAe São Paulo, o que começava a
colocar a MB em um seleto grupo dentre as
marinha do mundo.
A Aviação Naval se faz
hoje presente em todo o território nacional, desde a Amazônia Azul até
a Verde, através de seus Esquadrões Distritais (HU-3 em Manaus-AM, HU-4 em
Ladário-MS e o HU-5 em Rio Grande-RS) e
dos demais
Esquadrões (HI-1, HU-1, HU-2, HA-1, HS-1 e VF-1) que formam o complexo aeronaval
de São Pedro da Aldeia.
Este complexo compreende ainda
o Comando da Força Aeronaval, Base Aéra Naval de
São Pedro da Aldeia
(BAeNSPA), Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), e o Depósito
Naval de São Pedro da Aldeia (DepNavSPA).
Na Amazônia Verde, ela presta
apoio na área da saúde às populações
ribeirinhas e
patrulha nossa vias fluviais, no Pantanal, protegendo
as nossa fronteiras e se
estendendo até o Continente Antártico,
apoiando a
Estação Antártica Comte. Ferraz (EACF) e compondo o Destacamento Aéreo
Embarcado (DAE) no Napoc Ary Rongel, apoiando
também o
desenvolvimento científico do Brasil.
A
Aviação de Asa Fixa da
Marinha do Brasil está em
pleno renascimento desde 1998,
depois de décadas perdidas. Isso também
se deve à chegada do Navio-Aeródromo A-12 São
Paulo em 2001.
Dupla de AF-1 no
convôo do A-12 São Paulo.
(Foto
Serviço de Relações
Públicas da Marinha)
Para
uma missão de
introdução
doutrinária da aviação orgânica, foram
adquiridos do Kuwait, em 27 de
abril de 1998, 23 aparelhos A-4
Skyhawk usados, em
perfeito
estado,
sendo 20 aeronaves tipo A-4KU monoplace
e 3 TA-4KU biplace para treinamento.
Na MB, elas
foram denominadas AF-1 e AF-1A,
passando a mobiliar o Esquadrão VF-1.
AF-1A (2 assentos) na Base Aérea Naval de São
Pedro D´Aldeia - BAENSPA (RJ).
São 23 aparelhos A-4 Skyhawk, sendo 3 utilizados para
treinamento (AF-1A).
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha,
feita pelo Ten. Cláudio Mello).
Dos A-4
adquiridos, somente 12 unidades estavam em
alguma condição de uso no final de 2008 e poderiam ser
modernizados.
Pautado na END e com o
objetivo de capacitar estas
aeronaves, foi assinado, no dia
14 de abril de 2009, o contrato de modernização
de 12 aeronaves AF-1 e AF-1A com
a Embraer, que exerce as funções
de contratada principal,
tendo a responsabilidade de administrar todas
as fases do projeto e de
entregar as aeronaves prontas
para operação, a partir de 2013 com conclusão em
2015.
A modernização
contempla uma nova arquitetura de aviônica, motorização, revisão da
estrutura da aeronave, instalação de novo radar, substituição de todo o
sistema de geração de energia e de geração
de oxigênio.
As
modificações a serem implementadas terão como resultado final uma plataforma atualizada,
garantido sua operação na MB por
um período superior a quinze anos, e com sua
completa capacidade de combate
recuperada.
AF-1 A-4
Skyhawk preparando decolagem do A-12.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha).
Estão cumprindo o papel
esperado designados como AF-1, formando o 1º
Esquadrão de Aviões de
Interceptação e Ataque (VF-1), os
"Falcões" no BAeNSPA
(Base Aérea Naval de São
Pedro D'Aldeia - RJ) e no A-12.
O VF-1 foi criado
em 2 de outubro de 1998.
Revista
Para tornar-se membro dos "Falcões" do
VF-1, é necessário passar por um árduo e
difícil processo de qualificação por 3 anos. Os 2
primeiros anos são de curso básico e intermediário
na Academia da Força Aérea - AFA, em Pirassununga,
interior de São Paulo, e no CATRE de Natal.
No
primeiro ano, realizam o treinamento básico de
aviação nas aeronaves T-25 Universal, com 60 horas de
vôo. Depois, os selecionados fazem mais um ano de curso
intermediário no 2° Esquadrão de
Instrução Aérea (2º/5º GAv "Joker" - CATRE de Natal) onde
voam o T-27 Tucano em mais 120 horas.
AF-1 A-4
Skyhawk visto de baixo.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Alguns AF-1
A-4 Skyhawk, no convôo do A-12.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
O terceiro e último ano
é dedicado somente a pousos em NAes - Curso Avançado (Advanced Jet Training Program), que
costumava ser feito na
NAS Meridien, no Mississipi NAS, com
T-45
Goshawk (A &
C).
(Clique
na foto abaixo
para ampliação)
Três T-45-A Goshawk em convôo de NAe da US Navy.
(Foto Boeing)
Antes, ficava-se 6
meses em San Antonio, no Texas, em um curso de inglês com
completa imersão, dividido em básico e técnico.
Depois, o candidato partia para
o curso avançado. Porém,
antes de voar fazia um mês de “Ground
School” (que seria escola em terra) e duas semanas de simulador.
A seguir, começava mesmo a voar o T-45A e/ou o T-45C no
Esquadrão de Treinamento VT-7.
O T-45C tem cockpit digital e é uma versão mais moderna e
avançada que o T-45-A, com cockpit analógico, tendo sido
ambos adaptações para operações embarcadas
do famoso BAe Hawk.
(Clique na
foto abaixo para ver imagem gigante do T-45A)
Um T-45A Goshawk do
Carrier Training Wing One (CTW-1)
no convôo do CVN
72 USS Abraham Lincoln, em junho de 2004.
(Foto U.S. Navy)
Ao final do processo, para ser
qualificado o candidato precisava realizar em 2 dias 12 pousos e 2
toques
seguidos de arremetidas em um NAe americano designado.
Era o
momento mais aguardado e nervoso. Na volta ao Brasil, havia a
qualificação para o AF-1 na MB, o qual precisa ser
constantemente renovado. Com a longa parada do A-12 para reforma,
não se sabe como e se foi dada continuidade a esse processo.
Nesta quarta
fase da Aviação Naval da MB, em
que passou a operar aeronaves a reação de
asa fixa, é essencial decidir qual será o caça
multimissão que atuará
junto com os 12 AF-1 do Esquadrão VF-1, os quais estão
sendo
modenizados pela Embraer,
disponíveis para o NAe A-12 São Paulo em um futuro próximo.
Em 2009, já devia haver algo próximo a 35 pilotos
qualificados para os
AF-1. Possivelmente, haveria sempre 2 indo para o Curso
Avançado da US Navy e outros cumprindo
as várias
etapas de sua formação e qualificação.
Com todo esse esforço, em que cada piloto qualificado custa mais
de US$ 0,5 milhão (US$ 1 milhão seria por 3 anos na US
Navy), entende-se que a MB prepara-se para algum dia
complementar sua Aviação Naval com mais um
esquadrão
de interceptação e ataque, composto de 18 Caças
Multimissão de 4ª Geração.
O futuro caça deverá
desempenhar a contento missões de ataque
no solo e no mar, apoio a tropas e, principalmente, interceptação como um Caça
de Defesa
de Frota (CDF). Será
o AF-2, de um
novo Esquadrão, o VF-2.
AVIAÇÃO
NAVAL DA MB
ESQUADRÕES
INTERCEPTAÇÃO E ATAQUE
ESQUA
DRÃO
|
APELIDO
|
DESIG
NAÇÃO
|
CAÇA
|
AERO
NAVES
|
TREINA
MENTO
|
PILO
TOS
|
VF-1
|
FALCÕES
|
AF-1
|
A-4
Skyhawk
|
10
|
2
|
14
|
VF-2
|
(FUTURO)
|
AF-2
|
(FUTURO
CDF
MULTIMISSÃO)
|
15
|
3
|
21
|
|
|
|
|
25
|
5
|
35
|
Serão 12 A-4,
sendo 2 biplaces somente para treinamento.
Idem para o CDF, com 18 aeronaves, sendo 3 biplaces de treinamento.
O ideal será ter pelo menos 2 pilotos por aeronave monoplace
embarcada
(total de 50).
Essa decisão será
importante mesmo para os dois futuros NAes brasileiros
previstos.
Uma escolha correta colocará a MB no
caminho certo
para estar entre as mais fortes e eficazes marinhas do mundo em um futuro próximo.
Somente uma Aviação
Naval Embarcada poderosa estará apta a enfrentar
e vencer os imprevisíveis
desafios que estão por vir
com a crescente instabilidade internacional.
Dadas as
características leves do A-12 e o enorme
potencial dos mísseis
russos, uma escolha ideal hoje seria a do MiG-29 K,
versão
naval embarcável do famoso caça interceptador russo da MiG-MAPO, a serem adquiridas 18
aeronaves, sendo 3 de treinamento, perfeita
opção para a transição
(doutrinária) para os futuros NAes
modernos da Marinha do Brasil.
A
princípio, a próxima geração mundial de
caças de alto desempenho
só deverá ter o problemático F-35 JSF, desenvolvido
pela Lockheed Martin e inicialmente previsto
para operar a partir de 2012 (que passou a 2015) e o T-50
PAK FA
russo, que poderá
operar em Navios-Aeródromos também a partir de 2015.
Sabe-se que os novos motores 117C permitirão
ao T-50
operar em pistas curtas, de 300 a 400m de extensão. Adaptados
para o meio naval, poderão vir a ter excelente performance.
Outra perspectiva interessante para uso embarcado em
NAes com pistas menores - de 160 metros - seria o X-31 Vector com já
comprovada capacidade ESTOL, além de empuxo vetorado.
Chegou a ser anunciado em 2008 que
o
Brasil participaria no desenvolvimento
do PAK FA
(Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks
Frontovoy Aviatsii - Sistema Aéreo Futuro para Forças Aéreas Táticas -
contrapartida do JSF), devido ao acordo,
que também abrange o desenvolvimento aeronáutico e aeroespacial com a Rússia (veja em
ALIANÇAS).
Mas com a saída do Su-35BM do FX-2, isso ficou distante e
inatingível.
Com verbas adequadas para
Construção e PD&I
da MB e da FAB, além da garantia de
encomendas firmes para
os parceiros privados, o Brasil
poderia um dia desenvolver o
CAÇA AVANÇADO (para
uso embarcado tanto pela MB como pela
FAB), junto com algum parceiro de
peso.
Caça Avançado Hipersônico de
Longo Alcance - F-1.
(Arte
Edilson Moura Pinto para o DEFESA
BR)
AEW COD E REVO PARA O
A-12 DA MB
Foi na Operação
ARAEX 2002 que o AEW S-2 Turbo
Tracker e o Super Etendard, ambos da Argentina, operaram
a partir do São Paulo.
Um S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina
pousando no A-12 durante a Operação ARAEX 2002.
Pode interessar à MB ter alguns S-2 Modernizados para AEW, REVO
e EG.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
A Marinha do
Brasil identificou opções de aviões AEW para atuarem embarcados no NAe A-12
São Paulo, também
para Emprego Geral (COD) e
REVO.
Ressalte-se
que tal
missão pode ser
compartilhada por aviões e helicópteros com vantagens mútuas, conforme o
artigo Programa AEW-N do site Sistemas
de
Armas.
A escolha mais sofisticada,
atualmente, seria o E-2C HAWKEYE, largamente
utilizado
pela US Navy em seus espaçosos NAes
(CVNs). A versão mais moderna é a Hawkeye
2000 com o radar APS 145, mais
avançado.
(Clique na
foto abaixo para ver imagem gigante do E-2C)
Sensacional foto de um E-2C
Hawkeye decolando do NAe Nuclear
CVN 74 USS John C. Stennis, da
Classe Nimitz, no Mar do Sul
da China, em 6 de setembro
de 2004. Este pertence aos "Black
Eagles" do Carrier Airborne Early Warning Squadron One One
Three - VAW-113, do Carrier
Air Wing Fourteen
- CVW-14.
(Foto U.S. Navy
040906-N-6213R-011)
A França
possui 3 unidades de E-2C para seu NAe CDG,
com seus eternos problemas. É
a plataforma ideal
para C4ISR. A princípio, seria interessante a MB
possuir 2 E-2C para AEW no NAe A-12, mas essa
aeronave tem peso elevado demais para seus elevadores e as catapultas
são pequenas demais para lançá-la.
Um E-2C Hawkeye preparando-se
para decolar do CV Kitty Hawk.
(Foto U.S.
Navy)
E-2C
Hawkeye 2000 no Convôo do CVN 76 USS
Ronald Reagan, Rio de Janeiro, em junho de 2004.
(Foto Luiz
Padilha)
O E-2D Advanced
Hawkeye foi desenvolvido pela Northrop Grumman
para ser o sucessor do E-2C Hawkeye e tornar-se a
última versão
embarcada da aeronave de alerta antecipado da US Navy.
Protótipo do E-2D.
(Foto
Northrop Grumman)
Ele até parece com o E-2C,
porém a antena rotativa foi substituída pela L-3
Randtron
de escaneamento eletrônico e colocado um radar APY-9 com
cobertura
de 360º. Sua estrutura
foi reforçada para suportar os sucessivos pousos e decolagens
nos Navios-Aeródromos.
O E-2D possui toda uma nova estação digital de
operações, processadores de dados de missão,
medidas eletrônicas de
suporte e comunicação por satélite. Ele
é
movido por um par de
turbo-hélices Rolls-Royce T56-427A.
Esquema do E-2D.
(Arte
Northrop Grumman)
A MB já operou há
tempos o
Grumman S-2T Tracker
(dos anos
50), como avião
anti-submarino no NAe A-11 Minas Gerais, e se
preparava para ter um Turbo Tracker modernizado.
Os Trackers foram
fabricados para terem longa sobrevida e existiam
células
estocadas no deserto de Mojave
e na Austrália com muito menos tempo de mar que as aposentadas
pela MB.
A
função AEW&C no A-12 será exercida
por quatro S-2
Tracker, os
quais
estariam sendo modificados pela Embraer.
Clique
na arte abaixo para
ampliação.
Projeto do Turbotracker AEW
para a MB.
(Arte Embraer)
Já as quatro unidades do modelo C-1 Trader estariam sendo
modernizadas pela Marsh, do Arizona. Contudo, o contrato de modernização dessas
aeronaves foi suspenso em julho de 2012.
A Diretoria de Aeronáutica havia dispensado a
realização de licitação e
contratou a Marsh em outubro de 2011, ao custo de US$ 69,1
milhões –
por volta de R$ 138 milhões, para modernizar e remotorizar
quatro
aeronaves C-1A Trader, transformando-as em KC-2 Turbo Trader, sob o
padrão Carrier-on-Board Delivery / Air-to-Air Refueling
(COD/AAR).
A empresa era investigada pelo FBI e, em julho de 2012, foi impedida
pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos de fornecer
serviços de
defesa, sob acusação envolvendo espionagem.
Segundo a Marinha, a Marsh foi inocentada pelo Departamento de
Justiça
em outubro de 2012, o que permitiria a volta da prestação
dos serviços.
Está previsto um termo aditivo, com entrega da primeira aeronave
em
dezembro de 2014. O pagamento inicial de US$ 7,2 milhões teria
sido
retido pela MB.
As funções COD (Carrier Onboard Delivery) e REVO
(Reabastecimento em
Voo) no A-12 serão exercidas por essas 4 das 8 células de
C-1
Trader (uma
variante de carga do Tracker), adquiridas por US$ 234,8 milhões
em bom
estado nos EUA.
Os 4 demais serão usados como fontes de
peças
estruturais. Como COD, os Trader irão transportar pessoal e
material
entre bases em terra e os Navios-Aeródromo.
Os 2 modelos, S-2
Tracker e C-1 Trader,
terão um total de 8 aparelhos sendo
modernizados pela Marsh e a Embraer, com entregas inicialmente previstas a partir de
2014, mas agora reagendadas para 2015. Será
criado o Esquadrão VR-1
para a sua operação.
Estas funções de AEW, COD e
REVO para o A-12 não podem ser
exercidas
por aeronaves novas, atuais, pois este antigo NAe é pequeno e
somente
aceita aviões menores.
Portanto, estes também antigos
aviões
modernizados com motores, aviônica e radares todos novos
terão ainda
muitos anos pela frente, dado seu excelente estado estrutural.
Quando os 2 futuros NAes chegarem algum dia – a MB prevê
construção de dois na faixa de 50 mil ton – as
tripulações estarão
aptas a receberem o que de mais moderno existir na sua época.
E
isso
não tem preço, ou melhor, tem todo um longo custo de
sacrifício e um
longo aprendizado de anos a fio. Nenhuma Marinha do mundo consegue isso
da noite para o dia.
(Clique na
foto abaixo
para ampliação)
Outra foto de
S-2 Turbo Tracker da Armada Argentina
pousando no A-12 durante a Operação ARAEX 2002.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
A operação dos
aviões argentinos a bordo do A-12
já demonstrou a compatibilidade entre avião e navio e uma
empresa americana que ofereceu a modernização antes dava
garantia de 15 anos. Essa solução econômica
poderá
acelerar o desenvolvimento de doutrinas desse tipo de
operação no Brasil.
Deve-se mencionar uma outra
possibilidade, a do Beriev A-50
Mainstay russo,
atualmente baseado
na plataforma Ilyushin IL-76.
Clique na arte para saber mais
detalhes
do Beriev
A-50
no site da FAS (Federation of American Scientists)
O Beriev A-50 Mainstay da Rússia é uma
aeronave SDRLO
(Long Range Detection
System) baseado no avião de transporte
Ilyushin IL-76. É um concorrente menos sofisticado do E-3 Sentry
americano. Vem sendo negociado para a Índia e
a China.
(Foto Beriev Aircraft Company)
Já
o S-3B VIKING
(21.600 kg) foi projetado para caçar submarinos nucleares soviéticos (ASW). Com o fim
da Guerra Fria, passou a ter um
papel estratégico e versátil a bordo dos NAes Americanos, com gradual descomissionamento
na US Navy.
Como um multi-missão, pode
atuar como REVO, busca e
resgate, reconhecimento e análise eletrônica, AEW, comando
e controle, ataque de míssil de precisão, guerra aérea, de superfície,
submarina, anfíbia, OTHT,
missões de suporte à frota,
etc.
(Clique na
foto abaixo para ver imagem gigante do Viking)
Um S-3B Viking do Esquadrão
VS-30, os "Diamond Cutters", durante REVO a
um F/A-18A dos "Blue Angels",
famoso grupo de demonstração da US Navy.
(Foto U.S.
Navy 050418-N-0000X-001)
O S-3B era
chamado de "canivete suíço da Aviação
Naval" na US Navy pelo motivo
acima. Até 2009, era empregado o modelo
S-3B, tendo um longo alcance de 4.260 km (2.300
mn) e altitude máxima de 12.200
m. Seu tanque de enorme
capacidade
permite que permaneça em vôo por
horas a fio.
Com somente 3 tripulantes (antes
4), o Viking "War Hoover" possui detetor de
anomalia magnética, radar de alta
resolução, GPS, sistema
FLIR, ESM passiva, até 60 sonobóias, chaff, 2 mísseis anti-navio AGM-84D Harpoon e
2
ar-terra AGM-65 Maverick,
além de 4 torpedos Mk 46, cargas de profundidade
Mk 54 e minas Mk 53.
O S-3B
Viking do Esquadrão VS-21 da US Navy
disparando míssil
AGM-84 Harpoon.
(Foto US Navy)
Sabe-se
que a US Navy ofereceu durante a FIDAE 2006 do Chile 100
unidades de S-3B ao Brasil,
Argentina, Chile e Peru. Com 10 unidades sendo modernizadas e
até remotorizadas, o A-12 estaria muito bem equipado e muito
mais capacitado para a sua missão.
Mais de 100 aeronaves dos 6 Esquadrões de S-3B da Naval Air
Station de Jacksonville, Florida, foram descomissionadas
desde 2007, sendo um último esquadrão desativado
somente em 2009.
(Clique na
foto abaixo para ver imagem gigante)
S-3B
Viking "NAVY ONE" do Esquadrão 35 (VS-35)
Blue
Wolves of Sea Control trazendo o Presidente Bush a bordo
do CVN 72 USS Abraham Lincolm em 1º de maio de 2003.
(Foto US Navy
030501-N-6020P-017)
AVIÕES
ANFÍBIOS MULTITAREFA
A
MB poderia vir a utilizar Barcos
Voadores (aviões anfíbios) leves capazes de realizarem variadas tarefas para
emprego no Atlântico, na Amazônia e
no Pantanal
Matogrossense.
O Anfíbio Leve Beriev
Be-103 poderia cumprir
missões de apoio à esquadra e à
marinha mercante em áreas
costeiras, servindo como transporte
de pessoal e suprimentos, busca & resgate, salvamento
e socorro médico urgente,
além de patrulhamento fluvial
contra tráfico, contrabando (madeireiras), queimadas, etc.