Estes 2
aviões na foto
acima são baseados no modelo ERJ 145. Em primeiro plano na foto
está
um R 99 A, mais tarde redenominado para E 99, sendo o E referente
à
vigilância eletrônica. É uma SA, o EMB 145 SA.
O segundo é um R 99 B.
Trata-se de Aeronave de AGS, responsável pelo Sensoriamento
Remoto.
É o EMB 145 RS. O R 99 B tem versão semelhante para
Patrulhamento
Marítimo, o P 99 (MP/ASW).
VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29
(03:47 MIN)
Diferentes
versões militares do ERJ 145 foram incorporadas pelas
forças aéreas do Brasil, México e Grécia -
atendendo
às rígidas exigências tecnológicas da OTAN.
A Grécia possui o EMB 145 AEW&C.
Os
R
99 foram criados com o objetivo de emprego em missões de
inteligência ISR no SIPAM -
Sistema de Proteção
da Amazônia (total de 8, sendo 5 A e 3
B), juntamente com o ALX-29, SuperTucano (76
unidades). Todos operam em Enlace de Dados (Data Link).
Com o advento do Link-BR2 em
2009,
a FAB passou a dispor de um protocolo de enlace
de dados de alta qualidade, equiparável aos mais modernos
protocolos de
sistemas táticos de conexão em rede utilizados no mundo.
Desenvolvido pela Embraer, este protocolo permitirá a
viabilização de
um moderno sistema de intercâmbio de dados durante
operações da FAB, e
com a interoperabilidade junto à MB e o EB, em
operações conjuntas.
Aeronave de Patrulhamento
Marítimo P 99 com capacidade
de
Guerra Anti-Superfície (ASuW) e
Anti-Submarino (ASW).
(Foto Embraer)
O curioso nesse
projeto
é saber que, originalmente, a plataforma usada seria a do
EMB-120.
A mudança para o ERJ-145 foi causada pelo excesso de peso dos
equipamentos.
A FAB chegou até a cogitar uma decolagem assistida por foguetes
para
o EMB-120.
Mais que isso, quase que o ERJ-145 também extrapolava o peso,
tendo
sido cortados alguns equipamentos do projeto por esse problema de
excesso
de peso, bem como a remoção das janelas de 3,5 kg.
OS R 99
A Região
Amazônica
estende-se
por 5,2 milhões de km2 e cobre 60 % do Brasil. Para atender todas as
operações nessa imensa área, 2 versões
especiais do jato regional ERJ 145 foram adquiridas encomendadas ela
FAB e hoje já cumprem no 2º/6º GAv de Anápolis
suas inovadoras missões, regularmente. É o ESQUADRÃO
GUARDIÃO.
A primeira
é conhecida pela designação EMB
145 SA (R 99 A) e é uma das mais avançadas e
acessíveis aeronaves de alerta aéreo antecipado e
controle disponíveis no mercado.
Garante altos níveis de eficiência de missão devido
a seu curto tempo de reação, alcançando
rapidamente altitudes operacionais com ampla cobertura de área e
excelente capacidade de tempo em estação. O R 99 A
é capaz de pode apoiar até 40
caças, simultaneamente.
EMB 145 SA - R 99 A.
(Foto FAB)
As
principais funções do EMB 145 SA, como Aeronave de
Vigilância, seriam :
Alerta Aéreo
Antecipado;
Inteligência
Eletrônica;
Gerenciamento do Espaço
Aéreo;
Alocação e
Controle de Caças;
Suporte a Patrulhamento
Marítimo; e
Controle de Fronteiras.
O modelo é equipado com um exclusivo sistema de radar multimodal
de alto desempenho com Doppler ativo em phased-array, incluindo comando
e controle a bordo e um avançado sistema de Enlace
de Dados para transmissão e
recepção de dados.
O principal
equipamento de missão do jato é o radar Ericsson OS-890 ERIEYE, um
compacto sistema de missão no estado-da-arte. Dotado de
tecnologia de sensor inteligente e sistemas de controle e comando com
interface amigável ao usuário, este sistema permite uma
aquisição de informações rápida,
abrangente e precisa.
Ele é capaz de detectar um grande número de
alvos a até 500 km de
distância em uma abertura de 360º.
Já o alcance dos radares das aeronaves de
caça costuma ser bastante
inferior,
o que demonstra a importância vital de ter-se aeronaves de alerta
aéreo antecipado e controle no ambiente moderno de combate
aéreo.
ALCANCE DE RADAR
PARA RCS PADRÃO
DA FAB DE 5 M2 :
AERONAVES
|
KM
|
R 99 A
|
500
|
F-5 M
|
74
|
Su-35
|
190
|
Rafale
|
130
|
F-16 C
|
120
|
F/A-18
E/F
|
210
|
Em
vez da antena giratória de tipo rotodome que equipa outras
aeronaves semelhantes, o EMB 145 SA opera com uma antena dorsal montada
sobre a fuselagem, o que reduz o arrasto aerodinâmico e
permite excepcional
cobertura volumétrica em missões de vigilância
realizadas
em qualquer altitude.
Embraer EMB-145 SA
R 99 A na Amazônia.
(Foto Embraer)
O feixe
eletrônico de radar supera as limitações das
antenas giratórias e permite um direcionamento mais
rápido, além de intervalos de tempo seletivos e maiores
ao lidar com alvos múltiplos.
Os sistemas deste jato podem ser utilizados em uma ampla gama de
missões de alerta aéreo antecipado em ambientes
marítimos e terrestres em qualquer condição
meteorológica, incluindo controle militar de tráfego
aéreo e aplicações de alerta situacional.
A aeronave
também incorpora um sistema em rede, totalmente automatizado
para comando e controle de tráfego aéreo,
vigilância de área, vetoração de aeronaves
de combate, administração do link de dados e
correlação de interceptação ELINT / COMINT.
EMB145 AEW&C da
Força Aérea Grega testando seu sistema
de autodefesa com lançamento de cartuchos despistadores FLARE.
(Foto Embraer)
A segunda
aeronave é designada EMB
145 RS (R 99 B) e foi especialmente preparada para missões
de vigilância do solo e as atividades de proteção
ambiental sobre a vasta bacia amazônica brasileira,
através de um avançado sistema de sensoriamento remoto
disponível. Este é um recurso avançado capaz de
prover imagens e inteligência eletrônica sobre alvos no
solo em tempo real e quase real.
É
equipado com um extenso conjunto de sensores que inclui um radar SAR de alto desempenho,
sensores eletroópticos e scanners multiespectrais, bem como
sistemas de vigilância eletrônica e de
comunicação.
EMB 145 RS - R 99 B em
missão na Amazônia.
(Foto Embraer)
O SAR permite
o imageamento de áreas extensas do solo, em
condições de luz diurna ou noturna e sob qualquer
condição meteorológica. Estas imagens podem ser
analisadas a bordo ou transmitidas em tempo quase real para
estações em terra espalhadas pela região
amazônica.
A Embraer soube responder com o EMB 145 RS às exigências
da FAB quanto às severas condições ambientais
da região amazônica e seu impacto no projeto e na
confiabilidade dos sistemas.
Este
avião é responsável pelo maior salto qualitativo
dado pelo Brasil no monitoramento de
extensas áreas e incorpora o que há de mais moderno em
tecnologia de vigilância ambiental.
Ressalte-se, por
fim,
que os suecos foram bastante flexíveis quanto às
exigências
levantadas pela FAB no projeto, como as mais de 60
alterações
no software e traduções para o português.
O
INÍCIO OPERACIONAL
A Embraer
produziu para o SIVAM / SIPAM 8 aeronaves R 99
de
vigilância aérea e de
sensoriamento remoto, sendo :
5
R 99 A de vigilância aérea (145 SA); e
3
R 99 B de sensoriamento remoto (145 RS).
A primeira aeronave R 99 A passou por Manaus entre 22 e 24 de maio de
2002. Realizava vôos na região para testar seu contato com
o clima amazônico e expor o radar ERIEYE ao calor e
à forte umidade. Testou também os meios de enlace
datalink. Em junho de
2002, foi feito o teste com a aeronave R 99 B, de sensoriamento remoto.
No dia 24 de julho de 2002, a FAB recebeu da Embraer as 3
primeiras aeronaves com direito à cerimônia de batismo
e entrega dos aviões que passaram a vigiar o espaço
aéreo e a floresta amazônica a partir daí.
Ainda em 2002, na
operação
Sulex (hoje conhecida como Charrua), a FAB pôde compreender o
real
impacto que o R-99 iria causar. Foi nessa ocasião que os R-99
não
deixavam de detectar qualquer incursão vinda de Santa Maria ou
de
Canoas. De fato, os aviões eram captados praticamente na corrida
de
decolagem, bastando atingir os valores mínimos do MTI.
Na Cruzex de 2006 (a primeira com a
participação do F-5M), um E-3F francês dava
cobertura a um esquadrão de
4 Mirage 2000D (variante dedicada ao ataque), escoltada por outros 4
Mirage 2000C (variante de superioridade aérea e interceptador).
caças
F-5M da FAB, orientados pelo E 99 “derrubaram” 2 dos Mirages 2000D e o
E-3F desconheceu o que aconteceu.
O Peru fez uso dos serviços do R 99 B há alguns anos
atrás, cedido pela
FAB para localizar trabalhadores de uma empresa de petróleo
peruana que
haviam sido seqüestrados por guerrilheiros. Todos estavam no meio
da
floresta e os guerrilheiros utilizavam um celular via satélite
para
negociar o resgate. O R 99 B localizou a posição do grupo
e a passou
para tropas peruanas em terra, que concluiram a operação
com sucesso.
Outra operação de R 99 B a entrar para a história
foi seu emprego para
encontrar sobreviventes e destroços do Airbus A-330 da Air
France que
caiu no Atlântico, no final de maio de 2009. Trata-se de uma
inovação,
pois ele fora desenvolvido com o objetivo de realizar sensoriamento
remoto terrestre, não para operações de resgate em
alto mar.
As plataformas mais indicadas nesse caso seriam o P 99 e o P-3, de
patrulhamento marítimo, cujos equipamentos
são mais adequados para a buscas no mar. As ondas interferem
muito em
sinais de radar. Foi obtida uma forma de filtrar essa
interferência nos
aparelhos em uso.
ESQUADRÃO
GUARDIÃO

Emblema do
Esquadrão Guardião em um R-99 B da FAB.
(Foto FAB)
Localizada no
centro do país, no Estado de Goiás, a Base Aérea
de
Anápolis (BAAN) é considerada uma base estratégica
da Força Aérea e está abrigando essas inovadoras
Aeronaves de Inteligência de Combate.
O Segundo Esquadrão do Sexto
Grupo de Aviação (2º/6º
GAv), ou ESQUADRÃO
GUARDIÃO, foi designado para
cumprir as
atividades das novas aeronaves que protegeriam o
espaço
aéreo e a floresta amazônica.
Olhos vigilantes sobre a
nossa Amazônia Azul.
O
Hárpia realizou mais de 3.000 de horas de vôo com
treinamento específico na empresa Rio Sul para captar mais
conhecimentos da aeronave ERJ 145, então operado por ela.
O
Esquadrão é composto por 2 Esquadrilhas. A 1ª, com 5
R 99 A, é responsável pelo Controle e Alarme em
Vôo. A 2ª,
com 3 R 99 B, cumpre missões de sensoriamento remoto.
Note-se que suas funções são completamente
diferentes. Além disso, realizam diversas funções
específicas para os usuários do SIPAM. Por tudo isso
e pela novidade que representam todas essas funções para
a FAB, o Esquadrão Guardião ainda encontra-se em processo
de implantação e formação de doutrinas
antes inexistentes.
VÍDEO - FAB EMBRAER R-99A
(01:31 MIN)
Tudo tem que
ser feito ao mesmo tempo. Com um generoso número de horas
de vôo alocadas, o Esquadrão tem que aprender a voar e
manter
suas 8 novas e sofisticadas aeronaves, procurar e treinar seu pessoal,
e executar as missões, das mais simples às mais
complicadas e confidenciais.
Amazônia - Vista a
partir do Pico da Neblina.
(Foto EB)
A
INTELIGÊNCIA
DE COMBATE NO
FUTURO
Em
julho
de 2005, o Comando da Aeronáutica encomendou à Embraer um
estudo
sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo avião de
patrulhamento marítimo baseado
nos jatos
Embraer 190, para substituir
e complementar a frota de 12 aeronaves P-3C Orion modernizadas.
O novo EMBRAER EMB-195, maior avião
regional da Embraer.
(Arte
Divulgação Embraer)
Em vez de substituir os P-3C, o
novo avião poderá complementar a frota a partir de 2016.
O primeiro P-3C modernizado foi entregue à
FAB em 2008 ea quinta no final de 2012.
Os estudos para o
desenvolvimento da nova aeronave de patrulha foram
coordenados pelo Estado Maior da Aeronáutica que, junto com a
Embraer, criou um grupo de trabalho encarregado de elaborar as
especificações técnicas necessárias.
As aeronaves da nova família poderão ser desenvolvidas
com a finalidade de exercerem elevado nível de
proteção e vigilância aérea e terrestre,
além do patrulhamento marítimo. Serão os R
e P 195,
ou será um único modelo multimissão.
Com o advento do cargueiro KC-390,
confirmado em 2010, abriu-se
um novo leque de opções para a criação de
toda uma família para a Inteligência de Combate no Futuro.
Um leque de funções importantes incluiria Alerta
Aéreo Antecipado, Inteligência Eletrônica,
Gerenciamento do Espaço Aéreo, Alocação e
Controle de Caças, Suporte a Patrulhamento Marítimo, e
até o tão falado hoje Controle de Fronteiras.
Em dezembro de 2012, a
Força
Aérea Brasileira selecionou a Embraer Aviation International
(EAI) para modernizar e integrar novos sistemas embarcados nas cinco
aeronaves de vigilância E-99.
O contrato de 86,9 milhões de euros previa a
aquisição dos novos equipamentos para atualizar os
componentes antigos das aeronaves. Outros 10 milhões de reais
seriam necessários para os serviços de
integração.
ACS ERJ 145
- US ARMY & US NAVY
Em
2
de agosto de 2004, o US Army escolheu a plataforma do ERJ
145 para seu projeto de avião
espião ACS (Aerial Common
Sensor). Esse sistema
aéreo de ISR seria integrado
pela
americana Lockheed Martin.
As aeronaves ACS
deveriam ter uma variedade de sensores para detectar, identificar,
localizar, rastrear e rapidamente disseminar dados para aviões
de combate e vetorar UAVs. Deveriam criar a
bordo uma
espécie de imagem fundida de várias fontes de
inteligência, permitindo-lhe o comando e o controle de
operações em terra.
Em julho de 2005, o ERJ 145 foi descartado do processo ACS,
"aparentemente", devido ao excessivo aumento de peso de novos sistemas
a serem incorporados. O programa todo foi cancelado a seguir.
FONTES & LINKS
FAB
EMBRAER
SIPAM
Global
Security - EMB 145
SPOTTER
- Esquadrões
AEWA - AEW Association
AEWA - Seminar
Blog Defesa BR :
Esquadrão
Guardião Fazendo História na Amazônia
Embraer
Modernizará Aeronaves de Vigilância Eletrônica E 99
da FAB
VÍDEOS
Videos
do You Tube