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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros


AERONAVES DE INTELIGÊNCIA

DE COMBATE NA AMAZÔNIA




EMB 145 AEW&C - Arte

E 99 (R 99 A) - o EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação da Embraer)






O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


A EMBRAER é uma das 3 maiores fabricantes de aviões comerciais do mundo. Possui mais de 2.000 aeronaves regionais a serviço de mais de 130 companhias aéreas de mais de 30 países.


Na área de Defesa, suas
aeronaves estão presentes em mais de 30 Forças Aéreas (dentre elas, as mais sofisticadas). Veja mais sobre a EMBRAER no DEFESA BR.


O jato regional ERJ 145, com 50 assentos, constituiu-se num grande sucesso de vendas, tendo sido dois terços adquiridos por empresas aéreas norte-americanas.



Embraer Família 145 - 800ª Entrega

Evento comemorativo da entrega do 800º ERJ 145 e família.
(Foto Divulgação da Embraer)



A EMBRAER distingue-se por sua avançada tecnologia e pelo sucesso comercial que sua família de jatos regionais vem conquistando em todo o mundo.

Mas neste Século XXI, procura
destacar-se no mercado da aviação militar com suas Aeronaves de Inteligência de Combate, voltadas para vigilância aérea, marítima ou do solo.


No início da décad de 2000 surgiam novas aeronaves de inteligência de combate para cobrirem o território nacional e terem capacidade de operar com enlace em redes como C4ISR.



R 99 A & B
     
  Os R 99 A & B da Força Aérea Brasileira - FAB.
(Foto Divulgação da Embraer)



Estes 2 aviões na foto acima são baseados no modelo ERJ 145. Em primeiro plano na foto está um R 99 A, mais tarde redenominado para E 99, sendo o E referente à vigilância eletrônica. É uma SA, o EMB 145 SA.


O segundo é um R 99 B. Trata-se de Aeronave de AGS, responsável pelo Sensoriamento Remoto. É o EMB 145 RS. O R 99 B tem versão semelhante para Patrulhamento Marítimo, o P 99 (MP/ASW).



VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29 (03:47 MIN)





Diferentes versões militares do ERJ 145 foram incorporadas pelas forças aéreas do Brasil, México e Grécia - atendendo às rígidas exigências tecnológicas da OTAN. A Grécia possui o EMB 145 AEW&C.


Os R 99 foram criados com o objetivo de emprego em missões de inteligência ISR no SIPAM - Sistema de Proteção da Amazônia (total de 8, sendo 5 A e 3 B), juntamente com o ALX-29, SuperTucano (76 unidades). Todos operam em Enlace de Dados (Data Link).


Com o advento do Link-BR2 em 2009, a FAB passou a dispor de um protocolo de enlace de dados de alta qualidade, equiparável aos mais modernos protocolos de sistemas táticos de conexão em rede utilizados no mundo.


Desenvolvido pela Embraer, este protocolo permitirá a viabilização de um moderno sistema de intercâmbio de dados durante operações da FAB, e com a interoperabilidade junto à MB e o EB, em operações conjuntas.




P 99

Aeronave de Patrulhamento Marítimo P 99 com capacidade de
Guerra Anti-Superfície (ASuW) e Anti-Submarino (ASW).
(Foto Embraer)



O curioso nesse projeto é saber que, originalmente, a plataforma usada seria a do EMB-120. A mudança para o ERJ-145 foi causada pelo excesso de peso dos equipamentos. A FAB chegou até a cogitar uma decolagem assistida por foguetes para o EMB-120.


Mais que isso, quase que o ERJ-145 também extrapolava o peso, tendo sido cortados alguns equipamentos do projeto por esse problema de excesso de peso, bem como a remoção das janelas de 3,5 kg.




OS R 99


A Região Amazônica estende-se por 5,2 milhões de km2 e cobre 60 % do Brasil. Para atender todas as operações nessa imensa área, 2 versões especiais do jato regional ERJ 145 foram adquiridas encomendadas ela FAB e hoje já cumprem no 2º/6º GAv de Anápolis suas inovadoras missões, regularmente. É o ESQUADRÃO GUARDIÃO.


A primeira é conhecida pela designação EMB 145 SA (R 99 A) e é uma das mais avançadas e acessíveis aeronaves de alerta aéreo antecipado e controle disponíveis no mercado.


Garante altos níveis de eficiência de missão devido a seu curto tempo de reação, alcançando rapidamente altitudes operacionais com ampla cobertura de área e excelente capacidade de tempo em estação. O R 99 A é capaz
de pode apoiar até 40 caças, simultaneamente.



R 99 A

EMB 145 SA -  R 99 A.
(Foto FAB)



As principais funções do EMB 145 SA, como Aeronave de Vigilância, seriam :

     g   Alerta Aéreo Antecipado;

    
g   Inteligência Eletrônica;

     g   Gerenciamento do Espaço Aéreo;

    
g   Alocação e Controle de Caças;

     g   Suporte a Patrulhamento Marítimo; e

    
g   Controle de Fronteiras.


O modelo é equipado com um exclusivo sistema de radar multimodal de alto desempenho com Doppler ativo em phased-array, incluindo comando e controle a bordo e um avançado sistema de
Enlace de Dados para transmissão e recepção de dados.


O principal equipamento de missão do jato é o radar Ericsson OS-890 ERIEYE, um compacto sistema de missão no estado-da-arte. Dotado de tecnologia de sensor inteligente e sistemas de controle e comando com interface amigável ao usuário, este sistema permite uma aquisição de informações rápida, abrangente e precisa.


Ele é capaz de detectar um grande número de alvos a até 500 km de distância em uma abertura de 360º.
Já o alcance dos radares das aeronaves de caça costuma ser bastante inferior, o que demonstra a importância vital de ter-se aeronaves de alerta aéreo antecipado e controle no ambiente moderno de combate aéreo.



ALCANCE DE RADAR
PARA RCS PADRÃO
DA FAB DE 5 M2 :



 AERONAVES
KM
R 99 A
500
F-5 M
74
Su-35
190
Rafale
130
F-16 C
120
F/A-18 E/F
210

 

Em vez da antena giratória de tipo rotodome que equipa outras aeronaves semelhantes, o EMB 145 SA opera com uma antena dorsal montada sobre a fuselagem, o que reduz  o arrasto aerodinâmico e permite excepcional cobertura volumétrica em missões de vigilância realizadas em qualquer altitude.



R 99 A

Embraer EMB-145 SA R 99 A na Amazônia.
(Foto Embraer)



O feixe eletrônico de radar supera as limitações das antenas giratórias e permite um direcionamento mais rápido, além de intervalos de tempo seletivos e maiores ao lidar com alvos múltiplos.


Os sistemas deste jato podem ser utilizados em uma ampla gama de missões de alerta aéreo antecipado em ambientes marítimos e terrestres em qualquer condição meteorológica, incluindo controle militar de tráfego aéreo e aplicações de alerta situacional.



A aeronave também incorpora um sistema em rede, totalmente automatizado para comando e controle de tráfego aéreo, vigilância de área, vetoração de aeronaves de combate, administração do link de dados e correlação de interceptação ELINT / COMINT.



EMB 145 AEW&C - Flare

EMB145 AEW&C da Força Aérea Grega testando seu sistema
de autodefesa com lançamento de cartuchos despistadores FLARE.
(Foto Embraer)



A segunda aeronave é designada EMB 145 RS (R 99 B) e foi especialmente preparada para missões de vigilância do solo e as atividades de proteção ambiental sobre a vasta bacia amazônica brasileira, através de um avançado sistema de sensoriamento remoto disponível. Este é um recurso avançado capaz de prover imagens e inteligência eletrônica sobre alvos no solo em tempo real e quase real.


É equipado com um extenso conjunto de sensores que inclui um radar SAR de alto desempenho, sensores eletroópticos e scanners multiespectrais, bem como sistemas de vigilância eletrônica e de comunicação.



R 99 B

EMB 145 RS - R 99 B em missão na Amazônia.
(Foto Embraer)



O SAR permite o imageamento de áreas extensas do solo, em condições de luz diurna ou noturna e sob qualquer condição meteorológica. Estas imagens podem ser analisadas a bordo ou transmitidas em tempo quase real para estações em terra espalhadas pela região amazônica.


A Embraer soube responder com o EMB 145 RS às exigências da FAB quanto às severas condições ambientais da região amazônica e seu impacto no projeto e na confiabilidade dos sistemas.


Este avião é responsável pelo maior salto qualitativo dado pelo Brasil no monitoramento de extensas áreas e incorpora o que há de mais moderno em tecnologia de vigilância ambiental.



Brasil e Fronteiras

Área de fronteiras da Amazônia Brasileira com 7 Países.
(Arte Correio Braziliense)



Ressalte-se, por fim, que os suecos foram bastante flexíveis quanto às exigências levantadas pela FAB no projeto, como as mais de 60 alterações no software e traduções para o português.


O INÍCIO OPERACIONAL


A Embraer produziu para o SIVAM / SIPAM 8 aeronaves R 99 de vigilância aérea e de sensoriamento remoto, sendo :

     g   5 R 99 A de vigilância aérea (145 SA); e

    
g   3 R 99 B de sensoriamento remoto (145 RS).


A primeira aeronave R 99 A passou por Manaus entre 22 e 24 de maio de 2002. Realizava vôos na região para testar seu contato com o clima amazônico e expor o radar ERIEYE ao calor e à forte umidade. Testou também os meios de enlace datalink. Em junho de 2002, foi feito o teste com a aeronave R 99 B, de sensoriamento remoto.


No dia 24 de julho de 2002, a FAB recebeu da Embraer as 3 primeiras aeronaves com direito à cerimônia de batismo e entrega dos aviões que passaram a vigiar o espaço aéreo e a floresta amazônica a partir daí.


Ainda em 2002, na operação Sulex (hoje conhecida como Charrua), a FAB pôde compreender o real impacto que o R-99 iria causar. Foi nessa ocasião que os R-99 não deixavam de detectar qualquer incursão vinda de Santa Maria ou de Canoas. De fato, os aviões eram captados praticamente na corrida de decolagem, bastando atingir os valores mínimos do MTI.


Na Cruzex de 2006 (a primeira com a participação do F-5M), um E-3F francês dava cobertura a um esquadrão de 4 Mirage 2000D (variante dedicada ao ataque), escoltada por outros 4 Mirage 2000C (variante de superioridade aérea e interceptador). caças F-5M da FAB, orientados pelo E 99 “derrubaram” 2 dos Mirages 2000D e o E-3F desconheceu o que aconteceu.


O Peru fez uso dos serviços do R 99 B há alguns anos atrás, cedido pela FAB para localizar trabalhadores de uma empresa de petróleo peruana que haviam sido seqüestrados por guerrilheiros. Todos estavam no meio da floresta e os guerrilheiros utilizavam um celular via satélite para negociar o resgate. O R 99 B localizou a posição do grupo e a passou para tropas peruanas em terra, que concluiram a operação com sucesso.


Outra operação de R 99 B a entrar para a história foi seu emprego para encontrar sobreviventes e destroços do Airbus A-330 da Air France que caiu no Atlântico, no final de maio de 2009. Trata-se de uma inovação, pois ele fora desenvolvido com o objetivo de realizar sensoriamento remoto terrestre, não para operações de resgate em alto mar.


As plataformas mais indicadas nesse caso seriam o P 99 e o P-3,
de patrulhamento marítimo, cujos equipamentos são mais adequados para a buscas no mar. As ondas interferem muito em sinais de radar. Foi obtida uma forma de filtrar essa interferência nos aparelhos em uso.




ESQUADRÃO GUARDIÃO



Guardião

Emblema do Esquadrão Guardião em um R-99 B da FAB.
(Foto FAB)



Localizada no centro do país, no Estado de Goiás, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) é considerada uma base estratégica da Força Aérea e está abrigando essas inovadoras Aeronaves de Inteligência de Combate.


O Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAv), ou
ESQUADRÃO GUARDIÃO, foi designado para cumprir as atividades das novas aeronaves que protegeriam o espaço aéreo e a floresta amazônica.



2º/6º Guardião
Olhos vigilantes sobre a
nossa Amazônia Azul.




O Hárpia realizou mais de 3.000 de horas de vôo com treinamento específico na empresa Rio Sul para captar mais conhecimentos da aeronave ERJ 145, então operado por ela.


O Esquadrão é composto por 2 Esquadrilhas. A 1ª, com 5 R 99 A, é responsável pelo Controle e Alarme em Vôo. A 2ª, com 3 R 99 B, cumpre missões de sensoriamento remoto.


Note-se que suas funções são completamente diferentes. Além disso, realizam diversas funções específicas para os usuários do SIPAM. Por tudo isso e pela novidade que representam todas essas funções para a FAB, o Esquadrão Guardião ainda encontra-se em processo de implantação e formação de doutrinas antes inexistentes.



VÍDEO - FAB EMBRAER R-99A (01:31 MIN)






Tudo tem que ser feito ao mesmo tempo. Com um generoso número de horas de vôo alocadas, o Esquadrão tem que aprender a voar e manter suas 8 novas e sofisticadas aeronaves, procurar e treinar seu pessoal, e executar as missões, das mais simples às mais complicadas e confidenciais.



Amazônia - Pico da Neblina

Amazônia - Vista a partir do Pico da Neblina.
(Foto EB)




A INTELIGÊNCIA DE COMBATE NO FUTURO


Em julho de 2005, o Comando da Aeronáutica encomendou à Embraer um estudo sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo avião de patrulhamento marítimo baseado nos jatos Embraer 190, para substituir e complementar a frota de 12 aeronaves P-3C Orion modernizadas.



EMBRAER 195
     
O novo EMBRAER EMB-195, maior avião regional da Embraer.
(Arte Divulgação Embraer)



Em vez de substituir os P-3C, o novo avião poderá complementar a frota a partir de 2016. O primeiro P-3C modernizado foi entregue à FAB em 2008 ea quinta no final de 2012.


Os estudos para o desenvolvimento da nova aeronave de patrulha foram coordenados pelo Estado Maior da Aeronáutica que, junto com a Embraer, criou um grupo de trabalho encarregado de elaborar as especificações técnicas necessárias.


As aeronaves da nova família poderão ser desenvolvidas com a finalidade de exercerem elevado nível de proteção e vigilância aérea e terrestre, além do patrulhamento marítimo. 
Serão os R e P 195, ou será um único modelo multimissão.


Com o advento do cargueiro KC-390, confirmado em 2010, abriu-se um novo leque de opções para a criação de toda uma família para a Inteligência de Combate no Futuro.


Um leque de funções importantes incluiria Alerta Aéreo Antecipado, Inteligência Eletrônica, Gerenciamento do Espaço Aéreo, Alocação e Controle de Caças, Suporte a Patrulhamento Marítimo, e até o tão falado hoje Controle de Fronteiras.


Em dezembro de 2012, a Força Aérea Brasileira selecionou a Embraer Aviation International (EAI) para modernizar e integrar novos sistemas embarcados nas cinco aeronaves de vigilância E-99.


O contrato de 86,9 milhões de euros previa a aquisição dos novos equipamentos para atualizar os componentes antigos das aeronaves. Outros 10 milhões de reais seriam necessários para os serviços de integração.




ACS ERJ 145 - US ARMY & US NAVY


Em 2 de agosto de 2004, o US Army escolheu a plataforma do ERJ 145 para seu projeto de avião espião ACS (Aerial Common Sensor). Esse sistema aéreo de ISR seria integrado pela americana Lockheed Martin.


As aeronaves ACS deveriam ter uma variedade de sensores para detectar, identificar, localizar, rastrear e rapidamente disseminar dados para aviões de combate e vetorar UAVs. Deveriam criar a bordo uma espécie de imagem fundida de várias fontes de inteligência, permitindo-lhe o comando e o controle de operações em terra.


Em julho de 2005, o ERJ 145 foi descartado do processo ACS, "aparentemente", devido ao excessivo aumento de peso de novos sistemas a serem incorporados. O programa todo foi cancelado a seguir.




FONTES & LINKS


FAB

EMBRAER

SIPAM

Global Security - EMB 145

SPOTTER - Esquadrões

AEWA - AEW Association

AEWA - Seminar

Blog Defesa BR :

       Esquadrão Guardião Fazendo História na Amazônia

       Embraer Modernizará Aeronaves de Vigilância Eletrônica E 99 da FAB




VÍDEOS


Videos do You Tube